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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento - SMRN 2013

Celebramos em maio mais uma edição da SMRN! 

Este ano o tema é:

Não perturbe: estou parindo!


A rede Parto do Princípio organiza no Brasil, em diferentes Estados, exposições fotográficas.


Confira, abaixo as cidades e locais dos eventos:

ABC Paulista (SP)
Local da expo: a definir
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Deborah Delage e Denise Niy
Telefone: (11) 99201-5245 / 99383-4429

Americana (SP)
Local da expo: Welcome Center - Av. São Jerônimo 120
Datas e horários da expo: 06 a 12/05, de 9 às 22h
Contato: Denise, Renata ou Silvia
Telefone: (19) 9191-9169 / 9132-9621 / 9191-9569 

Local da expo: Cine Estação - Estação Ferroviária de Americana - Av. Dr. Antonio Lobo
Datas e horários da expo: 21/05, 20h
Exibição do documentário "Orgasmic Birth"
Contato: Denise, Renata ou Silvia
Telefone: (19) 9191-9169 / 9132-9621 / 9191-9569

Belém (PA)
10 a 15/05 - 1o piso do Shopping Boulevard
19/05 - Coreto principal da praça Batista Camposa
Contato: Thayssa Rocha e Úrsula Ferro
Telefone: (91) 8884-0209 

Belo Horizonte (MG)
Local: Rodoviária - Praça Rio Branco, 100 - Centro
Datas e horários: 18 a 31/05, de 8 às 20h
Contato: Pollyana do Amaral e Carolina Giovannini
Telefone: (31) 9312-7399

Brasília (DF)
Local: Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB) - campus Darcy Ribeiro
Datas e horários: 20 a 27/05/2013 - 08h às 22h
Contato: Rafaela Fernandes e Sylvana Karla
Telefone: (61) 8143-7182 / 8108-2161

Campo Grande (MS)
Local: a definir
Data: 11 a 16 de junho
Contato: Fernanda Leite
Telefone: (67) 9247-1814

Dourados (MS)
Local: Shopping Avenida Center
Data: 20 a 27 de maio
Contato: Angela Rios
Telefone: (67) 8128-2253

Garanhuns (PE)
Local da expo: a definir
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Juliana Coelho, Rafaela Almeida e Ana Katz Schuler
Telefone: (87) 9992-3076 / 9122-1775 / 9964-8212

Goiânia (GO)
20 à 27 de maio - Exposição de fotos no Shopping Flamboyant
25/03 (sábado) às 09h - Roda de Conversa sobre Experiências de Partos - Condução: Diego Vieira de Mattos 
25/03 (sábado) após a Roda de Conversa - “Mamaço” (amamentação coletiva) - Parque Flamboyant
Contato: Nayana Caetano e Thayná Lourenço Mendes Bueno
Telefone: (62) 9385-8432 / 8563-7979 

Jacareí (SP)
Local da expo: Shopping de Jacareí.
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Debora Regina Magalhães Diniz
Telefone: (12) 9142-9869

Niterói (RJ)
Local da expo: a definir
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Cátia Carvalho
Telefone: (21) 3071-2202 / 8823-9147

Porto Alegre (RS)
Local da expo: a definir
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Maria José Goulart - Doula Zezé
Telefone: (51) 

São José dos Campos / Vale do Paraíba (SP)
Local da expo: a definir
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Flavia Penido
Telefone: (12) 3948-1858 / 9124-9820

São Paulo (SP)
Local da expo: a definir
Datas e horários da expo: a definir
Contato: Thais M. Bárrall
Telefone: (11) 99904-3711 / 3871-1245 / 98368-1720



* A SMRN é uma iniciativa da Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté (AFAR) e da European Network of Childbirth Associations (ENCA) e tem ocorrido em vários países desde 2004 . Mais informações em http://www.smar.info/. A Rede Parto do Princípio promove exposições de fotos e campanhas de conscientização desde 2008 em diversos locais do Brasil durante o período.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Quem protagoniza a cena?

Foi esta pergunta que a enfermeira Monise Araújo questiona em sua dissertação sobre o momento do parto, e como as mulheres vem parindo ao longo de três gerações, em seu Trabalho de Conclusão do Curso intitulado "Arte de partejar: Quem protagoniza a cena?".

Nesta pesquisa feita sobre a forma de parir um triste resultado foi levantado sobre o panorama obstétrico atual através das falas das colaboradoras do estudo, que relatavam três características comuns: desassistência, solidão e medo.

Já no tempo das avós as mulheres, embora menos informadas, se mostravam mais ativas no parto, visto que hoje temos informação, porém as gestantes são mais passivas no momento do parto e acreditam que quem "faz" seu parto é o médico e não elas mesmas, junto dos bebês.

Nesta perspectiva temos, ainda, as elevadas taxas de cesáreas, sejam eletivas/agendadas, ou devido a má assistência, que visa a comodidade profissional, o mercado, os protocolos hospitalares defasados e em desacordo c/ o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS) e suas recomendações, datadas desde 1996.


Desta forma, com prazer, compartilhamos este trabalho, em forma de artigo publicado este ano, e voltamos a salientar a questão da violência obstétrica, e também do empoderamento e protagonismo femininos.

A pesquisa se deu na cidade de Nova Floresta, uma cidade do interior da Paraíba rica na cultura de partos naturais, a qual eu sou filha da terra e moro até hoje. Os sujeitos de análise foram mulheres primíparas de três gerações diferentes (1964, 1986 e 2011), que deram à luz seus filhos por via vaginal em ambiente domiciliar ou hospitalar, salienta Monise.


Os dados mostraram que a forma como a atenção ao parto e nascimento caminhou até chegar à atualidade ainda está longe do idealizado. O resgate do protagonismo feminino é um dos fatores essenciais para que haja a reconstrução de um modelo obstétrico diferente, baseado nos princípios da humanização e que depende de todos aqueles que participam deste momento singular, afirma a pesquisadora.

Acessem, e baixem: A arte de partejar: Quem protagoniza a cena? - AQUI



"É com imenso prazer que submeto a minha dissertação "ARTE DE PARTEJAR: QUEM PROTAGONIZA A CENA?" ao Blog Parto no Brasil.

O meu encanto pela Obstetrícia começou até mesmo antes de eu saber o que ela significava, eu vim de uma família de “parteiras”, cresci ouvindo fascinada as histórias de partos contadas pelas guerreiras mulheres da minha família. Mais tarde já na graduação durante a disciplina de Enfermagem Obstétrica e depois quando tive a oportunidade de me tornar monitora desta disciplina, vivenciei ‘in lócus’ como a assistência que ali presenciei era diferente daquelas contadas pelas minhas avós, isso despertou em mim a necessidade de reconhecer como se deram as transformações dessa assistência direcionada à mulher historicamente e logo, este foi o motivo impulsionador para que há um ano eu decidisse me dedicar a essa temática na elaboração do meu Trabalho de Conclusão de Curso". 

* Monise Gleyce de Araújo Pontes, graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Para contemplar o trabalho na íntegra escreva para o correio eletrônico monise_gleyce@hotmail.com

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A água na tradição africana - Relato de Bernadette Rebienot



"As mulheres aprendem a dar a luz. Antes de dar a luz elas fazem um retiro com a água. Na minha época, esse retiro durava dois meses, hoje dura apenas duas semanas porque as mulheres trabalham. A mulher grávida era tratada com água de uma maneira específica. As parteiras davam banho nas mulheres grávidas, cada parte do seu corpo, da cabeça aos dedos dos pés. Alguns lugares eram lavados com água quente e outros com água fria. E o ventre de uma mulher que tinha acabado de dar a luz era um tesouro, e não se podia tocar o ventre de uma mulher de qualquer maneira, usava-se uma escovinha, uma vez com água fria, outra com água quente. Nesse momento, o segredo da água era revelado à mulher.

Tenho uma outra pequena história para contar, que é pessoal. Eu tinha somente 22 anos quando meu primeiro filho nasceu. O trabalho de parto durou mais de um dia e meio e como disse a parteira, ele nasceu dentro da bolsa de água. E ele estava dentro dessa bolsa e se mexia como um peixinho. Quando olhei, pensei: o que é isso na minha barriga? O bebê ficou esperando dentro da bolsa d’água até encontrarmos alguém que soubesse romper a bolsa d’água. A água devia ser guardada. Somente quando o bebê saiu de sua bolsa d’água, ele deu seu primeiro grito. Duas anciãs lavaram a criança e três meses depois, uma das mães que havia me ajudado a dar a luz disse que a criança tinha ido falar com ela. Achei estranho porque a criança só tinha três meses. Ela disse que a criança tinha lhe dito que o nome que lhe tinham dado não era o verdadeiro e que seu nome verdadeiro era “o lugar onde se faz muita música e muita alegria, e que ele tinha vindo desse lugar”. Hoje essa criança é um grande curandeiro. Ele nasceu com esse dom dentro da sua bolsa de água. Todas as mulheres têm uma missão com a humanidade, uma responsabilidade com a humanidade”.

Por Bernadette Rebienot, integrante do Conselho das Treze Avós Nativas.

Conheça sua história aqui!

Fonte: http://acervodesaberes.wordpress.com/2012/10/05/a-agua-na-tradicao-africana/

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Parirás com Poder

O post desta segunda-feira divulga o trabalho do grupo argentino Las Casildas, através da capa do seu material de campanha, apresentado no 27o. Encontro Nacional de Mulheres, que reuniu mais de 27 mil participantes na Argentina, no último dia 6 de outubro de 2012.


O objetivo da intervenção é "disseminar a informação de que as mulheres podemos parir de outro modo; que nossos filhos podem chegar ao mundo de maneira mais amorosa; e que nenhuma de nós deve ser violentada durante a assistência ao parto".

Admirável!

Saiba mais em:

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=374316849311896&set=a.111509255592658.17444.100002007528966&type=1&theater

E também no Blog:

http://www.las-casildas.blogspot.com.br/

sábado, 7 de julho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Le Premier Cri (II Primo Respiro)

Num intervalo de 48 horas, na Terra, o destino de várias personagens reais desenrola-se e cruza-se num momento único e universal: a vinda ao mundo de uma criança. É a história real de todos os primeiros gritos pela vida, aqueles que nós demos quando nascemos e que selam a nossa vinda ao mundo. Contraste de terras, contraste de povos, contraste de culturas para a mais bela e insólita das viagens. O nascimento, no grande ecrã, à escala planetária. Fonte: Cinema Sapo.

* Versão em Italiano. P/ assistir a versão original acesse aqui!

Conheça tb o site oficial deste belíssimo filme - http://www.disney.fr/FilmsDisney/lepremiercri/

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Petição argentina - Pelo direto da mulher decidir onde, e como será assistida durante seu parto


Impulsan esta campaña la Asociación Nacional de Parteras Independientes junto con diversas familias, en busca de la libertad de elección para el parto.

En el mes de agosto pasado, se realizó el III Congreso de Partería en la Cuidad de La Plata. Bajo este marco, se comunicó los detalles de la reforma y actualización de la ley que regula el ejercicio de la profesión Obstétrica en Argentina. La ley vigente, determina que las parteras pueden tener casas de partos, consultorios propios, pueden ejercer su profesión de forma individual o en equipo con otros profesionales, en hospitales públicos y privados y pueden atender a la mujer en su domicilio.

Lamentablemente, junto con modificaciones favorables, se ha introducido una que es altamente alarmante: eliminar la posibilidad de las casas de parto, marcando una tendencia que llevará a quitar también del proyecto de ley, la atención y asistencia por parte de las parteras de los partos planificados en domicilio.

De esta manera se quita la posibilidad de elegir una modalidad de parto con profesionales idóneos, con experiencia en este tipo de partos realizados en un marco de seguridad pertinente, que evalúan con claridad qué mujeres están en condiciones de optar por esta opción, profesionales de la salud que se encuentran equipadas con el equipo necesario para brindar un excelente atención y que cuentan con habilidades para resolver o anticiparse a complicaciones antes, durante o después del parto.

Los conocimientos que se tiene del parto domiciliario tanto desde las altas esferas públicas, como desde la sociedad en su conjunto y desde los diferentes ámbitos de la medicina misma son vagos y escasos. Países como Canadá y Holanda, ofrecen a sus mujeres embarazadas estas opciones de parto con excelentes resultados.

Las mujeres que toman la decisión de parir en casa con parteras, lo hacen con información y prudencia. Estas mujeres son atendidas y controladas, durante el embarazo, el parto y postparto por una partera calificada, responsable, preparada y en permanente capacitación. Parir en casa no es una moda, ni una elección irresponsable, ya que parir en casa es seguro siempre y cuando la mujer sea sana, el embarazo normal y se esté debidamente acompañada.

Elegir cómo, dónde y con quién parir, es parte del derecho sexual y reproductivo de la mujer, es elegir sobre su propio cuerpo, sobre los cuidados y atención que se adecuen a sus necesidades y creencias.

"LA ELECCION ES PERSONAL, EL DERECHO A ELEGIR ES DE TODAS"

Por favor al firmar es importante que coloquen su D.N.I, pueden optar por hacer o no pública su firma.

Agradecemos infinitamente el apoyo y la difusión.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Aromas, Plantas, Terapia e a Essência do Parto - Sobre um acolhimento da gestação, parto e pós-parto com Aromaterapia


Por Maíra Darllen

Cada gestar implica um mundo, enredado de possibilidades, de sonhos, por vezes de conflitos, de abertura para clareza, de dor para o amor.
Nessa experiência humana, ritmada essencialmente pelo poder da terra, os corpos se moldam num ápice florescente de memórias de vida, de constelações familiares, de história de todas as mulheres do mundo... E nessas expressões tantas imagens pedem colo, ouvidos, indiferença e compreensão, para que os nascimentos de novos seres aconteçam.
O parto, enquanto manifestação de transição e de nova criação tem a força de, magicamente, revelar imagens em crenças e sentimentos que guardadas no baú de nossa identidade, pode nos abrir espaço de desapego, renovação e maturação.
E neste trajeto, que apenas se dá em nosso espaço interno, algo pede cena: o centro, o centramento, e logo um novo e verdadeiro tom de todos se faz brotar, em novo aroma, em novos sentidos.
Muitas são as ferramentas disponíveis para facilitar em nós este diálogo entre as expressões de quem somos e das adaptações corporais de um filho, para transformá-los e gerar condições de bem-estar, equilíbrio, consciência pessoal e abertura para viver o mais profundamente possível o gerar, o parir e o cuidar.
A Aromaterapia, então, é um dos tantos modos de mediar este processo. Esta prática terapêutica das essências medicinais de plantas aromáticas nos oferece um método, que utiliza os óleos essenciais em prol da modificação e alívio de sintomas.
Na esfera do trabalho com os óleos essenciais há um amplo leque de perfis de plantas, derivados de raízes, resinas, sementes, madeiras, folhas e flores, que expressam parte da dinâmica natural de vida dos vegetais em forma composições químicas, aromas e atmosfera que atuam por ressonância nas necessidades humanas de saúde e harmonia.
Em relação à experiência de gestar, parir e adaptar-se a transição do nascimento, a Aromaterapia pode bem servir frente a sintomas comuns destas fases como inchaços; enjôos; azias; falta de ar; de leite; de vitalidade; ansiedade; medo; para contribuir no desenrolar do trabalho de parto, entre outros quadros.
Para se beneficiar desta terapêutica, faz-se necessário um conhecimento amplo e seguro sobre os óleos essenciais, com seus caminhos de atuação; os possíveis modos de utilizá-los; os limites de segurança; e seu método eficaz de manipulação, a fim de contribuir com a liberação de sintomas e na fluidez do florescer do nascimento.

* Maíra Darllen é aromaterapeuta, aprendiz de parteira, doula e graduada em Psicologia, sendo natural de Limoeiro/PE. Em maio facilita a Oficina Aromaterapia - Gestação, parto e pós-parto, em Bauru/SP, em parceria c/ o MaternAtiva, confiram:


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Anunciação



Por Alceu Valença

Na bruma leve das paixões
Que vêm de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...

A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...


O post neste fim de terça-feira carnavalesca é p/ compartilhar o lindo nascimento de Estela, a filhota da comadre Priscila Rocha, que pariu a pequena de 2.690, c/ 47 cm, às 21h57, neste último domingo, dia 19. Mas, a beleza desse pequeno relato é porque a Pri buscou imensamente esse parto, depois de uma cesárea anterior, do 1o. filhote, o Luan, filho do nosso parceiro Fernando Oliveira, um dos coordenadores culturais do Ponto de Cultura "Caiçaras", onde realizamos nossos eventos, em Cananéia/SP.

Pois bem, leitora assídua do blog ela se empoderou durante toda a gestação. Leu, pesquisou, participou de rodas de gestantes, em São Paulo, onde reside, além de consultas c/ algumas parteiras. No pacote terminou seu mestrado em Ciências Morfofuncionais em Neuroanatomia Funcional da Dor - Pri, comadre, o que é isso, hehe?!

Na foto, em companhia de Laura Gutman!

(Orgulho!)

E, na noite de sábado, a própria me escreve pelo bate-papo que estava em trabalho de parto, c/ contrações de 10 a 15 minutos. Latente. Já sem tampão mucoso.

Passamos boa parte da gestação conversando, trocando, compartilhando...

Nesta mesma noite nos falamos outras vezes, até ela ir p/ uma maternidade paulista, onde ia (tentar) parir.

Isso já era madrugada adentro. E, só na segunda pela manhã fui ter notícias.

Estela tinha sido recebida c/ muito amor e respeito por uma enfermeira-obstetra e uma doula, junto de seu companheiro, no domingo à noite, depois de um trabalho de parto longo, cansativo, de entrega, dor, confiança, nesta Lua Minguante que nos assistia. Embora tenha tido um expulsivo rápido, pendurada por um rebozo ao teto - Estela me ajudaaaaaaaaaaaaaaa!


Calma, carinho e afeto.

Assim!

P/ mim essa história muito particular tb faz parte de minha história nesse caminho ligado à gestação e nascimento. Parte das memórias que guardo de mulheres-comadres que pude compartilhar boas narrativas de parto desse poder esquecido de beleza e perfeição da fisiologia feminina. E, da capacidade que nós temos de parir!

Estou muito feliz! Muito!

É como fazer parte desse regate sagrado guiada pelo coração, pela missão. Álias, é como não. É.

Das inúmeras cesáreas agendadas neste feriado, outras mulheres-mães parem seus filhos!

E, toda beleza tb trás espinhos. Na prosa c/ a comadre soube de como foi a sua fria assistência obstétrica inicialmente, já que Priscila chegou a ir p/ a maternidade. Ainda c/ três centímetros de dilatação foi orientada a voltar p/ casa, grosseiramente. E, num lampejo de instinto - essa é a parte linda do desfecho - ligou p/ uma doula conhecida, que encontrou uma parteira urbana que aceitou receber a parturiente. 

Massagem, atenção, assistência 1:1. E, na hora de ir p/ o hospital Priscila disse que queria parir ali. Ok. Vamos lá!

Moral da história: Quando conhecemos o cenário de cuidado durante a gestação e parto munida de boas informações, orientações e uma busca pessoal de liberdade e arbítrio somos levadas a ser a protagonista deste rito que nos torna mãe e, mulher. Selvagem, mamífera, empoderada!

Como Fênix, renascemos!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Parto reparto - Uma poesia


Com muita alegria, o Blog Parto no Brasil apresenta, 
hoje, lindos versos escritos por uma mãe.
Como bem disse a autora, ao aceitar que seu texto fosse aqui divulgado: Porque parto também é poesia!
E nós precisamos muito destas expressões, precisamos reprogramar nossas referências com relação ao nascimento.
Então, o convite hoje é para ler e despertar novas sensações. Obrigada Anna Gallafrio!
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Parto reparto

Anna Gallafrio*

Deu vontade de reviver teu parto
Então reparto essa loucura
Como pode tanta dor dar saudade?
A vida que invade dessa dor me cura

O calor que sua
O frio na espinha
Minha vida agora é tua
Tua vida já não será minha

Abro, me abro
Me parto em duas
E são tantas vidas
Nesse quarto, nuas
Encontro e despedida
Dia de Sol, dia de Lua

Grito, empurro
Já não cabes mais em mim
Te chamo  num sussuro
Nosso parto está no fim

Parto, reparto
Eu já deixo você vir
Choro, te imploro
A tua vida parir

Te amei nesse segundo
O primeiro nesse mundo…

De pranto em riso
Teu corpo liso
Meu maior encanto

O teu parto
No meu quarto
Te agradeço tanto!

Num abraço, num instante
Eu filha, eu mãe
Mulher partida

Me refaço, delirante
Eu mãe, eu filha
Mulher parida


Em 02.12.2010, para Mattias



A foto captou a fase mais difícil do trabalho de Parto, o finalzinho da dilatação do colo do útero. 
Chuveiro quente e entrega.

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A autora, por ela mesma:

Sou Anna Gallafrio, 30 anos. Minha formação foi em veterinária, na USP em 2004. Mas minha vocação por pessoas foi falando mais alto e então fui pra Irlanda em 2008 fazer uma formação em Coaching. Voltei trazendo Mattias no ventre e após conhecer toda a rede materna e viver um parto transformador, percebi que esse era o chamado: Coaching para Mulheres! Assim, venho trabalhando o pensamento estratégico de mulheres, auxiliando na gestão das mudanças que estejam passando, na chegada do bebê, na volta ao trabalho, na reorganização da vida de maneira geral. Nada mais satisfatório que acompanhar a busca por equilíbrio, escalando prioridades, traçando metas e principalmente atingindo objetivos!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estudo aponta aumento de pré-natal e idade das mães

O número de nascimentos no país continua em queda, a faixa etária das mães é maior e as gestantes realizam mais consultas pré-natal e mais cesáreas. Quanto ao perfil epidemiológico dos nascimentos, persistem diferenças importantes segundo regiões e porte do município de residência da mãe. É o que conclui a publicação Saúde Brasil 2010 no capítulo “Como nascem os brasileiros: descrição das características sociodemográficas e condições dos nascimentos no Brasil”.
De acordo com o estudo, a proporção de mães com nenhuma consulta pré-natal reduziu no país de 4,7% para 1,8%, entre 2000 e 2009. “Este aumento tem sido considerado um dos principais indicadores de acesso e qualidade da atenção à saúde da mulher e da criança”, destaca o diretor de Análise de Situação da Saúde do Ministério da Saúde e coordenador da publicação, Otaliba Libânio. As conclusões do Saúde Brasil 2010 estão sendo apresentadas e discutidas durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que vai até a próxima quinta-feira (3), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília (DF).
A Rede Cegonha, estratégia lançada pelo Ministério da Saúde em março deste ano, tem o objetivo de ampliar o acesso das gestantes aos serviços de saúde como também melhorar a qualidade da atenção às crianças até o segundo ano de vida do bebê. A Rede também prevê uma assistência mais humanizada no Sistema Único de Saúde e o direito ao parto natural sem o excessivo intervencionismo ou indicação médica.
Houve crescimento da proporção de mães que declararam ter realizado sete ou mais consultas durante a gestação, em todas as regiões do país. O melhor indicador está na região Sul, que passou de 65,3% para 80,5%, entre 2000 e 2009, nos municípios com mais de 500 mil habitantes. Já a menor freqüência está na região Norte, que subiu de 38,2% para 42,3% no mesmo período.
Em 2000, a proporção de nascidos vivos de mães que não realizaram nenhuma consulta de pré-natal, segundo porte de município de residência da mãe, era expressiva: em locais com menos de 100 mil habitantes, o índice era mais elevado (6,2%) que em municípios com mais de 100 mil habitantes (3,4%).
Nascimentos – Lançado anualmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, o Saúde Brasil faz uma análise da situação de saúde dos brasileiros. As conclusões norteiam a formulação de ações e políticas públicas de saúde. De acordo com os dados de 2009 (último ano considerado no estudo), o total de nascimentos no país passou de 3,2 milhões no ano 2000 para 2,8 milhões em 2009; ou seja, aproximadamente 320 mil nascimentos a menos no período de nove anos.
As mães com menos de 20 anos de idade representaram 20% do total de nascimentos. Já aquelas com mais de 30 anos representaram 26,7%. A diferença é maior se considerados os municípios de maior porte, com 500 mil habitantes ou mais: os nascimentos de mães adolescentes representaram apenas 16% do total, enquanto que os de mães com 30 anos ou mais superaram 32%.
Partos – O percentual de partos cesáreas aumentou no Brasil, passando de 38% em 2000 para 50,1% em 2009. “A operação cesariana, quando adequadamente indicada, traz benefícios à gestante e ao recém-nascido. Mas, o uso indiscriminado dela pode implicar em riscos para a mãe ou a criança”, alerta Otaliba Libânio.
Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, observam-se elevadas proporções de parto cesáreo (superiores a 50%). Já nas regiões Norte e Nordeste, são marcadas as diferenças segundo porte: nos municípios de menor porte, um pouco mais de 30% dos partos são cesáreos, enquanto que nos municípios de maior porte a proporção de partos cesáreos supera 50%.
Outro indicador abordado no Saúde Brasil se refere ao nascimento de crianças com baixo-peso, que passou de 7,7% em 2000 para 8,4% em 2009. Em 2009, o percentual de nascidos com baixo peso variou de 9,4% nos municípios de maior porte a 7,4% nos de menor porte, sendo esses percentuais maiores nas regiões Sul e Sudeste, independente do porte populacional.
Segundo Otaliba Libânio, o aumento do percentual de cesarianas quando relacionado ao aumento do baixo peso ao nascer e da prematuridade (principalmente, nos municípios de maior porte populacional) pode indicar um excesso de intervenções durante a atenção ao parto com procedimentos que, muitas vezes, não apresentam indicação médica e que trazem, como consequência, complicações para o recém-nascido.
Veja os gráficos na matéria aqui!
Fonte: Alethea Muniz - Agência Saúde.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Gravidez, Parto & Simbiose

Neste último sábado, dia 17, promovido pelo Ishtar Sorocaba, sob a coordenação de Carla Arruda e Letícia Arruda estivemos c/ a terapeuta reichiniana, autora do Blog Buena Leche e de "Bebês de mamães mais que perfeitas", Claudia Rodrigues, no Workshop Gravidez, Parto & Simbiose, p/ poder vivenciar como orientar nos trabalhos de educação perinatal e doulagem parturientes sob a perspectiva de Wilhelm Reich e a Bioenergética.
No 1o. trimestre de gestação a angústia entre o binômio mãe-bebê é uma das principais sensações, e, além das pressões sintomáticas a gestante sofre tb das pressões culturais impostas pela sociedade, pois lhe é cobrada felicidade extrema por estar grávida. Neste sendido os enjoos inconscientemente significam que ela quer colocar o embrião p/ dentro, p/ cima, ao passo que as cólicas significam que ela quer expulsá-lo, assim, podemos perceber sentimentos ambivalentes, tendo o excesso de exigências culturais como fator determinante.
No 2o. trimestre a barriga torna-se "pública" e o excesso de exames e uso de tecnologias deveriam ser evitados, e, caso forem mesmos necessários que sejam realizados nos três 1os. meses. O medo do parto tb aparece timidamente, e deve ser usado pela doula como mestre e não vilão.
No trabalho de parto (TP) propriamente os medos devem ser buscados e verbalizados, senão a gestante pode travar-se na hora de parir. Medos não acessados, fantasias de dilaceração e a expulsão como tragédia são comuns.
Após o parto a amamentação é uma das maneiras de se compensar a brusca saída do bebê, como uma forma de reparação estabelecendo novamente a simbiose mãe-bebê. Mesmo assim, aparecem na mulher sintomas de retenção ou falta de leite. A entrega é a melhor saída!
Além da discussão teórica a educadora Claudia Rodrigues realizou c/ o pequeno grupo dinâmicas e exercícios de Grounding baseados na Bioenergética, e compartilhou seus ensinanentos sobre os Tipos Reichinianos: Esquizôide, Oral, Masoquista, Psicopata e Rígido, usando terminologias como A, B, C, D, E e F, p/ não pensarmos nas nomenclaturas de forma pejorativa - para mais informações sobre o assunto acessem aqui (Caracterologia - Blog da Biossíntese, de Maria del Mar Cegarra Cervantes).
Aprofundando sobre o tema encontrei:
A Psicossomática Reichiniana - http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/t_psicossom.html
No link, outros artigos do autor - http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/ideias.html
Abaixo, minha impressões imagéticas (cliquem nas imagens p/ aumentá-las p/ acessarem os slides):



















quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estado de São Paulo ganha nova Lei que assegura a não cobrança da taxa de paramentação ao acompanhantes no parto


Lei nº 14396 de 11/04/2011
(Estadual - São Paulo)
Data D.O.: 12/04/2011
Proíbe a cobrança por maternidades particulares, para permitir que o pai ou acompanhante assista ao parto no Centro Obstétrico.
O Governador do Estado de São Paulo:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º. Fica proibida, no âmbito do Estado, a cobrança de qualquer valor ou taxa, pelas maternidades particulares, para permitir que o pai ou acompanhante assistam ao parto dentro do centro obstétrico.
Parágrafo único. A vedação do caput refere-se aos valores cobrados a título de higienização, esterilização e demais procedimentos necessários para que a pessoa possa adentrar o centro obstétrico, independentemente da nomenclatura dada à cobrança, excluídos os valores cobrados a título de outros serviços ofertados pela maternidade.
Art. 2º. vetado.
Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 11 de abril de 2011.
GERALDO ALCKMIN
Giovanni Guido Cerri - Secretário da Saúde
Eloisa de Souza Arruda - Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania
Sidney Estanislau Beraldo - Secretário-Chefe da Casa Civil
Fonte: LegisWeb - http://www.legisweb.com.br/legislacao/?legislacao=576285.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Divulgação de estudo - A Fisioterapia no suporte ao parto


Divulgo hoje um estudo enviado pela fisioterapeuta e doula Renata Olah, editora do blog Fisio & Doula e também uma das coordenadoras do grupo de orientação a casais grávidos MadreSer, que atua em Sumaré/SP, sobre a atuação do fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente/gestante, publicado na Revista Ciência & Saúde Coletiva, de autoria de Berta Almeida; Gabriela Zanella Bavaresco; José Hugo Sabatino; Mirella Dias e Renata Stefânia Olah de Souza. Itálico
Confiram o resumo do trabalho abaixo:
O controle da dor no trabalho de parto e no parto, assim como a prevenção do sofrimento são alguns dos objetivos da equipe obstétrica, que deve trabalhar para garantir à mulher um parto seguro e satisfatório. Há diversos recursos que podem ser utilizados pelo fisioterapeuta enquanto membro da equipe obstétrica para proporcionar confiança, conforto e alívio da dor à parturiente durante o trabalho de parto. O suporte fisioterapêutico inclui banhos, crioterapia, massagens, técnicas respiratórias, deambulação, posições verticais e a neuroeletroestimulação transcutânea (TENS). Através da pesquisa bibliográfica realizada concluiu-se que a TENS para analgesia ainda aparece com resultados inconclusivos. Todavia, todos os outros recursos aparecem na literatura como vantajosos e que devem ser estimulados durante o período de dilatação e expulsão. O fisioterapeuta mostrou-se útil no acompanhamento da mulher durante o processo parturitivo, ajudando na redução da percepção dolorosa e na diminuição do tempo de trabalho de parto.
Leiam na íntegra O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente - http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/artigo_int.php?id_artigo=4882.

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