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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Petição argentina - Pelo direto da mulher decidir onde, e como será assistida durante seu parto


Impulsan esta campaña la Asociación Nacional de Parteras Independientes junto con diversas familias, en busca de la libertad de elección para el parto.

En el mes de agosto pasado, se realizó el III Congreso de Partería en la Cuidad de La Plata. Bajo este marco, se comunicó los detalles de la reforma y actualización de la ley que regula el ejercicio de la profesión Obstétrica en Argentina. La ley vigente, determina que las parteras pueden tener casas de partos, consultorios propios, pueden ejercer su profesión de forma individual o en equipo con otros profesionales, en hospitales públicos y privados y pueden atender a la mujer en su domicilio.

Lamentablemente, junto con modificaciones favorables, se ha introducido una que es altamente alarmante: eliminar la posibilidad de las casas de parto, marcando una tendencia que llevará a quitar también del proyecto de ley, la atención y asistencia por parte de las parteras de los partos planificados en domicilio.

De esta manera se quita la posibilidad de elegir una modalidad de parto con profesionales idóneos, con experiencia en este tipo de partos realizados en un marco de seguridad pertinente, que evalúan con claridad qué mujeres están en condiciones de optar por esta opción, profesionales de la salud que se encuentran equipadas con el equipo necesario para brindar un excelente atención y que cuentan con habilidades para resolver o anticiparse a complicaciones antes, durante o después del parto.

Los conocimientos que se tiene del parto domiciliario tanto desde las altas esferas públicas, como desde la sociedad en su conjunto y desde los diferentes ámbitos de la medicina misma son vagos y escasos. Países como Canadá y Holanda, ofrecen a sus mujeres embarazadas estas opciones de parto con excelentes resultados.

Las mujeres que toman la decisión de parir en casa con parteras, lo hacen con información y prudencia. Estas mujeres son atendidas y controladas, durante el embarazo, el parto y postparto por una partera calificada, responsable, preparada y en permanente capacitación. Parir en casa no es una moda, ni una elección irresponsable, ya que parir en casa es seguro siempre y cuando la mujer sea sana, el embarazo normal y se esté debidamente acompañada.

Elegir cómo, dónde y con quién parir, es parte del derecho sexual y reproductivo de la mujer, es elegir sobre su propio cuerpo, sobre los cuidados y atención que se adecuen a sus necesidades y creencias.

"LA ELECCION ES PERSONAL, EL DERECHO A ELEGIR ES DE TODAS"

Por favor al firmar es importante que coloquen su D.N.I, pueden optar por hacer o no pública su firma.

Agradecemos infinitamente el apoyo y la difusión.

sábado, 30 de junho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Un video que deberíamos dejar de ver


0 Views: Un video que deberíamos dejar de ver. from Amnistía Uruguay on Vimeo.



En el marco del Día Internacional por la eliminación de la violencia hacia las mujeres, Amnistía Internacional Uruguay actúa una vez más para poner fin a otra violación de los derechos humanos de las mujeres con un video que busca ser el menos visto en Internet.

sábado, 23 de junho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Médicas em defesa da saúde das mulheres


Nesta Seção Multimídia, o Blog Parto no Brasil valoriza a ação de duas médicas brasileiras, importantes nomes do modelo de atenção de atenção humanizado. Esta semana, elas circularam mensagens importantes que nos esclarecem sobre a dinâmica de trabalho dos sistemas de saúde, sobre como a organização dos serviços é estratégia eficiente para melhorar a qualidade da atenção e do cuidado que recebemos para o parto e nascimento.

Abaixo, a neonatologista Ana Paula Caldas, durante a Marcha do Parto em Casa, em Campinas-SP, no dia 17 de junho de 2012.


Em seguida, replicamos o post de Simone Diniz, médica e docente da FSP/USP, atualmente desenvolvendo a pesquisa "Riscos e benefícios dos modelos de atenção ao parto: Perspectivas de usuárias/os e profissionais". Publicado originalmente em seu perfil no Facebook.

Para quem viu a Marcha do Parto em casa esses dias, quando mulheres (e crianças, e homens, e profissionais de saúde) saíram às ruas de mais de 20 cidades no Brasil em nome do direito à escolha e ao próprio corpo.
Acaba de sair a versão resumida dos principais resultados da coorte de nascimentos do Reino Unido, um estudo aqui do SUS deles (NHS), incluindo as questões do acesso/equidade, os principais resultados maternos e neonatais, os estudos de custo efetividade, e de estrutura/processo/instituições, comparando o parto em hospital, em casa de parto (midwive-led units), e em casa. Em inglês - acesse aqui a pesquisa Birthplace in England.

Muito bom para entender o que está dizendo a turma do Marcha do parto em Casa. Vejam a diferença em segurança que faz ter um sistema que apoia a escolha, organiza a referência, faz seleção de risco e investe na formação de profissionais para este modelo.

Não são lindas estas mulheres que lutam? O Blog Parto no Brasil também é grato à Ana Paula e Simone por seu empenho, dedicação e comprometimento com as mulheres.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aumentam partos em casa por falta de alternativas naturais

É gente que não abre mão de respeito, acima de tudo. E também de cuidados especializados, boa técnica, individualidade, e garantia dos direitos humanos, reprodutivos. É sempre uma escolha verdadeira, comprometida.

Foi chamada na capa do domingo, uma matéria sobre o aumento da demanda por partos domiciliares em Portugal. 
Aumentam partos em casa por falta de alternativas naturais


Publicada em jornal de grande circulação, o Público, a reportagem é clara e diretamente questionadora da medicalização da saúde das mulheres, do excesso de intervenções e do culto à alta tecnologia.

Em entrevista ao Blog Parto no Brasil e Rádio UEL FM, em dezembro de 2010, a cientista social e ativista dos direitos das mulheres, Monica Bara Maia, alertou que, por vezes, a militância pelo parto natural perde um importante foco em suas ações quando silencia sobre a super-valorização das tecnologias 'duras' - como são chamados todos os aparatos e procedimentos tecnológicos operados por especialistas em saúde e ciência. Em oposição, as tecnologias 'suaves' são consideradas as formas relacionais de trabalho (sendo a comunicação a principal delas), além das técnicas não-farmacológicas para alívio da dor.

É nesse contexto que faz todo o sentido a frase citada por Esdras Daniel Pereira - "Retornar a naturalidade do parto é um ato revolucionário frente a mercantilização da vida." O contexto de sua fala é a fotografia das esculturas de uma indígena de cócoras pegando o próprio bebê/realizando o próprio parto, que circulou amplamente no Facebook na última semana. Veja aqui.

A nossa luta é pelo direito que as mulheres têm de escolher qual profissional da obstetrícia irá assistir seu parto; onde acontecerá o nascimento; e quais os recursos tecnológicos que serão usados. O 'parto tecnológico' requer a presença de um médico, o 'parto suave' dispensa sua presença.

Afinal, é direito das mulheres escolherem - esclarecidamente - se querem/aceitam/refutam analgesia/massagem e bola/cesárea. 

Mas é preciso ir além da resistência desses profissionais para com os 'partos naturais'; é preciso contrapor-se à uma cultura que desvaloriza as mulheres de forma genérica e massiva, que não pergunta sobre sua satisfação com a experiência de dar à luz, que não se interessa se há uma mãe recém-parida assustada, frustada, com dor.

Em poucos dias, começaremos a divulgar os resultados da ação de blogagem coletiva Teste da Violência Obstétrica. Apesar da informalidade da pesquisa, poderemos conhecer um pouco das mulheres que se dispuseram a participar. Vamos saber, por exemplo, se os sentimentos percebidos pelas mães no pós-parto são, por elas mesmas, relacionados com os cuidados médicos que receberam durante a internação na maternidade.



Porque nós, mulheres, ativistas dos direitos reprodutivos, nos preocupamos (e muito!) com a (in)satisfação das mulheres sobre a qualidade da assistência obstétrica que receberam.


Confiram a reportagem, na íntegra.

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Saúde

Aumento de partos em casa por falta de alternativas naturais nos hospitais

08.04.2012 - 10:41 Por Catarina Gomes

Depois de um parto no hospital "traumático", Joana Duarte optou por ter o segundo filho em casa
Depois de um parto no hospital "traumático",
Joana Duarte optou por ter o segundo filho em casa
 
(Foto Rui Gaudêncio)
 Depois de, em 2004, Portugal ter atingido um número mínimo de partos em casa, 454, em 2006 houve uma viragem e, desde então, o número de mulheres que têm filhos no domicílio tem-se aproximado dos mil - ainda assim, cerca de 1% do total dos nascimentos. Para o presidente do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, Vítor Varela, este é um movimento claro de fuga a um parto hospitalar excessivamente medicalizado e intervencionado. Porém, os hospitais públicos pouco se adaptaram a esta chamada de atenção.

Recuemos 42 anos, a 1970: em Portugal, 93% das crianças nasciam em casa, situação que, um ano depois do 25 de Abril, já está invertida, nasce-se sobretudo em hospitais. Quando chegamos a 1997, o país já está reduzido a pouco mais de mil partos domiciliários, face a uns esmagadores 111.226 nascimentos em ambiente hospitalar.

Rita Cruz teve de procurar muito para ter um parto natural num hospital. Passou-lhe pela cabeça ter um parto em casa, mas diz que não se sentiria segura porque o país não está preparado e porque sente que seria difícil "encontrar um profissional que lhe inspirasse segurança". O que queria era algo que lhe parecia quase impossível: ter um parto o mais natural possível mas num hospital público. Conseguiu. As fotos do nascimento de Marc mostram-na a ela e ao marido dentro de um tanque de água onde esteve grande parte das suas cinco horas de trabalho de parto, numa sala do Hospital de Setúbal. Pouco foi tocada e os enfermeiros que a assistiram limitaram-se a fazer ajustamento das posições do bebé, conta.

Rita, que vive em Faro, pensa que a atitude das mulheres quando vão ter um filho a um hospital é "tirem-me o bebé, vocês é que sabem fazer isso". É como se os profissionais de saúde fossem possuidores desse saber e nada estivesse nas mãos da grávida. 

Fisioterapeuta de profissão, esta mulher sabia que não era assim: sabia que é bom a mulher ter liberdade de movimentos e não ter de estar deitada, que o facto de o bebé estar sempre a ser monitorizado impede essa liberdade de movimentos, que a epidural desacelera as contracções. Tudo o que Rita não queria no seu parto. E foi isso que levou escrito no seu plano de parto, um documento assinado por si e pelo marido depois de uma pesquisa no site da Organização Mundial de Saúde. Visitaram o hospital às 30 semanas e discutiram o plano de parto com o enfermeiro responsável. Claro que, se houvesse complicações, deixavam "margem de manobra" para todas as soluções técnicas necessárias, da cesariana aos fórceps.

Partos na água

No sistema público, o Hospital de São João, no Porto, foi anunciado em 2008 como tendo uma experiência pioneira de partos na água, mas está desactivado, confirma Lisa Vicente, chefe da divisão de saúde reprodutiva da Direcção-Geral de Saúde, ressalvando que "as medidas de promoção de partos normais menos intervencionados e em segurança vão aparecendo nos vários serviços". Para tal concorrem também os esforços de diminuição das cesarianas.

A responsável afirma que foi importante o apoio de um documento que define o que é "um parto normal em ambiente hospitalar", reconhecendo que há práticas que se instalaram relativamente às quais não existe demonstração científica de terem qualquer utilidade no desfecho de parto. É o caso das tricotomias (rapagem dos pêlos púbicos) e dos clisteres antes do parto.

O bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), Germano Couto, veio dizer, no mês passado, que o aumento do número de partos no domicílio, em Portugal, está muito relacionado com a "falta de resposta dos serviços de saúde às opções assistenciais que as mulheres e os casais desejam ver asseguradas no nascimento do seu filho". Aquele responsável vê os partos em casa como "um "novo" paradigma assistencial requerido pela sociedade civil".

Retrocesso, dizem médicos

A Ordem dos Médicos respondeu aos enfermeiros dizendo que o que entendiam ser "uma campanha em favor dos partos no domicílio" representava "um retrocesso". Alegam os médicos: "Para que o parto em casa pudesse ser uma opção admissível, seriam necessários meios logísticos sofisticados e dispendiosos, para nós incomportáveis, para apoio assistencial ao domicílio e transporte medicalizado dos recém-nascidos e grávidas com problemas inesperados".

Joana Duarte, escriturária de 34 anos, teve o seu primeiro filho num hospital público da Grande Lisboa há seis anos e toda a experiência foi traumática: "Aceleraram-me o parto com ocitocina [hormona], rebentaram-me as águas com um gancho metálico, vários profissionais fizerem-me toques vaginais sem me pedirem autorização" e "o corte [do períneo] foi mal feito, rasguei até ao ânus. Estive dois meses sem me conseguir sentar. Não me lembro da cara e do nome de ninguém, de um carinho, nada". Todo o parto aconteceu com Joana deitada e ela, que tanto queria amamentar, saiu do hospital com o filho alimentado com leite artificial. Prometeu-se, na altura, "que se tivesse outro filho não tinha de passar por aquilo". O segundo nascimento foi uma fuga a tudo por que passara no hospital. Decidiu que iria ter o parto em casa, apesar de quando estava grávida ter sido tornado público o caso da apresentadora Adelaide de Sousa, que esteve em casa quatro dias em trabalho de parto, correu risco de vida e teve de ser levada para o hospital, onde o bebé nasceu de cesariana.

Andar duas horas

A filha de Joana Duarte nasceu em casa em 2010, com o seu corpo mergulhado na banheira da sua casa de banho, com um enfermeiro e uma doula (profissionais que fazem assistência emocional em partos em casa). Quando as contracções se intensificaram, foi para a rua andar durante duas horas e foi Joana quem disse ao enfermeiro que estava na hora de nascer. "Foi tudo mais normal", recorda.

Vítor Varela defende que "as mulheres sentem-se mais seguras nos hospitais mas é necessário criar nos hospitais serviços de obstetrícia de baixa intervenção que respeitem o processo de parto natural". 

O responsável não tem dúvidas de que a tendência será para o aumento dos partos em casa, também por causa da "falta de cumprimento das expectativas e desejos e necessidades das parturientes pelos profissionais de saúde". Um entrave ao aumento dos partos em casa, que costumam ser procurados por casais mais escolarizados, é o preço: ter um filho em casa não custa menos do que dois mil euros, admite o presidente do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica.


Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/aumento-de-partos-em-casa-por-falta-de-alternativas-naturais-nos-hospitais-1541217?all=1


sexta-feira, 30 de março de 2012

Violência Obstétrica na Espanha

Foto do Calendário 2012 La Revolución de las Rosas
Pelo Fim da Violência Obstétrica


Em setembro de 2011, a Associação El Parto es Nuestro da Espanha, denunciou publicamente, por meio de nota à imprensa, uma coleção de charges publicadas na Revista Eletrônica da SEGO (Sociedad Española de Ginecología y Obstetricia): são reproduções das mulheres em imagens degradantes.

As 21 ilustrações, todas de autoria de um infeliz Dr. Javier - médico associado à SEGO - foram publicadas sob o título infeliz 'Um Toque de Humor'. Confira as ilustrações na página Violência Obstétrica é Violência contra a Mulher. Segundo a denúncia da El Parto es Nuestro,  
"Em quase todas as revistas aparece uma charge, assinada pelo mesmo médico, em que a imagem da mulher é exibida com base em estereótipos machistas e misóginos. 
Mostra a mulher como um ser inferior, pouco inteligente, de aspecto abandonado. Ridiculariza mulheres gordas, prostitutas, idosas ou de baixo nível sócio-econômico e cultural.
Oferecem imagens de 'más práticas', que são desaconselhadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e também pela própria SEGO, como padronizadas e realizadas rotineiramente (por exemplo, parto com a mulher deitada em posição de litotomia). 
Ridicularizam as recomendações da OMS sobre o nascimento (consentimentos esclarecidos, o protagonismo ativo da mãe no parto, etc.) e suprime as mulheres da cena do parto (em muitos dos partos desenhados, das mulheres só aparecem seus genitais).
Dizer que essas caricaturas são uma clara falta de respeito pelos corpos e mentes das mulheres que buscam diariamente suas consultas, fica muito aquém do desejado.
Permitindo sua divulgação, a Sociedad Española de Ginecología y Obstetricia claramente faz piada dos processos fisiológicos femininos e das doenças e enfermidades das mulheres, menosprezando e pisoteando sem pudor sobre a genitalidade e a dignidade de suas pacientes.
Consideramos intolerável a publicação de charges de tão mau gosto em qualquer meio informativo, mas é particularmente revoltante que a origem dessas imagens com pretensões humorísticas seja uma publicação oficial da Sociedad Española de Ginecología y Obstetricia."
Fonte: Nota para a imprensa, em tradução livre

Muitos jornais repercutiram o enfrentamento desta violência institucional, midiática, simbólica, ginecológica e obstétricaA sociedade espanhola reagiu fortemente contra as (des)graças ridicularizadas nos desenhos: acesse aqui a clipagem com mais de 20 veículos da imprensa e 50 blogs


Entretanto, nenhuma ação judicial foi movida, nem mesmo no órgão de classe. Além de impune, a situação permanece silenciada por parte da SEGO há 193 dias. Nem mesmo um pedido de desculpas. 


Segundo Claudia Pariente, coordenadora de comunicação da El Parto es Nuestro, "Nossa intenção foi tornar pública a nossa rejeição da caricaturização dos problemas das mulheres por parte daqueles que buscamos para nos atender. A SEGO protegeu o caso, e salvo pelo impacto midiático, realmente não houve nenhum outro tipo de penalização neste tema."

O movimento de mulheres continuou sua luta por meio das mídias sociais. No Facebook, as mulheres criaram o grupo 'Sres. y Sras. de la SEGO no somos un chiste', e de lá, a intervenção social para o reconhecimento e enfrentamento da Violência Obstétrica 'La Revolucion de las Rosas'.


A ideia da Revolução das Rosas é coletar denúncias de violências no formato: Nome; Breve relato do caso (5 linhas no máx.); Data e maternidade. Em uma data marcada, são enviadas rosas para as maternidades denunciadas, e em cada rosa, o nome de uma mulher que tinha o direito de ter uma lembrança digna. Também articularam o envio postal de centenas de cartões com imagens de rosas para a sede da SEGO. Em cada um, uma denúncia, uma história de vida marcada pela violência obstétrica. Outra ação é a contagem dos dias que se passaram desde a denúncia pública da El Parto es Nuestro até hoje: são 193 dias sem posicionamento oficial da SEGO para com as mulheres e a sociedade espanhola.
Fonte: La Revolución de las Rosas, em tradução livre 
Jesusa Ricoy-Olariaga ('matriativista online', doula e educadora perinatal), é a fundadora da plataforma Revolução das Rosas. Em conversa para a produção deste post, Jesusa informou, de Londres, que algumas mulheres de países distantes estão fazendo contato neste mês de março de 2012: "Parece que todas as mulheres do mundo sentiram necessidade de visibilizar a este tema". 

Não dá mais para ignorar esta forma de violência contra as mulheres. Temos muito trabalho a fazer! Concorda e vem com a gente?

Estamos atualizando a página Violência Obstétrica é Violência contra a Mulher com notícias e imagens sobre o tema, posts de blogs maternos, e relatos de partos que deveriam ter sido diferentes, porque não podem ser qualificados como "assistência adequada e de boa qualidade técnica". Será um canal permanente para discussão e enfrentamento do tema. 



terça-feira, 27 de março de 2012

Cesárea: Para Além da Ferida

Cesárea - Para Além da Ferida

Uma obra de Ana Álvarez-Errecalde em colaboração com a Associação El Parto Es Nuestro 


Estamos em festa no Blog Parto no Brasil: parimos o projeto www.partonobrasil.com.br!

Para dar boas-vindas a esta nova configuração, escolhemos brindar com vocês, nossa querida e poderosa rede de leitura, articulação e aprendizado!
O presente é este belo livro de fotografias, capa dura, que virá direto da Espanha para a sua casa! Eba! 


Recentemente, a arte desta mulher de quem você vê as fotos, explodiu diante de nossos olhos! Foi preciso revisar a obra de Ana Álvarez-Errecalde, suas repercussões, pesquisar imagens, para então apresentar El Nacimiento de mi Hija aqui no Blog Parto no Brasil, com o carinho e respeito (entre outras sensações) que também sentíamos diante do quadro.



Hoje, apresentamos um outro projeto da mesma autora. 
O livro fotográfico "Cesárea: Para Além da Ferida", produzido em colaboração 

A série inclui 30 fotografias de mulheres que tiveram cesárea, acompanhadas de curtos e precisos comentários das protagonistas.  
As imagens mostram a cicatriz física e emocional, convidando à contemplação da ferida e para além dela, em busca da reconciliação e do compromisso com uma atenção ao parto respeitosa. 
Fonte: Ana Álvarez-Errecalde   


Um grupo de mulheres me convidou para fotografar suas cicatrizes de cesáreas. Como eu não tenho experiência com parto hospitalar (meus filhos nasceram em casa), fiquei pensando em como eu poderia homenageá-las (re)tratando cada vivência com respeito. 
Nasci por uma cesárea em um época e em um país onde a cirurgia era realizada em poucas ocasiões, comumente em situações comprometedoras para a saúde. Certamente devo minha vida à esta intervenção.
Quero mostrar a história que, depois da ferida, questiona, se informa, cresce e sobretudo, ama. Me implico. O projeto me envolve. Seu ritmo acelera e me surpreende. A história encontra um maneira de contar-se, e eu a registro.
Desejo que o mostrar/ver/compartilhar/escutar seja o começo de uma reversão dos 'estigmas' e,  que, a partir da aceitação, iniciemos uma transformação.
Ana Álvarez-Errecalde (em trecho do livro) 


A Organização Mundial de Saúde recomenda que esta prática deve ser limitada a 10 a 15% dos nascimentos, mas em países como a Espanha e os EUA as cesáreas são feitas em cerca de 23% de todos os nascimentos, subindo 33% nas clínicas privadas.
Fonte: Ob Stare

Com alegria ou dor, alívio ou raiva, sempre fica uma marca (...) Com a força que surge de lembrar-se da ferida e saber-se curada.
Fonte: Ibone Olza, na Introdução 

Quer ganhar o exemplar do livro de fotografias?
Compartilhe a foto do sorteio que está em nossa página no Facebook, deixando seu nome e contato nos comentários. Acesse a foto aqui.

Serão apenas 08 dias para as inscrições! Participe!
O resultado será divulgado no feriado da Sexta-feira Santa, dia 06 de abril! 


Não tem Facebook? Escreva para partonobrasil@yahoo.com.br e saiba como participar!


Sobre a autora:
Ana Álvarez-Errecalde é mãe de três crianças que são a fonte de inesgotável inspiração. Sua obra artística inclui fotografia, vídeo e instalações. Seu livro fotográfico "Cesárea, más allá de la Herida" produzido em colaboração com a Associação El Parto es Nuestro, editado pela Ob Stare, recebeu excelentes críticas a nível internacional. Ana nasceu na Argentina e, atualmente, reside em Barcelona, na Espanha.

Sobre a editora:
"A Editora Ob Stare, fundada em 2001, é especializada em maternidade e paternidade. De Santa Cruz de Tenerife (Espanha), apoia o conhecimento e a liberdade de escolha."

Muito mais:
http://www.alvarezerrecalde.com/index.php?/projects-proyectos/cesarea-mas-alla-de-la-herida-/
http://www.facebook.com/pages/Ana-Alvarez-Errecalde/299304243282

http://blogelpartoesnuestro.com/2010/02/11/cesarea-mas-alla-de-la-herida/
http://www.facebook.com/elpartoesnuestro

http://www.obstare.com/
http://www.facebook.com/OBSTARE

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Liberdade a Ágnes Geréb!

Neste fim de semana soube do caso judicial de Ágnes Geréb, parteira acusada na Hungria há dois anos de prisão, e outros 10 sem exercer o ofício da partería, além do pagamento dos custos da sentença, por conta de quatro processos. Vejam no link um pouco desta história de injustiça, por Réka Morvay, psicóloga, doula, educadora perinatal e estudante de Obstetrícia - http://www.budapest-moms.com/2012/02/hungarian-midwife-agnes-gereb-receives-2-years-in-prison/

Uma petição circula pela web, participem - http://www.freeagnesgereb.com/petition/ e escrevam p/ protestar para o Consulado - consulate.brz@kum.hu e consul02@hungria.org.br

Neste outro site, mais informações e espaço p/ doações - www.freegereb.org

No Facebook uma campanha também está no ar: Free Ágneshttp://www.picbadges.com/free-gereb-agnes/2492171/?utm_campaign=viral&utm_medium=short-url&utm_source=facebook&login=1#

No vídeo abaixo conheçam um pouco mais sobre o assunto:

 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Parto Aymara

O post que inicia esta semana é sobre uma experiência exitosa no Chile, em Iquique, c/ a população rural Aymara, que mescla saberes tradicionais, partería e atenção ginecológica - confiram no vídeo abaixo:



Saibam mais no post:

http://www.paula.cl/blog/salud/2009/08/05/el-aporte-del-parto-aymara/

"En el hospital de Iquique un doctor y cinco matronas crearon un modelo de parto indígena único en Chile en el que la mujer aimara se entibia con mantas altiplánicas, toma infusiones, recibe masajes de su partera y da a luz en la posición que quiera, rodeada de su familia, como es su tradición. Lo asombroso es que el equipo médico descubrió que aquello que las aimaras han hecho por siglos es exactamente lo mismo que la OMS recomienda para un parto con apego."

Neste outro link pode ser baixado um artigo sobre este tipo de assistência, chamada de intercultural:

Atención Aymara de Salud en el Embarazo y el Parto, em Las Wavas del Inka -

http://www.ilcanet.org/publicaciones/pdf/wawas/wawas_11atencion.pdf

Foto do mapa - daqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Capa de "Parteiras Caiçaras" é catalogada na Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte

Eita que 2012 começou repleto de conquistas!

O livro "Parteiras Caiçaras" foi catalogado na Universidade de Ulster, da Irlanda do Norte, na área de quilts.


Trabalho feito a muitas mãos, entre linhas, agulhas e retalhos!

Confiram no link sobre a técnica de Arpilleras - aqui!

E, vejam no site da instituição nosso trabalho - aqui!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Petição - Por el Derecho a Elegir el Parto

Por el derecho de la mujer a elegir cómo, dónde y con quién parir.
Impulsan esta campaña la Asociación Nacional de Parteras Independientes junto con diversas familias, en busca de la libertad de elección para el parto.
En el mes de agosto pasado, se realizó el III Congreso de Partería en la Cuidad de La Plata. Bajo este marco, se comunicó los detalles de la reforma y actualización de la ley que regula el ejercicio de la profesión Obstétrica en Argentina. La ley vigente, determina que las parteras pueden tener casas de partos, consultorios propios, pueden ejercer su profesión de forma individual o en equipo con otros profesionales, en hospitales públicos y privados y pueden atender a la mujer en su domicilio.
Lamentablemente, junto con modificaciones favorables, se ha introducido una que es altamente alarmante: eliminar la posibilidad de las casas de parto, marcando una tendencia que llevará a quitar también del proyecto de ley, la atención y asistencia por parte de las parteras de los partos planificados en domicilio.
De esta manera se quita la posibilidad de elegir una modalidad de parto con profesionales idóneos, con experiencia en este tipo de partos realizados en un marco de seguridad pertinente, que evalúan con claridad qué mujeres están en condiciones de optar por esta opción, profesionales de la salud que se encuentran equipadas con el equipo necesario para brindar un excelente atención y que cuentan con habilidades para resolver o anticiparse a complicaciones antes, durante o después del parto.
Los conocimientos que se tiene del parto domiciliario tanto desde las altas esferas públicas, como desde la sociedad en su conjunto y desde los diferentes ámbitos de la medicina misma son vagos y escasos. Países como Canadá y Holanda, ofrecen a sus mujeres embarazadas estas opciones de parto con excelentes resultados.
Las mujeres que toman la decisión de parir en casa con parteras, lo hacen con información y prudencia. Estas mujeres son atendidas y controladas, durante el embarazo, el parto y postparto por una partera calificada, responsable, preparada y en permanente capacitación. Parir en casa no es una moda, ni una elección irresponsable, ya que parir en casa es seguro siempre y cuando la mujer sea sana, el embarazo normal y se esté debidamente acompañada.
Elegir cómo, dónde y con quién parir, es parte del derecho sexual y reproductivo de la mujer, es elegir sobre su propio cuerpo, sobre los cuidados y atención que se adecuen a sus necesidades y creencias.
"LA ELECCION ES PERSONAL, EL DERECHO A ELEGIR ES DE TODAS"
Por favor al firmar es importante que coloquen su D.N.I, pueden optar por hacer o no pública su firma.
Agradecemos infinitamente el apoyo y la difusión.
Asociación de Parteras Independientes y Familias

ASSINEM AQUI!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Empoderamento feminino - Ric Jones propõe 'revolução cultural'

Jornal Uruguaio “La diária”
SOCIEDAD 16.8.11 RICARDO JONES | HUMANIZACIÓN DEL PARTO
El obstetra y ginecólogo brasileño Ricardo Jones se encuentra en el país dictando el primer curso de “Extensión en humanización del nacimiento para profesionales de la salud”, organizado por el Instituto Perinatal del Uruguay. En diálogo con la diaria señaló que es necesario un cambio de paradigma en el sistema médico uruguayo para abordar los partos y que se le debe restituir el protagonismo a la mujer, algo que sólo será posible a través de una “revolución cultural”.
Foto: Javier Calvelo
Cuerpo y alma
Entrevista con Ricardo Jones, especialista en humanización del nacimiento.
-¿Qué se entiende por humanización del nacimiento?
-Es una actitud basada en la restitución del protagonismo de la mujer en el parto. Es una síntesis de dos paradigmas antiguos: el naturalista, que deja actuar a la naturaleza, y el intervencionista contemporáneo, que incluye las cirugías, los fórceps y las episiotomías, entre otras cosas. Este último es un paradigma del siglo XX, ahora tenemos que producir otro, que es el humanista, que toma las enseñanzas de la naturaleza, valoriza la fisiología del parto, pero tiene la herramienta de la tecnología para ayudar en los casos en los que el parto se aleja de la fisiología y se acerca a la patología.
-Esta idea de un nuevo paradigma ¿puede ser aplicado a la medicina en general?
-Es una idea general. Por ejemplo, en Brasil hay un programa nacional del gobierno que se llama Humanización del Sistema Único de Salud y se aplica no sólo en la obstetricia, hay toda una metodología para que las personas sean acogidas en los hospitales y tengan más autonomía y protagonismo de y en su existencia. Es más fuerte en la cuestión del nacimiento porque tratamos de la mitad de la población del mundo que puede pasar por ese evento, que además es fisiológico y natural. Se trata de un grupo de personas que son tratadas de una forma muy negativa y despreciativa, por eso hay más urgencia de humanizar el nacimiento que otras áreas.
-¿Hay más resistencia cuando se habla de humanizar esta área en particular?
-En todas hay resistencia porque los modelos médicos son autoritarios, no se puede cuestionar la autoridad del médico y de la institución. Pero en el tema del nacimiento es más complicado porque se trata de mujeres, que históricamente son más sumisas. Las mujeres deben decir “nuestro cuerpo es sagrado, es nuestro, no se lo puede tratar mal”.
-¿Qué elementos o situaciones deshumanizan los nacimientos?
-Por ejemplo cuando las mujeres no son escuchadas. Se les dice que un parto debe ocurrir en un hospital y nadie pregunta dónde ella se siente mejor. La Organización Mundial de la Salud [OMS] es muy clara cuando dice que el mejor lugar para que una mujer tenga su hijo es donde ella se sienta segura. En Inglaterra se le pregunta dónde quiere tener a su hijo; puede ser en una casa de parto o en su casa, y el sistema público va a la casa de esa mujer a ofrecerle asistencia. Pero acá y en toda América Latina se la deriva directamente al hospital porque pensamos que es mejor allí. En los estudios actuales no hay elementos que nos permitan afirmar que el hospital es el mejor lugar para una mujer que va a tener a su hijo si no tiene enfermedad; sin embargo, en una casa de parto o en el domicilio los resultados son iguales o mejores que en los partos de bajo riesgo que son atendidos en los hospitales.
-¿Cómo ve el tema en Uruguay?
-Es muy similar a Brasil, con la diferencia de que acá escuché una entrevista al doctor [Leonel] Briozzo [subsecretario de Salud Pública] en la que sostiene que él no se interesa por la idea de partos fuera del hospital y que va a incentivar los partos intrahospitalarios. Ésa es una idea del siglo XX. Me deja muy triste ver que Uruguay aún se quiere quedar tan atrás. Otros países como Brasil e Inglaterra, que es un ejemplo asombroso, están intentando entrar en el siglo XXI, ofreciendo lo mejor de los dos mundos: el de comprender y respetar la fisiología y el de ofrecer la calidad tecnológica cuando la fisiología no es suficiente. Por lo tanto, Uruguay aún no se dio cuenta de que es importante más que simplemente actuar para que la mujer sobreviva al parto, que sea un acontecimiento de calidad para ofrecer a la mujer y al niño un buen inicio de la maternidad y de la propia vida.
-La idea de parto humanizado no excluye la intervención médica cuando hay complicaciones. ¿Cómo equilibrar estas dos ideas?
-Muchas de las intervenciones se hacen para reanimar a un bebé que nació con problemas respiratorios principalmente porque las acciones médicas en el hospital lo perjudican. Por ejemplo, la utilización de oxitocina es muy desgastante para la oxigenación del bebé y, por lo tanto, nace mal por la acción médica. En casas de parto o en el domicilio no se utilizan estas hormonas. Más allá de eso, los partos a domicilio están respaldados por un aparato médico para resolver 98% de las complicaciones allí y, si es necesario, hacer traslados al hospital; es muy raro que suceda eso, pero siempre estamos preparados. El hospital y los médicos también son muy importantes y necesarios, pero hay un prejuicio que se creó con la idea de que la tecnología siempre es buena.
-¿De qué manera cree posible aplicar estos conceptos y la idea de humanización del nacimiento al sistema de salud uruguayo?
-Se debe dar pequeños pasos. Por ejemplo el Instituto Perinatal del Uruguay tiene la idea de utilizar sus instalaciones para crear una casa de parto y para eso necesita tener una aprobación del Ministerio de Salud, pero eso es difícil porque sus autoridades tienen una visión del siglo XX. La discusión del parto casi nunca es una discusión médica, sino política. También es necesario producir educación continuada. Hay que hacer una pequeña revolución en la cultura, en la manera de ver el parto así como entrenamiento sobre este tema en los hospitales. Yo pienso que la revolución va a ocurrir con las mujeres cuando empiecen a percibir que el parto se quitó de ellas y quedó en manos de los profesionales. Debe ser un movimiento social como en su momento lo fue el movimiento sufragista femenino; es un capítulo más en la historia de la emancipación de la mujer, que no sólo la beneficiará a ella sino a la humanidad en sí.
Inés Acosta
http://ladiaria.com/articulo/2011/8/cuerpo-y-alma/#contenido

sábado, 13 de agosto de 2011

Multimidia Parto no Brasil - Morte Materna: Não precisa ser assim!


O Blog Parto no Brasil divulga hoje mais uma experiência internacional na área da Saúde Materna - Engender Health

Porque enquanto você assiste a este filme, duas mulheres terão morrido por complicações relativas à gravidez e ao parto.
Não precisa ser assim.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Deusa da Maternidade

Hoje vou falar um pouco de Mitologia Egípcia! Há muito tempo sou fascinada pelo Egito, suas histórias, lendas, deuses... não foram raras às vezes em que sonhei que estava lá, junto das pirâmides e dessa incrível energia, em cores pastéis e alaranjadas! Grande sonho conhecer essa terra (um dia eu vou!)!
Ainda nos tempos da graduação, em 1998, tatuei um Olho de Hórus, no braço direito, minha 2a. tatuagem, das nove que tenho hoje (amo arte corporal!).
Hórus é um dos deuses egípcios, filho de Osíris e Isís, também chamado de Deus Sol, e representado por um falcão. O tempo passou (pois é, já sou uma balzaquiana...) e a tatoo foi perdendo as cores vivas. Bora fazer um cover up nela! Assim, resolvi pintá-la novamente e incluir outro desenho. Dias de pesquisas, buscas de imagem. E Isís não saia da minha mente, apesar de saber apenas que Ela foi mãe de Hórus, esposa de seu irmão Osíris. E, quantos desenhos lindos encontrei!
Depois de decidir que ilustraria Isís em meu corpo continuei buscando outras informações mais detalhadas, e para minha surpresa não é que a deusa alada é símbolo da maternidade e da fertilidade, além de ter sido parteira dela mesma, quando pariu Hórus!
Fiquei muito emocionada quando soube desses outros detalhes de Isís e mais do que na agora corri agendar c/ um tatuador, o Will Shanti, da Aldeia Tatoo, algumas sessões!
É incrível como o Universo devolve, através da Intuição, respostas para nossas escolhas, angústias, decisões... basta se (re)conectar a Ele!
Já foram duas "rabiscadas", em free hand (s/ decalque), c/ cerca de três horas cada (guenta mulher!), e ainda tenho que finalizar c/ alguns retoques e o fundo, mas já está maravilhosa e poderosa! Essa foto abaixo é da 1a. sessão (depois tiro outra p/ vcs verem como já está diferente, c/ as asas pintadas e a antiga cobra coberta).

Eu sou a mãe e a natureza inteira, senhora de todos os elementos, origem e princípio dos séculos, divindade suprema, rainha da alma dos mortos, primeira entre todos os habitantes do céu, os sopros salutares do mar, os silêncios desolados dos infernos, sou eu quem tudo governa segundo a minha vontade.
(Citado por Serge Sauneron em "Dictionaire de la civilisation égyptienne", Paris, 1959, p. 140)
P/ saber mais acessem os links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dsis
http://intensidade.wordpress.com/2008/05/25/isis-osiris-horus-e-set/
* Imagens encontradas na internet:
- Escultura egípcia de mulher parindo em posição vertical.
- Olho de Hórus, em amuleto.
- Hórus, em papiro.
- Isís.
- Isís amamentando Hórus.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Plano de Parto

Para iniciar a semana, especialmente p/ quem está gestando, ou pensando em ser mamãe, divulgamos um instrumento pouco utilizado entre as grávidas, mas que reúne seus desejos e escolhas p/ um dos momentos mais especiais relacionados a sua saúde reprodutiva - o parto. O Plano de Parto nada mais é do que um documento que a mulher e seu companheiro, caso queiram, redige e expõe como ela gostaria de ser atendida, incluindo o tipo de assistência e procedimentos realizados.
Àlias, tais assuntos deveriam ser discutidos durante o Pré Natal junto de quem lhe presta atendimento, seja seu G.O, seu/sua obstetra ou sua parteira, porém é muito comum passarmos as 40 semanas da gestação (quando esperam!) sem falar sobre o trabalho de parto e o parto, dependendo da escolha que fazemos, deixando aos cuidados médicos essa responsabilidade - a tal da medicalização do corpo feminino que tanto salientamos neste blog!
Neste post falamos sobre isso - E dr., como vai ser o parto?
* O parto é seu! Empodere-re! *
Abaixo algumas informações sobre o Plano de Parto - a blogesfera está recheada deste tema, basta consultar os blogs ou o Google nosso de cada dia!
- No site da Parto do Princípio tem exemplos de Planos de Parto escritos (inclusive o meu, rs!), deem uma espiada também.
- No site Amigas do Parto vocês podem conferir - O Que É _Porque Fazer: http://www.amigasdoparto.com.br/plano.html
- No site da HumPar (Associação Portuguesa pela Humanização do Parto), de Corroios, em Portugal:
Questões relacionadas com as rotinas hospitalares na admissão ao parto:
_ Gostaria que não me realizassem enema (clister);
_ Prefiro que me realizem enema;
_ Gostaria que apenas me realizassem tricotomia, se for necessária na altura da expulsão;
_ Gostaria que me realizassem tricotomia parcial logo na admissão;
_ Gostaria de poder tomar uma ducha;
Questões relacionadas com o trabalho de parto:
Gostaria que me acompanhasse durante o trabalho de parto:
_ o meu companheiro;
_ um parente;
_ um(a) amigo(a);
_ a minha Doula;
_ ninguém;
_ Gostaria de ter liberdade de movimentos durante esta fase;
_Gostaria de poder beber líquidos claros (água, chá);
_ Gostaria de circuncrever ao mínimo o número de exames vaginais;
_ Gostaria de ter musica ambiente no quarto;
_ Gostaria de ter o máximo silêncio no quarto;
_ Gostaria de ter luz suave no quarto;
_ Gostaria que não me rompessem artificialmente as membranas, se o bebê estiver bem;
Questões relacionadas com a monitorização do bebê:
_ Gostaria de ter monitorização intermitente, se o bebê estiver bem;
_ Desejaria ter monitorização contínua do bebê;
Questões relacionadas com a gestão da dor:
_ Gostaria de não ter medicação para a dor, a não ser que seja eu a solicitá-la;
_ Gostaria que me fosse administrada epidural, mais para o fim do trabalho de parto;
_ Gostaria que me fosse administrada epidural, o mais cedo possível;
_ Gostaria de poder utilizar métodos não farmacológicos para o alívio da dor (bola, massagens, terapia frio/calor);
Questões relacionadas com a fase de expulsão:
_ Gostaria que estivesse presente para assistir ao parto .....................;
_ Gostaria de poder usar os meus óculos;
_ Gostaria de poder escolher a posição mais confortável para parir;
_ Gostaria de poder tocar a cabeça do meu bebê, assim que ele coroar;
Questões relacionadas com a episiotomia:
_ Gostaria de não ser submetida a episiotomia (e assino termo de responsabilidade);
_ Gostaria de ser submetida a episiotomia apenas em situação de risco eminente de laceração;
_ Gostaria de ser submetida a episiotomia apenas em situação de risco de vida para o bebê;
_ Prefiro que me seja realizada a episiotomia;
Questões relacionadas com o recém-nascido:
_ Gostaria que o cordão fosse cortado, depois de deixar de pulsar;
_ Gostaria que fosse ................... a cortar o cordão umbilical;
_ Gostaria de pegar imediatamente no meu bebê;
_ Gostaria que realizassem os procedimentos ao recém-nascido na minha presença;
_ Gostaria de poder amamentar o meu bebê, na sua 1ª meia-hora de vida;
Questões relacionadas com a 3ª fase - expulsão:
_ Gostaria que me fosse mostrada a minha placenta;
_ Não desejo ver a minha placenta;
Questões relacionadas com a cesariana:
_ Gostaria de realizar uma cesariana apenas por razões clínicas, e sob efeito de epidural;
_ Gostaria que o meu acompanhante assistisse à minha cesariana;
_ Em caso de cesariana de emergência, gostaria que fosse .................. a cortar o cordão umbilical;
_ Em caso de cesariana de emergência, gostaria que fosse ..................... a pegar no bebê, assim que ele estivesse vestido;
_ Gostaria de realizar uma cesariana, a meu pedido.
MEU PARTO, MEU CORPO, MEU BEBÊ - A ESCOLHA É MINHA!
(SMRN-2011)
* Relendo meu PP vejo a idealização de um momento, que às vezes não coincide c/ nossas vontades. Comigo tive o parto que poderia ter, como desejei - em casa, c/ uma enfermeira obstetra, mesmo assim tive que lutar por ele e enfrentar esse cenário tortuoso da assistência obstétrica pública e privada - parto vaginal repleto de intervenções e violências versus cesárea eletiva (boa briga essa!)... Passei por 32 horas de trabalho de parto/parto, sendo um parto vaginal pós cesárea (PVPC, ou VBAC, em inglês); dequitação de placenta em seis horas, s/ tração; varizes no ânus (a tal das hemorróidas, que quase me mataram!), mas em contraponto me senti mais bicho do que nunca, cheia de ancestralidade, de gozo, c/ a cria vindo todinha p/ meu corpo, meu calor... grudadinho, juntinho - não tem preço, nem valor! Faria tudo novamente p/ viver esse momento único, mágico e transformador - afinal esse blog só existe pq Ana e eu parimos, oras!!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Parto Ativo - A História e a Filosofia de uma Revolução

® Uso exclusivo concedido por Janet Balaskas
Parto Ativo - A História e a Filosofia de uma Revolução
Janet Balaskas na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
20 de Abril de 2011
Na véspera do feriado prolongado da Semana Santa, a visita da educadora perinatal Janet Balaskas à Faculdade de Saúde Pública da USP lotou o Anfiteatro Paula Souza. Estudantes e pesquisadores, profissionais da obstetrícia, usuários da saúde, e até mães com bebês aproveitaram a oportunidade de conhecer a britânica fundadora do movimento internacional pelo Parto Ativo.
A palestra Parto Ativo, a história de uma filosofia e revolução durou aproximadamente duas horas, durante as quais, Janet Balaskas e sua tradutora falaram de pé, apresentando um belo registro iconográfico. Coordenadora do Active Birth Centre em Londres, Janet compartilhou com o público a história do movimento organizado de mulheres, que há 30 anos, conseguiu denunciar e abolir práticas obsoletas e agressivas na assistência obstétrica da Inglaterra. Algumas destas ainda são rotina nos hospitais brasileiros.
Dois episódios foram marcantes neste processo: em 1982, uma passeata mobilizou seis mil ingleses que foram às ruas de Londres protestar contra as episiotomias de rotina e a imobilização das parturientes no leito. Alguns meses depois, novamente milhares de pessoas participaram de duas Conferências Internacionais pelo Parto Ativo, provocando mudanças significativas na assistência ao parto na Inglaterra.
Na USP, Janet também demonstrou algumas vantagens que os partos normais em posição vertical oferecem, como por exemplo, maior abertura do canal pélvico. Todos os presentes se levantaram para tocar seu próprio corpo e comparar o diâmetro de seu crânio com o de sua pelve, em variadas posições.
Em debate com o público, Janet Balaskas reconheceu no Programa Cegonha uma boa oportunidade para que o Brasil dê um salto de qualidade na atenção ao parto. Isso porque foi informada de que o atual plano de governo prevê investir na construção de 72 Centros de Parto Normal. Estudos recentes defendem que o parto normal – aquele sem o uso obrigatório de drogas ou procedimentos cirúrgicos – tem os melhores desfechos de saúde materna e infantil, sendo indicador da qualidade da assistência obstétrica de um país. Como disse o Ministro Padilha recente passagem pela FSP, esta política também objetiva reduzir a violência institucional no parto, questão que ganhou ampla divulgação na mídia pela pesquisa de opinião Mulheres e Gênero nos Espaços Públicos e Privados (SESC Fundação Perseu Abramo), segundo a qual, uma em cada quatro mulheres brasileiras afirma ter sofrido algum tipo de violência durante o parto.
Por fim, Janet dedicou todo apoio às obstetrizes brasileiras, especificamente às profissionais formadas pela EACH: “All power to the midwives” encerrou. Em seguida, um intenso e prolongado aplauso, com todos de pé, emocionou às lágrimas uma das figuras mais emblemáticas da humanização do parto. Além de todos nós.
Simone Diniz e Ana Carolina Franzon






Fotos: Ana Carolina Franzon
Realização:
Curso de Obstetrícia EACH-USP
Associação de Obstetrizes da USP
Faculdade de Saúde Pública da USP
GEMAS – Gênero, Maternidade, Evidências, Saúde (FSP/USP)
Apoio:

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