sábado, 9 de outubro de 2010

Lançamento do livro Candidíase, a praga de Sonia Hirsch

Confiram a programação do lançamento do novo livro de Sonia Hirsch - Candidíase, a praga - e como se livrar dela comendo bem (Ed. Correcotia, 2010), com imagens por Cris Tati. Nos eventos também poderão ser apreciadas palestras dadas pela jornalista.
O tema já vinha sendo discutido tanto no blog Deixa Sair da autora (leiam aqui), assim como no livro Só para Mulheres (Ed. Correcotia, 1995), além do recente livro da nutricionista Denise Carreiro, Síndrome Fungíca - assistam o vídeo com uma entrevista com Denise aqui e conheçam também seu blog aqui.
A partir de 11 de outubro os leitores encontrarão a obra à venda em livrarias e no site www.correcotia.com - frete grátis - R$35,00.
Entre os dias 14 a 27 de outubro Sonia estará em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro autografando os livros, vejam aqui as datas e locais.

Evento "Parto: da dor ao prazer"

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A gravidez por dentro

Assistam aqui o vídeo-animação "O parto normal", produzido pela BabyCenter e veja as fases do trabalho de parto pelas quais uma parturiente passa. Uma pena ter no discurso da narração o enfoque da dor que a gestante irá passar, segundo o vídeo, mas bem sabemos que a dor é subjetiva e cada mulher/corpo passa por essa experiência de uma forma singular/pessoal. A grávida em posição supina (deitada) também não é nosso modelo de parto ativo, que remete a uma variedade de posições acocoradas que uma mulher pode assumir quando for parir, tendo liberdade para se movimentar, de qualquer forma ilustra esse momento tão natural e sublime que é o parto (pelo menos o vídeo nos livrou de vermos uma episio, tão comum no modelo de atendimento obstétrico brasileiro)! Não deixem de ver!!! Leiam também outros posts do Blog Parto no Brasil sobre a temática da dor do parto: A subjetividade da dor do parto e Parto sem dor.

Depois de gestar, parir... Maternar!


Passamos por nove meses de gestação... junt@s, juntinh@s!
Depois vem a explosão do parto, do colostro, da simbiose entre mãe/filho... Maternar!
Esforço, superação, muitas mudanças... e que delícia!
Para comemorar criamos o álbum Maternar em nosso perfil no Facebook, espiem!
Querem também ter a foto de algum momento com seus filh@s por lá? Enviem para meu email lunabianka@yahoo.com.br e participem!!!
Participantes de nossa Promo em Dobro_Denise, Carol e Dimerval_

Parir

Vejam também o álbum Parir no Facebook, com muita ocitocina no ar!
Quer ver a foto do parto ou nascimento de tua cria por lá? Mande para mim pelo email lunabianka@yahoo.com.br.
Faça parte!!!
Participantes de nossa Promo em Dobro_Uyara, Dani e Aline_

Gestar


Conheçam o álbum Gestar em nosso perfil Parto no Brasil no Facebook.
Quer ter também sua foto barriguda por lá? Envie por email para lunabianka@yahoo.com.br, p/ Bianca (euzinha!)!
Participem!!!
Foto de Silmara Guerreiro, inverno de 2009_Cauê e Rudá, nos barrigões de Pat e Bianca_

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

E falando em GestaLondrina....

Os grupos de apoio ao parto e à maternidade ativa GestaParaná estarão presentes no I Fórum Paranaense sobre Novas Perspectivas de Atenção ao Nascimento.
Com muita alegria e satisfação, a experiência destas mulheres (olha a gente aí na foto!!!!) que fazem o GestaParaná fará parte do evento lotado de profissionais da saúde. E vale lembrar que a cidade (e a região norte do Paraná) tem muitas universidades e centros de formação em Saúde e Obstetrícia; e mesmo assim mantém forte a "tradição" cesarista e os padrões inadequados de assistência ao parto normal - por exemplo, por aqui nunca houve um PD - por enquanto.... rs
A enfermeira obstetra Thelma Malagutti Sodré foge à regra, e por isso, temos o privilégio de contar com suas experiências de trabalho e o conhecimento científico que ela produz. Ouça a entrevista dela para a Rádio UEL FM - o link está no post abaixo.
Outros profissionais da cidade também nos "ajudam" a parir em paz, sem sofrimento e com segurança. Eles estarão todos presentes no Fórum; confira aqui a programação.
Mas com certeza, é o grupo de apoio o espaço social que dá a maior força para que estes partos sejam lindos e respeitados. O GestaParaná está em festa comemorando seus bons resultados: das gestantes que já passaram pelo grupo, 66% teve parto normal, contra 34% de cesáreas.
A coordenadora geral dos grupos, educadora perinatal e doula Patrícia Merlin, fará palestra sobre a experiência. Patrícia e eu também aprovamos uma comunicação em pôster sobre os grupos do Paraná. Prometo que trago fotos!
E claro, convido-convoco as conterrâneas para prestigiarem o evento. Tem alguém de Londrina aí?
O mural de fotos foi produzido pela Pata Merlin em comemoração ao Dia das Mães 2010. Estamos todas nós lá!

É hoje: I Fórum Paranaense sobre Novas Perspectivas de Atenção ao Nascimento

E hoje, muito felizmente, começa aqui na Universidade Estadual de Londrina, o I Fórum Paranaense sobre Novas Perspectivas de Atenção ao Nascimento.
Os jornais da cidade não noticiaram, uma grande pena. Mas a Rádio UEL, claro, não perdeu a oportunidade de informar seus ouvintes sobre as alternativas possíveis que estão conquistando cada vez mais as mulheres brasileiras.

http://www.uelfm.uel.br/arquivo.php?id=5318
Clique no link e ouça a enfermeira obstetra Thelma Malagutti Sodré, em entrevista ao vivo com Patrícia Zanin - a conversa foi ao ar na última segunda-feira, dia 04 de outubro e foi a estréia do novo produto jornalístico comandado pela Patrícia Zanin, o programa Modos de Vida. Tem até um trecho do meu relato de parto que foi gravado ano passado, em entrevista a mesma jornalista.
Elas falam de temas muito importantes, como por exemplo, a importância dos relatos de parto e o espaço de escuta às mulheres, que é reduzido nos consultórios, e fundamental nos grupos de apoio ao parto.
E hoje, quinta-feira, a Rádio UEL volta a falar bem de parto (eba!): o programa Modos de Vida entrevista hoje, às quinze horas, a outra coordenadora no Fórum, a professora da UEL, psicanalista Silvia Nogueira Cordeiro. Ouça ao vivo: http://www.uelfm.uel.br/index2.php
Afinal, a informação é a melhor estratégia para o empoderamento. Só assim, podemos decidir junto com o profissional da saúde o que queremos para o parto.
Na foto, a nossa Thelminha durante a entrevista, que também é uma das coordenadoras do GestaLondrina.

Na terra dos pés vermelhos....

Depois de um longo período de afastamento deste espaço que tanto amo, volto a escrever-lhes daqui da minha terrinha, Londrina, Paraná.
E gostaria de problematizar com vocês a delicada e complexa relação médico-paciente, especialmente na assistência pré-natal, obstétrica e puerperal.
Ontem, Iara e eu voamos de Congonhas a Londrina.
Lá no embarque, uma moça chamava a atenção porque exibia seu bebê pequeno num lindo sling pocket. A Iara ficou doida e logo quis ir lá ver o bebê dentro do sling. Minha primeira pergunta tratou logo de saber de quem era o sling. Era do GAMA (www.maternidadeativa.com.br), São Paulo.
Embarcamos no mesmo voo. Sentamos perto. Eu não me aguentei** e fui logo perguntando se ela tinha contratado doula do GAMA.
A conversa foi muito especial porque muito incomum. Juntas, duas desconhecidas falavam de seus partos naturais.
Ela disse que não contratou doula porque a GO escolhida "fazia a doulagem". Achei muito interessante quando ela disse que a médica foi acompanhar o TP na casa dela, porque isso eu nunca tinha ouvido falar: chegou no início do TP, ficou 4h, saiu por mais 4h, voltou tardão da noite. Dormiu na casa do casal. De manhã, houve uma queda na evolucação do TP e a médica saiu de novo, esteve fora por mais 3h. Voltou e ficou até o final.
Agora, hoje, depois de quase dois anos de bem parida, penso que o mais legal de tudo o que o GO "fez por mim", ou melhor, "deixou que Iara-na-barriga-Pata-doula-e-eu fizéssemos" foi deixar bem claro durante vários momentos a seguinte explicação: "Normalmente, eu faria tal coisa, mas vocês querem algo diferente, especial, então, vamos agir assim".
Sabe porque isso foi legal? Porque foi real. Porque ele não é o meu médico. Ele não é meu nada. Ele está sendo contratado para prestar um serviço, e só, mais nada. Acho que se a gente assume uma posição desta, fica muito mais fácil partir em busca de um profissional que atenda aos nossos desejos de parto.
Agora, como podemos planejar esta nossa experiência se, durante o pré-natal, os médicos evitam o assunto do dia P?
** E o que é isso que está acontecendo comigo quando encontro uma barriguda e não quero falar de parto? Ando me reservando para papear somente com adeptos da humanização. Mas não tá certo, tá? Como a gente se protege das "pregações" que são, em última instância, cesaristas?
A imagem é a pintura Hope , do austríaco Gustav Klimt (1862–1918). Seus temas falam das energias primitivas da sexualidade, do amor e da morte.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Semana Internacional do Babywearing 2010

De 06 a 12 de outubro comemora-se a Semana Internacional do Babywearing 2010, com atividades pelo mundo afora. No Brasil, algumas cidades já se mobilizaram e estão com suas programações aqui, confiram! E bora slingar com a criançada!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Atividades Pré-Conferência - III Conf. Intern. sobre Humanização do Parto e Nascimento

-->Desde o dia 30 de setembro está disponível no site da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento a listagem das Atividades Pré-Conferência, sendo que as inscrições encerram-se em 30 de outubro. Acesse aqui para ver as atividades, uma mais imperdível que a outra!!! Foram prorrogadas também as inscrições para a Conferência com desconto, acesse aqui e saiba mais.

Mas, porque o sumiço?

Boa tarde!
Bão pessoal? Como foram de eleições? Surpreendidos com nossas famigeradas ESCOLHAS ou acostumados com o arroz com feijão pelo País afora?
Aqui no Estado de São Paulo mais quatro anos se seguirão de tucanos no poder e, enfim, completaremos 20 anos de PSDB... triste cenário!
O Parto no Brasil, assim como nós, suas editoras, somos apartidárias, mas impossível não comentar, discutir ou pensar em política nesses dias, afinal, com apenas um clic definimos muitas coisas: educação, saúde, economia, políticas públicas etc., mas pelos resultados nos parecem que não entendemos, ainda, esse poder todo que depende de nossas ESCOLHAS, o que dá também para ser comparado com uma gestação e a forma com que lidamos com ela e nosso corpo. Ou deixamos que nos governem ou ESCOLHEMOS como devemos ser governados... ou deixamos que institucionalizem nossos corpos ou ESCOLHEMOS como devemos parir!
Ficamos ausentes desde quarta-feira... correria, atribulações do dia-a-dia, cuidados com as crias/famílias/casas... tripla jornada! Mas, temos ótimas novidades: Ana Carolina segue na 2a fase do Processo de Seleção para Pós-graduação - Mestrado em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP); eu tive aprovado o Projeto Parteiras Caiçaras, pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) em seu Concurso de Apoio a Projetos de Promoção da Continuidade das Culturas Tradicionais no Estado de São Paulo - Edital 013, em que registrarei em 2011 os relatos de parto e nascimento de parteiras e mães caiçaras de Cananéia, no Vale do Ribeira, para publicar um livro com fotos e testemunhos, além de oferecer oficinas lúdico-educativas nas escolas municipais para tratar do tema "Nascimento" com crianças do Ensino Fundamental, Ciclo I.
Semana passada também participei de um encontro - Troca de Saberes Populares - Plantas Medicinais, organizado pela Pastoral da Saúde da Paróquia São João Batista de Cananéia, em que moradores em um delicioso chá da tarde narravam os usos de diversas ervas encontradas na região. Tive a oportunidade de reencontrar a parteira Creusa, que acompanhou muitas mulheres em seus partos e tem muita sabedoria sobre fitoterápicos, sendo que nos contou os benefícios das ervas Mil-folhas para problemas de lactação e seio machucado, através do emplastro da planta; Erva-de-São-João (Mentrasto), em emplastros para acelerar o trabalho de parto, porém, muito cuidado, visto que a planta é abortiva quando usada de forma inapropriada nos outros meses de gestação e folhas de Algodoeiro, para o preparo de um banho pós-parto, junto com sal torrado, para limpar o útero. Além dela, esteve presente a médica sanitarista Anna Volochko, pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, junto com duas alunas do Programa de Aprimoramento Profissional (PAP); a intenção de Anna é realizar capacitações com parteiras tradicionais na região, visto que atua na área da saúde da mulher, especialmente com comunidades quilombolas do Estado de São Paulo.
Enfim, tais os motivos de nosso sumiço!
Mas, esse mês teremos muito trabalho pela frente! Uma nova promoção será realizada onde serão sorteados outros dois livros - Bebês de mamães mais que perfeitas, de Cláudia Rodrigues e Histórias e Lendas Caiçaras de Cananéia, de minha autoria, com ilustrações em aquarela do artista plástico Felipe Augusto. Não percam! Desenho de Mariana Massarani_8-de-março_

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bebês amamentados somente com leite materno até os seis meses "tem melhor imunidade"

Leiam aqui a matéria publicada hoje no site da BBC Brasil - Ciência & Saúde sobre aleitamento materno e a pesquisa feita por pesquisadores gregos.

Bebês alimentados exclusivamente

com leite materno até os seis meses de idade

ganham proteção extra contra infecções,

dizem cientistas gregos.

Portal IOL Mãe

Conheçam o Portal português IOL Mãe com matérias sobre gravidez, filhos, família - acesse aqui!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mamífera convidada

Bom dia, com muita satisfação divulgo a vocês o texto "Tomar para si as rédeas da situação", de minha autoria, publicado no Mamíferas, como Mamífera Convidada.
Você que está gestando um bebê agora ou que já teve um filho sabe ou sabia como será ou seria seu parto no hospital ou maternidade escolhida, seja na rede pública ou privada de saúde?
Para continuar a leitura acesse aqui!
Esta é a 2a vez que escrevo no Mamíferas. Leia também "Antropologia Militante", publicado em 17 de maio deste ano aqui! Foto de Juliano S. do Nascimento, verão de 2010 - Acervo Pessoal.

Licença maternidade e aleitamento materno

Assista aqui a matéria da temmais.com sobre licença maternidade e aleitamento materno. Em Sorocaba, profissionais da saúde passaram por um treinamento para orientar as mães. O telefone do banco de leite é (15) 3212-0384 e em Jundiaí, o número é o 0800-17 81 55.

Amigas do Peito orientam mães sobre amamentação

Há trinta anos um grupo de mães do Rio de Janeiro decidiu criar uma ong para compartilhar experiências sobre a amamentação. E continua ajudando àquelas que têm dificuldade ou dúvidas em relação ao aleitamento materno. As Amigas do Peito acreditam que todas as mães podem amamentar seu bebê. Para isso, alguns passos são fundamentais, assista aqui o vídeo e saiba mais!

Encontro sobre Amamentação no Rio de Janeiro - La Leche League

Participe das reuniões do grupo de mães La Leche League para trocar experiências, informações e dúvidas.
Você vai entender quanto o leite materno é importante para seu bebê e vai aprender muito pela troca de informações entre as mães com a coordenação de Francesca Felici, voluntária da La Leche League. As reuniões estão abertas às mulheres grávidas. Traga seu bebê!
Onde? No Espaço de Emprendedorismo da Mulher Contemporânea - Espaço Mulher, na Rua Humberto de Campos, 315 - entre a 14ª DP e a Defensoria Pública, no Leblon.
Quando? Toda última quarta-feira do mês, das 10 às 12 horas.
1a reunião - 29 de setembro, quarta-feira.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Condutas prejudiciais - devem ser eliminadas

Hoje o post é papo sério. Nosso assunto é a violência institucional a que são submetidas as mulheres brasileiras em situação de parir.
Vamos falar de procedimentos dolorosos, vexatórios, que humilham a moral feminina e não têm respaldo cientifico. Não mais. * É importante notar aqui que o conhecimento científico é motivado por hipóteses, e assim, suscetível a falhas durante todo o seu processo de produção.

As condutas abaixo relacionadas são consideradas pela Organização Mundial de Saúde como claramente prejudiciais ou ineficazes: devem ser eliminadas!
Mas vamos considerar alguns pontos. Estes procedimentos foram incluídos no ensino e na prática obstétrica por terem sido capazes, em algum momento, de comprovar algum benefício. Não vamos agora investigar quais são eles – embora aqui a gente acredite principalmente em motivos “machistas”, em justificativas que se aplicam exclusivamente porque quem pári é a mulher e não o homem... O foco deve ser: desde que considerados prejudiciais por novas pesquisas, pelo viés da medicina baseada em evidências, são condenáveis na assistência obstétrica e ponto.
Mas por quê então continuam sendo rotina?
Esta ainda não é a pergunta mais adequada para este nosso espaço. Não podemos esperar que a mudança seja do outro; muito menos quando dentro de nós cresce e aparece o inevitável: o nascimento de uma criança.
A melhor resposta é o empoderamento feminino. Informe-se o máximo que puder e busque pelo melhor, ele existe, é real e tod@s merecemos. * Estamos gerando demanda por profissionais mais sensíveis à nossa sexualidade e individualidade.
É você quem deve bater na porta das maternidades e perguntar:

Como é o parto aqui? - Faz enema? É enema, lavagem intestinal, faz? - E tem que vir depilada? - Tem sorinho? Começa que horas? - Eu vou poder andar pela maternidade? Meu acompanhante junto comigo.... - Quais são as condições de indicação da ocitocina? Eu posso não aceitar? Quais os métodos de alívio de dor não farmacológicos aos quais terei livre acesso? - Como é a mesa de parto? Parto vertical é possível? Qual a incidência deste tipo de posição?

Estas compreendem as dez primeiras condutas. As cinco últimas referem-se ao atendimento obstétrico específico de uma pessoa. E são tão técnicos que nem o Google consegue resolver!
Neste sentido, trago um texto da Ana Cris Duarte que colabora com a discussão.
“É muito fácil tomarmos decisões baseadas em "consensos" que nem sempre correspondem à verdade. Esse consensos partem não só de pessoas leigas, mas também de profissionais da saúde, que nem sempre têm tempo e condições de se atualizar adequadamente. Por exemplo, muitos médicos ainda afirmam que após uma cesárea a mulher só pode ter cesáreas. Pesquisas multicêntricas, ou seja efetuadas em vários locais, com grande número de participantes, já provaram que o parto normal após a cesárea é mais seguro que a repetição da cirurgia.
O mesmo se aplica à posição deitada para o parto, uso rotineiro de hormônio para aceleração das contrações, rompimento artificial da bolsa d'água, uso rotineiro da episiotomia, corte precoce do cordão umbilical e muitos outros procedimentos. Portanto o melhor a fazer é desconfiar dos "consensos". Os profissionais da saúde são seres humanos como nós, mães, e estão sujeitos aos seus próprios temores, crenças e cultura. Cada mulher deve se responsabilizar integralmente por sua gestação e parto, estabelecendo com o médico uma relação de parceria. Cada decisão deveria ser tomada com base em evidências científicas e não em observações pessoais, mitos, histórias de partos que tiveram problemas, crenças e "procedimentos obrigatórios".
Esse é o primeiro passo para tomarmos posse de nossos corpos, reivindicamos o que nos é de direito e responsabilizarmo-nos por nossas escolhas, erros e acertos.”
Fonte: Medicina Baseada em Evidências - Amigas do Parto.
A Ana Cristina também tem um texto em que descreve um atendimento obstétrico padrão. É aquela triste realidade.... Conheça aqui: O Parto Hoje – Condutas Hospitalares.

Abaixo, as condutas claramente prejudiciais ou ineficazes, que deverm ser eliminadas. Pergunto: você que teve parto normal hospitalar ou cesárea intraparto, quais destes procedimentos foram aplicados contra você? * Atente para a indicação de uso rotineiro ou não.
1. Uso rotineiro de enema (lavagem anal-intestinal);
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos;
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto;
4. Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa;
5. Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto (supina é a única não recomendada, significa de barriga para cima);
6. Exame retal;
7. Uso de pelvimetria radiográfica;
8. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado (teve ocitocina no soro);
9. Uso rotineiro da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto (a litotomia é a posição de exame ginecológico – pernas para cima, afastadas e apoiadas pelos joelhos);
10. Esforços de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo;
11. Massagens ou distensão do períneo durante o parto;
12. Uso de tabletes orais de ergometrina na dequitação para prevenir ou controlar hemorragias;
13. Uso rotineiro de ergometrina parenteral na dequitação;
14. Lavagem rotineira do útero depois do parto;
15. Revisão rotineira (exploração manual) do útero depois do parto.
Lembramos que este post lança a segunda enquete da pesquisa sobre as Recomendações da OMS para o Parto Normal. A participação de vocês é fundamental, para que outras gestantes tenham material a partir do qual se informarem, se apropriarem dos argumentos adequados e se empoderarem.
O lançamento da pesquisa você encontra aqui: http://partonobrasil.blogspot.com/2010/09/recomendacoes-da-oms-para-o-parto.html
Outras informações sobre as Recomendações da OMS estão disponíveis nos vídeos sobre o projeto ISEA, da Dra. Melania Amorim.
Conheça: http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/video-do-projeto-isea-da-dra-melania_3133.html; http://partonobrasil.blogspot.com/2010/08/video-do-projeto-isea-da-dra-melania_6979.html

domingo, 26 de setembro de 2010

Triste realidade

Postamos essa semana uma enquete para saber se nossas leitoras tiveram as recomendações úteis na assistência ao parto e nascimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) garantidas e realizadas, tendo sido encerrada ontem. Outras três virão nas semanas subsequentes, dado que são quatro categorias. Sem fazer nenhuma análise profunda a partir do resultado já dá para levantar a hipótese de que o nosso público teve boa parte destas recomendações cumpridas - dos 67 votos, 50 mulheres tiveram um parto normal (29 - parto natural; 21 - parto normal hospitalar), em um País onde vigora a cultura cesarista, indicando que temos também um público seleto, que tem acesso à informação/internet, o que não pode ser considerado como privilégio de tod@s neste sistema político-econômico desigual. O cenário da maioria das parturientes é triste, seja no Sistema Único de Saúde (SUS) onde ter um parto normal é tão "doloroso" quanto uma cesárea eletiva da rede privada de saúde, e quando digo "doloroso" me refiro às questões emocionais pelas quais a mulher terá que passar, e, sozinha, pois como sabemos muitos hospitais e maternidades ainda não cumprem a Lei 11.108/05 - a Lei do Acompanhante! Só quem já passou, atua profissionalmente ou conversa com outras mulheres sabe! Tendo como pressuposto este debate saliento o relato de uma doula que é voluntária em um hospital do SUS que circulou na lista virtual Parto Nosso, com a narração de como é a realidade da assistência à mulher durante seu trabalho de parto e parto. Pergunto a vocês: o que nós podemos fazer para galgar a transformação?
"... ontem eu estive no meu plantão voluntário no SUS. Lá não se permite acompanhante, a parturiente é `devidamente protocolizada´ ao passar pela admissão (recebe a camisola e as intervenções), não tem direito a peridural, o tp é quase sempre induzido. Não se respeita o tempo de descida da criança, o período expulsivo fisiológico e a saída suave da criança. Estamos falando de 99% de enema, tricotomia, soro com ocitócito, jejum, privação de companhia, comandos, espisiotomia, kristeller. A taxa de PN é de 45%, baixa para SUS, e a um elevado preço. Precisamos de métodos não farmacológicos, farmacológicos bem indicados mas muito mais de respeito, devolução do protagonismo... Essa luta é tão grande, precisamos fazer a diferença, fazer educação em saúde! Informação é poder!".
Amanhã estaremos com uma nova enquete no ar, por mais três dias, com a 2a categoria de procedimentos, que são corriqueiros na assistência obstétrica brasileira, como demonstra o relato acima - os claramente prejudiciais. Confiram e participem!!!
Foto do livro Nascer Sorrindo (Birth without Violence), de Frederick Leboyer.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...