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sábado, 25 de maio de 2013

Multimídia Parto no Brasil - Qual o parto que as mulheres desejam, em Campinas-SP




"Este vídeo foi produzido para ser apresentado pelo Grupo Samaúma no I Seminário Internacional de Centros de Parto Normal, organizado pelo OPAS - Organização Pan-Americana de Saúde - e pela Rede Cegonha.
O tema solicitado foi o que as mulheres esperam dos serviços de Maternidade.
Nosso agradecimento às famílias que participaram neste projeto com seus depoimentos e suas fotos!".
Fotógrafa e vídeo maker: Vívian Scaggiante
Vídeo maker e edição de vídeo: Suzanne Shub

sábado, 18 de maio de 2013

Multimídia Parto no Brasil - Linda chegada de Liz, em casa!

Esse vídeo chega para nos contagiar o final de semana com muito amor!
LIZ nasceu há dois dias, em casa, e o vídeo foi prontamente editado pelo PAI - ocitocina, sabem como é... ♥

SIM! Em Maringá-PR, cidade com 370 mil habitantes e índice geral de cesárea acima de 90% (SUS, planos e privados), as mulheres podem escolher por uma assistência segura e de qualidade para o parto domiciliar planejado! Um salve para o amor dessa família!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Multimídia Parto no Brasil - Dois partos. Duas formas de assistência

Talvez os vídeos por si só não mereçam comentários.

Neles, duas mulheres, e dois bebês. Dois partos, e dois tipos de assistência. É preciso fôlego p/ vê-los.

Deixo frisado apenas uma pergunta:

Até quando as mulheres irão aceitar, 
deitadas, e dominadas, 
trazer seus filhos ao mundo, 
sendo mutiladas, e desrespeitadas?

Assista:

Birth of Serenity



Parto Vaginal



E, marchem neste Um bilhão que se ergue em São Paulo, neste sábado!


O "Um bilhão que se ergue" (One billion rising) é um protesto global para acabar com a violência contra mulheres e meninas. Terá sua 1a edição em São Paulo, sábado, dia 16 de Fevereiro, no Museu de Arte de São Paulo (MASP) das 14:00 às 18:00 hrs. 

Evento em SP no Facebook - aqui!

Site oficial (em inglês) - http://www.onebillionrising.org/

sábado, 19 de janeiro de 2013

Multimídia Parto no Brasil - Mulheres optam por tipos diferentes de parto

A assistência humanizado ao parto e nascimento ganha espaço para divulgação na mídia de massa, no Programa Hoje em Dia, da Rede Record. Confira.



sábado, 5 de janeiro de 2013

Delicie-se: para um 2013 como nós desejamos

O Blog Parto no Brasil compartilha hoje um vídeo produzido especialmente para desejar um 2013 com base naquilo tudo que precisamos desde sempre, aquilo tudo que nos é essencial, em qualquer idade ou fase da vida.

O vídeo é uma produção do jornalista e cineasta londrinense Luciano Pascoal.

Delicie-se!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Apoio à mulher durante a amamentação

Bora (re)ver o vídeo As muitas formas de apoio à mulher, e veja como é possível, em rede, e juntos, contribuir no aleitamento de nossos filhos, c/ os relatos de três mães - Ivana, que passa pelas dificuldades dos primeiros dias de vida de seu bebê; Elly, que nos conta como se organizou para voltar a trabalhar; e o dia-a-dia de Carol, c/ sua amamentação prolongada.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Sobre campanhas de apoio ao aleitamento materno e bancos de leite

O post desta quarta, que deveria ser nossa Agenda Parto no Brasil - desativada neste mês de dezembro e durante a temporada de férias da equipe, trata sobre as campanhas do Ministério da Saúde sobre a amamentação, além de informações sobre bancos de leite, em algumas postagens do ano de 2011, no Blog!

A ação Mulheres de Peito busca trazer à luz uma boa prosa sobre este tema, dado as repercussões na mídia televisiva, que em rede nacional repassa sem compromisso público dados equivocados, em troca de patrocínios que transformam bebês em mercadoria, por R$100.000,00! Mas, isso é outra (senta, que lá vem história...)...

Bora conferir, nos links, e no vídeo:

Amamentação -

sábado, 1 de dezembro de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Novas Maneiras de Nascer na Contemporaneidade


Vídeo "Novas Maneiras de Nascer na Contemporaneidade"
Dra. Rosamaria Giatti Carneiro
Revista Aulas. UNICAMP, v. 07, 2009.

Acesse o link:



Resumo:
Esta aula tem por objetivo introduzir um fenômeno recente no Brasil: a prática de outros modos de parir. Há três décadas afloram grupos de mulheres que têm buscado um parto ‘mais natural’, com o mínimo de intervenções médicas possível. Entre elas, o parto é percebido de modo multifacetado, enquanto experiência pessoal, familiar, social, cultural e inclusive sexual, muito mais do que um ato fisiológico e médico. Considerando essas iniciativas, gostaríamos de apresentar e problematizar brevemente a existência de uma outra percepção do corpo feminino, interpretado aqui enquanto potência e possibilidade de prazer. Fluidos corporais e órgãos, antes considerados ‘abjetos’ ou simplesmente desconsiderados adquirem outros significados, assim como o corpo em sua totalidade, por isso tendemos a discutir essa percepção a luz do feminismo e da possibilidade de sua própria abertura para a diferença.

Palavras-chave: 
parto humanizado, sexualidade, experiência e feminismo.

Sobre Rosamaria Giatti Carneiro
Doutora em Ciências Sociais pelo IFCH, Unicamp (2011), fez graduação e mestrado em Direito. Especialista em Gênero e Psicanálise e em Gênero e Políticas Públicas.
Suas principais áreas de interesse e de atuação são: antropologia urbana e antropologia da saúde, relações de gênero, teoria crítica feminista e representações sociais de feminino na contemporaneidade.

Link para CV Lattes

domingo, 25 de novembro de 2012

Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras


 



Neste 25 de novembro de 2012, completamos um ano de ações coletivas nas mídias sociais, sempre com objetivo de dar mais visibilidade ao tema da violência obstétrica e de desnaturalizar as infrações aos direitos das mulheres, cometidas pelos profissionais de saúde, que muitas vezes passam desapercebidas.

São ações coletivas organizadas por usuárias, pesquisadoras e profissionais da saúde para promover o debate, sensibilizar, denunciar e ir adiante, até que se consiga que políticas públicas efetivas sejam promovidas no sentido de erradicar a violação dos direitos humanos das mulheres no parto.

Embora estejamos mobilizando centenas de pessoas e falando com cada vez mais frequência sobre o assunto, é importante que as pessoas saibam o histórico do movimento contra a violência no parto - a violência obstétrica, nome que as próprias mulheres cunharam para tais práticas.

Em agosto de 2010, a Fundação Perseu Abramo, em parceria com o SESC, realizou a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado, onde apresenta a evolução do pensamento e do papel das mulheres em nossa sociedade. Foram entrevistados centenas de homens e mulheres em mais de 170 municípios brasileiros.

Os resultados sobre o tema da violência contra as mulheres chamaram muito a atenção e, neste contexto, surgiu um dado alarmante sobre a violência institucional sofrida pelas brasileiras: uma em cada quatro mulheres (25%) relatou ter sofrido algum tipo de violência na hora do parto. Dentre as diversas formas possíveis de abusos e maus-tratos, tiveram destaque:
exame de toque doloroso, recusa para alívio da dor, não explicação de procedimentos adotados, gritos de profissionais ao ser atendida, negativa de atendimento, xingamentos e humilhações. Além disso, 23% das entrevistadas ouviu de algum profissional algo como: “não chora que ano que vem você está aqui de novo”; “na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe”; “se gritar eu paro e não vou te atender”; “se ficar gritando vai fazer mal pro neném, vai nascer surdo”.





Esses dados chocantes começaram a ganhar repercussão na mídia, com matérias em jornais de grande circulação, publicadas em fevereiro de 2011.






Em abril do mesmo ano,  a Comissão Permanente de Saúde, Promoção Social, Trabalho, Idoso e Mulher realizou um debate com o tema “Maltrato no atendimento em maternidade e no pré-natal”, na Câmara Municipal de São Paulo, reunindo cerca de 70 pessoas, entre elas o coordenador da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, o sociólogo e professor da USP Gustavo Venturi, a médica Anke Riedel, coordenadora da Casa Ângela, casa de parto considerada modelo no Brasil, a enfermeira e coordenadora do curso de Obstetrícia da USP Nádia Zanon Narchi, a representante do Programa Mãe Paulistana, Maria Aparecida Orsini e a bióloga Ligia Moreiras Sena, uma das autoras da ação coletiva que apresentamos hoje. 


Neste evento, o professor Gustavo Venturi apresentou os dados sobre violência no parto acima mencionados e, em entrevista para a jornalista da Câmara, afirmou: “São três os principais problemas que ocorrem e acabam gerando a violência no parto. A primeira é a questão da formação dos profissionais, em segundo vem a superlotação das instituições e, em terceiro, as mulheres não são adequadamente preparadas para o momento do parto”.

A partir de então, os coletivos femininos começaram a se mobilizar em termos de circulação de informação, denúncia da situação da assistência obstétrica brasileira, reivindicação de direitos, discussão sobre o assunto. E as mídias sociais apareceram como fator catalisador crucial para todas as ações que se seguiram.

Em 24 de novembro de 2011, no contexto de uma grande ação das Blogueiras Feministas, realizamos a primeira Blogagem Coletiva sobre o tema - “Violência Obstétrica é Violência Contra a Mulher”. Dezenas de blogueiras participaram com textos autorais livres publicados no dia 25 de novembro e, desde então, muitos relatos foram produzidos, mulheres que usaram o texto para organizar a experiência vivida - e que talvez possam ter sido beneficiadas de alguma forma com tal escrita, e beneficiado outras mulheres por meio da leitura.

Neste dia, a pesquisadora Ligia Moreiras Sena também lançou nas mídias sociais o convite à participação em sua pesquisa de doutorado, sobre a violência obstétrica na percepção das mulheres que a viveram e, por meio do Facebook, dos blogs e do Twitter, centenas de mulheres se inscreveram para serem entrevistadas. Em um esforço de divulgação, foi aproveitado o Twittaço que ocorreu utilizando a hashtag #FimDaViolenciaContraMulher para contactar pessoas que pudessem ajudar na disseminação do convite à pesquisa.







Em nossa segunda ação de ciberativismo, coordenada para o Dia Internacional da Mulher - 8 de Março de 2012, alcançamos certamente mais de duas mil mulheres, com a força de divulgação coletiva de 75 blogs.

Foi o Teste da Violência Obstétrica. Promovido pelos blogs Parto no Brasil, Cientista Que Virou Mãe e Mamíferas o instrumento foi idealizado a partir de documento original da associação civil argentina Dando a Luz, e o Coletivo Maternidade Libertária, disponível em algumas publicações na Internet, em blogs e sites, datadas de 2010.

Para a divulgação no Brasil, o documento foi revisado e adaptado à proposta desta Blogagem Coletiva. As questões abertas foram transformadas em um questionário com múltiplas escolhas, onde incluímos uma importante caracterização sociodemográfica, e contamos com a força de divulgação das mulheres conectadas em suas redes virtuais. Em apenas três dias compilamos mais de mil resultados. E seguimos com o recebimento de novas respostas durante 38 dias. Ao final do prazo, 1966 nascimentos foram avaliados.

Conseguimos atingir nosso principal objetivo, que era dar grande visibilidade a esta questão nas mídias sociais, entre as mães editoras de blogs e demais usuárias da Internet. E os resultados não poderiam deixar de ser surpreendentes. A expressiva participação no Teste da Violência Obstétrica era apenas um indicativo da força que as mulheres, juntas, têm para denunciar um grave problema de cidadania, de falta de oportunidades, de nenhum direito de escolha.






Então em 1o. de agosto de 2012, um grupo de mulheres ativistas mineiras avançam mais um pouco no contexto da luta contra a violência no parto. Em um marco histórico, conseguiram levar a cabo a Audiência Pública “Violência no Parto” na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Estiveram presentes usuárias do sistema de saúde, obstetrizes, doulas, ativistas, políticos e estudantes, em um evento que acionou entidades médicas do estado e o Ministério Público para abrir o debate.

Em outubro de 2012, uma terceira Postagem Coletiva reuniu os esforços necessários para que o vídeodocumentário "Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras" pudesse ser produzido. Em menos de dois meses, fizemos um roteiro para os depoimentos individuais, convidamos as mulheres a nos enviarem suas histórias de vida, com consetimento, para participação. As participantes gravaram vídeos caseiros com seus depoimentos, suas histórias de violência, intolerância, ignorância e racismo que marcaram seus corpos e suas vidas, e nos enviaram. As chamadas podem ser vistas nos blogs Cientista Que Virou Mãe e Parto no Brasil. Em poucos dias, conseguimos editar, com a ajuda do fotógrafo e videomaker Armando Rapchan, os vídeos recebidos e mais dezenas de fotografias, em um vídeo final de 52 minutos. Escolhemos por manter o caráter de produção caseira dos depoimentos.  O documentário foi então lançado no dia 17 de novembro último, como parte das comunicações científicas coordenadas do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, ocorrido em Porto Alegre.

Assim, decorrido 1 ano após o início de nossas ações de ciberativismo, divulgamos hoje, 25 de novembro de 2012, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, o vídeodocumentario “VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA - A VOZ DAS BRASILEIRAS”. Ele representa o trabalho de dezenas de mulheres na luta contra a violência obstétrica. Com a voz de algumas delas, simbolizamos o coro de milhares de brasileiras que vivem desrespeitos aos seus direitos reprodutivos cotidianamente, em um processo tornado banal e rotineiro. Queremos ser representadas, queremos que nossas vozes sejam ouvidas e que, de alguma forma, impulsionem medidas que visem a erradicação da violenta assistência ao parto no Brasil.

Queremos agradecer, em primeiro lugar, às mulheres que muito corajosamente se dispuseram  a tocar em suas próprias feridas, em suas próprias dores, a fim de problematizar a questão e formar um coro de vozes. Queremos agradecer também às dezenas de mulheres que nos enviaram fotografias dos partos/nascimentos de seus filhos e que, por limitação de tempo, não puderam ser utilizadas. Queremos agradecer a todos que, direta ou indiretamente, nos ajudaram e incentivaram na produção desta ação.

Esse vídeo foi realizado de maneira espontânea e voluntária por:


- Bianca Zorzam, obstetriz, aluna de mestrado do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Universidade de São Paulo;


- Ligia Moreiras Sena, bióloga, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina, autora do blog Cientista Que Virou Mãe;  


- Ana Carolina Arruda Franzon, jornalista, aluna de mestrado do Programa de Pós Graduação em Saúde Pública da Universidade de São paulo e co-editora do blog Parto no Brasil;


- Kalu Brum, jornalista, doula e co-editora do blog Mamíferas.


- Armando Rapchan, fotógrafo e videomaker.

Melhorar a qualidade da atenção ao parto e nascimento é um desafio complexo, que deve contar com a colaboração multi-setorial de vários agentes: profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e docentes, e ainda, as mulheres, por meio do controle social.

Assim, agradecemos cada pessoa envolvida nesta ação e convidamos a todas e todos para contribuírem com o enfrentamento desta forma de violência contra as mulheres, com propostas e encaminhamentos inovadores. Pelo respeito aos direitos humanos femininos. Pela redução das mortes maternas. Pela promoção da saúde das gestantes e dos bebês. Por formas inovadoras de organização dos serviços, e pela adoção massiva das boas práticas na assistência ao parto normal.

“Que nossas vozes sejam ouvidas. Que nossas histórias não sejam ignoradas...”

Muito obrigada

Bianca Zorzam
Ligia Moreiras Sena
Ana Carolina Arruda Franzon
Kalu Brum
Armando Rapchan



--


Às mulheres que transformaram suas histórias em luta


Prezadas participantes,

Estamos muito gratas por termos recebido o apoio de cada um/a de vocês nesta jornada pela melhoria da qualidade da assistência ao parto e nascimento no Brasil.

O conteúdo que vamos disseminar a partir de hoje nos coloca diante de uma realidade extrema, que resiste em muitos lugares e locais como problemas individualizados, personalizados, e invisíveis. A pior consequência da invisibilidade de toda forma de violência é o fato de que as mulheres ficam então proibidas de manifestarem suas mazelas, suas frustações, dores, traumas e revoltas.

Nós precisamos reiterar para cada pessoa que assistir a este filme que estas mulheres, todas nós, não estávamos erradas. Nunca estivemos equivocadas. O nosso único objetivo - coletivo - é colaborar para a construção de um outro modelo de assistência ao parto, mais seguro e amigável às mulheres, que valorize sua autonomia, saúde, bem-estar emocional, e integridade corporal.

Essas 24 mulheres que participaram desta produção ressonam a gravidade de uma situação que não podemos mais ignorar. Juntas, nessa rede que estamos formando há um ano, com a força da websfera materna, temos certeza de que conseguiremos estabelecer critérios rigorosos e efetivos para a avaliação da qualidade da assistência obstétrica - com valorização da experiência positiva das mulheres com o parto.

Abaixo, deixamos as instruções sobre como tirar o melhor proveito desta nova ação coletiva. Novamente, nosso muito obrigada.

Roteiro para participação da divulgação:

1. Esta é uma ação realizada via mídias sociais, e proposta por um grupo de ativistas pela humanização da assistência ao parto, usuárias, profissionais de saúde e pesquisadoras da saúde pública.

2. Junto com a divulgação do vídeo, encorajamos todas as pessoas a publicarem seus próprios comentários sobre o tema da violência obstétrica.
4. Caso você queira compartilhar o vídeo via perfil do Facebook, Orkut, ou encaminhá-lo via e-mail para listas e grupos, pode utilizar o link a seguir ou compartilhar os vídeos que já estarão postados nas fan pages dos blogs Cientista Que Virou Mãe e Parto no Brasil
5. Além da ampla divulgação nas mídias sociais, esperamos levar esta produção para discussões coletivas em grupos de apoio ao parto; salas de aula; serviços de saúde, entre outros.

6. Encorajamos todas as pessoas a nos enviarem seu comentários sobre a produção, assim como sobre o tema em geral, e informações sobre as discussões geradas a partir das exibições. Sempre que uma apresentação coletiva for realizada, pedimos a gentileza de nos informarem o grupo em que foi apresentado, a data, e quantidade aproximada de pessoas.

Novamente, nosso agradecimento a todos que se juntaram e essa causa tão relevante.
Que possamos, juntos, combater todas as formas de violência contra as mulheres.

Grande abraço

Bianca Zorzam
Ligia Moreiras Sena
Ana Carolina Franzon
Kalu Brum
Armando Rapchan

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ação Coletiva: Divulgação do vídeo 'Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras'

Neste 25 de novembro de 2012, completamos um ano de ações coletivas nas mídias sociais, sempre com objetivo de dar mais visibilidade ao tema da violência obstétrica, assim como para desnaturalizar as infrações aos direitos das mulheres, cometidas pelos profissionais de saúde, que muitas vezes passam desapercebidas.

Exatamente um ano atrás, junto com Kalu Brum e Nanda Café, do Blog Mamíferas, realizamos a primeira chamada para uma Blogagem Coletiva sobre o tema, no contexto de uma ação ainda maior das Blogueiras Feministas. Nesta ação, tivemos a participação de 11 blogueiras, com destaque para a chegada da companheira de pesquisa/ativismo/blogosfera Ligia Moreiras Sena, do Cientista Que Virou Mãe, com sua oportuna e necessária pesquisa de doutorado em Saúde Coletiva, na UFSC.





Abrimos uma caixa de pandora. Para nunca mais sermos ignoradas. Há um ano, muitas brasileiras, centenas, puderam manifestar-se publica e LIVREmente contra um modelo obstétrico doente e adoecedor - em blogs, sites, veículos de comunicação, reuniões e outras redes.

Na segunda ação sobre o tema, alcançamos certamente mais de duas mil mulheres, e conseguimos 1966 respostas à pesquisa então proposta. A expressiva participação no Teste da Violência Obstétrica era apenas um indicativo da força que as mulheres, juntas, têm para denunciar um grave problema de cidadania, de falta de oportunidades, de nenhum direito de escolha.






A terceira ação realizada, pela primeira vez nomeada uma postagem coletiva, reuniu os esforços necessários para que o vídeodocumentário "Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras" pudesse ser produzido. Com gravações caseiras de depoimentos reais de mulheres com nome, sobrenome, e muitas histórias de violência, intolerância, ignorância e racismo, marcando seus corpos e suas vidas.

Instruções para a Postagem Coletiva - Violência no Parto: A Voz das Brasileiras


Postagem Coletiva - Violência no Parto: A Voz das Brasileiras
17 de outubro de 2012


Toda a história desta produção, e a saga de seu lançamento no X Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, estão muito bem descritos por Ligia, no Blog Cientista Que Virou Mãe.
Aqui, é preciso reiterar a empatia que sentimos em todos os momentos com estas mulheres que aparecem no vídeo. E todas as outras que sabemos que estão, neste momento, dentro de uma maternidade, em extrema situação de vulnerabilidade. Vocês são nossa força hoje, o sopro da coragem, sutil e certeiro.

Minha gratidão pela oportunidade de ter vivido as últimas semanas desta forma como foram: ouvindo mulheres pela internet, de todo o Brasil, muitas e diferentes mulheres que participaram com seus depoimentos de vida; e conversando com outras mulheres, especialmente as companheiras deste Abrascão 2012, com quem pessoalmente participei das etapas de pós-produção e lançamento. Obrigada!

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Acesse aqui o formulário de inscrições


Postagem coletiva Divulgação do vídeo 

'Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras'



Se você quiser ajudar a divulgar o documentário "Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras", preencha o formulário no Google Drive - acesse aqui

Você receberá as instruções sobre como incorporá-lo ao seu espaço de divulgação no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher, ou mesmo após esta data.

Também sugerimos que profissionais de saúde, gestores, professores, pesquisadores e lideranças de movimentos sociais promovam a divulgação do filme em suas redes, organizem apresentações coletivas e compartilhem o link para o vídeo e/ou este formulário.

Muito obrigada por se juntar a nós nesse movimento contra a violência obstétrica.

Ana Carolina Franzon
Bianca Zorzam
Ligia Moreiras Sena
Kalu Brum

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Este post foi atualizado às 21h40.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Natureza da Violência

por Kalu Brum

Escolheu fazer medicina porque gostava de ajudar pessoas. Desde de pequenina ela socorria os coleguinhas que se machucavam, os animais enfermos. A medicina era uma vocação para fazer deste lugar um mundo melhor, dizia ela.
Estudou muito: anos de cursinho, abrindo mão das baladas e até mesmo do grande amor que surgiu no caminho. Era preciso estudar, madrugadas a fio, sacrificando qualquer coisa que a desviasse do caminho. Passou em uma das melhores faculdades do país. Orgulho na família, status no cursinho e na escola que frequentava. Foi garota propaganda de ambos e dava palestras motivacionais: como entrar em medicina.
Na faculdade aprendia mais sobre doenças, exames, diagnósticos, cirurgias do que sobre ouvir, acolher, entender os processos que levavam às doenças. Dava-se mais importância para vírus, bactérias do que para o seu hospedeiro: o ser humano.
Congressos patrocinados por laboratórios a mostrarem as grandes novidades das terras da alopatia. Seduzir para ser receitado. Ser receitado para gerar receita.
Ela decidiu pela obstetrícia. Nos hospitais escola, havia uma fila de alunos para fazer exames de toque nas pacientes em trabalho de parto. Um professor falava no corredor: vamos fazer um forceps, no leito 43, para os alunos aprenderem? E lá os alunos esqueciam do ser humano em nome da ciência.
Saiu do interior do país para a capital. Conheceu Wellington, que com seus olhos de jabuticaba, a seduziu naquela noite de forró. Ela esperou por meses a menstruação chegar. Pensava que a fome, excesso de trabalho tivesse resultado em um problema ginecológico. A barriga começou a crescer, mas ela achava que a falta de grana e muito pão que comia, que era o que dava para comprar, que tinha levado aos quilos a mais.
Em uma faxina pesada, desmaiou e foi levada ao SUS. Descobriu ali que estava grávida de mais de seis meses.
Quando as dores do nascimento começaram ela foi para o hospital. Pediu para que sua amiga fosse junto, afinal, ela nunca mais encontrou o rapaz de olhos de Jabuticaba. Ela não pode entrar.
Deixou todos os seus pertences na entrada: brincos, óculos, roupa. Lembrou-se de sua rápida passagem pela polícia.
Entregou seu ralo cartão de pré-natal. A enfermeira nem olhou na sua cara. Colocou um soro e mandou que ela ficasse deitada. Era praticamente impossível diante da dor das contrações.
O professor chamou a residente: vai lá e faça um exame de toque naquela ali. Ela fez o que aprendeu: nem olhou na cara daquela mulher assustada, com dor, que dizia: doutora, me dá sua mão.
A princípio pensou em acolher, mas voltou para o pedestal e distanciamento necessário. Foi introduzindo a mão. Estava com 8 centímetros. Avisou.
Vamos passar um forcéps nessa daí para você ver como funciona. Então será o pacote completo: episiotomia, fórceps e kristeller.
A faxineira gritava de dor. A residente pode ouvir a enfermeira chefe dizer: na hora de fazer você não gritou, né? Então fique quietinha senão vamos deixar você aí. Ela se calou, engoliu a dor.
Em nome da ciência um fórceps, uma episiotomia, um Kristeller. Ela nunca se sentiu tão humilhada com aquele tanto de estudantes em frente a sua vagina aberta. E assim, chegou ao mundo, um menino pequeno, sem pai, filho de uma mãe assustada. Foi levado, aspirado. Ela mal pode vê-lo. Ficou sozinha na sala de espera, sentindo muito frio. Sozinha no quarto, com muitas outras mães. No meio da madrugada veio a saber que ele não havia sobrevivido.
Ela não pode ver o corpo e só o viu no dia do velório. Enterrou seu primeiro filho e decretou: nunca mais quero parir! Sofrer assim ninguém merece. Quando contava sobre a violência que tinha sofrido, todas diziam: é assim mesmo.
A residente virou obstetra. Aprendeu a fazer cesáreas como ninguém e depois daquele campo de concentração que foi sua residência teve a certeza: cesáreas agendadas é o melhor caminho para o médico. Talvez para mãe e bebê, mesmo que a evidência científica provasse o contrário.



A história acima relata uma cena de violência fictícia que acontece diariamente nos hospitais do país. Mulheres são objetos de aprendizado para residentes. E assim, coisificadas, esses profissionais deixam de entender que ali, em trabalho de parto, existe uma mulher no momento mais importante de sua vida.
A violência, tida como tão normal, acontece sem estranhamento. E talvez nasça desta forma de aprendizado.
Precisamos abrir a nossa boca e denunciar a violência obstétrica. A Lígia Moreira Senna, do Blog Cientista que Virou Mãe, com apoio do Mamíferas e Parto no Brasil fez um teste revelando as facetas da violência obstétrica. Ela também tem 400 mulheres inscritas para realizar uma pesquisa sobre o tema.
Mais uma vez o  Mamíferas, Cientista que virou Mãe e Parto no Brasil se unem para lançar uma blogagem coletiva em vídeo. A idéia é que possamos fazer um vídeo com depoimentos de mulheres do Brasil sobre a violência que sofreram durante o parto.
Envie um vídeo de até 2 minutos relatando a violência que sofreu  para naoaviolencianoparto@gmail.com Nas próximas semanas vamos reunir os depoimentos e fazer um vídeo coletivo para mostrarmos a violência que acontece nas instituições durante o momento do parto.
Junto com o vídeo, envie seu nome completo, estado, nome da instituição onde a violência aconteceu e data do parto.
Sair do silêncio pode evitar que outras mulheres sofram novas formas de violência de gênero. Você pode também escrever seu depoimento no site http://violencianoparto.wordpress.com/depoimentos. Participe.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Post Extraordinário - SBT Repórter aborda opção de mulheres por partos humanizados

Foi ao ar nesta noite de segunda-feira, dia 09, no Programa SBT Repórter, do SBT, a questão do parto humanizado, c/ várias entrevistas, e, principalmente, o relato de mulheres que optaram, através de informações, e escolhas conscientes da equipe de assistência, como, onde, e c/ quem iriam parir!

Entre as entrevistadas profissionais como obstetrizes, enfermeiras obstetras, e obstetras, e, também, parteiras tradicionais, mostrando o leque de atuações existentes, seguras, e viáveis.

A equipe jornalística do programa esteve em São Paulo, capital, no Grupo de Apoio a Maternidade Ativa (GAMA), e em Olinda/PE, c/ a equipe do CAIS do Parto, e, ainda, no Hospital Sofia Feldman, referência em qualidade obstétrica em Belo Horizonte/MG, e conversou, também, c/ o casal Marcelo Min e Luciana Benatti, autores de Parto com Amor, além das mães que pariram, inclusive depois de terem sido submetidas a uma cesárea.

Os expectadores contemplaram, ainda, um intenso parto, e uma visita pós-parto pela parteira tradicional Marcely Carvalho, além dos grupos e rodas destinadas às gestantes e casais grávidos, bem como em aulas de Yoga p/ gestantes, em São Paulo, no GAMA, e, em Olinda, no CAIS do Parto, c/ a presença da parteira tradicional Suely Carvalho, sua filha Marcely, e a neta Dandara, que herdaram a Tradição, e hoje seguem nos caminhos do partejar!

A Marcha do Parto em Casa também foi comentada!

O tema vem sido debatido, e discutido, em alguns veículos de comunicação, desde a abordagem da Rede Globo, no Fantástico, mas desta vez, ao contrário das outras, pudemos perceber respeito e coerência na pauta - ASSISTAM AQUI, pois o vídeo abaixo foi bloqueado!

sábado, 7 de julho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Le Premier Cri (II Primo Respiro)

Num intervalo de 48 horas, na Terra, o destino de várias personagens reais desenrola-se e cruza-se num momento único e universal: a vinda ao mundo de uma criança. É a história real de todos os primeiros gritos pela vida, aqueles que nós demos quando nascemos e que selam a nossa vinda ao mundo. Contraste de terras, contraste de povos, contraste de culturas para a mais bela e insólita das viagens. O nascimento, no grande ecrã, à escala planetária. Fonte: Cinema Sapo.

* Versão em Italiano. P/ assistir a versão original acesse aqui!

Conheça tb o site oficial deste belíssimo filme - http://www.disney.fr/FilmsDisney/lepremiercri/

sábado, 30 de junho de 2012

Multimídia Parto no Brasil - Un video que deberíamos dejar de ver


0 Views: Un video que deberíamos dejar de ver. from Amnistía Uruguay on Vimeo.



En el marco del Día Internacional por la eliminación de la violencia hacia las mujeres, Amnistía Internacional Uruguay actúa una vez más para poner fin a otra violación de los derechos humanos de las mujeres con un video que busca ser el menos visto en Internet.

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