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quinta-feira, 7 de março de 2013

Campanha para que a Agência Nacional de Saúde emita regulamentação em favor do parto normal humanizado e da diminuição do alto índice de cesarianas


Nesta véspera de um dia que marca a luta das mulheres por respeito e autonomia divulgamos uma campanha para que usuári@s de saúde escrevam p/ a ANS p/ que ela regulamente uma assistência obstétrica humanizada e a diminuição das altíssimas taxas de cesáreas no País, que lidera o ranking neste procedimento, especialmente no sistema privado de saúde, como pode ser observado abaixo:

Imagem extraída do perfil de Facebook de Ana Cris Duarte - daqui.

Para participar basta ir no link da ouvidoria da ANS, em http://www.ans.gov.br/index.php/aans/ouvidoria/226-sobre-a-ans e enviar uma reclamação para o seguinte setor - SETOR DE REGULAMENTAÇÕES E NORMAS, c/ o texto sugerido:

Como cidadã e usuária do sistema de Saúde, solicito a essa Agência Nacional de Saúde Suplementar o acolhimento às demandas arguidas na Ação Civil Pública nº 0017488-30.2010.4.03.6100 que tramita perante a 24ª Vara Cível da Justiça Federal de São Paulo, Ação Civil Pública interposta contra a Agência Nacional de Saúde Suplementar, independentemente da sentença judicial, expeça regulamentação que:
a) determine às operadoras de plano privado de assistência à saúde que forneçam a seus beneficiários, a pedido destes e em determinado prazo fixado pela ANS, os percentuais de cesarianas e partos normais efetuados pelos obstetras e hospitais remunerados pela operadora no ano anterior ao questionamento;
b) defina, segundo seus critérios técnicos, um modelo de partograma e o estabeleça como documento obrigatório a ser utilizado em todos os nascimentos, como condição para recebimento da remuneração da operadora;
c) determine a utilização do cartão da gestante como documento obrigatório;
d) determine às operadoras e hospitais que sejam obrigados a credenciar e possibilitar a atuação dos enfermeiros obstétricos no acompanhamento de trabalho de parto e parto;
e) crie indicadores e notas de qualificação para operadoras e hospitais específicos para a questão da redução do número de cesarianas e adoção de práticas humanizadoras do nascimento;
f) estabeleça que a remuneração dos honorários médicos a serem pagos pelas operadoras seja proporcional e significativamente superior para o parto normal em relação a cesariana, em montante a ser definido pela ANS segundo seus critérios técnicos.
Atenciosamente.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Parto vaginal depois de cesárea

Pode?

É possível?

Mas, e os riscos?

Pois bem, nesta segunda-feira não iremos tratar dos argumentos p/ justificar um parto normal após cesárea. Iremos toca-l@s pelas imagens!

O blog El Parto es Nuestro trás belíssimas campanhas e, uma delas foi bordada por mim nesta última semana, utilizando o ponto corrente e o ponto atrás, também chamado de reverso - bora espiar! Confiram também outras fotos e trabalhos sobre o tema.




Informações - aqui!

Para finalizar, meu relato pessoal de um parto normal após cesárea - aqui!

Foto de Silmara Guerreiro

E você, também gestou e pariu depois de uma cesariana? Se sim, compartilhe conosco seu relato de parto!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

19 de maio - Dia Mundial da Doação de Leite Humano


Hoje comemoramos o Dia Mundial da Doação de Leite Humano e para celebrar compartilho inúmeros sites e blogs c/ posts sobre o tema da promoção do aleitamento materno, mesmo porque o assunto tem sido divulgado em vários meios de comunicação, em especial pelo Mamaço, promovido no Itaú Cultural, em São Paulo, por mulheres-mães que se juntaram e, unidas, colocaram os peitos para fora para alimentar suas crias, dado que uma delas foi proibida de amamentar seu filho na instituição antes do acontecido. O Mamíferas também promoveu uma campanha nas redes sociais, o Mamaço Virtual, pois uma foto de uma de suas editoras que amamentava seu filho, a Kalu Brum, foi retirada do Facebook.
Mulheres unidas e empoderadas, lindo de ver! Porque teta é tudo de bom!
Confiram:
Info Brasília - http://avalarini.blogspot.com/2011/05/hoje-e-o-dia-mundial-de-doacao-de-leite.html
Mamíferas - Parto e Amamentação fazem parte da Sexualidade Feminina, por Kalu Brum - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/parto-e-amamentacao-fazem-parte-da-sexualidade-feminina.html
Mamíferas - Mamaço Virtual, por Kathy - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/mamaco-virtual.html
Mamíferas - Mamaço na Mídia, por Kathy - http://www.blogmamiferas.com.br/2011/05/mamaco-na-midia.html
Mães da Pátria - Mamaço Poderoso, por Bia Fioretti - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/05/13/mamaco-podereso/

Buena Leche - Amamentação e Sexualidade, por Claudia Rodrigues - http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/05/amamentacao-e-sexualidade.html?spref=fb
Ministério da Saúde/FIOCRUZ/Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano - Doação de Leite Humano - http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360 e Aleitamento Materno - http://www.fiocruz.br/redeblh/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=384

Confiram, ainda, outros posts no Blog Parto no Brasil sobre amamentação:
Vídeo Quiero teta - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/02/quiero-teta.html
Leite de Mãe - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/06/leite-de-mae.html
Para as recém-paridas - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/para-as-recem-paridas.html
Dona das divinas tetas - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/01/dona-das-divinas-tetas.html
Sobre Bancos de Leite - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/01/sobre-bancos-de-leite.html
Lactância Selvagem - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/02/lactancia-selvagem.html
Álbum Teta, no Facebook - https://www.facebook.com/profile.php?id=100001575006549#!/media/set/?set=a.109836839078816.11947.100001575006549
LEITE É VIDA!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mais encontros no Rio de Janeiro essa semana

Reunião La Leche League - grupo de mães que amamentam, trocam experiências, emoções e dúvidas.
Quando? Dia 27, quarta-feira, no Espaço Mulher - R. Humberto de Campos, 315 - Leblon.
Assista também a Campanha Aleitamento Materno 2010 do Ministério da Saúde!

sábado, 25 de setembro de 2010

Dez Dicas Fundamentais - Campanha de incentivo ao parto normal

Hoje é último dia para votar na enquente sobre as recomendações positivas da OMS para o parto normal, segundo as diretrizes nacionais. Se você ainda não participou, conheça aqui o post que explica a pesquisa que o Blog Parto no Brasil está propondo, e dê também sua contribuição!
A propósito deste mesmo tema, e antes de lançarmos a próxima categoria de recomendações, publico hoje uma cartilha organizada pela Royal College of Midwives.

Campanha de incentivo ao parto normal: Dez Dicas Fundamentais 1. Espere e observe; 2. Faça o ninho dela; 3. Tire-a da cama; 4. Justifique cada intervenção; 5. Ouça o que ela tem a dizer; 6. Mantenha um diário; 7. Confie na sua intuição; 8. Seja um modelo; 9. Tranquilize-a, seja positiv@; 10. Do nascimento ao abdômen: contato pele a pele.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Com apenas um clic você pode ajudar

Acesse e divulgue o site - www.cancerdemama.com.br - clic no ícone à esquerda - Campanha da Mamografia DIGITAL. O Instituto do Cancêr de Mama e muitas mulheres agradecem! O site da instituição está com dificuldades, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer uma mamografia gratuita diariamente às mulheres de baixa renda, visto que é por meio do número diário das pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia pela publicidade no espaço virtual.

domingo, 21 de março de 2010

Vacinação contra o vírus H1N1 - 2a etapa da Campanha Nacional de Vacinação


A partir de amanhã, dia 22 de março, até 02 de abril, a 2a etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o vírus Influenza A H1N1 vacinará gestantes, sendo que as mulheres que engravidarem após esta data poderão ser vacinadas nas outras etapas da campanha, além de crianças de seis meses e menores de dois anos.
No entanto, outras informações a respeito deste tema foram comentadas no meio virtual e repassadas às listas de discussão sobre parto e nascimento no Brasil, confira abaixo e reflita!
Opinião de profissionais altamente qualificados sobre o vírus H1N1 e a vacina


A imprensa e as "autoridades" da saúde neste momento tentam defender a vacinação contra a gripe suína qualificando como rumores e teorias da conspiração as informações que estão assolando a internet neste momento em que o Brasil começa uma vacinação em massa, que deve cobrir mais da metade da população do País.
Para dar mais conteúdo e veracidade a esta montanha de desinformação, leia abaixo opiniões de profissionais altamente qualificados sobre o vírus e a vacina.
Philip Alcabes, PhD
Qualificações: PhD em epidemiologia de doenças infecciosas pela Universidade Johns Hopkins Mestrados em bioquímica e saúde pública. Professor na Universidade de Yale e na Universidade da Cidade de Nova York.
"Houve um tremendo exagero com a ameaça representada pelo vírus H1N1 que acabou como uma espécie de galinha dos ovos de ouro para os fabricantes de vacinas e as empresas farmacêuticas".
Tom Jefferson, médico e epidemiologista
Qualificações: Formado pela Universidade de Pisa na Itália. Professor de Medicina Preventiva no Royal Defence Medical College em Gosport, Inglaterra. Foi diretor da Unidade de Saúde do Exército em Aldershot, Inglaterra. É atualmente coordenador do instituto Cochrane Vaccines Field. É também mestre em Saúde Pública.
"Há toda uma indústria esperando por uma pandemia ocorrer. Desta indústria fazem parte a OMS, os oficiais de saúde pública, virologistas e as companhias farmacêuticas. Eles contruiram esta máquina ao redor das pandemias iminentes. E há muito dinheiro envolvido, e influência, e carreiras, e instituições inteiras. E bastou apenas um destes vírus de gripe sofrer mutação para este maquinário todo começar a funcionar."
"A definição de pandemia foi alterada em Maio de 2009, retirando a parte que se referia a alta mobilidade, grande número de casos graves e mortalidade, de forma que esta nova definição poderia muito bem se encaixar com a gripe sazonal".
Wolfgang Wodarg, chefe de saúde do Conselho da Europa
Qualificações: Chefe de saúde do Conselho da Europa. Médico formado pela Universidade de Hamburgo. Pós-graduado em medicina interna e pneumologia, em saúde pública, medicina social, medicina de higiene e ambiental na Alemanha. Formado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins University em Baltimore, EUA. Professor na Universidade de Flensburg . Presidente do Rheuma-Liga de Schleswig-Holstein.
"O que tivemos foi uma gripe leve - e uma falsa pandemia."
"Para continuar a avançar os seus interesses, as principais fabricantes de medicamentos colocaram 'seu pessoal' nas "engrenagens" da OMS e outras organizações influentes. Essa influência poderia ter conduzido a OMS a suavizar a sua definição de pandemia - levando à declaração de um surto mundial em junho passado."
"A fim de promover os seus medicamentos patenteados e de vacinas contra a gripe, as empresas farmacêuticas influenciaram os cientistas e os órgãos oficiais, responsáveis pelas normas de saúde pública, para alardear os governos pelo mundo inteiro."
Kent Holtorf, médico e doutor
Qualificações: Médico, doutorado em medicina pela Universidade de St. Louis e especialista em doencas infecciosas.
"Eu me preocupo mais com a vacina do que com a gripe suína".
"Timerosal tem mostrado ser causa de autismo em crianças com disfunção mitocondrial".
Ron Paul, médico e membro do congresso americano
Qualificações: Formado em biologia no Gettysburg College. Formado em medicina pela Duke University School of Medicine.
"Na gripe suína de 1976, a gripe veio e a gripe foi embora, e apenas uma pessoa morreu, exceto pelos indivíduos que morreram por terem tomado a vacina, além de muitos que ficaram doentes, até que finalmente tiveram que suspender o programa".
* Matéria traduzida diretamente da CBCNews do Canadá:
Um ano após do primeiro caso humano de gripe H1N1 ser diagnosticado no México, os esforços de saúde pública no mundo inteiro focando campanhas de vacinação têm sido cada vez mais colocados em questão.
Até o dia 7 de março de 2010, 16.713 mortes de pessoas com a gripe suína H1N1 (testadas em laboratório) haviam sido relatadas à Organização Mundial de Saúde, um número muito menor do que muitos temiam. No mundo inteiro, muitos casos não foram nem diagnosticados ou testados.
"O surto de H1N1 foi bastante pequeno", disse Philip Alcabes, PhD em epidemiologia de doenças infecciosas pela Universidade Johns Hopkins, bem como mestrados em bioquímica e saúde pública e professor na Universidade de Yale e na Universidade da Cidade de Nova York.
"Houve um tremendo exagero com a ameaça representada pelo vírus H1N1", e que "acabou como uma espécie de galinha dos ovos de ouro para os fabricantes de vacinas e as empresas farmacêuticas" .
Alcabes insistiu em que a gripe suína foi um fiasco antes que a vacina fosse produzida e, conseqüentemente, fez com que a imunização em massa não fosse mais necessária. As campanhas só aconteceram, disse ele, porque as empresas farmacêuticas, os políticos e os meios de comunicação induziram o pánico de o H1N1 repetiria a mortal pandemia de gripe de 1918.
O especialista disse também que não é claro se a vacina teve qualquer efeito em impedir que o H1N1 se espalhasse.
Fonte:
CBC Canada: H1N1 fears worse than virus, expert says.


segunda-feira, 8 de março de 2010

Direito ao acompanhante no parto


Mulheres denunciam ao Ministério Público descumprimento da lei
A rede de mulheres Parto do Princípio aproveita o dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, para denunciar ao Ministério Público abuso do poder médico e das instituições hospitalares privadas e públicas, em descumprimento sistemático da lei que garante o direito a um acompanhante no processo do parto. Simultaneamente, a Parto do Princípio divulgará os benefícios e o direito da mulher a um acompanhante no processo do parto.

A Rede Parto do Princípio, juntamente com outras organizações civis, entrega no dia 8 de março ao Ministério Público de vários estados um documento que denuncia o descumprimento sistemático da Lei que garante à mulher o direito de ter ao seu lado um acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.

O quadro do desrespeito à lei em todo território nacional é alarmante e a desinformação é geral. “Eu fui colocada para fora da sala de cirurgia durante a cesárea da minha irmã, pelo anestesista de plantão! Quando fui agradecer por ter permitido que eu entrasse, ele disse que era contra a presença de acompanhantes, que um centro obstétrico não é um circo onde médicos dão espetáculos para estranhos assistirem, e que eu deveria sair imediatamente.", diz Vânia C. R. Bezerra. “Eu não sabia que existia essa lei, meu marido ficou do lado de fora pedindo ao médico para entrar por horas, disseram a ele que somente mulheres podiam entrar.” - denúncia anônima. “Sinto muito, mas ela não pode ficar na enfermaria com você. E também já está na hora de você crescer e aprender a fazer as coisas sozinha, já vai ter um bebê, já é bem crescidinha.” - G., de Fortaleza-CE. “A mulher que nos recebeu foi muito agressiva quando insistimos para que eu pudesse ter um acompanhante e citou o caso de outro hospital grande da cidade que também não aceitava acompanhante, como se isso tirasse a responsabilidade dela.” - A., de Fortaleza-CE. Apesar da lei, a cada dia milhares de mulheres em todo Brasil sofrem esse tipo de abuso do poder médico e das instituições hospitalares privadas e públicas. 

A Parto do Princípio, neste dia 8, toma duas frentes de ação
Entrará com as denúncias no Ministério Público de diversos estados. - Iniciará uma campanha de divulgação da lei e do direito que ela protege. A denúncia Buscamos levar ao conhecimento do Ministério Público Federal um panorama do que acontece em todo o Brasil em relação à Lei do acompanhante no parto, apresentando as graves implicações para as saúdes materna e neonatal. Denunciamos o abuso do poder médico e das instituições públicas e particulares, demonstrando que existe um boicote em divulgar e respeitar a lei tanto nas instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) como nas particulares.

Abordamos também a completa omissão da Agência Nacional de Saúde (ANS) na regulamentação do direito e sem restrições.

Fatos sobre a lei
No dia 7 de abril de 2005, entrou em vigor a Lei 11.108 que garante às parturientes o direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. No dia 2 de abril de 2008, entrou em vigor a Resolução Normativa nº 167 da ANS, na qual atualiza as diretrizes para os planos privados de assistência à saúde constando a exigência da cobertura de um acompanhante indicado pela parturiente nos Planos Hospitalares com Obstetrícia.

No dia 3 de junho de 2008, a ANVISA, através da Resolução da Diretoria Colegiada nº 36, no item 9.1 prevê que "O Serviço deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato" reiterando o direito para os atendimentos particulares. Já se passaram quase 5 anos desde que a Lei 11.108 entrou em vigor.

A grande maioria dos serviços de saúde ainda não permite a entrada de acompanhante, restringe o seu tempo de permanência, cobra uma taxa para sua entrada, ou limita a escolha da parturiente. “Apesar de ser de conhecimento da classe médica que o acompanhante traz muitos benefícios para a saúde da mulher e do bebê, esse direito continua a ser negado ou cerceado!”, afirmam membros da rede Parto do Princípio.

Uma questão de saúde
Os benefícios da presença de um acompanhante para a parturiente e para o recém-nascido foram amplamente demonstrados. Entre outros, a presença do acompanhante foi relacionada à diminuição do tempo do trabalho de parto e parto e a melhores índices de Apgar no bebê. A Organização Mundial de Saúde recomenda a presença de um acompanhante de escolha da mulher desde 1996 (OMS). 

Nossas propostas
Junto ao documento, várias propostas de soluções foram apresentadas, entre elas: - Exigir que a Lei seja afixada em quadro de informações na recepção das maternidades públicas e privadas. - Que as mesmas informações estejam impressas no Cartão da Gestante. - Estabelecimento de uma multa a ser paga pela instituição em caso de denúncia de descumprimento da Lei. - Que seja criada campanha de veiculação do direito na mídia, orientando para os meios de fazer valer este direito ou denunciar casos em que tenha sido negado.

 A divulgação
Divulgaremos a Lei do Acompanhante para que as usuárias do sistema de saúde tomem conhecimento do seu direito e possam exigir que ele seja respeitado no estabelecimento em que elas vão dar à luz. A tomada de consciência da população deste direito é o caminho para obtermos mudanças na postura dos médicos, hospitais e maternidades que continuam negando ou cerceando esse direito às mulheres. A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 250 pessoas trabalhando, voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Crescer sem palmadas


Linda linda campanha da Rede Não Bata, Eduque.
Porque seu filhote é tudo de mais especial que há no mundo.
Porque vocês merecem!
O que fazer quando os conflitos familiares se convertem numa constante e explodem por qualquer motivo? Como assumir e expressar raiva, medo, frustração ou tristeza, sem ter a impressão de colocar em risco o amor e a confiança? Como formar e educar as crianças sem recorrer ao castigo físico?
Estratégias de educação positiva são aquelas formas educativas que não utilizam a violência física e psicológica e que promovem o desenvolvimento físico, emocional e social dos filhos de forma saudável e participativa.

Educar não é nada fácil. Depois de um dia inteiro de problemas, mães e pais chegam em casa e precisam cuidar dos filhos. E as crianças querem atenção, nem sempre obedecem logo, pedem tudo. É muita pressão.
Nessa hora a palmada ou um tapinha de leve parecem uma boa idéia. Sem que a criança entenda direito, os mesmos pais que dão comida e beijinho de boa noite, de vez em quando aparecem com o chinelo na mão. Para não apanhar, as crianças passam a preferir a distância e o silêncio. Mentem para evitar brigas, escondem seus erros. Aos poucos, quase nada se resolve sem gritos ou ameaças. E o resultado disso é que as crianças, ao invés de respeitar os pais, ficam com medo deles.
Muitos pais apelam para a violência porque é comum acreditar que é a melhor forma de manter a autoridade e de proteger os filhos. Antigamente se achava que castigos físicos e humilhantes faziam parte da educação. Hoje, se sabe que não é bem assim. Existem formas carinhosas de educar que dão resultado. Reunimos aqui algumas dicas de educação que você pode aliar a estratégias específicas de educação positiva, para garantir ao seu filho um desenvolvimento pacífico, feliz e livre de violência.

1. Se acalme. Respire fundo antes de chamar a atenção do(a) seu(ua) filho(a). Evite discutir os problemas sob o efeito da raiva, pois dizemos coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que as magoam tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós!

2. Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação. Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para juntos vocês encontrarem a solução!

3. Mostre à criança o comportamento mais adequado dando o seu próprio exemplo. Beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado. Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

4. Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões. Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro... Então não devemos agir assim com nossos filhos! Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. As crianças são seres humanos como nós!

5. Não deixe que a raiva ou o stress que acumulou por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos. Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

6. Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão. Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha um tom de voz baixo e calmo, segure as mãos enquanto conversam - o contato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

7. Considere sempre as opiniões e idéias dos (as) seus (as) filhos(as). Afinal muitas vezes suas explicações pelo ocorrido não são nem escutadas. Tome decisões junto com eles para resolver o problema, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorar da próxima vez.

8. Valorize e faça observações sobre os aspectos positivos do comportamento deles (as). Elogios sobre bom comportamento nunca são demais! Cuidado para não atacar a integridade física ou emocional da criança fazendo com que ela sinta que jamais poderá atender suas expectativas! Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas? Elogie. Assim como o desenho que a criança fez, o fato dela ter conseguido colocar a calça sozinha, o fato dela contar uma história para você ou colocar algo no lugar que você pediu.

9. Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem. Explique o motivo de suas decisões e ajude-os a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam interiorizá-las!

10. "Prevenir é melhor que remediar, sempre”. Gerar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes do conflito. Integrá-las nas atividades do dia-a-dia evita que tentem chamar a atenção por outros meios. Você precisa fazer compras e terá que levar com você seu filho pequeno. Você pode deixá-lo ajudar nas compras; conversar com ele sobre o que está comprando – peça-lhe para falar o que ele acha de um determinado produto; se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

11. Se sentir que errou e se arrependeu, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos!

12. Procure compreender a criança e saber o que esperar dela na fase desenvolvimento em que ela se encontra. Uma criança de 1 ano e meio já consegue se alimentar sozinha e este é um comportamento que deveria ser estimulado pelos pais e/ ou cuidadores. Mas eles devem ter paciência e, ao invés de se irritarem com a “lambança” que a criança irá fazer, estimulá-la a se alimentar por conta própria. Colocar um plástico ou jornais embaixo da cadeira que a criança está comendo torna mais fácil limpar o local depois da refeição.

13. Deixe as conseqüências naturais do comportamento inadequado acontecerem ou aplique conseqüências lógicas.
Conseqüência natural: a criança está brincando de maneira violenta com seus brinquedos. Você a avisa que ele pode se quebrar, mas ela continua a brincar da mesma maneira até que ele finalmente se quebra. Logo em seguida ela pede para você comprar outro. Neste momento, você deve relembrá-la do aviso que lhe foi oferecido e negociar com ela esta nova compra. Conseqüência lógica: a criança não cumpre com o que foi acordado com os pais sobre xingar os irmãos. Ela, então, ficará no “cantinho do castigo” o tempo adequado para a sua idade. Importante: conseqüências são diferentes de punições. Estas últimas machucam as crianças, fisicamente e emocionalmente deixando-as com raiva, inseguras e tristes. As conseqüências ensinam. Essa estratégia, no entanto, não deve ser usada quando significar submeter a criança a situação de perigo.

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