Mostrando postagens com marcador blogosfera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blogosfera. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de março de 2013

Multimídia Parto no Brasil - #AgendaSUS - 07 mar | Encontro do ministro Padilha com Blogueiras

Transmitido ao vivo em 07/03/2013

ASSISTA AQUI

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se encontrou com blogueiras influentes nas redes sociais para conversar sobre saúde da mulher. A reunião teve o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre o cuidado com a saúde da mulher brasileira.

#FotoSUS

As políticas de Saúde da Mulher têm sido fortalecidas nos últimos anos. O Ministério da Saúde vem trabalhado para melhorar o atendimento no SUS, realizando ações de promoção de saúde que contemplam a prevenção, o acolhimento e o tratamento.

Saiba mais no Blog da Saúde: www.blog.saude.gov.br

Pela web, o Blog Parto no Brasil, através de Bianca Lanu enviou uma questão sobre o posicionamento do MS e do ministro frente às parteiras tradicionais, e como retorno tivemos:


Nós somos favoráveis ao parto seguro e em várias regiões as parteiras tradicionais tem um papel fundamental num parto seguro, respeitando as tradições, a cultura da mulher e garantir o parto normal.

O Ministério da Saúde inclusive dentro da Rede Cegonha faz capacitação das parteiras tradicionais e tem um kit das parteiras, que é um kit c/ material esterilizado, material adequado, material p/ fazer a avaliação e o acompanhamento da gestação, do tamanho uterino como tá crescendo, orientando as parteiras a usar Pinar, material adequado p/ o momento do parto necessário.

Debate rico e importante sobre temas tão relevantes, como violência obstétrica, Ouvidoria SUS, pelo número 136, Carta SUS, Rede Cegonha, Bancos de Leite, Comitê de Mortalidade Materna, e muito mais! Vale a pena conferir em quase duas horas de exibição!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mulheres de Peito

O post de hoje, e os debates que vão circular essa semana são sobre um tema: a AMAmentaÇÃO. O motivo veio por conta das informações equivocadas narradas no Programa Mais Você, na semana passada, no quadro Game de Bebês, sobre o desmame.

Depois da vitória, c/ a retratação do assunto pela emissora Rede Globo, feita em tom cínico e nada transparente pela apresentadora Ana Maria Braga, que RESOLVEU tratar a questão, vamos trazer publicações já vistas em nosso Blog, e também convidamos a blogosfera materna a fazer o mesmo.


O intuito é conscientizar gestantes, mães, pais e famílias sobre a importância do aleitamento materno, o vínculo que se cria c/ o filh@, além dos benefícios para a saúde de seu bebê. Bora (re)ler!

Antes disso, leia, ainda, as postagens abaixo e entenda mais o que está acontecendo, e assine a petição em repúdio ao Game de Bebês - AQUI (já contamos c/ mais de 3300 assinaturas):


Do povo bunda à mulher de peito, por Ligia M. Sena, do Cientista que virou mãe;

A falácia do cada um cria como quer, por Nanda, do Mamíferas;

Que tipo de mãe é mais você?, por Andrea Stankiewickz, Mamífera convidada (o);


Agora, confira AMAmentaÇÃO, de 12 de setembro de 2011, por Bianca Lanu - 


Participe, também:


Acesse e saiba mais na fanpage Mãezinha FicaDica

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Natureza da Violência

por Kalu Brum

Escolheu fazer medicina porque gostava de ajudar pessoas. Desde de pequenina ela socorria os coleguinhas que se machucavam, os animais enfermos. A medicina era uma vocação para fazer deste lugar um mundo melhor, dizia ela.
Estudou muito: anos de cursinho, abrindo mão das baladas e até mesmo do grande amor que surgiu no caminho. Era preciso estudar, madrugadas a fio, sacrificando qualquer coisa que a desviasse do caminho. Passou em uma das melhores faculdades do país. Orgulho na família, status no cursinho e na escola que frequentava. Foi garota propaganda de ambos e dava palestras motivacionais: como entrar em medicina.
Na faculdade aprendia mais sobre doenças, exames, diagnósticos, cirurgias do que sobre ouvir, acolher, entender os processos que levavam às doenças. Dava-se mais importância para vírus, bactérias do que para o seu hospedeiro: o ser humano.
Congressos patrocinados por laboratórios a mostrarem as grandes novidades das terras da alopatia. Seduzir para ser receitado. Ser receitado para gerar receita.
Ela decidiu pela obstetrícia. Nos hospitais escola, havia uma fila de alunos para fazer exames de toque nas pacientes em trabalho de parto. Um professor falava no corredor: vamos fazer um forceps, no leito 43, para os alunos aprenderem? E lá os alunos esqueciam do ser humano em nome da ciência.
Saiu do interior do país para a capital. Conheceu Wellington, que com seus olhos de jabuticaba, a seduziu naquela noite de forró. Ela esperou por meses a menstruação chegar. Pensava que a fome, excesso de trabalho tivesse resultado em um problema ginecológico. A barriga começou a crescer, mas ela achava que a falta de grana e muito pão que comia, que era o que dava para comprar, que tinha levado aos quilos a mais.
Em uma faxina pesada, desmaiou e foi levada ao SUS. Descobriu ali que estava grávida de mais de seis meses.
Quando as dores do nascimento começaram ela foi para o hospital. Pediu para que sua amiga fosse junto, afinal, ela nunca mais encontrou o rapaz de olhos de Jabuticaba. Ela não pode entrar.
Deixou todos os seus pertences na entrada: brincos, óculos, roupa. Lembrou-se de sua rápida passagem pela polícia.
Entregou seu ralo cartão de pré-natal. A enfermeira nem olhou na sua cara. Colocou um soro e mandou que ela ficasse deitada. Era praticamente impossível diante da dor das contrações.
O professor chamou a residente: vai lá e faça um exame de toque naquela ali. Ela fez o que aprendeu: nem olhou na cara daquela mulher assustada, com dor, que dizia: doutora, me dá sua mão.
A princípio pensou em acolher, mas voltou para o pedestal e distanciamento necessário. Foi introduzindo a mão. Estava com 8 centímetros. Avisou.
Vamos passar um forcéps nessa daí para você ver como funciona. Então será o pacote completo: episiotomia, fórceps e kristeller.
A faxineira gritava de dor. A residente pode ouvir a enfermeira chefe dizer: na hora de fazer você não gritou, né? Então fique quietinha senão vamos deixar você aí. Ela se calou, engoliu a dor.
Em nome da ciência um fórceps, uma episiotomia, um Kristeller. Ela nunca se sentiu tão humilhada com aquele tanto de estudantes em frente a sua vagina aberta. E assim, chegou ao mundo, um menino pequeno, sem pai, filho de uma mãe assustada. Foi levado, aspirado. Ela mal pode vê-lo. Ficou sozinha na sala de espera, sentindo muito frio. Sozinha no quarto, com muitas outras mães. No meio da madrugada veio a saber que ele não havia sobrevivido.
Ela não pode ver o corpo e só o viu no dia do velório. Enterrou seu primeiro filho e decretou: nunca mais quero parir! Sofrer assim ninguém merece. Quando contava sobre a violência que tinha sofrido, todas diziam: é assim mesmo.
A residente virou obstetra. Aprendeu a fazer cesáreas como ninguém e depois daquele campo de concentração que foi sua residência teve a certeza: cesáreas agendadas é o melhor caminho para o médico. Talvez para mãe e bebê, mesmo que a evidência científica provasse o contrário.



A história acima relata uma cena de violência fictícia que acontece diariamente nos hospitais do país. Mulheres são objetos de aprendizado para residentes. E assim, coisificadas, esses profissionais deixam de entender que ali, em trabalho de parto, existe uma mulher no momento mais importante de sua vida.
A violência, tida como tão normal, acontece sem estranhamento. E talvez nasça desta forma de aprendizado.
Precisamos abrir a nossa boca e denunciar a violência obstétrica. A Lígia Moreira Senna, do Blog Cientista que Virou Mãe, com apoio do Mamíferas e Parto no Brasil fez um teste revelando as facetas da violência obstétrica. Ela também tem 400 mulheres inscritas para realizar uma pesquisa sobre o tema.
Mais uma vez o  Mamíferas, Cientista que virou Mãe e Parto no Brasil se unem para lançar uma blogagem coletiva em vídeo. A idéia é que possamos fazer um vídeo com depoimentos de mulheres do Brasil sobre a violência que sofreram durante o parto.
Envie um vídeo de até 2 minutos relatando a violência que sofreu  para naoaviolencianoparto@gmail.com Nas próximas semanas vamos reunir os depoimentos e fazer um vídeo coletivo para mostrarmos a violência que acontece nas instituições durante o momento do parto.
Junto com o vídeo, envie seu nome completo, estado, nome da instituição onde a violência aconteceu e data do parto.
Sair do silêncio pode evitar que outras mulheres sofram novas formas de violência de gênero. Você pode também escrever seu depoimento no site http://violencianoparto.wordpress.com/depoimentos. Participe.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Laura Gutman no Brasil

A autora argentina Laura Gutman, um dos nomes atuais reconhecidos por tratar de educação c/ apego, na área da Psicologia, autora de "A maternidade e o encontro com a própria sombra", estará em setembro, no Brasil, através blog Cientista que virou mãe, Bazar Coisas de Mãe, e Mammys & Co., c/ palestras em Florianópolis/SC e São Paulo, capital.



O evento conta, também, c/ um blog no ar, bora conferir Laura Gutman no Brasil - aqui!

Participem da promoção e concorram a uma inscrição - aqui!

Para contatos e inscrições acessem - aqui e aqui!

O Blog Parto no Brasil apoia Laura Gutman no Brasil!

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Panorama Obstétrico em Portugal


Por Maria João, autora do blog Rituais Maternos, de Portugal

A Bianca e a Carolina pediram-me para escrever sobre o panorama obstétrico português, e apesar de sentir que não tenho os conhecimentos necessários (não sou médica, nem enfermeira, nem doula), decidi aceitar o desafio baseando-me na minha própria experiência e nos testemunhos que li de outras mulheres.


O parto em Portugal ainda é muito medicalizado, quer nas instituições públicas quer nas privadas. À excepção de casos muito específicos, nos hospitais públicos tenta-se sempre 1º o parto normal, e nos hospitais privados, regra geral, prevalece a "vontade" da mulher. Mas antes de falar sobre o parto, gostaria de referir o que acontece durante a gravidez.

Confesso que não sei percentagens, mas um grande nº de mulheres em Portugal é seguida por um médico obstetra particular, mesmo que depois optem por ter o bebé num hospital público. Durante as consultas é realizada a auscultação fetal e a grávida é sempre sujeita ao toque vaginal, independentemente do tempo de gestação. Fazem-se várias ecografias ao longo da gravidez, no consultório do próprio médico ou em centros especializados. Algo que agora é muito procurado pelas futuras mães são as ecografias a 3 e a 4 dimensões.  As mulheres que optam pelo serviço nacional de saúde, são acompanhadas pelo médico de família (clínico geral) e o enfermeiro obstetra do centro de saúde da sua área de residência. Nestas consultas por vezes são feitos alguns toques vaginais e apenas são realizadas 3 ecografias obrigatórias. A partir das 37 semanas as grávidas são encaminhadas para o hospital público, onde fazem CTG e começam a ser sujeitas a toques vaginais em todas as consultas. Independentemente da mulher ser seguida no público ou no privado, é aconselhada a fazer o rastreio bioquímico, para despiste de algumas doenças genéticas do bebé. Muitas mulheres são sujeitas desnecessariamente à amniocentese (exame muito invasivo, com uma pequena probabilidade de aborto espontâneo) devido a falsos positivos do rastreio.

Aborda-se a questão física, mas raramente se dá importância à questão Emocional e Espiritual da Gravidez e do Parto. A Intuição e o Instinto há muito que desapareceram e a confiança e a segurança são apenas sentidas através dos médicos e da tecnologia. A mulher portuguesa (talvez o correcto seja, a mulher ocidental) está distante da sua Feminilidade, da sua Sexualidade, do seu Corpo e principalmente está muito muito sozinha nesta caminhada que é a Maternidade. Existe uma alienação feminina, a responsabilidade perante a gravidez e o parto tem uma carga demasiado pesada para a Mulher na nossa sociedade e por isso coloca-se inteiramente nas mãos dos médicos que ilusoriamente assumem a responsabilidade.

Esperar até às 42 semanas de gestação (tendo uma gravidez de baixo risco, sem qualquer problema) é uma raridade em Portugal. Nos hospitais públicos espera-se no máximo até às 41, mas assim que é alcançada a meta das 40 semanas, a grávida começa a ser "pressionada" sobre a indução do parto, estando ela e o bebé saudáveis. É por volta desta altura que se faz o chamado toque "maldoso", em que os profissionais de saúde tentam acelerar o início do trabalho de parto, fazendo o descolamento das membranas. Este procedimento é feito muitas vezes sem o consentimento informado da mulher.

Ainda antes de chegarem às 40 semanas, muitas mulheres são aconselhadas a fazerem induções ou cesarianas desnecessárias, sendo que estas últimas acontecem principalmente nos hospitais privados. Os motivos são os mais variados: a ecografia mostra que o bebé já está muito grande (sabe-se que as ecografias não dão valores exactos, mas sim uma aproximação), o obstetra determina que há incompatibilidade feto-pélvica (isto só é possível de saber quando a mulher já está em trabalho de parto e nunca antes), verifica-se a presença de circulares do cordão umbilical (muitas vezes não representam perigo de vida para o bebé), o médico vai de férias e a grávida precisa de sentir a segurança que o seu obstetra lhe transmite... Apesar de em 2010 a taxa de cesarianas ter descido de 33% para 31,5%, ainda está muito acima do valor recomendado pela Organização Mundial de Saúde (15%).

O parto é visto como um momento de sofrimento, a mulher é constantemente bombardeada com histórias de terror, por isso a maioria das grávidas portuguesas já dão entrada no hospital decididas a levar epidural. Claro que há partos difíceis e por vezes uma dose mínima de epidural pode, de facto, ajudar no processo. Mas o verdadeiro terror não são as dores das contracções e sim praticamente todas as intervenções que a mulher sofre quando está a parir num hospital. Em Portugal a parturiente é sujeita a vários procedimentos médicos de forma rotineira: enema, soro com ocitocina, CTG contínuo, toques vaginais constantes, amniotomia... A mulher em trabalho de parto passa o tempo todo deitada, mesmo antes de levar epidural, pois é obrigada a estar ligada ao CTG. Normalmente só permitem à mulher beber uns golinhos de água ou chá servido num mísero copinho. Raras são as mulheres que não sofrem uma episiotomia e normalmente aquando da expulsão a parturiente encontra-se deitada ou numa posição semelhante, já para não referir a manobra de Kristeller (fazer força com os braços na barriga da mulher para supostamente ajudar o bebé a nascer), muitas vezes usada pelos enfermeiros e médicos.

Normalmente a mulher portuguesa não encontra apoio e carinho quando dá entrada num hospital público para ter o seu bebé. Até pode ter a sorte de lhe calhar uma equipa simpática, mas de um modo geral está sujeita à indiferença, frieza e conhecimentos em nada respeitadores da fisiologia do parto. À parturiente só é permitido um acompanhante, que é obrigado a sair aquando da administração da epidural e no caso de se recorrer a ventosa/fórceps ou ter que se fazer uma cesariana. A juntar a isto, muitas vezes a mulher ouve comentários desagradáveis e irónicos por parte dos profissionais de saúde. Claro que também existem histórias de parto em que as mulheres se sentiram respeitadas pela equipa médica, mas acredito que sejam uma minoria. Nos hospitais privados a mulher pode ter 2 acompanhantes e normalmente permitem 1 acompanhante no caso de ser cesariana, mas também aqui não se respeita a fisiologia do parto, aliás é nestes hospitais que ocorrem a maioria das cesarianas eletivas.

As Doulas surgiram em Portugal há cerca de 7 anos, mas infelizmente ainda pouco ou nada podem fazer pelas mulheres que optam por ter os seus filhos nos hospitais. Nestas instituições a Doula é vista como uma ameaça, como alguém que vai atrapalhar o trabalho dos profissionais de saúde, com questões e sugestões nada bem-vindas. Penso que são poucas as mulheres acompanhadas por uma Doula durante o parto no hospital, mas há alguns casos (eu fui uma dessas mulheres).

Desconheço números recentes sobre o parto domiciliar em Portugal, mas segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) verificou-se um aumento destes partos até 2007. No ano 2000 houve 511 partos em casa, em 2002 nasceram mais de 700 bebés no domicílio e em 2007 nasceram 1012 bebés em casa, mais 299 do que em 2006. Penso que o motivo por trás deste aumento se relaciona com o facto da mulher querer fugir aos procedimentos invasivos e desnecessários a que é sujeita no hospital, embora acredite que existam alguns casais que optam por ter o seu bebé em casa porque é o que faz sentido para eles. No entanto, o parto domiciliar em Portugal não é regulamentado, existem poucos enfermeiros obstetras a acompanharem este tipo de parto e praticamente não há informação sobre isso.

O movimento pelo Parto Respeitado, está a crescer aos poucos em Portugal, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Existe apenas um hospital público que permite à parturiente fazer a dilatação dentro de água, numa piscina insuflável, em que os profissionais de saúde tentam respeitar a fisiologia do processo e permitir à mulher ter um parto natural. Também existe uma clínica e um hospital privado, onde mais recentemente começaram a fazer partos aquáticos, mas não sei como têm sido os desfechos da maioria desses partos. Já há alguns anos que tem vindo a ser divulgado nos meios de comunicação a possibilidade do parto natural em algumas instituições públicas e privadas, mas de um modo geral, depois na prática não é isso que acontece. Os profissionais de saúde na área da obstetrícia ainda não estão preparados de forma académica nem emocional para aceitarem o papel de serem observadores, guardiães do parto e apenas intervirem quando é, de facto, realmente necessário.

Já várias mulheres portuguesas vêem a Gravidez e o Nascimento como processos naturais, sentem-se empoderadas e questionam-se sobre os procedimentos médicos realizados nos hospitais. Mas é necessário que se dê uma mudança de mentalidade por parte dos profissionais de saúde, com uma abordagem mais humilde, sem preconceitos e aceitação de que a parturiente não precisa de (regra geral) ser tratada, mas sim acompanhada e respeitada no seu processo de parto. Sonho com o dia em que haverá "casas de parto" no meu país, locais onde as mulheres possam parir os seus filhos num ambiente respeitador, tanto da fisiologia como da espiritualidade do Nascimento. "Casas de Parto" onde os conhecimentos ancestrais sobre Gravidez e Parto sejam aliados da medicina obstétrica moderna, porque tudo seria mais fácil se pudessemos ter o melhor dos 2 mundos.

O meu nome é Maria João, sou portuguesa e autora do blog Rituais Maternos. Bióloga de formação (e vocação), acredito no poder da Mãe Natureza, no Instinto e na Energia Feminina. Mãe a tempo inteiro de um menino que nasceu de parto normal hospitalar, muito intervencionado. Escrevo para informar, empoderar e ajudar outras Mulheres, mas o que mais gosto é de aprender com as partilhas de outras Mães, porque a Maternidade é um processo de constante aprendizagem. :-)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Ciranda das Mulheres Sábias

O post de hoje compartilha uma leitura maravilhosa e indispensável p/ quem adora um papo de comadre!

O livro "A Ciranda das Mulheres Sábias", de Clarissa Pínkola Estes está disponível p/ leitura no link - http://pt.scribd.com/doc/41198357/A-Ciranda-Das-Mulheres-Sabias-Clarissa-Pinkola-Estes


"Por isso vamos nos sentar um pouco, comadre, só nós duas... e o espírito que se forma sempre que duas almas ou mais se reúnem com apreço mútuo, sempre que duas mulheres ou mais falam de "assuntos que importam de verdade".
Aqui, neste refúgio afastado, permite-se... e espera-se que a alma diga o que pensa. Aqui sua alma estará em boa companhia. Posso garantir-lhe que, ao contrário de muitas no mundo lá fora, aqui sua alma está em segurança. Fique tranquila, comadre, sua alma está a salvo."


Já postei outrora sua publicação mais consagrada - e que estou doida p/ ler, rs - "Mulheres que correm com os lobos" - (re)vejam aqui!

Eu edito também o blog Comadre, sobre trabalhos artesanais, costura, projetos "Faça-Você-Mesmo", e, assuntos ligados ao universo do sagrado feminino, bora espiarem - http://co-madre.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Blog do Dia em Minha Mãe que Disse

O Blog Parto no Brasil é destaque de hoje na coluna Blog do Dia do site Minha Mãe que Disse - acesse aqui!


O portal abrange uma série de outros sítios virtuais escritos por outras mães, que incluem a maternidade como carro chefe, em Minha Mãe Conhece a Sua!

Bora lá conhecer e compartilhar suas experiências maternas!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Blog Parto no Brasil entrevista Mayra Calvette - Dezembro de 2011

Iniciamos a última semana do ano c/ uma entrevista muito querida!

A parteira Mayra Calvette, uma das idealizadoras do Projeto Parto pelo Mundo nos conta como está sendo viajar em busca de outros modelos de assistência obstétrica, confiram!

PARTO NO BRASIL Mayra, conte para os leitores do blog sobre o Projeto Parto pelo Mundo? 

MAYRA R: O Projeto Parto pelo Mundo visa encontrar alternativas ao modelo biomédico e tecnocrático de atenção ao nascimento, predominante em nossa cultura, através da busca de modelos de parto centrados na mulher e ações em prol da humanização do parto ao redor do mundo. Estamos viajando num período de 9 meses. Durante a viagem, estamos fazendo vídeos, fotos e escrevendo sobre a humanização do nascimento em cada país. A informação traz aspectos da cultura em geral e do nascimento, relatos de parto, taxas de mortalidade materna e neonatal, sistema de saúde e muito mais. As filmagens podem incluir nascimentos, entrevistas com pessoas na rua, mulheres grávidas, mães, pais e filhos, profissionais, organizações de apoio ao nascimento, e será um futuro documentário! Um processo de nascimento que respeite a vida e a natureza é uma das chaves para um planeta melhor. As experiências que o bebê e sua mãe passam durante esse período podem refletir para o resto de suas vidas positiva ou negativamente. Esses bebês são o futuro do nosso planeta, suas mães são seus primeiros instrutores. Eles têm o potencial de fazer deste mundo um lugar melhor, com mais amor, respeito aos outros e a natureza. Existem formas simples de melhorar a saúde materna e neonatal com efetividade, melhor custo-benefício atendimento humanizado. Estamos nessa viagem explorando os horizontes do Parto pelo Mundo! 

PARTO NO BRASIL O que esta iniciativa significa na sua trajetória pessoal como parteira? 

MAYRA R: Essa iniciativa representa a abertura da visão, conseguindo visualizar novos horizontes e possibilidades. Tenho aprendido muito a cada passo dessa intensa viagem. 

PARTO NO BRASIL Como você avalia essa rede de mulheres em busca de um parto respeitoso no mundo? 

MAYRA R: É uma rede de grande força. E é uma força verdadeira, que surge do coração. Elas lutam pelo direito de ter um parto digno e respeitoso. Elas percebem que o nascimento pode ser um momento incrível de força e transformação. É um daqueles momentos únicos que passamos na vida e que não deveria ser perdido. As mulheres estão redescobrindo o poder e a confiança no instinto e intuição. É uma rede que aumenta a cada dia, é lindo de ver! Acredito que essa é a tendência, o caminho a seguir! 

PARTO NO BRASIL A partir dessas vivências o que você indicaria para as mulheres que estão gestantes, e/ou que pensam em engravidar, como elas poderiam ter um atendimento/assistência como os descritos na Holanda, Reino Unido, por exemplo, dos quais você pesquisou? 

MAYRA R: O modelo de parto no Brasil é diferente desses países, o movimento pela humanização cresce cada vez mais, mas ainda é pequeno, pois atinge um pequeno número de mulheres e em apenas alguns lugares. O modelo que temos ainda não proporciona muitas opções de parto para as mulheres, então elas acabam sendo levadas pelo fluxo, sem saber as opções que poderiam ter e muitas vezes sem realmente terem outra opção além do parto hospitalar convencional. Mas acredito que estamos no caminho! A melhor sugestão que poderia dar de forma mais ampla seria: Informem-se! Pesquise, procure... senão provavelmente você será levada pelo fluxo. Converse com seu companheiro e peça seu suporte e descubram juntos as melhores possibilidades disponíveis na sua região. Visite os hospitais, casas de parto, converse com outras mulheres que tiveram seu bebê neste local, busque histórias positivas de parto e não absorva as histórias negativas! Procure profissionais que atendam parto em casa pelo menos para uma conversa! Procurem profissionais que tenham uma assistência humanizada durante o parto, que pode ser enfermeira obstetra, obstetriz, parteira, médico de família, médico obstetra, (para gestação que tenha algum fator de risco você será encaminhada para o médico obstetra) . Faça perguntas durante o pré natal, faça um plano de parto e discuta, percebendo a real abertura do profissional. Busque na sua região uma Doula. Se não houverem doulas, busque uma amiga/mãe/irmã que tiveram experiências positivas de parto para estar com você nesse momento e descubram como ela pode te ajudar. Busque e participe de grupo de gestante/ casais grávidos. Alimente-se bem, faça exercícios regularmente, seja saudável e feliz acima de tudo. O estado emocional tem muita relação na gravidez e nascimento saudáveis, então evite o estress o máximo que der! E uma das coisas mais importantes: Acredite no seu poder de parir! Repita essa afirmação constantemente: Eu consigo, eu posso! Eu vou trazer meu bebê ao mundo! Sim, você vai, ninguém pode fazer por você. Sinta-se poderosa! Você está gerando um novo ser no seu ventre! Essa já é uma grande demonstração de sua força e poder. E já é um grande caminho andado em direção ao parto natural. Lembre-se que você pode negar todo e qualquer procedimento durante o parto, seja uma participante ativa e não passiva, deixando que façam qualquer procedimento com você e seu bebê. No início do trabalho de parto fique em casa, se alimente, se hidrate... descanse se você ainda conseguir, o trabalho de parto pode ser longo. Tome um banho quente de chuveiro bem longo... relaxe, respire. Independente do local que você está preserve seu espaço, busque privacidade, nem que seja o banheiro. Fique no chuveiro, caminhe, use a bola, encontre posições favoráveis. Peça para a pessoa que estiver como acompanhante te ajudar nesse processo, fazer massagem ( geralmente massagem na região lombar alivia bastante), te relembrar de respirar apropriadamente e relembrar que você consegue. Cada contração seu bebê chega mais perto! Visualize seu colo do útero abrindo e abrindo... como uma flor desabrochando!

Conheçam, ainda - www.partopelomundo.com e www.partopelomundo.com/blog

(re)Vejam nossas outras entrevistas deste ano de 2011:

Parto no Brasil entrevista Rebeca Celes - aqui!

Parto no Brasil entrevista Janet Balaskas - aqui!

Parto no Brasil entrevista Kalu Brum - aqui!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Porque o parto é nosso!


Imagem daqui.
Hoje começamos o dia compartilhando muito material bacana pela blogesfera afora! Link
Bora lá?!
Desde a matéria desde último domingo, na capa do jornal Folha de São Paulo, sobre nossas altíssimas (e vergonhosas) taxas de cesáreas que muito se fala sobre o assunto (leiam na íntegra aqui!). Ontem, o blog Mamíferas divulgou um post redigido pelas três editoras do espaço, Kalu Brum, Renata Penna e Nanda Café e nos faz (re)pensar o porquê desses assustadores índices - 52% de cesarianas no Brasil, e agora?
Outro espaço que discute o tipo de assistência prestada a uma gestante pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém s/ ter o autor nomeado é o blog Pré Natal no SUS, onde relatam-se as consultas, os exames, o atendimento, e a falta da boa prosa sobre gestação e parto, que é o que toda mulher mais necessita e deseja durante essa fase.
Indo de encontro a esta questão, em maio de 2010 escrevi um post no Mamíferas sobre como proporcionar de forma democrática e, inclusive, socialista, uma assistência p/ todas, e não apenas para àquelas que detém a (boa) informação, e um cuidado 1:1 durante o trabalho de parto e no parto, em Antropologia Militante.
Em setembro, neste mesmo veículo falei da responsabilidade da própria mulher neste momento, que deve ser protagonista de sua história, e não somente delegar ao médico/a como será seu parto e o nascimento de seu filho/a, em Tomar para si as rédeas da situação.
Finalizo c/ o blog PNAC - Parto Normal Após Cesárea, da doula Rebeca Celes, sobre relatos de parto após cesáreas anteriores - aqui!
Pois, o parto é nosso!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A palavra. O primeiro passo

Boa noite,
Não consegui acessar o blog mais cedo, e agora que o filhote dormiu venho compartilhar um retorno que tive da Central de Atendimento ao Telespectador, da Band, sobre uma postagem que redigi ao Fale Conosco, em 1o. de junho, sobre as falas de Rafinha Bastos e Marco Luque no CQC 3.0 do dia 30 de maio, sobre o Mamaço e o fato de amamentar em público.
Confiram abaixo minha mensagem enviada e o retorno dado:
De: lunabianka@yahoo.com.br [mailto:lunabianka@yahoo.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 1 de junho de 2011 11:47
Para: Fale Conosco Cat
Assunto: [Band] [CQC] [Crítica]
Nome: Bianca Lanu
E-mail: lunabianka@yahoo.com.br
Mensagem:

Esperava utilizar este espaço p/ contar o qto me delicio nas noites de segunda, c/ vcs no ar, porém hj faço o meu proteste já contra a fala preconceituosa e desprovidade de qualquer humanidade dita nesta última segunda, dia 30, especialmente por Rafinha, sobre o nobre ato do Mamaço ocorrido em São Paulo, no Itaú Cultural. Tantas instituições, órgãos, pessoas, mulheres e mães atuam e trabalham em prol da amamentação p/ vcs irem em rede nacional, em um programa c/ excelentes índices no Ibope p/ desarticular tda uma construção da sociedade civil e tb de algumas instituições públicas, como os Bancos de Leite e consultores em amamentação. Lastimável! Triste e vergonhoso! Amamentar é um ato de extremo amor, p/ c/ a prole e a sociedade! Alimenta o corpo e a alma! Edito o Blog Parto no Brasil sobre Saúde da Mulher e Materno-Infantil, e coordeno atualmente um trabalho c/ parteiras caiçaras, e nessa empreeitada muitos são os obstáculos contra esse status quo. Vcs deveriam ser um elo pela humanização da assistência obstétrica em nosso País, divulgando boas práticas neste cenário c/ a mais alta taxa de cesáreas no Mundo, c/ relatos de violência institucional sofridas pelas mulheres ao parir seus filhos, pela falta de cumprimento da Lei do Acompanhante, existente há cinco anos, mas pouco exercida nos hospitais e maternidades. Amamentar no banheiro? Se esconder? Qtos absurdos foram ditos... Parir, amamentar são atos fisiológicos, naturais! Falta de informação e de bom senso! Uma pena...
*
Olá Bianca,
Boa noite!
Pedimos desculpas pela demora na resposta do seu e-mail, estávamos com problema no sistema o que causou esse atraso.
Agradecemos o seu contato.
Gostaríamos que soubesse que não aprovamos tais comentários ou comportamento. Por isso toda reclamação referente aos apresentadores são encaminhadas para diretoria do programa “CQC”.
Atenciosamente,
Tatiane - CAT-CENTRAL ATENDIMENTO AO TELESPECTADOR | SÃO PAULO
Tel.: 55 11 3743-9647 - www.eband.com.br/faleconosco

Nota:
Muitos blogs comentaram o assunto, que repercutiu, inclusive, em uma ameaça de processo, por Marcelo Tas à educadora universitária e blogueira Lola, que edita o blog Escreva Lola Escreva. Nós também expressamos nosso protesto no post - "Derrama o leite bom na minha cara e o leite mau na cara dos caretas"
Também aconteceu uma Blogagem Coletiva:
http://redemulheremae.blogspot.com/2011/06/blogagem-coletiva-basta.html
Além das críticas virtuais contra o depoimento dos humoristas também aconteceram diversos Mamaços em vários estados - confiram aqui o clipping que Kathy postou hoje no Mamíferas.
Leiam também um post do blog CQCBlog, editado por fãs do programa - http://www.cqcblog.com/2011/06/cqc-e-o-mamaco.html
Para mim, pessoalmente, o que ficou dessa história toda é que, primeiro, em boca fechada não entra mosquito (que simbolismo não é, já que a mosca é um dos símbolos do CQC), já diria a sabedoria popular, ou então, fala o que quer, ouve o que não quer... e, que nunca devemos ficar calad@s quando nos indignamos com posturas como essas, ditas desmedidamente, como se humor fosse manter a ordem patriarcal de nossa sociedade, ou de desvalorizar o corpo feminino! Um email enviado pode não ser muito, mas minha opinião foi lida, e quem sabe aonde ela pode ou poderá estar... Esse espectro de ativismo hoje está latente, coisas de quem assistiu o documentário incrível de Michael Moore sobre o capitalismo e a crise americana, em Capitalismo - uma história de amor, de 2009 (#ficaadica: assistam!!!). E, finalizo c/ a música A Palavra/O Primeiro Passo, de BNegão e os Seletores de Frequência - um ótimo fim de semana, regado a cobertores e fogueiras!
A palavra me fustiga, a palavra me futuca
A palavra quer invadir a minha cuca
A consciência se expande
A consciência se contrai
A consciência, da cabeça entra e sai
A palavra, a consciência, a cabeça, a nossa existência
B negão e os seletores de frequência
uma semente é pequena, uma chave é pequena
O primeiro passo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Derrama o leite bom na minha cara e o leite mau na cara dos caretas"


Madonna Litta, por Leonardo Da Vinci
Segunda-feira em casa é (ou, era?!) de praxe: CQC e pão de queijo! Desde o lançamento do programa venho acompanhando a trupe, que já esta na quarta temporada, seja pela "irreverência", pelas "pérolas" encontradas em nosso Congresso Nacional, ou pelo auge c/ o Top Five, mesmo assim, nunca aprovei o mal gosto de Rafinha Bastos c/ suas falas preconceituosas, mas admiro (admirava?!) muito, desde os tempos da TV Cultura, ainda na minha infância, Marcelo Tas.
Contudo, nesta última segunda, dia 30 de maio, foi extremamente desagradável, lastimável e lamentável as falas de Rafinha Bastos e Marco Luque, no CQC 3.0, sobre os atos fisiológicos de amamentar e parir nossos filhos, em tons machistas (e até misóginos, como afirmam pela blogesfera desde então).
Confiram o vídeo aqui onde por mais de três minutos, mais precisamente 3:34, os depoimentos foram dados, desconstruindo todo um trabalho em que pediatras e consultores em amamentação tanto se empenham, visto que a questão do aleitamento materno ainda é tabu em uma sociedade contemporânea e industrializada como a nossa, que já defendeu a teoria do "leite fraco", e que, atualmente, até máquina de fazer leite expresso p/ bebês foi criada - leiam o post de Kalu Brum, no Mamíferas - Viva a tecnologia desnecessária!
Grande "deserviço" a Saúde Pública (não é mesmo classe?!)!
"Eu sou mulher, sou feminista, tenho peito, não tenho medo."
Lola Aronovich
Muitas outras mídias se revoltaram e compartilharam sobre o assunto, em especial o blog Escreva Lola Escreva: CQC anti-amamentação, vai pra PQP, por Lola Aronovich - http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/06/cqc-anti-amamentacao-vai-pra-pqp.html?spref=tw
E, para piorar, Marcelo Tas em troca de emails c/ a editora do blog acima afirma que vai processá-la, por calúnia e difamação: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/06/liberdade-relativa-marcelo-tas-quer-me.html
Eita mundo de cabeça p/ baixo esse!!! Ou, como diria o antropólogo Roberto Da Matta em Carnavais, Malandros e Heróis - Você sabe com quem está falando?

Abaixo outros posts de indignação:
blog ciadasmães: cia das mães aprova o grande mamaço nacional - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/06/ciadasmaes-apoia-o-grande-mamaco-nacional/
Farofafá: CQC nos faz bem, por Pedro Alexandre Sanches - http://farofafa.com.br/2011/06/01/cqc-nos-faz-bem/ e Músicas para Amamentar - http://farofafa.com.br/2011/06/01/musicas-para-amamentar/
Blogueiras Feministas: Amamentação, sexualidade e os tabus nossos de cada dia, por Luka - http://blogueirasfeministas.com/2011/amamentacao-sexualidade-e-os-tabus-nossos-de-cada-dia/
Blog da Cidadania: O ato sublime de amamentar, por Eduardo Guimarães - http://www.blogcidadania.com.br/2011/06/o-ato-sublime-de-amamentar-2/ (no post também é compartilhado o texto de João Pereira Coutinho, na Folha de São Paulo - Mamonas Celestinas, que deu muito o que falar em 16 de maio passado.
E, p/ finalizar Amamentação e Sexualidade, da querida Claudia Rodrigues, do blog Buena Leche - http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/amamentacao-e-sexualidade.html

segunda-feira, 28 de março de 2011

Blogagem Coletiva - Carta de Apoio ao Curso de Obstetrícia da EACH-USP

A semana que passou foi intensa contra a redução do n° de vagas para o único curso de graduação que temos em Obstetrícia, pela Universidade de São Paulo-USP, campus Zona Leste, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades-EACH.
Contamos c/ um abaixo-assinado que circulou pelas redes afora e duas manifestações - na Reitoria da USP e no MASP, ambas na capital paulista. Mulheres c/ seus filhos/as, nascidos/as pelas mãos de obstetrizes, profissionais, estudantes, alunos/as recém formadas em Obstetrícia clamaram NÃO a esta decisão anti-democrática, c/ vozes e peitos de fora!
Movimentação linda de se ver!
Pela internet muito se falou sobre o assunto, e, nós do Blog Parto no Brasil noticiamos diariamente as novidades e imagens desses atos, c/ orgulho e felicidade (e indignação, claro!).
Abaixo publicamos uma Carta Aberta em apoio ao curso de Obstetrícia, redigida e compartilhada na web e redes sociais, c/ assinaturas de outros veículos de comunicação virtuais, entidades e apoiadores da causa, pelo direito de partejar e nascer c/ respeito!
Publiquem em seus sites/blogs!!!
CARTA DE APOIO AO CURSO DE OBSTETRÍCIA DA EACH-USP
Nós, mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), mães, profissionais das mais variadas áreas e entidades afins declaramos nosso apoio ao Curso de Obstetrícia da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – EACH-USP, que terá seu número de vagas reduzido e corre o risco, inclusive, de ser fechado, visto que o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) não reconhece a categoria e a USP por pressão e intimidação se posicionou em seu Relatório Estudos das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da USP considerando reduzir mais de 300 vagas, de diversos cursos.
Com indignação clamamos e lutamos contra esta ação, visto que o curso é o único no País a formar obstetrizes centradas nos cuidados integrais relacionados à saúde da mulher, especialmente em um momento único como o parto e nascimento de um filho, que é visto pelos atuantes deste ofício como algo fisiológico, próprio do corpo feminino, tendo a mulher como protagonista.
Uma formação desta magnitude é uma inovação, dado que o Brasil apresenta elevadas taxas de cesarianas eletivas, alcançado patamares como o 2º. País com os mais altos índices, seja no sistema público de saúde (cerca de 45%), ou no privado (cerca de 90%), mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar um percentual de 15%, assim uma profissão centrada nas especificidades que uma gestante necessita é um ganho para a sociedade e para as futuras gerações, além do mais que já é uma vitória ter o Curso de Obstetrícia reaberto após 30 anos de sua exclusão, ocasionando cenários de violência institucional no atendimento ao parto e nascimento em várias regiões brasileiras, tratando os corpos femininos como templos do saber médico.
Pela continuidade do Curso de Obstetrícia da EACH-USP, pelo reconhecimento de nossas obstetrizes e pela arte de partejar!
Abaixo-assinamos,
Nome das entidades/grupos/coletivos/sites/blogs:
- Blog A Bolsa da Doula - Patrícia Merlin
- Aldeia Materna
- Blog Buena LecheCláudia Rodrigues
- Blog Parir é Natural - Carla Andreucci Polido
- Blog Parto no BrasilAna Carolina A. Franzon & Bianca Lanu
- Blog Mamãe Antenada - Pérola B.
- Blog Mães Empreendedoras - Vanessa Rosa
- Blog MaternAtiva - Denise Cardoso
- ciadasmães
- Gesta Paraná - Patrícia Merlin
- Grupo Curumim - Paula Vianna
- Hugo Sabatino
- Kika de Pano - Bruna Leite
- Mamíferas - Kalu Brum
- Umbiguinho Slings
- What Mommy NeedsCarolina Pombo
- Yoga para Gestantes - Anne Sobotta
24 de março de 2011.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A favor do Curso de Obstetrícia da EACH-USP: na blogosfera


Foto de Bia Fioretti.
Muitos sites/blogs estão se mobilizando pelo Curso de Obstetrícia da EACH-USP, confiram:
Obstetrizes Já, da Associação de Obstetrizes da Universidade de São Paulo - http://obstetrizesja.blogspot.com/.
Blog Parir é Natural, da obstetra Carla Polido - Contra a extinção do curso de Obstetrícia - http://parirenatural.blogspot.com/2011/03/contra-extincao-do-curso-de-obstetricia.html.
Fórum Político da Zona Norte de São Paulo - Usp vai perder 300 vagas e o curso de Obstetrícia. È o xóki de jestão tucano - http://forumzn.blogspot.com/2011/03/220320110337.html.
Blog Memórias Póstumas de uma mulher comum, por Nina Barreto - Não ao fechamento do curso de Obstetrícia - http://aninanemliga.blogspot.com/2011/03/nao-ao-fechamento-do-curso-de.html.
Blog Deixa Sair, editado pela jornalista Sonia Hirsh - Viver melhor:todo apoio à obstetrícia - http://www.soniahirsch.com/2011/03/viver-melhor-todo-o-apoio-obstetricia.html.
Site ciadasmães - todo apoio ao curso de obstetrícia da usp - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/03/todo-apoio-ao-curso-de-obstetricia-da-usp/.
Registre você também sua manifestação aqui, deixe seu link nos comentários!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Post Extraodinário - Rosana Oshiro de bolsa rota!

Queridos leitores, post extraordinário prá lá de especial...
Está a caminho, o bb5 de Rosana Oshiro, a mamãe brasileira-blogueira que vive no Japão, e que vai compartilhar a experiência do nascimento deste filhote com o mundo!
Rosana, estamos na boa expectativa por aqui também! Que seu bb5 nasça com respeito e amor! Que seja inebriante e delicioso! Que o seu plano prá lá de empoderado (é minha gente, super mulher!!), seja um feliz sucesso!
Mas, como chegamos a esta informação?
Poucos dias atrás, via listas de discussão, muitas de nós ficamos sabendo do Projeto Empoderando. O Blog Parto no Brasil logo tratou de colher mais informações sobre Rosana Oshiro. A entrevista foi produzida-respondida com certa urgência, já que a DPP era 28 de fevereiro.

Programamos que o post especial seria publicado amanhã, mas diante destas palavras, não houveram dúvidas de que agora é o momento mesmo de divulgar o início do processo:
Minha bolsa acaba de romper. To sem contrações ainda e vou dormir um pouco porque aqui é de madrugada, mas logo as coisas vão apertar. Fica na torcida ai.
beijo Rosana Oshiro
Confiram então, mais sobre o Projeto Empoderando, e também mais sobre Rosana e suas experiências de parto.
Blog Parto no Brasil Entrevista: Rosana Oshiro - 25 de Fevereiro de 2011

PARTO NO BRASIL Rosana, em primeiro lugar, agradeço a oportunidade de ter sua participação no Blog Parto no Brasil. Desejamos uma boníssima hora, muita luz, ocitocina e felicidades! Eu começo rebatendo uma pergunta sua publicada em http://maternajapao.blogspot.com/2011/02/o-parto-e-seu-e-de-mais-ninguem.html:“O que falta para essas mulheres alcançarem a realização em seus partos?”
ROSANA R: Falta empoderar! Lutar pelo que elas acreditam, independente do que a sociedade fale, do que os médicos digam ou os amigos pensem. Acredito que falta “auto-estima” e confiança em si mesma. O corpo feminino hoje é visto como uma maquina velha,do século passado, que não funciona e precisa da medicina moderna para ajudar. A grande maioria das mulheres acredita que precisa de um médico para “fazer” seu parto!!! Onde isso vai parar? Quem faz o parto é a mulher, não é o médico, nem a parteira, é a mulher!!! Só devolvendo o protagonismo do parto à mulher é que ela vai se sentir realizada ao parir. Eu acredito nisso!
PARTO NO BRASIL Como foram suas experiências de parto anteriores?
ROSANA R: Tive uma cesárea por ter passado da DPP (41 semanas), o qual aceitei por acreditar na palavra da médica sem questionar. Dois anos depois tive outra porque não agüentei a pressão médica dentro de um hospital do meu convênio quando estava com 8cms de dilatação, amarrada em uma cama com monitoramento contínuo, ocitocina sintética, sem marido e nem ninguém para segurar minha mão. Pedi “pelo-amor-de-deus” para a médica fazer logo uma cesárea quando ela começou um discurso de que eu era louca por querer um parto normal, e que eu estava só experimentando o que eu queria, para aproveitar e “curtir” o momento. Quase 3 anos depois eu tive um parto domiciliar com uma parteira. Foram 9 horas de TP ativo, num processo natural sem intervenções, sem lacerar, com o apoio de minha mãe e minhas irmãs. Meu filho nasceu com 3,700gr num parto muito tranqüilo e realizador e eu me senti mulher de verdade ali. Senti que minhas cesáreas tinham cicatrizado de vez. Principalmente as cicatrizes da alma. No quarto parto eu estava morando no Japão e não vi solução melhor do que um parto desassistido. Eu que já tinha vivido todo protocolo de hospital durante um parto horroroso, queria evitar a todo custo e junto do meu esposo tive um parto rápido e realizador também.
PARTO NO BRASIL No final das contas, como você avalia o fato de ter acabado por “ficar sem assistência”: favoreceu sua experiência de parto natural? Como?
ROSANA R: Ficar sem assistência foi positivo para mim. No fundo eu queria parir sem assistência antes de ter certeza de que não conseguiria o auxilio de uma parteira. A idéia foi muito bem pensada e ponderada, mas ao mesmo tempo era uma coisa romântica e sublime que eu queria mesmo realizar. No parto desassistido eu pude seguir melhor meus instintos, eu me entreguei mais facilmente, eu sabia que o parto dependia (e depende) acima de tudo da minha entrega. A entrega do corpo, da mente e da alma. Eu pude me entregar melhor parindo sozinha. Eu senti essa diferença entre o parto assistido e o último. Para mim o parto é muito mais instinto do que qualquer outra coisa.
PARTO NO BRASIL Como foi o momento em que você assumiu-se como ativista pelo respeito ao nascimento e pelo parto ativo?
ROSANA R: Eu vim para o Japão com o propósito de ser mãe em tempo integral e cuidar da família. Eu sabia que aqui ninguém sabia nada de humanização pelo que tinha pesquisado pela internet e desde o Brasil já tinha decidido que ia começar algum trabalho aqui. Um blog, um site, uma Ong, qualquer coisa que pudesse mostrar as brasileiras que parto podia ser bom e não aqueles relatos horrorosos que eu tinha encontrado quando pesquisei no Google: parto no Japão. Depois do PD desassistido, com a ocitocina à flor da pele, eu encontrei duas parceiras para me ajudar e comecei o meu ativismo com o blog Materna Japão.
PARTO NO BRASIL Você é uma grande defensora do compartilhamento de experiências e saberes entre mulheres, gestantes. Porque escolheu a internet como ferramenta de trabalho, ativismo e empoderamento?
ROSANA R: O Japão é um país que tem alta tecnologia ao alcance de todos. Quase todo mundo tem internet no celular. A vida dos brasileiros aqui é trabalhar e navegar na internet, então achei que seria a melhor forma de alcançar as pessoas seria usando a web desde o começo. É também o jeito mais fácil e rápido de alcançar o Brasil e o mundo né? Eu já tinha virado uma ativista on-line há alguns anos, então juntei uma coisa com a outra. Meu trabalho é on-line sempre e sei que através da internet mais e mais pessoas estão estudando, lendo, fazendo amizades e se informando. A informação corre muito rápido e alcança milhões em pouco tempo.
PARTO NO BRASIL Tens algo especial a dizer sobre os relatos de parto?
ROSANA R: Eu adoro relatos de parto, dificilmente passo por um sem ler. É um vício... ;o) Ler os relatos foi o que mais me ajudou quando não tinha vivido ainda a experiência de parir, foi o que me ajudou com o VBAC’s e com o parto desassistido. Com um pouquinho de cada experiência eu escrevi as minhas histórias e meus relatos. Acho super válido toda mulher contar sua experiência de parto e partilhar para que outras possam se espelhar, aprender, amadurecer e poderem fazer também suas histórias.
PARTO NO BRASIL Quantas pessoas estarão na sua casa no momento do TP e do nascimento do bb5? Qual o plano A?
ROSANA R: O plano A é o parto desassistido com o marido, os filhos e duas amigas que irão fotografar e filmar. Isso seria contar com 8 pessoas, sendo que as crianças eu não conto porque estarão por perto, mas eles são super sossegados e já sabem que precisarei da colaboração deles no momento do parto. ;) As amigas sabem também que serão coadjuvantes e já tenho uma listinha das coisas “proibidas” durante o TP. São pessoas de confiança e de muita discrição.
PARTO NO BRASIL Porque este parto vai ser diferente (do que se vê por ai como parto normal)?
ROSANA R: O meu parto será diferente daquilo que se vê por ai, em vídeos da internet, com o título de parto natural, mas que de natural não têm nada! Tem um exemplo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=a2ibPJIeUK8 E outro aqui: http://www.youtube.com/watch?v=jV1NIjbTnwk. Pavorosos! Veja, eu não estou dizendo que a mãe que passou por um parto normal no hospital com o pacote todo, seja uma mãe frustada ou errada, e que eu por ter parto sozinha sou melhor, PELO-AMOR-DE-DEUS! As pessoas costumam tirar conclusões erradas das coisas que escrevo. Estou dizendo que a mulher que tem parto no hospital com todas as intervenções, na grande maioria das vezes acha a experiência de parto normal horrível, e pensa que foi tudo pelo seu bem e de seu bebê, o que não é verdade. É isso que eu quero mostrar para quem assistir meu parto. Quero mostrar que o “verdadeiro” parto natural é instintivo, é um processo único e deve ser vivenciado pela mulher em sintonia consigo mesma e com seu bebê e que se os profissionais que acompanham partos no Brasil e no mundo respeitarem isso, o parto vai ser melhor para todo mundo. Quero mostrar a diferença em poder se movimentar livremente, comer, beber, ter o marido dando apoio, essas coisas todas que depois quero enumerar quando assistir ao vídeo. ;) Acredito que até profissionais que acompanham partos mais naturais tenham algo a aprender com minha experiência mostrada ao vivo, eu não sei, só vou poder tirar mais conclusões depois que tudo acontecer.
PARTO NO BRASIL Já tá fazendo escalda-pés? Passa a receita? rs
ROSANA R: Escalda-pés? Sinceramente não entendi. É piada? Rsss Eu tomo muito banho de ôfuro, é uma delicia e me ajuda a relaxar bastante. Exercícios com a bola suiça, exercícios de respiração... Só o básico mesmo. ;)
PARTO NO BRASIL Muitíssimo obrigada!
ROSANA R: Obrigada a vocês pela oportunidade e apoio para divulgar o Empoderando. Um beijo. Rô Oshiro

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Condições frequentemente associadas com cesariana, sem respaldo científico

A série de textos sobre as cirurgias cesarianas chega a sua terceira parte - confiram as outras duas aqui!
Estudos realizados a partir da Medicina Baseada em Evidências, publicados em forma de artigos no Femina, por Alex Sandro Rolland Souza, Melania Maria Ramos Amorim e Ana Maria Feitosa Porto foram disponibilizados nas listas virtuais e linkados no blog, assim, confiram Condições frequentemente associadas com cesariana, sem respaldo científico - https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0ByeaAlBSCXOOZjY5N2E4MTAtNzMxZi00NmY4LWIyMzUtOTM4ODFhNWJmYTRm&hl=en
Acessem também o blog MaternAtiva, editado por Denise Cardoso e vejam dois vídeos produzidos pelo Grupo Curumim sobre as altas taxas de cesária em nosso País - Por que cesárea?
Pois, não basta querer um parto normal no Brasil... temos que lutar por ele!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Nos ares

Hoje compartilho muitos links sobre mães que gestam suas crias em outros Países, e como é o sistema de saúde nestes lugares - muito interessante tais relatos!
A jornalista Ana Manfrinatto, da Revista tpm, publicou uma matéria no dia 04 de fevereiro contando sobre uma blogagem coletiva dessas mulheres - confiram aqui!
Acompanhem nos posts abaixo as experiências de gestar pelo Mundo afora, e conheçam, também, outros blogs sobre gestação:
Carol e suas baby-bobeiras - pré-natal na Argentina
O Astronauta - pré-natal (na Espanha)
Que Seja Doce - O pré-natal e a Irlanda
Mix dos 30 - prenatal na Italia
Mamães na Italia - prenatal na Italia
Mother Love Database - O pré natal
Na Casa da Beta - Sistema de saude durante a gravidez
NY With Kids - O pre-natal em NYC
Minha Aquarela - Pré-natal na Suécia
Journal de Béatrice - O pré-natal na França

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Blogosfera

Boa noite,
Para quem dormiu daqui há algumas horas será bom dia, e, como o tempo hoje foi corrido o post segue na madrugada - Blog Parto no Brasil Sessão Coruja (rs)!
Divulgo dois links que encontrei via Facebook, que merecem ser visitados:
Site Sociedad Peruana de Estimulación Prenatal Y Postnatal (SPEPP) - http://www.eppnatalperu.com/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=103&Itemid=235;

Blog Info Brasília - Apoio ao Parto Ativo e Humanizado, editado pela graduanda em Psicologia Adèle Valarini - http://avalarini.blogspot.com/.
E, bora dormir!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...