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terça-feira, 28 de maio de 2013

Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna - Gravidez de Risco e Direitos Reprodutivos

Divulgo hoje o evento comemorativo ao 28 de maio "Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna" que será realizado em Londrina-PR. Embora ainda não tenha comunicado por aqui, estamos em uma boa onda do movimento de mulheres em nossa cidade. Muitos cursos, oportunidades, manifestações, encontros - todos feministas -, reunindo e conectando pessoas das mais diversas lutas, paixões e necessidades. Um grande prazer, muita gratidão por cada uma das oportunidades.

Confira as informações! E compartilhe conosco as atividades que estão realizadas em sua cidade para marcar esta que é a data mais importante para a saúde das brasileiras!
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Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna 2013

Gravidez de Risco e Garantia dos Direitos Reprodutivos


O dia 28 de maio é celebrado em todo mundo como o "Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres". No Brasil, comemora-se o "Dia Nacional pela Redução das Mortes Maternas". Venha refletir conosco sobre os principais desafios para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio número 5 "Melhorar a Saúde das Gestantes".

A morte materna é considerada a mais grave forma de violação dos direitos reprodutivos das mulheres, isso porque estima-se que 90% delas poderiam ser evitadas com atendimento de qualidade e em momento oportuno. Nacionalmente, a razão de mortalidade materna está em 56 para cada 100 mil nascidos vivos, quase três vezes o número considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas.

No estado do Paraná, as mulheres negras têm risco de morte aumentado em sete vezes quando comparadas às outras - esse é um fenômeno recorrente em todo o país. Trata-se de um indicador que reflete as desigualdades de classe, cor/etnia, e especialmente, a autonomia das mulheres e sua cidadania.


DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS

São parte dos direitos humanos reconhecidos pelas Plataformas de Ação elaboradas nas duas grandes Conferências da ONU, Cairo (1994) e Beijing (1995).

"Os direitos reprodutivos são direitos humanos básicos, ou seja, é o direito das pessoas de decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Todos devem ter acesso às informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não filhos. Direito reprodutivo é, também, ter o direito de exercer a sua sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência". REDE FEMINISTA DE SAÚDE (2011)


GRAVIDEZ DE ALTO RISCO

Este ano, o Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna chama a atenção para as mulheres que desenvolvem gestações de alto risco. Desde a implementação da Rede Mãe Paranaense, os serviços estão adotando a classificação de risco para as pacientes de obstetrícia. O desafio é garantir uma experiência de atenção integral à saúde dessas mulheres, com acolhimento de suas especificidades clínicas e sociais.

Além do debate sobre os fatores que impactam a vida das mães, seus filhos e sua famílias, esta Mesa Redonda também contará com uma apreciação crítica sobre a realidade dos serviços.

Nosso objetivo é construir novas oportunidades de reflexão sobre como podemos melhorar a assistência prestada às londrinenses em nossas maternidades.


PÚBLICO-ALVO: Estudantes e profissionais da saúde, gestores, movimento de mulheres e demais interessados.


SERVIÇO:

MESA REDONDA*: Gravidez de Risco e Garantia dos Direitos Reprodutivos - Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna 2013

Data: 29 de maio de 2013, quarta-feira, das 14h às 17h
Local: Anfiteatro do Hospital Universitário CCS/UEL

Inscrições pelo formulário online Sympla: https://www.sympla.com.br/gravidez-de-risco-e-garantia-dos-direitos-reprodutivos__12743

Serão fornecidos gratuitamente certificados aos inscritos e participantes


Comissão Organizadora:
Thelma Malagutti Sodré
Ana Carolina Arruda Franzon
Keli Regiane Tomeleri da Fonseca Pinto
Kátia Mara Kreling Vezozzo
Luis Claudio Galhardi
Elaine Galvão

Organização:
Departamento de Enfermagem CCS/UEL - Residência Multiprofissional em Saúde da Mulher
Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres - Prefeitura Muncicipal de Londrina
Rede Nacional Feminista de Saúde - Regional Paraná
Curso de Enfermagem UNIFIL
Nós Podemos Londrina

Apoio:
Instituto CRIAS - Saúde, Direitos, Cidadania
GestaLondrina - Grupo de Apoio à Gestante e ao Parto Ativo
Conselho Municipal de Cultura de Paz
Conselho Municipal de Direitos da Mulher
Secretaria Municipal da Mulher e da Família - Prefeitura Municipal de Rolândia

* Atividade integrada ao Encontro Regional de Gestoras de Políticas para as Mulheres

terça-feira, 7 de maio de 2013

A morte materna invisível das brasileiras negras

Dia 28 de maio está chegando!

"O futuro da África é carregado na barriga de suas mães" Ação da White Ribbon Alliance for a Safe Motherhood

Blog Parto no Brasil estudando a morte materna invisível das negras brasileiras (Alaerte Martins, 2006) chama a atenção: mulheres negras têm risco 7 vezes maior de morrer por causa materna do que as brancas.

Considerando as nuances da cor da nossa pele, e ainda, que:

1) os Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna não julgam o mérito pelas perspectivas da imprudência, imperícia e negligência, e mais,

2) podemos dizer que cerca de 90% das mortes maternas ocorrem dentro dos hospitais e em decorrência de quadros clínicos evitáveis com assistência oportuna e eficaz (confira neste post em nossa Fanpage);

Retomamos uma citação de Janaína Marques de Aguiar para a Folha de São Paulo, sobre a violência obstétrica neste nosso Brasilzão:

"Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto". 

Uma morte materna afeta diretamente um número grande de membros da família e da comunidade que depende dela. As mortes maternas, quando muitas, podem produzir graves conseqüências para as comunidades, as nações e a população. OMS (1993).

E você, vai convidar a sua comunidade para refletir sobre como prevenir a morte materna? Conte-nos como, vamos ampliar a divulgação das iniciativas locais, regionais e nacionais. 


Confira o comunicado na Fanpage Mobilização pelos Direitos das Mulheres e Redução da Morte Materna.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Adoecer e morrer para dar à luz


Hoje, 28 de maio, é Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres, e Dia Nacional pela Redução das Mortes Maternas.

Todo o país está marcando a data, com eventos que tratam desta questão: direitos humanos fundamentais das mulheres de receber assistência obstétrica de qualidade e em momento oportuno. Confira no mapa.

Não podemos aceitar que nenhuma mulher morra por falta de ou demora no atendimento à gestação, parto e pós-parto. 
Melhorar a qualidade da assistência, que é praticamente universal, é o principal desafio.

Enquanto a imprensa oficial do governo anuncia a redução em 21% das mortes maternas em 2011, em comparação com o mesmo período de 2010 - e justifica a melhoria em decorrência de ações do Programa Federal Rede Cegonha, e também pela implementação do Cadastro Nacional de Gestantes (sim!!! a MP 557 e o não-diálogo com a sociedade estão vigentes!!!) - convidamos você leitora, a conhecer o artigo de Simone Diniz, publicado em 2009, sobre o porquê melhoramos as condições de saúde geral dos brasileiros, em detrimento da saúde das gestantes brasileiras. Confira abaixo o resumo, e acesse aqui o artigo original (Gênero, Saúde Materna e o Paradoxo Perinatal).
Nos últimos 20 anos, houve uma melhoria de praticamente todos os indicadores da saúde materna no Brasil, assim como grande ampliação do acesso aos serviços de saúde. Paradoxalmente, não há qualquer evidência de melhoria na mortalidade materna. Este texto tem como objetivo trazer elementos para a compreensão deste paradoxo, através do exame dos modelos típicos de assistência ao parto, no SUS e no setor privado. Analisaremos as propostas de mudança para uma assistência mais baseada em evidências sobre a segurança destes modelos, sua relação com os direitos das mulheres, e com os conflitos de interesse e resistências à mudança dos modelos. 
Confiram também a excelente reportagem de Eliane Brum e Cristiane Segatto, de 2008, Elas morreram de parto. Acesse aqui - são 5 páginas imperdíveis!

Arquivo Pessoal
Elas morreram de parto. Muitas outras mulheres não morrem, mas chegam a ficar em estado mórbido. 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que ocorram até 20 casos de morbidade materna por cada morte materna registrada. Então, tomando como exemplo a cidade de Londrina-PR, que registrou 5 mortes maternas em 2011, podemos supor que outras 100 londrinenses tenham tido severa complicação de saúde. A Pesquisa Nascer no Brasil poderá também dimensionar a quantidade de mulheres que adoecem, e em que medida padecem, as brasileiras que têm filhos.

O Conselho Nacional de Saúde reunirá diversas vozes do movimento de mulheres, e do governo, nos dias 28 e 29 de maio, em Brasília-DF, para o debate conforme a seguinte programação. Está excelente!

Evento promovido pela Prefeitura de Londrina-PR, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. Este ano, o IV Encontro A Saúde da Mulher no Ciclo da Vida abordará a qualidade da assistência ao parto, com destaque para a Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento.

E, por fim, linkamos o relatório da ONU, publicado em 16 de maio de 2012, em inglês, que estima a redução global das mortes maternas, mas alerta para o fato de que 800 mães morrem diariamente em todo o mundo.


Você conhece alguma mulher que ficou seriamente doente logo após o nascimento de um bebê - e até 42 dias depois? 
Que precisou ser hospitalizada, receber transfusão sanguínea, ou cuidados intensivos (UTI)?
Quais foram os problemas identificados? Como foi a assistência ao parto que ela teve?

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