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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Informe da ABENFO

Projeto Doulas no SUS

O Projeto Doulas no SUS está avançando em sua estruturação, e estão sendo selecionados apoiadores para todos os Estados e Distrito Federal, quem desejar participar da seleção enviar e-mail para: doulasnosus@gmail.com, que a coordenação do projeto entrará em contato.

Saibam também:

Acompanhante no parto traz mais segurança para a mãe
Estudos científicos apontam evidências de que os partos realizados com a presença de um acompanhante trazem grandes benefícios e evitam problemas à saúde da gestante. As mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm o direito de escolher alguém de sua confiança para estar presente na sala de parto e também durante o pós-parto. Esse direito é resultado de uma série de ações do Ministério da Saúde para melhorar a qualidade do atendimento às gestantes e humanizar os partos no país.

A presença do acompanhante no parto e pós-parto nas maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS) é garantida pela Lei 11.108, de abril de 2005. Em dezembro do ano passado, uma portaria do Ministério da Saúde regulamentou esse direito. Os hospitais do SUS têm até junho para se adaptar à medida.

De acordo com 14 estudos científicos brasileiros e internacionais realizados em mais de cinco mil mulheres, as gestantes que contam com um acompanhante no parto e no pós-parto ficam mais tranqüilas e seguras durante o processo. A presença do acompanhante também contribui para redução do tempo do trabalho de parto e para diminuir o número de cesáreas (partos cirúrgicos).

"Durante o trabalho de parto, é normal a mulher sentir medo e insegurança. Esse medo muitas vezes aumenta a dor das contrações e a experiência do parto torna-se traumática", explica a técnica da Coordenação de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Daphne Rattner. "A presença do acompanhante diminui esses obstáculos e transforma o acontecimento em uma experiência positiva e inesquecível", diz.

A permanência de uma outra pessoa junto à mulher no parto e pós-parto contribui ainda para reduzir a possibilidade da paciente sofrer de depressão pós-parto, doença que hoje atinge cerca de 15% de todas as mães do mundo.

Além de oferecer tranqüilidade e segurança, o acompanhante pode ajudar a mulher nas tarefas básicas com o bebê no pós-parto, quando a mãe encontra-se em fase de reabilitação.

Vínculo afetivo - Os profissionais de saúde ressaltam mais pontos positivos na presença de um acompanhante para a mãe nos primeiros momentos de vida do bebê. Eles verificam que a participação dos companheiros na assistência ao parto pode melhorar o vínculo afetivo entre o casal. "Ao presenciar o esforço da mulher em dar a luz, seu companheiro passa a admirar e valorizar mais a figura feminina", explica Daphne Rattner. Segundo a técnica do Ministério da Saúde, há um momento no pós-parto em que é estabelecido um vínculo emocional entre mãe e filho e se o pai participa, isso fortalece os laços entre os membros da família. Daphne afirma que "nos partos cirúrgicos, nos quais raramente é permitida a participação do companheiro, perde-se a chance de viver essa experiência".

A brasiliense Juliana Cristina pôde contar com a presença da avó, Josélia Maria da Conceição, no nascimento da filha, em dezembro do ano passado. "Foi uma grande emoção o nascimento da minha filha e ter a minha avó presente", lembra Juliana. "Minha avó segurou a minha mão o tempo inteiro, durante o parto. Seu apoio foi fundamental", conta.

O sociólogo Luis Eduardo Batista, de 41 anos, não desfrutou da experiência de acompanhar sua esposa durante o parto. Para ele, a presença do pai é importante, pelo apoio que ele pode dar à mãe.  "Em uma sociedade em que o pai tem uma participação considerável em todo o processo de formação e educação da criança, é essencial a presença dele também no momento do nascimento de seu bebê", diz. O sociólogo conta que esteve presente em todas as fases da gravidez e do pré-natal da esposa. No entanto, não conseguiu a autorização da equipe médica para assistir ao nascimento do bebê. "Foi muito frustrante aguardar uma noite inteira por notícias sobre a minha mulher e meu filho. Queria muito ter acompanhado o parto", lamenta.

Tecnologia - Com os avanços tecnológicos na medicina, os atendimentos aos partos sofreram mudanças, algumas não positivas. Alguns medicamentos que nem sempre são essenciais para o bem-estar da mãe ou de seu bebê acabam ministrados freqüentemente. Segundo Daphne, "as mulheres optam por usar anestésicos e soros que antecipam as contrações e até dão preferência às cesáreas por medo de sofrer as dores do parto".  Os profissionais de saúde muitas vezes preferem esses artifícios por facilitar o trabalho e diminuir o tempo de espera para o nascimento. A técnica do Ministério da Saúde chama a atenção de que esse tipo de "comodidade" não significa necessariamente a opção ideal.

Governo promove cursos para humanização e treina parteiras

O Ministério da Saúde promove cursos nas maternidades vinculadas ao SUS para conscientizar os profissionais sobre a necessidade de mudar práticas e humanizar partos. Os seminários de Qualificação na Atenção Obstétrica e Neonatal Humanizados, com Base em Evidências Científicas são criados com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, de organizações profissionais e de organismos internacionais.

Ao todo, funcionários de cerca de 250 maternidades já foram qualificados. Mais encontros acontecerão em diversas regiões brasileiras ainda neste ano. A meta do Ministério da Saúde é qualificar 300 maternidades responsáveis por cerca de 70% dos nascimentos em hospitais públicos no Brasil.

Doulas - O parto normal também é estimulado em cursos para enfermeiras obstetras. Cerca de 1.700 profissionais já receberam qualificação. O ministério também tem investido na qualificação de doulas. São mulheres voluntárias com vasta experiência em ajudar e tranqüilizar as gestantes durante o trabalho de parto.  O Ministério da Saúde já treinou 350 doulas em 13 cursos.

O ministério também desenvolve o programa "Trabalhando com Parteiras Tradicionais". A iniciativa pretende melhorar a atenção ao parto domiciliar e busca sensibilizar os gestores do SUS e profissionais de saúde para que reconheçam as parteiras como parceiras e desenvolvam ações para apoiar e qualificar o trabalho.

Outra frente de atuação é o incentivo à realização do parto normal, com a efetiva redução das cesarianas desnecessárias. Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), uma taxa de cesariana aceitável está na faixa de 10% a 15%. A medida tem como objetivo principal reduzir as taxas de internações e mortes materna e perinatal (nos períodos antes e depois do parto). Em 2002, uma portaria do ministério definiu para estados e para o Distrito Federal percentuais máximos de cesarianas em relação ao número total de partos realizados.

Todas essas medidas fazem parte do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), instituido pelo Ministério da Saúde em 2000, para assegurar acesso e qualidade do acompanhamento ao pré-natal, da assistência ao parto, pós-parto e neonatal.

Fonte: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=24112

terça-feira, 10 de maio de 2011

Post Extraodinário - Série Lancet Saúde no Brasil

Foi lançada ontem, em Brasília, a série artigos da revista médica inglesa The Lancet, uma das mais prestigiadas, sobre a Saúde no Brasil.

É uma foto do Rio de Janeiro que estampa a Série, no site da Lancet
http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil
Segundo o texto de abertura da publicação, o Brasil é o primeiro país do mundo em número de cesáreas. Agora, mais que nunca, tá na hora de acabar com essa bobeira de segundo lugar. Isso é histórinha prá mãezinha dormir.
O Brasil conquistou melhorias significativas na saúde materno-infantil, em serviços de atendimento de emergência, e na redução e controle de doenças infecciosas. Mas as notícias não todas boas. O país continua a ter índices de mortalidade por lesão que são diferentes de outros países, devido ao grande número de assassinatos, especialmente por armas de fogo. Os níveis de obesidade estão aumentando e as taxas de cesariana são as mais altas do mundo.
O Brasil tem agora a oportunidade de se aproximar do seu objetivo último de saúde universal, eqüitativa e sustentável, tal como promulgado na Constituição de 1988. Para dar visibilidade a essa oportunidade, a revista The Lancet publica uma série de seis artigos que examinam criticamente as conquistas das políticas públicas nacionais e indicam os próximos desafios. É como Cesar Victora e colaboradores concluem no documento final da Série Lancet sobre o Brasil: "O desafio é, em última instância, político; e requer a participação contínua da sociedade brasileira como um todo para garantir o direito à saúde para todo o povo brasileiro.
Fonte: http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil
Haja solidariedade!!!
Quero só ver o que diz a Lancet sobre o tipo de parto normal que é normal por aqui....

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eventos de Saúde Pública em São Paulo/SP

Desde às 11 horas de hoje está acontecendo, no Anfiteatro 3, da EACH-USP, na Zona Leste, em São Paulo/SP, uma reunião c/ a Comissão de Deputados, c/ a presença da Frente Parlamentar que foi formada na Assembleia Legislativa (ALESP).
Logo à noite, às 19 horas, terá o Seminário SUS - Financiamento e Gestão, no Salão Nobre da Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí, n° 100 - 8o. andar.

O vereador Gilberto Natalini será o mediador do encontro, que contará com uma palestra do Prof. Dr. Adib Jatene. Entre os convidados, Alexandre Padilha, Ministro da Saúde; Giovani Guido Cerri, Secretário de Estado da Saúde, e Januário Montone, Secretário Municipal de Saúde.
Participam dos debates sobre o tema Jorge Curi (presidente da APM); Renato Azevedo (vice-presidente do Cremesp); Emil Razuk (Crosp); Silvio Cecchetto (ABCD); Claudio Porto (Coren-SP), e Cid Carvalhaes (Simesp).
Na quarta-feira, dia 06, no mesmo local, haverá o Debate sobre Violência no Parto, às 13 horas. A vereadora Juliana Cardoso está convidando a população para participar do debate sobre “Maus-Tratos no Atendimento em Maternidade e Pré Natal”.
A organização do debate foi motivada pelo estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizado em agosto do ano passado pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc, mas divulgado somente há um mês. O capítulo “Violência no Parto”, quantificou pela primeira vez a incidência de maus-tratos contra parturientes em escala nacional.
A pesquisa do estudo mostra que quase um terço das mulheres sofrem com a violência na rede pública e pouco menos de 20% na rede privada. Isso é preocupante”, comenta a vereadora Juliana Cardoso. “Com o evento pretendemos que o poder público municipal possa repensar o parto humanizado e começar a reverter esse triste quadro”.
Na quinta-feira, dia 07, às 10 horas, em frente ao MASP, na Av. Paulista ocorrerá o Ato pelo Dia Mundial da Saúde, c/ caminhada pela R. da Consolação até a Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36, e depois até o Ministério Público Estadual.
Nesta sexta, dia 08 palestra do Ministro da Saúde na Faculdade de Saúde Pública (FSP), às 9 horas, no Auditório João Yunes. A visita faz parte das comemorações do Dia Mundial da Saúde.
Na ocasião, Dr. Alexandre Padilha irá proferir palestra na qual deverá abordar as políticas de Saúde Pública no Brasil. O encontro será aberto ao público – docentes, alunos e funcionários da Instituição. Não há necessidade de efetuar inscrições.
Todos estes eventos serão oportunos p/ a discussão do andamento do Curso de Obstetrícia da EACH-USP.
Compartilho algumas matérias sobre o assunto na blogosfera:
DCE - Audiência Pública com Boueri: Esclarecimentos sobre o Relatório Melfi - http://www.dceusp.org.br/2011/03/audiencia-publica-com-boueri-esclarecimentos-sobre-o-relatorio-melfi/.
IG, por Cinthia Rodrigues - Órgão de enfermagem: mudança de obstetrícia da USP é quase certa - http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/orgao+de+enfermagem+mudanca+de+obstetricia+da+usp+e+quase+certa/n1300009483212.html.
Blog What Mommy Needs - O Brasil precisa de obstetrizes, médicos ou cegonha? - http://www.whatmommyneeds.net/2011/03/o-brasil-precisa-de-obstetrizes-medicos.html.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mamografia anual após os 40 anos - Direito garantido!

Saiba mais sobre a Lei que garante a toda mulher realizar anualmente a mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através de indicação médica. Leia abaixo o texto extraído do portal Observatório Brasil da Igualdade de Gênero e conheça aqui a ação Outubro Rosa. Outras informações no site Mulher Consciente.

Instituto Nacional do Câncer explica lei da mamografia

Instituição disse que há várias interpretações para a nova lei e que texto não muda as regras anteriores
Segundo nota divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), houve um equívoco de médicos e instituições da sociedade civil ao divulgarem que as mulheres entre 40 e 50 anos passariam a fazer mamografias anuais para controle da doença.
O texto explica que as mulheres nessa faixa etária já fazem o exame gratuitamente no Sistema Único de Saúde, mas apenas se tiverem indicação médica. Para o Inca, essa política é a mais correta e permanecerá, mesmo com a nova lei.
Leia a nota na íntegra:

"A Lei 11.664/2008, que entrou em vigor dia 29 de abril e dispõe sobre a atenção integral à saúde da mulher, reforça o que já é estabelecido pelos princípios do Sistema Único de Saúde: o direito universal à saúde. Porém, ao estabelecer que SUS deve assegurar a realização de exames mamográficos a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, a nova legislação suscitou interpretações divergentes. Alguns profissionais e entidades divulgaram informações equivocadas em relação à lei e às recomendações para a realização do exame adotadas no país – as mesmas aplicadas nos países da União Européia e Canadá, baseadas nas evidências científicas mais atuais.
O SUS garante a toda brasileira o acesso gratuito à mamografia. Esse exame, como qualquer outro realizado pela rede de saúde pública ou complementar, depende de indicação médica - o que não foi alterado pela nova legislação. É o profissional de saúde que indica à paciente se deve ou não fazer o exame, de acordo com seu histórico familiar, sua idade ou a suspeita de alguma alteração. É preciso esclarecer que há indicações diferentes para a realização de mamografia, ambas dependentes de indicação médica.
O profissional de saúde pode pedir a mamografia diagnóstica, quando tem alguma suspeita, independentemente da idade da paciente. O médico também deve recomendar à paciente, entre 50 e 69 anos, mamografia para rastreamento. Nesse caso, o objetivo é o monitoramento das mulheres saudáveis, com a realização de exames regulares, a fim de diagnosticar precocemente possíveis casos da doença e diminuir a taxa de mortalidade na faixa etária de maior risco e incidência.
De acordo com o Consenso de Mama (documento elaborado em 2004 por gestores, ONGs, sociedades médicas e universidades), a estratégia de controle da doença é a realização do exame clínico anual das mamas em mulheres de 40 a 49 anos. As mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama devem fazer exame clínico e mamografia anual a partir dos 35 anos. Para rastreamento, a recomendação é a realização de mamografia na faixa de 50 a 69 anos, com intervalo de até dois anos.
Essas recomendações se baseiam em evidências científicas e estudos internacionais, e é adotada em países com políticas públicas de rastreamento populacional implementadas, como Reino Unido, Holanda, Canadá e Austrália. De acordo com a Cochrane Colaboration, uma rede mundial sem fins lucrativos que busca subsidiar as tomadas de decisão na área da saúde, os programas de rastreamento mamográfico resultam em benefícios para a população feminina, tanto para redução da mortalidade quanto para a da morbidade.
Em sua última análise sistemática (metanálise) do rastreamento, a ONG avaliou os resultados e a metodologia de sete estudos de diferentes países que envolveram ao todo meio milhão de mulheres. As evidências indicam uma redução na mortalidade de até 20% para a faixa entre 50 e 60 anos, quando a mamografia é realizada periodicamente em 70% da população-alvo por um período de dez anos. Entretanto, os autores ressaltam que não está claro se o rastreamento resulta mais em benefícios ou danos. A mesma metanálise também confirmou alguns possíveis efeitos adversos do rastreamento, como o excesso de diagnóstico (over-diagnnosis) e tratamento (over-treatment) com aumento estimado de até 30%.
Isto significa que, para cada 2.000 mulheres convidadas para o rastreamento ao longo de dez anos de programa, dez mulheres saudáveis, que não teriam sido diagnosticados se não tivessem participado, terão o diagnóstico confirmado e serão tratadas desnecessariamente seja no caso de falso-positivo ou de lesões que jamais se desenvolveriam. Por isso, uma das recomendações comuns à maioria dos programas implementados no mundo é que as mulheres convidadas sejam plenamente informadas dos benefícios e dos prejuízos do exame.
Em abril, o Instituto Nacional de Câncer promoveu o Encontro Internacional sobre Rastreamento de Câncer de Mama, que reuniu alguns dos maiores especialistas do mundo, gestores do todas as esferas de poder, representantes da sociedade civil, profissionais da saúde, ONGs e demais instituições ligadas à abordagem deste tipo de câncer. Durante o evento, foram amplamente discutidas as recomendações e a sua adequação à realidade do sistema de saúde e ao perfil da população brasileira para, a partir daí, elaborar um documento que subsidiará o Ministério da Saúde na regulamentação da lei e na implementação do rastreamento efetivo em todo país."

sábado, 4 de setembro de 2010

Parteiras discutem inclusão do parto domiciliar no SUS

Leia aqui a matéria da Agência Brasil de 08 de agosto de 2010 sobre o assunto, postado no site Pernambuco.com sobre a reunião realizada em Brasília entre os dias 09 a 13 de agosto com parteiras tradicionais, profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), representantes de organizações não governamentais e gestores públicos de vários Estados para discutir a política de inclusão no SUS do parto domiciliar assistido por parteiras. Foto satélite de Brasília de fontebrasil.com.br. No site da Câmara de Deputados também pode ser visto um vídeo com a matéria - Projeto quer regulamentar o trabalho das parteiras.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Com apenas um clic você pode ajudar

Acesse e divulgue o site - www.cancerdemama.com.br - clic no ícone à esquerda - Campanha da Mamografia DIGITAL. O Instituto do Cancêr de Mama e muitas mulheres agradecem! O site da instituição está com dificuldades, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer uma mamografia gratuita diariamente às mulheres de baixa renda, visto que é por meio do número diário das pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia pela publicidade no espaço virtual.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Secretaria de Saúde de Araxá/MG altera atendimento de pré-natal

Publicado no Diário de Araxá.

A partir da próxima segunda-feira (12), médicos da rede de obstetrícia da Santa Casa estarão realizando os pré-natais nas Unidades Básicas de Saúde (Unis) e as gestantes receberão informações sobre direitos quanto aos procedimentos do Sistema Único de Saúde.

As reclamações de cobrança indevida de serviços que são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
são antigas e frequentes em Araxá. Várias pessoas denunciam médicos da Santa Casa de Misericórdia de omitirem informações e pressionarem gestantes a realizarem cesariana por R$ 1,5 mil. O secretário municipal de Saúde e gestor da Santa Casa, Antônio Marcos Belo, afirma que existem situações em que médicos que trabalham na rede municipal de saúde antecipam o parto para cobrar por um serviço que poderia ser realizado gratuitamente pelo SUS.

A cesárea é uma cirurgia de grande porte e maior risco. Sendo assim, somente deveria ser realizada no intuito de salvar a vida da mãe e/ou do bebê ou de evitar risco de dano à integridade da unidade mãe-bebê. Os índices de cesárea no país e no mundo vêm crescendo, na maioria das vezes por razões de conveniência do médico ou da mulher. Em alguns casos especiais, a cesárea é de fato necessária, mas não da forma que vem acontecendo atualmente no Brasil, onde cerca de 80% a 90% das grávidas têm sido submetidas a cesárea sem necessidade

De acordo com Belo, o médico “força a barra”, pressiona a gestante para realizar a cesariana e assim pode cobrar pelo serviço, o chamado pacotinho. “Já tive conhecimento de pelo menos três casos de cobrança de um serviço que poderia ser oferecido pelo SUS. Muitas vezes, a gestante fica confusa porque o médico que realiza o pré-natal encaminha ela com 37 semanas de gestação para realizar a cesariana e a equipe de obstetra da Santa Casa avalia e diz que tudo está tudo normalmente, que dá para esperar as 42 semanas para realizar o parto normal. Com medo de uma complicação, a gestante acaba realizando a cesariana e paga o médico pelo serviço.”

Segundo Belo, essa cobrança indevida há vários anos é uma realidade da medicina nacional. “Não é um esquema, é uma realidade da nossa medicina. O médico não obriga ninguém a pagar pelo serviço, a pessoa paga se quiser. As gestantes devem ficar atentas e não pagarem por um serviço que é oferecido pelo SUS. Mas para evitar uma eventual pressão, a Secretaria de Saúde já está tomando medidas necessárias para solucionar esse problema. Os médicos que estão forçando uma antecipação do parto para realizarem uma cesárea nós vamos tirar da rede a partir de segunda-feira (12)”, destaca o secretário.

Mudanças
Ele afirma que o SUS está estruturado na Santa Casa para atender da melhor forma possível. “Também definimos com a equipe de obstetras da Santa para realizarem o pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (Unis) e acompanharem as gestantes até o momento do parto. Com isso, teremos um acompanhamento total e vamos acabar com esse problema de antecipação de parto para cobrança de um serviço que poderia ser realizado pelo SUS. Hoje, a Santa Casa tem dono, o nosso objetivo é atender da melhor forma possível e aos poucos estamos buscando solucionar os problemas”, esclarece o secretário.

Encontro estadual realizado no Pará debate parto e nascimento domiciliar

Divulgado pela Agência Pará o Encontro Estadual Inclusão e Melhoria da Qualidade da Assistência ao Parto e Nascimento Domiciliar no SUS, promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde da Mulher, iniciado nesta terça-feira (6), no Hotel Beira Rio, em Belém, do Pará.
Os objetivos são apresentar as experiências nacionais e estaduais na efetivação de políticas para a inclusão do parto domiciliar no SUS, avaliar as políticas e ações relacionadas à assistência obstétrica do Estado, com enfoque no parto domiciliar assistido por parteiras tradicionais, formar a Rede Colaboradora Estadual para inclusão do parto domiciliar no SUS e elaborar Plano de Ação Estadual de apoio às organizações, parteiras, municípios e Estado. No final do evento, que se estenderá até esta sexta-feira (9), também serão eleitos os representantes do Pará para o Encontro Nacional, que acontecerá, ainda no primeiro semestre deste ano, em Brasília.
Amanhã terá no encontro a apresentação da Proposta da Rede Colaboradora para a inclusão do Parto Domiciliar no SUS, além da formação da Rede Estadual, apresentação dos Planos de Ação para a Inclusão do Parto e Nascimento Domiciliar Assistidos por Parteiras Tradicionais, Municípios e Estado, como também a escolha dos representantes para o Encontro Nacional e Encerramento

quinta-feira, 11 de março de 2010

Seminário Promoção do Bom Parto no SUS

*Divulgando*
Seminário na Faculdade de Saúde Pública - USP "Promoção do bom parto no SUS: estratégias para mudanças institucionais"
Será realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, o Seminário: "Promoção do bom parto no SUS: estratégias para mudanças institucionais" - Subtítulo: "Assistência ao parto baseada em evidências" e lançamento do DVD do documentário do Projeto de Humanização da Maternidade ISEA, de Campina Grande (PB). Nas últimas décadas, houve uma mudança radical na compreensão do que é um parto saudável para mães e bebês: atualmente, conforme as melhores evidências científicas, um parto fisiológico, com um mínimo de intervenções, deve estar disponível a todas as gestantes saudáveis. O parto fisiológico e humanizado oferece os melhores resultados: experiências mais satisfatórias para a mãe e melhores resultados para o recém-nascido. Para isso, é importante garantir o cumprimento da lei do acompanhante no parto para todas as gestantes, e reduzir procedimentos dolorosos e invasivos (episiotomias, indução ou aceleração rotineiras do parto com drogas, imobilização da parturiente, entre outras), que ainda fazem parte da cultura de muitos serviços no Brasil. Melhorar a experiência do parto é a melhor estratégia para reduzir as abusivas taxas de cesárea, e oferecer às mulheres um atendimento seguro e respeitoso. Este seminário discutirá estratégias de mudança e experiências bem-sucedidas no SUS. Palestrante: Dra. Melania Amorim - Professora da Universidade Federal de Campina Grande (PB), integrante do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (Genebra) e Revisora da Biblioteca Cochrane. Local: FSP/USP - Av. Dr. Arnaldo, 715 - Anfiteatro Auditório João Yunes Data: 22/03 das 14 às18h Coordenação: Profa. Dra. Carmen Simone Grilo Diniz. Comissão Organizadora: Daniela de A. Andretto e Heloisa Salgado. Organização: Comissão de Cultura e Extensão FSP Escola de Artes, Ciência e Humanidades da USP-EACH Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuna Rede Parto do Princípio; Coletivo Feminista e Sexualidade Núcleo de Estudos da Mulher e das Relações de Gênero GEMAS - Gênero, Evidências, Maternidade e Saúde CONDECA - Conselho Estadual dos Direitos das Criança e Adolescentes * As inscrições serão isentas de taxa, e poderão ser feitas somente através deste site, até o dia 21/03. Será fornecido certificado de participação no evento que também será transmitido pela TV via Internet da USP (iptvusp). Mais informações pelo e-mail: svalunos@fsp.usp.br

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