Confiram os locais de manifestação!
Outras cidades estão incluídas na Marcha - confira na página do evento aqui
Em São Paulo, capital -
Informação - Saúde - Direitos - Autonomia
Neste Dia Mundial da Parteira, muitas ações importantes aconteceram no país: tivemos a inédita brasileira Marcha das Parteiras em diversas cidades: Belo Horizonte-MG; Brasília-MG; Caruaru-PE; São Paulo-SP; Sorocaba-SP e Cananéia-SP.
O site Parto com Prazer, além de lançar o livro Parto com Amor, no dia 04, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (veja fotos aqui), publicou artigo da enfermeira Paula Viana, do grupo Curumim. Confira, na íntegra.
Parteiras tradicionais: saga da sobrevivência
Em 5 de maio é comemorado o dia internacional da parteira. Leia o artigo de Paula Viana, enfermeira e coordenadora do Programa Parteira do Grupo Curumim.
Paula Viana*
A parteira tradicional pode ser considerada uma das profissionais mais antigas que existem, e mesmo com tantos avanços tecnológicos na assistência à saúde, continua desempenhando papel fundamental para a garantia de uma vida mais saudável para muitas mulheres e crianças do Brasil. Elas são muito requisitadas, pois tanto em lugares onde há e não há acesso aos serviços de saúde elas atuam e são as primeiras a atender as mulheres.
No Brasil, anualmente, em média são realizados 41 mil partos domiciliares, desses a maioria é assistido por parteiras tradicionais. Mesmo sendo dados subnotificados ao Sistema de Informação à Saúde do Ministério da Saúde (DATASUS), os números nos dão a visão de que as parteiras tradicionais existem e que seus trabalhos deveriam estar dentre as preocupações de gestores e profissionais de saúde de todas as regiões, principalmente Norte, Centro Oeste e Nordeste. Além disso, o parto domiciliar assistido por parteira tradicional é um direito reprodutivo reconhecido por autoridades nacionais e internacionais de saúde, porém a existência no Estado Brasileiro de Marcos Legais e Políticos que respaldem e garantam a implantação de políticas públicas de inclusão do trabalho desenvolvido por parteiras tradicionais não tem se revertido em mudanças significativas no trabalho e na qualidade de vida dessas mulheres guerreiras.
Para se fazer justiça, é necessária a imediata ação de legisladores, profissionais e gestores que viabilizem a efetivação do direito à remuneração pelo trabalho desenvolvido e à aposentadoria dessas mulheres que vêm envelhecendo e morrendo sem apoio, isoladas, doentes e sem o devido reconhecimento do benefício de suas ações durante toda a vida.
Paula Viana esteve em São Paulo no último final de semana. Participou de um roda de conversa com a fotógrafa Stephanie Pommez, autora da exposição Mães de Umbigo. Obstetrizes, parteiras, doulas, pesquisadoras, terapeutas, historiadoras e o pai de Stephanie estiveram presentes.
Eu só cheguei no finalzinho (foi um dia de intercorrência médica-pediátrica), mas ainda assim, tive o grande prazer e privilégio de ouvir coisas tais como:
"A minha racionalidade de mulher branca, ocidental, urbana, não permite que eu compreenda exatamente o significado de um relato como o desta parteira que me confirmou, esclarecidamente, de que a mulher havia parido um jacaré! Um jacaré que caiu ao chão e correu fugido para o rio." Ana Paula Viana
"É um relato que certamente não faz sentido nesta nossa experiência, mas que para o ribeirinho cumpre com exatidão à realidade." Stephanie Pommez
A exposição está linda, as fotos são maravilhosas, realmente imperdíveis! Veja aqui o post da Bia Fioretti quando do lançamento da exposição, lindo!
Stephanie veio ao Brasil apenas para o lançamento de sua exposição, ela mora em Nova Iorque.
O projeto com as parteiras foi realizado durante três anos, durante os quais passava temporadas de 2-3 meses nas florestas. Sua filha costuma embarrigar-se de uma almofada e pedir que a mãe encene dona Dorca, homenageada na exposição, nestas trocas de papéis tão deliciosas que @s pequen@s nos envolvem.
Lugar de nascimento risco zero não é mesmo no hospital...
(Estadual - São Paulo)
Data D.O.: 12/04/2011
Proíbe a cobrança por maternidades particulares, para permitir que o pai ou acompanhante assista ao parto no Centro Obstétrico.
O Governador do Estado de São Paulo:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º. Fica proibida, no âmbito do Estado, a cobrança de qualquer valor ou taxa, pelas maternidades particulares, para permitir que o pai ou acompanhante assistam ao parto dentro do centro obstétrico.
Parágrafo único. A vedação do caput refere-se aos valores cobrados a título de higienização, esterilização e demais procedimentos necessários para que a pessoa possa adentrar o centro obstétrico, independentemente da nomenclatura dada à cobrança, excluídos os valores cobrados a título de outros serviços ofertados pela maternidade.
Art. 2º. vetado.
Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 11 de abril de 2011.
GERALDO ALCKMIN
Giovanni Guido Cerri - Secretário da Saúde
Eloisa de Souza Arruda - Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania
Sidney Estanislau Beraldo - Secretário-Chefe da Casa Civil
Fonte: LegisWeb - http://www.legisweb.com.br/legislacao/?legislacao=576285.
Bruna Alonso e Letícia Ventura, alunas do 4º. ano de Obstetrícia
_Confiram no portal da IG como foi a manifestação que reuniu cerca de 150 pessoas: Obstetrícia da USP protesta contra o fechamento do curso, por Cinthia Rodrigues.
Durante a edição deste novo post de hoje passava na tv, na MTV, o programa Grávida aos 16 (16 and Pregnant), reality show estrangeiro que retrata gestantes adolescentes e os desafios da maternidade. Por acaso acabei vendo um parto normal hospitalar e não posso deixar de comentar os péssimos comentários do GO durante o nascimento do bebê sobre os benefícios da epidural, pois se fosse ele que estivesse parindo uma bola pelo meio de suas pernas não ia querer sentir dor (pasmem!)... fora os recorrentes pedidos de "Faça força, força, força!" - o típico pacote: parturiente deitada fazendo uso do "sorinho", com o cardiotoco a todo vapor, epidural e mãe/bebê separad@s no pós-parto (não vi nenhuma episiotomia, mas não sei se não fizeram ou não filmaram, rs). Por fim nasce Sophia, uma linda garotinha!
Mas, porque estou comentando isso, se o assunto é Parto & Arte Contemporânea?
Acasos... ou não! Hoje fomos na 29° Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP. Centenas de obras para serem descortinadas, em seus mais variados estilos e, não é que no meio de muitas o que mais me chamou a atenção foram duas que me remetiam ao mote deste blog, o parto.
A 1a delas é de um conterrâneo nosso, de Ourinhos, interior paulista, onde cresci e passei toda a minha infância/adolescência e que abriga meu primogênito que reside com os avós, além de muit@s amig@s do coração. A instalação A Origem do Terceiro Mundo, de Henrique Oliveira (1973- ), baseada na pintura de Gustave Courbet - A Origem do Mundo, feita a partir de restos de madeira formava um túnel que podia ser percorrido e, no final lhe dava a impressão de que você estava nascendo, saindo por uma espécie de vagina, que muito se assemelhava pelo lado de fora, com grandes lábios orgânicos. Interativa, pulsante, quente!
Ou será que a temática parto não saí de minha cabeça, rs?
Pois bem, outra obra que me fascinou foi a tela do indiano NS Harsha (1969- ) - Come Give Us A Speech (Venha Discursar Para Nós), de 2008, baseada na pintura miniaturista indiana que ilustra vários personagens em diversas atividades, tod@s sentad@s em cadeiras.
E, para minha surpresa uma dessas imagens era de uma mulher parindo, com o auxílio de outras duas, a que partejava e segurava o bebê ainda ligado pelo cordão e outra que "doulava" a mulher, lindo, lindo, lindo, toda colorida! Para saber mais sobre o pintor conheça seu site (em construção) - www.nsharsha.com e/ou no link - 29° Bienal - Participantes.
Passear por este espaço que minava arte, cor, estilos e contemporaneidade me fez muito bem! A cria também adorou e pode, inclusive, interagir, assim, desde pequeno já tem seus sentidos estimulados!
Leiam também o post publicado no Mamíferas em setembro por Kathy narrando sua ida à Bienal com o filhote - Pelo Olhar de Samuel.
E, para quem tiver a oportunidade visitem também! A entrada é gratuita!
Onde? Pavilhão do Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque Ibirapuera, Portão 3.
Quando? Até 12 de dezembro de 2010.
Horário? De seg. a qua., das 9 às 19h; quin. e sex., das 9 às 22h; sáb. e dom., das 9 às 19h.
Tel.: (11) 5576-7600.
A parteira holandesa Mary Zwart estará em algumas regiões do Brasil antes de pousar em Brasília no fim de novembro para participar da III Conferência Internacional de Humanização do Parto e Nascimento, organizada pela Rede de Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa.
Dia 10 de novembro, quarta-feira, ministra a palestra "Partejar: arte, ciência, ofício e paixão" no IV Fórum Nacional de Políticas de Atuação de Enfermeiros Obstetras e Obstetrizes na Assistência à Saúde da Mulher e Neonato, na capital paranaense - confira no post Eventos em Novembro da Abenfo. É necessário se inscrever pelo site www.cpce.org.br.
Dia 13, sábado, no Espaço Aobä, ainda em Curitiba, participa do encontro "Toda gravidez é sinal de saúde", das 14 às 18 horas, na Rua Gal. Aristides Athayde Jr. - n° 1025 - Bigorrilho, sendo que até o dia 10 as inscrições saem por R$50,00 e depois dessa data por R$70,00 - mais informações pelo tel.: (41) 3042-5559, com Luciana Lima.
Mary também estará em Maringá para outra atividade organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), assim que tiver a data confirmada divulgo por aqui, mas provavelmente será entre os dias 12 a 18 e talvez Ana Carolina fará a tradução (ai que delícia!), vamos ver a ponte aérea, não é amiga, rs!
Dia 16, terça-feira, pós feriado de Proclamação da República, ela palestra na capital paulista em evento do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP), das 9 às 13h30, na Rua Dona Veridiana - n° 298 - Santa Cecília, no Centro de Aprimoramento de Enfermagem (CAPE). É necessário se increver também, pois as vagas são limitadas - inscrição aqui!
A Parto do Princípio apoia a atividade com a presença de Deborah Delage que fará a tradução consecutiva e eu também estarei por lá para não perder a chance de conhecer Mary e mais uma companheiro de militância!
Graduada pela Escola de Parteiras de Amsterdã em 1969, Mary Zwart também fez treinamento em Enfermagem no Hospital Acadêmico de Leiden, sendo que de 1973 a 1996 fez atendimentos domiciliares na Holanda. Fundadora da Escola Perinatal Européia, membro do Fórum Europeu de Cuidados Primários e representante internacional da iniciativa Amiga da Mãe e do Bebê (MotherBabyFriendly Care Iniciative) é mãe de cinco filhos e avó de cinco netos.
Confiram a programação do lançamento do novo livro de Sonia Hirsch - Candidíase, a praga - e como se livrar dela comendo bem (Ed. Correcotia, 2010), com imagens por Cris Tati. Nos eventos também poderão ser apreciadas palestras dadas pela jornalista.
O tema já vinha sendo discutido tanto no blog Deixa Sair da autora (leiam aqui), assim como no livro Só para Mulheres (Ed. Correcotia, 1995), além do recente livro da nutricionista Denise Carreiro, Síndrome Fungíca - assistam o vídeo com uma entrevista com Denise aqui e conheçam também seu blog aqui.
A partir de 11 de outubro os leitores encontrarão a obra à venda em livrarias e no site www.correcotia.com - frete grátis - R$35,00.
Entre os dias 14 a 27 de outubro Sonia estará em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro autografando os livros, vejam aqui as datas e locais.
A Marcha Mundial das Mulheres e o Centro de Informação da Mulher (CIM) realizam nesta sexta-feira (17) o Cine Feminista. A atividade contará com a exibição do documentário “Clandestinas – o aborto no Brasil” produzido pela jornalista Ana Carolina Moreno.
O documentário traz um panorama da situação da ilegalidade do aborto no Brasil, tendo como perspectiva atuação do movimento de mulheres. Estima-se que no Brasil, anualmente um milhão de mulheres fazem aborto, dessas dez mil morrem em decorrência do aborto inseguro, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Cerca de 240 mil mulheres são internadas em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência de abortos clandestinos.
A atividade começa às 19 horas na sede do CIM que fica na Praça Roosevelt, 605, ao lado da Igreja da Consolação.
Fonte: http://www.sof.org.br/marcha/?pagina=inicio&idNoticia=502.
Foto: Centro de Mídia Independente - cmi brasil.