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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Post Extraordinário - "Não aceite deitada": Janet Balaskas e o Parto Ativo
Sim! Não estamos sós...
Nesta quinta, o grupo terá o prazer de acompanhar Janet conduzindo um Workshop de Parto Ativo para casais, atuando no empoderamento para um parto natural, ativo e consciente, da mãe, seu companheiro, e sua família.
O post de hoje é só um tira gosto do que pretendo subir para o blog, e, aproveito, ainda, para compartilhar o relato "Janet Balaskas ministra curso sobre parto ativo", da jornalista, doula e instrutora de Yoga Adriana Vieira, lá das bandas do marzão de Santos/SP, e, também, divulgar a formação do 3o. Módulo - Parto Ativo com Yoga, que acontecerá entre 28 a 30 de abril, na Pousada Varshana, na área metropolitana de Curitiba.
Apreciem a publicação autorizada "Manifesto pelo Parto Ativo", de Janet Balaskas, escrito em 1982, que comemora neste mês de abril 30 anos, e confira a entrevista que o Blog Parto no Brasil teve o prazer de realizar c/ a autora de Parto Ativo: guia prático para o parto natural, em abril de 2011 - aqui!
Fotos de Bianca C. Magdalena.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Parto no Brasil entrevista Janet Balaskas - Abril de 2011
Com imensa satisfação que publico a entrevista inédita que a educadora perinatal inglesa, Janet Balaskas, cedeu ao Blog Parto no Brasil em Curitiba, PR, no dia 17 de abril, na Formação Profissional em Parto Ativo, pelo Espaço Aobä.
Um domingo inesquecível que com certeza ficará na memória ao ver aqueles lindos olhos verdes tão expressivos daquela incrível mulher que clamou que nós mulheres precisamos de parteiras! A entrevistadora aqui (rs) não se conteve e confirmou: "Simmm!!!".
Confiram abaixo!
(re)Leiam também outros posts sobre Janet:
Anotações da Formação Profissional em Parto Ativo, c/ Janet Balaskas;
Parto Ativo: a História e a Filosofia de uma Revolução;
Manifesto pelo Parto Ativo, por Janet Balaskas.
Baixe partes de Parto Ativo: guia prático para o parto natural - aqui! Ou adquira em nossa Loja Virtual - aqui!
PARTO NO BRASIL Já falamos do Parto Ativo e do teu trabalho no Blog Parto no Brasil, e eu queria que você contasse p/ nós como que o Parto Ativo é mais do que uma aplicação do Yoga na gestação e posturas verticais no trabalho de parto/parto, mas sim uma filosofia, um novo paradigma de atenção obstétrica?
JANET R: É fisiológico p/ a mulher que ela tenha liberdade de se movimentar durante o trabalho de parto e parto, e que ela tenha um ambiente onde ela possa ter o parto de forma fácil e de forma natural, mesmo que a princípio seja uma questão de se manter vertical, a diferença entre ficar em uma postura vertical e ficar deitada, é que deitada a mulher fica passiva e ela perde o poder. Ela está vulnerável às intervenções das outras pessoas. Ela perde a privacidade e a sua dignidade. Ela também perde muitas vantagens, como por exemplo, melhor fluxo sanguíneo do bebê p/ a placenta, mais possibilidades do seu corpo se abrir, e todo o processo do parto é mais fácil quando a mulher pode seguir seus próprios instintos. Quando a mulher segue seus próprios instintos ela sabe exatamente como parir seu bebê. Esse é um conhecimento instintivo de todas as mulheres, que todas as fêmeas de mamíferos tem. O bebê também tem reflexos inatos, ele sabe como nascer, e, eu sempre falo p/ as mães que o corpo delas foi perfeitamente desenhado p/ darem conta de parir um bebê. O corpo foi perfeitamente desenhado p/ conceber o bebê e nutrir o bebê na gravidez, assim como dar à luz e nutrir o bebê depois. Isso é algo que as mulheres sabem fazer, então o Parto Ativo reconecta a mulher c/ suas habilidades instintivas de ser mãe e de dar à luz. Porque quando tem intervenções médicas desnecessárias, essa cadeia de eventos fisiológicos fica interrompida. É um desenho da natureza muito delicado, e envolve uma liberação hormonal especial, e quando nós usamos uma intervenção médica sem ter a necessidade real inibimos a liberação desses hormônios naturais. Quando uma mulher está assustada, ou ela está ansiosa, também a liberação desses hormônios fica inibida. Então, o objetivo principal do Yoga no Parto Ativo é permitir que as mulheres possam relaxar e liberar medo e ansiedade, que elas acreditem mais na capacidade de dar à luz, daí elas querem que este evento aconteça, porque vai ser uma das experiências mais maravilhosas da vida delas. E, foi assim que a natureza desenhou o parto, é um momento importante na vida da mulher, um momento de desenvolvimento, e é o nascimento de uma criança. Nós não deveríamos deixar isso ser levado, tirado de nós e de nossos bebês, ainda mais porque o Parto Ativo é mais fácil e mais seguro, e ele é totalmente baseado em estudos e evidências de que é assim mesmo que deveria ser. È preciso achar um novo equilíbrio, onde a maioria das mulheres que estão saudáveis possa dar à luz de forma natural e normal, no ambiente certo, onde a ajuda obstétrica está lá para os casos mais difíceis, quando realmente é necessário. A natureza não é perfeita, nós precisamos da Obstetrícia moderna, e nós precisamos de obstetras competentes, mas não p/ o parto normal, p/ o parto normal nós precisamos de parteiras!
PARTO NO BRASIL Como esse modelo de Parto Ativo poderia ser aplicado como uma Política Pública num País como o nosso, com elevadas taxas de cesárea, que correu o risco agora de perder o curso de Obstetrícia, o único do País, da USP, e como que esse modelo poderia ser transformado p/ todas, porque hoje ainda é p/ poucas, ainda é elitista, p/ quem tem aquisição, p/ quem tem acesso a informação, enquanto a maioria da população fica a deriva?
JANET R: Eu acho que as parteiras e as mulheres tinham que protestar muito contra o fechamento desse curso, porque esse movimento deveria incluir treinamento das parteiras, condições e locais p/ o Parto Ativo acontecer. Eu acho que as mulheres devem ser educadas a respeito disso e que elas devem mesmo exigir essas mudanças nos hospitais públicos. Trinta anos atrás era assim também no Reino Unido, nós fomos p/ as ruas, nós tínhamos passeata, nós fizemos conferências, nós insistimos nos nossos direitos de fato. Isso não é um método, ou uma técnica, esse é o modo com que as mães humanas devem dar à luz, o modo como elas foram desenhadas p/ dar à luz. E vem acontecendo assim há milhões de anos, no mundo todo, c/ todas as culturas, em todos os países, é universal, global, basicamente é a verdade! Então, até que nós tenhamos o Parto Ativo possível p/ todas as mulheres existe um abuso do direito do parto natural, e é preciso encontrar um novo equilíbrio entre a Natureza e a Ciência, de modo que os dois possam nos servir, em nossa Humanidade.
PARTO NO BRASIL Qual é a sua expectativa nos eventos em São Paulo, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e no workshop no dia seguinte?
JANET R: Estou super empolgada p/ ir p/ São Paulo, e empolgada p/ ajudar o curso de Obstetrícia da USP, porque é muito importante que as mulheres tenham parteiras que sejam comprometidas c/ o trabalho, que sejam apaixonadas pelo trabalho, que acreditem e que confiem no poder das mulheres de dar à luz! È muito importante que existam parteiras, esse curso não pode fechar! Estou louca p/ conhecer essas pessoas, pois em São Paulo tem pessoas muito ativas e participantes. Também estou muito feliz pelo workshop profissional em Curitiba, onde encontrei pessoas do Brasil todo super comprometidas e que conhecem muito e que trabalham muito pela melhoria das condições de nascimento no Brasil, então estou muito feliz de estar aqui!
PARTO NO BRASIL E, nós também!!!
* Tradução de Talia Gevard.
Foto de Mario Lima - Talia, Janet e eu após a deliciosa prosa!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Inté, Araucárias!
sábado, 16 de abril de 2011
2a. Dia da Formação Profissional em Parto Ativo c/ Janet Balaskas, em Curitiba/PR
Dia lindo e radiante c/ céu azul. Yoga ao ar livre, e muitas mulheres incansáveis bebendo da fonte do Parto Ativo c/ quem fundou muito mais do que técnicas de Yoga para gestantes ou quais posturas essas deveriam assumir para parir. Parto Ativo é uma filosofia, um novo paradigma de atenção à parturiente desde seu pré-natal até o ápice da gestação, o trabalho de parto e parto fundado nos anos 70, no Reino Unido.
Maravilhoso!
Uma grande renovação compartilhada por todas que atuam na área da Saúde da Mulher, entre doulas, enfermeiras obstetras, obstetras, psicólogas, professoras de Yoga, entre outras, que comungam da convicção de que o parto é um processo fisiológico e que fazemos parte desta transformação, tendo em vista o modelo obstétrico atual, repressor da liberdade das mulheres, e de como nós podemos atuar na contramão.
Tempos de mudança!
Abaixo segue a matéria da jornalista Adriana Viera, sobre o evento:
Inglesa traz 30 anos de experiência com gestantes para Curitiba
Profissionais ligadas à saúde da gestante, de vários estados do Brasil, estão reunidas em Curitiba participando do curso de Formação em “Parto Ativo”, com a inglesa Janet Balaskas. Enfermeiras, obstetras, obstetrizes, fisioterapeutas, psicólogas, doulas, instrutoras de Yoga, entre outros já puderam experenciar o primeiro dia de curso com a autora do livro “ Active Birth” e diretora do “Active Birth Centre”, em Londres. Balaskas está no Brasil pela primeira vez à convite do Aobä, espaço dedicado ao encontro e acompanhamento de gestantes e pais, com sede em Curitiba.
Há mais de 30 anos trabalhando com gestantes, Janet Balaskas enfatiza a importância da mulher estar presente e ativa em seu parto. Para isso ensina técnicas de Yoga e explica como a mulher pode se conhecer mais e melhor para poder atuar nesse momento tão importante que é o nascimento de seu bebê.
Ela traz para esse primeiro curso ministrado no Brasil, toda explanação da fisiologia feminina e do parto, os hormônios que são produzidos durante o trabalho de parto e pós parto, as melhores posturas para se ter um parto ativo e enfatiza a importância do parceiro no conhecimento de todas as mudanças que acontecem com a mulher durante o período da gestação até a hora do parto, “para que ambos estejam juntos nessa jornada”, afirma a inglesa.
“Um curso imperdível”, afirma a instrutora de Yoga em Salvador, Anne Sobotta. “Janet é a criadora do movimento de parto ativo e foi ela quem iniciou também o trabalho de yoga para gestantes. Vivenciar todo o conteúdo que ela nos ensina em livros agora ao vivo é um aprofundamento único”.
Para a instrutora de yoga pré-natal, Ana Paula Malagueta, de São Paulo, o primeiro dia de curso já superou qualquer expectativa. “A maneira como ela explica é direta, objetiva e principalmente inspiradora. Eu estava me programando para ir ‘a Londres fazer o curso com ela, e agora Janet está aqui”. Estamos num momento importante na humanização de parto e nascimento no Brasil e a presença dela vem ajudar nesse movimento”, enfatiza e paulistana.
É que Janet Balaskas estará também em São Paulo na próxima semana. Dia 20 de abril, ela irá conhecer a Faculdade de Saúde Pública da USP, às 9h30 onde falará da importância de cada profissional da saúde em benefício das futuras mães e bebês, nesse movimento em prol de um nascimentos melhor, ou seja, do Parto Ativo.
Dia 21 de abril, ainda em São Paulo capital, Janet dará palestra para casais e profissionais de Saúde. Lá, todos vão aprender mais sobre a importância de cada passo do trabalho de parto, dicas práticas de posturas e movimentos que facilitam o parto e aliviam a dor.
O endereço é: Rua Apináges, 1.231, em Perdizes (Colégio Global).
Informações: ines@aobabebe.com / www.aobabebe.com
Confiram a Programação apreciada hoje no 2o. dia da formação:
Sessão de yoga, relaxamento e meditação
Trabalho de parto e parto – um processo fisiológico contínuo
Linguagem e Imagem
O início – amaciar e afinar
Respiração abdominal em relaxamento
Movimento, descanso, comer e beber
O trabalho de parto se intensifica... a abertura...
O trabalho interior com afirmações e visualizações
A dança – trabalhando com a gravidade, o movimento e a respiração
Mãe e bebê trabalhando juntos
A participação do companheiro com toque e acolhimento
Trabalho de parto – a Jornada da Mãe e do Bebê continua
O trabalho de parto se intensifica... Abertura...
Aterrando e centrando
Movimento com os campos de energia
Criando o próprio parto
Respiração e sons
Boca e colo do útero
Indo para a ‘zona’
A entrega
O trabalho de parto chega ao seu pico e fim
A mudança fisiológica e a descarga de adrenalina
O reflexo de ejeção do feto
A rotação do bebê
A experiência interior para a mulher
Concentração e sensações novas e diferentes
Mãe e bebê se conectando e se preparando
O Nascimento e o Vínculo
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Post Extraordinário: Formação Profissional em Parto Ativo c/ Janet Balaskas - Módulo I, em Curitiba/PR
Trazida pelo Espaço Aobä pela 1a. vez ao Brasil, tivemos o privilégio de estar com Janet Balaskas hoje, no AYPAR, e fomos acolhidas pela sua doce e serena voz desta autora do famoso livro Parto Ativo, precursora do Movimento da Humanização do Parto e Nascimento na Inglaterra, nos Anos 70. As anfitriãs Luciana, Inês, Nicole e Talia, nossa tradutora, coordenaram as atividades do I Módulo de Formação de Profissionais em Parto Ativo, e acompanharão, ainda, vivências c/ casais grávidos e palestras ao público em geral, como a já ocorrida na Fiep, no último dia 12, em Curitiba e a que acontecerá na Faculdade de Saúde Pública (FSP), da USP, em São Paulo/SP, neste dia 20, além da outra prosa c/ Janet no dia 21, também na capital paulista. Hoje tivemos o 1o. dos três dias do curso nesta terra das Araucárias, a capital paranaense. Manhã e tarde intensas e relaxantes, c/ práticas de Yoga p/ gestantes, uso da bola suiça, exibição de vídeos de partos naturais e na água, além de cerca de 30 mulheres reunidas para ouvir sobre Parto Ativo daquela que fundou muito mais do que posturas para o trabalho de parto e parto, mas toda uma filosofia que devolve a mulher seu papel ativo neste processo sexual e fisiológico que é parir. Pura ocitocina! Este post é só uma "palhinha" do curso, depois do retorno voltarei contando tim tim por tim tim! Confiram a Programação, e aproveitem, pois Janet fará outros eventos!
Fisiologia do Trabalho de Parto e do Nascimento
Sessão de yoga, meditação e relaxamento
Introdução ao Parto Ativo
Ocitocina – o hormônio do amor
Os Benefícios Comparativos do Parto Ativo
O bebê e o útero trabalham em harmonia
A ação reflexa e involuntária do útero
O toque no trabalho de parto
O ambiente do trabalho de parto
O comportamento da mulher, sua vivência interna e seus sons em trabalho de parto
A participação do companheiro
O Trabalho de Parto – A Jornada da Mãe e do Bebê
terça-feira, 1 de março de 2011
Nascimento: da fisiologia à prática - PARTE II
Fotos: Acervo Espaço Aobä
Publico hoje a segunda e última parte de minhas anotações sobre o workshop que participei com o obstetra francês Michel Odent, em Curitiba/PR, no Espaço Aobä, que receberá em abril Janet Balaskas - saiba mais aqui!
Também foi em abril, no dia 06, que tive essa bela oportunidade, com a cria ainda pequenina e serelepe, com seus sete meses, lá foi toda a família para a terra das Araucárias se deleitar com tantas informações! Por acúmulo de trabalho não consegui compartilhar todas as 20 páginas rascunhadas, tendo postado somente a PARTE I desse material.
Aproveitem!
Temos, ainda, outros posts sobre o autor/tema, confiram:
Menos adrenalina e mais ocitocina no parto - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/05/menos-adrenalina-e-mais-ocitocina-no.html.
O nascimento dos mamíferos humanos - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/05/o-nascimento-dos-mamiferos-humanos.html.
Leiam agora Nascimento: da fisiologia à prática - PARTE II
Na metade do século XX houve uma masculinização do ambiente do parto, com a presença de médicos treinados e especializados para participar do parto, processo esse que se desencadeou rapidamente. Aparelhos eletrônicos foram introduzidos reforçando o simbolismo do masculino.
A ocitocina foi esquecida, bem como sua condição de "hormônio tímido", tendo esse condicionamento cultural gerado muitos efeitos.
As imagens visuais no processo de parto também foram adicionadas, com vídeos e fotos de parto, o que se tornou, segundo Odent, uma epidemia nos EUA, com inúmeros vídeos de parto natural, dando ao ambiente de parto uma não-naturalidade, no sentido estrito da palavra.
Os movimentos de parto natural também diziam: "Você não pode parir sozinha!". Um novo condicionamento cultural surgia, dando confiança ao poder da fisilogia materna, visto que para parir a mulher tem que se sentir segura, porém, não observada, para que possa liberar a quantidade de ocitocina necessária, que se comporta timidamente quando em presença de outros seres, devido a inibição neo-cortical.
Parir não é assunto para o néocortex!
Nas estruturas cerebrais arcaicas notavam-se a presença da glândula pituitária e do hipotálamo, sendo que nos Homo sapiens ocorreu o desenvolvimento do néocortex, que durante o parto precisa "parar de funcionar", descansar - um dos aspectos mais importantes da fisiologia do parto, tendo a mulher protegida de estímulos, como a fala, necessitando do silêncio, o uso da palavra no TP, porém em nossa sociedade atual leva-se tempo para "aceitar" o silêncio, onde usamos demasiamente a fala racional - "Você está com oito centímetros!". Faz-se necessário ter muito cuidado ao se perguntar qualquer coisa para a mulher durante o TP, por conta desta interferência.
A luz é outro estímulo significativo durante esse processo do parto e nascimento. Quando vamos dormir, à noite, liberamos um hormônio da escuridão, a melatonina, que sem um ambiente escuro aumenta os níveis desse hormônio.
O fato de ser observado também estimula o néocortex, que dirá de cardiotocos, pessoas e câmeras fotográficas e filmadoras.
Como aceitar esses preceitos como necessidades básicas?
Aí encontramos um grande perigo! Muita atenção! A única necessidade básica é sentir-se segura e não observada.
Quem poderia estar no parto e não "atrapalhar", fazendo com que a mulher se sentisse segura? A mãe? A parteira?
O desaparecimento das parteiras indica a falta de compreensão da fisilogia do parto, tendo esse ofício ancestral se configurado como mais um membro da equipe médica.
Qual a razão para ser parteira? Entendendo o processo fisiológico enxergamos esse motivo. Assim, uma parteira "autêntica" compreende intuitivamente e cientificamente o antagonismo entre ocitocina/adrenalina e como é contagioso! A liberação de adrenalina é contagiosa! Desta forma, a duração do TP é proporcional a liberação de adrenalina entre os presentes.
Um estudo em Provence e no Reino Unido comprovaram atividades repetitivas que reduzem o nível de adrenalina, como por exemplo tricotar! Sendo assim, manter o nível de adrenalina baixo é uma das atividades de uma parteira "autêntica", conciliando conhecimento com consciência.
A fome é também um dos fatores que desencadeia mais adrenalina, e, o que dizer das inúmeras cascatas de intervenções ocorridas nos partos hospitalares, desde o parto, nascimento do bebê até a dequitação da placenta?
Após o parto o pico de ocitocina é mais alto do que qualquer outra situação, como no orgasmo, parto, ejeção do leite, pois é um momento vital, para a descida segura da placenta sem perda sanguínea.
Existem alguns fatores que colaboram para a liberação da placenta:
- A mulher não sentir frio;
- A mulher não deve ser distraída, não devendo fazer;
- Sentir o contato com o bebê, olhar em seus olhos, sentir seu cheiro e amamentá-lo.
Isso é um parto fisiológico, ou natural, muito diferente de um parto normal, vaginal, e cultural, pois está de acordo com as regras/normas sociais, pregadas nos rígidos protocolos hospitalares.
Para fazer com que as pessoas percebam o momento atual é necessário trazer-lhes informação com embasamento científico, fazendo surgir uma nova consciência, que nos é um dever, conciliando intuição e Ciência - cá está o ponto de mutação do parto.
Hoje temos pressa! Bebês precisam nascer em datas pré-agendadas. De acordo com a data da última menstruação (DUM) versus o dia da fecundação, temos 42 semanas, mas se medirmos a altura do útero, analisar quantas vezes o bebê se movimenta, sendo preciso 10 movimentações diárias, realizar uma Amnioscopia, um ultrasom, coletar a urina e ver a taxa de hormônio da placenta, estando seu funcionamento placentário perfeito, podemos aguardar a chegada desde bebê um pouco mais.
Mas, a obstetrícia se industrializou, como Odent menciona no livro O camponês e a parteira, onde ele relaciona as transformações entre a agricultura e o nascimento. Nasceu também a estandartização do parto, com o surgimento do parto vaginal e o cesáreo. Para o autor é impossível humanizar a cesárea.
Existem tipos de cesárea: a ideal, que ocorre durante o TP, sem ser de emergência, não esperando muitas horas de indução com soro, sem uso de fórceps ou ventosa e sem perda sanguínea.
Odent nos falou que verifica-se uma proporção entre a taxa de cesárea de uma instituição hospitalar se calcularmos o n° de obstetras e o de parteiras/enfermeiras obstetras (EO).
Praticamente em todos os Países o significado da partería ganhou outros contornos.
E, como escolher seu tipo de parto, entre um parto domiciliar (PD) ou um parto normal hospitalar (PNH)?
A resposta de Odent é: "Sentir-se segura é o principal! Não há um protocolo rígido. O mais apropriado é combinar a intimidade do lar com o equipamento hospitalar. Talvez esse seja o futuro.".
Os rituais e crenças mantidas de geração em geração trouxeram alguma vantagem para as sociedades, nos seus cinco continentes, em milhares de anos? Qual o motivo? A estratégia básica de sobrevivência era dominar, seja a Natureza, o Homem, o fraco, o outro. Sempre existiram rituais de separação entre mãe/filho, seja pelo xamã, parteira ou o obstetra e sua equipe de enfermagem, incluindo o pediatra, ou até mesmo pelo padrinho! O colostro e a placenta estiveram no cerne desse rito.
Muitos esqueceram que a ocitocina é um fabuloso antidepressor, então, porque hoje muitas mulheres sofrem de depressão pós-parto?
A respeito do uso da piscina de parto no TP, ao invés de parto na água, como muitos falam, Odent utiliza essa prática desde os anos 70, tendo como objetivo evitar o uso de drogas em situações específicas, como nas dores na lombar, contribuindo para a dilatação do colo uterino, e diminuindo os níveis da adrenalina. Mas, seu uso deve ser com imersão em uma água na temperatura do corpo em um curto período de tempo, não antes do meio da dilatação, por isso não se deve planejar o nascimento na água, mesmo apesar disso ele ocorrendo.
Em 1983 Odent publicou um artigo em linguagem médica sobre a equivalência de uma anestesia com o uso da piscina de parto no TP, mas estar imersa em água na temperatura do corpo é inútil se tiver pessoas observando a mulher, já que esta necessita de privacidade e não se sentir observada, que é também uma necessidade básica de outros mamíferos.
Assim, pudemos ouvir naquela fria tarde curitibana os ensinamentos e estudos deste grande pesquisador, que muito contribuiu e contribuí com o Movimento de Humanização!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Mary Zwart nos Estados do Paraná e São Paulo
A parteira holandesa Mary Zwart estará em algumas regiões do Brasil antes de pousar em Brasília no fim de novembro para participar da III Conferência Internacional de Humanização do Parto e Nascimento, organizada pela Rede de Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa.
Dia 10 de novembro, quarta-feira, ministra a palestra "Partejar: arte, ciência, ofício e paixão" no IV Fórum Nacional de Políticas de Atuação de Enfermeiros Obstetras e Obstetrizes na Assistência à Saúde da Mulher e Neonato, na capital paranaense - confira no post Eventos em Novembro da Abenfo. É necessário se inscrever pelo site www.cpce.org.br.
Dia 13, sábado, no Espaço Aobä, ainda em Curitiba, participa do encontro "Toda gravidez é sinal de saúde", das 14 às 18 horas, na Rua Gal. Aristides Athayde Jr. - n° 1025 - Bigorrilho, sendo que até o dia 10 as inscrições saem por R$50,00 e depois dessa data por R$70,00 - mais informações pelo tel.: (41) 3042-5559, com Luciana Lima.
Mary também estará em Maringá para outra atividade organizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), assim que tiver a data confirmada divulgo por aqui, mas provavelmente será entre os dias 12 a 18 e talvez Ana Carolina fará a tradução (ai que delícia!), vamos ver a ponte aérea, não é amiga, rs!
Dia 16, terça-feira, pós feriado de Proclamação da República, ela palestra na capital paulista em evento do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP), das 9 às 13h30, na Rua Dona Veridiana - n° 298 - Santa Cecília, no Centro de Aprimoramento de Enfermagem (CAPE). É necessário se increver também, pois as vagas são limitadas - inscrição aqui!
A Parto do Princípio apoia a atividade com a presença de Deborah Delage que fará a tradução consecutiva e eu também estarei por lá para não perder a chance de conhecer Mary e mais uma companheiro de militância!
Graduada pela Escola de Parteiras de Amsterdã em 1969, Mary Zwart também fez treinamento em Enfermagem no Hospital Acadêmico de Leiden, sendo que de 1973 a 1996 fez atendimentos domiciliares na Holanda. Fundadora da Escola Perinatal Européia, membro do Fórum Europeu de Cuidados Primários e representante internacional da iniciativa Amiga da Mãe e do Bebê (MotherBabyFriendly Care Iniciative) é mãe de cinco filhos e avó de cinco netos.
sábado, 30 de outubro de 2010
Eventos em novembro da ABENFO
Divulgo dois eventos em novembro da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras - ABENFO.
A 1a. delas é a Sistematização da Assistência em Enfermagem, ministrada pela profa. Rosemeire S. de Albuquerque, em São Paulo, no dia 08 de novembro.
Já em Curitiba/PR, nos dias 10, 11 e 12 acontece o IV Fórum Nacional de Políticas de Atuação de Enfermeiros Obstetras e Obstetrizes na Assistência à Saúde da Mulher e Neonato, com a participação da parteira holandesa Mary Zwart no dia 10 com a palestra Partejar: arte, ciência, ofício e paixão.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Palestra com Naolí Vinaver em Curitiba, PR
Com o objetivo de refletir sobre temas práticos do atendimento ao parto e nascimento com um olhar fresco e novo em temas comumente assumidos como "problemas" a parteira mexicana Naolí Vinaver estará na capital paranaense para um workshop e também para ministrar uma palestra para retomar diversos pontos na obstetrícia oferecendo possíveis soluções alternativas às dificuldades que se apresentam e que podem modificar radicalmente o desenvolvimento do parto e nascimento. No evento serão abordado temas como: sexualidade e nascimento; o papel da família; medos e mitos e a parteria na atualidade.
Quando? Onde?
Dia 06 de agosto, na Av. Comendador Franco, #1341, Jd. Botânico - CIETEP
Das 10 às 12hs - Parto e Nascimento Natural
Das 19 às 21h30 - Parir é natural
Para participar basta realizar as inscrições antecipadamente aqui e levar duas latas de leite em pó que serão destinadas à Associação Paranaense Alegria de Viver - APAV.
Sobre a palestrante:
Naolí Vinaver é antropóloga e parteira. Vive no México, onde combina a prática do parto tradicional com um profundo interesse e respeito pela psicologia e a fisiologia do parto. Em 2008 ela comemorou a marca de 2000 partos domiciliares, combinando a partería tradicional e a profissional, além de participar como conferencista em congressos de partería em mais de 30 países. Naolí teve 3 filhos em partos domiciliares acompanhada de sua família, o último dando origem a ao vídeo "Dia de Nascimento". Autora e ilustradora do livro infantil "Nasce um Bebê, Naturalmente", sobre gestação e nascimento.
Em suas conferências, Naolí fala da importância de se resgatar o aspecto sexual do ciclo da gravidez, parto e puerpério, dando às mulheres (e, portanto, também aos casais) a chance de se conhecerem ainda mais profundamente e exercerem sua sexualidade de forma plena e satisfatória, inclusive durante o parto. Conheça seu site aqui.
Quando? Onde?
Dia 06 de agosto, na Av. Comendador Franco, #1341, Jd. Botânico - CIETEP
Das 10 às 12hs - Parto e Nascimento Natural
Das 19 às 21h30 - Parir é natural
Para participar basta realizar as inscrições antecipadamente aqui e levar duas latas de leite em pó que serão destinadas à Associação Paranaense Alegria de Viver - APAV.
Naolí Vinaver é antropóloga e parteira. Vive no México, onde combina a prática do parto tradicional com um profundo interesse e respeito pela psicologia e a fisiologia do parto. Em 2008 ela comemorou a marca de 2000 partos domiciliares, combinando a partería tradicional e a profissional, além de participar como conferencista em congressos de partería em mais de 30 países. Naolí teve 3 filhos em partos domiciliares acompanhada de sua família, o último dando origem a ao vídeo "Dia de Nascimento". Autora e ilustradora do livro infantil "Nasce um Bebê, Naturalmente", sobre gestação e nascimento.
Em suas conferências, Naolí fala da importância de se resgatar o aspecto sexual do ciclo da gravidez, parto e puerpério, dando às mulheres (e, portanto, também aos casais) a chance de se conhecerem ainda mais profundamente e exercerem sua sexualidade de forma plena e satisfatória, inclusive durante o parto. Conheça seu site aqui.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Nascimento: da fisiologia à prática - PARTE I
"Estamos prontos para amar?".
Foi assim que o obstetra Michel Odent iniciou sua conversa com um grupo de pessoas no Espaço Aobä, em Curitiba/PR, de diversas áreas, incluindo obstetras, enfermeiras, doulas, psicólogas, cientistas sociais etc. em abril, em seu workshop Nascimento: da fisiologia à prática, desta forma, o post de hojé é o resultado da compilação dessa prosa boa (demorou, mas saiu!)!
Nossa sociedade, tecnocrata e cartesiana, não pode aguardar, com naturalidade, a vinda de nossos bebês. A indução do parto, pelo uso de ocitocina sintética, hormônio que contribui com as contrações uterinas, é uma das intervenções mais corriqueiras, mas não aparece nos estudos científicos e nas estatísticas de parto e nascimento, assim, é impossível saber quem teve o processo de Trabalho de Parto (TP) induzido, e, por que não falamos disso? Será apenas "um detalhe"? Por que tantas mulheres precisam de ocitocina sintética? Elas não conseguem naturalmente liberar esse hormônio fundamental para o parto? Será que o lugar em que elas estão parindo influencia? A ocitocina atravessa a placenta? Atinge o bebê? A quantidade introduzida de ocitocina é muito maior do que a produzida pela glândula perianal?
Na literatura médica encontramos apenas um estudo de 1996, de um jornal de Medicina Fetal e Materna em que foram relacionados os índices de ocitocina produzida pela mãe e a sintética introduzida na veia e na artéria umbilical e o que se concluiu, portanto, é que a ocitocina atravessa sim a placenta, assim, quando a mãe recebe ocitocina sintética o bebê também recebe, indo para seu cérebro e ocasionando durante seu efeito estresse nesse precioso momento de vida extra uterina, com a interação dos genes e do ambiente.
Desta forma, interferimos rotineiramente e continuamente no sistema ocitocinógeno dos humanos, que também interfere na vida social e na capacidade de amar.
Atualmente, passamos por um momento de revolução cultural e questionamos o uso demasiado dessa substância, utilizada mundialmente, e reavaliar as estatísticas é de suma importância, pois esse fato não é um "mero detalhe".
Algumas doenças comuns em nossa sociedade estão associadas ao sistema ocitocinógeno, como o autismo e a anorexia, então, vale questionarmos o uso de ocitocina sintética durante o TP. Como conclusão, podemos perceber que estamos no caminho de redescobrir o que há de básico na fisiologia do parto e esquecer tudo o que já foi dito e estudado.
Fisiologia - Período Perinatal: qual a necessidade da mulher no TP?
Podemos redescobrir hoje essas necessidades depois de tantos anos de aplicação científica/cultural/ritualística?
No século XX, descobrimos através de um acúmulo de informações que o bebê precisa da mãe, mas algumas sociedades separam mãe e bebê após o parto, tendo a amamentação atrasada, seja por mitologias culturais ou tecnologias científicas, assim, o instinto protetor agressivo da mãe, inato, é reprimido, anulado pelas culturas, crenças e rituais, sendo o colostro, considerado nos cinco continentes, um fluido que faz mal, justificando, portanto, a separação, mesmo sendo tão precioso... outras crenças também são transmitidas, ritualizadas e difundidas, como o corte do cordão umbilical e a expulsão da placenta.
Nos anos de 1953 e 1954, em um hospital de Paris, ainda como estudante de Medicina, Odent pode acompanhar os procedimentos de parto e nunca os bebês ficavam com as mães após o nascimento, a parteira cortava o cordão e o bebê era separado, comprovando o condicionamento cultural pelo qual sofremos.
A partir de testes de controle randomizados, e a introdução do contato entre mãe/bebê, pele a pele, através da autorização de cômites éticos e a defesa de que o bebê precisa de sua mãe verificou-se a presença de hormônios que flutuavam nesse período perinatal e a produção de anticorpos, assim, se não interferimos na relação mãe/bebê e o filhote encontra o seio na primeira hora após o parto uma imunização bacteriológica natural acontece.
O bebê precisa de sua mãe!
Essa descoberta de suma importância é também aceitável?
Os exemplos tem demonstrado que sim!
Alojamento conjunto: mãe e bebê juntos versus Berçário.
Cuidado Mãe Canguru: criado em Bogotá, na Colômbia, em 1979, sendo a mãe a melhor incubadora.
Mesmo essas práticas serem aceitas intelectualmente tais descobertas culturalmente não foram tão aceitáveis.
Um outro ponto nesta discussão é a presença do pai durante o TP e parto, sendo uma nova "doutrina" aplicada, além das atendentes de parto, com uma nova geração de parteiras e doulas. Desta forma, se foi possível no século XX redescobrir que o bebê precisa da mãe também podemos redescobrir as necessidades da mulher durante o TP.
Nesta perpectiva temos dois entraves que atrapalham o processo fisiológico do parto e nascimento: a Ciência e a cultura, portanto, qual a razão para otimismo?
A fisiologia ultrapassa e supera as intervenções científicas e culturais! A grande questão é o antagonismo entre ocitocina e adrenalina, visto que quando os mamíferos liberam adrenalina não podem liberar ocitocina, o hormônio que facilita as contrações uterinas para o parto e expulsão da placenta e sensações como medo, frio, sentimento de estar acuado ativam o neocórtex, parte do cerébro responsável por "pensar", que garantiu o desenvolvimento dos humanos, produzindo mais adrenalina!
Durante o parto ou outros processos sexuais inibições do neocórtex interferem no desenvolvimento dos mesmos, assim, quando falamos de fisiologia do parto temos que centralizar na ocitocina, como ocorre sua liberação, quais são os fatores para a sua produção, tendo em vista que em pessoas tensas e ou observadas age como um "hormônio tímido", portanto, temos que verificar as situações que dependem da liberação da ocitocina.
Tanto a ocitocina como a endorfina estão presentes em todos os processos sexuais, reflexo de ejeção, como da ereção, do esperma, da lubrificação vaginal, do feto, do leite.
Em todas as sociedades, até àquelas em que são mais livres, casais se isolam para copular. No reflexo de ejeção do leite, por exemplo, quando a mulher está sozinha, em um lugar escuro, com portas e janelas fechadas esse processo é mais fácil.
Mas, existem estratégias para não observação quando se está parindo? Em sociedades pré agriculturas, mulheres se isolavam para parir, comprovados em documentos antropológicos, assim, os partos ocorriam na floresta, em casas específicas para o parto e quando acompanhadas eram de uma figura materna, como a mãe, avó, tia, parteira ou outra mulher, nesta medida a origem do ofício das parteiras surge como protetoras do espaço.
Mas, as coisas mudaram de lá para cá...
Atualmente, o parto é um evento socializado! Esqueceram que a ocitocina é um hormônio tímido.
E o papel da parteira ganha outros contornos. Antes ela era a mãe ou outra mulher experiente, hoje ela tem o controle do processo, guia a mulher, realiza alguns procedimentos de intervenção, como o uso de ervas, massagens, toques para acelerar o TP ou aliviar as dores da parturiente; quando as mulheres começaram a parir em suas casas o processo de socialização do parto se desenvolveu, e isso historicamente é recente, tendo início em meados do século XX, quando ainda parto era assunto de mulher e ser obstetra era usar o fórceps; ninguém, ainda, antes disso, tinha pensado no acompanhante de parto e na presença do homem nesse momento.
Foto: Acervo Espaço Aobä.
* Quer ler mais sobre Michel Odent no Blog Parto no Brasil? Clique aqui! *
domingo, 11 de abril de 2010
Naolí Vinaver em Curitiba/PR
Curitiba, capital paranaense, terra das lindas araucárias, recebe a parteira mexicana Naolí Vinaver entre os dias 06 a 08 de agosto, na Associação Guadalupana de Educação Lassalista. A organização do encontro é da Anauê Teiño.
As inscrições feitas até 09 de julho (ou enquanto houver vagas) pelo Blog Parto no Brasil ganham 5% de desconto no investimento, que pode ser comunicado aos interessados pelo
email: anaue@anaueteino.com.br e ou
tel.: (041) 3233-6409.
É necessário ser maior de 18 anos para poder se inscrever.
O local das atividades fornecerá também hospedagem inclusa no pagamento, é necessário apenas levar toalhas de banho, assim como a alimentação está incluída, sendo dada preferência a alimentos naturais.
Mais informações acesse aqui!
terça-feira, 23 de março de 2010
Michel Odent em Curitiba - 06 de abril
O evento "Nascimento: da fisiologia à prática" é um workshop com palestra de Michel Odent e será realizado no Espaço Aoba.
Odent apresentará seus últimos trabalhos sobre a fisiologia e a prática de assistência ao nascimento, bem como mediará discussões de propostas de humanização dentro da realidade brasileira de assistência à saúde da gestante e da mãe. Nesse sentido, ele tratará, entre outros
temas, das conseqüências para a sociedade brasileira dos exagerados níveis de cirurgia cesariana que se observam atualmente no nosso País.
Michel Odent é o obstetra francês conhecido por introduzir no hospital de Pithiviers na França, o conceito de sala de parto como casa e da utilização das piscinas de parto. Autor da famosa frase "Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer". Vai falar também do caso brasileiro especificamente, das altas taxas de cirgurgias cesarianas. Fundador do centro de pesquisa Primal Health Research Centre em Londres, que tem como objetivo estudar as correlações entre o que ocorre no “período primal” a saúde e o comportamento adulto. Autor de 12 livros publicados em 22 línguas e mais de 50 artigos científicos.
Não é grátis. Para participar: R$200,00 para inscrições até 31/03 ou R$250,00 após esta data.
Inscrições e informações : (41) 3042 5559 ou mario@aobabebe.com
O evento será dia 06 de abril, terça-feira, das 9h30 às 18h, no Espaço Aobä, na Rua Gal. Aristides Athayde Junior, 1025, Bigorrilho, em Curitiba-PR
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