Mostrando postagens com marcador Enquete. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enquete. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pesquisa sobre uso de sling

Divulgamos hoje a pesquisa de Isabella Isolani, da Slingar e Dançar, sobre o uso de sling, confiram:
Olá! Estou fazendo uma breve pesquisa com mães sobre sobre o uso do sling e atividades físicas pós-parto. Gostaria muito que você participasse!
Os dados individuais não serão divulgados, apenas o resultado final da pesquisa, no blog www.slingaredancar.wordpress.com em janeiro 2012. Mande suas repostas para o email: isabella.sling@hotmail.com
Fique a vontade para responder e fazer observações, complementações.
1. Idade da mãe _____ Idade do filho(s) _____
2. Usa/usou sling?
( ) Sim – Sentiu algum benefício? Qual/quais?
( ) Não – Por quê?
3. Praticava exercício antes ou durante a gestação?
( ) Sim – Qual/quais? Com qual duração e frequência?
( ) Não.
4. Pratica ou praticou exercícios depois do parto? (Considera-se de 0 a 1 ano do bebê)
( ) Sim – Qual? A partir de quando? Com ou sem o bebê? Com qual duração e frequência?
( ) Não - Por quê?
5. Teria alguma sugestão de atividade física para que mães com bebês pequenos pudessem praticar juntos?
( ) Sim – Qual/quais?
( ) Não.

Obrigada.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Considerações preliminares da pesquisa sobre as Recomendações da OMS para o parto normal

Primum non nocere
* Primeiro não lesar
Princípio da Não-Maleficência *
(máxima da ética médica)
No último mês, contamos com a colaboração especial em nosso blog de 150 respostas às enquetes propostas. A tod@s vocês, muito obrigada! Esperamos continuar contando com o relato e compartilhamento de suas experiências; é assim que aprendemos sobre a realidade do parto no Brasil.
Hoje, repercutimos os quatro posts que organizaram a pesquisa, lembrando que o objetivo desta experiência é popularizar as condutas obstétricas à luz das recomendações para a atenção humanizada. Importante frisar que o empoderamento feminino é muito mais eficiente para a conquista do parto dos sonhos do que a contratação de uma equipe humanizada.
Sozinhas, extremamente medicalizadas e passivas, em poucas décadas, a maioria das mulheres perdeu a confiança inata na sua capacidade de parir.
Lucía Caldeyro Stajano - Associação Nacional de Doulas, ANDO-Campinas.

Por isso, valorizamos todas as boas informações sobre parto e nascimento - mesmo aquelas que denunciam nossa triste realidade são importantes; reconhecemos e elogiamos as redes de apoio que fortalecem a experiência subjetiva e familiar que é o nascimento de um filho.
Uma boa estratégia de promoção da saúde materno-infantil pode ser fortalecer seu plano de parto, seus argumentos e vontades, embasando-se em um documento como este publicado pela Organização Mundial da Saúde. É nosso dever popularizar tanto os procedimentos humanizados como os prejudiciais. Chega de ouvir que episio de rotina previne laceração do períneo. Nós, mulheres, donas de nossas vaginas ativas, é quem devemos inciar o processo de mudança do senso comum!

Ilustrações da parteira mexicana Naoli Vinaver
Confira o que mais rolou de conteúdo para vocês durante a realização da pesquisa...
A relação completa da classificação proposta pela OMS em 1996 está aqui:
http://partonobrasil.blogspot.com/2010/04/recomendacoes-da-organizacao-mundial-da.html
Disponibilização dos seguintes documentos:
- Maternidade Segura. Assistência ao Parto Normal: Um Guia Prático (OMS, 1996).
- Parto, Aborto e Puerpério: Assistência Humanizada à Mulher (MS, 2001).
Repercussão de informações de outros veículos:
- Medicina Baseada em Evidências - Amigas do Parto
- O Parto Hoje – Condutas Hospitalares
- Vídeos do projeto ISEA, da Dra. Melania Amorim:
http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/video-do-projeto-isea-da-dra-melania_3133.html;
http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/video-do-projeto-isea-da-dra-melania_6979.html.
Acesse aqui todos os posts da pesquisa:

1. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/recomendacoes-da-oms-para-o-parto.html
2. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/condutas-prejudiciais-devem-ser.html
3. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/10/oms-recomenda-praticas-de-assistencia.html
4. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/10/quem-voce-vai-escolher-para-assistir-ao.html
O nosso trabalho com as enquetes ainda não terminou. Em breve, publicaremos as nossas discussões finais. Participe também. Envie sugestões, comentários, críticas e o que mais quiser para partonobrasil@yahoo.com.br!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quem você vai escolher para assistir o teu parto?

Para nos despedir deste outubro - especial, de muito trabalho e reconhecimentos - e brindar as boas novas de novembro de 2010, que tal participar da última etapa da pequisa que o Blog Parto no Brasil está organizando sobre as recomendações da OMS para o parto normal?
Cultivando nosso jardim..
Este folder eu encontrei Google afora, e acho que pode bem representar nosso espírito neste momento, sobretudo em véspera de tão importante evento político - inclusive para nossas relações microsociológicas, além do advento de escolha d@ chefe do executivo.
A última categoria da classificação proposta pela OMS, em 1996, é assim, importante e definidora da qualidade da sua vida, tal como as eleições. São as práticas freqüentemente utilizadas de modo inadequado.

Durante a gravidez e o puerpério, algumas pessoas novas participarão de modo incisivo do seu ambiente familiar: a equipe de profissionais da saúde que irá lhe assistir neste ciclo da vida, que é sempre, em todas as culturas, muito especial, delicado, cercado de mitos e ritos.
Nesta etapa, é fundamental que a mulher tenha informações sobre os eventos que circunscrevem seu umbigo. Vale a medicina baseada em evidências disponível tanto em revistas científicas como em blogs e outras redes virtuais, vale igual, a tradição oral da partería.
Não vale MESMO muito do que ocorre impunemente por aí. A mulher tem o direito a informações precisas sobre os procedimento abaixo listados: são todas condutas orquestradas pelo GO. Leve a lista abaixo à sua consulta do pré-natal; se o profissional recusar conversar sobre, agradeça e não volte mais! Risco de cesárea eletiva danosa.

Práticas freqüentemente utilizadas de modo inadequado:
1. Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.
2. Controle da dor por analgésicos sistêmicos ou de analgesia epidural.
3. Monitoramento eletrônico fetal.
4. Utilização de máscaras e aventais estéreis durante o atendimento ao parto.
5. Exames vaginais freqüentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
6. Correção da dinâmica com a utilização de ocitocina.
7. Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do expulsivo.
8. Cateterização da bexiga.
9. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
10. Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto, como por exemplo, uma hora, se as condições maternas e do feto forem boas e se houver progresso do trabalho de parto.
11. Parto operatório (cesariana).
12. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.
13. Exploração manual do útero depois do parto.
Agora, traga a lista de volta para esta rede de apoio, e compartilhe a sua experiência com outras mulheres. Responda à enquete e nos conte mais! Assim, estamos descortinando a realidade das maternidades que nos acolhem.
Muito obrigada.
Acesse aqui os outros posts desta pesquisa, e participe:
1. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/recomendacoes-da-oms-para-o-parto.html
2. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/condutas-prejudiciais-devem-ser.html
3. http://partonobrasil.blogspot.com/2010/10/oms-recomenda-praticas-de-assistencia.html
ps.: Aguardem logo mais à noite, após às 20h, o resultado tão esperado da promoção de outubro! Presente é tudo de bom! Nossos livros da Fundação Itaú Social chegaram hoje! Eba, boa sorte mulherio!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OMS recomenda: práticas de assistência ao parto que devem ser estudadas e usadas com cautela

Depois de longo tempo, o blog Parto no Brasil retoma a pesquisa sobre as recomendações da OMS para o parto normal. Nosso objetivo é dar visibilidade ao documento Maternidade Segura: Assistência ao Parto Normal: Um Guia Prático (OMS, 1996).
Precisamos que estas informações passem a ser de domínio do conhecimento popular. Profissionais da assistência, mulheres e suas famílias precisam conhecer os procedimentos que envolvem a parturição, além dos seus aspectos emocionais e subjetivos.
Nos grupos de apoio ao parto e à maternidade, como o GestaParaná, por exemplo, realidade a qual conheço, comprovamos que a informação é a melhor estratégia para o empoderamento. É só dizer para uma mulher o que é uma assistência humanizada, ou descrever as características médicas de uma cesárea desnecessária e de um parto ativo, vertical; para então, perguntar a esta mulher o que é de sua preferência. Esse é o caminho mais eficiente para transformar muitas realidades.
Assim, hoje, publicamos a terceira categoria de condutas avaliadas pela OMS. São práticas em relação às quais não existem evidências suficientes para apoiar uma recomendação clara; e que devem ser utilizadas com cautela até que mais pesquisas esclareçam a questão.

Pergunto, quais destes procedimentos foram incluídos na assistência ao seu parto?
Participe da enquente e aproveite o espaços dos comentários para compartihar mais da sua experiência!
1. Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas, imersão em água e estimulação nervosa.
2. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.
3. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
4. Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto.
5. Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.
6. Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação.
7. Clampeamento precoce do cordão umbilical.
8. Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante a dequitação.
Aproveito para já agradecer e lembrar da importância da participação de cada uma de vocês.
Para que 80% das brasileiras consigam "parir em paz", é preciso agir em duas frentes: o empoderamento das mulheres e a humanização da assistência profissional. O seu relato empodera você e também aqueles com quem você o compartilha! Obrigada!
Acesse aqui os outros posts desta pesquisa, e participe:
http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/condutas-prejudiciais-devem-ser.html
http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/recomendacoes-da-oms-para-o-parto.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Condutas prejudiciais - devem ser eliminadas

Hoje o post é papo sério. Nosso assunto é a violência institucional a que são submetidas as mulheres brasileiras em situação de parir.
Vamos falar de procedimentos dolorosos, vexatórios, que humilham a moral feminina e não têm respaldo cientifico. Não mais. * É importante notar aqui que o conhecimento científico é motivado por hipóteses, e assim, suscetível a falhas durante todo o seu processo de produção.

As condutas abaixo relacionadas são consideradas pela Organização Mundial de Saúde como claramente prejudiciais ou ineficazes: devem ser eliminadas!
Mas vamos considerar alguns pontos. Estes procedimentos foram incluídos no ensino e na prática obstétrica por terem sido capazes, em algum momento, de comprovar algum benefício. Não vamos agora investigar quais são eles – embora aqui a gente acredite principalmente em motivos “machistas”, em justificativas que se aplicam exclusivamente porque quem pári é a mulher e não o homem... O foco deve ser: desde que considerados prejudiciais por novas pesquisas, pelo viés da medicina baseada em evidências, são condenáveis na assistência obstétrica e ponto.
Mas por quê então continuam sendo rotina?
Esta ainda não é a pergunta mais adequada para este nosso espaço. Não podemos esperar que a mudança seja do outro; muito menos quando dentro de nós cresce e aparece o inevitável: o nascimento de uma criança.
A melhor resposta é o empoderamento feminino. Informe-se o máximo que puder e busque pelo melhor, ele existe, é real e tod@s merecemos. * Estamos gerando demanda por profissionais mais sensíveis à nossa sexualidade e individualidade.
É você quem deve bater na porta das maternidades e perguntar:

Como é o parto aqui? - Faz enema? É enema, lavagem intestinal, faz? - E tem que vir depilada? - Tem sorinho? Começa que horas? - Eu vou poder andar pela maternidade? Meu acompanhante junto comigo.... - Quais são as condições de indicação da ocitocina? Eu posso não aceitar? Quais os métodos de alívio de dor não farmacológicos aos quais terei livre acesso? - Como é a mesa de parto? Parto vertical é possível? Qual a incidência deste tipo de posição?

Estas compreendem as dez primeiras condutas. As cinco últimas referem-se ao atendimento obstétrico específico de uma pessoa. E são tão técnicos que nem o Google consegue resolver!
Neste sentido, trago um texto da Ana Cris Duarte que colabora com a discussão.
“É muito fácil tomarmos decisões baseadas em "consensos" que nem sempre correspondem à verdade. Esse consensos partem não só de pessoas leigas, mas também de profissionais da saúde, que nem sempre têm tempo e condições de se atualizar adequadamente. Por exemplo, muitos médicos ainda afirmam que após uma cesárea a mulher só pode ter cesáreas. Pesquisas multicêntricas, ou seja efetuadas em vários locais, com grande número de participantes, já provaram que o parto normal após a cesárea é mais seguro que a repetição da cirurgia.
O mesmo se aplica à posição deitada para o parto, uso rotineiro de hormônio para aceleração das contrações, rompimento artificial da bolsa d'água, uso rotineiro da episiotomia, corte precoce do cordão umbilical e muitos outros procedimentos. Portanto o melhor a fazer é desconfiar dos "consensos". Os profissionais da saúde são seres humanos como nós, mães, e estão sujeitos aos seus próprios temores, crenças e cultura. Cada mulher deve se responsabilizar integralmente por sua gestação e parto, estabelecendo com o médico uma relação de parceria. Cada decisão deveria ser tomada com base em evidências científicas e não em observações pessoais, mitos, histórias de partos que tiveram problemas, crenças e "procedimentos obrigatórios".
Esse é o primeiro passo para tomarmos posse de nossos corpos, reivindicamos o que nos é de direito e responsabilizarmo-nos por nossas escolhas, erros e acertos.”
Fonte: Medicina Baseada em Evidências - Amigas do Parto.
A Ana Cristina também tem um texto em que descreve um atendimento obstétrico padrão. É aquela triste realidade.... Conheça aqui: O Parto Hoje – Condutas Hospitalares.

Abaixo, as condutas claramente prejudiciais ou ineficazes, que deverm ser eliminadas. Pergunto: você que teve parto normal hospitalar ou cesárea intraparto, quais destes procedimentos foram aplicados contra você? * Atente para a indicação de uso rotineiro ou não.
1. Uso rotineiro de enema (lavagem anal-intestinal);
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos;
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto;
4. Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa;
5. Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto (supina é a única não recomendada, significa de barriga para cima);
6. Exame retal;
7. Uso de pelvimetria radiográfica;
8. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado (teve ocitocina no soro);
9. Uso rotineiro da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto (a litotomia é a posição de exame ginecológico – pernas para cima, afastadas e apoiadas pelos joelhos);
10. Esforços de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo;
11. Massagens ou distensão do períneo durante o parto;
12. Uso de tabletes orais de ergometrina na dequitação para prevenir ou controlar hemorragias;
13. Uso rotineiro de ergometrina parenteral na dequitação;
14. Lavagem rotineira do útero depois do parto;
15. Revisão rotineira (exploração manual) do útero depois do parto.
Lembramos que este post lança a segunda enquete da pesquisa sobre as Recomendações da OMS para o Parto Normal. A participação de vocês é fundamental, para que outras gestantes tenham material a partir do qual se informarem, se apropriarem dos argumentos adequados e se empoderarem.
O lançamento da pesquisa você encontra aqui: http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/recomendacoes-da-oms-para-o-parto.html
Outras informações sobre as Recomendações da OMS estão disponíveis nos vídeos sobre o projeto ISEA, da Dra. Melania Amorim.
Conheça: http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/video-do-projeto-isea-da-dra-melania_3133.html; http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/video-do-projeto-isea-da-dra-melania_6979.html

domingo, 26 de setembro de 2010

Triste realidade

Postamos essa semana uma enquete para saber se nossas leitoras tiveram as recomendações úteis na assistência ao parto e nascimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) garantidas e realizadas, tendo sido encerrada ontem. Outras três virão nas semanas subsequentes, dado que são quatro categorias. Sem fazer nenhuma análise profunda a partir do resultado já dá para levantar a hipótese de que o nosso público teve boa parte destas recomendações cumpridas - dos 67 votos, 50 mulheres tiveram um parto normal (29 - parto natural; 21 - parto normal hospitalar), em um País onde vigora a cultura cesarista, indicando que temos também um público seleto, que tem acesso à informação/internet, o que não pode ser considerado como privilégio de tod@s neste sistema político-econômico desigual. O cenário da maioria das parturientes é triste, seja no Sistema Único de Saúde (SUS) onde ter um parto normal é tão "doloroso" quanto uma cesárea eletiva da rede privada de saúde, e quando digo "doloroso" me refiro às questões emocionais pelas quais a mulher terá que passar, e, sozinha, pois como sabemos muitos hospitais e maternidades ainda não cumprem a Lei 11.108/05 - a Lei do Acompanhante! Só quem já passou, atua profissionalmente ou conversa com outras mulheres sabe! Tendo como pressuposto este debate saliento o relato de uma doula que é voluntária em um hospital do SUS que circulou na lista virtual Parto Nosso, com a narração de como é a realidade da assistência à mulher durante seu trabalho de parto e parto. Pergunto a vocês: o que nós podemos fazer para galgar a transformação?
"... ontem eu estive no meu plantão voluntário no SUS. Lá não se permite acompanhante, a parturiente é `devidamente protocolizada´ ao passar pela admissão (recebe a camisola e as intervenções), não tem direito a peridural, o tp é quase sempre induzido. Não se respeita o tempo de descida da criança, o período expulsivo fisiológico e a saída suave da criança. Estamos falando de 99% de enema, tricotomia, soro com ocitócito, jejum, privação de companhia, comandos, espisiotomia, kristeller. A taxa de PN é de 45%, baixa para SUS, e a um elevado preço. Precisamos de métodos não farmacológicos, farmacológicos bem indicados mas muito mais de respeito, devolução do protagonismo... Essa luta é tão grande, precisamos fazer a diferença, fazer educação em saúde! Informação é poder!".
Amanhã estaremos com uma nova enquete no ar, por mais três dias, com a 2a categoria de procedimentos, que são corriqueiros na assistência obstétrica brasileira, como demonstra o relato acima - os claramente prejudiciais. Confiram e participem!!!
Foto do livro Nascer Sorrindo (Birth without Violence), de Frederick Leboyer.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Cesárea dói!


Por fim, depois de tanto tempo longe dos posts aqui no Blog Parto no Brasil, gostaria de lançar uma enquete.
Temos várias seguidoras, todas mulheres, paridas ou cortadas, no presente ou futuro, e também outras tantas que não são mães. Muitas de nós sabemos, e aqui no blog Bianca e eu reiteramos, que o foco do parto respeitoso é o que chamamos de protagonismo da mulher; de empoderamento.
Particularmente, eu sou um pouco "pé-atrás" com o termo Humanização - refere-se à assistência ao parto e nascimento, e, portanto, é outra história com seus muitos viesés.
Acredito que o parto natural possa ser FELIZ.
Acredito que as mulheres brasileiras estejam numa situação INFELIZ devido à nossa forte cultura cesarista.
Acredito que a informação JUSTA seja ESSENCIAL - não para inverter as taxas de via de nascimento do quadros de saúde pública nacional, mas para que VOCÊ, e suas/seus querid@s amad@s (amig@s, irmãs e irmãos, cunhad@s, leitor@s, maridos, pais), tenham, verdadeiramente, a real possibilidade de parir.
Assim, acredito que seja fundamental lutar contra ideias fundadas em papo-furado ou experiências mal-sucedidas, que propagem os perigos e mazelas do parto normal. Que parto normal dói. Que pode trazer sequelas para o bebê. Que pode matar a mãe e sei lá mais o que se ouve Brasil afora.
Repito: acredito na possibilidade de prazer no parto natural, sem intervenções - porque desconheço as sensações da ocitocina artificial, do corte no períneo, da extração a fórceps e do medo de estar sozinha em todos esses momentos.
Solicito, então, que tod@s vocês contribuam para com essa luta, citando fatos experimentados do porquê a cesárea dói.
Eu não tive cesárea, mas sei das dores de um pós-operatório (fiz um cirurgia de redução de mamas 11 anos atrás - foram duas semanas de dor, por causa dos mais de oitenta pontos, sem corte em músculos). Minha contribuição nesta enquente, então, vem de um relato postado em uma lista de discussão, a Gesta Paraná. Amamentar após cesárea dói. É um desprazer. Dói porque a sucção do bebê faz o útero cortado e costurado contrair. Dói.
Muitos bebês e suas mães precisam da sua contribuição.
Para ilustrar este post, escolhi a arte do site http://www.cesarean-art.com/, que há tempos queria postar aqui. Entretanto, hoje, o site encontra-se indisponível, não consegui acessar. A ilustração eu acabei copiando do Google Images. A autora fez as ilustrações a partir de sua experiência de duas cirurgias cesareanas. São várias imagens muito fortes e significativas. Espero que retorne à www em breve!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...