quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Agenda Parto no Brasil

Confiram as novidades para meados de fevereiro e nossa agenda semanal!
‎1ª Fraldada de Curitiba adiada, por conta da greve do sistema de transporte público A nova data será dia 29 de Fevereiro, quarta-feira, as 15 hs no Parque Barigui.







terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Partejando: quais os caminhos para esta arte?

O texto de hoje nos conta, na voz de três obstetrizes, ou parteiras graduadas, como se configura o ofício através da Faculdade de Obstetrícia, da EACH - USP Leste, bem como os desafios da profissão.



Por

Bianca Alves de Oliveira Zorzam
Formada pela 1a. turma do Curso de Obstetrícia da USP, em 2008. Doula, consultora em amamentação, e mestranda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), integrante do Grupo La Mare
biancazorzam@gmail.com

Bianca Dias Amaral
Formada pela 1a. turma do Curso de Obstetrícia da USP, em 2008. Especialista em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde (SES/SP), integrante do Grupo La Mare e obstetriz da Medicina Preventiva da Unimed Jundiaí 
bibadias@yahoo.com

Maíra Fernandes Bittencourt
Formada pela 2a. turma do Curso de Obstetrícia da USP, em 2009. Integrante do Grupo La Mare, conselheira fiscal da Associação de Alunos e Egressos do Curso de Obstetrícia da USP (AO-USP), colaboradora da ONG Amigas do Parto e obstetriz da Medicina Preventiva da Unimed Jundiaí
mairafarfala@yahoo.com.br

A criação de parteiras acadêmicas no Brasil é antiga. No século XIX, mme. Durocher, francesa naturalizada aqui no Brasil, foi a primeira mulher a se formar como parteira através do curso aberto pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Com o passar do tempo, formaram-se obstetrizes, termo acadêmico que se criou para designar as parteiras acadêmicas em várias cidades brasileiras, inclusive na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

No século XX, os cursos tinham em média três anos de duração e formavam profissionais diferentes da área médica e da área de Enfermagem. Nos centros obstétricos e em casa, os partos normais eram assistidos por obstetrizes, além dos médicos, mas não por enfermeiras.

Em torno dos anos 70, o modelo político que passou a vigorar começou a rejeitar a formação de obstetrizes e a defender a formação exclusiva de enfermeiros especializados em Obstetrícia, uma vez que esta categoria garantiria a atenção à mulher dentro do contexto obstétrico. Além disso, o crescente número de escolas de Enfermagem abertas em todo o País levou à extinção do último curso de formação direta de obstetrizes, o da USP, deixando em vigor apenas uma legislação quanto às atribuições das obstetrizes.

No entanto, movimentos e visões sobre a assistência ao parto e nascimento nunca foram lineares e homogêneos e, aqueles que também se iniciaram por volta dos anos 70 no mundo todo, hoje identificado como o movimento de humanização do parto e nascimento, defensor de uma assistência que respeita a fisiologia e a normalidade deste processo, continuaram a defender a permanência de parteiras tradicionais e acadêmicas como profissionais de vital importância dentro das equipes de saúde e em diversos contextos.

Em vários países, como Holanda, Canadá e Inglaterra, a atuação da obstetriz na assistência ao parto trouxe melhores resultados perinatais, como a redução dos índices de morbi-mortalidade materno-infantis. Essa profissional, especializada em parto normal, promove assistência integral às gestantes, parturientes e puérperas de baixo risco, preservando e protegendo o processo fisiológico do nascimento. Através de técnicas que propiciam o manejo não-farmacológico da dor e a condução do parto fisiológico, a assistência centra-se na segurança e promoção do conforto físico e emocional da mulher durante todo o período gravídico-puerperal, incluindo os primeiros cuidados com o bebê e a amamentação.

Nos últimos anos, muitos esforços têm sido impulsionados pela categoria da Enfermagem Obstétrica no Brasil para a promoção da humanização da assistência ao parto. Estes esforços incluem o trabalho de um grupo de profissionais da Escola de Enfermagem da USP (EEUSP) a partir do projeto da obstetriz Dulce Maria Rosa Gualda, para a retomada da formação direta de obstetrizes no Brasil. Este ousado projeto causou grande polêmica e muitos não entenderam o motivo de se formarem obstetrizes para além da já existente especialização em Enfermagem Obstétrica.

Embora os cursos de especialização em Enfermagem Obstétrica insiram, recentemente, novas perspectivas para a formação de um profissional capacitado a respeitar a fisiologia do nascimento, percebia-se a necessidade de se investir em uma formação com sólidas bases acadêmicas no complexo contexto do parto e do nascimento, sob a perspectiva do modelo de humanização da assistência e as práticas baseadas em evidência, que compreendesse e, acima de tudo, valorizasse as esferas sexuais, culturais e espirituais das mulheres e famílias inseridas no evento da parturição.

O atual curso de Obstetrícia foi concebido e tem se desenvolvido em meio à necessidade de mudanças nos paradigmas dentro dos processos de cuidados, defendendo um novo modelo de assistência obstétrica. 
Durante a formação das novas obstetrizes, além de incluir a importância da assistência obstétrica frente às situações de riscos e patogenicidades, que necessitam de intervenções, são enfocadas e aprofundadas as formas de promoção e proteção de um processo que é essencialmente natural e saudável no contexto da vida da mulher.

Neste sentido, a defesa da retomada do curso de Obstetrícia e sua manutenção objetiva fortalecer e impulsionar as mudanças de paradigmas em relação à atual assistência obstétrica, cujo modelo é extremamente intervencionista e medicalizado, com índices alarmantes de morbidade e mortalidade materno-infantil, decorrentes de intervenções dolorosas e desnecessárias.

Ao contrário do que podem parecer, as obstetrizes estão em plena parceria com os esforços promovidos pela Enfermagem Obstétrica no movimento de humanização da assistência obstétrica. A exemplo de outros Países do mundo, enfermeiras obstétricas e obstetrizes atuam conjuntamente no sistema de saúde. 
Geralmente, as obstetrizes estão no modelo de Centro de Parto Normal (CPN), Casa de Parto e parto domiciliar, realizando a assistência às gestantes de baixo risco, enquanto as enfermeiras estão no cuidado de gestantes de alto risco, em modelo hospitalar. Embora as competências de ambos os profissionais permitam que o inverso também aconteça, isto é, que obstetrizes possam atuar nos contextos hospitalares e de alto risco e as enfermeiras nos contextos não-hospitalares citados acima, de qualquer forma se aposta antes de tudo na promoção e ampliação de um perfil de profissionais profundamente identificados em oferecer assistência para o baixo risco.

Enfermeiras obstétricas e obstetrizes podem e devem coexistir, quando se entendem as diversas instâncias de cuidados e níveis de atenção que envolve a assistência obstétrica. O Brasil tem uma alta demanda por profissionais competentes e qualificados que assistam o parto normal, especialmente porque existe uma escassez, inclusive de enfermeiras obstétricas, em muitos lugares do nosso País.

Após a formação da primeira turma do curso de Obstetrícia, um importante embate e disputa se estabeleceram como resistência ao resgate desta profissional e sua inserção no mercado de trabalho. O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) se negaram a registrar as obstetrizes recém-formadas, ainda que este registro lhes fosse obrigatório por Lei Federal vigente, pela alegação de ser necessária uma formação anterior em Enfermagem para atuar nesta área. Além disso, estes órgãos estimulam uma disputa, já antiga e ultrapassada, entre obstetrizes e enfermeiras obstétricas, admitindo que as obstetrizes vieram tomar o lugar das enfermeiras.

Para entender esta disputa, é importante retomar o papel dos Conselhos na sociedade. Todo profissional de saúde, assim como qualquer profissão que possa colocar em risco a vida de outra pessoa, precisa juridicamente estar inserido num Conselho de classe. Mas, por que obstetrizes esperavam ser registradas no Conselho de Enfermagem? Novamente é preciso voltar na História e entender por que os criadores e docentes do curso de Obstetrícia da USP se surpreenderam com esta posição do Conselho de Enfermagem.

Quando, nos anos 70, se extinguiu o último curso de Obstetrícia, a presença de obstetrizes se manteve no mercado de trabalho e a conquista social pela manutenção desta profissão se conservou. Os Conselhos de Enfermagem abarcaram naturalmente essa profissional (até aquela época, a profissão era exclusivamente de mulheres) e as registraram como obstetrizes, isto é, as obstetrizes tinham um registro nos Conselhos de Enfermagem, mas identificadas como obstetrizes e não enfermeiras ou enfermeiras obstetras, como rapidamente passou a ser designado na formação de Enfermagem.

Nos anos 80, com a reformulação da Lei do exercício profissional de Enfermagem, a obstetriz foi inserida dentro desta plataforma. Nesta Lei, definiu-se que é enfermeiro o portador do diploma de Enfermagem ou Obstetrícia, e a obstetriz é citada inclusive nas determinações exclusivas do enfermeiro obstetra. Por que então esta resistência atual do Conselho em registrar obstetrizes?

Muitas discussões e ações foram e são necessárias para resolver este impasse, que tem gerado grandes obstáculos para as obstetrizes iniciarem sua vida profissional. Como pontua em reflexões com estudantes e egressos do curso de Obstetrícia, a profa. dra. Elizabete Franco Cruz, “não é preciso ser um grande leitor de Foucault e perceber que se trata de uma questão de disputa de poder”.

A formação de obstetrizes e as discussões ideológicas envolvidas seguem em diversos fóruns e alcançaram diversas entidades e associações que militam dentro do movimento de humanização do parto e nascimento e de direitos da mulher. Estes embates estimularam um amadurecimento político entre os estudantes e egressos do curso de Obstetrícia. Em meio a estas dificuldades, originou-se a Associação de Alunos e Egressos do Curso de Obstetrícia da USP (AO-USP), que acaba de se formalizar juridicamente, mas que desde o início do ano de 2011 já conta com membros empenhados, engajados e dedicados na luta pelo reconhecimento desta profissional e do modelo de assistência ao qual se inseriu a retomada das obstetrizes.

As obstetrizes que já conseguiram iniciar sua prática no contexto da assistência obstétrica vêm devagar encontrando reconhecimento dentro dos serviços e fora deles. Algumas iniciaram o trabalho ainda fora da prática de partejar, com o importante papel de produção acadêmica e científica para a manutenção e fortalecimento de uma assistência embasada e consistente, levando à frente todas as reflexões filosóficas e ideológicas que as práticas de promoção para a saúde da mulher e perinatal necessitam.

Outra minoria já iniciou sua jornada de atuação em um modelo não hospitalar, sintonizadas com mulheres que também buscam e desejam experiências diferentes, mais plenas e conscientes no seu processo de parturição e iniciação na vida como mãe, promovendo assistência domiciliar às mulheres e suas famílias durante a gravidez, parto e puerpério.

Também podemos encontrar outras poucas que iniciaram sua prática dentro de serviços obstétricos. Estas iniciam sua jornada com uma presença que reluta em desempenhar procedimentos que entende desnecessários e que fazem parte da rotina hospitalar, o que pode soar como incompetência dentro da ótica intervencionista e hegemônica da maior parte dos serviços. As obstetrizes causam estranhamento por alguns colegas de trabalho, encantamentos ou curiosidade e despertar em outros. Apesar de destoantes, a compreensão e aceitação de um novo olhar se desperta aos poucos.

Ainda que a grande maioria das obstetrizes nem sequer ganhou a chance de trabalhar na área e as poucas que estão dentro do Cavalo de Troia contam somente com a perseverança a cada dia, o que realmente alimenta estas parteiras que retomam um lugar na atual assistência obstétrica brasileira é o apoio de multidões de mulheres, que lutam há mais de décadas pelos seus direitos para uma vivência respeitosa do parto e nascimento, que foram às ruas por seu sólido objetivo de mudar o modelo hegemônico de assistência ao parto no Brasil. Esta é uma luta, sobretudo, de nós mulheres.

* Texto integrante de "Parteiras Caiçaras: relatos e retratos sobre parto e nascimento, em Cananeia, SP" - Capítulo Outras Vozes, organizado por Bianca C. Magdalena, publicado em dez. de 2011, c/ apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Cultura, do Governo de São Paulo.

Foto de Silmara Guerreiro, dinda e comadre, em meu trabalho de parto, em ago. de 2009.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Liberdade a Ágnes Geréb!

Neste fim de semana soube do caso judicial de Ágnes Geréb, parteira acusada na Hungria há dois anos de prisão, e outros 10 sem exercer o ofício da partería, além do pagamento dos custos da sentença, por conta de quatro processos. Vejam no link um pouco desta história de injustiça, por Réka Morvay, psicóloga, doula, educadora perinatal e estudante de Obstetrícia - http://www.budapest-moms.com/2012/02/hungarian-midwife-agnes-gereb-receives-2-years-in-prison/

Uma petição circula pela web, participem - http://www.freeagnesgereb.com/petition/ e escrevam p/ protestar para o Consulado - consulate.brz@kum.hu e consul02@hungria.org.br

Neste outro site, mais informações e espaço p/ doações - www.freegereb.org

No Facebook uma campanha também está no ar: Free Ágneshttp://www.picbadges.com/free-gereb-agnes/2492171/?utm_campaign=viral&utm_medium=short-url&utm_source=facebook&login=1#

No vídeo abaixo conheçam um pouco mais sobre o assunto:

 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Multimídia Parto no Brasil - "Temos Direito": O bom parto na TV

Blog Parto no Brasil compartilha hoje quatro das melhores peças audiovisuais já produzidas sobre os direitos das mulheres e seus bebês no parto e nascimento. 

São vídeos da série publicitária "Temos Direito", produzida pela organização argentina Dando a Luz, em parceria com a portuguesa Humpar. As peças são curtas, para serem transmitidas em veículos de massa, e contaram com a participação de artistas famosos da argentina.  

Um belo projeto de comunicação em saúde! Não percam e compartilhem!

Parir acompanhada

Parir sem pressa

Esperar somente 3-4 minutos

Em posição de escolher

[Use o Keepvid para baixar os vídeos]

Assistam outros vídeos na página Dando a Luz.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Blog do Dia em Minha Mãe que Disse

O Blog Parto no Brasil é destaque de hoje na coluna Blog do Dia do site Minha Mãe que Disse - acesse aqui!


O portal abrange uma série de outros sítios virtuais escritos por outras mães, que incluem a maternidade como carro chefe, em Minha Mãe Conhece a Sua!

Bora lá conhecer e compartilhar suas experiências maternas!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Texto inédito: Os Benefícios Comparativos de um Parto Ativo, por Janet Balaskas


O Blog no Brasil compartilha nesta segunda-feira, c/ grande satisfação, um texto inédito, de 2001, traduzido por Talia Gevaerd de Souza, da educadora perinatal inglesa, Janet Balaskas, sobre os benefícios de uma gestante ter um parto ativo.

Janet também é autora do livro "Parto Ativo: guia prático para o parto natural" - disponível em nossa Loja Virtual, além de coordenar o Active Birth Centre, e estará no Brasil novamente, em abril, p/ palestras, imersões e encontros, nos Estados do Rio de Janeiro e Paraná! Confiram no site Parto Ativo Brasil a agenda e as inscrições.



Apreciem, ainda, a entrevista que fiz c/ ela, em 2011, no 1o. módulo em Parto Ativo, em Curitiba/PR, e a publicação autorizada do Manifesto pelo Parto Ativo!



Os Benefícios Comparativos de um Parto Ativo

Janet Balaskas 

Posições Verticais - Cócoras, de pé, de joelhos

* Atuação eficiente da gravidade
O peso da cabeça e do corpo do bebê fazem pressão por igual e vinda de cima sobre o colo do útero, o que resulta em uma dilatação mais rápida.

* O útero pende para frente durante as contrações
Quando a mãe inclina o tronco para frente, isto pode acontecer sem resistência. As contrações então são mais eficientes, e com menos dor.

*Não há pressão sobre as artérias e veias
Inclinar o tronco para frente permite melhor fluxo de sangue para o bebê e a placenta, e melhor oxigenação. Portanto, há menos risco de sofrimento fetal.

*O sacro está móvel
O canal pélvico pode se alargar e se ajustar ao formato da cabeça do bebê.

*As articulações da pélvis podem se expandir
Menos pressão nas articulações diminui a dor (principalmente das costas). Mais espaço, já que aumentam as proporções pélvicas internas.

Segundo estágio – o parto

* Pélvis na vertical
O ângulo de descida do bebê é o mais fácil – para baixo e para fora.
O útero pode aplicar o máximo de sua força, tornando o esforço para parir mais eficiente, e diminuindo o tempo do segundo estágio.

*O períneo expande uniformemente
Diminui o risco de lacerações.

*O bebê no nascimento está em ótimas condições quando o parto é ativo
Menor necessidade de anestesia, analgesia e intervenções, o que reduz o risco de efeitos colaterais. A mulher se sente orgulhosa, com poder e satisfeita.

Mantendo-se em posição vertical para o terceiro estágio  - a saída da placenta

*A gravidade ajuda na separação e expulsão da placenta e na retração do útero, reduzindo a necessidade de sintometrina (no Brasil, é usado atualmente apenas a ocitocina pura)

*Os fluidos são drenados eficientemente do útero, reduzindo o risco de infecção.

*Fica fácil posicionar bem o bebê para a primeira mamada. Sugar o peito estimula o útero a contrair e reduz a perda de sangue.

Posições Reclinadas - Semi-reclinada, supina

*Oposição à gravidade
Menos pressão do peso do bebê sobre o colo do útero. Pressão desigual no colo uterino leva `a dilatação mais lenta e maior propensão a um ‘lábio anterior’ (pedacinho do colo uterino que ainda falta dilatar)

*O útero trabalha contra a gravidade
Estas posições se opõem à gravidade, e a resistência resultante torna as contrações menos eficientes e mais dolorosas.

*O peso do útero comprime as artérias e veias
Pode comprometer o fluxo sanguíneo para o útero, aumentando o risco de sofrimento fetal.

*O sacro está imóvel
Com o peso da mãe sobre o sacro, a passagem pélvica fica mais estreita.

*Pélvis menos móvel
Maior pressão sobre os nervos aumenta a percepção da dor. Menos espaço para o bebê, já que diminuem as proporções internas da pélvis.

Segundo estágio – o parto

Pélvis na horizontal

*O ângulo de descida do bebê é mais difícil – para cima
A força feita para parir se mostra menos eficiente, prolongando o segundo estágio.

*O períneo não pode expandir uniformemente
A cabeça do bebê faz pressão direta sobre o períneo, e o risco de laceração aumenta.

*O bebê no nascimento pode estar comprometido caso o parto seja passivo
Maior necessidade de analgesia, anestesia e intervenções, com possíveis efeitos colaterais.

Deitar-se após o parto

*Separação e expulsão da placenta menos eficientes. Retração mais lenta do útero pode criar a necessidade de sintometrina (no Brasil, atualmente se usa ocitocina pura) para prevenir perda de sangue excessiva.

*Os fluidos tendem a represarem no útero, aumentando o risco de infecção.

*Fica mais difícil posicionar bem o bebê para amamentá-lo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Agenda Parto no Brasil

Em nosso 1o. dia de fevereiro temos uma agenda especial, c/ eventos, cursos, palestras e encontros incríveis! Confiram, e bora anotar!







terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Parto reparto - Uma poesia


Com muita alegria, o Blog Parto no Brasil apresenta, 
hoje, lindos versos escritos por uma mãe.
Como bem disse a autora, ao aceitar que seu texto fosse aqui divulgado: Porque parto também é poesia!
E nós precisamos muito destas expressões, precisamos reprogramar nossas referências com relação ao nascimento.
Então, o convite hoje é para ler e despertar novas sensações. Obrigada Anna Gallafrio!
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Parto reparto

Anna Gallafrio*

Deu vontade de reviver teu parto
Então reparto essa loucura
Como pode tanta dor dar saudade?
A vida que invade dessa dor me cura

O calor que sua
O frio na espinha
Minha vida agora é tua
Tua vida já não será minha

Abro, me abro
Me parto em duas
E são tantas vidas
Nesse quarto, nuas
Encontro e despedida
Dia de Sol, dia de Lua

Grito, empurro
Já não cabes mais em mim
Te chamo  num sussuro
Nosso parto está no fim

Parto, reparto
Eu já deixo você vir
Choro, te imploro
A tua vida parir

Te amei nesse segundo
O primeiro nesse mundo…

De pranto em riso
Teu corpo liso
Meu maior encanto

O teu parto
No meu quarto
Te agradeço tanto!

Num abraço, num instante
Eu filha, eu mãe
Mulher partida

Me refaço, delirante
Eu mãe, eu filha
Mulher parida


Em 02.12.2010, para Mattias



A foto captou a fase mais difícil do trabalho de Parto, o finalzinho da dilatação do colo do útero. 
Chuveiro quente e entrega.

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A autora, por ela mesma:

Sou Anna Gallafrio, 30 anos. Minha formação foi em veterinária, na USP em 2004. Mas minha vocação por pessoas foi falando mais alto e então fui pra Irlanda em 2008 fazer uma formação em Coaching. Voltei trazendo Mattias no ventre e após conhecer toda a rede materna e viver um parto transformador, percebi que esse era o chamado: Coaching para Mulheres! Assim, venho trabalhando o pensamento estratégico de mulheres, auxiliando na gestão das mudanças que estejam passando, na chegada do bebê, na volta ao trabalho, na reorganização da vida de maneira geral. Nada mais satisfatório que acompanhar a busca por equilíbrio, escalando prioridades, traçando metas e principalmente atingindo objetivos!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Parto Aymara

O post que inicia esta semana é sobre uma experiência exitosa no Chile, em Iquique, c/ a população rural Aymara, que mescla saberes tradicionais, partería e atenção ginecológica - confiram no vídeo abaixo:



Saibam mais no post:

http://www.paula.cl/blog/salud/2009/08/05/el-aporte-del-parto-aymara/

"En el hospital de Iquique un doctor y cinco matronas crearon un modelo de parto indígena único en Chile en el que la mujer aimara se entibia con mantas altiplánicas, toma infusiones, recibe masajes de su partera y da a luz en la posición que quiera, rodeada de su familia, como es su tradición. Lo asombroso es que el equipo médico descubrió que aquello que las aimaras han hecho por siglos es exactamente lo mismo que la OMS recomienda para un parto con apego."

Neste outro link pode ser baixado um artigo sobre este tipo de assistência, chamada de intercultural:

Atención Aymara de Salud en el Embarazo y el Parto, em Las Wavas del Inka -

http://www.ilcanet.org/publicaciones/pdf/wawas/wawas_11atencion.pdf

Foto do mapa - daqui.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Poder de decisão - Sexualidade e Direitos Reprodutivos II

Hoje o blog Parto no Brasil quer saber: 
Quando e como foi que você teve consciência de que era SUA a legitimidade para decidir sobre questões que envolviam o seu corpo?

Foi em 1984, em Amsterdan, no Encontro Internacional de Saúde das Mulheres (International Women’s Health Meeting), que a noção de direito inaugurou um novo campo da saúde sexual e reprodutiva. Até então, quando o assunto era sexo, gravidez, nascimento, aborto ou morte materna, só a biologia, a medicina, a família e a religião tinham permissão para os pitacos legítimos.

Em 1988, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o conceito de saúde reprodutiva:
(i) garantia que todos tenham autonomia tanto para a reprodução como para regular a fecundidade; (ii) que as mulheres tenham gestações e partos seguros; (iii) que o resultado da gestação seja bem-sucedido em termos do bem-estar da mãe e sobrevivência do recém-nascido; (iv) que os casais possam ter relacionamentos sexuais sem medo de gravidezes indesejadas ou de contraírem doenças sexualmente transmissíveis. 
Considere: (a) há muitos países em que as meninas "devem" se casar aos 16 anos de idade; outros, em que a prática é comum aos 12; (b) 95% de todos os abortos inseguros são praticados em países em desenvolvimento, são estimadas cerca de 200 mortes ao dia; (c) quem mais sofre e morre são as mulheres mais jovens, mais pobres, não-casadas - e no Brasil, quanto mais escura a cor da pele, piores suas condições de acesso e garantia de direitos; (d) não é sempre, nem em todo lugar, nem para com todos os assuntos que as mulheres são autorizadas a tomar decisões na família.


Então, em 1994, no Egito, e em 1995, na China, duas grandes Conferências da Organização das Nações Unidas finalmente descreveram estas subcategorias dos direitos humanos: os direitos sexuais e os direitos reprodutivos - de tod@s as mulheres e homens.
Os direitos sexuais dizem respeito ao exercício da sexualidade de todas as pessoas. Compreende também viver e expressar livremente a sexualidade sem violência, discriminações, independente de sexo, gênero, orientação sexual, idade, raça, classe social, religião, deficiência mental ou física. É, ainda, receber educação sexual ampla e sem preconceito, exercer a sexualidade independente da reprodução e praticar sexo com segurança e proteção, inclusive com a opção pelo não exercício.  
Os direitos reprodutivos são direitos humanos básicos, ou seja, é o direito das pessoas de decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Todos devem ter acesso às informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não filhos. Direito reprodutivo é, também, ter o direito de exercer a sua sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência. 
Todo o processo de elaboração política tinha como um de seus objetivos principais, a redução da morte materna. Mais uma vez, as mulheres dos países em desenvolvimento configuram a crueldade da não distribuição de recursos: menos de 1% das mortes maternas do mundo ocorrem em países ricos.

A crítica essencial que podemos fazer trata exatamente do acesso à garantia de que estes direitos sejam efetivados, ou poder e recursos: determinantes sociais e marcadores de diferenças são traduzidos em normas sociais que interferem subjetivamente nas nossas escolhas, por vezes comprometendo a efetivação de alguns dos nossos direitos. 

Ou seja, você é definida pela cor da sua pele, pela renda do teu cargo, pelo número de anos em que esteve na escola, pela escolha religiosa que faz diariamente, por ter uma deficiência física qualquer, por ser muito nova, muito velha, ou muito na hora de ter filhos,... E por não ser homem, não ser homem branco, heterossexual, pai, com emprego fixo.
O campo dos direitos sexuais e direitos reprodutivos é definido em termos de poder e recursos: poder de tomar decisões com base em informações seguras sobre a própria fecundidade, gravidez, educação dos filhos, saúde ginecológica, atividade sexual; e recursos para levar a cabo tais decisões de forma segura. Esse terreno envolve necessariamente a noção de integridade corporal ou controle sobre o próprio corpo. (Correa e Petchesky, 1996). 
Antes de finalizar, uma observação e uma ideia. Porque somos privilegiadas, temos até Internet em casa, muitas de nós com computadores de uso exclusivo e senhas secretas!

A ideia: se as mulheres casadas, em sua absoluta maioria, decidíssemos que iríamos usar preservativo feminino em todas as relações, do início ao fim, e "se narciso não achasse isso feio", certamente, estas mulheres não ocuparíamos o título de grupo de risco dos que mais se contaminam pelo vírus do HIV no Brasil. - E este é o tema de um próximo post, aguarde.

Agora, a observação. Uma das prerrogativas deste espaço, que orienta nossas reflexões e atitudes, trata do exercício da alteridade. Este é um conceito da Antropologia que buscar perceber os outros inseridos em seus contextos - fatalmente diversos entre as pessoas e as situações. Então, por aqui, é comum a defesa dos direitos e a denúncia das mulheres que morrem por má assistência ao parto, ou falta de assistência ao aborto, por exemplo. Também defendemos os direitos das mulheres que não querem cesárea,  e das que não querem o parto normal que o modelo padrão tem a oferecer.
E deixo aberta a questão: Quando e como foi que você teve consciência de que era SUA a legitimidade para decidir sobre questões que envolviam o seu corpo?


Fontes: 

Arilha M, Berquó E, 2009. Cairo+15: trajetórias globais e caminhos brasileiros em saúde reprodutiva e direitos reprodutivos. In: Brasil, 15 anos após a Conferência do Cairo. ABEP; UNFPA. Campinas.

Correa S, Petchesky R, 1996. Direitos sexuais e reprodutivos: uma perspectiva feminista. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 6, n. 1/2, p. 147-77

Diniz CSG, 2011. Saúde sexual e reprodutiva. Apresentação de aula em PowerPoint. Disciplina SCS5702 – Gênero e Saúde Materna. PPGSP/FSP/USP

Rede Feminista Saúde, 2011. Campanha pela Convenção Interamericana dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos. Disponível em: http://www.redesaude.org.br/portal/home/campanhas.php
Family Care International, 1988. Safe Motherhood Fact Sheets. Disponível em: http://www.familycareintl.org/UserFiles/File/pdfs/e_tech_facts.pdf

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Este é segundo texto da série "Sexualidade e Direitos Reprodutivos" que publica quinzenalmente, no Blog Parto no Brasil, conteúdos sobre contracepção, aborto, HIV/Aids e participação dos homens.

Tudo a partir de uma perspectiva feminista em favor da saúde e da autonomia das mulheres.

Acesse o primeiro post da série aqui:


MP 557 - Sexualidade e Direitos Reprodutivos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Episio não!

Este post foi motivado principalmente pela dúvida de uma leitora do blog Parto no Brasil.

"Eu gostaria de saber se vcs conhecem mulheres que usaram o EPI-NO, um instrumento à pressão usado para trabalhar o períneo de grávidas. Se vale a pena ter." 


Pessoalmente, não tinha recordações sobre tal aparato tecnológico. Fui ao Google. E então, prontamente direcionada ao ótimo blog da fisioterapeuta e doula Renata Olah. De lá, parti para o link de um comentário: 


Pois trata-se de um site da empresa que vende EPI-NO no Brasil. O aparelho promete tonificar o assoalho pélvico, portanto, trata especificamente de trabalhar com períneo íntegro, lesão espontânea ou episiotomia. Então, vamos observar como as coisas estão organizadas em nossa sociedade, para nós e o nosso corpo.

Os filmes explicam que o objetivo é obter um volume similar ao tamanho da cabeça de um bebê. Observem a reação com o tamanho do balão no primeiro filme, com mulheres dos EUA; já o varão no vídeo abaixo, não infla o produto da mesma maneira, o mantém em menor proporção. 



Fora do universo engajado na humanização, não raro, a episiotomia é defendida como salvadora das entranhas das mulheres, sem a qual todas se destroçarão. Neste mesmo mundo perverso, a cesárea, muitas vezes, é vendida como instrumento cirúrgico de preservação da integridade física do períneo das mulheres - não só durante o parto, mas meses após, para sempre "lesionadas" pela elasticidade do expulsivo? 

Voltando ao site do EPI-NO, encontramos as seguintes informações:

Episiotomia
Pequena incisão realizada no períneo que permite ao feto sair mais facilmente no final do período de expulsão.
Sexualidade no pós parto
Um dos aspectos mais importantes da recuperação pós parto é a “reconciliação” com o seu próprio corpo, especialmente com a zona genital. Depois do parto, o retorno da vagina às suas dimensões normais e consequentemente a qualidade das relações sexuais, está ligada à tonicidade do períneo.
Caso tenha sido um parto via vaginal, deve ter presente o risco de infecção na episiotomia, que deve estar cicatrizada antes de o casal iniciar as relações sexuais. Na prática, a episiotomia pode provocar dor, ardor e incômodo na relação, uma vez que sendo uma região húmida, dificulta a cicatrização.

Pequena incisão? Sair mais facilmente? Pode provocar dor, ardor, incômodo na relação? Acorda Alice! Ou, levante-se mulher! Qualquer corte cirúrgico dói! E torna cicatriz! 

Então qual é a charada? - "Qual é a polêmica com a episiotomia?" - como perguntou certa vez uma acadêmica de enfermagem durante palestra de Mary Zwart no interior do Paraná, me provocando risos.

A resposta está no eixo do seu corpo, mulher - é vertical ou horizontal.


Com liberdade de posição ou presa ao protocolo do profissional que está á sua frente.
Com respeito ao tempo da fisiologia ou com alarme programado, "porque, depois que vai para a litotomia, tem que nascer em 15 minutos" 



Acompanhante engajado, doula, água quente, massagem, assistência profissional especializada, hands off. Eles te ajudarão a proteger teu períneo. E especialmente o teu autocuidado em realizar os exercícios. Recomendo esta versão, da Cartilha Fique Amiga Dela, de Simone Diniz - minha orientadora, com muito prazer, líder do Grupo de Pesquisa CNPq Gênero, Maternidade e Saúde (GEMAS/FSP/USP). Na página 15.

É tão incoerente esta atitude de valorização da tecnologia acima de qualquer coisa. E quando este valor é somado ao "medo do parto normal" (e é de dar medo mesmo, eu tenho muito medo de violência verbal, kristeller, episiotomia, fórceps, assistência técnica de má-qualidade, tudo isso sem analgesia) - pimba! 52% de "parto cesáreo" e períneos íntegros. E, hoje à noite, o Prof. Dr. Zugaib vai falar 45min sobre "A Cesárea nos Dias Atuais", durante lançamento do livro Ética em Ginecologia e Obstetrícia.


Exercícios para músculos do assoalho pélvico devem ser praticados por todas as pessoas. Muito especialmente por aquelas que se cuidam, e que estiveram grávidas, independente da via de nascimento dos filhos.

A leitora é que está certa. Buscando informação para melhorar, prevenir o que for possível. Alguém tem experiência que possa compartilhar?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"tem que trabalhar feito um operário..."

É... Caros leitores, talvez hoje a postagem ganhe outros tons e sons...

Estamos há alguns dias sem publicar c/ afinco. Hora ou outra subimos alguma informação, especialmente sobre a MP 557, por Ana Carolina, e tão discutida pelo Movimento Feminista. Mas, nossa assiduidade está sendo gestada, com novos planejamentos p/ 2012, o que inclui um novo layout, domínio próprio, material de comunicação, novas entrevistas, divulgações etc., já que o ano, pelo visto, vem c/ tudo, em seus prazeres e dores.

E, é disso q falarei nesta data!

Pessoalmente, o Destino neste mês de janeiro me deu a dor, indignação, incompreensão, injustiça como professores, e, como Anjos, @s amig@s, daqueles que até mensagens oníricas lhes dão. "Eu Sou Vocês!". Talvez esta parte de minha história poucos saibam. E, entre processos judiciais e penais, somada a alienação parental sigo sem ter um bom vínculo c/ meu primogênito. Dialética. E, tristeza. Daquelas que te ensina, p/ você ser uma cidadã, e, acima de tudo, Mãe.

Nem tudo são espinhos. Da rosa, também nascem flores, e encontro uma tataravó parteira em minha ancestralidade! Bençãos a Catarina Fulepa Manzo!

Neste processo, nasce Ravi! Da comadre Denise Cardoso, também doula, aprendiz de parteira, editora do MaternAtiva, entre tantas outras funções. Mãe de Anahí, dos olhos cerrados e doces. E, o pequeno já me trouxe tantos ensinamentos... A calma, paciência, o saber esperar, agradecer, e, como deve estar uma parteira p/ receber um novo ser... Certamente liberta de suas energias que não foram resolvidas. Limpa. E, linda, como já disse Naoli Vinaver!

De volta a ilha, c/ a ilusão de que estaria protegida, outros novos (velhos) aprendizados, ligados a maternidade ativa, consciente e, equilibrada, colocando o pé no freio do "radicalismo". E, entre as certezas, não existe a melhor maneira de maternar. Cada qual tem a SUA. E, a sua, não é p/ ser parâmetro p/ a do outro, e, vice-versa.

Na pauta, alimentação infantil, e daquilo que oferecemos aos nossos filhos, sem nos questionarmos o que estamos dando a eles, os processos e cadeias produtivas da indústria alimentícia, o consumismo e publicidade infantil, que nos manipula, a olhos vistos. Não importa se é transgênico, c/ agrotóxico, c/ corantes, conservantes. Depois os curamos c/ antibióticos e vacinas, porque mal o amamentamos, já que tínhamos que voltar ao trabalho. Na pele, mais um desafio. E, a indagação: Como maternar neste mundo, nesta sociedade doente e alienada, sem nos machucarmos, ou sermos motivo de "xiitismo"?

No pacote: Pinheirinho. "Ah! Mas, não é problema meu...". Uns vão dizer. E, a Luiza? P&¨%# que p%$#*. Quem é Luiza?!


Lá no Recife, em outro e não menos importante protesto, contra o aumento das passagens urbanas de ônibus, uma querida irmã, MULHER, NEGRA, ESTUDANTE, APRENDIZ DE PARTEIRA é violentamente retirada da manifestação, que distribuía flores a PM.



(Pausa)

(Suspiro)

Deixo aqui, cada qual c/ sua opinião, nessa pluralidade democrática que esquece de enxergar o Outro como Eu, como um Só!

Apenas um desabafo... De uma garganta cheia de nós... De um coração que tem a esperança da Terra ser abençoada por Amor. Amor próprio, amor fraterno, amor paternal/maternal.

"O processo é lento...".

sábado, 14 de janeiro de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Memória e Movimentos Sociais

Nosso audiovisual deste sábado compartilha imagens de Claudia Ferreira, do Dia Internacional da Mulher, entre os anos de 1988 a 1993, disponíveis em nossa fanpage no Facebook - aqui!



Durante esta semana Ana Carolina publicou vários posts sobre a MP 557, que institui um cadastro nacional de gestantes, que repercutiu em mobilizações feministas contra a medida. Confira, também, aqui!

Para "engrossar o caldo", a pesquisadora e comadre Ligia M. Sena publicou hoje mais sobre o assunto, em - Seu ventre não é mais livre: MP 557.

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