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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aumentam partos em casa por falta de alternativas naturais

É gente que não abre mão de respeito, acima de tudo. E também de cuidados especializados, boa técnica, individualidade, e garantia dos direitos humanos, reprodutivos. É sempre uma escolha verdadeira, comprometida.

Foi chamada na capa do domingo, uma matéria sobre o aumento da demanda por partos domiciliares em Portugal. 
Aumentam partos em casa por falta de alternativas naturais


Publicada em jornal de grande circulação, o Público, a reportagem é clara e diretamente questionadora da medicalização da saúde das mulheres, do excesso de intervenções e do culto à alta tecnologia.

Em entrevista ao Blog Parto no Brasil e Rádio UEL FM, em dezembro de 2010, a cientista social e ativista dos direitos das mulheres, Monica Bara Maia, alertou que, por vezes, a militância pelo parto natural perde um importante foco em suas ações quando silencia sobre a super-valorização das tecnologias 'duras' - como são chamados todos os aparatos e procedimentos tecnológicos operados por especialistas em saúde e ciência. Em oposição, as tecnologias 'suaves' são consideradas as formas relacionais de trabalho (sendo a comunicação a principal delas), além das técnicas não-farmacológicas para alívio da dor.

É nesse contexto que faz todo o sentido a frase citada por Esdras Daniel Pereira - "Retornar a naturalidade do parto é um ato revolucionário frente a mercantilização da vida." O contexto de sua fala é a fotografia das esculturas de uma indígena de cócoras pegando o próprio bebê/realizando o próprio parto, que circulou amplamente no Facebook na última semana. Veja aqui.

A nossa luta é pelo direito que as mulheres têm de escolher qual profissional da obstetrícia irá assistir seu parto; onde acontecerá o nascimento; e quais os recursos tecnológicos que serão usados. O 'parto tecnológico' requer a presença de um médico, o 'parto suave' dispensa sua presença.

Afinal, é direito das mulheres escolherem - esclarecidamente - se querem/aceitam/refutam analgesia/massagem e bola/cesárea. 

Mas é preciso ir além da resistência desses profissionais para com os 'partos naturais'; é preciso contrapor-se à uma cultura que desvaloriza as mulheres de forma genérica e massiva, que não pergunta sobre sua satisfação com a experiência de dar à luz, que não se interessa se há uma mãe recém-parida assustada, frustada, com dor.

Em poucos dias, começaremos a divulgar os resultados da ação de blogagem coletiva Teste da Violência Obstétrica. Apesar da informalidade da pesquisa, poderemos conhecer um pouco das mulheres que se dispuseram a participar. Vamos saber, por exemplo, se os sentimentos percebidos pelas mães no pós-parto são, por elas mesmas, relacionados com os cuidados médicos que receberam durante a internação na maternidade.



Porque nós, mulheres, ativistas dos direitos reprodutivos, nos preocupamos (e muito!) com a (in)satisfação das mulheres sobre a qualidade da assistência obstétrica que receberam.


Confiram a reportagem, na íntegra.

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Saúde

Aumento de partos em casa por falta de alternativas naturais nos hospitais

08.04.2012 - 10:41 Por Catarina Gomes

Depois de um parto no hospital "traumático", Joana Duarte optou por ter o segundo filho em casa
Depois de um parto no hospital "traumático",
Joana Duarte optou por ter o segundo filho em casa
 
(Foto Rui Gaudêncio)
 Depois de, em 2004, Portugal ter atingido um número mínimo de partos em casa, 454, em 2006 houve uma viragem e, desde então, o número de mulheres que têm filhos no domicílio tem-se aproximado dos mil - ainda assim, cerca de 1% do total dos nascimentos. Para o presidente do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, Vítor Varela, este é um movimento claro de fuga a um parto hospitalar excessivamente medicalizado e intervencionado. Porém, os hospitais públicos pouco se adaptaram a esta chamada de atenção.

Recuemos 42 anos, a 1970: em Portugal, 93% das crianças nasciam em casa, situação que, um ano depois do 25 de Abril, já está invertida, nasce-se sobretudo em hospitais. Quando chegamos a 1997, o país já está reduzido a pouco mais de mil partos domiciliários, face a uns esmagadores 111.226 nascimentos em ambiente hospitalar.

Rita Cruz teve de procurar muito para ter um parto natural num hospital. Passou-lhe pela cabeça ter um parto em casa, mas diz que não se sentiria segura porque o país não está preparado e porque sente que seria difícil "encontrar um profissional que lhe inspirasse segurança". O que queria era algo que lhe parecia quase impossível: ter um parto o mais natural possível mas num hospital público. Conseguiu. As fotos do nascimento de Marc mostram-na a ela e ao marido dentro de um tanque de água onde esteve grande parte das suas cinco horas de trabalho de parto, numa sala do Hospital de Setúbal. Pouco foi tocada e os enfermeiros que a assistiram limitaram-se a fazer ajustamento das posições do bebé, conta.

Rita, que vive em Faro, pensa que a atitude das mulheres quando vão ter um filho a um hospital é "tirem-me o bebé, vocês é que sabem fazer isso". É como se os profissionais de saúde fossem possuidores desse saber e nada estivesse nas mãos da grávida. 

Fisioterapeuta de profissão, esta mulher sabia que não era assim: sabia que é bom a mulher ter liberdade de movimentos e não ter de estar deitada, que o facto de o bebé estar sempre a ser monitorizado impede essa liberdade de movimentos, que a epidural desacelera as contracções. Tudo o que Rita não queria no seu parto. E foi isso que levou escrito no seu plano de parto, um documento assinado por si e pelo marido depois de uma pesquisa no site da Organização Mundial de Saúde. Visitaram o hospital às 30 semanas e discutiram o plano de parto com o enfermeiro responsável. Claro que, se houvesse complicações, deixavam "margem de manobra" para todas as soluções técnicas necessárias, da cesariana aos fórceps.

Partos na água

No sistema público, o Hospital de São João, no Porto, foi anunciado em 2008 como tendo uma experiência pioneira de partos na água, mas está desactivado, confirma Lisa Vicente, chefe da divisão de saúde reprodutiva da Direcção-Geral de Saúde, ressalvando que "as medidas de promoção de partos normais menos intervencionados e em segurança vão aparecendo nos vários serviços". Para tal concorrem também os esforços de diminuição das cesarianas.

A responsável afirma que foi importante o apoio de um documento que define o que é "um parto normal em ambiente hospitalar", reconhecendo que há práticas que se instalaram relativamente às quais não existe demonstração científica de terem qualquer utilidade no desfecho de parto. É o caso das tricotomias (rapagem dos pêlos púbicos) e dos clisteres antes do parto.

O bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), Germano Couto, veio dizer, no mês passado, que o aumento do número de partos no domicílio, em Portugal, está muito relacionado com a "falta de resposta dos serviços de saúde às opções assistenciais que as mulheres e os casais desejam ver asseguradas no nascimento do seu filho". Aquele responsável vê os partos em casa como "um "novo" paradigma assistencial requerido pela sociedade civil".

Retrocesso, dizem médicos

A Ordem dos Médicos respondeu aos enfermeiros dizendo que o que entendiam ser "uma campanha em favor dos partos no domicílio" representava "um retrocesso". Alegam os médicos: "Para que o parto em casa pudesse ser uma opção admissível, seriam necessários meios logísticos sofisticados e dispendiosos, para nós incomportáveis, para apoio assistencial ao domicílio e transporte medicalizado dos recém-nascidos e grávidas com problemas inesperados".

Joana Duarte, escriturária de 34 anos, teve o seu primeiro filho num hospital público da Grande Lisboa há seis anos e toda a experiência foi traumática: "Aceleraram-me o parto com ocitocina [hormona], rebentaram-me as águas com um gancho metálico, vários profissionais fizerem-me toques vaginais sem me pedirem autorização" e "o corte [do períneo] foi mal feito, rasguei até ao ânus. Estive dois meses sem me conseguir sentar. Não me lembro da cara e do nome de ninguém, de um carinho, nada". Todo o parto aconteceu com Joana deitada e ela, que tanto queria amamentar, saiu do hospital com o filho alimentado com leite artificial. Prometeu-se, na altura, "que se tivesse outro filho não tinha de passar por aquilo". O segundo nascimento foi uma fuga a tudo por que passara no hospital. Decidiu que iria ter o parto em casa, apesar de quando estava grávida ter sido tornado público o caso da apresentadora Adelaide de Sousa, que esteve em casa quatro dias em trabalho de parto, correu risco de vida e teve de ser levada para o hospital, onde o bebé nasceu de cesariana.

Andar duas horas

A filha de Joana Duarte nasceu em casa em 2010, com o seu corpo mergulhado na banheira da sua casa de banho, com um enfermeiro e uma doula (profissionais que fazem assistência emocional em partos em casa). Quando as contracções se intensificaram, foi para a rua andar durante duas horas e foi Joana quem disse ao enfermeiro que estava na hora de nascer. "Foi tudo mais normal", recorda.

Vítor Varela defende que "as mulheres sentem-se mais seguras nos hospitais mas é necessário criar nos hospitais serviços de obstetrícia de baixa intervenção que respeitem o processo de parto natural". 

O responsável não tem dúvidas de que a tendência será para o aumento dos partos em casa, também por causa da "falta de cumprimento das expectativas e desejos e necessidades das parturientes pelos profissionais de saúde". Um entrave ao aumento dos partos em casa, que costumam ser procurados por casais mais escolarizados, é o preço: ter um filho em casa não custa menos do que dois mil euros, admite o presidente do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica.


Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/aumento-de-partos-em-casa-por-falta-de-alternativas-naturais-nos-hospitais-1541217?all=1


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Resultado da Promoção Relâmpago!

Na segunda-feira passada lançamos a Promoção Relâmpago, c/ o livro Humanização do Parto, de Mônica Bara Maia, e hoje divulgamos a sorteada!
Tivemos apenas nove inscrições, c/ as seguintes leitoras:
1. Talita
2. Elly
3. Márcia
4. Alice
5. Carol
6. Renata
7. Renata Matteoni
8. Raphaela
9. Patrícia
E, quem levou o prêmio foi a sétima participante, a querida Renata Matteoni!!!
Aguardem nossas novas promoções, em breve!
Aproveitem e ouçam aqui a entrevista c/ a autora!

sábado, 23 de julho de 2011

Multimídia Parto no Brasil - Paulica Santos

Nosso audiovisual deste sábado mostra as lindas ilustrações de Paulica Santos, que também ilustrou a capa do livro de Monica Bara Maia - Humanização do Parto, entrevistada pelo blog em dezembro passado (confiram aqui!). Para apreciarem outros desenhos acessem paulicasantos - Ilustração & Design! Em breve, outras imagens serão expostas por aqui, não percam!


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Convite para ouvir: Humanização do Parto: Política Pública, Comportamento Organizacional e Ethos Profissional


Mônica muito bem acompanhada de seus Marcelo, Mateus e Tomás (da esq. para a dir.)
"(...) parir e nascer não são processos “naturais” nem meramente fisiológicos. Esta discussão não tem por finalidade recuperar, ou enaltecer, alguma pretensa identidade ou habilidade feminina primitiva ou primordial. O modelo de assistência ao parto, ao contrário, se presta a nos esclarecer sobre questões de ordem política, cultural, institucional e oganizacional. (Monica Bara Maia, 2008.)"
Eis que chega o dia em que, finalmente, torna-se pública e de livre acesso a conversa interessantíssima que gravei com Mônica Bara Maia, na ocasião de lançamento de seu livro.
Humanização do Parto: Política Pública, Comportamento Organizacional e Ethos Profissional foi lançado no dia 14 de dezembro, no Rio de Janeiro, pela Editora Fiocruz.

A publicação é uma versão da sua dissertação de mestrado (acesse aqui, na íntegra), apresentada em 2008 ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-MG.
Durante a pesquisa, Mônica entrevistou @s diretor@s das 10 maiores maternidades de Belo Horizonte, além de 12 profissionais de obstetrícia - seis médic@s e seis enfermeir@s. Além destes, também foram analisados os dados coletados em um ano de observação direta da Comissão Perinatal de Belo Horizonte (foram 47 atividades ao todo). E, por fim, todas as maternidades participantes responderam a um questionário administrativo da organização, que também entrou para a análise.
O objetivo da presente dissertação é analisar como diferentes organizações hospitalares de Belo Horizonte, bem como os profissionais obstetras que nelas atuam (médicos e enfermeiras), respondem às diretrizes nacionais de humanização do parto implementadas a partir da Comissão Perinatal, uma instância governamental criada pela Secretaria Municipal de Saúde em 1994, com o objetivo de elaborar estratégias para melhorar a qualidade da assistência à mulher e à criança no período perinatal (gravidez, parto e puerpério).
Os objetivos específicos são:
a) identificar os significados e as especificidades da implantação de práticas humanizadas de assistência ao parto nas maiores organizações hospitalares de Belo Horizonte;
b) recuperar a história, identificar e analisar as ações desenvolvidas pela Comissão Perinatal de Belo Horizonte para a implantação da humanização do parto nas maternidades públicas, privadas contratadas pelo SUS e privadas exclusivas, em Belo Horizonte, e;
c) analisar comparativamente as reações das maternidades públicas, contratadas pelo SUS e privadas exclusivas de Belo Horizonte às diretrizes de humanização da atenção ao parto e nascimento, destacando o impacto das distintas formas de institucionalização dos serviços, dos mecanismos de controle e do ethos dos profissionais envolvidos.
Mônica tem coisas muito importantes a nos dizer, como vocês já ouviram nos trechos das chamadas: trata do nosso corpo, da integridade física e emocional das mulheres que são as mães brasileiras.
Afinal, sexo é política.

Blog Parto no Brasil Entrevista Mônica Bara Maia
Humanização do Parto: Política Pública, Comportamento Organizacional e Ethos Profissional
Realização Rádio UEL FM (107,9 MHz)
Produção e Edição Ana Carolina A Franzon
Operador de Áudio João Lopes
Agradecimento especial Patrícia Zanin


Parte 1: Atenção Integral à Saúde da Mulher + Saúde Suplementar (09min 09s)

Parte 2: Gênero + Saúde + Política (10min 53s)

Parte 3: Os espaços da militância e da academia; o processo de lançamento e o livro no mercado (10min 50s)
Mais do mesmo:

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mais trechos de Monica Bara Maia

Selecionei mais alguns trechos de tira-gosto. A conversa, é claro, ganhou vários outros tons.
Espero que gostem!
A Comissão Perinatal de BH-MG
Saúde suplementar e banalização da cesárea
Brasil machista
Militância versus academia

sábado, 18 de dezembro de 2010

Chamada de entrevista: confira o trechinho inicial da conversa com Mônica Bara Maia


Depois de quase três anos longe das atividades radiofônicas, esta semana experenciei uma das melhores entrevistas que tive na vida!
Querid@s leitor@s, Mônica Bara Maia é uma querida professora - na última terça-feira, dia 14, ela lançou o livro Humanização do Parto: Política Pública, Comportamento Organizacional e Ethos Profissional, pela editora Fiocruz, RJ.
Mas eu não vou contar mais agora. Esta é só uma chamada para a entrevista, a qual estou editando e vocês ouvirão em breve.
No dia seguinte, escrevi para Mônica as seguintes palavras: "Ah que delícia se a gente pudesse sempre pegar o telefone, conversar com pessoas que fazem boas reflexões sobre o parto no Brasil, e ainda por cima, publicá-las né. Fico feliz com este trabalho."
Então, assim nesse climão de boa realização, divido com vocês o início de nossa boa prosa. Meus sinceros agradecimentos à Mônica Bara Maia, Rádio UEL, Patrícia Zanin e Lopão.
Clique e ouça.

Memória blog Parto no Brasil - Mais do mesmo: Minas, eu quero vocês! (Parte 1)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Minas, eu quero vocês! (Parte 1)

Minas de muitos sabores, gente, rios e cachoeiras, e história.

Imagens (do alto para baixo, da esquerda para a direita): bandeira do Estado; conjuntos folclóricos de bonec@s de palha (www.asminasgerais.com.br); garimpo em Diamantina (Wikipédia); plantação de café em São João do Manhuaçu, na Zona da Mata (Wikipédia); tambores em festa popular (foto: Leonardo Lara); Glorificação da Virgem, pintura do mestre Ataíde na igreja São Francisco de Assis em Ouro Preto (Wikipédia); e Jequitibá (foto: Wagner Andrade).
“A mesa mineira, onde sempre cabe mais um, é a maior marca da hospitalidade do povo do Estado.”
Frase extraída do Portal do Governo de Minas Gerais (http://www.mg.gov.br/governomg/comunidade/governomg/conheca-minas/turismo/5146).
Pois bem, um outro fenômeno social vem marcando fortemente a cultura mineira: o respeito ao tempo de nascer de mineirinh@s; o respeito e a valorização da autonomia das mineiras parideiras.

E eu, que estou descobrindo este cenário tão recentemente, não consigo esconder minha admiração pelo sucesso do trabalho dessa gente: quero muito ver esse povo do parto de perto!
Sei que há muito mais entre o céu e a terra do que supõe minha vã cabecinha, mas hoje, quero tratar daquilo e daquel@s que me inspiraram para publicar este post.
Então, se você não está em Minas, pegue o seu café, e pense naquela melhor receita de pão-de-queijo possível....
Para iniciar, vamos falar do lançamento do livro Humanização do Parto: Política Pública, Comportamento Organizacional e Ethos Profissional, de Monica Bara Maia (Ed. FIOCRUZ, RJ, 2010). O evento acontece hoje, dia 14, a partir das 18h30, na Blooks Livraria - dentro do Artiplex Unibanco de cinema - Praia de Botafogo n° 316, Rio de Janeiro.
Humanização do Parto: Política Pública, Comportamento Organizacional e Ethos Profissional é resultado da pesquisa de Mestrado em Ciências Sociais na PUC-MG, defendida em 2008.
Para a autora, humanizar a assistência significa, essencialmente, resgatar a individualidade e o protagonismo da mulher no parto.
Para analisar como as diferentes organizações hospitalares de Belo Horizonte (via equipes obstétricas) respondem às diretrizes de humanização do parto, a pesquisadora fez observação direta das reuniões da Comissão Perinatal, além de entrevistas com diretores das maiores maternidades da capital, obstetras médic@s e enfermeir@s.
Mãe de dois, Monica é gente como a gente (rs!), e avisou que não poderá comparecer ao evento de lançamento do livro porque tem formatura do filhote para prestigiar. Sacumé, outros livros virão.... (bom para nós!)
E o blog Parto no Brasil vai conversar com Monica Bara Maia para saber das entrelinhas desta produção. A entrevista você confere aqui, a partir de quinta-feira; aguarde e confira! Enquanto isso, deixo aqui para vocês o resumo da dissertação de mestrado, e o link para a pesquisa completa. *Se você tiver dúvidas, ou quiser comentar o trabalho de Monica, escreva para partonobrasil@yahoo.com.br e, na medida do possível, incluiremos sua reflexão em nossa pauta.
Resumo: O parto e o nascimento são eventos a um só tempo fisiológicos, culturais, individuais e políticos. Em pouco mais de um século, a medicalização do parto e da gestação transformou-os em objetos do conhecimento e da prática médica, e o parto deixou de ser uma experiência da esfera familiar e íntima, compartilhada entre mulheres, para se tornar um evento dominado pela medicina, institucionalizado nos hospitais e regulado por políticas públicas. (...) Este trabalho busca identificar quais os constrangimentos institucionais dificultam a implementação das políticas públicas de humanização do parto nos hospitais públicos e privados de Belo Horizonte, considerando o comportamento organizacional e o ethos das profissões que atuam na obstétrica, ou seja, enfermagem e medicina.
Hoje ficamos por aqui. Nos próximos posts desta série-mineirinha, você conhecerá os trabalhos desenvolvidos no Hospital Sofia Feldman - que ficou merecidamente famoso em Brasília, durante a III Conferência da Rehuna; saberá da organização e missão da Comissão Perinatal de BH; e também terá a oportunidade de admirar o trabalho das mulheres parideiras da ONG Bem Nascer.
A tod@s, minha gratidão!

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