Mostrando postagens com marcador Dia Internacional Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia Internacional Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Neste 25 de novembro o mundo se une para lutar contra a violência que arrebate milhares de mulheres, sejam em seus lares, no ambiente profissional, e/ou num dos momentos que deveriam ser dos mais zelosos e respeitosos, da vida feminina: o parto.


É da violência obstétrica que estamos nos referindo, e que é um dos temas centrais deste espaço, trazendo e divulgando informações sobre o assunto, e militando na causa, tendo oportunizado a criação de algumas ações, em rede, e coletivas, com grande repercussão, como foi o Teste da Violência Obstétrica, e o documentário popular Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras, premiado no Seminário Internacional Fazendo Gênero 10, em Florianópolis/SC, este ano, como Melhor Filme, da Mostra Audiovisual.

Assim, nesta data, compartilhamos mais uma produção brasileira, desta vez de Brasília/DF, A Dor Além do Parto, de Letícia Guedes, Amanda Rizério, Nathália M. Couto e Raísa Cruz, com edição de Léo Preto, pela Branco Preto Produções, sobre esta violência velada e ainda invisível, que não nos cansamos de denunciar e lutar, para que chegue seu fim!



Divulgamos também a exibição de Violência Obstétrica - A Voz das Brasileiras em Ourinhos, interior paulista, no Curso Técnico de Enfermagem, da ETEC, em 02 de dezembro, às 19h30!

Assista aqui!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Avante!


Vimos hoje nesta segunda-feira dar um retorno sobre a Blogagem Coletiva da semana passada, pela não-violência contra as mulheres, tendo em vista o viés obstétrico, e o triste cenário que encontramos nos dias atuais, tão comumente citado por nós e outros espaços que debatem o tema.
Convidadas pelas editoras do Mamíferas a integrar a ação, divulgamos o link do post de Nanda Café c/ os vários meios virtuais que participaram também - Posts sobre violência contra a mulher no parto - aqui!
O Blogueiras Feministas deram o início desta campanha, e também reuniram as publicações, sobre violência contra a mulher, em diversas perspectivas, em Blogagem Coletiva - Fim da violência contra a mulher - aqui!
O blog Cientista que virou mãe, por Ligia Sena lançou a pesquisa que sua editora realiza em seu doutorado, sobre violência obstétrica, a qual está linkada na lateral de nosso espaço - participem! Lola, do Escreva Lola Escreva tb fez menção a iniciativa - aqui!
Nós, contribuímos na prosa c/ um post editado por Ana Carolina - aqui, em Violência obstétrica é violência contra a mulher.
Hoje mesmo, via Facebook, o obstetra Ric Jones salientou:
Na residência médica as episiotomias eram chamadas de "transamazônicas". Os contratados do hospital debochavam dos residentes que faziam-nas menores, e execravam os que (como eu) não as faziam de rotina. As episiotomias são o exemplo mais claro e evidente de que a medicina NÃO se expressa como uma ciência, mas, pelo contrário, está bem próxima das religiões, com dogmas que resistem décadas à evidência científica da sua inutilidade. Episiotomia é lesão corporal, sem consentimento explícito, e os legisladores, tanto quanto os que trabalham com direitos humanos, devem dar atenção a essa prática ritualística e punitiva medieval. PS: Se alguém discordar do que eu acabei de expressar, por favor, traga seus dados. Como sempre me dizia meu amigo Max: "In God we trust. All the rest, please, bring data"
Assim, em rede, seguimos, avante! Por um ideal. Por um sonho. P/ q toda mulher possa participar ativamente de seu parto, e proporcionar aos seus filhos a dádiva de nascer c/ respeito!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Post Extraordinário - Blogagem Coletiva: Violência obstétrica é violência contra a mulher

Pela segurança e qualidade do atendimento a gestantes, parturientes e seus familiares.
Nosso objetivo é sensibilizar a sociedade para a injustiça destes atos. Porque eles acontecem exclusivamente em nossos corpos, de mulheres. Fique à vontade com mais este convite para abrir-se ao novo.

O blog Parto no Brasil e o blog Mamíferas te convidam a repensar algumas concepções: aquilo que parece ser "parto" "normal" aqui no Brasil (cesárea eletiva, episiotomia, ocitocina, fórceps) não é igual para todas as mulheres; nem aqui no país, nem no mundo todo.


Sabe aquele corte na vagina no momento em que o bebê está nascendo? Não é necessário, quase nunca. Muitas mulheres parem bem, obrigada, sem ele. Mas tem que deixá-la acocorar-se, e também, pode ser que tenha que deitar-se no chão para pegar o bebê em um expulsivo super-partolândia.
Sabe aquela cesárea eletiva, marcada e realizada antes do início do trabalho de parto, com total indicação, apoio e recomendação por parte do médico obstetra? Ela acontece muito minoritariamente em países que adotam um modelo de assistência centrado no bem-estar físico e emocional das mulheres. O que, entre outros, requer a valorização do trabalho de Enfermeiras Obstetras e Obstetrizes, Parteiras, métodos não-farmacológicos de alívio da dor, e várias outras recomendações internacionais e nacionais.
A cesárea eletiva é um direito das mulheres quando sentem que não estão preparadas para o parto vaginal - agora, NINGUÉM está preparada, NUNCA, para o parto normal atual da maioria do SUS...
Sabe a imposição de parir deitada? É o maior absurdo do mundo, desculpe se desorganizo seu status quo..... É uma posição imprópria ao empoderamento feminino, convenhamos, em qualquer situação... E neste caso só beneficia quem está pegando o bebê, não quem está sentindo no corpo seu nascimento.
Tudo sem consentimento esclarecido. É!!! Ou vai dizer que o modelo padrão te ensinou tudo tudo sobre as 3 fases do parto? Fez você (e o acompanhante, quando foi o caso) tocar e sentir sua pelve, púbis.. e rebolar, assim como fez Janet Balaskas em São Paulo?
Você tem o direito de sair do parto do seu filho ou filha ILESA, corporalmente íntegra, sem nenhum ponto, e feliz!
Episiotomia é mutilação, quase sempre. Quando didática, dela se diz: "O primeiro ponto de um estudante de medicina é na vagina de uma mulher pobre do SUS". Faz trinta anos que há evidências científicas contra seu uso rotineiro, não é mito.
É preciso muita técnica para garantir isso tudo, admitimos. Então queremos ter a paz de poder escolher parir com parteiras, com segurança, qualidade e referência.
Mas infelizmente o ambiente hospitalar não têm nos garantido a prevenção da insuficiência respiratória, das aspirações de mecônio e internações em UTIs neonatais, das episios em 100% das primíparas, e ocitocina, fórceps e cesáreas indesejadas.... Para não falar da permissividade social para com toda essa violência....
Desqualificar este debate é aceitar a submissão? O objetivo é que venham propostas alternativas, e não apenas reclamações.
O blog Parto no Brasil faz o convite para ouvir, baixar e divulgar a peça dos Radialistas - Apaisonadas e Apaisonados , que está logo abaixo, neste post.

Na Venezuela, violência obstétrica compreende os seguintes atos cometidos por profissionais da saúde:

1 - Não atender oportuna e eficazmente as emergências obstétricas;


2 - Obrigar a mulher a parir em posição supina e com as pernas levantadas, existindo os meios necessários para a realização do parto vertical;


3 - Impedir o contato pele-a-pele precoce do bebê com sua mãe, sem causa médica justificada, negando-lhe a possibilidade de segurá-lo ou amamentá-lo imediatamente ao nascer;


4 - Alterar o processo natural do parto de baixo risco, mediante o uso de técnicas de aceleração, sem obter o consentimento voluntário, expresso e esclarecido da mulher;


5 - Practicar o parto por via de cesárea, existindo condições para o parto natural, sem obter o consentimento voluntário, expresso e esclarecido da mulher;


Em tais casos, o tribunal imputará ao responsável uma multa de 250 UTs a 500 UTs (Unidades Tributárias), devendo emitir cópia certificada da sentença condenatória definitiva ao respectivo conselho profissional ou associação sindical, para fins de procedimento disciplinar.


VIOLENCIA OBSTÉTRICA - CLIQUE PARA OUVIR

Tradução do site para o português, para acompanhar o áudio (e entender melhor o espanhol, se for o caso):
EFEITO AMBIENTE HOSPITAL, QUEIXAS DE PARTO
MÉDICO Deixe de queixar-se e suba à cama. Rápido, suba e levante as pernas que já está parindo.
MULHER Escute, doutor. Eu o que quero é dar a luz de pé. Eu me preparei para isso, se o disse.
MÉDICO Olhe, minha filha. Essas modas são para as clínicas privadas. Mas aqui… quem manda sou eu.
MULHER Mas, doutor…(QUEIXAS DE DORES)
MÉDICO Que se ponha na cama, lhe digo.
EFEITO (QUEIXAS, PRANTO, GRITO RECÉM NASCIDO)
CONTROL CORTINA MUSICAL
MULHER Pois sim, senhor juiz. Venho denunciar este médico pela violência obstétrica.
JUIZ Violência obstétrica?
MULHER Isso mesmo que eu disse, meritíssimo: violência obstétrica.
CONTROL GOLPE MUSICAL
LOCUTORA As mulheres venezulanas celebraram o 25 de novembro de 2006, Dia Internacional da Não Violência às mulheres, com bombos e pratinhos.
LOCUTOR Esse dia, quatro mil mulheres esperavam, desde muto cedo, a sessão especial da Assembleia Nacional da República Bolivariana da Venezuela.
MULHERES SLOGANS E CANTOS
LOCUTOR No Parlamento discutia-se a Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres à uma Vida Livre de Violência.
EFEITO CAMPAINHA
RELATOR A Magna Assembleia procede à votação…
EFEITO MURMÚRIOS
VOZES Aprovado, aprovado, aprovado…
CONTROL MÚSICA TENSIONANTE
RELATOR Aprovada… por unanimidade!
CONTROL APLAUSOS E CONSIGNAS DAS MULHERES
MULHER (TESTEMUNHO) Para nós foi um triunfo histórico. Custou muita briga contra muitos homens, inclusive revolucionários, que temiam perder seu poder. Nos chamaram loucas, lixos, insatisfeitas, nos ameaçaram. Mas ganhamos, ganhou a Venezuela.
HOMEM Como homens, estamos muito contentes. Nenhuma revolução pode concretizar-se se a metade da população sofre maus tratos.
CONTROL JOROPO MODERNO
LOCUTOR A Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência na Venezuela é inovadora. Não há outra igual na América Latina nem no mundo.
LOCUTORA Esta lei tipifica 19 formas de violência contra a mulher. Uma delas, a mais surpreendente, é a violência obstétrica.
CONTROL GOLPE MUSICAL
MULHER 1 É violência quando a parturienta não é atendida oportuna e adequadamente.
MULHER 2 É violência quando é obrigada a parir deitada e com as pernas levantadas.
MULHER 1 É violência quando se lhe nega a possibilidade de ver sua crianza recém nascida.
MULHER 2 É violência quando se obriga à mulher a praticar-se uma cesárea sem necessidade.
CONTROL GOLPE MUSICAL
LOCUTOR A lei também penaliza a esterilização forçada, o tráfico e trata de mulheres, meninas e adolescentes, a violação sexual, a prostitução, a escravidão e o assédio sexual.
LOCUTORA Legisla sobre violência trabalhista, patrimonial e econômica, mediática, institucional e simbólica. Todas estas novidades se somam às mais conhecidas como a violência física, psicológica e doméstica.
CONTROL JOROPO MODERNO
MULHER 1 Ouça, vale. Que tuas mãos só se levantem para acariciar-me.
MULHER 2 Uma pátria sem violência para ti, para mim, para nossas filhas. Assim te quero, Venezuela.
#FimDaViolenciaContraMulher.
Participe da campanha!
Mais informações também em: http://blogueirasfeministas.com/2011/11/chamada-blogagem-coletiva-fim-violencia-contra-mulher/

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...