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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Contra a morte de mulheres no parto - Organização e Qualificação da Assistência

Para acalmar o coração das partólatras, em tempos de merecida intolerância para matérias capengas de ética, responsabilidade civil, e coerência de informações.

Excelente vídeo sobre as mortes de mulheres no parto. Com entrevista do médico obstetra João Batista, diretor clínico do Hospital Sofia Feldman - Belo Horizonte/MG.

O hospital é um modelo de serviço humanizado, sempre imperdível conferir as informações de seu contexto. Mais uma vez, vencedor do Prêmio Iniciativa Maternidade Segura, da OPAS/OMS 2012.


É sempre um prazer ouvir estes mineiros!


Eu  Comissão Perinatal

Eu    Sofia Feldman




[Use o Keepvid para baixar o vídeo]
O parto normal é mais seguro para as mães e crianças

É preciso organizar e qualificar a assistência ao parto

Sofia Feldman têm resultados 70% melhores que a média brasileira de mortes maternas



Mais informações em:


Iniciativa Maternidade Segura anuncia ganhadores




sábado, 2 de junho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Parto normal e cesárea







[Use o Keepvid para baixar os vídeos]

Programa exibido em 16/05/2012, pela TVE São Carlos.
Entrevista com Carla Andreucci Polido, ginecologista-obstetra, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de São Carlos.

sábado, 5 de maio de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

"... bactérias no meio é cultura"

Antes de dar o start, bora passar um cafezin!

Pronto. Vamos lá!

Hoje trago a publicação "Parteiras Caiçaras: relatos e retratos sobre parto e nascimento, em Cananeia, SP" lançada em 06 de dezembro de 2011, p/ baixar - aqui, onde podem ser encontrados relatos sobre partos e práticas de algumas das parteiras tradicionais caiçaras, que foram registrados e compilados, além de outros textos que narram o cenário obstétrico de nosso Brasil, por pesquisadores e profissionais da área. Trabalho apoiado pela Secretaria de Cultura, do Governo do Estado de São Paulo, pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) - 2010.

Divulgo, também, a página c/ fotos e imagens do Blog Parto no Brasil - Sessão Multimídia, que Ana c/ dedicação postou uma a uma - eita, lindeza de parceria!

Compartilho, ainda, a alegria de ter almoçado neste domingo c/ Ligia, do Cientista que virou mãe, a pequena simpática Clara e seu companheiro Frank Maia, c/ nossa família, em um delicioso e gastronômico passeio pelo Centro Histórico de Cananéia - da blogesfera p/ a vida de carne, osso, sentimentos, emoções, reencontros! Ê, mais que beleza!



E, que venha uma semana próspera p/ tod@s nós! 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Multimídia Parto no Brasil - "Temos Direito": O bom parto na TV

Blog Parto no Brasil compartilha hoje quatro das melhores peças audiovisuais já produzidas sobre os direitos das mulheres e seus bebês no parto e nascimento. 

São vídeos da série publicitária "Temos Direito", produzida pela organização argentina Dando a Luz, em parceria com a portuguesa Humpar. As peças são curtas, para serem transmitidas em veículos de massa, e contaram com a participação de artistas famosos da argentina.  

Um belo projeto de comunicação em saúde! Não percam e compartilhem!

Parir acompanhada

Parir sem pressa

Esperar somente 3-4 minutos

Em posição de escolher

[Use o Keepvid para baixar os vídeos]

Assistam outros vídeos na página Dando a Luz.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Safe Motherhood Quilt Project


Hoje divulgamos um lindo e habilidoso trabalho, coordenado pela parteira americana Ina May Gaskin, sobre as altas taxas de mortalidade materna nos Estados Unidos, o Safe Motherhood Quilt Project.
Em peças de patchwork mulheres voluntárias bordam os nomes e as histórias de mães que faleceram durante o parto, sendo que as peças são expostas com o intuito de sensibilizar a população frente a este sério problema de saúde pública.
Visitem o site e conheçam em detalhes a iniciativa - http://www.rememberthemothers.net/
Vejam os quilts no link e assistam também o vídeo - http://www.rememberthemothers.net/quilt/thumbnails.php?album=4

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Apoio a Casa Ângela

O Blog Parto no Brasil teve a querida oportunidade de ir a Casa Ângela (revejam aqui!), em maio deste ano, em um evento da Anep, p/ educadores perinatais. E, como não se encantar c/ o belo espaço, o carinho, a equipe e a história de luta, amor e dedicação de Irmã Ângela!
Por isso, divulgamos hoje o vídeo da parteira Mayra Calvette que esteve por lá, e entrevistou as gestoras do espaço, que necessita de apoio, visto que a Secretaria Municipal de Saúde não firmou convênio c/ a instituição.
Aproveitem e conheçam, ainda, o site recém lançado de Mayra, Parto pelo Mundo (Birth Around The World), onde ela acaba de embarcar em busca de novas perspectivas no cenário obstétrico, sendo seu último encontro c/ Janet Balaskas, em Londres, no Centro de Parto Ativo, e tb na Midwifery Today Internacional Conference, em Frankfurt - http://partopelomundo.com/blog/
Abaixo, o vídeo:

sábado, 1 de outubro de 2011

Multimídia Parto no Brasil - Habeas Corpus


O documentário acompanha o sofrimento de Tatielle, uma jovem mulher de Morrinhos, interior de Goiás. Grávida de cinco meses de um feto que não sobreviveria ao parto, um Habeas Corpus apresentado por um padre que sequer a conhecia impediu Tatielle de interromper a gestação. Já sentindo as dores do parto, Tatielle foi mandada embora do hospital onde estava internada em Goiânia. De volta para Morrinhos, Tatielle agonizou cinco dias as dores de um parto proibido pela religião e pela Justiça.
Fonte: http://docverdade.blogspot.com/search/label/aborto
Baixe aqui!

Habeas Corpus - um filme de Debora Diniz e Ramon Navarro from Universidade Livre Feminista on Vimeo.
Brasil, 2005, 20min. Direção de Debora Diniz e Ramon Navarro

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mulheres que correm com os lobos

Compartilho uma leitura que estou empolgadíssima p/ ler, acerca dos arquétipos femininos e as forças que carregamos em nossa feminilidade, em Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias dos arquétipos da mulher selvagem, de Clarissa Pinkola Estes, que pode ser baixado, em PDF, no link - http://veterinariosnodiva.com.br/books/MULHERES_QUE_CORREM_COM_OS_LOBOS.pdf

Outro título da autora é A Ciranda das Mulheres Sábias, que Ana Carolina leu e adorou! Neste a autora trata das relações de compadrio e do amor entre as comadres, que cuidam-se como mães - #ficaadica!
Boa pedida p/ esse feriado!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Post Extraordinário - Conexão Futura entrevista Suely Carvalho e Bianca Lanu, sobre parteiras tradicionais

Foi ao ar ontem o programa Conexão Futura, do Canal Futura, c/ a parteira tradicional, fundadora da Cais do Parto, que em julho comemora 20 anos e também presidente da Rede Nacional de Parteiras Tradicionais, Suely Carvalho, que numa deliciosa prosa nos conta como se tornou parteira, no Estado do Paraná, e como é a atuação naquilo que ela considera como um dom! Por telefone eu pude também contar sobre o Projeto Parteiras Caiçaras, o qual coordeno recentemente, c/ apoio da Secretaria de Cultura, do Governo de São Paulo, pelo Programa Ação Cultural - ProAC, onde realizo o levantamento das antigas parteiras do município de Cananéia/SP, p/ registrar seus relatos de parto e nascimento em solos caiçaras, a fim de publicar uma obra literária c/ este conteúdo, em dezembro deste ano.
Foi muito emocionante escutar Suely ( e agora vê-la!), esta querida madrinha e mestre de tantas aprendizes de parteiras, que, ao vivo, falou sobre esse chamado que venho tendo: "... a Bianca é uma futura parteira, esse ano ela começa a missão, o caminho dela, c/ o curso que a gente faz, c/ a instrução."
Quanta honra!
Aqui do lado de cá, a ligação estava muito baixa, e mal ouvia o que elas diziam, tanto que pensei que a apresentadora tinha me feito uma pergunta, mas Suely ia explicar sua vinda p/ Cananéia, em junho passado - saibam mais aqui! Peço desculpas, rs!
Dia intenso, de expectativa, de espera pelo celular tocar e falar daquilo que tenho hoje como dever, p/ que outras mulheres-mães possam ter o sabor de parir c/ naturalidade e respeito! Minha trajetória começa c/ a vinda de Rudá, a ele minha gratidão por vivenciar a experiência mais significativa pela qual já passei nestas 31 voltas ao Sol!
Assistam abaixo e se encantem também!


[Use o Keepvid para baixar o vídeo]

terça-feira, 10 de maio de 2011

Post Extraodinário - Série Lancet Saúde no Brasil

Foi lançada ontem, em Brasília, a série artigos da revista médica inglesa The Lancet, uma das mais prestigiadas, sobre a Saúde no Brasil.

É uma foto do Rio de Janeiro que estampa a Série, no site da Lancet
http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil
Segundo o texto de abertura da publicação, o Brasil é o primeiro país do mundo em número de cesáreas. Agora, mais que nunca, tá na hora de acabar com essa bobeira de segundo lugar. Isso é histórinha prá mãezinha dormir.
O Brasil conquistou melhorias significativas na saúde materno-infantil, em serviços de atendimento de emergência, e na redução e controle de doenças infecciosas. Mas as notícias não todas boas. O país continua a ter índices de mortalidade por lesão que são diferentes de outros países, devido ao grande número de assassinatos, especialmente por armas de fogo. Os níveis de obesidade estão aumentando e as taxas de cesariana são as mais altas do mundo.
O Brasil tem agora a oportunidade de se aproximar do seu objetivo último de saúde universal, eqüitativa e sustentável, tal como promulgado na Constituição de 1988. Para dar visibilidade a essa oportunidade, a revista The Lancet publica uma série de seis artigos que examinam criticamente as conquistas das políticas públicas nacionais e indicam os próximos desafios. É como Cesar Victora e colaboradores concluem no documento final da Série Lancet sobre o Brasil: "O desafio é, em última instância, político; e requer a participação contínua da sociedade brasileira como um todo para garantir o direito à saúde para todo o povo brasileiro.
Fonte: http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil
Haja solidariedade!!!
Quero só ver o que diz a Lancet sobre o tipo de parto normal que é normal por aqui....

terça-feira, 19 de abril de 2011

Manifesto pelo Parto Ativo, por Janet Balaskas

1. Todos os partos vividos em liberdade e sem inibições são acompanhados de uma importante movimentação da mulher: ela caminha, fica em pé, de cócoras, de joelhos, deitada, e se movimenta livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis. Não se pode designar uma posição fixa para um trabalho de parto e parto natural e saudável quando a mulher segue seus próprios instintos – porque o parto é ativo, envolve uma sucessão de posições variadas, e não é um confinamento passivo.
2. Durante milhares de anos, no mundo todo, as mulheres tem espontaneamente vivido seus trabalhos de parto e partos em alguma posição vertical ou agachada – geralmente com a ajuda de alguém ou alguma coisa servindo de apoio. Qualquer que seja a raça ou a cultura: africana, americana, asiática ou europeia, e assim por diante, as mesmas posições verticais predominam. A História confirma as evidências dos etnologistas, que demonstram que o uso das posições verticais prevaleceu ao longo do tempo.
3. Hoje, a maioria das mulheres de países industrializados são confinadas em posição deitada ou semi-deitada, geralmente no hospital. Esta prática é ilógica, e torna o parto desnecessariamente complicado e caro. Faz com que um processo natural se torne um evento médico, e a parturiente passa a ser uma paciente. Nenhuma outra espécie adota uma posição tão desvantajosa em um momento tão crucial.
4. As pesquisas revelam sérias desvantagens ao uso da posição recumbente:
•Deitar-se de costas comprime os grandes vasos abdominais localizados ao longo da coluna vertebral. A compressão da grande artéria do coração (aorta descendente) obstrui a circulação sanguínea em direção ao útero e à placenta, e pode resultar em sofrimento fetal. A compressão da grande veia que vai ao coração (veia cava inferior) restringe o retorno venoso, e pode contribuir para a hipotensão e outros problemas circulatórios, aumentando o risco de grandes sangramentos após o parto.
•A posição recumbente reduz o potencial de mobilidade das juntas pélvicas. Reduz particularmente as vantagens de se flexionar os joelhos e quadris em alguma posição vertical, ou seja, o ângulo agudo que se forma quando os joelhos vem em direção ao peito (como em posição de cócoras), que abre e expande a pélvis ao seu máximo. Na posição reclinada, o peso do corpo repousa diretamente sobre o sacro, e impede o movimento que a parede posterior da pélvis faz para acomodar a cabeça do bebê à medida que ele desce. Isto reduz significativamente o espaço da passagem pélvica entre a sínfese púbica e o cóccix; perde-se até 30% de potencial de abertura, quando comparado com a posição de cócoras ou posições onde o tronco se inclina para frente.
•É mais fácil para qualquer objeto cair em direção `a superfície da Terra do que deslizar paralela a esta (Lei da Gravidade de Newton). Em posições reclinadas, o útero tem que trabalhar em oposição à gravidade. Assim, ocorre um desperdício de energia, se produz esforço e dor desnecessários e a duração do trabalho de parto e do parto aumenta. A descida, a rotação e o parto do bebê são mais fáceis quando a posição materna direciona o bebê para a Terra, ao invés de direcioná-lo na linha do horizonte.
• Apresentações inadequadas do bebê são mais comuns quanto os movimentos espontâneos da mulher, que guiam a rotação do bebê através do canal de parto, são restringidos.
• Na posição deitada, o parto acontece com uma distenção desigual dos tecidos perineais às custas da porção posterior, o que causa estresse, dor e aumenta o risco de uma laceração ou da necessidade de uma episiotomia.
5. Os movimentos e as mudanças de posição são mais importantes do que adotar uma única posição considerada ótima, ou, considerada a melhor posição, durante o trabalho de parto. Posições espontâneas de trabalho de parto incluem ficar de pé, caminhar, sentar-se com o tronco ereto, ajoelhar, acocorar ou deitar de lado.
Uma posição para o trabalho de parto é fisiologicamente eficiente quando:
•Não há compressão dos vasos abdominais.
•O movimento é irrestrito.
•A pélvis é totalmente imobilizada.
•O corpo trabalha em harmonia com a gravidade.
Para o parto, a posição de cócoras e suas variantes são as posições mais próximas às leis da natureza, e são conhecidas como posições fisiológicas para parto. Tais posições incluem cócoras completa ou semi cócoras, cócoras em pé ou várias posições de joelhos.
O uso de tais posições verticais produz os seguintes benefícios adicionais durante o parto:
•Contrações mais poderosas, resultando em um reflexo expulsivo eficiente.
•Excelente oxigenação fetal.
•Mínima extenuação e esforço muscular.
•Excelente ângulo de descida.
•Máximo espaço para descida, rotação e emergência das partes do bebê que vão se apresentando na saída da passagem pélvica.
•Ótimo relaxamento do períneo.
Foi demonstrado que quando o uso de posições verticais durante o trabalho de parto e parto é apoiada e encorajada, o número de partos fisiológicos espontâneos aumenta.
6. Em um parto ativo, o processo fisiológico se desenrola espontaneamente graças à liberação irrestrita dos hormônios do parto. A liberação de ocitocina é ótima, resultando em contrações eficientes no trabalho de parto, num reflexo expulsivo eficaz no parto, em fácil liberação da placenta e boa retração do útero depois. Os altos níveis de endorfinas aumentam a habilidade da mulher para lidar com a dor sem intervenções. Os efeitos altruístas dos altos níveis hormonais, tanto na mãe quanto no bebê, promovem o vínculo na crítica hora após o parto.
7. A importância de um ambiente propício para o trabalho de parto e nascimento, onde a mãe se sente segura e sua privacidade é protegida, é de crucial importância. Tais condições são essenciais para garantir os movimentos espontâneos nas posições verticais e também para a excelente liberação hormonal – fatores chave para um parto ativo.
8. A imersão em água quente, na temperatura do corpo aproximadamente, e durante a fase ativa do trabalho de parto (5-6 cm dilatação), tem se mostrado eficaz como facilitador de um parto ativo. As contrações podem ficar mais intensas, e a propriedade de flutuação da água aumenta o relaxamento, o conforto e a mobilidade. Estudos tem demonstrado que a modificação da dor é significativa. Utilizada inicialmente com a intenção de facilitar o trabalho de parto, uma piscina de parto também pode oferecer um ambiente favorável para o parto, quando as condições são adequadas.
9. Vários estudos, nos últimos 50 anos, indicam que quando o parto é ativo, as vantagens são:
•O ritmo natural, e a continuidade do parto não sofrem interrupções ou interferências.
•As contrações uterinas são mais fortes, mais regulares e mais freqüentes.
•A dilatação é favorecida.
•Um relaxamento mais completo se torna possível entre as contrações.
•A pressão intrauterina é consideravelmente mais alta.
•O trabalho de parto e o período expulsivo são mais curtos – alguns estudos apontam para uma porcentagem de tempo mais curto de 40% para o grupo em posição vertical.
•Existe mais conforto, menor dor e estresse; portanto, a necessidade de analgesia diminui.
•A condição do recém nascido é geralmente ótima.
•As mulheres sentem que são participantes plenas, que estão no controle, e, sentem com maior freqüência que parir é uma experiência maravilhosa e satisfatória.
10. Não há dúvidas para ninguém que tenha vivido ou assistido tanto o parto ativo quanto o parto passivo, que um processo de parto ativo é geralmente mais fácil, mais seguro e mais recompensador tanto para a mãe quanto para o bebê. Após um parto ativo, a mãe sente que ela pariu seu filho, ao invés de sentir que seu filho foi extraído dela. Ela e seu bebê foram, juntos, participantes plenos, e ambos estão alertas, não estão sob o efeito de drogas, e estão saudáveis quando se encontram face-a-face. Isto cria, inevitavelmente, as melhores condições possíveis para a vinculação materno-infantil, e para a formação de bases para relacionamentos amorosos e saudáveis na família.
11. O parto ativo é mais que simplesmente uma questão de posições. Apesar da liberdade de movimentação espontânea e do uso de posições verticais ser fundamental, a definição essencial de um parto ativo é aquela na qual a mulher está no comando de suas escolhas e decisões. É esta condição que permite a ela se beneficiar de uma parceria produtiva e mutuamente respeitosa com os profissionais que a atendem. Quando as intervenções são necessárias, os princípios do parto ativo ainda podem ser úteis. Podem ser combinados com os procedimentos obstétricos, e ajudar a minimizar os riscos e os efeitos colaterais. Quando este é o caso, cada parto, seja natural ou assistido, pode ser chamado de parto ativo.
12. As conseqüências a longo prazo de intervenções desnecessárias no período ao redor do nascimento , tanto para a saúde quanto para o bem-estar, são cada vez mais preocupantes. Com base em descobertas de pesquisas, experiências modernas e instinto ancestral, mudanças profundas na atitude e na oferta dos serviços de maternidades, na educação das parteiras-obstetrizes e na preparação das mulheres para o parto são inevitáveis para que se aumente o potencial para o parto fisiológico.
13. O parto, na vida de qualquer mulher, é um ato excepcional, uma viagem de força, parcialmente instintiva e parcialmente aprendida. É necessário uma certa destreza para se fazer a maioria das coisas, e o parto não é exceção. Uma mulher que deseja viver o parto plenamente precisa de mais que informação e conhecimento sobre gravidez, trabalho de parto e parto. Ela também precisa de preparação física, mental e emocional ao longo de sua gestação, para que possa adotar posições verticais com facilidade e conforto, e desenvolver confiança em sua habilidade inata para parir. A preparação para um parto ativo precisa oferecê-la formas para obter um relaxamento profundo de seu corpo e sua mente, para que ela possa acessar e confiar em seu potencial instintivo.
14. Além de ser uma celebração na família, o nascimento de um filho é um evento crítico e incerto, que envolve suspense em relação ao seu resultado. As habilidades para parir, e para atender partos, são valorizadas em todas as sociedades. No mundo moderno e ocidental, a aplicação da tecnologia ao nascimento trouxe, sem precedentes, segurança e procedimentos que salvam vidas. Entretanto, o uso indiscriminado e rotineiro de tais tecnologias, aplicadas na grande maioria das mulheres, é inapropriado, e tem causado um aumento no número de partos complicados e cirúrgicos em todo o mundo. Este contexto leva à perda do saber valioso e essencial do partejar, e aumenta a dependência na tecnologia. Vai corroendo a satisfação e a confiança tanto das mães quanto das parteiras-obstetrizes. Os médicos se tornaram os especialistas em partos. Mais ainda, o equilíbrio de poder é tal que a capacidade da mãe foi tão minada até chegar ao ponto da maioria das mulheres terem perdido o contato com o conhecimento e sabedoria antigos sobre o parto, que antes eram passados de geração em geração, de mãe para mãe. Este equilíbrio de saber e poder deve ser restaurado através da recuperação do potencial instintivo, da liberdade e do poder de quem faz o parto, a mãe. O Movimento pelo Parto Ativo é comprometido com o empoderamento das mulheres no parto e da redescoberta global do parto.
* Escrito pela primeira vez em Abril de 1982 por Janet e Arthur Balaskas. Revisado por Janet Balaskas em Fevereiro de 2001. Tradução autorizada: Talia Gevaerd de Souza.
©Copyright Janet Balaskas 2001 - Nenhuma parte do texto acima pode ser reproduzida, de nenhuma forma, sem permissão de Janet Balaskas. A autora permitiu que o Blog Parto no Brasil publicasse o texto, na íntegra.
Bibliografia
Livros e relatórios:
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Balaskas, J. Active Birth. Thorsons UK, Harvard Common Press. US 1992
Beech, B. Water Birth Unplugged. Books for Midwives 1996
Burns, E., Kitzinger, S. Midwifery Guidelines for Use of Water in Labour. Oxford Brookes University. 2000
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Gelis, J. History of Childbirth – Fertility, Pregnancy and Birth in Early Modern Europe. Polity Press. 1991
Goer, H. Obstetric Myths versus Research Realities: A Guide to the medical literature. Bergin & Garvey. USA 1995
Odent, M. The Nature of Birth and Breastfeeding. Bergin and Harvey. 1992
Odent, M. Birth Reborn. Souvenir Press: 2nd edition. London 1994
Odent, M. The Scientification of Love. Free Association Books. London 1999
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Thomas, P. Every Woman`s Birth Rights. Thorsons. 1996
Wagner, M. Pursuing the Birth Machine – The search for Appropriate Birth Technology. ACE Graphics. 1994
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Artigos:
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