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quinta-feira, 13 de março de 2014

Parto no Brasil entrevista Maribel Barreto - Março de 2014

Nossa sessão Parto no Brasil entrevista convida para a prosa a brincante Maribel Barreto, co-proprietária, junto de seu companheiro, do Ocitocina Atelie, ao lado de três filhos! Adept@s da educação antroposófica e da Pedagogia Waldorf, o casal fabrica produtos artesanais feitos com matérias-primas naturais, incentivando o livre brincar, além de atuarem, também, junto da Aliança pela Infância.

Simbora conhecer mais esta experiência de maternagem e cuidado unindo trabalhos manuais, empreendimento familiar e a vida na roça carioca!

PARTO NO BRASIL Maribel é um prazer trazer até nosso espaço a questão da ludicidade, e de como o brincar é importante para as crianças. Fale-nos, por favor, dessa questão do ponto de vista da tua atuação, com o Ocitocina Atelie.

MARIBEL R: Grata pelo convite, é uma alegria estar aqui! No Ocitocina Atelie procuramos oferecer brinquedos diferenciados que estimulem a criança a criar sua brincadeira, são feitos em materiais naturais, como lã de carneiro, madeira, tecido de algodão. 
Acreditamos que o brincar seja um alimento vital para a formação da criança. Através do brincar a criança se relaciona com o mundo. Quanto mais livre e natural for, tanto melhor. A criança precisa de espaço, tempo e natureza. E levamos isso muito à sério! 

PARTO NO BRASIL Como você vê essa tecnologia exacerbada dos dias de hoje à serviço das crianças?

MARIBEL R: Acho um desperdício de recursos em todos os sentidos. Uma criança precisa de muito pouco para se sentir apreciada. Uma folha ou pedra natural é muito mais interativa que um aplicativo. É um engano completo acreditar que a criança se desenvolverá mais usando a tecnologia a seu favor. As coisas tem o tempo certo de acontecerem, e o tempo da criança é movimento, é interação real. Acelerar o processo de amadurecimento intelectual da criança pode parecer promissor num primeiro momento, mas não o é logo mais adiante. É como uma fruta. Se a retiramos do pé no tempo certo temos uma fruta rica em minerais e sabor, porém se tiramos antes e a colocamos para madurar num processo artificial, teremos uma fruta doce, mas bem menos nutritiva. O que é mais importante? 
Como pais, temos de estar atentos às demandas de mercado. E perguntar incessantemente se a moda do momento está à serviço de quem ou o quê. 
Meus filhos não têm acesso a tv (nem temos o aparelho em casa) e tampouco aos computadores. Não é da cultura da família assistir tv, seja ela aberta ou fechada. Antes do Francisco nascer jogamos nossa tv na lixeira e foi libertador. 
Há cerca de um ano as crianças passaram a ver alguns vídeos selecionados por nós. Na casa dos amigos também é permitido, sob nossa observação. Pode parecer radical, mas a experiência me diz que estou num caminho bacana. A resposta eu vejo no corpo deles, no resultado de uma brincadeira rica em imaginação. Isso para mim é mais importante. Meu filho fez cinco anos e já tem um repertório de árvores, plantas e insetos bem maior que o meu, por exemplo. 

PARTO NO BRASIL Na perspectiva antroposófica, a criação não terceirizada d@s filh@s tem um papel fundamental na construção biográfica desta criança, especialmente na primeira infância, até os sete anos, onde temos o primeiro setênio. Conte-nos como é trabalhar em seu home office, com três crianças, sendo uma delas um bebê, e percorrer essa corrente filosófica como estilo de vida.

MARIBEL R: Conhecemos a Antroposofia quando nosso primeiro filho nasceu e desde então nos aproximamos do movimento antroposófico através da Pedagogia Waldorf, por trazer respostas muito convincentes aos nossos questionamentos. Desde a gestação já sabíamos que iríamos investir tempo e dedicação aos filhos, só não sabíamos como. O Atelie foi nascendo na medida em que o Francisco crescia, comecei fazendo peças para bebês e com o tempo os brinquedos foram surgindo. Trabalhar em home office exige de nós uma boa dose de disciplina e foco. Nem sempre conseguimos, pois a prioridade são eles. A gente se reveza nos cuidados das crianças pra que cada um possa fazer sua parte no atelie, pois trabalhamos juntos, meu marido e eu. É comum a gente trabalhar até tarde da noite pra poder atender as demandas. As crianças fazem parte do cotidiano atelie/casa. Fiz uma cortina e amarrei em volta da mesa de costura, enquanto trabalho eles brincam em baixo da mesa. 
Esse cotidiano só enriquece o repertório deles. Sob o ponto de vista antroposófico a criança precisa ver de perto esse labor para que tenham exemplos a serem seguidos. Eles nos ajudam a cuidar da horta, fazer pão, varrer a casa, as vezes limpam lã comigo, tudo de maneira lúdica. Isso pra eles é vida, é movimento. Decidimos sair de uma grande capital pra morar num sitio, a fim de dar a elas mais espaço e contato com a natureza. Até o ano passado não iam à escola, o nosso dia a dia era muito intenso. Esse ano, nos mudamos novamente de cidade sem abrir mão do contato com a natureza, afim de oferecer escola para eles.

PARTO NO BRASIL Dentro da Pedagogia Waldorf os materiais de que são feitos os brinquedos tem muita influência na percepção dos bebês e crianças. Você poderia nos dizer quais tipos são mais indicados, e os motivos?


MARIBEL R: A criança é um ser sensível, ainda ligada às esferas mais sutis. Ao brincar com elementos naturais ela é capaz de perceber as nuances de cada material enriquecendo o tato, uma qualidade que mais tarde se refletirá na maneira como lidará com as outras pessoas. Devemos perder o receio e permitir que as crianças se sujem mais de terra, e molhem-se mais na chuva ou poças d’água, que elas possam manipular diferentes sementes mesmo que sejam ásperas ou espinhosas, carregar pedras ou madeiras com diferentes pesos. Criança precisa sentir o mundo através dos sentidos. Claro que não vamos permitir que se coloquem em riscos, mas podemos  ser mais permissivos e deixar de temer a natureza. Quanto ao brinquedo feito à mão, a criança também é capaz de perceber o esforço impresso na execução daquele brinquedo. Ela sabe que nesse brinquedo tem trabalho, erros e acertos, que não é um brinquedo perfeito, assim como a vida. Isso é um bom exemplo a ser dado às crianças. O ideal seria que cada família pudesse produzir os brinquedos de suas crianças, que elas pudessem acompanhar o processo disso. Isso seria riquíssimo.

PARTO NO BRASIL Você lançou pela internet uma espécie de apoio às bibliotecas infantis, com descontos na aquisição de seus brinquedos, para serem doados a esses espaços. Como funciona?  

MARIBEL R: A ideia é incentivar as pessoas a doarem brinquedos novos para as brinquedotecas e escolas. As escolas Waldorf´s, por exemplo, são escolas associativas e nem sempre tem verbas para renovarem suas brinquedotecas, embora a prática da maioria delas é a de manter grupos de trabalhos manuais onde os brinquedos feitos pelas mães fiquem para a escola. Porém a demanda da escola é mais dinâmica, enquanto que a produção do grupo tem um caráter pedagógico junto às famílias e nem sempre atende a demanda imediata da escola.  
Nesta ação que estamos propondo, cedemos um bom desconto nas compras feitas por pessoas físicas que indique uma instituição que trabalhe com crianças para receber a doação, seja ela ligada a Antroposofia ou não. 
O bacana é que os pais podem organizar uma vaquinha e fazer uma compra grande onde cada um paga o que pode. Nós do Ocitocina Atelie colaboramos com o desconto, as famílias se cotizam e quem ganha são as crianças. 

* Veja aqui - www.ocitocinaatelie.com.br/website/?p=1729

_Maribel Barreto Me chamo Maribel Barreto, Mãe de 3. Francisco Bento, Catarina Maria e Antonio José, todos nascidos em casa. Atriz, contadora de histórias, brincante no Ocitocina Atelie onde faço brinquedos e mimos. Meu trabalho começou quando me tornei mãe em 2008. Hoje o Ocitocina Atelie é um projeto familiar. Somos membros da Aliança Pela Infância, um movimento mundial que atua facilitando a reflexão e ação das pessoas que se preocupam com a infância. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sobre o uso de Florais

Há alguns meses encontrei no blog Associação Nacional para Educação Pré-natal (ANEP Brasil) um artigo sobre Florais na Maternidade, de Carla Machado, terapeuta reichiana e astróloga que trabalha desde 1996 com essências florais (clique na título em destaque para ler), assunto que também foi pauta no Blog Mamíferas, por Kathy - Os Florais das Mamíferas, parte 1 e Os Florais das Mamíferas, parte 2, assim hoje resolvi comentar sobre esse tema e relatar nossa experiência com o uso dos Florais de Bach.
Pois bem, desde o ano de 2002, quando meu primeiro filho nasceu, o Ícaro, faço uso de terapias complementares e holísticas, ou seja, que não tratam da doença e seus sintomas, mas buscam a causa de nossos males, vendo o indíviduo de forma integrada e além dos chás milenares que nossas avós preparavam passei a usar os óleos essenciais e a pesquisar sobre a Aromaterapia, no caso sua vertente inglesa.
Óleos como Lavanda, Menta, Tea tree, Alecrim, por exemplo, nunca deixaram de faltar em casa, desta maneira princípios analgésicos, antibactericidas e antifungicidas tratavam nossa saúde através da extração dos óleos dessas plantas medicinais, que pelo contato olfativo chegavam em nossa cérebro e atuavam em nosso corpo.
Minha busca por outras formas de tratamento dava seu ponta a pé inicial e quando Rudá nasceu tínhamos a certeza de que seria assim que cuidaríamos de nossa cria. Usei durante o trabalho de parto muito óleo de Lavanda, extremamente analgésico e calmante, além de chás de Camomila e Erva-doce e como pediatra escolhemos um profissional que atua na área da Fitoterapia, especialmente com Florais de Bach e desde o nascimente de nosso filho usamos essas essências extraídas das flores como forma de tratamento e com base na Antroposofia também procuro guiar nossos passos, aliado ao meu instinto, assim em um estado febril não uso antitérmicos, pois vejo a febre positivamente, uma resposta do próprio corpo para inflamações, somente após 39 graus que começo a me preocupar, antes disso muito colo, muito peito e banhos mornos, e ele nunca teve nada a não ser aquelas famosas irritações por conta da 1a dentição (álias suas presas estão nascendo!).
Rudá nunca tomou em 11 meses nenhum antibiótico e quando necessitou de medicamentos alopáticos usamos apenas analgésicos infantis; o filhote desde o 4° mês é estimulado sendo colocado no chão para brincar e se sujar, e viva a imunidade!
Desta forma, buscando tratar as emoções usamos os Florais do Dr. Bach, e você, como cuida da saúde de seus filhos/as?

domingo, 2 de maio de 2010

Cursos e Palestras em São Paulo

*Divulgando* CURSO GESTAÇÃO ATIVA no SESC Santana, SP Do dia 05 de maio a 28 de julho, às quartas e sextas-feiras, das 7h30 às 8h50. Programa de atividades físicas direcionadas às gestantes; práticas em sala de aula e piscina, visando a melhora da saúde geral e também o lazer e a troca de experiências, beneficiando a qualidade de vida durante toda a gestação. Aulas de 1h20 divididas em 40 minutos em sala e 40 minutos em piscina, apenas para matriculados. Necessário exame médico dermatológico e apresentação de liberação do obstetra. Aulas grátis para usuárias matriculadas no SESC, dependentes, trabalhador no comércio, serviços matriculados no SESC e dependentes. PALESTRA SOBRE ANTROPOSOFIA, na Casa Moara O QUE É A ANTROPOSOFIA? Palestra com Dr. Ronaldo Perlato, médico antroposófico e Aconselhador Biográfico Data: 15 de maio, sábado, das 10:30 as 13:00h. Local: Casa Moara - Rua Guararapes, 634, Brooklin, São Paulo. Tel: (0xx11) 5096-2318.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Está com febre? Que bom!

Publico o link para o penúltimo artigo prometido da Periodicum, da Weleda do Brasil, a respeito da febre numa visão Antroposofista, muito bacana!
Está com febre? Que bom! Para ler o artigo acesse aqui! Foto extraída do site: http://maternasp.wordpress.com/2008/09/19/febre-que-bicho-e-esse/

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