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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
Multimídia Parto no Brasil - Waiting
Esperando...
Conheça o ensaio fotográfico Waiting em: http://www.viewbookphotostory.com/2010/09/30/waiting-2/
Conheça o ensaio fotográfico Waiting em: http://www.viewbookphotostory.com/2010/09/30/waiting-2/
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Para Rudá. Ou sentimentos de uma mãe coruja!
Daqui a alguns dias comemoramos seus três anos, pequeno-grande Rudá!
E, a tua vinda me remete a mim mesma!
Como um guia você despertou minha Missão, e
me trouxe para um profundo trabalho de consciência e auto-conhecimento.
Muito mais que um filho. Um irmão!
Da luta travada contra um sistema opressor planejamos teu nascimento em um parto domiciliar, pois mamãe já tinha feridas profundas com a vinda de teu irmão Ícaro, por uma cesárea, após 12 horas da bolsa das águas rompida. Ficamos separados nas 1as. horas de vida, e
com você eu não queria repetir a experiência. E, aos sete meses de gestação de nosso "Peixinho-Minhoca" optamos por preparar o ninho no chalezin.
Naquele fim de agosto, frio e chuvoso, te esperávamos, dia-a-dia, e no dia 17 você nos deu os 1os. sinais, c/ a perda do tampão mucoso.
No dia 21 o processo ganhou força, mas p/ fazer meu gosto você não veio regido por Leão, e, só na madrugada de 23, como um típico vrginiano você nasceu!
No seu tempo. Com carinho, respeito, entrega, coragem, e fé!
Como esquecer esse dia, tão forte e marcante. E, após três anos, de tantos aprendizados, trocas, dedicação, empenho, muito mais do que um filho nasceu.
Uma mãe, um pai, relações. E, ainda, uma aprendiz.
É impossível encontrar palavras p/ expressar o Amor incondicional por ti, meu filho! Você me dá forças. Me faz acreditar que dias melhores sempre virão, e, se eles não vierem, nós os buscamos.
Juntos.
Teu cheiro, teu toque, teu abraço de menino levado e sapeca são como elixires p/ a Vida!
Combustíveis p/ a Alma!
Um amor bicho habita meu peito. Um amor de quem se repartiu, pariu, alimentou. Um amor de mãe.
Sem limites. Sem fim.
Meu Espírito só pode lhe saudar, e agradecer, pelos caminhos percorridos até agora contigo.
Ontem, hoje, e amanhã, sempre lhe amarei!
Meu caro amigo!
Ass.: Tua
sábado, 7 de julho de 2012
Multimídia Parto no Brasil - Le Premier Cri (II Primo Respiro)
Num intervalo de 48 horas, na Terra, o destino de várias personagens reais desenrola-se e cruza-se num momento único e universal: a vinda ao mundo de uma criança. É a história real de todos os primeiros gritos pela vida, aqueles que nós demos quando nascemos e que selam a nossa vinda ao mundo. Contraste de terras, contraste de povos, contraste de culturas para a mais bela e insólita das viagens. O nascimento, no grande ecrã, à escala planetária. Fonte: Cinema Sapo.
* Versão em Italiano. P/ assistir a versão original acesse aqui!
Conheça tb o site oficial deste belíssimo filme - http://www.disney.fr/FilmsDisney/lepremiercri/
quinta-feira, 21 de junho de 2012
O conceito do continuum - A importância da fase do colo
Mother and Sara admiring the baby, de Mary Cassatt
A antropóloga americana Jean Liedloff estudou a tribo venezuelana dos Yequana e defende que para conseguir um desenvolvimento físico, mental e emocional ótimo, o ser humano e especialmente um bebê, necessita o tipo de experiências às quais a nossa espécie se adaptou durante uma longa evolução. Para uma criança são: constante contato físico com seu cuidador desde o nascimento, dormir com os pais até deixar de fazê-lo por vontade própria, amamentação a livre demanda, ser levado constantemente nos braços ou de maneira que possa observar a atividade do adulto, ter cuidadores que respondam aos seus sinais imediatamente sem julgá-la e finalmente, sentir que cumpre as expectativas dos pais, que é bem-vindo e digno. Segundo Liedloff, as crianças cujas necessidades "continuum" forem satisfeitas crescerão com maior auto-estima e serão mais independentes.
Nos dois anos e meio que morei entre os índios da idade da pedra na selva sul-americana – não consecutivos, mas sim em cinco expedições distintas com muito tempo entre elas para refletir – cheguei a compreender que a natureza humana não é o que nos fizeram acreditar. Os bebês da tribo Yequana, longe de precisarem de paz e tranquilidade para dormir, tiravam uma soneca tranquilinhos enquanto os homens, mulheres ou crianças que os carregavam dançavam, corriam, andavam ou gritavam. Todas as crianças brincavam juntas sem brigar ou discutir e obedeciam aos mais velhos no mesmo instante e de bom grado.
A essa gente nunca lhes passou pela cabeça a idéia de castigar uma criança e, no entanto, seu comportamento não deixa entrever permissividade nenhuma. Nenhum moleque faz escândalo, interrompe os outros ou espera que um adulto lhe mime. Aos quatro anos, contribuíam mais com as tarefas do lar que davam trabalho elas mesmas.
Os bebês nos braços quase nunca choravam e era fascinante comprovar que não agitavam os braços e as pernas, não arqueavam as costas nem flexionavam as mãos e os pés. Permaneciam sentados nos slings ou dormiam encostados nos quadris do seu cuidador, desmentindo deste modo a crença de que os bebês precisam mover-se e flexionar as extremidades para exercitar-se. Também observei que não regurgitavam a não ser que estivessem muito doentes e que também não tinham cólicas. Quando se assustavam nos primeiros meses de engatinhar, não esperavam que ninguém acudisse correndo, ao invés disso, iam sozinhos em direção à mãe ou cuidador em busca dessa sensação de segurança antes de seguir com suas explorações. Inclusive sem supervisão, nem os menorzinhos se machucavam.
Será que sua natureza humana é diferente da nossa? Algumas pessoas assim o creem, mas evidentemente só existe uma espécie humana. Que podemos aprender, então, da tribo Yequana?
Antes de tudo, podemos tentar compreender o poder educativo do que eu chamo da “fase do colo”, que começa no momento do nascimento e termina quando o bebê começa a mover-se, quando pode afastar-se do seu cuidador e voltar quando queira. Essa fase consiste, simplesmente, em que o bebê tenha contato físico durante as 24 horas com um adulto ou criança mais velha.
A princípio, vi que essa experiência tinha um efeito extraordinariamente benéfico para os bebês, que não eram tão difíceis de tratar. Seus suaves corpinhos se adaptavam a qualquer postura que fosse cômoda para quem o levasse. Em contraposição a esse exemplo, vemos a incomodidade dos bebês que, com sumo cuidado, dormem no berço ou no carrinho. Bem agasalhados, se encontram lá jogados e rígidos, com o desejo de abrigar-se a um corpo vivo e em movimento: o lugar que lhes corresponde por natureza. Um corpo, em definitivo, que pertence a alguém que acreditará no seu choro e aliviará o seu anseio com braços afetuosos.
Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos. Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.
É essencial entender quem são os verdadeiros especialistas. O segundo especialista em cuidado de bebês reside no nosso interior, assim como em cada ser vivo que, por definição, deve saber como cuidar de sua cria. É claro que o maior especialista é o próprio bebê, programado durante milhões de anos de evolução para demonstrar seu temperamento com sons e gestos quando gosta do cuidado que recebe. A evolução é um processo de perfeição que “afinou” nosso comportamento com uma precisão magnífica. O sinal do bebê, a compreensão deste por parte dos que o rodeiam e o impulso a obedecê-la formam parte do caráter da nossa espécie. Nosso intelecto presunçoso demonstrou-se mal preparado para advinhar as autênticas necessidades do bebê. A pergunta costuma ser: “Devo pegar o bebê quando chora?”, “Devo deixar chorar um pouco antes de pegâ-lo?” ou “Deveria deixar que chore para que saiba quem manda e não se torne um tirano?”.
Nenhum bebê concordará com essas imposições. De forma unânime nos fazem saber através de gestos e sinais que não querem que lhes façamos dormir e lhes ponhamos no carrinho. Como essa opção não foi muito defendida na civilização ocidental atual, a relação entre pais e filhos acabou marcada por essa confrontação.
O jogo se centrou em como fazer o bebê dormir no berço, mas nunca se debateu se é preciso respeitar ou não o choro do bebê. Apesar de que o livro de Tine Thevenin, The Family Bed (A Cama Familiar), entre outros, abriu a brecha com o tema de que as crianças durmam com seus pais, não se abordou com claridade suficiente o princípio mais importante: “Atuar contra a natureza como espécie conduz irremediavelmente à perda do bem-estar”.
Então, uma vez que compreendamos e aceitemos o princípio de respeitar as expectativas inatas, poderemos descobrir com exatidão quais são essas expectativas. Em outras palavras, saberemos o que é que a evolução nos acostumou a experimentar e sentir.
A Função Educativa
Como cheguei à conclusão de quão importante é a fase do colo para o desenvolvimento de uma pessoa? A primeira coisa que vi foi como era feliz essa gente nas florestas da América do Sul com seus bebês penduradinhos no corpo e, pouco a pouco, fui relacionando esse fato tão simples com a qualidade de vida. Mais tarde, cheguei a certas conclusões a respeito de como e por quê é essencial o contato contínuo com o cuidador na fase pós-natal do desenvolvimento.
Por um lado, parece que a pessoa que carrega o bebê (normalmente a mãe durante os primeiros meses e depois uma criança de 4 a 12 anos que devolve o bebê à mãe para que esta lhe alimente) está servindo de base para as experiências posteriores. O bebê participa passivamente nas corridas, passeios, risadas, bate-papos, tarefas e brincadeiras do cuidador que o carrega. As atividades, o ritmo, as inflexões de linguagem, a variedade de vistas, noite e dia, a variação de temperatura, secura e humidade, além dos sons da vida em comunidade, formam a base para a participação ativa que começará aos seis ou oito meses, com o arrasto, a engatinhada e depois o passo. Um bebê que passou todo esse tempo deitado no berço, olhando o interior de um carrinho ou o céu, terá perdido a maior parte dessa experiência essencial.
Devido à necessidade que a criança tem de participar, é muito importante que os cuidadores não fiquem olhando pra ele ou perguntando constantemente o que querem, mas sim que deixem que eles mesmos tenham vidas ativas. De vez em quando, não podemos resistir a dar-lhes um monte de beijos, no entanto, uma criança que está acostumada a ver passar a vida agitada que levamos se confunde e se frustra quando nos dedicamos a contemplar como ele vive a sua. Um bebê que não fez mais que contemplar a vida que vivemos, se submerge na confusão se lhe pedimos que seja ele quem a dirija.
Parece que ninguém se deu conta da segunda função essencial da experiência da fase do colo, inclusive eu mesma, até meados da década de 60. Esta experiência dota os bebès de um mecanismo de descarga do excesso de energia que não são capazes de fazer por si mesmos. Nos meses anteriores a poder mover-se sozinhos, acumulam energia mediante a absorção do alimento e a luz solar. É então quando o bebê necessita o contato constante com o campo energético de uma pessoa ativa que possa descarregar o excesso de energia que nenhum dos dois utiliza. Isso explica porque os bebês Yequana estavam tão relaxados e porque não ficavam rígidos, davam chutes ou arqueavam as costas.
Para oferecer uma experiência ótima nesta etapa temos que aprender a descarregar nossa energia de maneira eficaz. Podemos acalmar mais rapidamente um bebê correndo com ele, dançando ou fazendo o que seja para eliminar o excesso de energia próprio. Uma mãe ou pai que tem que sair de repente para buscar alguma coisa não precisa dizer: ”Fica com o bebê que vou correndo até a loja”. O que tenha que sair que leve o bebê. Quanto mais ação, melhor.
Bebês e adultos experimentam tensões quando a circulação de energia nos seus músculos não flui bem. Um bebê cheio de energia acumulada não descarregada está pedindo ação: uma volta pela sala dando pulinhos ou uma dança agitada. O campo de energia do bebê aproveitará imediatamente essa descarga do adulto. Os bebês não são as pessoinhas frágeis que costumamos tratar com luvas de seda. De fato, se neste estágio de formação tratamos a um bebê como se fosse frágil, acabará acreditando que é fraco de verdade.
Como pais, podemos conseguir a destreza para comprender o fluxo de energia do nosso filho. No processo, descobriremos muitas mais maneiras de ajudá-lo a manter o suave tônus muscular do bem-estar ancestral e de proporcionar-lhe a calma e o conforto que necessita para sentir-se confortável nesse mundo.
Publicado originalmente na revista Mothering, edição do inverno de 1989
Leitura:
- Continuum Concept, The – Liedloff, Jean. Perseus Books (1986).
http://www.continuum-concept.org/
Tradução de Bel Kock-Allaman
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Parto reparto - Uma poesia
Com muita alegria, o Blog Parto no Brasil apresenta, hoje, lindos versos escritos por uma mãe.
Como bem disse a autora, ao aceitar que seu texto fosse aqui divulgado: Porque parto também é poesia!
E nós precisamos muito destas expressões, precisamos reprogramar nossas referências com relação ao nascimento.
Então, o convite hoje é para ler e despertar novas sensações. Obrigada Anna Gallafrio!
___________________________________________________
Parto reparto
Anna Gallafrio*
Deu vontade de reviver teu parto
Então reparto essa loucura
Como pode tanta dor dar saudade?
A vida que invade dessa dor me cura
O calor que sua
O frio na espinha
Minha vida agora é tua
Tua vida já não será minha
Abro, me abro
Me parto em duas
E são tantas vidas
Nesse quarto, nuas
Encontro e despedida
Dia de Sol, dia de Lua
Grito, empurro
Já não cabes mais em mim
Te chamo num sussuro
Nosso parto está no fim
Parto, reparto
Eu já deixo você vir
Choro, te imploro
A tua vida parir
Te amei nesse segundo
O primeiro nesse mundo…
De pranto em riso
Teu corpo liso
Meu maior encanto
O teu parto
No meu quarto
Te agradeço tanto!
Num abraço, num instante
Eu filha, eu mãe
Mulher partida
Me refaço, delirante
Eu mãe, eu filha
Mulher parida
Em 02.12.2010, para Mattias
A foto captou a fase mais difícil do trabalho de Parto, o finalzinho da dilatação do colo do útero.
Chuveiro quente e entrega.
Chuveiro quente e entrega.
___________________________________________________
A autora, por ela mesma:
Sou Anna Gallafrio, 30 anos. Minha formação foi em veterinária, na USP em 2004. Mas minha vocação por pessoas foi falando mais alto e então fui pra Irlanda em 2008 fazer uma formação em Coaching. Voltei trazendo Mattias no ventre e após conhecer toda a rede materna e viver um parto transformador, percebi que esse era o chamado: Coaching para Mulheres! Assim, venho trabalhando o pensamento estratégico de mulheres, auxiliando na gestão das mudanças que estejam passando, na chegada do bebê, na volta ao trabalho, na reorganização da vida de maneira geral. Nada mais satisfatório que acompanhar a busca por equilíbrio, escalando prioridades, traçando metas e principalmente atingindo objetivos!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
"tem que trabalhar feito um operário..."
É... Caros leitores, talvez hoje a postagem ganhe outros tons e sons...
Estamos há alguns dias sem publicar c/ afinco. Hora ou outra subimos alguma informação, especialmente sobre a MP 557, por Ana Carolina, e tão discutida pelo Movimento Feminista. Mas, nossa assiduidade está sendo gestada, com novos planejamentos p/ 2012, o que inclui um novo layout, domínio próprio, material de comunicação, novas entrevistas, divulgações etc., já que o ano, pelo visto, vem c/ tudo, em seus prazeres e dores.
E, é disso q falarei nesta data!
Pessoalmente, o Destino neste mês de janeiro me deu a dor, indignação, incompreensão, injustiça como professores, e, como Anjos, @s amig@s, daqueles que até mensagens oníricas lhes dão. "Eu Sou Vocês!". Talvez esta parte de minha história poucos saibam. E, entre processos judiciais e penais, somada a alienação parental sigo sem ter um bom vínculo c/ meu primogênito. Dialética. E, tristeza. Daquelas que te ensina, p/ você ser uma cidadã, e, acima de tudo, Mãe.
Nem tudo são espinhos. Da rosa, também nascem flores, e encontro uma tataravó parteira em minha ancestralidade! Bençãos a Catarina Fulepa Manzo!
Neste processo, nasce Ravi! Da comadre Denise Cardoso, também doula, aprendiz de parteira, editora do MaternAtiva, entre tantas outras funções. Mãe de Anahí, dos olhos cerrados e doces. E, o pequeno já me trouxe tantos ensinamentos... A calma, paciência, o saber esperar, agradecer, e, como deve estar uma parteira p/ receber um novo ser... Certamente liberta de suas energias que não foram resolvidas. Limpa. E, linda, como já disse Naoli Vinaver!
De volta a ilha, c/ a ilusão de que estaria protegida, outros novos (velhos) aprendizados, ligados a maternidade ativa, consciente e, equilibrada, colocando o pé no freio do "radicalismo". E, entre as certezas, não existe a melhor maneira de maternar. Cada qual tem a SUA. E, a sua, não é p/ ser parâmetro p/ a do outro, e, vice-versa.
Na pauta, alimentação infantil, e daquilo que oferecemos aos nossos filhos, sem nos questionarmos o que estamos dando a eles, os processos e cadeias produtivas da indústria alimentícia, o consumismo e publicidade infantil, que nos manipula, a olhos vistos. Não importa se é transgênico, c/ agrotóxico, c/ corantes, conservantes. Depois os curamos c/ antibióticos e vacinas, porque mal o amamentamos, já que tínhamos que voltar ao trabalho. Na pele, mais um desafio. E, a indagação: Como maternar neste mundo, nesta sociedade doente e alienada, sem nos machucarmos, ou sermos motivo de "xiitismo"?
No pacote: Pinheirinho. "Ah! Mas, não é problema meu...". Uns vão dizer. E, a Luiza? P&¨%# que p%$#*. Quem é Luiza?!
Lá no Recife, em outro e não menos importante protesto, contra o aumento das passagens urbanas de ônibus, uma querida irmã, MULHER, NEGRA, ESTUDANTE, APRENDIZ DE PARTEIRA é violentamente retirada da manifestação, que distribuía flores a PM.
(Pausa)
(Suspiro)
Deixo aqui, cada qual c/ sua opinião, nessa pluralidade democrática que esquece de enxergar o Outro como Eu, como um Só!
Apenas um desabafo... De uma garganta cheia de nós... De um coração que tem a esperança da Terra ser abençoada por Amor. Amor próprio, amor fraterno, amor paternal/maternal.
"O processo é lento...".
Estamos há alguns dias sem publicar c/ afinco. Hora ou outra subimos alguma informação, especialmente sobre a MP 557, por Ana Carolina, e tão discutida pelo Movimento Feminista. Mas, nossa assiduidade está sendo gestada, com novos planejamentos p/ 2012, o que inclui um novo layout, domínio próprio, material de comunicação, novas entrevistas, divulgações etc., já que o ano, pelo visto, vem c/ tudo, em seus prazeres e dores.
E, é disso q falarei nesta data!
Pessoalmente, o Destino neste mês de janeiro me deu a dor, indignação, incompreensão, injustiça como professores, e, como Anjos, @s amig@s, daqueles que até mensagens oníricas lhes dão. "Eu Sou Vocês!". Talvez esta parte de minha história poucos saibam. E, entre processos judiciais e penais, somada a alienação parental sigo sem ter um bom vínculo c/ meu primogênito. Dialética. E, tristeza. Daquelas que te ensina, p/ você ser uma cidadã, e, acima de tudo, Mãe.
Nem tudo são espinhos. Da rosa, também nascem flores, e encontro uma tataravó parteira em minha ancestralidade! Bençãos a Catarina Fulepa Manzo!
Neste processo, nasce Ravi! Da comadre Denise Cardoso, também doula, aprendiz de parteira, editora do MaternAtiva, entre tantas outras funções. Mãe de Anahí, dos olhos cerrados e doces. E, o pequeno já me trouxe tantos ensinamentos... A calma, paciência, o saber esperar, agradecer, e, como deve estar uma parteira p/ receber um novo ser... Certamente liberta de suas energias que não foram resolvidas. Limpa. E, linda, como já disse Naoli Vinaver!
De volta a ilha, c/ a ilusão de que estaria protegida, outros novos (velhos) aprendizados, ligados a maternidade ativa, consciente e, equilibrada, colocando o pé no freio do "radicalismo". E, entre as certezas, não existe a melhor maneira de maternar. Cada qual tem a SUA. E, a sua, não é p/ ser parâmetro p/ a do outro, e, vice-versa.
Na pauta, alimentação infantil, e daquilo que oferecemos aos nossos filhos, sem nos questionarmos o que estamos dando a eles, os processos e cadeias produtivas da indústria alimentícia, o consumismo e publicidade infantil, que nos manipula, a olhos vistos. Não importa se é transgênico, c/ agrotóxico, c/ corantes, conservantes. Depois os curamos c/ antibióticos e vacinas, porque mal o amamentamos, já que tínhamos que voltar ao trabalho. Na pele, mais um desafio. E, a indagação: Como maternar neste mundo, nesta sociedade doente e alienada, sem nos machucarmos, ou sermos motivo de "xiitismo"?
No pacote: Pinheirinho. "Ah! Mas, não é problema meu...". Uns vão dizer. E, a Luiza? P&¨%# que p%$#*. Quem é Luiza?!
Lá no Recife, em outro e não menos importante protesto, contra o aumento das passagens urbanas de ônibus, uma querida irmã, MULHER, NEGRA, ESTUDANTE, APRENDIZ DE PARTEIRA é violentamente retirada da manifestação, que distribuía flores a PM.
(Pausa)
(Suspiro)
Deixo aqui, cada qual c/ sua opinião, nessa pluralidade democrática que esquece de enxergar o Outro como Eu, como um Só!
Apenas um desabafo... De uma garganta cheia de nós... De um coração que tem a esperança da Terra ser abençoada por Amor. Amor próprio, amor fraterno, amor paternal/maternal.
"O processo é lento...".
domingo, 8 de maio de 2011
Dia das Mães é Todo Dia!
Poema Enjoadinho
Vinícius de Moraes
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Extraído de "Antologia Poética", Ed. do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pg. 195.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Carnavália
ilustração_Mariana Massarani_
Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar
composição_Carnavália_Tribalistas_
Hoje o Blog Parto no Brasil vem recheado para este Carnaval 2011! Contaremos para as crianças como surgiu esta festa popular símbolo de nosso País; teremos também uma programação especial de folias para a criançada do Rio de Janeiro/RJ e de São Paulo/SP, além de dicas sobre fantasias para @s pequen@s, aproveitem!
Com seus lindos traços Ziraldo nos conta sobre o surgimento do Carnaval em Olha o Carnaval aí, gente!!! (cliquem no título) e o site Smart Kids preparou na sessão Especiais uma prosa sobre o Carnaval - acessem aqui!
Saibam como se preparar e quais os cuidados com @s filhotes em - Tem problema levar nossos filhos para as festas de Carnaval conosco, do site babycenter, por Carolina Schwartz. Lembrem-se: identifiquem as crianças, deem bastante líquido, proteja-as do sol, com protetor solar e bonés, vista-as com fantasias leves e confortáveis, porque o lema é se divertir!!!
Vocês ainda não compraram as fantasias? Pois vocês podem fazê-las em casa! Para as mamães, titias e dindas crafters acessem:
Blog Criando Crianças - Carnaval: máscaras de bichinhos.
Revista Manequim - Vista esta fantasia.
Ou, vejam as lindas opções no site ciadasmães - http://www.ciadasmaes.com.br/site_/index.php/component/magebridge/carnaval.
E, por fim, preparem as agendas e anotem as programações abaixo:
Mini Humanos: É Carnaval!!! - http://minihumanos.blogspot.com/2011/03/e-carnaval.html.
ciadasmães: agenda colaborativa de carnaval para pequenos foliões - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/02/agenda-colaborativa-de-carnaval-para-pequenos-folioes/.
1001 Roteirinhos: Mamãe eu quero folia! - http://1001roteirinhos.com.br/2011/03/mamae-eu-quero-folia/ e Roteirinhos no Carnaval 2011 - http://1001roteirinhos.com.br/2011/03/roteirinhos-no-carnaval-2011/.
Ano passado eu sai pela 3a. vez no Bloco da Tiduca, em Cananéia, Vale do Ribeira/SP, e toquei lata ao som de um ritmado Afoxé! A cria, com cerca de seis meses não perdeu o bailado e também pulou conosco, com direito a abadá e teta durante a festa! Esse ano não sabemos, ainda, como curtiremos o feriadão, talvez uma esticadinha pela linda comunidade caiçara do Marujá, no Parque Estadual da Ilha do Cardoso!
_Fotos: Acervo pessoal de Bianca Lanu_Carnaval 2010_
À tod@s um maravilhoso esquindô lelê!!!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Intuição de mãe não falha: as peripécias de Maga Patalógica
Foto de www.remember80.com.br
A prosa de hoje é de mãe para mãe!
Faz alguns dias que pretendo escrever este post, mas com outras prioridades ele foi ficando para depois, vocês bem devem saber como é!
Rudá vem de duas semanas dodói! Primeiro foi uma infecção na glande do seu pênis, em seguida, na outra semana, culminando no fim de semana, três dias consecutivos de febre, atingindo mais de 39 graus!
E o coração de mãe sofre...
Pois bem, nossa escolha aqui em casa é sempre privilegiar o tratamento natural, seja ele baseado na Fitoterapia, Aromaterapia ou Florais de Bach. Cheguei a falar desse tema outrora por aqui, no post "Sobre o uso de florais" - (re)leiam aqui! E, desta vez não poderia ser diferente!
Certa manhã ele acordou com o pipi inchado e com uma espécie de secreção. Um amigo estava em casa e ainda brinquei com ele: "Rapha, você que tem pipi também dá uma olhada nisso!". Ele logo complementou que só entendia de um pipi, rs, o seu!
Antes de ir ao pronto socorro fiquei observando. Nada de febre, se alimentando normalmente. Tentei ver a sua reação ao urinar. Certo incômodo! "Ué", pensava, será alguma infecção urinária? Bora para o hospital. A dinda nos levou...
Tenho pavor de hospital (não é por acaso que decidi parir a cria em casa, rs!). Como sempre aquele atendimento nada holístico: a médica, que era clínica geral, olhou seu pipi e logo rascunhou a receita para um antibiótico, além de uma pomada tópica. "Mas, porque ele está com isso, o que deve ser?", perguntei. "Não sei, mas como está inflamado tem que usar o antibiótico por sete dias".
Afff...
Sai de lá emputecida! Como assim, nenhum pedido de exame, nada. Relutei e não comprei o antibiótico!
Cheguei em casa e dei início ao tratamento da Maga Patalógica, como sou chamada carinhosamente pela minha cumadre nessas horas, rs. Banho de assento com ervas antibactericidas e algumas gotas de óleo essencial de Tea Tree (Melaleuca), chá de Camomila com algumas gotas de Própolis, um poderoso antibiótico natural produzido pelas abelhas, mas, atenção, segundo a jornalista e escritora Sonia Hirsh, no livro Mamãe, eu quero (já sorteado por aqui), editora do blog Deixa Sair, deve-se ter cuidado ao administrar seu uso, pois é uma resina muito forte usada na colmeia para mumificar outros insetos, e existem poucos estudos sobre suas reações em nosso organismo.
Além disso, escrevi na lista virtual Parto Nosso e no Facebook, para ver com outras mamães se já tinham passado por isso. E não é que a Dra. Ana Paula Caldas, também adepta da humanização da assistência ao parto e nascimento conversou comigo e me passou algumas orientações, dizendo, ainda, o que possivelmente deveria ser. Além dela, duas queridas amigas, uma aromaterapeuta e outra parteira tradicional também me escreveram com novas receitas fitoterápicas, olhem só que maravilha:
"Ingerir 3 gotinhas de óleo de Copaíba diluído em um chazinho de Erva-doce, dois dedos de chá.
Repita a cada 8 horas por 3 dias . Localmente lave com sabão amarelo depois coloque Aloe-vera e observe se não provoca reação alérgica no local. Consiga casca de Emburana de cheiro e coloque em uma jarra de água fria três cascas de mais ou menos 10 cm da Emburana, deixe repousar por duas horas e comece dar para ele beber como água, não tem sabor ele pode tomar sem dificuldade."
Para finalizar esse relato, não foi preciso usar o "tal" antibiótico! Ufa! Alívio!
Nesta empreitada encontrei alguns blogs e um site sobre o tema, confiram:
Blog do Tio Thiago - http://tiothiago.blogspot.com/.
Neste link ele fala especificamente do uso de antibióticos nas crianças - http://tiothiago.blogspot.com/2011/01/o-antibiotico-faz-mal-para-saude-de-meu.html.
Blog Pediatria Brasil - http://www.pediatriabrasil.com.br/.
Site Pediatria Radical - http://www.pediatriaradical.com/.
Kalu Brum, do Mamíferas também já tratou desse assunto aqui - "Sobre doenças e curas".
E, nestes dois links do blog Parto no Brasil vocês podem saber ainda mais sobre a febre e a saúde do bebê:
A saúde do bebê - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/03/saude-do-bebe.html.
Está com febre? Que bom! - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/04/esta-com-febre-que-bom.html.
Enfim, quando somos mães, ou melhor, nos tornamos, é preciso ouvir e confiar nesta sagrada intuição feminina-materna e buscar informações que nos levem a outros caminhos, possibilidades, escolhas. Com o parto é a mesma história, porque se nos basearmos no convencional corremos o sério e grande risco de sair da maternidade com muitas cicatrizes... no corpo... na alma...
Sim, existem alternativas! Depende de nós! Depende de vocês buscá-las!
A cria hoje vai muito bem, obrigada, e acaba de acordar, rs! Até mais!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Indicações de cesareana baseadas em evidências
Imagem extraída de: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cesarea.jpg
Compartilho com vocês dois artigos redigidos pela Dra. Melania Amorim, Alex Sandro R. Souza e Ana Maria Feitosa Porto, conforme a Medicina Baseada em Evidências (MBE), sobre as indicações de cirurgia cesareana baseadas em evidências e estudos científicos recentes, publicados na Revisão da Femina, porque para se empoderar é preciso, antes de tudo, se informar!
Indicações de cesareana baseadas em evidências - Parte I
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=1kXAdud3vlkOrLeN1B_si9cpVrEe41IzsG2HeiyTzIAzi1-BA4Usc2t1uxZoS&hl=en&pli=1
Indicações de cesareana baseadas em evidências - Parte II
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=1BFsNkUiimQjquT68kNVLxmfsNTDgAHjXaJcmjTNXznieuRzZ5kmiCAOtgJYd&hl=en&pli=1
Saiu também na Revista Crescer uma matéria na sessão Família - Só para Mães sobre o aumento de nossas taxas de cesárias e a diminuição da desnutrição e mortalidade infantil. Confiram na íntegra:
Acesso aos serviços de saúde, assistência médico-hospitalar, medicamentos e métodos contraceptivos são os responsáveis pela melhora na qualidade de vida de mulheres e crianças e que contribuíram para reduzir a desnutrição e a mortalidade infantil. Esse foi um dos principais resultados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, realizada entre 1996 e 2006 e divulgada nesta quinta-feira (03) pelo Ministério da Saúde.
Segundo o estudo, a redução em 50% da desnutrição das crianças menores de 5 anos, junto com as medidas educativas das mães sobre hidratação oral, higiene e aleitamento materno, contribuiu para a queda de 44% da mortalidade infantil.
Por outro lado, em dez anos, enquanto o estado nutricional das mulheres e crianças apresentou bons resultados, o excesso de peso e a obesidade, que podem levar a doenças associadas, como cardiovasculares e diabetes, aumentaram.
Outro dado importante do estudo é que nos últimos dez anos houve um aumento na realização de cesarianas, de 36,4% para 44% dos partos, contrariando as recomendações do Ministério da Saúde. Mulheres com mais de 12 anos de estudo são as que mais fazem a cirurgia, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul. Essas áreas têm as maiores taxas apuradas em 2006: 52% e 51%, respectivamente. No sistema privado de saúde, esse percentual atingiu 81% no mesmo ano.
A área rural também teve seu avanço. Houve um aumento significativo de mulheres que passaram a fazer o acompanhamento na gestação e diminuíram os partos realizados em casa. Enquanto, em 1996, 31,9% delas não faziam o pré-natal, em 2006 o número caiu para 3,6%. A pesquisa constatou, também, que os homens passaram a contribuir mais na anticoncepção. Enquanto, em 1996, ocorria, em média, 27,3% de esterilização em mulheres, em 2006, esse número passou para 21,8%. “Isso significa que a laqueadura tubária não é mais o primeiro método contraceptivo no Brasil”, afirma Adson França, diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde.
Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI7364-10510,00-ESTUDO+MOSTRA+QUE+A+DESNUTRICAO+E+MORTALIDADE+INFANTIL+DIMINUIRAM+E+O+NUMER.html
sábado, 15 de janeiro de 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O sexo é meu!
Das razões da cultura sobre nosso corpo
Médicos do Brasil Imperial promoviam a amamentação com estímulo à culpa e medo.
Confira a matéria clicando na ilustração de Ivan Wasth Rodrigues
Vocês sabem que somos tod@s a evidência de que informações justas e adequadas fazem a diferença no momento de brincar com nossa sexualidade: nas relações de prazer, na gravidez, parto e puerpério, ou amamentação e cuidados com os filhotes.
Como somos bicho-mãe e mulheres humanas, somos seres biopsicossociais, fisiológicos e culturais. Isso significa que até o ato de fazer cocô, para a gente, é simbólico: tem significados outros, além de ser o ato fisiológico de evacuar as fezes. Cada um o vive e percebe de um jeito diferente do outro! Aposto até que muita gente achou de mau gosto o uso do termo referente ao 'cocô' aqui no blog, preferindo muito mais a segunda opção, não é mesmo?
Pois bem. Somos assim mesmo. E manter esta perspectiva de distanciamento da nossa própria cultura, quando tratamos de questões de saúde, é melhorar o entendimento que temos sobre as dinâmicas médico-hospitalares, os processos de saúde-doença dos sujeitos, e a nossa própria experiência nesse meio.
Parir é cultural
Não raro, digo que as dificuldades por que passei durante a gestação (inúmeros encontros com diversos profissionais, insegurança, desajuste de interesses, choro), para parir Iara sem intervenções são mesmo o motivo do meu ativismo.
Brasileiras, temos nossos corpos peculiarmente dominados pelas instituições médico-hospitalares.
Nota 1: Falo dos 84,5% de cesáreas praticados no país (Fonte: http://www.ans.gov.br/portal/site/informacoesss/informacoesss.asp), mas falo também, das nossas gestações cuidadas no esquema padrão. Será que todas estas gestações têm problemas fisiológicos?
Nota 2: Outras instituições também subjugam nosso corpo e autonomia, como a Igreja e o Estado. O exemplo é a questão do aborto, que aqui ainda está no mérito de ser debatida pelos varões católicos e evangélicos do Congresso Nacional. Esta situação de fato é a tragédia da vida privada. O aborto clandestino condena milhares à morte – se já somos super maltratadas em pleno processo de parturição, no maravilhoso ato de dar à luz, quem dirá em caso de abortamento? Por isso vale a pena assistir a filmes tais como o que a Carolina Pombo do What Mommy Needs compartilhou via FB (ié, estamos on, babe):
Para repensarmos as situações que nos são dadas. Em outras palavras, vida de gado com a nossa própria saúde não rola, né?
Nota 3: Confira no Blog Mamíferas a polêmica discussão que está rolando sobre a amamentação, se é direito ou dever das mães. A simples colocação deste debate em pauta já evidencia que somos bichos culturais, ou seja, não amamentamos porque produzimos leite e ponto (assim como as outras mamíferas), amamentamos porque produzimos leite e sobretudo porque queremos amamentar.
Nota 4: Culpa e medo não são recorrentes ainda hoje na relação médico-mulher paciente de saúde materno-infantil?
Para finalizar, vale repetir então a importância de preparar-se emocionalmente para parir. Parto é 50% fisiológico (biologia-corpo) e 50% emocional (cultura-mente). Não basta a gestação saudável, é preciso entregar-se à experiência, coisa que a maioria das brasileiras desaprendeu a fazer.
Sozinhas, extremamente medicalizadas e passivas, em poucas décadas, a maioria das mulheres perdeu a confiança inata na sua capacidade de parir.
Lucía Caldeyro Stajano - Associação Nacional de Doulas, ANDO-Campinas.
E você com isso tudo? Conte para a gente tudo o que quiser, pois são temas tão distoantes e próximos. Nossos.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Encontro Nascer Sorrindo em Porto Alegre
Em Porto Alegre/RS no dia 06 de novembro, sábado acontece a roda de conversa entre gestantes e casais, das 10h30 às 12hs sobre gestação, parto, amamentação e a importância do apoio à maternidade, com relatos de parto e exibição de vídeos. Para outras informações tratar com Zeza Jones pelo email zezajones@yahoo.com.br.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Padecer no paraíso
Clecio Souza Silva
Nascido em 04/06/1996 - Desaparecido em 04/10/2010
Vestia calça jeans com listras claras e chinelo marrom
Quem já não ouviu aquele frase típica do repertório popular - "Ser mãe é padecer no paraíso"?
Pois é...
Ontem fiquei muito angustiada ao ver o Programa da Band A Liga sobre crianças, jovens e adultos desaparecid@s - assista aqui!
Me vi na pele de cada mulher daquela que depois do sumiço de seu/sua filh@ passa os seus dias e noites nesta procura sem fim... na luta, na fé, na esperança... e na tristeza! Pode ter dor maior?
Assim, disponho neste espaço o site das Mães da Sé - www.maesdase.org.com.br, uma associação de mães em busca de seus/suas filh@s (Ass. Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas - ABCD). Acessem, divulguem, contribuam! Hoje também no Mamíferas a Tata falou sobre a questão da perda de um filho, sobre essa dor que deve ser imensa, leia aqui o post Um Abraço de Mãe.
sábado, 23 de outubro de 2010
Namastê
Bom dia,


Compartilho com vocês uma vivência muito bacana que tive essa semana.
Desde que Rudá nasceu que dedico integralmente meu tempo a ele, entre fraldas, tetas e pesquisas com comunidades tradicionais caiçaras, coordenações de projetos culturais, prestação de serviços numa ong local (Rede Cananéia) e a edição do Blog Parto no Brasil, em parceria com minha querida amiga Ana Carolina, que comungou comigo quando a conheci (salve salve Patota da Cozinha) um período muito difícil que vivi em 2004, quando me separei do meu 1o companheiro e passei oito meses longe de meu primogênito Ícaro, que não vive conosco desde 2006, quando vim para a Ilha de Cananéia, Vale do Ribeira/SP lecionar na rede estadual de ensino.

Kafo, Michelle, Fernando, Bruno, Ana e eu em noite de eclipse na UEL, Londrina, 2004_Acervo pessoal_
Tempos de tristeza, saudade, superação... e hoje experimento uma outra e nova maternidade, muito diferente daquela que a menina Bianca viveu aos 22 anos em Londrina/PR, recém graduada em Ciências Sociais (quando me formei na Universidade Estadual de Londrina - UEL em 2001 estava com cerca de 30 semanas), com muitos sonhos e desejos barrados pelo nascimento de um bebê e pouca grana, que era incrementada com a ajuda de minha mãe, ou seja, mal sabia cuidar de mim... mesmo assim, apesar de não ter parido o filhote devido uma cesárea intraparto, que hoje mais vejo como despreparo da GO, amamentei exclusivamente por seis meses tendo prolongado até um ano, quando iniciei a introdução do leite artificial.
Com o rompimento da relação e passados esses oito meses de tentativas frustantes voltei para Ourinhos, interior paulista para morar com minha mãe e Ícaro... outra fase conturbada... mas, passou e hoje dona de mim consigo administrar minha vida e cuidar do pequeno caçula, sem delegar a outros, compartilhada com meu companheiro Juliano, que divide as tarefas do dia-a-dia, além de ser graduando em Agronomia - Agroecologia em um curso com aulas sazonais, que acontecem nos dois primeiros meses do ano e nas férias de julho, na Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, em parceria com o Programa Nacional de Educação pela Reforma Agrária - PRONERA.
Correria, corre corre...
Tempo? Pouco me sobra, ainda mais porque sou daquelas que não confia que o outro fará tão bem quanto eu... modéstia a parte, rs, assim, desde agosto de 2009 que Bianca é mãe de Rudá!
Aonde estou o pequeno também está! Reuniões, assembleias, cursos, oficinas, workshops... até certificado da oficina "Nascer: um evento da vida" com a parteira mexicana Naoli Vinaver Rudá tem, hehe!
Pois bem, essa semana foi diferente! No dia 19 comecei a ir nas aulas de Hatha Yoga que um grupo de amig@s e conhecid@s estão se reunindo para treinar, acontecendo duas vezes na semana, às terças e quintas, já nos dias 20 e 21 fiz uma oficina sobre conservação de livros e documentos em papel, ofertada pelo Sistema Estadual de Museus - SISEM-SP, ministrada pela artista plástica Kátia Gaiardoni, com direito, ainda, a cafezinho da tarde na casa de amigas!
O paizão e a cria ficaram muito bem, obrigada! E eu? Eu pude me curtir um bocadinho!

Rudá e Juliano, Cananéia, setembro de 2010_By Bianca Lanu_
Praticar Yoga é uma delícia! Fica a dica para quem está gestante do livro Parto Ativo: guia prático para o parto natural, de Janet Balaskas, onde a autora ilustra uma série de posturas (asânas) e, para quem quiser conhecê-la, em abril de 2011 ela estará no espaço Aobä, em Curitiba/PR, trazida pelo casal Mário e Luciana, pais de Rudá, Serena e Ayssô, tod@s nascidos em casa.
Saudação ao sol.
sábado, 16 de outubro de 2010
Novidades do Blog Parto no Brasil
Boa noite!
Por sinal 1:11 da matina, com o novo horário de verão... cria dorme e, finalmente, posso postar nossas novidades... aqui em casa a correria tem andado "braba", Rudá está numa fase em que a teta não lhe saí da boca, vira e mexe e o bichinho vem e se pendura para mamar, dá umas goladas e volta a brincar; está com 1a2m e só mamou até hoje o leite materno em livre demanda, com exclusividade até o seis meses, sem nunca ter tomado outro leite - claro que o leite de vaca acaba sendo consumido em alimentos que usam o ingrediente, como bolos, pães, mingau e lacticínios.
Confesso que estou cansada, a rotina entre cuidados com ele, trabalho e vida doméstica não é fácil... conciliar tantas tarefas, preocupações, anseios, desejos e sonhos é um drible diário! Ufa!!! Mas, tenho o privilégio de ser autônoma, atuar em casa e poder conviver com o pequeno em todos os seus momentos, desde o café da manhã até o anoitecer, sendo que em muitas madrugadas cá estou eu em meu computador na labuta, seja em pesquisas, coordenações de projetos, mobilização/captação de recursos e/ou postando por aqui - Ana e eu em um bate-papo essa semana por telefone chegamos a conclusão de que nos encontramos profissionalmente e que o tema "parto" é para a vida toda! Amizade antiga, parceria perfeita! Um dia conto como tudo começou...
Vamos lá, tenho novidades para contar!
Tivemos um postêr selecionado para ser apresentado na III Conferência Internacional de Humanização do Parto e Nascimento, em Brasília/DF, entre os dias 26 a 30 de novembro de 2010 - Parto no Brasil - Promoção da Saúde, Prevenção Quaternária e Empoderamento. Ficamos imensamente felizes!!! E lá se vai Ana Carolina representar o Blog Parto no Brasil (ainda não é certeza que eu consiga ir no evento)!
Nessa semana do feriado de 12 de outubro Ana Carolina também terminou sua capacitação pela Associação Nacional de Doulas (ANDO) - Campinas/SP como Doula, além de ter participado do I Fórum Paranaense sobre Novas Perspectivas de Atenção ao Nascimento e redigido um banner em parceria com a educadora perinatal e doula Patrícia Merlin com experiências bem sucedidas do GestaParaná - Grupos de Apoio à Gestante e ao Parto Ativo, da qual fazem parte, sendo eleito um dos três melhores entre os 18 expostos no evento (orgulho!)! E, para fechar a semana, a londrinense pé vermelho foi contar sobre todas essas novidades e vivências no programa da Rádio UEL FM - 107.9 Modos de Vida, apresentado por Patrícia Zanin (logo logo vem um post com o áudio).
Enquanto isso, em solos e mares de Cananéia, litoral sul paulista, Vale do Ribeira, venho dando continuidade ao levantamento de antigas parteiras e "quebrando a cabeça" para organizar uma campanha de divulgação da Lei do Acompanhante para iniciar a coleta de denúncias que pretendo entregar ao Ministério Público, visto que o hospital que atende nosso município e outros 25 não cumpre esse nosso direito... verdadeiro absurdo que me deixa extremamente indignada, assim, vamos à luta e arregaçar as mangas para transformar essa realidade!
E, por fim, nossos planos de criar produtos com a marca partonobrasil parece que inicia sua decolagem! Depois de alguns contatos conseguimos que alguns crafters adaptassem seus trabalhos com artigos que tivessem a nossa cara, que álias será estampada por nossa querida Maria Parideira da Silva, a mulherzinha de nossa logotipo, desenho adaptado de Mariana Massarani com arte gráfica de Patrícia Merlin, proprietária da Artes da Pata, que também criou duas estampas para as camisetas partonobrasil e dois materiais de divulgação do blog - marcador de livro e adesivo. Em breve teremos lindos trabalhos de Carol Grilo, da FofysFactory, de Bruna Leite, da Kika de Pano e de Letícia Pacheco, da Camomila, aguardem, além de novas parcerias, promoções e sorteios!
Seguimos entusiasmadas, confiantes e muito felizes!!!
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