Mostrando postagens com marcador coletânea de links. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coletânea de links. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ação Coletiva: Divulgação do vídeo 'Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras'

Neste 25 de novembro de 2012, completamos um ano de ações coletivas nas mídias sociais, sempre com objetivo de dar mais visibilidade ao tema da violência obstétrica, assim como para desnaturalizar as infrações aos direitos das mulheres, cometidas pelos profissionais de saúde, que muitas vezes passam desapercebidas.

Exatamente um ano atrás, junto com Kalu Brum e Nanda Café, do Blog Mamíferas, realizamos a primeira chamada para uma Blogagem Coletiva sobre o tema, no contexto de uma ação ainda maior das Blogueiras Feministas. Nesta ação, tivemos a participação de 11 blogueiras, com destaque para a chegada da companheira de pesquisa/ativismo/blogosfera Ligia Moreiras Sena, do Cientista Que Virou Mãe, com sua oportuna e necessária pesquisa de doutorado em Saúde Coletiva, na UFSC.





Abrimos uma caixa de pandora. Para nunca mais sermos ignoradas. Há um ano, muitas brasileiras, centenas, puderam manifestar-se publica e LIVREmente contra um modelo obstétrico doente e adoecedor - em blogs, sites, veículos de comunicação, reuniões e outras redes.

Na segunda ação sobre o tema, alcançamos certamente mais de duas mil mulheres, e conseguimos 1966 respostas à pesquisa então proposta. A expressiva participação no Teste da Violência Obstétrica era apenas um indicativo da força que as mulheres, juntas, têm para denunciar um grave problema de cidadania, de falta de oportunidades, de nenhum direito de escolha.






A terceira ação realizada, pela primeira vez nomeada uma postagem coletiva, reuniu os esforços necessários para que o vídeodocumentário "Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras" pudesse ser produzido. Com gravações caseiras de depoimentos reais de mulheres com nome, sobrenome, e muitas histórias de violência, intolerância, ignorância e racismo, marcando seus corpos e suas vidas.

Instruções para a Postagem Coletiva - Violência no Parto: A Voz das Brasileiras


Postagem Coletiva - Violência no Parto: A Voz das Brasileiras
17 de outubro de 2012


Toda a história desta produção, e a saga de seu lançamento no X Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, estão muito bem descritos por Ligia, no Blog Cientista Que Virou Mãe.
Aqui, é preciso reiterar a empatia que sentimos em todos os momentos com estas mulheres que aparecem no vídeo. E todas as outras que sabemos que estão, neste momento, dentro de uma maternidade, em extrema situação de vulnerabilidade. Vocês são nossa força hoje, o sopro da coragem, sutil e certeiro.

Minha gratidão pela oportunidade de ter vivido as últimas semanas desta forma como foram: ouvindo mulheres pela internet, de todo o Brasil, muitas e diferentes mulheres que participaram com seus depoimentos de vida; e conversando com outras mulheres, especialmente as companheiras deste Abrascão 2012, com quem pessoalmente participei das etapas de pós-produção e lançamento. Obrigada!

---


Acesse aqui o formulário de inscrições


Postagem coletiva Divulgação do vídeo 

'Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras'



Se você quiser ajudar a divulgar o documentário "Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras", preencha o formulário no Google Drive - acesse aqui

Você receberá as instruções sobre como incorporá-lo ao seu espaço de divulgação no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher, ou mesmo após esta data.

Também sugerimos que profissionais de saúde, gestores, professores, pesquisadores e lideranças de movimentos sociais promovam a divulgação do filme em suas redes, organizem apresentações coletivas e compartilhem o link para o vídeo e/ou este formulário.

Muito obrigada por se juntar a nós nesse movimento contra a violência obstétrica.

Ana Carolina Franzon
Bianca Zorzam
Ligia Moreiras Sena
Kalu Brum

---


Este post foi atualizado às 21h40.

sábado, 28 de abril de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Imagens da semana

Um deleite!

A Seção Multimídia Parto no Brasil apresenta uma coletânea com as melhores imagens que circularam no Facebook nesta semana. Cenas imperdíveis da nossa realidade obstétrica, que repercutiram (e muito!) entre as pessoas conectadas à nossa rede. 

Histórias de luta e transformação, de mulheres reais, com corpos reais que sentem dores e prazeres. 
Porque o parto é nosso!



Foto 1 - acesse aqui 


"Muitas pessoas se perguntam por que algumas mulheres se esforçam tanto para ter um parto normal, natural, fisiológico. Se as cesáreas são hoje em dia tão comuns e aparentemente tão simples, rápidas e descomplicadas. O Núcleo Carioca de Doulas inicia hoje uma série de posts-imagens sobre uma das inúmeras razões para essa busca: Queremos parir porque é bom!



Foto 2 - acesse aqui

Você se sentiu coagida a se submeter a uma cesárea?
Quais argumentos foram usados?



Foto 3 - acesse aqui




Foto 4 - Dia Internacional das Parteiras  


O Blog Parto no Brasil agradece a todas estas mulheres poderosas que se dispõem a transformar nossa realidade!
Porque parir naturalmente é bom demais!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Derrama o leite bom na minha cara e o leite mau na cara dos caretas"


Madonna Litta, por Leonardo Da Vinci
Segunda-feira em casa é (ou, era?!) de praxe: CQC e pão de queijo! Desde o lançamento do programa venho acompanhando a trupe, que já esta na quarta temporada, seja pela "irreverência", pelas "pérolas" encontradas em nosso Congresso Nacional, ou pelo auge c/ o Top Five, mesmo assim, nunca aprovei o mal gosto de Rafinha Bastos c/ suas falas preconceituosas, mas admiro (admirava?!) muito, desde os tempos da TV Cultura, ainda na minha infância, Marcelo Tas.
Contudo, nesta última segunda, dia 30 de maio, foi extremamente desagradável, lastimável e lamentável as falas de Rafinha Bastos e Marco Luque, no CQC 3.0, sobre os atos fisiológicos de amamentar e parir nossos filhos, em tons machistas (e até misóginos, como afirmam pela blogesfera desde então).
Confiram o vídeo aqui onde por mais de três minutos, mais precisamente 3:34, os depoimentos foram dados, desconstruindo todo um trabalho em que pediatras e consultores em amamentação tanto se empenham, visto que a questão do aleitamento materno ainda é tabu em uma sociedade contemporânea e industrializada como a nossa, que já defendeu a teoria do "leite fraco", e que, atualmente, até máquina de fazer leite expresso p/ bebês foi criada - leiam o post de Kalu Brum, no Mamíferas - Viva a tecnologia desnecessária!
Grande "deserviço" a Saúde Pública (não é mesmo classe?!)!
"Eu sou mulher, sou feminista, tenho peito, não tenho medo."
Lola Aronovich
Muitas outras mídias se revoltaram e compartilharam sobre o assunto, em especial o blog Escreva Lola Escreva: CQC anti-amamentação, vai pra PQP, por Lola Aronovich - http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/06/cqc-anti-amamentacao-vai-pra-pqp.html?spref=tw
E, para piorar, Marcelo Tas em troca de emails c/ a editora do blog acima afirma que vai processá-la, por calúnia e difamação: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/06/liberdade-relativa-marcelo-tas-quer-me.html
Eita mundo de cabeça p/ baixo esse!!! Ou, como diria o antropólogo Roberto Da Matta em Carnavais, Malandros e Heróis - Você sabe com quem está falando?

Abaixo outros posts de indignação:
blog ciadasmães: cia das mães aprova o grande mamaço nacional - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/06/ciadasmaes-apoia-o-grande-mamaco-nacional/
Farofafá: CQC nos faz bem, por Pedro Alexandre Sanches - http://farofafa.com.br/2011/06/01/cqc-nos-faz-bem/ e Músicas para Amamentar - http://farofafa.com.br/2011/06/01/musicas-para-amamentar/
Blogueiras Feministas: Amamentação, sexualidade e os tabus nossos de cada dia, por Luka - http://blogueirasfeministas.com/2011/amamentacao-sexualidade-e-os-tabus-nossos-de-cada-dia/
Blog da Cidadania: O ato sublime de amamentar, por Eduardo Guimarães - http://www.blogcidadania.com.br/2011/06/o-ato-sublime-de-amamentar-2/ (no post também é compartilhado o texto de João Pereira Coutinho, na Folha de São Paulo - Mamonas Celestinas, que deu muito o que falar em 16 de maio passado.
E, p/ finalizar Amamentação e Sexualidade, da querida Claudia Rodrigues, do blog Buena Leche - http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/amamentacao-e-sexualidade.html

quinta-feira, 19 de maio de 2011

19 de maio - Dia Mundial da Doação de Leite Humano


Hoje comemoramos o Dia Mundial da Doação de Leite Humano e para celebrar compartilho inúmeros sites e blogs c/ posts sobre o tema da promoção do aleitamento materno, mesmo porque o assunto tem sido divulgado em vários meios de comunicação, em especial pelo Mamaço, promovido no Itaú Cultural, em São Paulo, por mulheres-mães que se juntaram e, unidas, colocaram os peitos para fora para alimentar suas crias, dado que uma delas foi proibida de amamentar seu filho na instituição antes do acontecido. O Mamíferas também promoveu uma campanha nas redes sociais, o Mamaço Virtual, pois uma foto de uma de suas editoras que amamentava seu filho, a Kalu Brum, foi retirada do Facebook.
Mulheres unidas e empoderadas, lindo de ver! Porque teta é tudo de bom!
Confiram:
Info Brasília - http://avalarini.blogspot.com/2011/05/hoje-e-o-dia-mundial-de-doacao-de-leite.html
Mamíferas - Parto e Amamentação fazem parte da Sexualidade Feminina, por Kalu Brum - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/parto-e-amamentacao-fazem-parte-da-sexualidade-feminina.html
Mamíferas - Mamaço Virtual, por Kathy - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/mamaco-virtual.html
Mamíferas - Mamaço na Mídia, por Kathy - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/mamaco-na-midia.html
Mães da Pátria - Mamaço Poderoso, por Bia Fioretti - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/05/13/mamaco-podereso/

Buena Leche - Amamentação e Sexualidade, por Claudia Rodrigues - http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/amamentacao-e-sexualidade.html?spref=fb
Ministério da Saúde/FIOCRUZ/Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano - Doação de Leite Humano - http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360 e Aleitamento Materno - http://www.fiocruz.br/redeblh/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=384

Confiram, ainda, outros posts no Blog Parto no Brasil sobre amamentação:
Vídeo Quiero teta - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/02/quiero-teta.html
Leite de Mãe - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/06/leite-de-mae.html
Para as recém-paridas - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/para-as-recem-paridas.html
Dona das divinas tetas - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/01/dona-das-divinas-tetas.html
Sobre Bancos de Leite - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/01/sobre-bancos-de-leite.html
Lactância Selvagem - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/02/lactancia-selvagem.html
Álbum Teta, no Facebook - https://www.facebook.com/profile.php?id=100001575006549#!/media/set/?set=a.109836839078816.11947.100001575006549
LEITE É VIDA!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mães de Umbigo - Parteiras da Amazônia

Foi inaugurada hoje no Sesc Pompéia, em São Paulo capital, a exposição fotográfica Mães de Umbigo - Parteiras da Amazônia, c/ 53 fotografias de 2000 a 2004 do cotidiano de populações ribeirinhas durante o nascimento de seus bebês amparados por parteiras tradicionais, por Stephanie Pommez, também cineasta - informação já veiculada aqui de forma sucinta em nossa Agenda Parto no Brasil de 13 de abril.

Pelas mãos das velhas parteiras da Amazônia uma jornada íntima se inicia diariamente na busca pela renovação de vida. Morte e nascimento se unem nesse equilíbrio delicado, expresso nas faces dessas mulheres que vivenciam um momento ao mesmo tempo único e universal da existência humana. Por entre as margens dos rios amazônicos, ao tangenciar o ritmode vida que flui nas correntezas e na seiva dos troncos das florestas, é configurado a essas mulheres o poder de conservação do patrimônio cultural desta região.
O desejo pela substância vital transfigura-se em suas mãos capazes de trazerem à luz um corpo individual e ao mesmo tempo resvalar em uma prática coletiva, detentora do saber de um povo que vive em seu cotidiano as experiências proporcionadas pela intimidade com a natureza. À semelhança das profundas raízes que procuram pela seiva mais recôndita das árvores na floresta para se transformarem em verde folhagem, seu saber ancestral permite a conservação e a continuidade da vida social da população ribeirinha, evidenciando o respeito ao ciclo da vida.
A exposição fotográfica “Mães de Umbigo _ Parteiras da Amazônia” _ apresentada pelo SESC São Paulo, ao retratar as questões relativas à gravidez e ao parto em um contexto cultural diverso dos grandes centros urbanos pretende despertar o olhar à variação cultural brasileira. Para o SESC, o intuito de ampliar a educação para o olhar, nos territórios do perceptivo e do emocional propiciados pela arte, reafirma seu compromisso com a difusão cultural voltada para o exercício do pensamento. Ampliar o repertório visual reitera uma sensibilização que nos permite vislumbrar os conteúdos simbólicos presentes no coletivo que emanam da arte e convidam para a busca por variadas interpretações, fruto de uma visão atenta às diferentes modulações da paisagem humana.
Danilo Santos de Miranda - Diretor Regional do SESC São Paulo
Atividade cultural gratuita! P/ quem não é da terra da garoa e está de passagem opção imperdível, e disponível até 26 de junho - a data na minha agenda já está marcada!
De terça a sábado, das 10 às 21 horas; domingos e feriados, das 10 às 20 horas, na área de convivência do Sesc Pompéia, na R Clélia, 93 - tel.: (11) 3871-7700. C/ acesso para deficientes e s/ estacionamento.
A exposição conta ainda com uma equipe de educadores para realizar visitas com grupos agendados, que receberão as escolas agendadas pela FDE nos meses de abril, maio e junho, às 9h30 e às 14h30 - tratar pelo e-mail c/ vania@pompeia.sescsp.org.br.
Neste sábado, dia 30, a autora contará esse experiência às 15 horas, em um bate-papo c/ Ana Paula Vianna, da ong Grupo Curumim.
Outras mídias noticiaram o evento:
Catraca Livre - http://catracalivre.folha.uol.com.br/2011/04/exposicao-maes-de-umbigo-parteiras-da-amazonia-brasileira/
Revista Crescer - http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI228288-10543,00.html
CG Cesár - http://www.cesargiobbi.com.br/materia/variedades/15756/maes_de_umbigo_%E2%80%93_parteiras_da_amazonia
Conheçam também o site da fotógrafa - http://www.stephaniepommez.com/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Número de vagas em Obstetrícia da EACH-USP é mantido

"Hoje, dia 05/04/2011, a Comissão de Graduação da EACH-USP reuniu-seextraordinariamente, com a pauta “Curso de Obstetrícia”. O colegiado recebeu como convidados os docentes, discentes e egressos do curso de Obstetrícia, e deliberou de forma unânime a favor de uma manifestação de apoio ao curso, nos seguintes pontos: 1. Permanência do Curso de Obstetrícia na EACH; 2. Permanência do curso no vestibular 2012; 3. Manutenção do Projeto Político Pedagógico em vigor e do nome do curso. Foi deliberado que a questão das vagas será discutida no contexto dos demais cursos da EACH em reunião da CG no dia 07/04/11".
Trecho do comunicado enviado pela direção da EACH após a reunião - confiram a íntegra aqui.
Abaixo-assinado, manifestação, divulgação em mídia virtual, nas redes sociais e encontro c/ governantes. Foi assim que estudantes e obstetrizes já formadas do Curso de Graduação em Obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu que seus desejos fossem ouvidos, através de uma intensa mobilização.
Confiram as notícias veiculadas sobre o assunto:
Estadão: USP Leste decide manter todas as vagas - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110408/not_imp703294,0.php;
IG: Comissão da USP Leste decide deixar tudo como está - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/comissao+da+usp+leste+decide+deixar+tudo+como+esta/n1300036348793.html;
Estadão: USP Leste e o curso de obstetrícia - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110410/not_imp704191,0.php;
Guia do Estudante: Comissão de graduação da USP Leste decide manter número de vagas para o próximo vestibular - http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/comissao-graduacao-usp-leste-decide-manter-numero-vagas-proximo-vestibular-624512.shtml;
Brasil Atual: Alunos de Obstetrícia da USP paralisam aulas em defesa do curso - http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/obstetricia_estudantes_protesto.mp3.
A USP também noticiou que terá ainda este ano um vestibular para Graduação em Saúde Pública, c/ 40 vagas - vespertino, c/ duração de oito semestres - saibam mais aqui.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sobre nascimento, Saúde da Mulher e respeito!

Bela segunda-feira esta que me contemplou c/ uma calorosa notícia: Juan nasceu, filho de Paty e Ramiro, amigos da terrinha ourinhense, nesta noite de domingo, dia 10, em Bauru/SP, num parto hospitalar na água, o 1o. do município! Chegou ao mundão com Apgar 10/10, 3.265Kg e 50 cm; Paty teve uma laceração pequena sem sutura, c/ períneo íntegro, viva!

Ramiro é amigo de meu companheiro, e nos procurou no início da gestação para saber sobre parto humanizado, por conhecer nossa experiência c/ Rudá. Foram algumas noites madrugada adentro e eu lhe contando sobre este lindo universo da Partolândia, lhe apresentando a pílula azul da Matrix obstétrica! E, ele tomou! Logo foi folhear Nascer Sorrindo, de Leboyer! A intenção era até ir p/ Campinas e ter a cria no CAISM, pois na região do Centro-Oeste paulista é difícil encontrar uma assistência humanizada (bem sei qdo estava por lá no início da gestação). Assim, lhes apresentei (virtualmente, rs) Denise Cardoso, mãe de Anahí e doula, da roda de casais MaternAtiva, e a busca se aprofundou!
Meses de encontros, conversas, novas descobertas!

E minha felicidade neste dia é tamanha, pois sei que mais um serzinho nasceu dignamente, c/ respeito, amparado por sua mãe e seu pai, que puderam vivenciar essa conquista, em seu tempo e momento próprios!
(suspiro)
Muita teta p/ vc Juan! Colo, carinho e atenção, porque é disso que bebê gosta! C/ sling então, melhor ainda!
O post de hoje trás alguns artigos que li nesta semana que se passou, contundentes e complementares, sobre o novo programa do Governo Federal - Rede Cegonha, lançado em Belo Horizonte/MG em 28 de março, pela nossa Presidenta e o Ministério da Saúde, c/ o Ministro Alexandre Padilha. C/ criticidade seus autores vão a fundo na discussão sobre a atenção à Saúde da Mulher e Saúde Pública, incluindo o enfoque de gênero, tão pertinente. Textos inscríveis, vejam só:
No Blog Saúde com Dilma -
As cegonhas vão parir... tudo está resolvido!!, de Clair Clastilhos - http://saudedilma.wordpress.com/2011/04/02/clair-castilhos-as-cegonhas-vao-parir-tudo-esta-resolvido/;
Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais, de Télia Negrão - http://saudedilma.wordpress.com/2011/04/05/rede-cegonha-e-um-retrocesso-de-30-anos-nas-politicas-de-genero-saude-da-mulher-direitos-reprodutivos-e-sexuais/.
Confiram no Estadão, de 1o. de abril:
Movimento de mulheres critica programa para gestantes lançado por Dilma - http://www.geledes.org.br/generos-em-noticias/movimento-de-mulheres-critica-programa-para-gestantes-lancado-por-dilma-01-04-2011.html.
"Voltamos a uma visão materno-infantil da saúde das mulheres, quando já considerávamos que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, surgida em 1983, parecia estar consolidada”, observou a cientista política Telia Negrão.
Uma das 1as cidades a aderir ao programa é Campinas/SP - http://www.jusbrasil.com.br/politica/6808836/campinas-e-a-primeira-cidade-do-pais-a-aderir-ao-rede-cegonha.
E, para finalizar, completo c/ o esclarecedor texto de Ana Reis, no site Vi o mundo - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ana-reis-saude-nao-da-no-hospital-nem-no-posto.html.
Uma ótima semana para tod@s, e, vamos que vamos, pois amanhã já temos Janet Balaskas na terra das Araucárias, em Curitiba/PR, na palestra O Parto Ativo: a história e a filosofia de uma revolução, no auditório da FIEP, às 19h30, na Av. Comendador Franco, 1341, Jd. Botânico - faça sua inscrição gratuita aqui. Aproveitam, ainda, o último dia de desconto para se inscrever no evento c/ a autora em São Paulo, pelo PagSeguro - nós do Blog Parto no Brasil estaremos lá!
Fotos: Acervo MaternAtiva.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luto pelas famílias e crianças do Realengo, no Rio de Janeiro/RJ


O Blog Parto no Brasil também está em luto, pelas mães e pais que agora choram e por suas crianças que tiveram a vida tão impunemente tiradas!
Como não comentar sobre o terrível massacre acontecido no Rio de Janeiro na manhã de ontem, também Dia Mundial da Saúde, naquela escola que recebia todos os dias os filhos e filhas de mães e pais para estudarem, ter educação e instrução, e, assim, ser nossos futuros cidadãos?
Impossível não ser tocado por este triste fato, acompanhado por uma mídia tão sanguinária quanto o próprio assassino, que tampouco respeita tais vítimas e suas famílias, que nem chorar em paz podem! Sensacionalista, oportunista, em flashes e tomadas retrata a indignação do povo brasileiro, e, também, de nossa Presidenta que chorou por estes brasileirinhos e brasileirinhas que, agora, moram no céu!
Sou mãe de dois filhos, um deles em idade escolar e, cada vez que o noticiário nos bombardeia meu coração fica pequeno, pelos que foram e por essas famílias que perderam seus frutos, seus filhos amados!
Esta semana mesmo Tata, no Mamíferas, falou sobre a perda em Da Morte, da Vida e das Perdas, comentando sobre o filme As Mães de Chico Xavier, assunto que me assola, pois desde que me tornei mãe passei a ter um profundo medo da morte, de morrer e de perder meus filhos, medo esse que não me recordo de sentir anteriormente.
Mais um desafio imposto a mim, em lidar com essa sensação, em compreender que a vida é mais uma passagem, um estágio, e que daqui partiremos, sim...
Li duas matérias muito interessantes e reflexivas, que nos fazem parar e pensar não só com esse coração que doí e se pergunta "Porque?", mas também com a razão, que responde onde está a Segurança e a Saúde Pública de nosso País, que nos arma, não nos protege, e, ainda, não proporciona tratamento àqueles que dele necessitam!
Ser humano... bicho estranho e estúpido às vezes (muitas vezes!)!
Leiam o texto de Duarte Pereira postado por Florestan Fernandes Junior, no Facebook:
Uma visão materialista sobre o massacre em Realengo
A dor pelas mortes e pelos ferimentos, brutais e gratuitos, das crianças e pré-adolescentes da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, não deve obscurecer nossa consciência crítica.
Nada que é humano é somente individual. É individual e social. Mesmo a loucura e suas consequências.
Em que exemplos de violência e insensibilidade, reais e fictícios, o rapaz Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ex-aluno da escola atingida, buscou inspiração? Onde conseguiu informações sobre o manejo de armas e o planejamento de massacres? Como adquiriu os dois revólveres e a farta munição que utilizou? Por que Wellington, filho de uma paciente psiquiátrica, arredio desde criança, e que já apresentava há vários meses, após o falecimento dos pais adotivos, sinais perceptíveis de descontrole e decadência pessoal, foi esquecido sozinho numa casa herdada, sem apoio nem assistência?
A forma capitalista de vida social, sobretudo em seus traços contemporâneos, engendra um individualismo cada vez mais exacerbado e uma perda crescente de atenção e solidariedade das pessoas entre si. Não é possível outra forma de sociabilidade humana, que reduza tragédias como a que ensanguentou ontem pela manhã o bairro carioca de Realengo?
Abraço sofrido
,
Duarte Pereira - 8/4/2011.
Confiram, também, Realengo: Diante de nossa inabilidade com o antes, nos preocupemos com o após, de Maria Frô - http://mariafro.com.br/wordpress/2011/04/08/realengo-o-que-me-preocupa-e-o-apos-com-nossa-inabilidade-diante-do-antes/.
Imagem de http://www.orm.com.br/projetos/cirio/2009/tradicaosimbolos.asp, sobre o Círio de Nazaré e suas crianças vestidas de anjo, como pagamento por suas promessas alcançadas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Andamento das discussões sobre o Curso de Graduação em Obstetrícia, da EACH-USP


Alguns veículos de informação noticiaram o andamento das discussões sobre o Curso de Graduação em Obstetrícia, da EACH-USP, confiram nos links:
Diretoria da EACH faz reunião c/ deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - http://each.uspnet.usp.br/site/noticia.php?id=1002;
IG - Diretoria da USP Leste promete manter n° de vagas, por Cinthia Rodrigues - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/diretoria+da+usp+leste+promete+manter+numero+de+vagas/n1300024579440.html;
G1 - Diretor da USP Leste promete manter vagas e lutar por curso de obstetrícia - http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/04/diretor-da-usp-leste-promete-manter-vagas-e-lutar-por-curso-de-obstetricia.html;
Estadão - Diretoria da USP Leste diz que manterá vagas - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110405/not_imp701761,0.php.
Leiam, ainda, a Carta Aberta da Rede Parto do Princípio contra o fechamento do Curso de Obstetrícia da USP Leste - http://www.partodoprincipio.com.br/obstetriz-carta.html.
Para finalizar, um lindo e emocionante relato da obstetriz Ana Cristina Duarte, formanda da 1a. turma do curso:
Porque obstetriz, ou, O que você tem a ver com isso?

Entenda a opção pela obstetrícia. E se puder, apóie a causa.
Meu nome é Ana Cristina Duarte. Coordeno o GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (www.maternidadeativa.com.br).
Sou obstetriz formada pela USP-EACH.
Quando decidi me dedicar ao atendimento de mães e bebês, já casada, dois filhos, vida estabilizada, eu poderia ter trilhado qualquer caminho que quisesse, qualquer carreira. Mas eu esperei por alguns anos, perseguindo a Profª Dulce Gualda em todos os eventos de Humanização para saber quando sairia o prometido curso de obstetrícia da USP. No tempo em que esperei o curso sair, eu poderia já ter completado um curso de enfermagem! Mais dois semestres e algumas horas de estágio, eu já poderia ser enfermeira obstetra. Mas não era o meu sonho. Eu não me via como enfermeira, eu não queria estudar doenças, hospitais, cuidado com idosos, crianças, UTI, procedimentos, cardiologia, oncologia, sistematização do processo de cuidar, antes de me dedicar à minha paixão.
Eu queria estudar a mulher, seus processos, a gravidez, seus partos, seus bebês. Eu queria reinventar o cuidado na gravidez, parto e pós-parto. Eu queria pensar em como cuidar da mesma mulher desde o resultado do exame de gravidez, até ela estar amamentando seu bebê. Eu queria estar com ela desde o início, até o fim do processo. Com a mesma mulher, na sua família, na sua casa, no seu contexto social, emocional, afetivo. Eu me via assim, parteira. Eu não me via assim, antes enfermeira, depois especialista. Questão de identidade pessoal com uma carreira que já existe internacionalmente e já existiu no Brasil!
Quando o curso saiu para o vestibular de 2005, eu devo ter sido a primeira a me inscrever! Foram quatro anos de dedicação. Quatro anos estudando tudo o que se refere à mulher, nesta fase da vida. Tínhamos na ponta da língua tudo o que era normal e o que era anormal. Normal na média, normal fora da média, anormal. Exames, diagnósticos, sintomas. Equipe multidisciplinar, UBS, alto risco, baixo risco. Fisiologia, anatomia, nutrição, sociologia, psicologia. Mecanismos do parto, manobras, posições, apresentações, distocias, eutocia. Intervenções, estatísticas, saúde pública e privada. Filmes de parto entre técnicas de esterilização. Parto na água entre elaborações de escala.
Sacolejando em trens ou parados na Marginal Tietê ao final de um dia cansativo, nós sobrevivemos a quatro anos de intenso treinamento focado na assistência humanizada, segura e baseada em evidências no ciclo da gravidez, parto e puerpério.
Foram quatro intensos e difíceis semestres de estágio, porque ainda não existem campos de estágio onde a mulher seja vista e tratada como nós, alunos, havíamos aprendido na escola. Mas ainda assim pudemos atender muitos partos, consultas de pré natal, consultas de pós parto, em ambulatório e domicílio. Massagem nas costas e partograma, palavras de incentivo, acocorar no banheiro, abraçar, controlar a dinâmica e o gotejamento (desse não pudemos escapar). Proteção do períneo, clampeamento tardio (quando conseguíamos), contato pele-a-pele (quando transgredíamos).
Tivemos um excelente curso, que certamente poderia ser melhor (tudo pode ser sempre melhor) e que desde então vem sendo melhorado ano a ano, com novas disciplinas, reestruturação da grade, adaptação a exigências. Formamo-nos obstetrizes competentes e sedentos por trabalhar na assistência. Não queremos ser enfermeiros, nem médicos, nem psicólogos. Queremos trabalhar na assistência à saúde da mulher durante a gravidez, parto e puerpério. Apenas obstetrizes, como existem em todo o mundo sob os curiosos nomes de sage-femme, midwife, matrona, partera, hebamme, ostetrica, obstetrix, llevadora. Não estamos reinventando a roda e não negamos a importância de todas as outras profissões que existem.
Quero apenas continuar fazendo o que amo: assistência dentro de equipe multidisciplinar, com parceiros obstetras, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, doulas, educadoras, pediatras e muitos outros. Quero continuar parceira respeitosa e privilegiada desses maravilhosos médicos e enfermeiras obstetras que têm nos dado os braços nessa longa jornada pela melhoria da assistência à saúde no Brasil. Mas não quero ser enfermeira nem médica. Eu sou obstetriz.
Neste momento o primeiro e único (por enquanto) curso de formação de obstetrizes do país está sob ameaça. A USP pretende encerrar as vagas para a carreira já no próximo ano. A justificativa é que o COFEN (Conselho Federal de Enfermeiros) não nos reconhece como enfermeiros (que não queremos ser), bem como não mais reconhece a profissão obstetriz, apesar dela ser mais antiga que a enfermagem obstétrica. A proposta oficial da USP é "Fundir o curso de obstetrícia com a enfermagem", ou seja, aumentar um pouco o número de vagas para Enfermagem no vestibular e extinguir de vez a Obstetrícia.
Esse é o começo do fim. Sem vagas, sem alunos. Sem alunos, sem curso. Sem curso, sem carreira. Sem carreira, sem obstetrizes. Mesmo as que existem serão como solitárias andorinhas voando sem um bando. Sem fazer verão. Sem mudanças no cenário. Continuaremos como era antes, o que não era nada bom. Para impedir que isso aconteça, é necessária muita pressão da sociedade e é isso que estamos tentando fazer. Para isso peço sua ajuda neste momento.
Assinando nossa petição, manifestando nela a sua opinião, vamos mostrando que o curso não é uma manifestação de 250 alunos e 150 obstetrizes formados. Não estamos falando mais de um vestibular, nem de alguns formados a procurarem uma nova carreira. Assinando e manifestando repulsa a essa amputação proposta pela USP, mostramos que o curso e seu ideário são uma manifestação da sociedade por um mundo melhor, por uma forma diferente e justa de se gestar, nascer, dar à luz e amamentar seus filhos, que seja acessível a todas as mulheres. A obstetrícia não diz respeito a obstetrizes, enfermeiros, médicos, USP, CFM ou COFEN. A obstetrícia diz respeito à vida de todos e ao futuro dos nossos filhos.
Para assinar nossa petição: clique em http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
Basta nome e RG, mas você também pode deixar uma mensagem de apoio. Não precisa preencher os outros dados.
Assinaturas já recolhidas (7800 na última visita): http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/8452/?show=500
Vídeo da Manifestação de apoio ao curso de obstetrícia da USP:
http://www.youtube.com/watch?v=-lq3BqQ6DT0
Reportagem da Globo:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1470143-7823-ALUNOS+DA+FACULDADE+DE+OBSTETRICIA+DA+USP+FAZEM+PROTESTO,00.html
Reportagem no blog da fotógrafa Bia Fioretti:
http://maesdapatria.wordpress.com/2011/03/27/forca-obstetriz-uma-essencia-da-profissao/
Grupo de Apoio no Facebook:
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_149118918485370
Blog Obstetrizes Já:
http://obstetrizesja.blogspot.com/
Grata pela colaboração! E assine a petição, clicando aqui: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452

sexta-feira, 25 de março de 2011

A favor do Curso de Obstetrícia da EACH-USP: na blogosfera


Foto de Bia Fioretti.
Muitos sites/blogs estão se mobilizando pelo Curso de Obstetrícia da EACH-USP, confiram:
Obstetrizes Já, da Associação de Obstetrizes da Universidade de São Paulo - http://obstetrizesja.blogspot.com/.
Blog Parir é Natural, da obstetra Carla Polido - Contra a extinção do curso de Obstetrícia - http://parirenatural.blogspot.com/2011/03/contra-extincao-do-curso-de-obstetricia.html.
Fórum Político da Zona Norte de São Paulo - Usp vai perder 300 vagas e o curso de Obstetrícia. È o xóki de jestão tucano - http://forumzn.blogspot.com/2011/03/220320110337.html.
Blog Memórias Póstumas de uma mulher comum, por Nina Barreto - Não ao fechamento do curso de Obstetrícia - http://aninanemliga.blogspot.com/2011/03/nao-ao-fechamento-do-curso-de.html.
Blog Deixa Sair, editado pela jornalista Sonia Hirsh - Viver melhor:todo apoio à obstetrícia - http://www.soniahirsch.com/2011/03/viver-melhor-todo-o-apoio-obstetricia.html.
Site ciadasmães - todo apoio ao curso de obstetrícia da usp - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/03/todo-apoio-ao-curso-de-obstetricia-da-usp/.
Registre você também sua manifestação aqui, deixe seu link nos comentários!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Post Extraordinário - Relato e novidades sobre o Curso de Obstetrícia da EACH-USP


Divulgo novidades que circularam na web sobre a manifestação contra a redução de vagas e o possível fechamento do Curso de Obstetrícia da EACH-USP, único no País a formar obstetrizes:
Parto de baixo risco com enfermeira sim, por Kalu Brum, jornalista, doula e fotógrafa, além de co-editora do Mamíferas - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/03/parto-de-baixo-risco-com-enfermeira-sim.html.
Obstetriz na saúde da mulher, por Bia Fioretti, fotógrafa e idealizadora do Projeto Mães da Pátria, que fotografa imagens de parteiras pelo mundo - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/03/23/obstetriz-na-saude-da-mulher/.

Lindas fotos do ato realizado ontem, na Reitoria da USP, no Butantã, em São Paulo/SP, que contou c/ a participação de cerca de 150 ativistas a favor da arte de partejar!
O IG noticiou: Governador promete ajuda contra o fechamento de curso da USP Leste, por Cinthia Rodrigues - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/governador+promete+ajuda+contra+fechamento+de+curso+da+usp+leste/n1238187030422.html. O G1 também: Alckmin defende manutenção de curso de Obstetrícia na USP Leste - http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/03/alckmin-defende-manutencao-de-curso-de-obstetricia-na-usp-leste.html.
O site do DCE também comentou e informa sobre a audiência pública na ALESP que será amanhã, dia 24, confiram no link: Audiência pública e paralização no dia 24 - http://www.dceusp.org.br/2011/03/audiencia-publica-e-paralisacao/. Também publicou imagens e vídeos do ato ocorrido ontem: Fotos e vídeos do ato em defesa da Obstetrícia (22/março) - http://www.dceusp.org.br/2011/03/fotos-e-videos-do-ato-em-defesa-da-obstetricia-22marco/.
Para finalizar, fecho c/ as sábias palavras de Adriano Rangel, geógrafo e jornalista, além de conterrâneo dos mares de Caniné (puxa, rs!) via Facebook:
"Não estudo na EACH, não tenho filhos, não moro da zona leste, mas tudo isso não importa quando a USP resolve arbitrariamente cometer, pela segunda vez em sua história, o erro de fechar um dos cursos mais humanísticos da área da saúde, o de Obstetrícia. Tendo ou não filhos, sendo ou não estudante de Obstetrícia, a extinção do curso deve ser motivo de revolta em toda a sociedade, a maior interessada na formação de profissionais de saúde capazes de olhar o ser humano como gente, não como mero produto. A formação atual dos profissionais da saúde tem desprezado sistematicamente o estudo das questões sociais que permeiam a saúde pública. O curso de Obstetrícia é um dos poucos, quiçá o único, que tem, desde a sua origem, o compromisso de abordar o parto como um processo natural, que deve ser respeitado. Infelizmente, não é esse o tratamento que a maioria das mulheres recebe, especialmente na rede privada, onde a taxa abusiva de cesáreas (90%) visa industrializar o parto e, com isso, torná-lo mero produto. A USP Leste foi inaugurada sob a justificativa de levar o ensino público para uma região carente da cidade. Poucos anos depois, A mesma USP decide reduzir a já pequena oferta de vagas na nova universidade, privilegiando, como de costume, cursos "de maior reconhecimento social", como se o papel da universidade não fosse justamente o de gerar todo o tipo de conhecimento. O reitor João Grandino Rodas fará história ao repetir o erro de menosprezar a formação humanística em prol exclusivamente das demandas de mercado, lugar que, lamentavelmente, a saúde pública brasileira se encontra há muito tempo. Ofereço o meu apoio aos estudantes de Obstetrícia e à todas as mulheres brasileiras, que merecem ter um tratamento digno no sistema de saúde."
E, neste sábado, dia 26, às 10h no vão livre do MASP, na Av. Paulista, em São Paulo/SP, novo ato de repúdio contra a posição do COFEN e USP, reúnam-se, compareçam, lutem por uma assistência ao parto e nascimento humanizada, pois parir c/ obstetriz é tudo de bom!!!
_ilustração de Ingrid Lotfi, doula e ativista da Parto do Princípio (PP).

terça-feira, 22 de março de 2011

Nós mulheres precisamos das obstetrizes: por um parto c/ respeito!

10:35 am
Mulheres, obstetrizes, profissionais da saúde e ativistas do Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento se reúnem na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo - USP, em defesa do Curso de Obstetrícia, visto que o mesmo terá suas vagas diminuídas ou, até mesmo, será fechado. O embate é entre o COREN/COFEN/USP.
Já noticiamos a situação nos posts de domingo e de ontem linkando o abaixo-assinado que já conta com mais de 5000 assinaturas! E a mídia noticia:
IG, por Cinthia Rodrigues - Fusão do curso de Obstetrícia da USP significa fim da profissão - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/fusao+do+curso+de+obstetricia+da+usp+significa+fim+da+profissao/n1238183622688.html
DCE - USP - Estudantes pela continuidade da graduação em Obstetrícia na USP - http://www.dceusp.org.br/2011/03/estudantes-pela-continuidade-da-graduacao-em-obstetricia-na-usp/
Em Defesa da Educação Pública - DCE da USP chama ato contra a extinção do curso de Obstetrícia - http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/2011/03/21/dce-da-usp-chama-ato-contra-a-extincao-do-curso-de-obstetricia/
Além disso, a Carta Aberta divulgada ontem pelo Blog Parto no Brasil, escrita pela pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública - FSP da USP, Simone Diniz, veiculou em outros endereços virtuais, como no Blog Saúde com Dilma e no site da Casa Angela. Inclusive, assinem esta petição para que a Casa Angela tenha seu convênio c/ o SUS estabelecido e dê continuidade em seus atendimentos em prol do parto normal - http://www.petitiononline.com/angela10/petition.html.
Confiram, ainda, o Relatório da EACH c/ as informações dos motivos para a diminuição do n° de vagas do Curso de Obstetrícia, entre outros - Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, disponibilizado pelo DCE.
Abaixo segue Carta de Esclarecimento do mesmo órgão:
Caros Alunos,
Na manhã desta segunda-feira, dia 21 de março, foi realizada uma reunião entre a Direção da EACH, a Presidente da Comissão de Graduação, professores e representantes discentes do curso de Obstetrícia para esclarecimento das ações empreendidas, até o momento, junto ao Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN-SP) e à Pró-Reitoria de Graduação em prol do curso.
No período da tarde, foi realizada outra reunião, desta vez com a Pró-Reitora de Graduação, Profa. Dra. Telma Zorn, para discutir a situação do curso de Obstetrícia. Participaram também do encontro o Pró-Reitor Adjunto, Prof. Dr. Paul Jean, o Vice-Diretor da EACH, Prof. Dr. Edson Leite, a Presidente da Comissão de Graduação, Profa. Dra. Mônica Yassuda, a Coordenadora do Curso, Profa. Dra. Nádia Zanon Narchi, e as Profas. Dras. Célia Regina Melo e Jacqueline Brigagão, além de quatro representantes discentes, Flavia Estevan, Thaís Cursino, Mariana Gersavio e Jéssica Silva. A Pró-Reitora afirmou que “a principal preocupação é com os egressos e com os alunos que estão cursando Obstetrícia. Tudo será feito para melhorar o curso. Se for necessária outra reformulação, ela será feita”.
Enquanto acontecia a reunião na Pró-Reitoria, o Diretor da EACH, Prof. Dr. Jorge Boueri, estava reunido com o Presidente do COREN, Dr. Claudio Porto. A partir deste encontro, ficou acertada uma reunião de esclarecimento com todos os alunos e egressos do curso de Obstetrícia para a próxima segunda-feira, dia 28 de março, às 14h, na sede do COREN-SP na Alameda Ribeirão Preto, 82, Bela Vista. Esta reunião contará também com a presença do Prof. Dr. Francisco Cordão, assessor técnico de ensino do COREN e Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.
Quanto ao relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho para Estudo das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da EACH, presidido pelo Prof. Dr. Adolpho José Melfi, esclarecemos que o fórum para seu debate é junto à Comissão de Graduação da Escola.
Na Universidade de São Paulo é comum a avaliação permanente da graduação e a revisão dos cursos da EACH é absolutamente natural, indo de encontro às demandas sociais, científicas e tecnológicas da sociedade.
A Direção
Para finalizar a prosa assistam a manifestação dos/as estudantes de Obstetrícia após a divulgação deste relatório acima:

segunda-feira, 21 de março de 2011

Repercussões sobre o Curso de Obstetrícia da USP


O post de hoje divulga novas repercussões da redução do n° de vagas do Curso de Obstetrícia da USP Leste, noticiada ontem pelo Blog Parto no Brasil em um post extraordinário c/ a divulgação do abaixo-assinado, assim, trazemos algumas notícias de outros veículos de comunicação virtuais sobre os imprevistos que tal graduação está passando, correndo o risco, inclusive, de ser fechado, confiram abaixo:
IG São Paulo, por Cinthia Rodrigues e Tatiana Klix - USP Leste pode fechar mais de 300 vagas - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/usp+leste+pode+fechar+mais+de+300+vagas/n1238177421365.html
G1, por Ana Santi - Estudantes protestam contra a redução de vagas na USP Leste - http://g1.globo.com/vc-no-g1/noticia/2011/03/estudantes-protestam-contra-reducao-de-vagas-na-usp-leste.html
Site Vi o mundo, por Luiz Carlos Azenha - A carta dos alunos de obstetrícia da USP - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-carta-dos-alunos-de-obstetricia.html?awesm=fbshare.me_AahWh&utm_content=fbshare-js-large&utm_medium=fbshare.me-facebook-post&utm_source=facebook.com
Confiram a página do Facebook em apoio à causa - Apoie a Obtetrícia - USP / Support Midwifes - http://www.facebook.com/home.php?sk=group_149118918485370&id=149644571766138&ref=notif&notif_t=like.
Recebemos, também, outros informes da obstetriz Camilla Schneck sobre a intensa movimentação de pessoas que apoiam a manutenção do Curso de Obstetrícia:
"Desde sexta-feira foi lançado um abaixo-assinado online - site seguro - para apoio em resposta a informação de que o acesso ao vestibular pode ser suspenso.
Desde após um intenso trabalho de muitas pessoas - principalmente alunos e outros apoiadores - ja temos 2600 assinaturas sem irmos às ruas. Isto se referiu ao trabalho das pessoas online solicitando o apoio a seus contatos.
Além das assinaturas temos também uma tag no twiter #ficaobs que ficou hoje a tarde na lista dos tt (trendstopics) ou seja: ficou entre os 10 tags mais comentados no Estado de SP e figurou por alguns minutos entre os dez tags do Brasil.
O Facebook tambem recebeu suas postagens.
Ainda convidamos para o ato de apoio ao curso organizado pelos alunos da EACH terça, às 09h00, em frente a reitoria da USP. "
Portanto, nesta terça-feira, dia 22, acontecerá um ato em protesto, das 9 às 11 horas, em frente a Reitoria da USP, participem!

"A USP precisa entender - o curso de Obstetrícia é INOVAÇÃO: a retirada da prática de intervenções obsoletas (episiotomia e aceleração de rotina, kristeler, parto em litotomia, jejum etc.) e a introdução de procedimentos seguros efetivos - acompanhantes, cuidados uma-a-uma, recursos não-farmacológicos é papel da Obstetriz - levando à redução das cesáreas desnecessárias e melhorando os indicadores maternos e neonatais."
Simone Diniz
Mulheres na luta e nas ruas!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...