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sábado, 25 de maio de 2013

Multimídia Parto no Brasil - Qual o parto que as mulheres desejam, em Campinas-SP




"Este vídeo foi produzido para ser apresentado pelo Grupo Samaúma no I Seminário Internacional de Centros de Parto Normal, organizado pelo OPAS - Organização Pan-Americana de Saúde - e pela Rede Cegonha.
O tema solicitado foi o que as mulheres esperam dos serviços de Maternidade.
Nosso agradecimento às famílias que participaram neste projeto com seus depoimentos e suas fotos!".
Fotógrafa e vídeo maker: Vívian Scaggiante
Vídeo maker e edição de vídeo: Suzanne Shub

segunda-feira, 11 de março de 2013

Você quer parto normal?

Com esta pergunta seis mães, ativistas, profissionais e pesquisadoras da área questionam e informam sobre como conseguir um parto normal em um País que lidera o ranking de cirurgias cesarianas, muitas delas, inclusive, pré-agendadas, ou eletivas, como costumamos mencionar.


No blog temas como Direitos da Gestante, Trabalho de Parto, Violência Obstétrica são abordados, além da lista atualizada de grupos de apoio ao parto, os GAPPs - aqui!

Os objetivos do espaço são:


Em um país com taxas de cesárea que superam 52% no sistema público (Datasus, 2010) e está em torno de 80% no setor privado, ainda que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde seja de 10% a 15%, nós queremos:

- Centralizar e difundir as informações que já estão disponíveis na web sobre assistência ao parto: Parto Humanizado, Medicina Baseada em Evidências (MBE), Doulas, Obstetrizes e Enfermeiras obstetras, Políticas Públicas etc.

- Divulgar informações seguras e de fácil compreensão sobre os benefícios do parto normal e das possíveis complicações de se fazer uma cesárea sem indicação médica;

- Facilitar a localização de um grupo de apoio ao parto normal em sua cidade ou região

- Difundir, por meio de várias ações, que somos vários as mulheres, os homens e os profissionais que desejam informações sobre parto normal.

Gestante, acesse e informe-se:

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Multimídia Parto no Brasil - Saudações às Doulas!

Na imprensa



Mãe leva doula e é hostilizada na hora do parto no Pró-Matre






Mariana de Mesquita explica ao Jornal da Cultura a importância da atuação das doulas no suporte ao trabalho de parto, parto e pós-parto


Fonte: Jornal da Cultura


E no ciberativismo

Mulheres movimentam as redes sociais em defesa dos direitos reprodutivos, e pela presença das doulas em todos as maternidades brasileiras. Confira as imagens.











[Imagem de Janie Paula]

[Imagem de Janie Paula]

[Imagem de Janie Paula]







quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sobre campanhas de apoio ao aleitamento materno e bancos de leite

O post desta quarta, que deveria ser nossa Agenda Parto no Brasil - desativada neste mês de dezembro e durante a temporada de férias da equipe, trata sobre as campanhas do Ministério da Saúde sobre a amamentação, além de informações sobre bancos de leite, em algumas postagens do ano de 2011, no Blog!

A ação Mulheres de Peito busca trazer à luz uma boa prosa sobre este tema, dado as repercussões na mídia televisiva, que em rede nacional repassa sem compromisso público dados equivocados, em troca de patrocínios que transformam bebês em mercadoria, por R$100.000,00! Mas, isso é outra (senta, que lá vem história...)...

Bora conferir, nos links, e no vídeo:

Amamentação -

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mulheres de Peito

O post de hoje, e os debates que vão circular essa semana são sobre um tema: a AMAmentaÇÃO. O motivo veio por conta das informações equivocadas narradas no Programa Mais Você, na semana passada, no quadro Game de Bebês, sobre o desmame.

Depois da vitória, c/ a retratação do assunto pela emissora Rede Globo, feita em tom cínico e nada transparente pela apresentadora Ana Maria Braga, que RESOLVEU tratar a questão, vamos trazer publicações já vistas em nosso Blog, e também convidamos a blogosfera materna a fazer o mesmo.


O intuito é conscientizar gestantes, mães, pais e famílias sobre a importância do aleitamento materno, o vínculo que se cria c/ o filh@, além dos benefícios para a saúde de seu bebê. Bora (re)ler!

Antes disso, leia, ainda, as postagens abaixo e entenda mais o que está acontecendo, e assine a petição em repúdio ao Game de Bebês - AQUI (já contamos c/ mais de 3300 assinaturas):


Do povo bunda à mulher de peito, por Ligia M. Sena, do Cientista que virou mãe;

A falácia do cada um cria como quer, por Nanda, do Mamíferas;

Que tipo de mãe é mais você?, por Andrea Stankiewickz, Mamífera convidada (o);


Agora, confira AMAmentaÇÃO, de 12 de setembro de 2011, por Bianca Lanu - 


Participe, também:


Acesse e saiba mais na fanpage Mãezinha FicaDica

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Extra, extra!

Em tempos de mobilização, em rede, e junt@s não há nada neste mundo que não possa ser (re)avaliado! Ou, como diria Marshall Berman - Tudo o que é sólido desmancha no ar.

Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão recomenda à TV Globo que esclareça mães sobre período de amamentação

Quadro exibido no “Programa Mais Você” orientou o desmame a partir do momento em que a criança começa a andar; Ministério da Saúde recomenda amamentação “até dois anos ou mais”
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) em São Paulo recomendou à TV Globo que faça um esclarecimento em rede nacional para informar que o Ministério da Saúde, a Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o aleitamento materno até “dois anos ou mais”.

A veiculação servirá para corrigir um erro de informação transmitido no último dia 3 de dezembro pelo “Programa Mais Você”, da apresentadora Ana Maria Braga. Num dos quadros do programa, chamado “Game Hipoglós Amêndoas”, o educador Marcelo Bueno orientou as mães a promover o desmame de seus filhos a partir do momento em que começarem a andar.

A recomendação, endereçada ao diretor-geral da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder, estabelece prazo de três dias para que a  informação correta seja veiculada no programa “Mais Você” com o mesmo tempo de duração (nove minutos e 41 segundos) que durou o quadro.

O esclarecimento deve ser feito, de preferência, “com entrevista de profissional especializado em aleitamento materno ou com a retratação do educador Marcelo Bueno, que manifestou a informação prejudicial à saúde das crianças”.

O documento determina, também, que as mães participantes do reality show sejam informadas sobre o equívoco e que tal esclarecimento seja veiculado no programa de Ana Maria Braga.

Segundo a recomendação, assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, e pelas procuradoras da República Ana Previtalli e Luciana Costa Pinto, a publicação oficial do Ministério da Saúde “Dez passos para uma alimentação saudável – guia alimentar para crianças menores de dois anos” preconiza a amamentação “até dois anos ou mais”. A mesma recomendação é feita pela OMS e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

“O programa fez recomendações contrariando todas essas diretrizes, em detrimento da saúde e bem estar das crianças participantes do programa e de todos os telespectadores que receberam a informação”, afirma o documento expedido nesta sexta-feira, 7 de dezembro.

Os procuradores lembraram que compete aos meios de comunicação, serviço público concedido pelo Estado, “esclarecer a população a respeito de assuntos de interesse público”, além de “não contribuir para a formação de uma cultura prejudicial e errônea”.

O documento reconhece a preocupação demonstrada pela TV Globo em promover “a difusão de conhecimento, a transmissão de mensagens socioeducativas e o incentivo ao debate e à mudança de comportamentos”, conforme informações extraídas de sua página na internet.

Para ler a íntegra da Recomendação, clique aqui.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Mais informações à imprensa: Elaine Martinhão e Gabriela Rölke
11-3269-5068
ascom@prsp.mpf.gov.br

Fonte: http://www.prsp.mpf.gov.br/prdc/sala-de-imprensa/noticias_prdc/07-12-12-2013-prdc-recomenda-a-tv-globo-que-esclareca-maes-sobre-periodo-de-amamentacao

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Repúdio ao reality show Game de Bebês


Via rede social Facebook foi criada uma articulação, mediada por mães e profissionais se posicionando contra o reality show Game de Bebês, exibido pelo Programa Mais Você. Confiram o abaixo-assinado, e a mesa-redonda que vai acontecer hoje à noite, p/ debater o assunto. Leia mais nos blogs Mamíferas - Tudo parece tão errado que parece certo, por Tata e  Cientista que virou mãe - Contra a mercantilização da infância, por Ligia Sena.

Abaixo-assinado:

O programa de televisão matinal “Mais Você”, apresentado todos os dias, exceto aos finais de semana, pela jornalista Ana Maria Braga, na Rede Globo, em tv aberta, vem transmitindo o quadro “Game de Bebês - Hipoglós Amêndoas”, que apresenta sete mães com seus bebês, parcialmente confinados em um espaço do programa, sendo que as mães com seus filhos dormem em hotéis, e vão para a casa do programa para participar das ‘provas’ propostas.

Como em um "Big Brother" infantil, as mães e seus filhos competem por um prêmio final, e são submetidas a competições, além de semanalmente serem expostas a uma eliminação, em que a dupla mãe/bebê escolhida pelo público é eliminada da atração.

Como mães, pais, profissionais da área e indivíduos que se preocupam e zelam pela preservação da infância e pelo respeito ao desenvolvimento infantil manifestamos nossa indignação com esta atração sensacionalista, que explora crianças como se fossem objetos de uso, transformando-as em propriedade a ser manipulada diante dos olhos coniventes da sociedade, em um programa matutino da rede de televisão mais assistida do país.

Além de submeter as crianças a um ambiente inóspito cercado de câmeras e controle e afastadas de todas as suas referências de afeto e segurança, a atração, que tem como parte de sua dinâmica criar um ambiente competitivo e estressante para as mães (o que, obviamente, afeta negativamente os bebês), conta com o apoio e a participação de profissionais que disseminam informações equivocadas e desatualizadas no que diz respeito à puericultura. Exemplo disso foi a fala do educador Marcelo Cunha Bueno a respeito do processo de desmame, recomendando a interrupção do aleitamento quando a criança começa a andar, contrariando a recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, que recomendam o aleitamento materno por dois anos ou mais.

Por meio deste manifesto, nós abaixo assinados repudiamos a postura desrespeitosa da Rede Globo, da produção do programa Mais Você, da empresa Procter & Gamble, patrocinadora da atração por meio da marca “Hipoglós Amêndoas”, e de todos os envolvidos nesta exploração cruel e inaceitável das crianças expostas no programa. Crianças não são objetos e não devem ser expostos em sua fragilidade natural. Crianças devem ser cuidadas e protegidas. Se não por seus pais, se não pela sociedade em que vivem, por quem?

ASSINEM AQUI!

*Redigido por Renata Penna, c/ colaboração de Bianca Lanu.

Mesa-redonda:


O que representa a existência e a aceitação popular de um reality show com bebês? 
O que isso diz sobre nossa sociedade? 
Que tipo de tratamento estamos dando às nossas crianças? 
E mais um monte de questões que NÃO VÃO calar. 
VAMOS FALAR A RESPEITO! 
Você está mais que convidado a participar. 
Chega de aceitar que bebês sejam usados como mercadorias. 
Às 20 horas, conecte-se e participe! 
Avise os amigos, chame o pessoal, compartilhe - http://ead.qualichart.com.br/#!/items/20121204125205442

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Postagem Coletiva - Violência no Parto: A Voz das Brasileiras

No mundo todo, as mulheres estão usando as redes sociais para dar visibilidade ao que chamam de ‘violência obstétrica’.

Neste post, convidamos você a colaborar com a construção deste processo histórico, com a documentação da voz das mulheres, sobre os momentos que foram os mais tristes e difíceis da sua jornada reprodutiva.

Pelo direito de viver uma vida livre de violências.
Pelo direito à saúde e à boa informação.



Por que violência obstétrica?

Por definição, a violência obstétrica é considerada toda forma de desrespeito, maus-tratos, abuso e negligência, praticada pelos profissionais das maternidades contra as mulheres que estão ali em busca de serviço de saúde especializado – para a gravidez, o parto, o pós-parto, e o aborto.

Também pode incluir condutas, procedimentos e protocolos clínicos que não atendam as melhores práticas na atenção ao parto e nascimento, condutas e protocolos reconhecidos como fortes evidências científicas pela comunidade internacional para a segurança das pacientes e qualidade da assistência.

A falta de informação e esclarecimentos sobre todos os processos do parto e nascimento prejudica a comunicação entre os profissionais e pacientes. As mulheres precisam ser estimuladas a falar sobre suas dúvidas, medos, desejos e necessidades. E precisam ser ouvidas.

A Lei do Acompanhante no Parto é de 2005, e vale para todo o país, para todas as maternidades do SUS ou da Saúde Suplementar. A lei vale para todas! Todas as mulheres têm direito a ter um acompanhante de sua livre escolha desde o início até o final da sua internação na maternidade. Toda exceção é violação de direitos. Denuncie.



Segurança das pacientes e qualidade da assistência

Este cenário (de violência) é o oposto ao desejado pelo projeto da Humanização da Assistência ao Parto. Uma política pública que tem a proposta de superar o grande desafio da redução das mortes maternas; da organização de todos os serviços que compõem a rede de atenção ao pré-natal, parto e puerpério (nas UBS, centros de parto normal  e maternidades hospitalares); e da valorização do parto e nascimento como processos fisiológicos, que podem ser transformados em uma experiência positiva e satisfatória para as mulheres.

Em última instância, é uma defesa da cidadania e dos direitos humanos!



O convite para a ação

Nos últimos meses, uma série de ações sociais foram organizadas, via Internet, por mulheres que se dedicam à construção de um outro modelo de assistência ao parto, mais amigável às mulheres, e que inclui necessariamente a articulação de uma equipe de profissionais tais como enfermeiras, doulas, obstetrizes, parteiras, e médicos.

Como resultado, temos duas Blogagens Coletivas que foram realizadas coletivamente por mais de 100 blogs ao total. Confira as informações:







Nesse tempo, as mulheres também saíram às ruas, na Marcha do Parto em Casa e na Marcha pela Humanização do Parto. A perspectiva das usuárias, favorecida pela Internet, é o item de maior valor que nós podemos oferecer à saúde pública brasileira.

Esta terceira postagem coletiva tem objetivo de proporcionar mais uma troca de experiências entre as mulheres, de resgate do apoio mútuo, e de valorização de uma metodologia que é específica de uma organização política, pessoal, comprometida, com os direitos humanos das brasileiras, e sua saúde sexual e reprodutiva, na perspectiva da integralidade, diversidade e individualidade, com aplicação de saberes multidisciplinares complementares.


Participe, divulgue a imagem abaixo, junto com um texto livre de sua autoria.
Grave seu video, e envie até 28 de outubro!

Instruções para a Postagem Coletiva - Violência no Parto: A Voz das Brasileiras

Como resultado, esperamos produzir um videodocumentário sobre a perspectiva das brasileiras que se sentiram desrespeitadas, para ser lançado oficialmente durante o 10o Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que ocorrerá entre os dias 14 e 18 de novembro de 2012, em Porto Alegre-RS.

Uma iniciativa dos blogs Parto no Brasil, Cientista que Virou Mãe e Mamíferas, junto com o grupo de pesquisa do Gênero, Maternidade e Saúde (GEMAS/FSP/USP).

Nosso muitíssimo obrigada!
Ana Carolina Franzon
Bianza Zorzam
Kalu Brum
Ligia Moreiras Sena




terça-feira, 14 de agosto de 2012

Natureza da Violência

por Kalu Brum

Escolheu fazer medicina porque gostava de ajudar pessoas. Desde de pequenina ela socorria os coleguinhas que se machucavam, os animais enfermos. A medicina era uma vocação para fazer deste lugar um mundo melhor, dizia ela.
Estudou muito: anos de cursinho, abrindo mão das baladas e até mesmo do grande amor que surgiu no caminho. Era preciso estudar, madrugadas a fio, sacrificando qualquer coisa que a desviasse do caminho. Passou em uma das melhores faculdades do país. Orgulho na família, status no cursinho e na escola que frequentava. Foi garota propaganda de ambos e dava palestras motivacionais: como entrar em medicina.
Na faculdade aprendia mais sobre doenças, exames, diagnósticos, cirurgias do que sobre ouvir, acolher, entender os processos que levavam às doenças. Dava-se mais importância para vírus, bactérias do que para o seu hospedeiro: o ser humano.
Congressos patrocinados por laboratórios a mostrarem as grandes novidades das terras da alopatia. Seduzir para ser receitado. Ser receitado para gerar receita.
Ela decidiu pela obstetrícia. Nos hospitais escola, havia uma fila de alunos para fazer exames de toque nas pacientes em trabalho de parto. Um professor falava no corredor: vamos fazer um forceps, no leito 43, para os alunos aprenderem? E lá os alunos esqueciam do ser humano em nome da ciência.
Saiu do interior do país para a capital. Conheceu Wellington, que com seus olhos de jabuticaba, a seduziu naquela noite de forró. Ela esperou por meses a menstruação chegar. Pensava que a fome, excesso de trabalho tivesse resultado em um problema ginecológico. A barriga começou a crescer, mas ela achava que a falta de grana e muito pão que comia, que era o que dava para comprar, que tinha levado aos quilos a mais.
Em uma faxina pesada, desmaiou e foi levada ao SUS. Descobriu ali que estava grávida de mais de seis meses.
Quando as dores do nascimento começaram ela foi para o hospital. Pediu para que sua amiga fosse junto, afinal, ela nunca mais encontrou o rapaz de olhos de Jabuticaba. Ela não pode entrar.
Deixou todos os seus pertences na entrada: brincos, óculos, roupa. Lembrou-se de sua rápida passagem pela polícia.
Entregou seu ralo cartão de pré-natal. A enfermeira nem olhou na sua cara. Colocou um soro e mandou que ela ficasse deitada. Era praticamente impossível diante da dor das contrações.
O professor chamou a residente: vai lá e faça um exame de toque naquela ali. Ela fez o que aprendeu: nem olhou na cara daquela mulher assustada, com dor, que dizia: doutora, me dá sua mão.
A princípio pensou em acolher, mas voltou para o pedestal e distanciamento necessário. Foi introduzindo a mão. Estava com 8 centímetros. Avisou.
Vamos passar um forcéps nessa daí para você ver como funciona. Então será o pacote completo: episiotomia, fórceps e kristeller.
A faxineira gritava de dor. A residente pode ouvir a enfermeira chefe dizer: na hora de fazer você não gritou, né? Então fique quietinha senão vamos deixar você aí. Ela se calou, engoliu a dor.
Em nome da ciência um fórceps, uma episiotomia, um Kristeller. Ela nunca se sentiu tão humilhada com aquele tanto de estudantes em frente a sua vagina aberta. E assim, chegou ao mundo, um menino pequeno, sem pai, filho de uma mãe assustada. Foi levado, aspirado. Ela mal pode vê-lo. Ficou sozinha na sala de espera, sentindo muito frio. Sozinha no quarto, com muitas outras mães. No meio da madrugada veio a saber que ele não havia sobrevivido.
Ela não pode ver o corpo e só o viu no dia do velório. Enterrou seu primeiro filho e decretou: nunca mais quero parir! Sofrer assim ninguém merece. Quando contava sobre a violência que tinha sofrido, todas diziam: é assim mesmo.
A residente virou obstetra. Aprendeu a fazer cesáreas como ninguém e depois daquele campo de concentração que foi sua residência teve a certeza: cesáreas agendadas é o melhor caminho para o médico. Talvez para mãe e bebê, mesmo que a evidência científica provasse o contrário.



A história acima relata uma cena de violência fictícia que acontece diariamente nos hospitais do país. Mulheres são objetos de aprendizado para residentes. E assim, coisificadas, esses profissionais deixam de entender que ali, em trabalho de parto, existe uma mulher no momento mais importante de sua vida.
A violência, tida como tão normal, acontece sem estranhamento. E talvez nasça desta forma de aprendizado.
Precisamos abrir a nossa boca e denunciar a violência obstétrica. A Lígia Moreira Senna, do Blog Cientista que Virou Mãe, com apoio do Mamíferas e Parto no Brasil fez um teste revelando as facetas da violência obstétrica. Ela também tem 400 mulheres inscritas para realizar uma pesquisa sobre o tema.
Mais uma vez o  Mamíferas, Cientista que virou Mãe e Parto no Brasil se unem para lançar uma blogagem coletiva em vídeo. A idéia é que possamos fazer um vídeo com depoimentos de mulheres do Brasil sobre a violência que sofreram durante o parto.
Envie um vídeo de até 2 minutos relatando a violência que sofreu  para naoaviolencianoparto@gmail.com Nas próximas semanas vamos reunir os depoimentos e fazer um vídeo coletivo para mostrarmos a violência que acontece nas instituições durante o momento do parto.
Junto com o vídeo, envie seu nome completo, estado, nome da instituição onde a violência aconteceu e data do parto.
Sair do silêncio pode evitar que outras mulheres sofram novas formas de violência de gênero. Você pode também escrever seu depoimento no site http://violencianoparto.wordpress.com/depoimentos. Participe.

sábado, 4 de agosto de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Abaixo-assinado - Solicitação de posicionamento frente as resoluções 265 e 266/12 do CREMERJ


Para: Conselho Federal de Medicina; Ministério da Saúde; Ministério Público Federal; Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Conselho Nacional do Direito das Mulheres; Defensoria Pública do Rio de Janeiro

Solicitamos urgente posicionamento deste órgão a respeito das resoluções 265 e 266/12 do CREMERJ que se referem as atividades dos profissionais de saúde em 
partos domiciliares e hospitalares. 

Entendemos que tais resoluções ferem o direito de escolha das mulheres sobre os acompanhantes e o local de nascimento de nossos filhos e são contrárias ao que preconiza a OMS, o Ministério da Saúde e as mais atualizadas evidências científicas. Tratam-se das resoluções 265 e 266, que foram publicadas no dia 17 de julho deste ano de 2012 e referem-se às atividades dos profissionais de saúde nos partos domiciliares e hospitalares.

A resolução 265/12 proíbe a presença de médicos em partos domiciliares assim como também os impede de fazer parte de equipes de retaguarda, caso haja necessidade de remoção da mulher para ambiente hospitalar. Isso significa que os médicos cariocas que participarem de partos em casa serão punidos pelo Conselho. Estas medidas vão totalmente de encontro com a recomendação da Organização Mundial de Saúde que deixa claro a possibilidade das mulheres escolherem ter seus partos em casa, desde que elas tenham gestação de baixo risco, recebam o nível apropriado de cuidado e formulam plano de contingencia para a transferencia para uma unidade de saúde devidamente equipada. Ainda, a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetricia (FIGO) recomenda que recomenda que "uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura”. E no Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “É direito da mulher definir durante o pré-natal o local onde ocorrerá o parto.” (www.brasil.gov.br/sobre/saude/maternidade/parto)

Já a resolução 266/12 impede a participação de “doulas, obstetrizes, parteiras etc” (conforme o texto original) em partos hospitalares. Ou seja, a mulher não terá o direito de escolha da equipe de profissionais que a acompanhará no seu parto. Neste caso, a postura do Cremerj também contraria as principais conclusões científicas que recomendam a presença desses profissionais para a redução de intervenções desnecessárias e melhoria da qualidade da experiência (ver AMORIM, M; KATZ, L. Continuous support for women during childbirth disponível em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/14651858.CD003766.pub3/abstract)

Acreditamos que tais resoluções mostram que o CREMERJ não está preocupado com o bem estar das mulheres e seus bebês, mas com o exercício de poder sobre os nossos corpos em detrimento dos direitos individuais e da qualidade do cuidado!

Parto do Princípio 
GAMA - Grupo Maternidade Ativa 
Casa Moara 
Ishtar - espaço para gestantes 
Associação de doulas de São Paulo 
Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal 
MAHPS 
Blog Mulheres Empoderadas

Os signatários


ASSINE AQUI!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Petição argentina - Pelo direto da mulher decidir onde, e como será assistida durante seu parto


Impulsan esta campaña la Asociación Nacional de Parteras Independientes junto con diversas familias, en busca de la libertad de elección para el parto.

En el mes de agosto pasado, se realizó el III Congreso de Partería en la Cuidad de La Plata. Bajo este marco, se comunicó los detalles de la reforma y actualización de la ley que regula el ejercicio de la profesión Obstétrica en Argentina. La ley vigente, determina que las parteras pueden tener casas de partos, consultorios propios, pueden ejercer su profesión de forma individual o en equipo con otros profesionales, en hospitales públicos y privados y pueden atender a la mujer en su domicilio.

Lamentablemente, junto con modificaciones favorables, se ha introducido una que es altamente alarmante: eliminar la posibilidad de las casas de parto, marcando una tendencia que llevará a quitar también del proyecto de ley, la atención y asistencia por parte de las parteras de los partos planificados en domicilio.

De esta manera se quita la posibilidad de elegir una modalidad de parto con profesionales idóneos, con experiencia en este tipo de partos realizados en un marco de seguridad pertinente, que evalúan con claridad qué mujeres están en condiciones de optar por esta opción, profesionales de la salud que se encuentran equipadas con el equipo necesario para brindar un excelente atención y que cuentan con habilidades para resolver o anticiparse a complicaciones antes, durante o después del parto.

Los conocimientos que se tiene del parto domiciliario tanto desde las altas esferas públicas, como desde la sociedad en su conjunto y desde los diferentes ámbitos de la medicina misma son vagos y escasos. Países como Canadá y Holanda, ofrecen a sus mujeres embarazadas estas opciones de parto con excelentes resultados.

Las mujeres que toman la decisión de parir en casa con parteras, lo hacen con información y prudencia. Estas mujeres son atendidas y controladas, durante el embarazo, el parto y postparto por una partera calificada, responsable, preparada y en permanente capacitación. Parir en casa no es una moda, ni una elección irresponsable, ya que parir en casa es seguro siempre y cuando la mujer sea sana, el embarazo normal y se esté debidamente acompañada.

Elegir cómo, dónde y con quién parir, es parte del derecho sexual y reproductivo de la mujer, es elegir sobre su propio cuerpo, sobre los cuidados y atención que se adecuen a sus necesidades y creencias.

"LA ELECCION ES PERSONAL, EL DERECHO A ELEGIR ES DE TODAS"

Por favor al firmar es importante que coloquen su D.N.I, pueden optar por hacer o no pública su firma.

Agradecemos infinitamente el apoyo y la difusión.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

E, por falar em parteira - Dia da Parteira e seus múltiplos - IV

A data 05 de maio último comemorou internacionalmente o Dia da Parteira, sendo uma celebração fomentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, e no Mundo tivemos uma série de encontros, campanhas lançadas, felicitações etc., bora apreciar, apesar do atraso, rs! E, caso vocês tb tenham festejado essa data enviem p/ o Blog, pelo email partonobrasil@yahoo.com.br imagens, c/ créditos, e um pequeno relato sobre a atividade! Será um prazer compartilhar!





by Stheffany Nering

sábado, 23 de junho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Médicas em defesa da saúde das mulheres


Nesta Seção Multimídia, o Blog Parto no Brasil valoriza a ação de duas médicas brasileiras, importantes nomes do modelo de atenção de atenção humanizado. Esta semana, elas circularam mensagens importantes que nos esclarecem sobre a dinâmica de trabalho dos sistemas de saúde, sobre como a organização dos serviços é estratégia eficiente para melhorar a qualidade da atenção e do cuidado que recebemos para o parto e nascimento.

Abaixo, a neonatologista Ana Paula Caldas, durante a Marcha do Parto em Casa, em Campinas-SP, no dia 17 de junho de 2012.


Em seguida, replicamos o post de Simone Diniz, médica e docente da FSP/USP, atualmente desenvolvendo a pesquisa "Riscos e benefícios dos modelos de atenção ao parto: Perspectivas de usuárias/os e profissionais". Publicado originalmente em seu perfil no Facebook.

Para quem viu a Marcha do Parto em casa esses dias, quando mulheres (e crianças, e homens, e profissionais de saúde) saíram às ruas de mais de 20 cidades no Brasil em nome do direito à escolha e ao próprio corpo.
Acaba de sair a versão resumida dos principais resultados da coorte de nascimentos do Reino Unido, um estudo aqui do SUS deles (NHS), incluindo as questões do acesso/equidade, os principais resultados maternos e neonatais, os estudos de custo efetividade, e de estrutura/processo/instituições, comparando o parto em hospital, em casa de parto (midwive-led units), e em casa. Em inglês - acesse aqui a pesquisa Birthplace in England.

Muito bom para entender o que está dizendo a turma do Marcha do parto em Casa. Vejam a diferença em segurança que faz ter um sistema que apoia a escolha, organiza a referência, faz seleção de risco e investe na formação de profissionais para este modelo.

Não são lindas estas mulheres que lutam? O Blog Parto no Brasil também é grato à Ana Paula e Simone por seu empenho, dedicação e comprometimento com as mulheres.

domingo, 17 de junho de 2012

Do Impeachment à Marcha do Parto em Casa

Dias 16 e 17 de junho de 2012. Brasil. 
25 cidades. Diferentes Estados. 

Cerca de 6 mil manifestantes, entre mulheres, gestantes, filh@s, companheiros e profissionais, caminhando e cantando, seguindo a canção...

Foto de Bela J. Zecchinelli


A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Trecho de "A Banda" - Chico Buarque

Com os olhos rasos d´ água escrevo hoje sobre dois dias que certamente não serão esquecidos por muitas pessoas, e, principalmente, por muitas crianças, que penduradas em slings e seios fartos foram às ruas pelo direito das mulheres decidirem onde, c/ quem e como terão seus partos e seus filh@s! Em apoio ao parto em casa, mas, essencialmente pela autonomia feminina!

Provavelmente muitas dessas mulheres são da Geração dos "Caras-pintadas", como eu. Essa Geração Coca-Cola, pós Ditadura Militar, das Diretas Já. Mulheres que tiveram muitos caminhos tidos como escolhas, entre o casamento e o mercado de trabalho conquistado, mas, ainda, em disparidade de gênero. E, elas escolheram parir em casa!

Modismo? Tendência? Neo-hipppies? Ou serão do ENCA?

Mas, moda atualmente é ter bebê c/ cesárea agendada. Antes, você capricha no enxoval, vai no cabeleireiro, na manicure, e combina c/ seu GO uma data pré-feriado, assim depois ele/a pode descer p/ o litoral e curtir c/ a família!

Rede pública de saúde, mais de 50%. Rede privada, mais de 90% de cirurgias cesarianas, tendo o Brasil atingido o ranking mundial!

Sim! 

Hoje é um dia histórico! 

Das gargantas engasgadas, das vaginas cortadas, 
das cesáreas desnecessárias!

Fim de semana de luta, na Marcha do Parto em Casa, de garra, de manifestação, de usuárias clamando por mudanças na atenção obstétrica brasileira, pelo fim da violência contra a mulher durante o parto, e pelo direito de escolha do local do parto, seja ele em casa, em uma Casa de Parto, ou no hospital. 

No chalezinho, uma criança de quase três anos, que me impulsiona, me motiva, e que me trouxe até aqui, c/ mais de 39 graus de febre, há dois dias. Apesar do aperto no coração, e a exaustão nos cuidados, a certeza de que quando o olho, o sinto, o cheiro, o amo, fiz a escolha mais importante e significativa em minha vida, nesses 32 anos: parir em casa, depois de uma cesárea anterior, do 1o. filho!

E, que bom que não estou, e nunca estarei sozinha em meus ideais...

Hoje, dormirei c/ a esperança de que estamos resgatando o poder feminino e a fraternidade entre os homens e as mulheres!

* Destaco, também, o lúcido texto de Alice Rubini (acunputurista, doula e aprendiz de parteira, mãe de Olívia e Laís, nascidas em casa), sobre a manifestação, e a democratização da assistência obstétrica humanizada, no link - aqui.

Confiram, ainda, na Fanpage do Blog Parto no Brasil imagens da Marcha em várias cidades!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Marcha do Parto em Casa


Mulheres marcham em favor da liberdade de escolha no parto


Manifestações serão realizadas em várias cidades brasileiras em repúdio aos Conselhos de Medicina que estão punindo profissionais favoráveis à escolha do local de parto.

No próximo fim de semana (16 e 17), mulheres de várias cidades brasileiras vão ocupar as ruas em defesa de direitos sexuais e reprodutivos, entre eles, a escolha pelo local de parto. A iniciativa vem de várias organizações representativas da sociedade civil, entre elas, a ONG Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, a ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, e do Ishtar - Espaço para Gestantes.

O movimento, que ganhou o nome de Marcha do Parto em Casa, surgiu em repúdio ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que publicou nota na última segunda-feira (11) denunciando o médico-obstetra e professor da Unifesp, Jorge Kuhn, ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). O motivo foi a declaração favorável do profissional ao parto domiciliar, em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, veiculada no domingo (10). Na reportagem, Kuhn afirmou que o ambiente domiciliar pode ser considerado um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gestações de baixo risco, assim como preconiza a Organização Mundial de Saúde.

A marcha também tem o objetivo de chamar atenção para a importância da humanização do parto e do nascimento e para a melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no Brasil, que tem registrado altas taxas de cesarianas, alcançando a primeira colocação no ranking mundial em número de procedimentos. De acordo com a Tabela de Nascidos Vivos no Brasil de 2011, que inclui dados da rede pública e privada de saúde, 52% dos partos realizados no país no ano passado foram cesarianas, número que vem crescendo nas últimas décadas. Em 2000, esse índice era de 38%.

As manifestantes consideram a decisão dos conselhos de Medicina em punir profissionais que se colocam a favor do parto domiciliar arbitrária, por compreenderem que a mulher deve ter o direito de decidir sobre o local em que pretende parir.

Escolha baseada em evidências

Há vários estudos comprovando a segurança do parto domiciliar. Um deles, realizado na Holanda, analisou quase 680 mil mulheres com gravidezes de baixo risco cujos partos foram atendidos entre 2000 e 2007 e que tiveram chance de escolher entre parto domiciliar ou hospitalar. Os resultados evidenciaram que houve 0,15% de morte perinatal para o parto em casa e 0,18% para o parto hospitalar.

A pesquisa concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Petição Pública

Foi entregue ao ministro da saúde, Alexandre Padilha, uma petição abordando a necessidade de um debate cientificamente fundamentado sobre o local de parto e o movimento aguarda que ainda este ano se possa discutir essa questão na instância governamental. O endereço para assinar a petição é: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=petparto

Links para referência:

http://www.bmj.com/content/343/bmj.d7400

http://journals.lww.com/greenjournal/Abstract/2011/11000/Planned_Home_Compared_With_Planned_Hospital_Births.11.aspx

MARCHA DO PARTO EM CASA


Rio de Janeiro - RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL - Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h da manhã
Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500

São Paulo - SP
Local: Parque Mário Covas
Av. Paulista, 1853 (entre a Pe. João Manuel e a Min. Rocha Azevedo) - Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090

São José dos Campos - SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h da manhã
Contato: Flavia Penido (12) 91249820

Campinas - SP
Local: Praça do Côco /Barão geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h da tarde
Contato: Ana Paula (19) 97300155

Ribeirão Preto - SP
Local: Esplanada do Teatro Pedro II
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 14h da tarde
Contato: Marina B Fernandes (16) 9963-9614

Sorocaba - SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765

Ilhabela - SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h da manhã
Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 / Alejandra Soto Payva (12) 91498405

Vitória - ES
Local: Praça dos Namorados - Ponto de encontro em frente ao Bob´s
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 17h
Contatos: Graziele Rodrigues Duda (27) 8808-8184

Brasília - DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade - Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 09h30h da manhã
Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 e Deborah Trevisan (61) 8217-6090

Belo Horizonte - MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30 da tarde
Contato: Polly (31) 9312-7399 e Kalu (31) 8749-2500

Recife - PE
Local: Marco Zero, Recife Antigo
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Paty Brandão (81) 8838 5354 \ 9664 7831, Patricia Sampaio Carvalho

Maceió - AL
Local: Concentração no Alagoinhas, marchando até a Praça Vera Arruda.
Data: 17 de junho, domingo.
Horário: 10h
Contato: Fernanda Café (9107-3111)

Fortaleza - CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h da tarde
Contato: Semírades Ávila (85) 9984.0694

Salvador - BA
Local: Cristo da Barra até o Farol
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11hrs da manhã
Contato: Daniela Leal (71) 9205-9458, Anne Sobotta (71) 8231-4135 e Chenia d'Anunciação (71) 8814-3903 / 9977-4066

Natal - RN
Local: Parque das Dunas (ao lado da escultura Mãe-Terra)
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15:00
Contatos: Marina Viana (84) 9953-2041 e Rosário Bezerra (84) 9103-6140

Belém - PA
Local: Ao lado do Teatro da Paz - próximo ao Bar do Parque
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 9h da manhã
Contato: Sabrina Hosokawa (91) 8326-3339

Curitiba - PR
LOcal: Rua Luiz Xavier - Centro - Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 11 hrs da manhã
Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587

Florianópolis - SC
Local: Lagoa da Conceição - concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 e Raphaela Rezende (raphaela.rnogueira@gmail.com)

Porto Alegre - RS
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15:00hrs
Contatos: Maria José Goulart (51) 9123-6136 / (51)3013-1344

Londrina - PR
Local: Calçadão em frente ao chafariz
Data: 16 de Junho, sábado
Horário: 12:00
Contatos: Marilia Mercer (43) 9995-4469 e Tami Somera (43) 9981-2961

Cascavel - PR
Local: Calçadão Catedral
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10:30
Contatos: Mariana Martins Notari (45) 9990-6200

Aqui a matéria sobre a retaliação do CREMERJ: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/06/11/cremerj-abrira-denuncia-contra-medico-que-defende-parto-domiciliar/

Aqui está a matéria veiculada no Fantástico:

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/parto-humanizado-domiciliar-causa-polemica-entre-profissionais-da-area-de-saude/1986583/

APOIADORES:

Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento
Ishtar - Espaço para Gestantes
Núcleo Carioca de Doulas
NUPAR - Núcleo de Parteria Urbana
ANDO - Associação Nacional de Doulas
Doulas do Brasil
Coren/RJ
ABENFO
Casa de Parto
Rede Feminista de Saúde
Instituto Aurora
Parto Ecológico
GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa
Posso Amamentar
BabyDicas
MAHPS - Movimento de Apoio a Humanizaçao do Parto em Sorocaba
Obstetricia USP Leste
Associacao de Obstetrizes USP
Pós Graduaçao Obstetricia PUC SP/Sorocaba
Roda BebeduBem
Maternamente
Instituto Nômades
Despertar do Parto
Casa da Luz
Espaço Acalanto - Brasília
R.A.M.A. - Rede de Apoio à Maternidade Ativa
GRUPO CURUMIM (RECIFE) 
Grupo de Pesquisa NARRATIVAS DO NASCER/UFPE
GAPN - Grupo de Apoio ao Parto Natural de São Carlos
Parto Ativo Brasil
Doula Curitiba
Nascer com Respeito
Anauê-Teino
Parto Luar
Blog Parto no Brasil

Fonte - https://www.facebook.com/events/103917906416661/

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