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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parto no Brasil entrevista Janet Balaskas - Abril de 2011

Com imensa satisfação que publico a entrevista inédita que a educadora perinatal inglesa, Janet Balaskas, cedeu ao Blog Parto no Brasil em Curitiba, PR, no dia 17 de abril, na Formação Profissional em Parto Ativo, pelo Espaço Aobä.
Um domingo inesquecível que com certeza ficará na memória ao ver aqueles lindos olhos verdes tão expressivos daquela incrível mulher que clamou que nós mulheres precisamos de parteiras! A entrevistadora aqui (rs) não se conteve e confirmou: "Simmm!!!".
Confiram abaixo!
(re)Leiam também outros posts sobre Janet:
Anotações da Formação Profissional em Parto Ativo, c/ Janet Balaskas;
Parto Ativo: a História e a Filosofia de uma Revolução;
Manifesto pelo Parto Ativo, por Janet Balaskas.
Baixe partes de Parto Ativo: guia prático para o parto natural - aqui! Ou adquira em nossa Loja Virtual - aqui!
PARTO NO BRASIL Já falamos do Parto Ativo e do teu trabalho no Blog Parto no Brasil, e eu queria que você contasse p/ nós como que o Parto Ativo é mais do que uma aplicação do Yoga na gestação e posturas verticais no trabalho de parto/parto, mas sim uma filosofia, um novo paradigma de atenção obstétrica?
JANET R: É fisiológico p/ a mulher que ela tenha liberdade de se movimentar durante o trabalho de parto e parto, e que ela tenha um ambiente onde ela possa ter o parto de forma fácil e de forma natural, mesmo que a princípio seja uma questão de se manter vertical, a diferença entre ficar em uma postura vertical e ficar deitada, é que deitada a mulher fica passiva e ela perde o poder. Ela está vulnerável às intervenções das outras pessoas. Ela perde a privacidade e a sua dignidade. Ela também perde muitas vantagens, como por exemplo, melhor fluxo sanguíneo do bebê p/ a placenta, mais possibilidades do seu corpo se abrir, e todo o processo do parto é mais fácil quando a mulher pode seguir seus próprios instintos. Quando a mulher segue seus próprios instintos ela sabe exatamente como parir seu bebê. Esse é um conhecimento instintivo de todas as mulheres, que todas as fêmeas de mamíferos tem. O bebê também tem reflexos inatos, ele sabe como nascer, e, eu sempre falo p/ as mães que o corpo delas foi perfeitamente desenhado p/ darem conta de parir um bebê. O corpo foi perfeitamente desenhado p/ conceber o bebê e nutrir o bebê na gravidez, assim como dar à luz e nutrir o bebê depois. Isso é algo que as mulheres sabem fazer, então o Parto Ativo reconecta a mulher c/ suas habilidades instintivas de ser mãe e de dar à luz. Porque quando tem intervenções médicas desnecessárias, essa cadeia de eventos fisiológicos fica interrompida. É um desenho da natureza muito delicado, e envolve uma liberação hormonal especial, e quando nós usamos uma intervenção médica sem ter a necessidade real inibimos a liberação desses hormônios naturais. Quando uma mulher está assustada, ou ela está ansiosa, também a liberação desses hormônios fica inibida. Então, o objetivo principal do Yoga no Parto Ativo é permitir que as mulheres possam relaxar e liberar medo e ansiedade, que elas acreditem mais na capacidade de dar à luz, daí elas querem que este evento aconteça, porque vai ser uma das experiências mais maravilhosas da vida delas. E, foi assim que a natureza desenhou o parto, é um momento importante na vida da mulher, um momento de desenvolvimento, e é o nascimento de uma criança. Nós não deveríamos deixar isso ser levado, tirado de nós e de nossos bebês, ainda mais porque o Parto Ativo é mais fácil e mais seguro, e ele é totalmente baseado em estudos e evidências de que é assim mesmo que deveria ser. È preciso achar um novo equilíbrio, onde a maioria das mulheres que estão saudáveis possa dar à luz de forma natural e normal, no ambiente certo, onde a ajuda obstétrica está lá para os casos mais difíceis, quando realmente é necessário. A natureza não é perfeita, nós precisamos da Obstetrícia moderna, e nós precisamos de obstetras competentes, mas não p/ o parto normal, p/ o parto normal nós precisamos de parteiras!
PARTO NO BRASIL Como esse modelo de Parto Ativo poderia ser aplicado como uma Política Pública num País como o nosso, com elevadas taxas de cesárea, que correu o risco agora de perder o curso de Obstetrícia, o único do País, da USP, e como que esse modelo poderia ser transformado p/ todas, porque hoje ainda é p/ poucas, ainda é elitista, p/ quem tem aquisição, p/ quem tem acesso a informação, enquanto a maioria da população fica a deriva?
JANET R: Eu acho que as parteiras e as mulheres tinham que protestar muito contra o fechamento desse curso, porque esse movimento deveria incluir treinamento das parteiras, condições e locais p/ o Parto Ativo acontecer. Eu acho que as mulheres devem ser educadas a respeito disso e que elas devem mesmo exigir essas mudanças nos hospitais públicos. Trinta anos atrás era assim também no Reino Unido, nós fomos p/ as ruas, nós tínhamos passeata, nós fizemos conferências, nós insistimos nos nossos direitos de fato. Isso não é um método, ou uma técnica, esse é o modo com que as mães humanas devem dar à luz, o modo como elas foram desenhadas p/ dar à luz. E vem acontecendo assim há milhões de anos, no mundo todo, c/ todas as culturas, em todos os países, é universal, global, basicamente é a verdade! Então, até que nós tenhamos o Parto Ativo possível p/ todas as mulheres existe um abuso do direito do parto natural, e é preciso encontrar um novo equilíbrio entre a Natureza e a Ciência, de modo que os dois possam nos servir, em nossa Humanidade.
PARTO NO BRASIL Qual é a sua expectativa nos eventos em São Paulo, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e no workshop no dia seguinte?
JANET R: Estou super empolgada p/ ir p/ São Paulo, e empolgada p/ ajudar o curso de Obstetrícia da USP, porque é muito importante que as mulheres tenham parteiras que sejam comprometidas c/ o trabalho, que sejam apaixonadas pelo trabalho, que acreditem e que confiem no poder das mulheres de dar à luz! È muito importante que existam parteiras, esse curso não pode fechar! Estou louca p/ conhecer essas pessoas, pois em São Paulo tem pessoas muito ativas e participantes. Também estou muito feliz pelo workshop profissional em Curitiba, onde encontrei pessoas do Brasil todo super comprometidas e que conhecem muito e que trabalham muito pela melhoria das condições de nascimento no Brasil, então estou muito feliz de estar aqui!
PARTO NO BRASIL E, nós também!!!

* Tradução de Talia Gevard.
Foto de Mario Lima - Talia, Janet e eu após a deliciosa prosa!

sábado, 23 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Anotações da Formação Profissional em Parto Ativo, c/ Janet Balaskas

Hoje compartilho minhas anotações pessoais colhidas durante os três maravilhosos dias que passei ao lado de 30 mulheres e Janet Balaskas, que nos privilegiou c/ tantas e ricas informações acerca do Parto Ativo. Nesta vivência além de conhecermos diversas posturas verticais que auxiliam na dor durante o trabalho de parto/parto, c/ o uso da bola Suiça, também tivemos momentos de relaxamento e respiração c/ o Yoga aplicado à gestantes, no Active Birth Centre, em Londres, além de refeições vegetarianas indianas saboreadas na Associação de Yoga do Paraná (AYPAR), onde tivemos a formação, organizada pelo Espaço Aobä, em Curitiba/PR.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM PARTO ATIVO - MÓDULO I
De 15-17 Abril de 2011 - Espaço Aobä – Curitiba/PR
Janet Balaskas - Educadora Perinatal, fundadora do Active Birth Centre, em Londres e do Parto Ativo, tendo dado aulas de preparação p/ o parto há 25 anos. Também trabalha na Hungria.
Tradução: Talia Gevard.Itálico
Dia 15
Anos 70 – Inglaterra:
Início do Movimento pelo Parto Ativo, c/ passeatas e mulheres nas ruas exigindo o direito de parir c/ dignidade e respeito.
O controle ativo do trabalho de parto/parto era uma práxis do modelo obstétrico britânico, c/ indução, monitoramento eletrônico, uso de analgesia c/ peridural e cesárea, em última instância, sendo uma das características do mundo civilizado, que extinguiu o ofício das parteiras c/ a medicalização do corpo feminino.
A obstetrícia era responsável por diagnosticar problemas e salvar vidas, especialmente c/ a cesárea moderna, porém, ao invés de ter sido um modo alternativo de parto, passou a ser realizada corriqueiramente e aplicada a todas às gestantes, o que culminou na “Cultura do Medo”, atrapalhando o processo natural do nascimento.
Na mão dos profissionais em posição deitada (litotomia), a gestante fica a mercê desse modelo obstétrico, nesta medida o Parto Ativo é uma mudança de paradigma, não só nas posições, mas uma reconquista da privacidade, liberdade e controle do corpo feminino, tendo o parto como processo fisiológico e a mulher como um mamífero.
Com a medicalização do parto, quais os resultados que vemos?
Aumento das complicações e intervenções c/ o aumento da taxa de cesáreas, o que nos demonstra uma falha da Medicina, não cumprindo seu papel.
E, como o Parto Ativo deveria ser p/ uma gestante de baixo risco?
C/ 80% de chances de ter um parto vaginal.
Mas, porque ter um bebê naturalmente? O que é o Parto Ativo? Como os bebês nasciam ao longo da História, nas mais diversas culturas?
Este é nosso ponto de partida.
Imagens de mulheres em posições verticais foram vistas pela autora em um museu em Londres, o que demonstra um comportamento universal e instintivo, presente nos genes e apreendido pelas gerações, c/ a interferência da Cultura. No entanto, o saber popular foi suplantado pelo saber médico e a Ciência.
A sabedoria feminina contribuiu ao longo da História, e nos últimos 30/40 anos pesquisas demonstram como tais práticas são benéficas, c/ a redução de medicamentos alopáticos e menores taxas de cesárea.
Anos 80 – Inglaterra:
Manifesto pelo Parto Ativo, baseado em evidências científicas – (http://partonobrasil.blogspot.com/2011/04/manifesto-pelo-parto-ativo-por-janet.html)
Os benefícios do Parto Ativo:
Sacro/cóccix – Pélvis feminina perfeita p/ o parto.
O sacro tem inúmeros nervos que massageados durante o trabalho de parto contribuem na redução da dor, além disso, a relaxina e a progesterona são hormônios que amolecem a pélvis, que se alarga cerca de dois cm.
Os ossos do crânio do bebê se acomodam na pélvis, que alargada, c/ o sacro mais móvel, dá a possibilidade da cabeça do bebê se encaixar; o sacro se levanta e se abre, um design e uma fisiologia perfeita!
A pélvis se abre de frente para trás – 1/3 a mais do que na posição deitada (supina).
Alterar a posição p/ vertical já é uma transformação!
Parto Ativo= mais espaço p/ o bebê
A pélvis se assemelha a um funil (analogia). A gravidade é uma força poderosa!
Parto Ativo= gravidade
O útero:
Como funciona o útero?
Nas contrações o útero vai p/ frente. O suplemento de sangue vai p/ o útero, placenta e bebê.
No fim da gravidez, a barriga tem um peso aproximado de 10-15 kg. De costas, todo esse peso pressiona os vasos sanguíneos – veio aorta/cava, acarretando a falta de oxigenação p/ o bebê – sofrimento fetal/cesárea.
Na posição vertical e c/ o corpo p/ frente o útero também vem p/ a frente e c/ práticas simples, como a Yoga na gravidez, os benefícios são imensos.
Posição de quatro apoios:
Como os médicos ignoram isso? Faz uso de peridural, diminuindo a oxigenação p/ o útero.
Com indução e anestesia o Parto Ativo pode também ser empregado, sendo mais seguro p/ o útero trabalhar, p/ o bebê descer e nascer.
O bebê não é passivo no trabalho de parto/parto – reflexos inatos, e realiza uma grande jornada, senão a maior delas, p/ nascer.
O bebê precisa de sua mãe!
O oxigênio dá forças p/ o bebê nascer.
A pélvis tem um diâmetro maior na entrada, de um lado ao outro. O maior diâmetro da cabeça do bebê encaixa na pélvis.
A chegada no assoalho pélvico – Músculos curvos; a rotação do bebê é de 90 graus (restituição), isso quando ele está c/ seu dorso voltado p/ o abdômen da mãe, preferencialmente à esquerda, mas qdo ele está em posição posterior, c/ suas costas voltada p/ as costas da mãe, ele precisa fazer duas rotações de 90 graus, característica de partos demorados, pressão anal e dor no sacro, ao invés de na pélvis. A explicação p/ esta posição posterior do bebê são os hábitos de vida e postura da mãe.
Ao longo da coluna e cabeça – parte mais pesada do bebê.
Posturas:
No fim da gestação é indicado às gestantes posições eretas, c/ a pélvis mais alta que os joelhos ou c/ o corpo p/ frente p/ ajudar o bebê a se posicionar.
O uso da bola de Pilates no pré-natal e no trabalho de parto – Posições.
O papel do acompanhante no trabalho de parto é oferecer apoio à gestante, pois o parto é um processo.
Assim, é benéfico trabalhar o Parto Ativo ao longo da gestação, c/ a Yoga para gestante, a partir da 16ª. semana, por exemplo.
Janet não gosta da denominação “fases” p/ o trabalho de parto/parto, pois a experiência é contínua.
1. Pré trabalho de parto > “Aquecendo”
Os hormônios se preparam p/ o parto – Ocitocina e endorfina, que aumentam no fim da gestação.
A mulher, nesse período, deve descansar, pois tais hormônios começam sua atuação no fim da gestação. A palavra é relaxar!
Nas últimas três/quatro semanas da gestação é iniciado o preparo p/ o trabalho de parto pelo próprio corpo. O pulmão do bebê começa a “amadurecer”, se expandindo, expelindo o fluído no líquido amniótico, que é aderido pela mãe até chegar ao cérebro materno, ativando a ocitocina – conexão.
Ansiedade, medo e stress dificultam o processo do trabalho de parto.
O colo uterino produz prostaglandina, que deixa macia a sua parte baixa.
2. “Amaciamento”
Colo do útero macio, contrações e afinamento desse colo.
* Janet não utiliza a expressão “contração”, e sim “ondas” (waves).
3. “Afinando” – Raiz do parto
Colo dilatado – 0-10 cm. O bebê desce, suas orelhas alcançam à pélvis e ajuda a abrir o colo do útero; c/ o bebê alto o colo tem dificuldade p/ abrir.
4. “Abertura”
Confiar no instinto durante a gestação.
5. “Completude”
Transição – Parto – Placenta
Reflexo de puxo do útero muito forte – retraí e empurra.
Na 1ª. hora até às quatro horas após o parto – Vínculo e amamentação.
Os Hormônios:
Janet cita Michel Odent que menciona o coquetel de hormônios produzidos durante o trabalho de parto/parto, como a ocitocina, produzida no hipotálamo, uma glândula situada atrás da cabeça.
Há um contínuo de ocitocina durante o trabalho de parto até a expulsão da placenta – Extraordinária produção. Através de pulsos chega até o útero da mulher, pela corrente sanguínea.
O ritmo do trabalho de parto é contração – descanso, como um ciclo.
A ação muscular do útero é Contração – Parto – Expulsão da placenta, c/ um pico de produção de ocitocina, que também está presente no orgasmo feminino e masculino, e na ejeção do leite, chamada por Odent como o “Hormônio do Amor”.
O processo do parto tem um efeito neurológico no cérebro, produzindo um comportamento maternal. A adrenalina inibe a ação da ocitocina.
Ansiedade, medo, ser observada estimulam o néocortex e inibem a produção de ocitocina. Proteção, silêncio, falta de estímulo, ambiente aquecido tornam o parto mais rápido, pois facilitam a liberação desse hormônio tímido.
Dar à luz envolve reflexos primitivos/animais, tal como quando se faz amor e ou se tem orgasmos – É necessário esquecer do mundo e deixar fluir, uma total entrega.
Privacidade e ambiente suave – Quente, escuro, isolado. Nada pode atrapalhar a atuação da ocitocina. As mulheres podem parir por elas mesmas, em um estado calmo, adormecido, introspectivo, em transe, c/ concentração e foco. A ocitocina dá alívio à dor, enviando ao sistema nervoso sinais, cujo efeito é a diminuição dessa sensação dolorosa.
Endorfina – Produzida na parte da frente da glândula pituitária, ao passo que a ocitocina na parte de trás dessa mesma glândula.
OCITOCINA – ENDORFINA > Química natural em nosso próprio corpo
Em todo o processo de nascimento mãe/bebê recebem altos níveis desses hormônios, estimulando o comportamento maternal e a liberação de prolactina, que produz o leite materno. A produção de ocitocina é contínua após o parto, nascimento e no contato c/ o bebê, assim, para a mulher passar por essa experiência é ir muito além da dor.
Os bebês nascem sem chorar, ficam c/ os olhos abertos, prontos, formando um grande vínculo.
Na Inglaterra, após 40 semanas, as gestantes são induzidas e as taxas de cesárea estão crescendo cada vez mais.
Terapias complementares p/ acelerar e entrar em trabalho de parto contribui e muito, como a Reflexologia, uso de Mocha, Acupuntura etc.
O corpo sabe à hora de nascer e o bebê também!
A gestante precisa relaxar e se ela souber a fisiologia de seu corpo terá confiança, mas como ajudá-la? A ansiedade não é um estado natural de uma gestante. Falta compreensão da fisiologia do parto.
Parto & Sexo – Condição médica nos dias atuais.
A preparação durante a gestação deve ser holística, e contribui p/ reduzir a ansiedade.
Janet se encontra uma vez por semana c/ suas gestantes no Active Birth Centre, por duas horas p/ praticar Yoga p/ o parto ativo, sendo que é a partir da 16ª. semana que as grávidas iniciam os exercícios, geralmente. Essas aulas são mistas, c/ gestantes em todas as semanas, onde há uma troca neste processo educativo. No grupo de grávidas todas trocam e aprendem, compartilham suas experiências, tomam chá; uma vez por mês também há um encontro c/ a presença dos pais. Doulas e obstetrizes presentes no grupo se apresentam às gestantes.
Ações Afirmativas – Afirmações (programar a mente):
MEU CORPO SABE PARIR
MEU BEBÊ SABE COMO NASCER
MEU BEBÊ SABE QUANDO NASCER
MEU BEBÊ ESTÁ DESCENDO
MEU BEBÊ ESTÁ DESCENDO FACILMENTE E C/ SUAVIDADE
MEU CORPO ESTÁ SE ABRINDO
O corpo grávido após as afirmações fica mais confortável e feliz! Este trabalho de suporte é um antídoto.
Na Inglaterra as opções de assistência neonatal são: Serviço Nacional de Saúde, c/ Parto Domiciliar c/ duas obstetrizes, que recebem treinamentos extras para PD, um supervisor fica no hospital e conversa c/ as parteiras por telefone, quando necessário. Também há a possibilidade de transferência, caso necessite. Além dessa opção também existem os Centros de Parto, para partos c/ baixo risco c/ obstetrizes, s/ epidural, c/ banheiras, em um trabalho de equipe. Por fim, pode-se parir no hospital ou contratar obstetrizes particulares. Fruto do resultado de três décadas de mobilização, campanhas e trabalho direto c/ as mulheres p/ se alcançar tais práticas, mesmo assim ainda existem problemas, como falta de recurso e de obstetrizes, sendo que apenas de 15 a 20 % das mulheres britânicas tem um parto ativo.
Ocitocina sintética – Efeito nos músculos, mas não no vínculo e na produção de endorfina, levando ao aumento do sofrimento fetal e, por fim, de cesáreas > Cascatas de intervenções.
Realizar movimentos em espiral durante o trabalho de parto e parto tem uma relação c/ a energia do Universo; entregar-se conscientemente e perceber a sexualidade no parto dá a mulher o controle da situação. Bebês que nascem c/ respeito tem uma inteligência inigualável!
Parto> Processo de coragem e de autodescoberta
* A Inglaterra é um dos Países europeus pioneiros no parto na água.
Dia 16
O local do trabalho de parto:
Chão – Tapetes, lugar limpo, c/ lençóis que possam ser higienizados facilmente.
A mulher precisa manter sua energia, dormir, comer, beber água p/ ficar hidratada e ficar relaxada. Descansar do lado esquerdo. Ter apoio e segurança. Tentar dormir. Ter uma doula. Ter ajuda c/ os outros filhos.
Posições verticais durante as contrações (“waves” – ondas). Suavidade nos movimentos, respiração abdominal. Entre as “ondas” a gestante descansa na bola suíça c/ uma toalha na bola.
O trabalho de parto fica cada vez mais profundo e o Yoga é uma ferramenta muito importante p/ meditação, respiração e relaxamento, também importantes p/ a gestante passar por este momento.
Na Inglaterra os Centros de Parto indicam p/ às gestantes ficarem em casa até as “ondas” ficarem ritmadas e padronizadas, em torno de quatro a quatro minutos.
Janet nos mostra uma foto de um iceberg, c/ a maior parte dele submersa pela água, e faz uma analogia ao útero – Educação através de uma nova linguagem c/ a mulher em trabalho de parto, se necessidade de ser medicalizada.
O uso da bola suíça p/ relaxamento e respiração – Um pouco antes da “onda” chegar à gestante relaxa e respira; no topo da “onda” ela estará preparada e focada na respiração, que deve ser intensa nesse pico. O bebê oxigenado tem energia p/ o parto. A mulher deve se concentrar no pico da “onda” – A “Zona”/Partolândia. A mulher deve ficar entregue, em transe, trabalhando junto c/ a energia do parto.
Em quatro apoios – Posição muito relaxada p/ o final do trabalho de parto, c/ “ondas” rápidas, estando à mulher aterrada ao chão, c/ a mandíbula solta e a boca aberta; os sons vem de dentro, não da garganta, são guturais e naturais. C/ a cabeça mais baixa que a pelve o parto fica mais rápido no expulsivo, além de contribuir p/ o bebê mudar de posição – Janet nos mostra uma imagem de um urso polar nessa posição (analogia).
Bebê em posição c/ as costas na coluna da mãe, ocasionando dor nas costas na gestante e pressão no ânus – No início do trabalho de parto usa-se essa postura de quatro apoios, ao invés de posições verticais.
Acupuntura, Hipnose, Reflexologia e exercícios p/ auxiliar a mudança de postura do bebê.
No Centro de Parto Ativo há uma clínica de Terapias Complementares, em Londres.
Exercícios na parede p/ virar o bebê pélvico – deitada de costas, pés na parede, almofada embaixo; posição urso polar.
Pulsatilla – Homeopatia tomada em dose alta, uma única vez, contribui p/ mudança; caminhar uma hora por dia devagar, Acupuntura.
Liberar os medos – Psicoterapia.
Trabalho individual c/ a gestante.
34 semanas – Evitar o cócoras qdo o bebê está sentado.
Preparar a gestante p/ a cesárea, p/ evitar desapontamento. O bebê vem 1º. Não idealizar o parto ativo. O bebê recebe mensagens da mãe constantemente. Acolher a mulher grávida, dar carinho e atenção.
Sobre versão externa – As parteiras tradicionais relaxam muito a gestante p/ a prática, algumas inclusive tomam uma dose de bebida alcoólica e oferecem à gestante. Janet não gosta desta técnica, pois é preciso ter muita delicadeza, p/ não ser agressiva.
O útero:
Como é seu funcionamento? Ação involuntária – reflexo.
- Fibras longitudinais que trabalham na parte superior no trabalho de parto, provocando a descida do bebê;
- Fibras oblíquas que se cruzam; presença de muitas veias, muito sangue;
- Fibras concentradas na parte baixa do útero, elípticas.
Não é necessário fazer força, mas a ação já está impregnada no inconsciente das mulheres.
O útero sabe como parir o bebê!
A consciência do parto natural está voltando e é por isso que estamos aqui hoje!”. Janet Balaskas
No Reino Unido as obstetrizes usam o Partograma.
Piscinas de parto – 75% dos hospitais ingleses tem piscinas p/ o parto.
* www.activebirth.com
Usar a piscina reduz a taxa de peridural e cesárea, baseado em muitas pesquisas, assim os hospitais aderiram por questões econômicas.
O uso da água no trabalho de parto/parto - A mulher não deve entrar na água no início do trabalho de parto; aguardar os cinco/seis dedos de dilatação. Água em temperatura pouco abaixo da temperatura ambiente, se necessário ver c/ um termômetro, de 32 a 36 graus. P/ o parto, de 35 a 36, em Países quentes. O bebê tem um grau a menos que a mãe.
O que se atentar em um parto na água:
- Qdo entrar?
- Temperatura
- Profundidade da água – água até o peito, c/ os ombros expostos. Em duas/três horas a dilatação total deve ser atingida p/ parir, se isso não acontecer, ou o trabalho de parto ficar lento é indicado sair da água.
Não dizer a mulher o que fazer, pois ela é guiada por sua intuição. O ambiente favorável contribui p/ isso. Dar sugestões, mas não prescrições; não criar regras e dar liberdade.
Odent diz que a água tem efeito sobre a ocitocina – redução.
Não ter a fantasia de parir na água, pois é preciso condições que só serão conferidas durante o parto.
Teste da piscina – “Água e Sexualidade”, Michel Odent.
Reflexo de mergulho – O bebê tem a laringe fechada e não respira pelo nariz nesse momento. O estímulo é dado quando ele sai da água e o ar toca seu rosto. Tempo do corte do cordão – Não há motivo p/ cortar o cordão umbilical antes da saída da placenta. A razão de cortar o cordão apressadamente é que após a saída do bebê é introduzida ocitocina sintética p/ dequitação da placenta, que é manual e controlada pelo médico.
“Completude”-Parto – Cabeça do bebê no assoalho pélvico – “Medo fisiológico”.
Primeiro vem o cocozinho, depois o bebezinho!”. Ina May
Dia 17
No 3º. trimestre de gestação – Relaxamento e respiração; habilidade p/ relaxar e estar calma, trabalhar o medo.
Posição de relaxamento p/ o fim da gestação – Deitar do lado esquerdo p/ o bebê ter suprimento de oxigênio. Encorajar o bebê a ficar na posição esquerda.
Muito dos problemas da amamentação começam c/ o uso de medicamentos durante o parto, como a ocitocina sintética e a peridural, que dão um efeito combinado no bebê. É muito importante encontrar formas holísticas p/ empoderar a mulher, s/ o uso de alopáticos.
As características da “Completude”:
Na 1ª. parte do trabalho de parto a adrenalina é ausente, pois está inibida, mas uma vez completa a dilatação a mãe tem uma descarga desse hormônio, mas o que produz esse efeito? Segundo Odent o “medo fisiológico”.
O último dos quatro partos de Janet foi assistido por Odent em casa, c/ uso de piscina p/ o parto, porém como o mesmo teve uma parada de progressão, o obstetra pediu q ela saísse da água. Em poucos minutos sua filha caçula nasceu! Três anos antes Janet tinha tido uma cirurgia de fibrose no útero, tinha já 42 anos, e o bebê pesava mais de cinco quilos, mesmo assim, não teve nenhuma laceração.
Parecia que eu dirigia uma Ferrari, s/ freio!”. Michel Odent
Não ter durante o trabalho de parto e parto pessoas ansiosas por perto. As obstetrizes precisam estar conscientes do silêncio e privacidade. O principal equipamento é a mudança de consciência. Ensinar a mulher a se soltar, e no parto em si só é preciso esperar!
A importância da respiração, do movimento da pélvis. No parto ativo é necessário espaço p/ se movimentar, inclusive na água/piscina.
Quando ter o parto na água?
- Se os batimentos cardíacos do bebê estiver ok;
- Se a mulher quiser;
- Gemelares e pélvicos são contra indicados na água;
O ponto é que condições as mulheres precisam p/ produzir os seus hormônios naturais.
Quando o bebê está de ombros presos – Posição em pé, c/ um joelho no chão. Duas outras pessoas fazem pressão no quadril p/ abri-lo.
O índice de morte materna/neonatal por cesárea é de 55%, segundo estudos científicos.
É sobre liberdade que a gente fala!”. Janet Balaskas
Hands off!” – Sem as mãos, mas a postos.
O futuro começa c/ um pequeno passo!”. Janet Balaskas

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Sopre Rudá para mim"

Um dos muitos momentos emocionantes que vivemos na formação em Parto Ativo c/ Janet Balaskas, em Curitiba/PR, pelo Espaço Aobä foi o relato dos três partos de Luciana e Mario Lima, gestores da organização e coordenadores do evento.
A convite de Janet, Mario foi nos contar sua experiência como acompanhante nos três partos de sua esposa Luciana, c/ a vinda de Rudá, Serena e Aysso, o caçula nascido no Brasil, já que as duas outras crianças nasceram na França.

Foi realmente lindo! A mulherada se derreteu em lágrimas!
Abaixo publico o relato do 1o. dos três partos domiciliares do casal! Para ler os outros acessem - http://aobabebe.blogspot.com/2010/03/relato-de-parto-domiciliar-serena.html; http://aobabebe.blogspot.com/search?updated-max=2010-03-08T10%3A00%3A00-03%3A00&max-results=2.
Rudá – 13/12/05

Foi em uma consulta de rotina ao médico ginecologista que soube que todo o cansaço e fome que estava sentindo ultimamente podia ser uma gravidez.
Fiquei um pouco confusa com a novidade, pois a partir daquele momento já era uma certeza. Fui logo fazer o exame de sangue. Contei apenas para a minha irmã que já ficou bastante feliz com a possibilidade.
Me sentia sensível. Fui buscar o teste sozinha, um pouco antes de fechar o laboratório. Fui até o carro para abri-lo, hesitei alguns instantes...
Estava escrito “compatível”!? Eu voltei ao laboratório e perguntei para a moça da recepção o que queria dizer “compatível”, ela explicou que queria dizer compatível com gravidez!!! Fiquei eufórica, e já chorava com um grande sorriso no rosto, uma grande confusão no coração. Esperava ler no teste: Parabéns você vai ser mamãe!!! Seja muito feliz!
Liguei imediatamente para o Mário que já estava dormindo na nossa casa em Paris. Não consegui esperar para dar a notícia de uma forma mais bonita. Logo que ouvi a sua voz, já fui dizendo: Você vai ser papai, estou grávida, a culpa não foi minha, estou tão contente... do outro lado um silêncio! Acho que ele não entendeu muito bem. Repeti várias vezes entre choros e risos que íamos ser pais! Desliguei pensando que ele iria voltar a dormir e liguei para minha irmã, que estava impaciente a espera da notícia.
Quando anunciei o resultado senti seu coração batendo de alegria. Pedi que guardasse segredo até a hora de eu chegar, pois ia encontrar com as minhas amigas antes.
Eu, a De, a Ju, a Bia, a Ana e a Gel, lá na Casa di Bel, comendo muita besteira, caldo de feijão, frango a passarinho, brigadeiro na panela, eu só no suquinho de fruta acompanhada pela Ju. Tudo normal até a hora que eu perguntei se elas sabiam ler o que dizia o teste. A tal da “compatibilidade” fez muito feliz minhas amigas aquela noite, que desde então torciam por mim e pelo meu filho. E com toda alegria já começavam a surgir várias questões sem resposta. Muita angústia! No meio de nossas fofocas, toca o telefone e ouço minha mãe soluçando do outro lado. Ela me pergunta: É verdade? Eu vou ser avó?? Por que você não me contou? Nesse meio tempo o Mário já tinha anunciado a boa nova para toda a sua família que ligou na casa dos meus pais para dar parabéns. Imagina a cara da minha mãe, recebendo os parabéns por ser avó, antes mesmo de saber da novidade!?
Me despedi das minhas amigas e fui para casa. Meu pai estava me esperando no portão com um sorriso tão grande, que não lembro de algum dia tê-lo visto. Me abraçou forte. Já me sentia aérea, como se o mundo fosse uma fumaça de vapor em torno de mim, estava super sensível e não conseguia compreender todas as mudanças de uma só vez. Uma felicidade que embriagava a razão com sentimentos se espalhava por todo o ar. Muito carinho, muitas perguntas, muita certeza.
Fui me deitar com todo o cuidado do mundo, como alguém que carrega um cristal muito valioso nas mãos. Nesse dia demorei a dormir, pois era alguém que ganhou um presente tão maravilhoso e que não quer deixa-lo nenhum instante.
Na hora do banho me fechei em mim mesma para sentir e receber essa graça. Nosso primeiro momento de intimidade. Eu e meu filho formávamos um único ser. Sentia-me como a terra que nutre o grão para que ele brote. Era isso! Dai em diante era esse meu papel, cuidar da terra.
Muita coisa achou sua explicação depois dessa notícia. A fome insaciável, o sono constante, os desejos de comer barreado, bacalhau, os mal estares e os enjôos...
No dia seguinte voltei ao médico que me examinou, presumindo uma gravidez de oito semanas.
Pediu que eu fizesse uma ecografia.
Momento mágico! O barulho de um pequeno coração que bate como as asas de um beija-flor. Foi uma breve visita que fiz ao nosso filho que crescia no meu ventre e já demonstrava toda saúde e vitalidade.
Já dizia aos outros que era o meu filho, um menino lindo! As pessoas sempre a fazer perguntas que não tinha vontade de responder, pois uma mágica, quando mostramos como ela funciona já não tem graça!
No segundo dia que nosso bebê já estava presente nas nossas vidas, o Mário me mandou um e-mail com uma lista de nomes, de meninos e de meninas, respondi qual eu tinha gostado ao mesmo tempo em que ele, a partir de então nosso filho chamava-se Rudá e todos da família já sabiam a origem e o significado do seu nome. Certeza!
Voltei para Paris com a intenção de dar à luz em Curitiba. Não sabia como funcionavam as coisas em Paris e não sabia muito bem por onde começar, ao contrário, no Brasil já tinha o médico que me acompanhava há bastante tempo e todo o conforto dos familiares. Mas ao regressar, foi conversando com uma amiga, que muito naturalmente, me perguntou se eu sabia que podia parir em casa? Certeza! Me pareceu tão lógico! Já vim dizendo ao Mário que iria dar à luz ao nosso filho em casa. Ele nunca me disse o que pensou de verdade, mas me apoiou desde o início e disse que faríamos o que fosse melhor para mim.
Foi então que a Olivia me mandou uma lista de telefones de sage-femmes (parteiras). Liguei para duas delas, e com a primeira consegui marcar consulta para o mesmo dia, mas ela já não fazia mais partos em casa, então liguei para a Françoise Bardes, que me atendeu e já pudemos conversar um pouco. Marcamos a consulta para dali alguns dias. O Mário foi comigo. Foi bem diferente de uma consulta médica, foi como uma conversa bastante íntima, onde ela nos perguntava coisas que nos faziam realmente refletir sobre a nossa decisão. Quando saímos do seu consultório tínhamos de novo mais uma certeza, que seria ela que iria nos acompanhar e nos ajudar à dar a luz ao nosso filho.
A gravidez se passava tranqüilamente. Sentia um movimento enorme em meu interior. Uma ansiedade ao mesmo tempo que uma profunda paz no coração.
Comecei então a organizar a bagunça! Tinha muita coisa na casa que precisávamos arrumar, já que receberíamos nosso filho nesse lugar tão sagrado para nós. Foi uma prova, diria mesmo uma batalha entre o que eu gostaria de fazer e o que dava para fazer. Entre convencer o Mário a fazer e fazer! Nem eu acreditava que podia ser tão organizada.
Troca armário, faz a cozinha, caminha, joga fora muita coisa... A famosa máquina de lavar roupa! Nossos amigos ajudaram bastante, a bricolar, a montar e desmontar armários, a ouvir nossas descobertas!
A reforma também teve que ser feita também “na minha casa”. Tive que fazer uma faxina nos meus sentimentos, nas minhas memórias de infância, na minha criança. Com a decisão de receber nosso filho na nossa casa, fui à luta da consciência necessária para executar esse projeto. Natação, yoga, terapia, muita leitura. Não gostava muito de falar com as pessoas a respeito da minha decisão e muitas vezes nem de ouvi-las, preferia ouvir o que me dizia meu filho e tudo que sentia dentro de mim parecia mais importante.
Senti-me mais estrangeira do que nunca. Quando contávamos do nosso projeto, os franceses perguntavam se era normal no Brasil, e no Brasil perguntavam se era normal na França. Além de ser vista mais ainda como uma estrangeira, muitas vezes considerada como irresponsável, por não prever os “riscos”. Era um sentimento paradoxal, pois sabia que em casa eu já não corria risco de episiotomia, nem de infecção hospitalar e muito menos de erro médico. Sem contar a falta de respeito que existe com os bebês no momento do nascimento. Injeções, aspirações, exames desnecessários...
Sabia que o meu parto estava se construindo a cada momento da minha gravidez e que se tudo estivesse indo bem, não tinha nenhum motivo para que não desse certo na hora h.
Aprendemos a fazer haptonomia e já com 3 meses sentíamos o bebê mexendo na minha barriga, ficávamos impressionados com a rapidez com que ele nos respondia. Nossa intimidade foi crescendo, conversava com ele o tempo todo. Foi nessa época também que compramos um pingente de coração que carregava na altura do umbigo e que emitia um agradável som de água correndo. Sempre que saia de casa levava junto com a gente esse amuleto. Cantava enquanto tomava banho.
Embora nossa vida estivesse um pouco conturbada por problemas materiais, nunca nos deixamos abater. A partir do sétimo mês de gravidez vivi momentos de mais tensão, com a reforma do atelier de pintura do Mario, que ficou quase um mês parada, nos impedindo de poder organizar a casa. Foi um momento bastante difícil para mim, pois estava muito ansiosa e queria muito ver o rostinho do meu filho, por isso me forçava a acreditar que ele viria antes do tempo previsto. Estresses desnecessários, mas inevitáveis.
Conseguimos fazer as principais arrumações antes da minha mãe chegar. A reforma do atelier ainda parada.
Com a mãe perto, não paramos, todo dia eu inventava alguma coisa para resolver. Aproveitava enormemente cada minuto com a vontade de deixar tudo pronto, pois o bebê poderia chegar a qualquer momento.
De repente me vi com “tudo pronto” e o Rudá continuava tranqüilo dando seus chutes na minha barriga. Os dias passaram a ser ainda mais longos. Não sei como minha mãe e o Mário me agüentavam, pois não parava de inventar moda. Eu achava que o bebê nasceria dia primeiro, então deixamos tudo em ordem para esse dia. Chá de fralda, os materiais que a sage-femme ia precisar... Passou dia primeiro sem que nada de diferente acontecesse, então disse que nasceria dia 8. Passou dia 8, passou dia 11, que era a data prevista pela ecografia e nada, nenhum sinal. Só então decidi aproveitar meus últimos momentos de grávida! Acordei com vontade de comer ostras!! Comemos ostras e passamos a tarde no atelier do Mário. Ele estava pintando um quadro comigo grávida, consegui ainda posar alguns instantes, mas estava cansada e com frio. Preferi ficar confortavelmente sentada na poltrona lendo e cochilando. Momento de muita intimidade e conforto.
Fomos dormir depois de alguma cantoria do Mario e da minha mãe.
Na manhã seguinte, acordei cedo com o despertador do Mario que preferiu ficar na cama. Eu fiquei lendo e pensando o que faria durante o dia e decidi que iria comprar uma calça mais confortável para depois que o neném nascesse. Voltei a dormir. O Mario acordou e foi ao banheiro. Acordei e senti um pequeno estouro embaixo da barriga, achei que era a bolsa, mas esperei antes de dizer alguma coisa. Esperei o Mario sair do banheiro, e antes de chegar já sentia a água escorrendo e também a primeira contração. O Mario se preparava para ir trabalhar, quando lhe disse que era para ele ligar para a sage-femme porque a bolsa tinha se rompido. Ele não acreditou muito, perguntou se tinha certeza, então mostrei a água já tendo a segunda contração.
A partir daí, as contrações foram regulares entre 5 minutos.
Acordamos a mãe para levá-la a um hotel. Sabia que a presença dela seria importante depois, mas aquele momento era meu apenas, e ela sabia disso. O Mario a acompanhou. Aproveitei para fazer uma faxina. Passei aspirador, escovei nosso tapete de lã de ovelha e fiz almoço. Nesse meio tempo a sage-femme chegou, trazendo o seu material para medir a freqüência cardíaca do bebê e saber como ele estava suportando as contrações. Eu já tinha 2 centímetros de dilatação e o coração do Rudá batia a 140 por minuto, ele se mexia bastante.
Ela foi embora e nos deixou eu, o Mario e o Rudá. Montamos a banheira e o Mario me ajudou a fazer uns alongamentos e treinamos as posições que me aliviavam um pouco a dor das contrações. Tomei alguns banhos, as contrações foram se intensificando. Às 5 horas da tarde a sage-femme ligou perguntando se ela poderia ir até a casa de outra paciente ou se eu já precisava dela. Eu já sentia muita dor, principalmente nas costas e ficar deitada era insuportável. Então pedi que ela viesse.
Quando ela chegou, utilizamos nossa última alternativa para diminuir a dor, que era a banheira armada no meio da sala. Fiquei ali mais ou menos 4 horas, enquanto o Mario fazia crepe de maisena para eles comerem. Eu já não comia mais nada, estava super concentrada nas contrações e conseguia repousar entre uma e outra, o que deixava o Mario um pouco preocupado, pois pensava que eu estava me entregando. Comecei a sentir muita dor e já não quis mais ficar na água. Fomos para o quarto e a Françoise confirmou que já estava com a dilatação completa. Esses momentos foram mais difíceis, pois o bebê estava demorando para descer e todo mundo estava cansado.
Já de madrugada, uma da manhã, a Françoise sugeriu que fossemos para a maternidade, pois o bebê não estava descendo. Eu fiquei furiosa, nunca pensei que pudesse sentir tanta raiva de alguém! Não queria nunca mais vê-la na minha frente, e foi então que eu levantei para tomar mais uma ducha e nesse momento senti que não agüentava mais andar, acho que o fato de ter levantado ajudou o neném a descer. Então chamei o Mario que me ajudou a sair do banheiro e me segurou de cócoras, e me motivou, pedindo que eu soprasse o nosso bebe para ele, que estava tudo bem e que dali a pouco ele estaria ali conosco, que era apenas para eu ser forte mais um pouco.
As 2:40 da manhã, do dia 13 de dezembro de 2005, no 34, rue de Lappe 75011 em Paris, vimos pela primeira vez o maior presente da nossa vida. Nosso filho amado, que sem muito alarido, cuspiu fora a água do seus pulmões, nos olhou com seus grandes olhos negros, enquanto que o Mario o pegou e o colocou sobre o meu ventre ainda cansado, para que ele sentisse o calor e a segurança do nosso amor. Ele ainda era todo molinho, como uma gelatina. O Mario cortou o cordão, guardamos a placenta para plantá-la sob uma arvore. O Rudá já procurava a teta como um bezerrinho.
Rudá nos transformou em pais!

Luciana Lima
(suspiro)
Quando li esse relato a 1a. vez não acreditava que assim como meu pequeno Rudá tinha vindo ao Mundão em nosso lar, outro, de mesmo nome também! Luciana e eu lutamos por nossos partos, fomos donas de nossos corpos e tivemos uma das mais ricas e únicas experiências femininas, empoderadas! Mães de Rudá`s!
Que outras mulheres possam assumir para si a responsabilidade de seus partos, que possam experimentar essa vivência, que possam parir c/ respeito e amor!

sábado, 16 de abril de 2011

2a. Dia da Formação Profissional em Parto Ativo c/ Janet Balaskas, em Curitiba/PR

Dia lindo e radiante c/ céu azul. Yoga ao ar livre, e muitas mulheres incansáveis bebendo da fonte do Parto Ativo c/ quem fundou muito mais do que técnicas de Yoga para gestantes ou quais posturas essas deveriam assumir para parir. Parto Ativo é uma filosofia, um novo paradigma de atenção à parturiente desde seu pré-natal até o ápice da gestação, o trabalho de parto e parto fundado nos anos 70, no Reino Unido.
Maravilhoso!
Uma grande renovação compartilhada por todas que atuam na área da Saúde da Mulher, entre doulas, enfermeiras obstetras, obstetras, psicólogas, professoras de Yoga, entre outras, que comungam da convicção de que o parto é um processo fisiológico e que fazemos parte desta transformação, tendo em vista o modelo obstétrico atual, repressor da liberdade das mulheres, e de como nós podemos atuar na contramão.
Tempos de mudança!
Abaixo segue a matéria da jornalista Adriana Viera, sobre o evento:
Inglesa traz 30 anos de experiência com gestantes para Curitiba
Profissionais ligadas à saúde da gestante, de vários estados do Brasil, estão reunidas em Curitiba participando do curso de Formação em “Parto Ativo”, com a inglesa Janet Balaskas. Enfermeiras, obstetras, obstetrizes, fisioterapeutas, psicólogas, doulas, instrutoras de Yoga, entre outros já puderam experenciar o primeiro dia de curso com a autora do livro “ Active Birth” e diretora do “Active Birth Centre”, em Londres. Balaskas está no Brasil pela primeira vez à convite do Aobä, espaço dedicado ao encontro e acompanhamento de gestantes e pais, com sede em Curitiba. Há mais de 30 anos trabalhando com gestantes, Janet Balaskas enfatiza a importância da mulher estar presente e ativa em seu parto. Para isso ensina técnicas de Yoga e explica como a mulher pode se conhecer mais e melhor para poder atuar nesse momento tão importante que é o nascimento de seu bebê. Ela traz para esse primeiro curso ministrado no Brasil, toda explanação da fisiologia feminina e do parto, os hormônios que são produzidos durante o trabalho de parto e pós parto, as melhores posturas para se ter um parto ativo e enfatiza a importância do parceiro no conhecimento de todas as mudanças que acontecem com a mulher durante o período da gestação até a hora do parto, “para que ambos estejam juntos nessa jornada”, afirma a inglesa. Um curso imperdível”, afirma a instrutora de Yoga em Salvador, Anne Sobotta. “Janet é a criadora do movimento de parto ativo e foi ela quem iniciou também o trabalho de yoga para gestantes. Vivenciar todo o conteúdo que ela nos ensina em livros agora ao vivo é um aprofundamento único”. Para a instrutora de yoga pré-natal, Ana Paula Malagueta, de São Paulo, o primeiro dia de curso já superou qualquer expectativa. “A maneira como ela explica é direta, objetiva e principalmente inspiradora. Eu estava me programando para ir ‘a Londres fazer o curso com ela, e agora Janet está aqui”. Estamos num momento importante na humanização de parto e nascimento no Brasil e a presença dela vem ajudar nesse movimento”, enfatiza e paulistana. É que Janet Balaskas estará também em São Paulo na próxima semana. Dia 20 de abril, ela irá conhecer a Faculdade de Saúde Pública da USP, às 9h30 onde falará da importância de cada profissional da saúde em benefício das futuras mães e bebês, nesse movimento em prol de um nascimentos melhor, ou seja, do Parto Ativo. Dia 21 de abril, ainda em São Paulo capital, Janet dará palestra para casais e profissionais de Saúde. Lá, todos vão aprender mais sobre a importância de cada passo do trabalho de parto, dicas práticas de posturas e movimentos que facilitam o parto e aliviam a dor. O endereço é: Rua Apináges, 1.231, em Perdizes (Colégio Global). Informações: ines@aobabebe.com / www.aobabebe.com

Confiram a Programação apreciada hoje no 2o. dia da formação:
Sessão de yoga, relaxamento e meditação
Trabalho de parto e parto – um processo fisiológico contínuo
Linguagem e Imagem
O início – amaciar e afinar
Respiração abdominal em relaxamento
Movimento, descanso, comer e beber
O trabalho de parto se intensifica... a abertura...
O trabalho interior com afirmações e visualizações
A dança – trabalhando com a gravidade, o movimento e a respiração
Mãe e bebê trabalhando juntos
A participação do companheiro com toque e acolhimento
Trabalho de parto – a Jornada da Mãe e do Bebê continua
O trabalho de parto se intensifica... Abertura...
Aterrando e centrando
Movimento com os campos de energia
Criando o próprio parto
Respiração e sons
Boca e colo do útero
Indo para a ‘zona’
A entrega
O trabalho de parto chega ao seu pico e fim
A mudança fisiológica e a descarga de adrenalina
O reflexo de ejeção do feto
A rotação do bebê
A experiência interior para a mulher
Concentração e sensações novas e diferentes
Mãe e bebê se conectando e se preparando
O Nascimento e o Vínculo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Post Extraordinário: Formação Profissional em Parto Ativo c/ Janet Balaskas - Módulo I, em Curitiba/PR

Trazida pelo Espaço Aobä pela 1a. vez ao Brasil, tivemos o privilégio de estar com Janet Balaskas hoje, no AYPAR, e fomos acolhidas pela sua doce e serena voz desta autora do famoso livro Parto Ativo, precursora do Movimento da Humanização do Parto e Nascimento na Inglaterra, nos Anos 70. As anfitriãs Luciana, Inês, Nicole e Talia, nossa tradutora, coordenaram as atividades do I Módulo de Formação de Profissionais em Parto Ativo, e acompanharão, ainda, vivências c/ casais grávidos e palestras ao público em geral, como a já ocorrida na Fiep, no último dia 12, em Curitiba e a que acontecerá na Faculdade de Saúde Pública (FSP), da USP, em São Paulo/SP, neste dia 20, além da outra prosa c/ Janet no dia 21, também na capital paulista. Hoje tivemos o 1o. dos três dias do curso nesta terra das Araucárias, a capital paranaense. Manhã e tarde intensas e relaxantes, c/ práticas de Yoga p/ gestantes, uso da bola suiça, exibição de vídeos de partos naturais e na água, além de cerca de 30 mulheres reunidas para ouvir sobre Parto Ativo daquela que fundou muito mais do que posturas para o trabalho de parto e parto, mas toda uma filosofia que devolve a mulher seu papel ativo neste processo sexual e fisiológico que é parir. Pura ocitocina! Este post é só uma "palhinha" do curso, depois do retorno voltarei contando tim tim por tim tim! Confiram a Programação, e aproveitem, pois Janet fará outros eventos!
Fisiologia do Trabalho de Parto e do Nascimento
Sessão de yoga, meditação e relaxamento
Introdução ao Parto Ativo
Ocitocina – o hormônio do amor
Os Benefícios Comparativos do Parto Ativo
O bebê e o útero trabalham em harmonia
A ação reflexa e involuntária do útero
O toque no trabalho de parto
O ambiente do trabalho de parto
O comportamento da mulher, sua vivência interna e seus sons em trabalho de parto
A participação do companheiro
O Trabalho de Parto – A Jornada da Mãe e do Bebê
* A Associação de Yoga do Paraná (AYPAR) fica no Jardim Botânico, na R. João Shalski, 61. Também é um Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura (MinC) e realiza Oficinas de Culinária, além de servir pratos indianos vegetarianos. Vale a pena conhecer o local! Acessem o site - http://www.aypar.org.br/. Mais sobre Janet nos links: Rev. Nursing, Movimento "O Parto Ativo" faz palestras no Brasil - http://www.nursing.com.br/article.php?a=1271; Facebook Parto no Brasil, Quarta, dia 20: Janet Balaskas e o Parto Ativo na FSP/USP - "O Movimento Internacional por Mudanças na assistência ao parto" - http://www.facebook.com/notes/parto-no-brasil/quarta-dia-20-janet-balaskas-e-o-parto-ativo-na-fspusp-o-movimento-internacional/159897817403888.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Formação em Parto Ativo

Confiram a temática e práticas que serão trabalhadas no workshop c/ Janet Balaskas em abril, no Espaço Aobä, em Curitiba/PR:
AOBÄ - Acompanhando pais e mães: Formação em PARTO ATIVO - Módulo 1 - Parto Ativo com Janet Balaskas.
Aprofunde seu entendimento sobre a fisiologia do parto!
Saibam mais informações desta vinda imperdível aqui!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Post Extraordinário - Janet Balaskas no Brasil!

Boa tarde,
Divulgamos hoje, com imensa satisfação, a vinda de Janet Balaskas para o Brasil, em abril deste ano, trazida pelo Espaço Aobä, que acaba de firmar uma parceria com o Blog Parto no Brasil que, além de divulgar este incrível evento, também fará a cobertura do encontro, em Curitiba - PR e, também, em São Paulo, capital, contando a vocês como (serão) foram esses belos dias de muita prosa boa sobre gestação e parto ativo!
Chegamos a informar no dia 02 de fevereiro, em nossa Agenda Parto no Brasil informações sobre os workshops que acontecerão para profissionais e casais grávidos - acessem aqui!
Vale lembrar que até sexta-feira, dia 25, os preços para o investimento estão com valores promocionais, e, ainda, podem ser pagos via PagSeguro em até 12 vezes, para àquel@s que fizerem a inscrição na categoria Profissionais.
Acessem o blog do Espaço Aobä para mais informações:
Janet Balaskas e o Parto Ativo no Brasil - http://aobabebe.blogspot.com/p/eventos-janet-balaskas.html.
Para conhecer um pouco da história da vinda de Janet leiam o post E assim, Janet chegou até nós! - http://aobabebe.blogspot.com/2011/02/e-assim-janet-chegou-ate-nos.html.
Confiram também todas as datas em que Janet palestrará:
O Parto Ativo: a história e a filosofia de uma revolução, em Curitiba, no dia 12 de abril, das 19h30 às 22h, no Auditório da FIEP;
Formação Profissional em Parto Ativo – MÓDULO I, em Curitiba, de 15 a 17 de abril, das 09 às 18h, no Espaço Aobä;
Concretizando O Parto Ativo - para casais e profissionais, em São Paulo/SP, dia 21 de abril - feriado, das 09 às 12h30, no Colégio Global, Rua Apináges, 1231, Bairro Perdizes;
Workshop para casais grávidos, em Curitiba, dia 29 de abril, das 09h30 às 18h, no Espaço Aobä.
Baixem o livro da autora Parto Ativo: Guia Prático para o Parto Natural aqui!
E, não deixem de participar e prestigiar este grande ícone do Movimento de Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento que estará no Brasil!!!
Nós estaremos lá!!!

terça-feira, 23 de março de 2010

Michel Odent em Curitiba - 06 de abril

O evento "Nascimento: da fisiologia à prática" é um workshop com palestra de Michel Odent e será realizado no Espaço Aoba. Odent apresentará seus últimos trabalhos sobre a fisiologia e a prática de assistência ao nascimento, bem como mediará discussões de propostas de humanização dentro da realidade brasileira de assistência à saúde da gestante e da mãe. Nesse sentido, ele tratará, entre outros temas, das conseqüências para a sociedade brasileira dos exagerados níveis de cirurgia cesariana que se observam atualmente no nosso País. Michel Odent é o obstetra francês conhecido por introduzir no hospital de Pithiviers na França, o conceito de sala de parto como casa e da utilização das piscinas de parto. Autor da famosa frase "Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer". Vai falar também do caso brasileiro especificamente, das altas taxas de cirgurgias cesarianas. Fundador do centro de pesquisa Primal Health Research Centre em Londres, que tem como objetivo estudar as correlações entre o que ocorre no “período primal” a saúde e o comportamento adulto. Autor de 12 livros publicados em 22 línguas e mais de 50 artigos científicos. Não é grátis. Para participar: R$200,00 para inscrições até 31/03 ou R$250,00 após esta data. Inscrições e informações : (41) 3042 5559 ou mario@aobabebe.com O evento será dia 06 de abril, terça-feira, das 9h30 às 18h, no Espaço Aobä, na Rua Gal. Aristides Athayde Junior, 1025, Bigorrilho, em Curitiba-PR

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