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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

18 de Dezembro - Dia de Nossa Senhora do Ó e da Doula!

Neste 18 de dezembro, às vésperas deste ano se findar, c/ muitas festividades, inclusive os três anos do Parto no Brasil - \0/ - c/ férias decretadas p/ rolar, o Blog homenageia Nossa Senhora do Ó, e tb, as doulas!


Nossa Senhora do Ó é uma devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, remontando à época do X Concílio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de Dezembro. Tempos depois recebeu o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria. Sua imagem apresenta a mão esquerda espalmada sobre o ventre avantajado, em fase final de gravidez. A mão direita pode também aparecer em simetria à outra ou levantada. Encontram-se imagens com esta mão segurando um livro aberto ou também uma fonte, ambos significando a fonte da vida. Em Portugal essas imagens costumavam ser de pedra e, no Brasil, de madeira ou argila - Fonte: aqui.


Quanto ao Dia da Doula, hoje reconhecida como ocupação profissional, mas que historicamente sempre existiu, ao acompanhar mulheres em trabalho de parto, junto de uma parteira experiente, ora da família, ou da vizinhança, formando um comadrio de zelo, carinho, e amor, tb foi comemorado, não só neste espaço, mas pelo web afora, bora espiar!




Gisele Leal, doula, e estudante de Obstetrícia, da EACH/USP tb prestou sua homenagem no Mulheres Empoderadas - aqui!

O Núcleo Carioca de Doulas escreveu - Por que uma doula?

Homenagem p/ Lívia Benetti e Lucia Stajana.

Confira aqui entrevista c/ Rebeca Celes, doula voluntária em Minas Gerais, homenageada por Polly AF.

Homenagem p/ a doula Viviane Zuccoli e Casa Moara.

Kalu Brum tb falou sobre o tema no Mamíferas - aqui, e foi entrevistada pelo Blog onde conta sua experiência - aqui.

Bianca Lanu durante trabalho de parto recebendo cuidados de doulagem de sua parteira Kátia Z. A. Pedroso.


No Estado de São Paulo, a Lei 14.586, de 7 de outubro de 2011, pelo Projeto de lei nº 344/11, da Deputada Ana Perugini - PT, institui o “Dia Estadual da Doula”.

A todas as doulas nosso agradecimento, c/ afeto!

Leia ainda:



sábado, 14 de maio de 2011

Multimídia Parto no Brasil - Doula Voluntária

Nesta segunda-feira, o Blog Parto no Brasil entrevistou a doula Rebeca Celes (confiram aqui!), que atua tanto em atendimentos particulares há seis anos, como também como voluntária pelo SUS em Divinópolis/MG, desde 2008, e neste sábado em Multimídia Parto no Brasil compartilhamos lindas fotos de seu acompanhamento, bem como da linda família, c/ os filh@s Breno (7a - cesárea intraparto) e Alice (5a - parto normal na água).





Fotos: Acervo pessoal de Rebeca Celes.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Blog Parto no Brasil entrevista Rebeca Celes - Março de 2011

Postamos hoje a entrevista c/ a querida Rebeca, doula mineira que realiza um trabalho como doula voluntária em um hospital público.
Esta conversa faz parte das ações da série-mineirinha, postada por Ana Carolina, sobre o cenário da humanização do parto e nascimento em Minas Gerais. Ainda teremos a entrevista c/ Kalu Brum, doula, fotógrafa e uma das editoras do Mamíferas, blog que virou site e conquistou a blogesfera materna e mamífera! Aguardem!!!
(re)Leiam Minas, eu quero vocês! - aqui.
PARTO NO BRASIL Rebeca, como funciona o trabalho da doula comunitária? Quais as diferenças entre uma doula comunitária e outra não comunitária, que realiza atendimentos particulares?
REBECA R: A doula comunitária conhece sua doulanda no momento do atendimento, ou seja, durante a internação. Ela não ajuda a mulher a buscar a assistência ideal para seu desejo de parto, ela ajuda a superar as dificuldades físicas, emocionais e até institucionais no processo. A doula particular forma um vínculo anterior ao trabalho de parto e pode preparar mais a mulher para o momento de ter seu filho.
PARTO NO BRASIL Pessoalmente, o que esta experiência significa na sua trajetória?
REBECA R: Eu considero o atendimento voluntário uma oportunidade de aprendizado riquíssimo, pois se podem ter contato com diferentes culturas, realidades, expectativas. Em um único plantão chego a atender cinco mulheres, o mesmo que em um mês de atendimento particular. Muitas vivências, muitas histórias!
Acredito que atender uma mulher em um hospital público permite levar a ela uma experiência de parto mais positiva, e isso fortalece seu exercício da maternidade. Essa experiência ela compartilha com sua comunidade, disseminando a possibilidade de um parto normal prazeroso e respeitoso - em contraste a uma cultura de parto sofrido. As crianças nascidas desse parto mais bem recebidas, mais amamentadas, enfim, é um ciclo muito bacana.
PARTO NO BRASIL Como você avalia essa rede de mulheres em busca de um parto respeitoso no Brasil? Como exemplo, podemos citar casos conhecidos de parteiras e doulas “transportadas” para atender partos naturais, como aconteceu com Gisele Bündchen, que imigrou a parteira Maíra Calvette de Florianópolis/SC para os EUA; a doula e ativista Pata Merlin, que migrou você de BH para Maringá/PR; e a co-editora deste blog, Bianca, que também fez sua parteira Kátia Zenny, da Roda Bebedubem, viajar 600 km até Cananéia/SP. Podemos dizer que estas experiências são uma re-interpretação das grandes redes de circulação de mulheres e seus saberes?
REBECA R: As mulheres buscam suas equipes por afinidade, mas muito por falta de opção local! Senti-me privilegiada em acompanhar nascimentos em outras cidades, claro, mas eu gostaria, na verdade, que em todos os locais de assistência ao parto houvesse uma doula, uma enfermeira obstetra, médicos, estrutura para o parto respeitoso. O ideal seria que em cada cidade tivesse um centro de parto ou maternidade com atendimento em equipe, baseado em evidências, que considere as peculiaridades da mulher e sua família. Dessa forma manteríamos vivos os saberes ancestrais e a cultura de trazer um filho ao mundo como evento íntimo e fisiológico.
PARTO NO BRASIL Você sente que vive em uma região privilegiada, em termos de assistência à saúde de mães e bebês?
REBECA R: Eu sou de Belo Horizonte onde há todas as opções possíveis para um nascimento respeitoso: enfermeiras obstetras que atendem partos domiciliares, centro de parto normal com atendimento pelo SUS, médicos particulares que atendem o plano de parto da mulher, pediatras que fazem a recepção ao recém nascido sem intervenções de rotina.
Pelo convênio ainda não temos muitas opções e o SUS é o mais avançado, contando com a possibilidade de parto de cócoras, com ou sem analgesia. Uma nova maternidade será inaugurada na cidade com cinco suítes de parto na água, também pelo SUS.
No momento moro e atuo em Divinópolis onde alguns poucos, mas valiosos enfermeiros obstetras, médicos obstetras e pediatras já fazem a diferença no atendimento à mãe e bebê.

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