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terça-feira, 28 de maio de 2013

Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna - Gravidez de Risco e Direitos Reprodutivos

Divulgo hoje o evento comemorativo ao 28 de maio "Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna" que será realizado em Londrina-PR. Embora ainda não tenha comunicado por aqui, estamos em uma boa onda do movimento de mulheres em nossa cidade. Muitos cursos, oportunidades, manifestações, encontros - todos feministas -, reunindo e conectando pessoas das mais diversas lutas, paixões e necessidades. Um grande prazer, muita gratidão por cada uma das oportunidades.

Confira as informações! E compartilhe conosco as atividades que estão realizadas em sua cidade para marcar esta que é a data mais importante para a saúde das brasileiras!
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Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna 2013

Gravidez de Risco e Garantia dos Direitos Reprodutivos


O dia 28 de maio é celebrado em todo mundo como o "Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres". No Brasil, comemora-se o "Dia Nacional pela Redução das Mortes Maternas". Venha refletir conosco sobre os principais desafios para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio número 5 "Melhorar a Saúde das Gestantes".

A morte materna é considerada a mais grave forma de violação dos direitos reprodutivos das mulheres, isso porque estima-se que 90% delas poderiam ser evitadas com atendimento de qualidade e em momento oportuno. Nacionalmente, a razão de mortalidade materna está em 56 para cada 100 mil nascidos vivos, quase três vezes o número considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas.

No estado do Paraná, as mulheres negras têm risco de morte aumentado em sete vezes quando comparadas às outras - esse é um fenômeno recorrente em todo o país. Trata-se de um indicador que reflete as desigualdades de classe, cor/etnia, e especialmente, a autonomia das mulheres e sua cidadania.


DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS

São parte dos direitos humanos reconhecidos pelas Plataformas de Ação elaboradas nas duas grandes Conferências da ONU, Cairo (1994) e Beijing (1995).

"Os direitos reprodutivos são direitos humanos básicos, ou seja, é o direito das pessoas de decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Todos devem ter acesso às informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não filhos. Direito reprodutivo é, também, ter o direito de exercer a sua sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência". REDE FEMINISTA DE SAÚDE (2011)


GRAVIDEZ DE ALTO RISCO

Este ano, o Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna chama a atenção para as mulheres que desenvolvem gestações de alto risco. Desde a implementação da Rede Mãe Paranaense, os serviços estão adotando a classificação de risco para as pacientes de obstetrícia. O desafio é garantir uma experiência de atenção integral à saúde dessas mulheres, com acolhimento de suas especificidades clínicas e sociais.

Além do debate sobre os fatores que impactam a vida das mães, seus filhos e sua famílias, esta Mesa Redonda também contará com uma apreciação crítica sobre a realidade dos serviços.

Nosso objetivo é construir novas oportunidades de reflexão sobre como podemos melhorar a assistência prestada às londrinenses em nossas maternidades.


PÚBLICO-ALVO: Estudantes e profissionais da saúde, gestores, movimento de mulheres e demais interessados.


SERVIÇO:

MESA REDONDA*: Gravidez de Risco e Garantia dos Direitos Reprodutivos - Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna 2013

Data: 29 de maio de 2013, quarta-feira, das 14h às 17h
Local: Anfiteatro do Hospital Universitário CCS/UEL

Inscrições pelo formulário online Sympla: https://www.sympla.com.br/gravidez-de-risco-e-garantia-dos-direitos-reprodutivos__12743

Serão fornecidos gratuitamente certificados aos inscritos e participantes


Comissão Organizadora:
Thelma Malagutti Sodré
Ana Carolina Arruda Franzon
Keli Regiane Tomeleri da Fonseca Pinto
Kátia Mara Kreling Vezozzo
Luis Claudio Galhardi
Elaine Galvão

Organização:
Departamento de Enfermagem CCS/UEL - Residência Multiprofissional em Saúde da Mulher
Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres - Prefeitura Muncicipal de Londrina
Rede Nacional Feminista de Saúde - Regional Paraná
Curso de Enfermagem UNIFIL
Nós Podemos Londrina

Apoio:
Instituto CRIAS - Saúde, Direitos, Cidadania
GestaLondrina - Grupo de Apoio à Gestante e ao Parto Ativo
Conselho Municipal de Cultura de Paz
Conselho Municipal de Direitos da Mulher
Secretaria Municipal da Mulher e da Família - Prefeitura Municipal de Rolândia

* Atividade integrada ao Encontro Regional de Gestoras de Políticas para as Mulheres

sábado, 5 de janeiro de 2013

Delicie-se: para um 2013 como nós desejamos

O Blog Parto no Brasil compartilha hoje um vídeo produzido especialmente para desejar um 2013 com base naquilo tudo que precisamos desde sempre, aquilo tudo que nos é essencial, em qualquer idade ou fase da vida.

O vídeo é uma produção do jornalista e cineasta londrinense Luciano Pascoal.

Delicie-se!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ai, essas vadias!!

A vocês, mulheres corajosas, vadias poderosas, nosso muitíssimo obrigada!

O Blog Parto no Brasil apoia o movimento de orgulho da vadia que existe em cada uma de todas nós! 

E registra hoje a gratidão que sentimos por estas mulheres que levantaram-se contra o modelo hegemônico de atenção ao parto e nascimento, e de maternagem.


Foto de autoria e local desconhecidos, publicada no perfil Parto Ativo

Foto de Ana Carolina Franzon, em 02 de junho de 2012, Marcha das Vadias em Londrina-PR

Foto de Marcos AF Gomes, em 02 de junho de 2012, Marcha das Vadias em Londrina-PR 

Porque parir naturalmente e maternar livremente 
são atitudes super-feministas!  


Se você ainda não entendeu o orgulho de ser vadia, confira o vídeo abaixo; e se for preciso, reflita MUITO:

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mais Políticas Públicas para as Mulheres e o nosso CRIAS

Em agosto de 2011, conhecemos as pessoas que fazem as políticas públicas para as mulheres em Londrina-PR.

20 de agosto de 2011
Foto de Marília Mercer

Na foto, na Câmara de Vereadores, com Marília, Laís e Marisse, participávamos da Conferência Municipal preparatória para a III Conferência Nacional, que ocorreu em novembro em Brasília.

Explicando e defendendo a saúde materna que valorizamos, de perspectiva da saúde integral, e dos direitos sexuais e direitos reprodutivos.

Dez meses depois, hoje, voltaremos à Câmara Municipal de Londrina para uma nova Conferência, que vai eleger as representantes do Conselho Municipal de Direitos da Mulher, para mandato de dois anos; e votar alterações e novas propostas ao Plano Municipal de Políticas para as Mulheres.

Nesse tempo que passou, muitas coisas lindas realizamos.

Fundamos nossa principal ferramenta para o trabalho apaixonado, O Instituto CRIAS - Cidadania, Direitos, Saúde.

Por ele, vivemos outras grandes realizações, como a participação na Marcha do Parto em Casa, na Marcha das Vadias, Dia Nacional pela Redução das Mortes Maternas, Dia Internacional das Parteiras, participação na Oficina de Capacitação para voluntários e profissionais que trabalham com Grupos de Gestantes de Londrina e região, entre outras atividades de divulgação e sensibilização.

16 de junho de 2012
Marcha do Parto em Casa, no Calcadão de Londrina
Foto de Vany Ito

02 de junho de 2012
Integrantes da diretoria do Instituto CRIAS participam da
Marcha das Vadias em Londrina, com as respectivas crias
Foto de Dúnia Valle

Dia 11 de maio de 2012
Auditório do HU/UEL
Todas as maternidades reunidas para assistir ao filme do Sofia Feldman e discutir sobre as boas práticas já implementadas e os desafios que permanecem
Foto de Fransny Marcelino - HU/UEL

Um grupo de amigos que está se organizando em reuniões deliciosas, das quais sempre nos alegramos em participar, e comemoramos!

12 de maio de 2012
Fundação do Instituto CRIAS,  diretoria em número já reduzido,
porque não é fácil conciliar agenda de gente sacudida não!
Foto de Renata Frossard


Hoje, agradecemos muito às instituições que nos autorizaram o uso de seu nome, nos indicando suas representantes em tão nobre oportunidade.

Marisse é delegada da Pontifícia Universidade Católica PUC-PR, instituição na qual exerce, há 7 anos, a docência para o bacharelado em Direito.

Eu estarei delegada pela Rede Feminista Sexualidade, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, organização à qual Marisse e eu nos filiamos em 2012.

É com muita satisfação que lutamos pela autonomia das mulheres, pelo muito e todo empoderamento que sempre é preciso nas mais diversas situações das brasileiras.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Adoecer e morrer para dar à luz


Hoje, 28 de maio, é Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres, e Dia Nacional pela Redução das Mortes Maternas.

Todo o país está marcando a data, com eventos que tratam desta questão: direitos humanos fundamentais das mulheres de receber assistência obstétrica de qualidade e em momento oportuno. Confira no mapa.

Não podemos aceitar que nenhuma mulher morra por falta de ou demora no atendimento à gestação, parto e pós-parto. 
Melhorar a qualidade da assistência, que é praticamente universal, é o principal desafio.

Enquanto a imprensa oficial do governo anuncia a redução em 21% das mortes maternas em 2011, em comparação com o mesmo período de 2010 - e justifica a melhoria em decorrência de ações do Programa Federal Rede Cegonha, e também pela implementação do Cadastro Nacional de Gestantes (sim!!! a MP 557 e o não-diálogo com a sociedade estão vigentes!!!) - convidamos você leitora, a conhecer o artigo de Simone Diniz, publicado em 2009, sobre o porquê melhoramos as condições de saúde geral dos brasileiros, em detrimento da saúde das gestantes brasileiras. Confira abaixo o resumo, e acesse aqui o artigo original (Gênero, Saúde Materna e o Paradoxo Perinatal).
Nos últimos 20 anos, houve uma melhoria de praticamente todos os indicadores da saúde materna no Brasil, assim como grande ampliação do acesso aos serviços de saúde. Paradoxalmente, não há qualquer evidência de melhoria na mortalidade materna. Este texto tem como objetivo trazer elementos para a compreensão deste paradoxo, através do exame dos modelos típicos de assistência ao parto, no SUS e no setor privado. Analisaremos as propostas de mudança para uma assistência mais baseada em evidências sobre a segurança destes modelos, sua relação com os direitos das mulheres, e com os conflitos de interesse e resistências à mudança dos modelos. 
Confiram também a excelente reportagem de Eliane Brum e Cristiane Segatto, de 2008, Elas morreram de parto. Acesse aqui - são 5 páginas imperdíveis!

Arquivo Pessoal
Elas morreram de parto. Muitas outras mulheres não morrem, mas chegam a ficar em estado mórbido. 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que ocorram até 20 casos de morbidade materna por cada morte materna registrada. Então, tomando como exemplo a cidade de Londrina-PR, que registrou 5 mortes maternas em 2011, podemos supor que outras 100 londrinenses tenham tido severa complicação de saúde. A Pesquisa Nascer no Brasil poderá também dimensionar a quantidade de mulheres que adoecem, e em que medida padecem, as brasileiras que têm filhos.

O Conselho Nacional de Saúde reunirá diversas vozes do movimento de mulheres, e do governo, nos dias 28 e 29 de maio, em Brasília-DF, para o debate conforme a seguinte programação. Está excelente!

Evento promovido pela Prefeitura de Londrina-PR, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. Este ano, o IV Encontro A Saúde da Mulher no Ciclo da Vida abordará a qualidade da assistência ao parto, com destaque para a Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento.

E, por fim, linkamos o relatório da ONU, publicado em 16 de maio de 2012, em inglês, que estima a redução global das mortes maternas, mas alerta para o fato de que 800 mães morrem diariamente em todo o mundo.


Você conhece alguma mulher que ficou seriamente doente logo após o nascimento de um bebê - e até 42 dias depois? 
Que precisou ser hospitalizada, receber transfusão sanguínea, ou cuidados intensivos (UTI)?
Quais foram os problemas identificados? Como foi a assistência ao parto que ela teve?

sábado, 19 de maio de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Álbum de fotos - Atenção ao Parto e Nascimento


Atenção ao Parto e Nascimento: 
A Qualidade da Assistência em Debate
Data: 11 de maio de 2012 - 14h30 às 17h30
Local: Auditório Hospital Universitário/UEL


Fotos de Fransny Marcelino - Fotógrafo HU/UEL


Abertura: Boas vindas e por que deste encontro, com Ana Carolina Franzon, pelo Instituto CRIAS

Parteiras salvam vidas: pela redução da mortalidade materna e valorização da atuação de enfermeiras na assistência direta ao parto

Cerca 110 pessoas estiveram presentes no Auditório do HU/UEL, na sexta-feira, dia 11 de maio de 2012

Da esquerda para a direita: Mãe Omin (conselheira municipal dos Direitos das Mulheres); Sueli Galhardi (Secretária de Políticas para as Mulheres); Elaine Galvão (servidora da Secretaria Municipal de  Políticas para as Mulheres) 

Estudantes de enfermagem, enfermeiras,  profissionais da saúde, servidores municipais e estaduais, ativistas do SUS, movimento de mulheres e mães do GestaLondrina

O filme do Hospital Sofia Feldman encanta e impressiona a tod@s

Nossas queridas convidadas compõem a mesa redonda: são enfermeiras de duas universidades e todas as cinco maternidades da cidade

Da esquerda para a direita: Profa. Ms. Maria Angélica Esser (coordenadora Enfermagem da Faculdade Pitágoras); Valéria Evangelista da Silva (enfermeira do HU/UEL); Regina Adelaide Adário (enfermeira obstetra da Maternidade Municipal Lucilla Ballalai); Andrielle Martins Barbieri (enfermeira obstetra do Hospital Evangélico de Londrina); Lígia Elayne Ananias (enfermeira do Hospital Araucária); Patrícia Hernandes Penasso (enfermeira do Hospital Mater Dei), e Profa. Dra. Thelma Malagutti Sodré (Departamento de Enfermagem UEL)

Profa. Dra. Thelma Malagutti Sodré, do Departamento de Enfermagem da UEL, coordenadora da mesa redonda e membro da Comissão Organizadora

Mais de uma hora de debate, por formas inovadoras de organização dos serviços, além de muitas dúvidas sobre como prestar e ter acesso à assistência obstétrica de qualidade
Temas do debate sobre foto de Thyago Souza


O Instituto CRIAS agradece a participação de tod@s, e o apoio de cada uma dessas mulheres para a realização deste evento.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Agenda Parto no Brasil

E o mês de maio tem muitas novidades e encontros, bora apreciar!


Sexta, 4 de maio, das 10:00 até às 18:00 horas - Evento gratuito, na EACH/USP - São Paulo/SP

10h - Abertura: Nádia Zanon Narch - Coordenadora do curso de Obstetrícia da EACH/USP
10:15h - Palestra inicial: "Entre as Orelhas - O parto na perspectiva do sujeito", c/ Ricardo Jones
12h - Almoço
13:30h - Mesa: "O Brasil Precisa de Obstetrizes"
- Atenção hospitalar: Carla de Almeida Vieira Azenha – Profissional da assistência hospitalar
- Atuação como autônoma: Michely Christiny Marcondes Nunes – Mestre em Ciências pela Escola de Enfermagem da USP
- Pós-graduação em Enfermagem: Jéssica Galante Reis – Mestranda da Escola de Enfermagem da USP
- Pós-graduação em Saúde Pública: Marcel Robledo Queiroz – Mestrando da Faculdade de Saúde Pública da USP
- Obstetriz na Docência: Nathalie Leister – Doutoranda da Escola de Enfermagem da USP
- Experiências internacionais: Natália Rejane Salim - Doutoranda da Escola de Enfermagem da USP
15:30h - Palestra: " A História da formação da Obstetriz no Brasil", c/ Maria Luiza Gonzalez Riesco - Escola de Enfermagem da USP
16:30h - Coffee Break
16:50h - Palestra da ABENFO-SP: "A experiência com o parto domiciliar", c/ Karina Fernandes Trevisan - Enf. Obstetra, parteira domiciliar e doutoranda da Escola de Enfermagem da USP e Nathalie Leister – Obstetriz, parteira domiciliar e doutoranda da Escola de Enfermagem da USP
17:50h - Encerramento

E, no dia 05 de maio, Dia Internacional da Parteira, ouçam web conferências pelo link: 


Mais informações aqui.




sábado, 21 de abril de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Parto humanizado em Londrina

Em Londrina-PR, uma cidade de 500 mil habitantes em que há menos de uma dúzia de parteiras-enfermeiras-obstetrizes atuando (pegando bebês), falamos sobre parto humanizado, como aliviar as dores sem anestésicos, e o prazer de parir naturalmente!

Confiram os dois vídeos que foram veiculados AO VIVO ontem, durante o programa Vitrine Revista, da apresentadora Julie Bicas, no Canal de TV Tarobá (Bandeirantes).




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Relato de Parto - Alice, picolina e pé-vermelho, nasceu na primeira banheira hospitalar da região norte do PR

Andrea, Luis e Alice: todo mundo junto em TP, porque a união traz a força.
Contração e descontração durante o longo expulsivo.
Porque a dor é amiga; traz a vida que tanto amamos.
É Alice que chega, a picolina-pé-vermelho.
Conheça hoje a história do nascimento da Alice, a londrinense que estreou a banheira do Hospital Evangélico de Londrina, PR. Confira aqui a reportagem que noticiou como a nova arquitetura hospitalar favorece o parto normal.
- GRÁVIDA - Quando cheguei no consultório do Alessandro Galletto e ele disse que eu não tinha nenhum cisto (pois o médico da ultrasom disse que havia), comecei a chorar, pois minha menstruação estava atrasada já há mais de 20 dias e eu jurava que era por causa do "cisto" ... eu sabia que estava grávida naquele momento, e tinha certeza de quando havia concebido minha filha. Na Páscoa!
O Alessandro pediu um exame para descobrir o motivo do atraso da menstruação, mas eu sabia o motivo... fiquei feito barata tonta, pois queria muito contar para o Luis e ele estava viajando e só chegaria no final da tarde ... não sabia o que fazer!! Fui ao mercado, dei a volta em todo ele sem colocar nada no carrinho, fiquei lá mais de uma hora. Eu precisava ver o Luis.
Quando ele me ligou eu comecei a chorar de um lado e ele do outro. Nos encontramos e foi uma noite maravilhosa que tivemos de amor, amizade, cumplicidade e intimidade.
No dia seguinte pegamos o resultado já sabendo qual era, e realmente deu positivo! Estava grávida. Que alegria, e brinco que fiquei tão feliz, tão feliz que não cabia em mim e um pedaço da felicidade saiu depois de 9 meses - a Alice.
Tive uma gravidez super tranquila. Apesar de uma diabetes gestacional, super controlada.
Nos preparamos, lemos livros, vimos vídeos, conversamos com pessoas, buscamos informações a respeito de um parto natural na água, pois foi o que sempre quis, desde o dia em que vi a exposição de algumas fotos na biblioteca municipal de Londrina em 2009.
Procurei o GO Alessandro Galletto porque sabia que ele poderia me ajudar a ter o parto que tanto sonhava. Mas, estava complicado, a banheira do H.E. nada de funcionar e a tal piscina foi difícil de encontrar, já estava me conformando com um parto natural no quarto mesmo, sem água!
No dia 20/12/2010 comecei com algumas contrações espaçadas e na mesma noite fui ao hospital e estava com 1 de dilatação. Uauu, me achei!!
No entanto, esta ida ao hospital deu uma esperança no tão sonhado parto na água, a enfermeira disse que a semana anterior a banheira havia sido estreiada, no entanto, sem sucesso, pois a mulher não conseguiu dar à luz lá e teve que fazer uma cesárea.
Na hora falei com o Alessandro e ele disse que era preciso falar com o hospital (questões financeiras R$).
Fomos para casa, não dormi, pois as contrações estavam cada vez mais curtas e fortes... fiquei perambulando pela casa a noite toda!!
No dia seguinte tinha retorno com o GO - 13:30 da tarde e já estava com 5 de dilatação. Saindo de lá fomos no H.E. saber da questão R$, no entanto, infelizmente para nós ficaria fora de possibilidade. Então, já estava conformada, teria a bebê no quarto sem água mesmo, numa boa, e estava muitoooo felizz com a idéia e com o momento, pois ela estava chegando, a hora tão esperada estava cada vez mais perto.
Chegando em casa liguei para a Pata e ela chegou rapidinho... e eu com as contrações, recebendo massagens, carinhos do Luis, mas estava numa boa, esperando a Alice, minha picolina. Não via a hora de encontrá-la, de olhar em seus olhos, de beijar e amarrr!!
Quando foi umas 21:30 ligamos para o Alessandro que pediu para irmos ao hospital saber como estava indo as coisas... chegando lá estava com 7 de dilatação, então achamos melhor eu ficar para ir familiarizando com o ambiente. Quando de repente ele fala para a enfermeira, "vá enchendo a banheira" ... Na hora eu olhei para o Luis e disse para ele avisar o Alessandro que não iríamos fazer na banheira... e o GO disse, vão sim, o hospital vai dar de presenteeeeeeeeeee!!!
Não acreditei, fiquei bobaaa, era tudo o que queria ... Agradeci a Deus em meu coração e bora para lá, (o que demorou um bocado, tipo quase 2 horas para eles nos levarem para o quarto).
No quarto, a Pata e o Luis pediram um lanche e eu, morrendo de fome, tive que ficar no suquinho ...
Fiquei um tempãooo no chuveiro, eu e a Alice, nos preparando, foi delicioso este momento nosso!! Com 9 de dilatação fui para a banheira treinar a "força" , a bendita "força"... E por lá fiquei aproximadamente 6 horas, entre saindo e voltando para a banheira.
O clima estava bom. O Luis levou cds que eu adoro, ficou comigo o tempo todooo, namoramos, fizemos planos, imaginamos como seria a pequena e ali ficamos um tempãooo...
Até que eu fui cansando, cansando, não haviam mais contrações, e olha que eu cutucava a barriga, falava com a Alice, sentia seus cabelinhos, mas nada... estava eu e eu fazendo a força. Lembro de perguntar para a Pata se podia descançar, estava muitooo cansadaa, queria que acabasse logo, queria ver minha filha, tornar-me verdadeiramente mãe. Amar mais, beijar, lamber minha cria! Mas, nada!! Só força, eu e o Luis me ajudando, SEMPRE!
Até que a Pata levantou; na hora eu sabia que vinha alguma coisa para me ajudar, e veio uma ocitocina, e foi só pingar umas gotinhas para eu começar a ter as contrações novamente e fazer a forçaa... quando escuto o Alessandro dizer, "não para ,não para, ela está vindo e tem circular no pescoço, não pode parar"... fiz uma força que veio de toda a minha natureza, senti ela saindo, e esta sensação foi rápida... peguei a pequena da água, e ela estava quietinha, toda aberta, com os braços, pernas, mãos, olhos, parecia uma estrela... eu mãe de primeira fiquei assuntada com a molezinha da bebê, não imagina que eram tão molinhos, tão pequeninos... mas estava tão feliz, sentindo aquele cheiro, aquele gosto. Não lembro direito o que aconteceu depois, só sei que aquele cheiro, aquele gosto estão em mim e irão ficar para sempre.
A Alice ficou no meu peito dentro da banheira, comigo e com o pai dela. Tornamos uma família. E para nós, somos as pessoas mais felizes deste mundo.
Agradeço a Deus, por me oportunizar a ter o parto que sonhei. Ao Luis por estar ao meu lado sempre. Agradeço a Pata pelo seu apoio, olhar, palavras e silêncio, ao Alessandro pelas mãos que me ajudaram, e ao Marcos Vinicius, pela frase: "Agora ela está no momento de transformação de feto em gente".
Obrigada ao Gesta, que mesmo na maioria das vezes virtualmente me encorajou. Agradeço de coração a todos; agradeço a natureza por ser tão sábia e permitir que a mulher tenha seus filhos de maneira tão linda, tão forte e tão empoderadora.
Obrigada Filha, pela tua vida em minha vida.
Obrigada Mãe, pela minha vida em tua vida.
********
Déa - 32 anos
Mama da Alice - 27 dias
Londrina -PR

Bem-vinda Alice, com amor e respeito!
À família, o nosso muito obrigada por compartilhar sua história.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mais uma conquista em Londrina-PR: parto hospitalar na banheira.

Clique para ler a reportagem
Folha de Londrina, segunda-feira, 17/01/2011
Logo após o nascimento, as primeiras braçadas
O nascimento de Alice já estava programado pelo casal Andrea Pimenta e Silva, 32, e Luis Henrique Silva, 36. A ideia de ter a filha num parto em água também já existia. Mas a emoção superou todas as expectativas do casal. ''É impressionante o que sentimos. Não há como explicar. O vínculo da família se fortalece ainda mais'', diz Luis Henrique, 20 dias após o parto.
Alice chegou ao mundo às 6h55 da manhã do dia 22 de dezembro pesando pouco mais de três quilos, sem choro. Ao invés de ser levantada pelo médico, permaneceu por alguns segundos na água de temperatura igual ao meio líquido que se encontrava antes de nascer. Antes do parto, Andrea recebeu massagens com aromas e apoio da doula (facilitadora no processo do parto) Patrícia Merlin.
Diferente de um parto de cesariana, em que a equipe possui de seis a sete profissionais, além da doula, do médico e do casal, só uma auxiliar de enfermagem estava no quarto. Sem aparelhos comuns das salas de cirurgia, o parto durou seis horas, período que a mãe entrava e saia da água, conversava até as contrações finais com a chegada de Alice sem a necessidade de analgesia. ''Houve um momento que me senti tão calma que fiquei até preocupada'', lembra Andrea.
Para a mãe, o único momento difícil e dolorido foi quando o médico pediu para ela deitar um pouco na cama para examiná-la. ''Senti uma dor muito forte porque estava me sentindo muito bem sentada ou andando. Não sei como a maioria das mulheres consegue suportar a dor de permanecer deitadas numa situação em que o bebê está querendo sair para baixo (na vertical)'', comenta.
Assim que nasceu e deu suas primeiras braçadas na água da banheira, Alice já foi direcionada ao peito de Andrea e mamou pela primeira vez. Para Neuza Queiroz, supervisora de enfermagem do HE, o parto na água é um parto natural e menos agressivo, inclusive para a mãe. ''Existem muitos mitos sobre a dor durante o trabalho de parto, porém, nosso foco é trabalhar para que as gestantes conheçam cada vez mais esses métodos e, assim, fiquem mais seguras e confiantes.'' (F.B.)
Notícia divulgada com prazer.
Para quem não sabe, trata-se de GestaParaná, e também da doula Pata Merlin e do obstetra Alessandro Galletto que já respeitaram e auxiliaram o momento do nascimento de muitas famílias por aqui.
Parabéns a tod@s!
Bem-vinda Alice, pé-vermelho!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

É hoje: I Fórum Paranaense sobre Novas Perspectivas de Atenção ao Nascimento

E hoje, muito felizmente, começa aqui na Universidade Estadual de Londrina, o I Fórum Paranaense sobre Novas Perspectivas de Atenção ao Nascimento.
Os jornais da cidade não noticiaram, uma grande pena. Mas a Rádio UEL, claro, não perdeu a oportunidade de informar seus ouvintes sobre as alternativas possíveis que estão conquistando cada vez mais as mulheres brasileiras.

http://www.uelfm.uel.br/arquivo.php?id=5318
Clique no link e ouça a enfermeira obstetra Thelma Malagutti Sodré, em entrevista ao vivo com Patrícia Zanin - a conversa foi ao ar na última segunda-feira, dia 04 de outubro e foi a estréia do novo produto jornalístico comandado pela Patrícia Zanin, o programa Modos de Vida. Tem até um trecho do meu relato de parto que foi gravado ano passado, em entrevista a mesma jornalista.
Elas falam de temas muito importantes, como por exemplo, a importância dos relatos de parto e o espaço de escuta às mulheres, que é reduzido nos consultórios, e fundamental nos grupos de apoio ao parto.
E hoje, quinta-feira, a Rádio UEL volta a falar bem de parto (eba!): o programa Modos de Vida entrevista hoje, às quinze horas, a outra coordenadora no Fórum, a professora da UEL, psicanalista Silvia Nogueira Cordeiro. Ouça ao vivo: http://www.uelfm.uel.br/index2.php
Afinal, a informação é a melhor estratégia para o empoderamento. Só assim, podemos decidir junto com o profissional da saúde o que queremos para o parto.
Na foto, a nossa Thelminha durante a entrevista, que também é uma das coordenadoras do GestaLondrina.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Parto da Iara na Rádio UEL FM

Pessoal,
Ano passado dei uma entrevista para a Patrícia Zanin, da Rádio UEL FM (107,9 MHz), sobre a minha experiência do parto e maternidade. A jornalista é ex-colega e chefe de trabalho e querida amiga. A conversa foi bem longa, e bem intensa no ativismo pelo protagonismo feminino e parto natural, claro. rs! A edição (perfeita) foi ao ar no programa "Alegria- A vida do riso ao risco", com depoimentos de várias mulheres sobre alegria. Agora, meu relato vai ser reprisado na coluna "Audioretratos - Histórias de vida no rádio", que começou recentemente na UEL FM. A coluna vai ao ar sempre aos sábados (10h50); terças (21h30) e sextas (16h50). Portanto, ainda dá para ouvir ao vivo a reprise de sexta, dez para às cinco (14 de maio) pelo http://www.uelfm.uel.br/index2.php ou então, em Londrina e região, no dial 107,9MHz. Estou tentanto disponibilizar o áudio aqui no blog, mas ainda não consegui. Tenho um arquivo mp3, se alguém puder me dar uma luz... fico muito agradecida! Beijos Ana Carolina AF

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