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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Abaixo-assinado - Solicitação de posicionamento frente as resoluções 265 e 266/12 do CREMERJ


Para: Conselho Federal de Medicina; Ministério da Saúde; Ministério Público Federal; Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Conselho Nacional do Direito das Mulheres; Defensoria Pública do Rio de Janeiro

Solicitamos urgente posicionamento deste órgão a respeito das resoluções 265 e 266/12 do CREMERJ que se referem as atividades dos profissionais de saúde em 
partos domiciliares e hospitalares. 

Entendemos que tais resoluções ferem o direito de escolha das mulheres sobre os acompanhantes e o local de nascimento de nossos filhos e são contrárias ao que preconiza a OMS, o Ministério da Saúde e as mais atualizadas evidências científicas. Tratam-se das resoluções 265 e 266, que foram publicadas no dia 17 de julho deste ano de 2012 e referem-se às atividades dos profissionais de saúde nos partos domiciliares e hospitalares.

A resolução 265/12 proíbe a presença de médicos em partos domiciliares assim como também os impede de fazer parte de equipes de retaguarda, caso haja necessidade de remoção da mulher para ambiente hospitalar. Isso significa que os médicos cariocas que participarem de partos em casa serão punidos pelo Conselho. Estas medidas vão totalmente de encontro com a recomendação da Organização Mundial de Saúde que deixa claro a possibilidade das mulheres escolherem ter seus partos em casa, desde que elas tenham gestação de baixo risco, recebam o nível apropriado de cuidado e formulam plano de contingencia para a transferencia para uma unidade de saúde devidamente equipada. Ainda, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetricia (FIGO) recomenda que recomenda que "uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura”. E no Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “É direito da mulher definir durante o pré-natal o local onde ocorrerá o parto.” (www.brasil.gov.br/sobre/saude/maternidade/parto)

Já a resolução 266/12 impede a participação de “doulas, obstetrizes, parteiras etc” (conforme o texto original) em partos hospitalares. Ou seja, a mulher não terá o direito de escolha da equipe de profissionais que a acompanhará no seu parto. Neste caso, a postura do Cremerj também contraria as principais conclusões científicas que recomendam a presença desses profissionais para a redução de intervenções desnecessárias e melhoria da qualidade da experiência (ver AMORIM, M; KATZ, L. Continuous support for women during childbirth disponível em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD003766.pub3/abstract)

Acreditamos que tais resoluções mostram que o CREMERJ não está preocupado com o bem estar das mulheres e seus bebês, mas com o exercício de poder sobre os nossos corpos em detrimento dos direitos individuais e da qualidade do cuidado!

Parto do Princípio 
GAMA - Grupo Maternidade Ativa 
Casa Moara 
Ishtar - espaço para gestantes 
Associação de doulas de São Paulo 
Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal 
MAHPS 
Blog Mulheres Empoderadas

Os signatários


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Petição argentina - Pelo direto da mulher decidir onde, e como será assistida durante seu parto


Impulsan esta campaña la Asociación Nacional de Parteras Independientes junto con diversas familias, en busca de la libertad de elección para el parto.

En el mes de agosto pasado, se realizó el III Congreso de Partería en la Cuidad de La Plata. Bajo este marco, se comunicó los detalles de la reforma y actualización de la ley que regula el ejercicio de la profesión Obstétrica en Argentina. La ley vigente, determina que las parteras pueden tener casas de partos, consultorios propios, pueden ejercer su profesión de forma individual o en equipo con otros profesionales, en hospitales públicos y privados y pueden atender a la mujer en su domicilio.

Lamentablemente, junto con modificaciones favorables, se ha introducido una que es altamente alarmante: eliminar la posibilidad de las casas de parto, marcando una tendencia que llevará a quitar también del proyecto de ley, la atención y asistencia por parte de las parteras de los partos planificados en domicilio.

De esta manera se quita la posibilidad de elegir una modalidad de parto con profesionales idóneos, con experiencia en este tipo de partos realizados en un marco de seguridad pertinente, que evalúan con claridad qué mujeres están en condiciones de optar por esta opción, profesionales de la salud que se encuentran equipadas con el equipo necesario para brindar un excelente atención y que cuentan con habilidades para resolver o anticiparse a complicaciones antes, durante o después del parto.

Los conocimientos que se tiene del parto domiciliario tanto desde las altas esferas públicas, como desde la sociedad en su conjunto y desde los diferentes ámbitos de la medicina misma son vagos y escasos. Países como Canadá y Holanda, ofrecen a sus mujeres embarazadas estas opciones de parto con excelentes resultados.

Las mujeres que toman la decisión de parir en casa con parteras, lo hacen con información y prudencia. Estas mujeres son atendidas y controladas, durante el embarazo, el parto y postparto por una partera calificada, responsable, preparada y en permanente capacitación. Parir en casa no es una moda, ni una elección irresponsable, ya que parir en casa es seguro siempre y cuando la mujer sea sana, el embarazo normal y se esté debidamente acompañada.

Elegir cómo, dónde y con quién parir, es parte del derecho sexual y reproductivo de la mujer, es elegir sobre su propio cuerpo, sobre los cuidados y atención que se adecuen a sus necesidades y creencias.

"LA ELECCION ES PERSONAL, EL DERECHO A ELEGIR ES DE TODAS"

Por favor al firmar es importante que coloquen su D.N.I, pueden optar por hacer o no pública su firma.

Agradecemos infinitamente el apoyo y la difusión.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Liberdade a Ágnes Geréb!

Neste fim de semana soube do caso judicial de Ágnes Geréb, parteira acusada na Hungria há dois anos de prisão, e outros 10 sem exercer o ofício da partería, além do pagamento dos custos da sentença, por conta de quatro processos. Vejam no link um pouco desta história de injustiça, por Réka Morvay, psicóloga, doula, educadora perinatal e estudante de Obstetrícia - http://www.budapest-moms.com/2012/02/hungarian-midwife-agnes-gereb-receives-2-years-in-prison/

Uma petição circula pela web, participem - http://www.freeagnesgereb.com/petition/ e escrevam p/ protestar para o Consulado - consulate.brz@kum.hu e consul02@hungria.org.br

Neste outro site, mais informações e espaço p/ doações - www.freegereb.org

No Facebook uma campanha também está no ar: Free Ágneshttp://www.picbadges.com/free-gereb-agnes/2492171/?utm_campaign=viral&utm_medium=short-url&utm_source=facebook&login=1#

No vídeo abaixo conheçam um pouco mais sobre o assunto:

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Moção para a erradicação da violência institucional na atenção obstétrica


Abaixo segue um documento p/ ser apresentado na Conferência de Políticas para as Mulheres, sobre a erradicação da violência institucional na atenção obstétrica, assinado pelas instituições abaixo.
A violência durante o parto é uma prática que já está institucionalizada e é uma violação dos direitos humanos como foram definidos pela ONU. A mulher tem o direito não somente de poder parir aonde ela quiser e como ela quiser, mas tem o direito de ser tratada com dignidade e com respeito durante todo o processo de parto.
A resolução de 2009 emitida pelo Conselho de Direitos Humanos das Organização das Nações Unidas sobre a redução da mortalidade materna e suas causas (entre outras, sabemos hoje que são os modelos de atenção obstétrica inadequados e assistência de baixa qualidade) apela para ações orientadas a reduzir a mortalidade materna e a promover um atendimento de qualidade, sem discriminação de gênero, de raça, ou orientação sexual.
Uma forma de violência são as muitas intervenções desnecessárias, sendo a mais paradigmática a cesárea desnecessária. E sabemos que em 2010 a proporção de cesáreas ultrapassou a de parto normais no Brasil. Em decorrência e à luz da política nacional de qualificação da atenção obstétrica e neonatal intitulada Rede Cegonha
Exigimos:
A garantia de uma fiscalização sistemática da qualidade da assistência obstétrica e identificação da violência que existe de maneira endêmica nos hospitais públicos e privados, pela agências governamentais adequadas, assim como a aplicação e fiscalização do respeito à lei 11.108 de garantia da presença de um acompanhante de escolha da mulher durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.
Ademais, as recomendações do Ministério da Saúde sobre os direitos da Mãe e Bebê não são observadas nos serviços e são uma violação brutal de direitos humanos, assim com uma ameaça para a saúde materna e neonatal
Exigimos:
O direito à informação sobre os procedimentos, com exigência de que haja consentimento da Mulher para as intervenções a que for sujeita no parto como Episiotomia, Cesárea, Indução etc.
Exigimos ainda:
A criacão sistemática em cada região de saúde de comitês de morte materna em que as organizações da sociedade civil e governamentais avaliem em conjunto indicadores do acesso e qualidade da atenção obstétrica, incluindo as taxas de cesáreas, alem de estudar cada morte materna observada no município para identificar suas causas e evitabilidade, com efeitos na qualidade da assistência.
Assinado por:
- RAMA (Rede Feminista de Apoio a Maternidade Ativa do RN)
- GAMI (Grupo de Afirmação a Mulheres Independentes/RN)
- Coletivo Leila Diniz/RN
- Instituto Nômades-Recife/PE
- Grupo Ishtar Recife/PE
- Parto do Princípio
- Grupo Curumim
- CAIS do Parto
- ReHuNa (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento)
- Rede Nacional de Parteiras Tradicionais
- Associação das Parteiras do Agreste Pernambucano
- GAMA
- Mulheres de Terreiro
- Mulheres de Axé
- Articulação de Mulheres Negras
- GEMAS
Nós do Blog Parto no Brasil apoiamos e subescrevemos esta moção!
* Caso vc tenha um relato de violência sofrida durante seu parto, participe da pesquisa de Ligia M. Sena - aqui!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pelo direito da gestante ser acompanhada por uma doula durante o trabalho de parto, parto e pós parto em qualquer hospital brasileiro

Abaixo-assinado
Sra. Presidente da República Federativa do Brasil, Srs. Deputados Federais, Sr. Ministro da Saúde
Vimos por meio deste abaixo assinado, solicitar ao Sr. Ministro da Saúde a criaçao de uma lei, que dá o direito às gestantes de contarem com a presença de uma Doula durante todo o trabalho de parto, parto e pós parto.
As doulas, são impedidas de acompanhar as gestantes na maioria dos hospitais públicos e privados deste país. Os hospitais fazem a gestante escolherem entre seu marido ou a doula.
Klaus e Kennel publicaram em 1993 em “Mothering the mother“ um estudo onde apontaram os resultados globais da presença da doula no trabalho de parto e parto, como pode ser visto abaixo:
• Redução de 50% nos índices de cesárias
• Redução de 25% na duração do trabalho de parto
• Redução de 60% nos pedidos de analgesia peridural
• Redução de 30% no uso de analgesia peridural
• Redução de 40% no uso de ocitocina
• Redução de 40% no uso de fórceps
Outros estudos também mostram claramente que a presença da doula no pré-parto e parto trazem benefícios de ordem emocional e psicológica para mãe e bebê, incluindo resultados positivos nas 4ª a 8ª semanas após o parto:
• Aumento no sucesso da amamentação
• Interação satisfatória entre mãe e bebê
• Satisfação com a experiência do parto
• Redução da incidência de depressão pós-parto
• Diminuição nos estados de ansiedade e baixa auto-estima
As revisões da literatura científica elaboradas pelo notório grupo científico da Cochrane Collaboration’s Pregnancy and childbirth Group inclui e valida diversos estudos abrangendo uma grande diversidade cultural, econômica e com diferentes formas de assistência. Confirma claramente que a presença da doula no suporte intra-parto contribui para a melhora nos resultados obstétricos, diminui as taxas das diversas intervenções e promove a saúde psico-afetiva da mãe e do vínculo mãe-bebê.
O mesmo grupo, em sua revisão publicada em 1998 declarou: “Devido aos claros benefícios e nenhum risco conhecido associado ao apoio intra-parto, todos os esforços devem ser feitos para assegurar que todas as mulheres em trabalho de parto recebam apoio, não apenas de pessoas próximas, mas também de acompanhantes especialmente treinadas. Este apoio deve incluir presença constante, fornecimento de conforto e encorajamento.”
Sendo assim, solicitamos aos nossos governantes que criem e façam valer uma lei federal que permita a presença da Doula durante todo trabalho de parto, parto e pós parto, se assim for desejo da gestante, em qualquer hospital, seja esse público ou privado em nosso país.
Os signatários

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sobre Casas de parto e parteiras

Nesta segunda-feira, depois de um delicioso e animado fim de semana, na companhia de amig@s na Festa da Tainha, realizada pela comunidade caiçara do Maruja, na Ilha do Cardoso, onde pude conversar brevemente c/ duas parteiras tradicionais, Augusta e Iracema, sendo a 1a. mãe da segunda, e já ter agendado p/ agosto uma prosa sobre o partejar em solos e mares de Cananéia, pelo Projeto Parteiras Caiçaras, venho, ainda, divulgar uma matéria da Rádio ONU sobre a importância e a necessidade de termos mais parteiras na atenção obstétrica, e, também, a Petição da Casa Ângela, p/ que seja firmado o convênio c/ o SUS p/ poderem atender às gestantes da região do Campo Limpo, em São Paulo, capital. Confiram, abaixo:
ONU diz que 3,6 milhões de vidas podem ser salvas com mais parteiras
por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU, de 20/06/11
Um relatório do Fundo de População das Nações Unidas alerta para o problema da escassez de parteiras em todo o mundo.
Segundo a ONU, o trabalho delas é fundamental para se alcançar as Metas do Milênio 4, 5 e 6 sobre redução da mortalidade infantil e materna.
Tratamento Adequado
Uma pesquisa com 58 países de renda baixa mostrou que 38 deles podem deixar de atingir as Metas por falta de 112 mil parteiras.
O estudo foi lançado em Durban, na África do Sul, na presença de 3 mil parteiras. Entre os países analisados estão três de língua portuguesa: Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
Dos três, apenas a Guiné-Bissau tem em suas comunidades agentes de saúde com algum treino como parteiras.
Mortes
A falta de tratamento adequado causa a morte de 358 mil mulheres todos os anos. O número de natimortos chega a 2,6 milhões.
A diretora do Unfpa em Genebra, Alanna Armitage, disse à Rádio ONU que as parteiras têm que estar integradas em sistemas nacionais de saúde.
Elas não podem trabalhar sozinhas. Elas têm que fazer parte de um sistema de saúde reforçado, para que esse sistema trabalhe para salvar vidas de mulheres e bebês. Esse relatório vai nos dar a oportunidade para levantar novamente o tema das parteiras, a importância delas e assim poderemos todos trabalhar juntos para assegurar que as mulheres não morram durante o parto”, afirmou.
Bordões
Para a ONU, os governos devem investir mais no treinamento de parteiras e na melhoria de serviços de saúde que ajudam a salvar a vida mas mães e dos bebês.
Por causa da escassez desses serviços, 2 milhões de recém-nascidos morrem nas primeiras 24 horas de vida.
Para pedir formação de mais parteiras, mais de mil profissionais saíram às ruas de Durban cantando bordões como “as parteiras não ficarão mais invisíveis”. Elas fizeram uma marcha de 5 km pela orla da cidade sul-africana.
Para marcar a divulgação do relatório sobre o Estado das Parteiras 2011, um grupo de acadêmicos da Universidade de Exeter, na Inglaterra, lançou um mapa interativo sobre o número de profissionais em todo o mundo.
Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/onu-diz-que-36-milhoes-de-vidas-podem-ser-salvas-com-mais-parteiras/?utm_source=newsletter&utm_medium=email& utm_campaign=mercado-etico-hoje
Casa Ângela - Parto Normal - Associação Monte Azul
Petição - assinem aqui!
Exmo. Sr. Januário Montone, secretário municipal da Saúde
Em funcionamento desde 2009, na rua Mahamed Aguil, 34, no Jardim São Luís, a Casa Angela é um Centro de Atenção à Saúde Materno-Infantil com Centro de Parto Normal autônomo (unidade isolada), conforme a Portaria 985, de 05/08/1999, do Ministério da Saúde. Por estar de acordo com os padrões estabelecidos na RDC 36/08/ANVISA para os serviços de atenção obstétrica e neonatal, possui alvará de funcionamento da ANVISA, publicado em diário oficial em 19/02/2009.
Construída e equipada pela Associação Comunitária Monte Azul, ONG que atua há 30 anos na zona Sul de São Paulo, com o apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo e de parceiros nacionais e internacionais, tem capacidade para atender 1 800 partos normais por ano, absorvendo cerca de 25% do excesso de demanda por leitos obstétricos na região.
A Casa Angela é a continuidade do trabalho iniciado pela enfermeira obstetra Angela Gehrke da Silva, que desde 1986 até seu falecimento em 2000 acompanhou um grande número de mulheres da favela Monte Azul e de outras comunidades carentes da região durante a gravidez, o parto e o puerpério. Sua atuação na humanização da assistência ao parto é amplamente reconhecida pela população local e por profissionais da saúde e de diversas áreas afins.
No primeiro ano de funcionamento (março de 2009 a março 2010), viabilizado por meio de doações e do trabalho de profissionais voluntários, foram realizados 734 atendimentos de pré-natal, 369 consultas de puerpério e amamentação (incluindo visitas domiciliares) e dez partos.
Entre os indicadores de qualidade do serviço oferecido pela Casa Angela, destacam-se a cobertura pré-natal maior ou igual a sete consultas para 96% das gestantes ante 77,6% na região do M’Boi Mirim, nenhum caso de baixo peso ao nascer (8,91% na região) e o baixo índice de prematuridade (1,96% ante 8,2% na região).
O apoio e a orientação recebidos por mães e gestantes na Casa Angela também tiveram impacto positivo no sucesso da amamentação: 84,2% das mulheres atendidas mantiveram o aleitamento materno exclusivo cinco meses após o parto.
Assim, vimos à presença das autoridades competentes para solicitar urgência na assinatura do convênio com SUS (Sistema Único de Saúde) para garantir a continuidade do funcionamento e a ampliação da capacidade de atendimento do serviço, que vem mostrando resultados tão efetivos no atendimento à saúde da população carente da zona Sul de São Paulo.
* Estivemos na Casa Ângela em maio, p/ o 2o. módulo da formação em Ed. Perinatal pela Anep-Brasil. Lugar lindo e maravilhoso, c/ profissionais preparados voltados p/ um atendimento respeitoso, que priorize à mulher e o bebê!
Nós, do blog Parto no Brasil apoiamos a Casa Ângela!
E, você, Ana Carolina, que esteve no COBEON - bora compartilhar sua vivência em terras mineiras!
Foto de Bia Fioretti, na celebração do Dia de Iemanjá, em fevereiro deste ano, em Olinda/PE, c/ as parteiras tradicionais da região.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Post Extraordinário - Carta de Simone Diniz em apoio ao Curso de Obstetrícia da EACH-USP

"Estimados colegas,
Como vocês devem estar acompanhando, a Reitoria da USP ameaça não oferecer ocurso de Obstetrícia no vestibular de 2012. Isto porque o Conselho Federal de Enfermagem se recusa a aceitar o registro das obstetrizes (apesar delas terem seu direito de registro garantido na justiça). Como tenho muitas amigas enfermeiras e tenho grande respeito por esta profissão, quero dizer que muitas discordam desta atitude do seu conselho e acham que as enfermeiras e obstetrizes devem estar unidas na luta por uma assistência ao parto que respeite os direitos da mulher.
Como ativistas e pesquisadores no campo de saúde e direitos da mulher, sabemos que o que o Brasil precisa hoje é de profissionais capazes de facilitar o parto fisiológico, promover um parto seguro e respeitoso, e reduzir as inaceitáveis taxas de episiotomias, induções, kristeller e outras intervenções obsoletas, agressivas, dolorosas e arriscadas no parto. Este cenário de parto agressivo somado à violência institucional e ao desrespeito ao direito a acompanhantes, faz com que muitas mulheres, para escapar da violência, prefiram uma cesárea desnecessária, com todos os riscos implicados para mãe e bebê. Ou seja, temos um conflito de interesses: manter as coisas como estão – um “parto pessimizado”, favorece aqueles profissionais que se beneficiam com este modelo violento, pois assim podem impor às mulheres o “modelo da cesárea de rotina” como alternativa “melhor”.
*A parteira de nível universitário é a profissional que atende os partos das mulheres saudáveis nos países desenvolvidos, e que está associada aos melhores resultados maternos e neonatais*. O Brasil precisa desta profissional com urgência, em um sistema de atenção integral e hierarquizado, principalmente agora que estamos nos perguntando os porquês do aumento das taxas de mortalidade e morbidade materna, e os porquês detanta violência no parto.
Se você se importa com este quadro, rogo que assine o abaixo-assinado pedindo a manutenção do curso:
Link: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
Convidamos também para a manifestação na porta da Reitoria da USP, no dia 22/03 às 9:00h
Link: http://www.facebook.com/event.php?eid=202473466447962&index=1
Peço ainda que se este assunto toca você, convide os amigos e colegas, e divulguem nas suas listas e redes sociais esta luta.
Um abraço e preparem seus cartazes, dia 22 iremos às ruas, será nosso dia de fúria. "

domingo, 20 de março de 2011

Post Extraordinário - Abaixo-assinado de Apoio para a Continuidade da Graduação em Obstetrícia na USP

Repassamos este pedido enviado via listas de discussão virtuais, para a continuidade do Curso de Obstetrícia da Universidade de São Paulo - USP Leste, em São Paulo/SP.
Confiram o documento na íntegra e acessem o abaixo-assinado no link - http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452.
Pedido de apoio para a continuidade da Graduação em Obstetrícia na Universidade de São Paulo
A saúde da mulher encontra no Brasil números alarmantes. A OMS recomenda que o número de cirurgias cesáreas não ultrapasse 15%, porém, na rede pública brasileira este número alcança a marca de 48% e na rede particular de 70% a 90%. Apesar do incentivo do Ministério da Saúde do Brasil pelo parto normal e pela humanização dos mesmos, as taxas permanecem altas. Sendo assim, em resposta a este quadro, o curso de Obstetrícia foi reaberto na Universidade de São Paulo em 2005, 34 anos depois de sua extinção na mesma universidade.
Ressurgiu determinado a formar profissionais da saúde, capacitados para prestar uma assistência humanizada à população brasileira no que se refere assistência pré-natal, parto e pós parto, compreendendo a saúde da mulher, família e comunidade.
Acreditamos que uma atenção humanizada não é uma especificidade da obstetrícia, certamente profissionais médicos e enfermeiros podem e devem humanizar seu olhar e suas práticas. Contudo, a formação específica de Obstetrícia capacita os profissionais para praticar uma atenção individualizada à mulher e à família, compreendendo-a em seus processos de gestação, parto e amamentação como fisiológico, mas também e igualmente importantes, como processos emocionais, sociais, culturais, espirituais e como sementes para um mundo melhor.
No entanto, apesar de se propor a colaborar com a melhora da atenção a saúde da mulher, desde a sua reabertura, o curso enfrenta muitas dificuldades, dentre elas o impasse em relação a regularização da profissão de obstetriz. No diálogo com as instituições que poderiam regulamentar os profissionais formados nesse curso, viu-se a necessidade de ampliar a formação dos mesmos, o que gerou uma reformulação em sua grade curricular, que a partir de 2011 passa a ser realizado em 4 anos e meio em período integral. Assim, o curso foi tratando de dar respostas, aprender e recordar sempre qual a sua função e a importância que representa na possibilidade de contribuir na melhoria da atenção a saúde no Brasil.
A esses impasses soma-se o fato do curso de Obstetrícia estar situado em um campus recente da USP. Sendo um campus novo, os cursos situados nele têm pouca divulgação e consequentemente menor procura do que cursos tradicionais. Devido a isso, hoje a Obstetrícia enfrenta um problema ainda mais grave do que a regularização de seus profissionais: corre o risco de ter seu vestibular suspenso, o que abre a possibilidade do fechamento do mesmo. Além disso, há também a possibilidade de redução das vagas para acesso ao curso (hoje 60 vagas são disponibilizadas por ano). Entendemos, no entanto, que a realidade da assistência obstétrica no Brasil justifica a manutenção das 60 vagas atuais, permitindo a formação de um maior número de profissionais capacitados na assistência humanizada à saúde da mulher.
Como consequência indireta e não menos importante, a suspensão do vestibular e possível fechamento do curso diminui as chances das pessoas que vivem na Zona Leste de São Paulo, região caracterizada por população de menor poder aquisitivo e, dado o quadro das universidades do Brasil, com menor chances de cursar uma faculdade pública, em geral com maior prestígio no país.
Enfim, estamos falando da possível extinção da profissão Obstetriz e de sua capacidade de mudar a realidade obstétrica brasileira. Hoje os alunos formados podem trabalhar mediante uma ação judicial, porém enfrentam uma oposição das instiuições reguladoras que dificulta o ingresso destes profissionais no mercado de trabalho.
Pedimos, então, o seu apoio para evitar que a Obstetrícia tenha seu vestibular suspenso e sua formação ameaçada. Para isso você deve assinar o texto abaixo, podendo acrescentar comentários pessoais, e depois enviar para o email ajudeaobstetricia@gmail.com
Diante da realidade obstétrica brasileira, com altas taxas de cesárea e morbimortalidade materna, ao contrário das recomendações da OMS, apoio a graduação de Obstetrícia da Universidade de São Paulo, sendo contrário à suspensão de seu vestibular. Da mesma maneira apoio a profissão Obstetriz e sua inserção no mercado de trabalho, uma vez que acredito que este profissional pode alavancar uma assistência humanizada na saúde da mulher, melhorando e ressignificando os processos de gestação, parto e pós-parto.
Por favor, preencher a mão e reenviar digitalizado.
Nome:
Instituição:
Cargo:
Comentários:
Assinatura:

terça-feira, 11 de maio de 2010

Petição pela Casa Angela

A Casa Angela, casa de parto construída e mantida pela Associação Comunitária Monte Azul na zona sul de São Paulo, pede a ajuda de vocês para engrossar o movimento que solicita urgência na assinatura do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) ao secretário municipal da Saúde, Sr. Januário Montone. A assinatura desse convênio, que vem sendo sistematicamente negada pela Prefeitura, é fundamental para garantir a continuidade do funcionamento e a ampliação da capacidade de atendimento desse serviço, que já mostra resultados efetivos no atendimento à saúde da população carente dessa região.
Este espaço de atenção à saúde da mulher e dos bebês, totalmente gratuito, oferece atendimento num local onde os serviços de saúde são escassos e precários. A Casa Angela foi construída em continuidade e substituição ao trabalho começado pela parteira alemã Angela Gherke, que viveu no Brasil muitos anos.
Pedimos o apoio de vocês! É só clicar no link e assinar:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Casa de Parto permanecerá em São Sebastião

A Secretária Adjunta de Saúde do GDF, Alba Mirindiba Bomfim Palmeira, anunciou que a Casa de Parto de São Sebastião continuará a funcionar na cidade. A declaração foi dada em audiência pública realizada na manhã do dia 08, no Fórum de São Sebastião. A reunião foi promovida pela 2.ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, com o apoio da Coordenadoria Administrativa da Promotoria de Justiça de São Sebastião. A Casa de Parto funciona há quase dez anos em São Sebastião e serve como referência para a instalação de outras casas de parto. O Coordenador Administrativo da Promotoria de São Sebastião, Promotor de Justiça Antonio Suxberger, entregou à Secretária Adjunta de Saúde a manifestação formalizada dos integrantes da Rede Intersetorial de São Sebastião pleiteando a manutenção da Casa de Parto. A Promotora de Justiça Cátia Vergara recebeu do Presidente do Conselho Comunitário de Saúde de São Sebastião, Vilson Mesquita, abaixo-assinado com 2.229 assinaturas de moradores pedindo a manutenção da Casa de Parto na cidade. A Coordenadora da Casa de Parto, Geruza Amaral, também entregou à Promotora de Justiça documento que relata o histórico da Casa de Parto, com dados estatísticos de atendimento e marco regulatório de sua existência. Na ocasião, foi anunciada a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta para a formalização de outras demandas dos gestores da saúde do Distrito Federal. Também participaram da audiência o Subsecretário de Atenção à Saúde, José Carlos Quinaglia e Silva, e o Gerente de Enfermagem da Secretaria de Saúde, Wellington Antônio da Silva. A audiência teve ainda a presença de representantes da sociedade civil de São Sebastião, além de profissionais vinculados à área de saúde.

sábado, 20 de março de 2010

Assinem a petição online p/ a abertura da Casa de Parto de S. Sebastião

Assinem a petição solicitando que a Casa de Parto de S. Sebastião, no DF, não seja fechada. Enviem também esta mensagem para sua rede de contatos para que participem desse movimento. Nós podemos fazer a diferença! As enfermeiras da Casa de Parto precisam do nosso apoio. E principalmente as mulheres e crianças de São Sebastião. Contamos com voce!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Assine a petição a favor do Grupo Albany midwives da Inglaterra

*Divulgando* Fornecido por Daphne Rattner
O sistema de saúde ingles, através do King's College, não pretende renovar o contrato com o grupo de parteiras inglesas Albany midwives. Segundo fonte eles se basearam num relatório estatístico com viés para tomar essa decisão de não renovação. Trata-se de mais uma batalha coorporativa. Há um movimento na Inglaterra para não fechar, sendo que vai haver uma passeata em 7 de março. A notícia está nesse link abaixo http://www.guardian .co.uk/society/ 2009/dec/ 07/albany- midwives- kings-college- hospital Voce pode contribuir assinando uma petição de apoio. O link é http://www.gopetiti on.co.uk/ online/32641. html Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho dessas parteiras no capítulo 5 do último livro de Robbie Davis-Floyd - "Birth Models that Work", intitulado "The Albany Midwifery Practice", terá mais informações.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Abaixo-assinado #5460 - Estado precário das ambulâncias


A Casa de Parto de Sapopemba chama a tod@s para assinar o abaixo-assinado que será enviado a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo devido ao precário estado das ambulâncias.

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