





Informação - Saúde - Direitos - Autonomia
Hoje, dia 29, das 14h30 às 17h30, na FSP/USP - Anfiteatro Paula Souza - Av. Dr. Arnaldo, 715 - São Paulo - SP (Próximo a Estação Clínicas do Metro).
Abertura às 14h30, c/ Helena Ribeiro (Diretora da FSP-USP), Maria Rosário Dias de Oliveira Latorre (Presidente da CCEx) - Coordenadoras do Evento.
Mesa Redonda: Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado.
Palestra c/:
- Gustavo Venturi ( FFLCH-USP): Apresentação da Pesquisa da Fundação Perseu Abramo sobre o tema da mesa;
Comentários e debates c/:
- Carmen Simone Grilo Diniz (FSP-USP) - Violência institucional de gênero, como foco no parto e aborto;
- Márcia Couto (FM-USP) - Masculinidades, gênero e violência.
Coordenadora: Augusta Thereza de Alvarenga (FSP/USP).
As inscrições para o Encontro são gratuitas e podem ser feitas no site da Faculdade ou no local, no dia do evento. Serão fornecidos certificados de participação no mesmo pela Comissão de Cultura e Extensão da FSP/USP.
Inscrições no site - http://www.fsp.usp.br/crintform/phpmyadmin/eventos/form/form1.php?vIdEv=46.
Coordenação Geral do Encontro Comemorativo: Ana Cristina D´Andretta Tanaka – FSP/USP; Augusta Thereza de Alvarenga - FSP/USP; Carmem Simone Grilo Diniz - FSP/USP e Neia Schor - FSP/USP.
Não haverá estacionamento disponível na Faculdade. Mais informações pelo e-mail: svalunos@fsp.usp.br.
Fonte: http://www.fsp.usp.br/site/eventos/mostrar/861.
Contamos c/ um abaixo-assinado que circulou pelas redes afora e duas manifestações - na Reitoria da USP e no MASP, ambas na capital paulista. Mulheres c/ seus filhos/as, nascidos/as pelas mãos de obstetrizes, profissionais, estudantes, alunos/as recém formadas em Obstetrícia clamaram NÃO a esta decisão anti-democrática, c/ vozes e peitos de fora!
Movimentação linda de se ver!
Pela internet muito se falou sobre o assunto, e, nós do Blog Parto no Brasil noticiamos diariamente as novidades e imagens desses atos, c/ orgulho e felicidade (e indignação, claro!).
Abaixo publicamos uma Carta Aberta em apoio ao curso de Obstetrícia, redigida e compartilhada na web e redes sociais, c/ assinaturas de outros veículos de comunicação virtuais, entidades e apoiadores da causa, pelo direito de partejar e nascer c/ respeito!
Publiquem em seus sites/blogs!!!
Com indignação clamamos e lutamos contra esta ação, visto que o curso é o único no País a formar obstetrizes centradas nos cuidados integrais relacionados à saúde da mulher, especialmente em um momento único como o parto e nascimento de um filho, que é visto pelos atuantes deste ofício como algo fisiológico, próprio do corpo feminino, tendo a mulher como protagonista.
Uma formação desta magnitude é uma inovação, dado que o Brasil apresenta elevadas taxas de cesarianas eletivas, alcançado patamares como o 2º. País com os mais altos índices, seja no sistema público de saúde (cerca de 45%), ou no privado (cerca de 90%), mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar um percentual de 15%, assim uma profissão centrada nas especificidades que uma gestante necessita é um ganho para a sociedade e para as futuras gerações, além do mais que já é uma vitória ter o Curso de Obstetrícia reaberto após 30 anos de sua exclusão, ocasionando cenários de violência institucional no atendimento ao parto e nascimento em várias regiões brasileiras, tratando os corpos femininos como templos do saber médico.
Pela continuidade do Curso de Obstetrícia da EACH-USP, pelo reconhecimento de nossas obstetrizes e pela arte de partejar!
Abaixo-assinamos,
Nome das entidades/grupos/coletivos/sites/blogs:
- Blog A Bolsa da Doula - Patrícia Merlin
- Aldeia Materna
- Blog Parir é Natural - Carla Andreucci Polido
- Blog Parto no Brasil – Ana Carolina A. Franzon & Bianca Lanu
- Blog Mamãe Antenada - Pérola B.
- Blog Mães Empreendedoras - Vanessa Rosa
- Blog MaternAtiva - Denise Cardoso
- ciadasmães
- Gesta Paraná - Patrícia Merlin
- Grupo Curumim - Paula Vianna
- Hugo Sabatino
- Kika de Pano - Bruna Leite
- Mamíferas - Kalu Brum
- Umbiguinho Slings
- What Mommy Needs – Carolina Pombo
- Yoga para Gestantes - Anne Sobotta
Muitos sites/blogs estão se mobilizando pelo Curso de Obstetrícia da EACH-USP, confiram:
Obstetrizes Já, da Associação de Obstetrizes da Universidade de São Paulo - http://obstetrizesja.blogspot.com/.
Blog Parir é Natural, da obstetra Carla Polido - Contra a extinção do curso de Obstetrícia - http://parirenatural.blogspot.com/2011/03/contra-extincao-do-curso-de-obstetricia.html.
Fórum Político da Zona Norte de São Paulo - Usp vai perder 300 vagas e o curso de Obstetrícia. È o xóki de jestão tucano - http://forumzn.blogspot.com/2011/03/220320110337.html.
Blog Memórias Póstumas de uma mulher comum, por Nina Barreto - Não ao fechamento do curso de Obstetrícia - http://aninanemliga.blogspot.com/2011/03/nao-ao-fechamento-do-curso-de.html.
Blog Deixa Sair, editado pela jornalista Sonia Hirsh - Viver melhor:todo apoio à obstetrícia - http://www.soniahirsch.com/2011/03/viver-melhor-todo-o-apoio-obstetricia.html.
Site ciadasmães - todo apoio ao curso de obstetrícia da usp - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/03/todo-apoio-ao-curso-de-obstetricia-da-usp/.
Registre você também sua manifestação aqui, deixe seu link nos comentários!
Carta de Sonia Hotmsky à ReHuNa:
As discentes e docentes do Curso de Obstetrícia da USP Leste precisam de nosso apoio!".
Foto de Deborah Rachel, daqui.
* Tese encontrada aqui.
Editorial Boletim Informativo ABENFO - junho de 2009 (Ano 13, n. 39)
Divulgamos a Carta da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO) a favor do Curso de Obstetrícia da EACH-USP:
Aos associados e interessados,
A Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO) é uma entidade que acolhe as duas profissões - obstetrizes e enfermeiros obstetras - conforme assegura a sua denominação, além de enfermeiros que atuam nas áreas de saúde da mulher e do recém-nascido e repudia qualquer manifestação contrária ao Curso de Obstetrícia e seus egressos, ainda que assumidas em caráter pessoal por integrantes de sua Diretoria. Acolher uma parte dos profissionais e renegar outra é uma violação ao Regimento da ABENFO, dado que uma das finalidades centrais da entidade é a defesa de seus associados. Sejam eles obstetrizes ou enfermeiros obstetras.
A ABENFO-SP e ABENFO NACIONAL vem a público relembrar os apoios aos egressos da EACH, prestados ao longo destes anos, como o Editorial em Boletim Informativo da entidade, em março de 2006 (Ano 10, n. 32), onde se destacava a criação do curso, e outro Editorial em junho de 2009 (Ano 13, n. 39), saudando os primeiros formandos e defendendo o trabalho colaborativo. Lembra a participação da associação em eventos realizados pelos alunos da EACH, sempre que solicitada e a participação de membros de sua Diretoria em negociações junto a Secretaria de Estado da Saúde por vagas para os egressos da EACH. E, finalmente, a realização em São Paulo, do III Fórum Nacional de Políticas de atuação de Enfermeiros e Obstetrizes na Assistência à Saúde da Mulher e do Neonato, onde se buscou pacificar o máximo de ABENFOs regionais que fosse possível, em momento tormentoso, onde as resistências aos egressos da EACH ganhavam manifestações vigorosas das ABENFOs de vários estados (Editorial - Boletim Informativo Ano 13, n. 40, outubro de 2009).
Assim, a ABENFO-SP reafirma seu alinhamento com todas as lutas dos profissionais da saúde e usuários pela qualificação da assistência ao parto e nascimento, seja no aprimoramento de modelos assistenciais mais adequados para a promoção da fisiologia da gestação e parto, seja na busca dos melhores modelos de formação profissional para o parto normal.
Atenciosamente,
Divulgo novidades que circularam na web sobre a manifestação contra a redução de vagas e o possível fechamento do Curso de Obstetrícia da EACH-USP, único no País a formar obstetrizes:
Parto de baixo risco com enfermeira sim, por Kalu Brum, jornalista, doula e fotógrafa, além de co-editora do Mamíferas - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/03/parto-de-baixo-risco-com-enfermeira-sim.html.
Obstetriz na saúde da mulher, por Bia Fioretti, fotógrafa e idealizadora do Projeto Mães da Pátria, que fotografa imagens de parteiras pelo mundo - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/03/23/obstetriz-na-saude-da-mulher/.
Lindas fotos do ato realizado ontem, na Reitoria da USP, no Butantã, em São Paulo/SP, que contou c/ a participação de cerca de 150 ativistas a favor da arte de partejar!
O IG noticiou: Governador promete ajuda contra o fechamento de curso da USP Leste, por Cinthia Rodrigues - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/governador+promete+ajuda+contra+fechamento+de+curso+da+usp+leste/n1238187030422.html. O G1 também: Alckmin defende manutenção de curso de Obstetrícia na USP Leste - http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/03/alckmin-defende-manutencao-de-curso-de-obstetricia-na-usp-leste.html.
O site do DCE também comentou e informa sobre a audiência pública na ALESP que será amanhã, dia 24, confiram no link: Audiência pública e paralização no dia 24 - http://www.dceusp.org.br/2011/03/audiencia-publica-e-paralisacao/. Também publicou imagens e vídeos do ato ocorrido ontem: Fotos e vídeos do ato em defesa da Obstetrícia (22/março) - http://www.dceusp.org.br/2011/03/fotos-e-videos-do-ato-em-defesa-da-obstetricia-22marco/.
Para finalizar, fecho c/ as sábias palavras de Adriano Rangel, geógrafo e jornalista, além de conterrâneo dos mares de Caniné (puxa, rs!) via Facebook:
E, neste sábado, dia 26, às 10h no vão livre do MASP, na Av. Paulista, em São Paulo/SP, novo ato de repúdio contra a posição do COFEN e USP, reúnam-se, compareçam, lutem por uma assistência ao parto e nascimento humanizada, pois parir c/ obstetriz é tudo de bom!!!
_ilustração de Ingrid Lotfi, doula e ativista da Parto do Princípio (PP).
Bruna Alonso e Letícia Ventura, alunas do 4º. ano de Obstetrícia
_Confiram no portal da IG como foi a manifestação que reuniu cerca de 150 pessoas: Obstetrícia da USP protesta contra o fechamento do curso, por Cinthia Rodrigues.
Mulheres, obstetrizes, profissionais da saúde e ativistas do Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento se reúnem na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo - USP, em defesa do Curso de Obstetrícia, visto que o mesmo terá suas vagas diminuídas ou, até mesmo, será fechado. O embate é entre o COREN/COFEN/USP.
Já noticiamos a situação nos posts de domingo e de ontem linkando o abaixo-assinado que já conta com mais de 5000 assinaturas! E a mídia noticia:
IG, por Cinthia Rodrigues - Fusão do curso de Obstetrícia da USP significa fim da profissão - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/fusao+do+curso+de+obstetricia+da+usp+significa+fim+da+profissao/n1238183622688.html
DCE - USP - Estudantes pela continuidade da graduação em Obstetrícia na USP - http://www.dceusp.org.br/2011/03/estudantes-pela-continuidade-da-graduacao-em-obstetricia-na-usp/
Em Defesa da Educação Pública - DCE da USP chama ato contra a extinção do curso de Obstetrícia - http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/2011/03/21/dce-da-usp-chama-ato-contra-a-extincao-do-curso-de-obstetricia/
Além disso, a Carta Aberta divulgada ontem pelo Blog Parto no Brasil, escrita pela pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública - FSP da USP, Simone Diniz, veiculou em outros endereços virtuais, como no Blog Saúde com Dilma e no site da Casa Angela. Inclusive, assinem esta petição para que a Casa Angela tenha seu convênio c/ o SUS estabelecido e dê continuidade em seus atendimentos em prol do parto normal - http://www.petitiononline.com/angela10/petition.html.
Confiram, ainda, o Relatório da EACH c/ as informações dos motivos para a diminuição do n° de vagas do Curso de Obstetrícia, entre outros - Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, disponibilizado pelo DCE.
Abaixo segue Carta de Esclarecimento do mesmo órgão:
Caros Alunos,
Na manhã desta segunda-feira, dia 21 de março, foi realizada uma reunião entre a Direção da EACH, a Presidente da Comissão de Graduação, professores e representantes discentes do curso de Obstetrícia para esclarecimento das ações empreendidas, até o momento, junto ao Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP) e à Pró-Reitoria de Graduação em prol do curso.
No período da tarde, foi realizada outra reunião, desta vez com a Pró-Reitora de Graduação, Profa. Dra. Telma Zorn, para discutir a situação do curso de Obstetrícia. Participaram também do encontro o Pró-Reitor Adjunto, Prof. Dr. Paul Jean, o Vice-Diretor da EACH, Prof. Dr. Edson Leite, a Presidente da Comissão de Graduação, Profa. Dra. Mônica Yassuda, a Coordenadora do Curso, Profa. Dra. Nádia Zanon Narchi, e as Profas. Dras. Célia Regina Melo e Jacqueline Brigagão, além de quatro representantes discentes, Flavia Estevan, Thaís Cursino, Mariana Gersavio e Jéssica Silva. A Pró-Reitora afirmou que “a principal preocupação é com os egressos e com os alunos que estão cursando Obstetrícia. Tudo será feito para melhorar o curso. Se for necessária outra reformulação, ela será feita”.
Enquanto acontecia a reunião na Pró-Reitoria, o Diretor da EACH, Prof. Dr. Jorge Boueri, estava reunido com o Presidente do COREN, Dr. Claudio Porto. A partir deste encontro, ficou acertada uma reunião de esclarecimento com todos os alunos e egressos do curso de Obstetrícia para a próxima segunda-feira, dia 28 de março, às 14h, na sede do COREN-SP na Alameda Ribeirão Preto, 82, Bela Vista. Esta reunião contará também com a presença do Prof. Dr. Francisco Cordão, assessor técnico de ensino do COREN e Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.
Quanto ao relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho para Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da EACH, presidido pelo Prof. Dr. Adolpho José Melfi, esclarecemos que o fórum para seu debate é junto à Comissão de Graduação da Escola.
Na Universidade de São Paulo é comum a avaliação permanente da graduação e a revisão dos cursos da EACH é absolutamente natural, indo de encontro às demandas sociais, científicas e tecnológicas da sociedade.
Para finalizar a prosa assistam a manifestação dos/as estudantes de Obstetrícia após a divulgação deste relatório acima:
Como vocês devem estar acompanhando, a Reitoria da USP ameaça não oferecer ocurso de Obstetrícia no vestibular de 2012. Isto porque o Conselho Federal de Enfermagem se recusa a aceitar o registro das obstetrizes (apesar delas terem seu direito de registro garantido na justiça). Como tenho muitas amigas enfermeiras e tenho grande respeito por esta profissão, quero dizer que muitas discordam desta atitude do seu conselho e acham que as enfermeiras e obstetrizes devem estar unidas na luta por uma assistência ao parto que respeite os direitos da mulher.
Como ativistas e pesquisadores no campo de saúde e direitos da mulher, sabemos que o que o Brasil precisa hoje é de profissionais capazes de facilitar o parto fisiológico, promover um parto seguro e respeitoso, e reduzir as inaceitáveis taxas de episiotomias, induções, kristeller e outras intervenções obsoletas, agressivas, dolorosas e arriscadas no parto. Este cenário de parto agressivo somado à violência institucional e ao desrespeito ao direito a acompanhantes, faz com que muitas mulheres, para escapar da violência, prefiram uma cesárea desnecessária, com todos os riscos implicados para mãe e bebê. Ou seja, temos um conflito de interesses: manter as coisas como estão – um “parto pessimizado”, favorece aqueles profissionais que se beneficiam com este modelo violento, pois assim podem impor às mulheres o “modelo da cesárea de rotina” como alternativa “melhor”.
*A parteira de nível universitário é a profissional que atende os partos das mulheres saudáveis nos países desenvolvidos, e que está associada aos melhores resultados maternos e neonatais*. O Brasil precisa desta profissional com urgência, em um sistema de atenção integral e hierarquizado, principalmente agora que estamos nos perguntando os porquês do aumento das taxas de mortalidade e morbidade materna, e os porquês detanta violência no parto.
Se você se importa com este quadro, rogo que assine o abaixo-assinado pedindo a manutenção do curso:
Link: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
Convidamos também para a manifestação na porta da Reitoria da USP, no dia 22/03 às 9:00h
Link: http://www.facebook.com/event.php?eid=202473466447962&index=1
Peço ainda que se este assunto toca você, convide os amigos e colegas, e divulguem nas suas listas e redes sociais esta luta.
Um abraço e preparem seus cartazes, dia 22 iremos às ruas, será nosso dia de fúria. "
O post de hoje divulga novas repercussões da redução do n° de vagas do Curso de Obstetrícia da USP Leste, noticiada ontem pelo Blog Parto no Brasil em um post extraordinário c/ a divulgação do abaixo-assinado, assim, trazemos algumas notícias de outros veículos de comunicação virtuais sobre os imprevistos que tal graduação está passando, correndo o risco, inclusive, de ser fechado, confiram abaixo:
IG São Paulo, por Cinthia Rodrigues e Tatiana Klix - USP Leste pode fechar mais de 300 vagas - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/usp+leste+pode+fechar+mais+de+300+vagas/n1238177421365.html
G1, por Ana Santi - Estudantes protestam contra a redução de vagas na USP Leste - http://g1.globo.com/vc-no-g1/noticia/2011/03/estudantes-protestam-contra-reducao-de-vagas-na-usp-leste.html
Site Vi o mundo, por Luiz Carlos Azenha - A carta dos alunos de obstetrícia da USP - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-carta-dos-alunos-de-obstetricia.html?awesm=fbshare.me_AahWh&utm_content=fbshare-js-large&utm_medium=fbshare.me-facebook-post&utm_source=facebook.com
Confiram a página do Facebook em apoio à causa - Apoie a Obtetrícia - USP / Support Midwifes - http://www.facebook.com/home.php?sk=group_149118918485370&id=149644571766138&ref=notif¬if_t=like.
Recebemos, também, outros informes da obstetriz Camilla Schneck sobre a intensa movimentação de pessoas que apoiam a manutenção do Curso de Obstetrícia:
"Desde sexta-feira foi lançado um abaixo-assinado online - site seguro - para apoio em resposta a informação de que o acesso ao vestibular pode ser suspenso.
Desde após um intenso trabalho de muitas pessoas - principalmente alunos e outros apoiadores - ja temos 2600 assinaturas sem irmos às ruas. Isto se referiu ao trabalho das pessoas online solicitando o apoio a seus contatos.
Além das assinaturas temos também uma tag no twiter #ficaobs que ficou hoje a tarde na lista dos tt (trendstopics) ou seja: ficou entre os 10 tags mais comentados no Estado de SP e figurou por alguns minutos entre os dez tags do Brasil.
O Facebook tambem recebeu suas postagens.
Ainda convidamos para o ato de apoio ao curso organizado pelos alunos da EACH terça, às 09h00, em frente a reitoria da USP. "
Portanto, nesta terça-feira, dia 22, acontecerá um ato em protesto, das 9 às 11 horas, em frente a Reitoria da USP, participem!
"A USP precisa entender - o curso de Obstetrícia é INOVAÇÃO: a retirada da prática de intervenções obsoletas (episiotomia e aceleração de rotina, kristeler, parto em litotomia, jejum etc.) e a introdução de procedimentos seguros efetivos - acompanhantes, cuidados uma-a-uma, recursos não-farmacológicos é papel da Obstetriz - levando à redução das cesáreas desnecessárias e melhorando os indicadores maternos e neonatais."
Confiram o documento na íntegra e acessem o abaixo-assinado no link - http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452.
A saúde da mulher encontra no Brasil números alarmantes. A OMS recomenda que o número de cirurgias cesáreas não ultrapasse 15%, porém, na rede pública brasileira este número alcança a marca de 48% e na rede particular de 70% a 90%. Apesar do incentivo do Ministério da Saúde do Brasil pelo parto normal e pela humanização dos mesmos, as taxas permanecem altas. Sendo assim, em resposta a este quadro, o curso de Obstetrícia foi reaberto na Universidade de São Paulo em 2005, 34 anos depois de sua extinção na mesma universidade.
Ressurgiu determinado a formar profissionais da saúde, capacitados para prestar uma assistência humanizada à população brasileira no que se refere assistência pré-natal, parto e pós parto, compreendendo a saúde da mulher, família e comunidade.
Acreditamos que uma atenção humanizada não é uma especificidade da obstetrícia, certamente profissionais médicos e enfermeiros podem e devem humanizar seu olhar e suas práticas. Contudo, a formação específica de Obstetrícia capacita os profissionais para praticar uma atenção individualizada à mulher e à família, compreendendo-a em seus processos de gestação, parto e amamentação como fisiológico, mas também e igualmente importantes, como processos emocionais, sociais, culturais, espirituais e como sementes para um mundo melhor.
No entanto, apesar de se propor a colaborar com a melhora da atenção a saúde da mulher, desde a sua reabertura, o curso enfrenta muitas dificuldades, dentre elas o impasse em relação a regularização da profissão de obstetriz. No diálogo com as instituições que poderiam regulamentar os profissionais formados nesse curso, viu-se a necessidade de ampliar a formação dos mesmos, o que gerou uma reformulação em sua grade curricular, que a partir de 2011 passa a ser realizado em 4 anos e meio em período integral. Assim, o curso foi tratando de dar respostas, aprender e recordar sempre qual a sua função e a importância que representa na possibilidade de contribuir na melhoria da atenção a saúde no Brasil.
A esses impasses soma-se o fato do curso de Obstetrícia estar situado em um campus recente da USP. Sendo um campus novo, os cursos situados nele têm pouca divulgação e consequentemente menor procura do que cursos tradicionais. Devido a isso, hoje a Obstetrícia enfrenta um problema ainda mais grave do que a regularização de seus profissionais: corre o risco de ter seu vestibular suspenso, o que abre a possibilidade do fechamento do mesmo. Além disso, há também a possibilidade de redução das vagas para acesso ao curso (hoje 60 vagas são disponibilizadas por ano). Entendemos, no entanto, que a realidade da assistência obstétrica no Brasil justifica a manutenção das 60 vagas atuais, permitindo a formação de um maior número de profissionais capacitados na assistência humanizada à saúde da mulher.
Como consequência indireta e não menos importante, a suspensão do vestibular e possível fechamento do curso diminui as chances das pessoas que vivem na Zona Leste de São Paulo, região caracterizada por população de menor poder aquisitivo e, dado o quadro das universidades do Brasil, com menor chances de cursar uma faculdade pública, em geral com maior prestígio no país.
Enfim, estamos falando da possível extinção da profissão Obstetriz e de sua capacidade de mudar a realidade obstétrica brasileira. Hoje os alunos formados podem trabalhar mediante uma ação judicial, porém enfrentam uma oposição das instiuições reguladoras que dificulta o ingresso destes profissionais no mercado de trabalho.
Pedimos, então, o seu apoio para evitar que a Obstetrícia tenha seu vestibular suspenso e sua formação ameaçada. Para isso você deve assinar o texto abaixo, podendo acrescentar comentários pessoais, e depois enviar para o email ajudeaobstetricia@gmail.com
Diante da realidade obstétrica brasileira, com altas taxas de cesárea e morbimortalidade materna, ao contrário das recomendações da OMS, apoio a graduação de Obstetrícia da Universidade de São Paulo, sendo contrário à suspensão de seu vestibular. Da mesma maneira apoio a profissão Obstetriz e sua inserção no mercado de trabalho, uma vez que acredito que este profissional pode alavancar uma assistência humanizada na saúde da mulher, melhorando e ressignificando os processos de gestação, parto e pós-parto.
Por favor, preencher a mão e reenviar digitalizado.
Nome:
Instituição:
Cargo:
Comentários:
Assinatura:
Igualdade de direitos. Fim da discriminação. Fim da violência. Cidadania plena. Reconhecimento. Respeito. Essas são as nossas reivindicações. Somos milhões de brasileiras e brasileiros, ainda excluídos da democracia e ignorado pelas leis do país.
Faz 22 anos que o Brasil se democratizou e promulgou a “Constituição Cidadã”. Entretanto, em todo esse período, nossa jovem democracia não foi capaz de incorporar a população LGBT. Até hoje não existe sequer uma lei que assegure nossos direitos civis. Não existem leis que nos protejam da violência homofóbica.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Por essa razão é que a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, convoca e coordenará todos os/as ativistas de suas 237 ONGs afiliadas e pessoas e organizações aliadas à II Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser realizada na cidade de Brasília , em 18 de maio de 2011, com concentração às 9h, na Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana.
O dia 17 de maio é comemorado como o dia internacional contra a homofobia (ódio, agressão, violência, discriminação e até morte de LGBT). A data marca uma vitória histórica do Movimento LGBT internacional. Foi quando a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade do Código Internacional de Doenças.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil está mudando. Elegemos um operário e agora uma mulher presidenta da República, que coloca como meta central de seu governo a erradicação da extrema pobreza. A sociedade brasileira não é contra o reconhecimento dos direitos LGBT. A grande oposição à cidadania LGBT vem dos fundamentalistas religiosos. Algumas denominações evangélicas e parte da igreja católica dedicam esforços imensos a atacar permanentemente a comunidade LGBT e bloquear qualquer ação que garanta direitos a essa população.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico – separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada - individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
Não aceitamos que dogmas religiosos sejam usados como justificativas para o preconceito e negação de direitos aos LGBT. É preciso assegurar a laicidade do Estado e garantir o respeito à diversidade.
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos.
Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.
Defendemos que:
- o Estado laico seja assegurado, sem interferência dos fundamentalismos religiosos;
- o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção dos Direitos Humanos e Cidadania de LGBT, garantindo recursos orçamentários e o necessário controle social e accountability na sua execução, promovendo a diminuição da homofobia;
- todos governos estaduais e municipais instituam : coordenadorias LGBT, Conselhos LGBT e Planos de Combate à Homofobia;
- o Congresso Nacional aprove a criminalização da homofobia (PLC 122), a união estável e o casamento civil; a alteração do prenome das pessoas transexuais, o reconhecimento do nome social das travestis;
- o Judiciário, em todos os níveis, faça valer a igualdade plena entre todas as pessoas, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero;
- o Superior Tribunal de Justiça reconheça como entidades familiares as uniões entre pessoas do mesmo sexo;
- o Supremo Tribunal Federal julgue favoravelmente às Ações que pleiteiam a união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito das pessoas transexuais alterarem seu prenome.