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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

É preciso ressignificar a dor

Hoje vou compartilhar com vocês a história de uma amiga, e de como vi, a partir de minha percepção como necessitamos ressignificar as dores, e como isso não é permitido, quando temos, enfim, um bebê saudável nos braços, depois de uma cesárea bem indicada.

Luana, 21 anos, gestava Miguel.

Passou a gravidez buscando boas informações, além das consultas médicas, em Botucatu, interior paulista. Mesmo assim, lhe faltou oportunidades de estar num grupo de gestantes e casais, para trocar as emoções, sensações, expectativas de gestar um bebê. Ela também optou por não ter uma doula ao seu lado.

A Lua vira, e com mais de 38 semanas ela perde o tampão mucoso, uma espécie de muco que costuma sair, no fim da gravidez, pelo colo do útero, indicando sua abertura, mesmo assim varia de mulher e gestação, e não é indicação de trabalho de parto. Mas, no caso de Luana já veio acompanhado de contrações. Bora correr para o Hospital Universitário da UNESP!

Com um dedo de colo uterino dilatado, foi aconselhada a voltar para casa. Chuveiro, descanso, casa cheia, ansiedade. E, o relógio passa, tic tac tic tac...

Volta para o hospital! As contrações aumentaram!

Mesmo assim, o trabalho de parto estava longe de ser ativo. E, ela e seu esposo desejavam tanto receber Miguel em um parto normal, mas depois de mais de 30 horas, o obstetra observou que sua cabecinha estava mal colocada, além disso, após romper o saco amniótico verificou um líquido esverdeado, e optou por operá-la, imediatamente, assim, o bebê nasceu via cesárea.

Mesmo com toda a emoção que um nascimento provoca, toda alegria contagiante de ver o rostinho de seu filho, tão aguardado, e sim, saber que está tudo bem, e que foi preciso ser assim, é normal e humano se entristecer! Mas, a sociedade nos cobra o oposto, e fundamenta, inclusive, como a cesárea é ótima, já que seu bebê nasceu de uma, e, claro, agendada, para não termos imprevistos - imagina sair no meio da noite para parir, que absurdo, com tanta tecnologia e modernidade tsc tsc...

Pela rede social afora vi quantos comentários Luana recebia com esse mesmo discurso, com essa cobrança, impossibilitada de vivenciar sim seu luto. O luto de que não foi como sonhava, de que seu corpo não atendeu a fisiologia do nascimento, assim a dor tem que ser abafada, dentro do peito...

Obviamente ficamos felizes quando um filh@ nosso nasce, saudavelmente, e se foi preciso uma intervenção como essa, que ótimo que pudemos ser atendidas, e com todo o respeito, mas ressignificar as emoções, o nó na garganta, a lágrima que afoga também são precisos, e preciosos, até mesmo para o vínculo entre mãe-bebê, a descida do leite, a amamentação, as novas noites sem dormir, enfim, os novos desafios que a maternidade nos presenteia, para, junto daquele serzinho, crescer!

E, tratando sobre esse assunto me vem a palavra empatia. O tal de se colocar no lugar do outro, e não dizer com aquele sorrisinho: "Mas, o importante é que blábláblá...". E, sim: "Eu imagino sua tristeza!", ou apenas o silêncio, e um abraço - como vi nesta animação muito bacana, que compartilha essa mensagem - aqui.

Finalizo, com um pequeno relato de Luana Prado Godoi, abaixo:

O último clic!

"E foram 37 horas em trabalho de parto, 37 horas com contração atrás de contração. Mas infelizmente o parto não ocorreu do jeito que eu previa, Miguel teve que nascer de cesárea pois estava encaixado sim mas com a cabeça torta, viradinha. Não tinha como nascer de parto normal naquela posição. Sem falar que a bolsa foi estourada pelo médico e o líquido já estava esverdeado, outro motivo para fazerem a cirurgia. Mas tanto eu, como os médicos e enfermeiros fizemos de tudo e mais um pouco para que o Miguel viesse ao mundo naturalmente, tanto que eu já estava com quase sete dedos de dilatação  Pexão (seu esposo) e eu ficamos tão tristes por não ter sido o parto que tanto esperávamos, mas essa tristeza logo passou quando vimos o rostinho do nosso abençoado homenzinho, que nasceu lindão e cheio de saúde. Mas Deus é testemunha de que fiz o possível, aguentei tudo firme e forte, e se não aconteceu: amém! Deus sabe de todas as coisas. O que me alivia é saber que o Miguel veio no tempo dele e que essa cesárea foi uma cirurgia realmente NECESSÁRIA!".

Nasce um bebê, e um pai!

Miguel S2

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tem sorteio na área - Calendário Nascer, do Ishtar Sorocaba

O Ishtar Sorocaba lançou para 2013 o calendário NASCER com fotos de nascimentos de mulheres que participaram do grupo de apoio a humanização do parto em Sorocaba e protagonizaram a chegada de seus filhos.


São 12 fotos com partos domiciliares, hospitalares e em casa de parto, pessoais e das fotógrafas Fabi Ribeiro, Kelly Stein e Sam Golob.

O valor de cada calendário de parede é R$10,00 e todo o valor é revertido para o grupo, sem fins lucrativos.

Para saber mais: ishtarsorocaba.blogspot.com - espacoishtarsorocaba@gmail.com ou (15)9707-4707 / (15)9118-6628.

Para quem está em Sorocaba, os exemplares podem ser retirados no Bem Gerar (www.bemgerar.com) ou podem ser estreguem a domicílio sem custo adicional. Para demais localidades, o grupo envia por correio, com frete por conta do comprador.

Nesta segunda-feira divulgamos o sorteio do calendário!

Tantantantannn...

Quem será?!?!

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E, quem leva p/ casa é Thaís Laurindo!!!


Entraremos em contato pela nossa página, e o Ishtar Sorocaba, c/ Carla Arruda enviará pelos Correios!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Parteira tradicional Suely Carvalho realiza vivências p/ gestantes em São Paulo, capital

A parteira tradicional Suely Carvalho realiza hoje, na Casa Jaya, pelo Mulheres da Terra, e Núcleo da Vida um encontro sobre "O primeiro direito do ser humano: nascer bem", das 19h30 às 22 horas!


E, neste sábado orienta uma vivência, em Vargem Grande, a 40 Km de São Paulo, o Oráculo do Nascimento -

Direcionado a gestantes, interessados em geral e profissionais da área, esta vivência, conduzida com base na Tradição das Parteiras, trata do nosso nascimento, o início de um grande ciclo, uma história, que ficou sobre nossa existência intra-uterina e a forma como fomos recebidos nessa Terra. 


Um convite a mergulhar na ancestralidade que é presente, partilha das experiências da gestação, parto e pós-parto que nos mostram os sinais. Olhando para trás reconhecemos onde estamos, facilidade e desafios como instrumentos nessa vida.

Investimento: R$140,00 - inclui alimentação e hospedagem

Mínimo de 10 e máximo de 20 participantes.

Inscrições até 30 de Agosto - Com Gisele Ross, pelo email giseleross@gmail.com

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