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quinta-feira, 22 de março de 2012

Cesárea ou Parto Normal - Vídeo do Hospital Albert Einstein SP

Estamos em plena ação de reconhecimento e enfrentamento da Violência Obstétrica. Uma forma de violência contra a mulher ainda invisível, não legislada, não tratada da forma como gostaríamos e temos direito.

Todas as mulheres têm direito de saber as taxas de cesárea, parto, episiotomia, condução, indução e parto no leito praticadas pelas maternidades brasileiras.

O Blog Parto no Brasil está publicando hoje, aqui e nos canais do Facebook, um vídeo do Hospital Albert Einsten que compara riscos e benefícios das vias de parto: vaginal e cesárea. Veja, o hospital pratica 81% de cesáreas, e contraditoriamente, divulga muitos riscos associados à cirurgia.

O convite então é assistir ao vídeo, conferir a tabela de indicadores de 10 maternidades paulistanas (publicada recentemente pela obstetriz Ana Cristina Duarte, em seu perfil no Facebook) e refletir sobre as seguintes categorias:

Direitos reprodutivos  ·  Escolhas Esclarecidas  
Primum Non Nocere   ·   Ética Médica
                   
Fonte: Tabulações SISNAC
TabNet Win32 2.7: SINASC Nascidos Vivos
(Município de São Paulo Dados de 2011 até Outubro)
http://ww2.prefeitura.sp.gov.br//cgi/deftohtm.exe?secretarias%2Fsaude%2FTABNET%2FSMS%2Fnasc_sp.def

          


O Blog Parto no Brasil defende a autonomia das mulheres! 

Todas as mulheres têm direito a informações adequadas e justas sobre os procedimentos fisiológicos ou médicos que são inerentes ao processo de parto e nascimento.

52% dos nascimentos do país ocorrem via cesariana. 
Diante deste quadro, é impossível responsabilizar apenas as mulheres por estes indicadores. Mesmo em defesa da autonomia que garante direito de escolha até para realização de uma cirurgia eletiva, pergunto: Seria possível um resultado como este, se as mulheres e as famílias fossem realmente esclarecidas?

Definição de Direitos reprodutivos: Poder de tomar decisões com base em informações seguras sobre a própria fecundidade, gravidez, educação dos filhos, saúde ginecológica, atividade sexual; e recursos para levar a cabo tais decisões de forma segura.

E você, teve essa oportunidade de escolha real?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Novos padrões para nascer

Com participação da USP, pesquisa nacional sobre parto e nascimento questiona o uso indiscriminado da cesariana e alerta para seus efeitos nas mães e nos recém-nascidos
Por Sylvia Miguel
No Brasil, um dos principais argumentos utilizados a favor da cesariana e da episiotomia de rotina é que o parto vaginal provoca flacidez dos músculos, comprometendo a atratividade sexual das mulheres. O excesso de estimativa de risco fetal ou a dor materna também desencadeiam a demanda por cesariana. Mas também os horários e conveniência dos médicos, especialmente no setor privado, colaboram para a prática indiscriminada da cesariana. No setor público, um argumento usado especialmente na década de 1990 é que a cesariana aliviaria a lotação de leitos.
Um grande retrato da assistência em saúde no Brasil vem sendo produzido por um consórcio de instituições de pesquisa e ensino e revelará em breve a magnitude das intervenções rotineiras desnecessárias relacionadas ao nascer. Trata-se da pesquisa Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento, coordenada pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), com participação da USP e outras instituições de pesquisa e ensino do País. Ela pode ser conhecida em detalhes no site www.ensp.fiocruz.br/nascernobrasil.
Segundo a pesquisa, as práticas intervencionistas durante o parto ganharam terreno especialmente após a década de 1950, com a adoção da tecnologia como forma de acelerar, regular e monitorar o processo de nascimentos no Brasil. Com isso, estabeleceu-se um padrão, uma espécie de “linha de montagem” para nascimentos que, além dos procedimentos citados, disseminou o uso da ocitocina e outros medicamentos para induzir o trabalho de parto, a adoção da posição deitada para a parturiente, o uso de rotina do fórceps em hospitais-escola e a “manobra de Kristeller” (empurrar a barriga para forçar a saída do bebê).
Mesmo comprovado que tais práticas rotineiras, além de obsoletas, não constituem bom exercício da obstetrícia, a maioria dos obstetras não consegue abandoná-las, justamente porque constituem práticas que lhes foram passadas nos bancos universitários.
Do ponto de vista das pacientes, parece que as únicas opções possíveis, pelo menos no sistema público e privado de saúde brasileiro, seriam a escolha do “corte por cima” (a cesariana), ou do “corte por baixo” (a episiotomia).
A grande maioria das mulheres se submete a tais procedimentos por conta das informações deformadas que recebem dos próprios médicos, acreditando que esse ou aquele medicamento, essa ou aquela prática protegerão seu bebê. Ou seja, as parturientes assumem que o “médico está fazendo a coisa certa”.
Ainda pesa na falta de opções o fato de que a episiotomia é um dos poucos procedimentos cirúrgicos realizados sem qualquer consentimento prévio da paciente. Os médicos a realizam como “procedimento de rotina”. É bom ressaltar que o uso dessas tecnologias podem, comprovadamente, prevenir e reduzir danos à mãe e ao bebê, mas em casos muito específicos. A episiotomia seletiva, por exemplo, ou seja, aquela com indicação específica, traz maiores benefícios que o uso rotineiro, sendo indicada em situações de sofrimento fetal, quando existe ameaça de laceração perineal grave, quando o feto está em apresentação pélvica (virado), ou ainda quando há progressão insuficiente do parto.
No setor privado, onde 30% das mulheres dão à luz, a cesariana é realizada em mais de dois terços dos partos. A episiotomia em mulheres que dão à luz por via vaginal atinge a taxa de 94,2%, sendo 70% delas no serviço público, de acordo com dados da professora Carmen Simone Grilo Diniz, do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.
A sociedade e, principalmente, as brasileiras, nunca discutiram profundamente as consequências na saúde das parturientes e dos bebês e nem sequer foi feita, até hoje, uma conta dos custos hospitalares relativos aos procedimentos cirúrgicos desnecessários nas práticas obstétricas. O que existe atualmente nesse sentido no Brasil são movimentos e debates em torno da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (ReHuNa).
Motivações
Felizmente, pela primeira vez, o Brasil poderá fazer essa conta, ou seja, saber se, em se tratando de saúde pública, de fato se justifica a profusão de tantos procedimentos obstétricos sem indicação precisa. A pesquisa Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento permitirá conhecer a magnitude e os efeitos de intervenções desnecessárias como a cesariana em puérperas e recém-nascidos. Também será possível descrever a motivação das mulheres para a opção pelo tipo de parto e as complicações médicas durante o período do puerpério.
A Faculdade de Saúde pública (FSP) da USP, através do Departamento de Saúde Materno-Infantil, sedia a coleta de dados em São Paulo. “A pesquisa se iniciou em fevereiro de 2011 e deve ser finalizada em dezembro próximo”, afirma a coordenadora da coleta estadual dos dados, professora Camila Schneck, da Escola de Artes e Humanidades (EACH) da USP.
O edital convocado em 2009 pelo CNPq foi “provocado” por anseios de organizações civis e movimentos nacionais a favor da humanização dos partos no Brasil e contra a mutilação genital feminina, segundo a professora Carmen Simone Grilo Diniz (FSP), coautora da pesquisa.
Simone também coordena e monitora a coleta de dados da região Sudeste. O inquérito epidemiológico tem a professora Maria do Carmo Leal, da Fiocruz, como coordenadora-geral.
“A pesquisa traz inovações nunca estudadas em âmbito nacional. Conheceremos a magnitude da cesariana e de outras intervenções desnecessárias. Mas também poderemos relacionar os efeitos de gravidade pós-natal em mães e bebês decorrentes dessas intervenções, como também os efeitos de procedimentos ‘invisíveis’ no prontuário, como a manobra de Kristeller, por exemplo”, afirma Simone.
A amplitude das informações será possível graças à metodologia, que cruza a investigação de prontuários hospitalares com entrevistas de puérperas face a face no pós-parto imediato e por telefone 45 a 60 dias após o parto. Foram selecionados estabelecimentos de saúde nas cinco macrorregiões. Todos os Estados da federação participam, perfazendo um total de 23.580 pares de puérperas e conceptos.
Fonte: http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=18819

terça-feira, 30 de agosto de 2011

‘Aguenta sim, aguenta, ela soube fazer’


Neste último domingo, dia 28, o Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria sobre a questão da mortalidade materna, e como hospitais e maternidades, especialmente das regiões mais afastadas e empobrecidas do Brasil, sofrem c/ o descaso na saúde pública. Como fruto temos, ainda, altos índices de mortes entre gestantes e neonatos, s/ contar a violência institucional sofrida por estas mulheres, que enfrentam, também, profissionais despreparados e a saúde sucateada!
Leiam, na íntegra, o assunto:
Meu parto para mim foi um horror, um terror. Às vezes, as pessoas me perguntam: ‘Você quer ter filho de novo?’ A resposta é sim. Mas, por trás do sim, fica o medo de passar tudo isso de novo”, lamenta Taciana.
PE: Hospital não tem obstetra no fim de semana
Na semana passada, a ONU condenou o Brasil por violação dos direitos humanos depois da morte de uma jovem grávida, no Rio de Janeiro.
Na semana passada, a ONU condenou o Brasil por violação dos direitos humanos depois da morte de uma jovem grávida, no Rio de Janeiro. Poucos dias depois, em Belém, uma outra jovem perdeu os filhos gêmeos após ter o atendimento recusado em dois hospitais. E no interior de Pernambuco, o Fantástico descobriu que existe uma cidade onde os bebês só "podem" nascer entre segunda e quinta-feira.
Nesta semana, uma jovem perdeu os filhos gêmeos após ter o atendimento recusado em dois hospitais de Belém. E o Fantástico foi ao interior de Pernambuco contar a história de outra mãe, que acompanhou a filha em trabalho de parto, sem obstetra, durante 18 horas. A menina e o bebê morreram.
“Eu falei: ‘Mainha, foi meu filho, meu filho morreu, não foi? Ela respondeu: ‘Você tem que aceitar, porque o que Deus faz a gente tem que aceitar’. Mas eu não aceito perder meu filho assim”, lamenta a dona de casa Taciana Maria da Silva Gomes.
Maria de Lourdes Alves da Silva, também dona de casa, conta como tudo aconteceu: “Me perguntaram: ‘É você que é a mãe da Marcela? Sinto muito, mãe. Mas o bebê dela morreu, e ela está com hemorragia".
“Ele disse a ela assim: ‘Quando você está com problema de vista, minha filha, você procura um oculista ou um açougueiro?’ Você se lembra que você disse isso a ela?, pergunta Ana Luiza Carvalho Silva.
“Eu quis dizer que quando a pessoa precisa ter um parto, tem que procurar um obstetra. Aqui não é maternidade”, explica o clínico geral José Maurício Leite.
“Nós estamos aqui abandonados”, diz a professora Maria José da Silva.
O Fantástico foi a Barreiros, a 110 km da capital de Pernambuco. Na cidade, a tristeza de avós sem netos e as roupinhas de bebê sem uso são a face mais dolorosa do caos na Saúde . Marcela foi a vítima mais recente. Pouco antes do parto tudo parecia bem.
“Ela escutou a barriga da menina, disse que o menino estava mexendo. O coração dele também, bulindo e muito na barriga dela” conta a mãe de Marcela.
Mas, na Casa de Saúde João Alfredo, o trabalho de parto acompanhado por uma parteira se complicou. “Ela gritava muito, muito mesmo. Dizia que não estava aguentando mais”, conta a mãe de Marcela.
E o pior é que era sexta-feira. Pela escala, bebês em Barreiros só podem nascer de segunda a quinta.
“Nós não temos obstetra no final de semana, sexta, sábado e domingo”, conta o médico José Dhália da Silveira.
Encontramos o médico que foi chamado às pressas para ajudar no parto de Marcela. Ela estava sofrendo havia 18 horas.
“Eu cheguei e a mulher tinha parido há uns 20 minutos, tinha parido o feto morto. Faltava anestesista, faltava sangue, faltava outro médico para ajudar. Não tinha nada disso. Só tinha eu, quando eu cheguei lá. Eu não podia fazer nada”, contou José.
O sistema de Saúde em Barreiros já não era bom e piorou em 2010, quando as enchentes de inverno destruíram o hospital público. A cidade passou então a viver uma situação absurda: há médicos sem hospital e um hospital onde falta médico.
O secretário de Saúde Elídio Moura relata: “O município vive, desde junho de 2010, uma situação de guerra. A partir do momento que nossa rede de saúde foi completamente dizimada.
Agonizando, Marcela foi transferida para o Hospital Dom Helder Câmara, a quase uma hora de Barreiros, mas a tentativa de retirada do útero para conter a hemorragia também aconteceu tarde demais. O diretor do hospital, Audes Feitosa, justificou: “Se a gente conseguisse abreviar o tempo do atendimento do início do sangramento para realizar a histerectomia, talvez o resultado pudesse ser outro”. Marcela morreu aos 21 anos.
Taciana, aos 20, perdeu o primeiro filho, também na Casa de Saúde de Barreiros. Em um dia em que não havia obstetra.
“Quando foi oito horas da manhã, eu ainda lá, sangrando, perdendo muito sangue, já não tinha mais líquido. Minha mãe disse: ‘Minha filha não vai mais agüentar’. Então disseram ‘Aguenta sim, aguenta, ela soube fazer’.
Novamente chamado às pressas, o médico tirou o bebê já quase sem vida. Ele lutou por três dias, mas não resistiu. Taciana lamenta: “Meu primeiro filho, era meu sonho, era um menino. Meu filho ir embora assim. Sofrer tanto e não poder estar aqui comigo”.
Nesta semana em Belém, um casal também deixou a maternidade sem os filhos. Wanessa e Raimundo esperavam gêmeos. “Era nossa vida. Era um plano que a gente tinha com os dois”, conta o pai.
Grávida de sete meses e sentindo dores, Wanessa procurou a maior maternidade do estado na terça-feira (23). Foi barrada na porta. Raimundo buscou socorro no Hospital das Clínicas, mas lá também não conseguiu atendimento.
Wanessa ficou na calçada durante uma hora e meia. Um dos bebês nasceu na ambulância durante a volta para a Santa Casa. O parto do outro foi feito no hospital. Os dois nasceram mortos.
“Morreram do lado de fora, ninguém socorreu meus filhos”, conta o pai.
“Nenhum médico. Tanto aqui como no HC, o Hospital das Clínicas. Nenhum médico veio me ver, e eu fiquei lá na calçada do HC com dor”, lembra a mãe.
A direção da Santa Casa foi afastada e a polícia vai investigar se houve omissão de socorro.
São histórias que mostram como o Brasil está longe de alcançar o compromisso assinado com as Nações Unidas. A meta é reduzir a mortalidade materna para 35 em cada 100 mil nascimentos até 2015. Ainda morrem cerca de 75 mulheres para cada 100 mil nascimentos.
Há menos de duas semanas, o Brasil foi responsabilizado pela morte de outra grávida. Alyne da Silva Pimentel procurou uma casa de saúde em Belford Roxo, reclamando de vômito e dor abdominal. Ela recebeu remédios e foi mandada de volta para casa. Dois dias depois, os médicos notaram que o coração do bebê já não batia.
A Mãe de Alyne, Maria de Lourdes da Silva Pimentel, contou: “Na hora da visita, eu cheguei lá e ela chorava e falava: ‘Mãe, não está tudo bem, não’. O médico falou que o meu neném está morto e que ele vai fazer o meu parto’”. Alyne morreu três dias depois em outro hospital.
“Alyne representa várias outras mulheres que faleceram na mesma circunstância. Então, é assim: Olha, Brasil, você não está cumprindo suas normas, suas regras e tampouco as regras internacionais de que você pactuou, de que você é membro e que tem a obrigação de fazer”, explicou a coordenadora da ONG Advocacy, Gleyde Selma da Hora.
Assista aqui o vídeo desta matéria!
Vale a reflexão: até quando outras mulheres e seus filhos/as irão morrer?!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eventos de Saúde Pública em São Paulo/SP

Desde às 11 horas de hoje está acontecendo, no Anfiteatro 3, da EACH-USP, na Zona Leste, em São Paulo/SP, uma reunião c/ a Comissão de Deputados, c/ a presença da Frente Parlamentar que foi formada na Assembleia Legislativa (ALESP).
Logo à noite, às 19 horas, terá o Seminário SUS - Financiamento e Gestão, no Salão Nobre da Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, n° 100 - 8o. andar.

O vereador Gilberto Natalini será o mediador do encontro, que contará com uma palestra do Prof. Dr. Adib Jatene. Entre os convidados, Alexandre Padilha, Ministro da Saúde; Giovani Guido Cerri, Secretário de Estado da Saúde, e Januário Montone, Secretário Municipal de Saúde.
Participam dos debates sobre o tema Jorge Curi (presidente da APM); Renato Azevedo (vice-presidente do Cremesp); Emil Razuk (Crosp); Silvio Cecchetto (ABCD); Claudio Porto (Coren-SP), e Cid Carvalhaes (Simesp).
Na quarta-feira, dia 06, no mesmo local, haverá o Debate sobre Violência no Parto, às 13 horas. A vereadora Juliana Cardoso está convidando a população para participar do debate sobre “Maus-Tratos no Atendimento em Maternidade e Pré Natal”.
A organização do debate foi motivada pelo estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizado em agosto do ano passado pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc, mas divulgado somente há um mês. O capítulo “Violência no Parto”, quantificou pela primeira vez a incidência de maus-tratos contra parturientes em escala nacional.
A pesquisa do estudo mostra que quase um terço das mulheres sofrem com a violência na rede pública e pouco menos de 20% na rede privada. Isso é preocupante”, comenta a vereadora Juliana Cardoso. “Com o evento pretendemos que o poder público municipal possa repensar o parto humanizado e começar a reverter esse triste quadro”.
Na quinta-feira, dia 07, às 10 horas, em frente ao MASP, na Av. Paulista ocorrerá o Ato pelo Dia Mundial da Saúde, c/ caminhada pela R. da Consolação até a Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36, e depois até o Ministério Público Estadual.
Nesta sexta, dia 08 palestra do Ministro da Saúde na Faculdade de Saúde Pública (FSP), às 9 horas, no Auditório João Yunes. A visita faz parte das comemorações do Dia Mundial da Saúde.
Na ocasião, Dr. Alexandre Padilha irá proferir palestra na qual deverá abordar as políticas de Saúde Pública no Brasil. O encontro será aberto ao público – docentes, alunos e funcionários da Instituição. Não há necessidade de efetuar inscrições.
Todos estes eventos serão oportunos p/ a discussão do andamento do Curso de Obstetrícia da EACH-USP.
Compartilho algumas matérias sobre o assunto na blogosfera:
DCE - Audiência Pública com Boueri: Esclarecimentos sobre o Relatório Melfi - http://www.dceusp.org.br/2011/03/audiencia-publica-com-boueri-esclarecimentos-sobre-o-relatorio-melfi/.
IG, por Cinthia Rodrigues - Órgão de enfermagem: mudança de obstetrícia da USP é quase certa - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/orgao+de+enfermagem+mudanca+de+obstetricia+da+usp+e+quase+certa/n1300009483212.html.
Blog What Mommy Needs - O Brasil precisa de obstetrizes, médicos ou cegonha? - http://www.whatmommyneeds.net/2011/03/o-brasil-precisa-de-obstetrizes-medicos.html.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SEMINÁRIO NACIONAL “EM DIREÇÃO A CAIRO + 20: AGENDAS PENDENTES E PERSPECTIVAS EM SAÚDE, DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS”

Imperdível.

Seminário Nacional Em Direção a Cairo + 20: Agendas Pendentes e Perspectivas em Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Data: 19/11/2010 (sexta-feira) das 8h00 às 18h00
Local: Faculdade de Saúde Pública/USP
Auditório João Yunes
Av. Dr. Arnaldo, 715 (Metrô Estação Clínicas)
São Paulo SP
A Rede Feminista de Saúde, a Faculdade de Saúde Pública da USP e o Núcleo de Estudos de População – Nepo/Unicamp vão reunir grandes nomes da saúde reprodutiva, das mulheres e materno-infantil. Dêem uma olhada cuidadosa na programação, só tem gente boníssima. Feminismos pulsantes.
Vale a pena participar ou assistir ao vivo na internet. Imperdível!
Abertura - 8h30 às 9h15
Helena Ribeiro (Diretora da FSP-USP), Maria do Rosário Dias de Oliveira Latorre (Presidente da CCEx), Nilcéa Freire (Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres), Florbela Fernandes (UNFPA Brasil), Thereza de Lamare Franco Netto (Representante do MS).
Representantes das Entidades Organizadoras e Coordenadoras do evento: Augusta Thereza de Alvarenga (FSP/USP), Regina Barbosa ( NEPO/UNICAMP), Margareth Arilha (NEPO/UNICAMP), Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos (Rede Feminista de Saúde/Regional São Paulo e CNDM) , Telia Negrão (Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos).
Abertura das Comemorações para os vinte anos da Rede Feminista de Saúde em 2011 - 9h15 às 10h
Coordenação: Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos - Rede Feminista de Saúde/Regional São Paulo e Maria Liege Santos Rocha - Ex-secretária executiva adjunta da RFS
Intervalo – 10h00 às 10h15
Painel 1 – 10h15 às 12h30 – Cairo, 1994: Quando a porta se abre
Elza Berquó – CCR, Nilcéa Freire – Ministra da SPM, Maria José de Oliveira Araújo – RFS/BA, Jacqueline Pitanguy – CEPIA/RJ, Florbela Fernandes – UNFPA, Coordenadora: Augusta Thereza de Alvarenga – FSP/USP
Almoço: 12h00 às 13h30
Painel 2 - 13h30 às 15h00 – Um Balanço de Cairo + 15
Telia Negrão - Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe, Wilza Vieira Villela – Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde (SP), Carmem Simone Grilo Diniz – FSP/USP, Maria Luisa Pereira de Oliveira – Plataforma Dhesca Brasil/ RFS (RS), Coordenadora: Clair Castilhos Coelho– RFS/UFSC – Casa da Mulher Catarina (SC), Debatedora: Margareth Arilha – NEPO/UNICAMP (SP)
Intervalo: 15h00 às 15h15
Sala de entrevista - 15h15 às 17h00 - Em direção a Cairo + 20: agendas pendentes de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Eleonora Menicucci de Oliveira –UNIFESP (SP), Karen Lúcia Borges Queiroz – RFS/DF – Coordenadora da Campanha por uma Convenção dos DSDR – RFS e integrante da Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus (DF), Maria José Rosado – ONG - Católicas pelo Direito de Decidir e representando as Jornadas Brasileiras pelo Aborto Legal e Seguro (PE), Fernanda Lopes – UNFPA, Entrevistadora convidada
Encerramento – 17:00 – 17:30 – com a apresentação de novos materiais produzidos pelas instituições participantes relacionados com a Agenda do Cairo.
Confraternização - 17h30
Convidadas Especiais: Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos – RFS/RJ e Conselho Nacional de Saúde, Elza Maria de Campos – União Brasileira de Mulheres (PR), Maria Beatriz de Oliveira – RFS/MG e Associação Mulheres do Graal/Casa da Mulher (MG), Maria Luisa Carvalho Nunes – Centro de Defesa do Negro do Pará, Maria Noelci Teixeira Homero – RFS/RS e Articulação de Mulheres Negras Brasileiras/Maria Mulher (RS), Vera Daisy Barcellos – Jornalista – RFS/RS
Coordenação Geral: Augusta Thereza de Alvarenga – Faculdade de Saúde Pública/USP, Margareth Arilha – Núcleo de Estudos de População - NEPO/UNICAMP, Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos - RFS/Regional São Paulo, Telia Negrão - Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – RS – Secretaria Executiva
Informações: Secretaria da Comissão de Cultura e Extensão da FSP/USP Tel. 11- 3061-7787 - E –mail: svalunos@fsp.usp.br
Realização e Apoio: FSP/USP, NEPO/UNICAMP, REDE FEMINISTA, UNFPA

Para tão ilustre post, um trabalho à altura (e que me chegou ainda agora, via lista doulasbrasil): Amanda Greavette:
http://thejoyofthis.wordpress.com/2010/11/06/the-birth-project/
http://amandagreavette.com/
http://amandagreavette.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cursos de Verão na Faculdade de Saúde Pública - USP sobre Saúde Pública

Entre os dias 31 de janeiro a 11 de fevereiro de 2011 a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - FSP-USP oferece vários cursos na área de Saúde Pública; as inscrições vão de 18 de outubro a 12 de dezembro de 2010. Acesse aqui e saiba mais! Disciplinas oferecidas aqui.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Serra no poder: o sucateamento da saúde pública paulista

Longe de ter uma bandeira partidária, visto que este espaço virtual prima pelo apartidarismo e pela democracia em nosso País, divulgo esta matéria publicada no site Vi o Mundo, editado por Luiz Carlos Azenha intitulada Serra no poder: o sucateamento da saúde pública paulista, por Gilson Caroni Filho & João Paulo Chechinel Souza, na Carta Maior. Quem acompanha a trajetória tucana no Estado de São Paulo sabe do que estou falando, especialmente para aqueles que atuam na área da educação, enfim, a hora agora é de atenção para não perder nosso instrumento de mudança social, conseguido depois de tantos anos de luta, que é o nosso voto! O problema é encontrar quem faça valer nossas escolhas... Confira o texto clicando no título em destaque. Desenho de Mariana Massarani_italia7_.

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