Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Parto reparto - Uma poesia


Com muita alegria, o Blog Parto no Brasil apresenta, 
hoje, lindos versos escritos por uma mãe.
Como bem disse a autora, ao aceitar que seu texto fosse aqui divulgado: Porque parto também é poesia!
E nós precisamos muito destas expressões, precisamos reprogramar nossas referências com relação ao nascimento.
Então, o convite hoje é para ler e despertar novas sensações. Obrigada Anna Gallafrio!
___________________________________________________

Parto reparto

Anna Gallafrio*

Deu vontade de reviver teu parto
Então reparto essa loucura
Como pode tanta dor dar saudade?
A vida que invade dessa dor me cura

O calor que sua
O frio na espinha
Minha vida agora é tua
Tua vida já não será minha

Abro, me abro
Me parto em duas
E são tantas vidas
Nesse quarto, nuas
Encontro e despedida
Dia de Sol, dia de Lua

Grito, empurro
Já não cabes mais em mim
Te chamo  num sussuro
Nosso parto está no fim

Parto, reparto
Eu já deixo você vir
Choro, te imploro
A tua vida parir

Te amei nesse segundo
O primeiro nesse mundo…

De pranto em riso
Teu corpo liso
Meu maior encanto

O teu parto
No meu quarto
Te agradeço tanto!

Num abraço, num instante
Eu filha, eu mãe
Mulher partida

Me refaço, delirante
Eu mãe, eu filha
Mulher parida


Em 02.12.2010, para Mattias



A foto captou a fase mais difícil do trabalho de Parto, o finalzinho da dilatação do colo do útero. 
Chuveiro quente e entrega.

___________________________________________________

A autora, por ela mesma:

Sou Anna Gallafrio, 30 anos. Minha formação foi em veterinária, na USP em 2004. Mas minha vocação por pessoas foi falando mais alto e então fui pra Irlanda em 2008 fazer uma formação em Coaching. Voltei trazendo Mattias no ventre e após conhecer toda a rede materna e viver um parto transformador, percebi que esse era o chamado: Coaching para Mulheres! Assim, venho trabalhando o pensamento estratégico de mulheres, auxiliando na gestão das mudanças que estejam passando, na chegada do bebê, na volta ao trabalho, na reorganização da vida de maneira geral. Nada mais satisfatório que acompanhar a busca por equilíbrio, escalando prioridades, traçando metas e principalmente atingindo objetivos!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Para comemorar o Dia do Meio Ambiente e inspirar a semana

O Cântico da Terra
Cora Coralina
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães é Todo Dia!


Poema Enjoadinho
Vinícius de Moraes
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Extraído de "Antologia Poética", Ed. do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pg. 195.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Filho

"Um filho é como um caminho - há coisas boas bem ali, ao alcance da mão: amoras silvestres, fontes escondidas, sombras. E também há o mistério do destino, escondido no horizonte e na noite. Um filho é como o mar - espuma que brinca com pés descalços e funduras que nunca haveremos de compreender".

_Rubem Alves, pedagogo e educador_

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...