Fotos: Acervo pessoal de Rebeca Celes.
Informação - Saúde - Direitos - Autonomia
Confiram a programação desta formação que p/ nós será a primeira, de muitas!
Sexta feira, dia 13/05
14:00 Recepção, credenciamento, entrega de crachás.
14:30 Início da paletra com Laura Uplinger.
16:00 Coffee Break.
16:30 Início da palestra com Dra Eleanor Luzes.
18:00 Pausa.
18:15 Retorno.
20:00 Término.
Sábado, dia 14/05
9:00 Recepção.
9:30 Início da vivência com Carla Machado.
10:30 Coffee Break.
11:00 Início da palestra com Laura Uplinger.
13:00 - 14:00 Almoço.
14:00 Retorno palestra com Laura Uplinger.
16:00 Coffee.
16:30 Retorno.
18:00 Término.
Domingo, 15/05
9:00 Recepção.
9:30 Início da palestra com Laura Uplinger.
11:00 Coffee Break.
13:00 Encerramento do módulo Concepção Consciente.
Será cobrada uma taxa única de 30,00 pelas refeições.
* A ANEP (Associação Nacional para Educação Pré-Natal) Brasil lançou a formação em Educação Pré-Natal em Fevereiro de 2011.
Compõem de quatro módulos por ano (Fevereiro, Maio, Agosto e Outubro), no total de 12 módulos em 3 anos, sendo que os módulos são independentes, e é possível fazer módulos avulsos. Haverá alternância de módulos teóricos e vivenciais, pois a educação pré natal não é um tema que podemos introduzir como um novo conhecimento - todos nós já o temos armazenado em nossos corpos. É preciso vivenciar e trabalhar internamente este tema e as experiências pessoais, dando expressão ao que for necessário, trazendo luz e consciência. Se o próprio educador jamais se deparou com sua própria estória de nascimento, terá problemas na hora de propagá-lo, por isso a importância da vivência.
Investimento: Público-geral R$ 330,00; Filiados ReHuNa R$ 300,00 e Filiados ANEP R$ 260,00
Deverá ser depositado na seguinte conta:
Renata Matteoni Macera - CPF 051.500.537-16
Banco Santander - Agencia 3451 - Conta 01.000414.7
Confirme sua inscrição, enviando o comprovante de depósito para formacao@anepbrasil.org.br
Para fazer sua inscrição clique aqui!
Foi muito emocionante escutar Suely ( e agora vê-la!), esta querida madrinha e mestre de tantas aprendizes de parteiras, que, ao vivo, falou sobre esse chamado que venho tendo: "... a Bianca é uma futura parteira, esse ano ela começa a missão, o caminho dela, c/ o curso que a gente faz, c/ a instrução."
Quanta honra!
Aqui do lado de cá, a ligação estava muito baixa, e mal ouvia o que elas diziam, tanto que pensei que a apresentadora tinha me feito uma pergunta, mas Suely ia explicar sua vinda p/ Cananéia, em junho passado - saibam mais aqui! Peço desculpas, rs!
Dia intenso, de expectativa, de espera pelo celular tocar e falar daquilo que tenho hoje como dever, p/ que outras mulheres-mães possam ter o sabor de parir c/ naturalidade e respeito! Minha trajetória começa c/ a vinda de Rudá, a ele minha gratidão por vivenciar a experiência mais significativa pela qual já passei nestas 31 voltas ao Sol!
Assistam abaixo e se encantem também!
Foi disso que mais um vez nos convencemos durante o V Encontro de Obstetrizes, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, naquela quinta-feira, Dia da Parteira.
São modelos diferentes de assistência, em muitos aspectos diversos - e acreditamos na importância formar e informar que os melhores desfechos perinatais estão diretamente associados à presença do acompanhante, e ao uso seletivo e criterioso de drogas e procedimentos cirúrgicos.
A programação estava excelente, confira!
E foi lá que encontrei as seguintes perguntas:
Como pode que um pré-parto com seis parturientes adquira o sentido de um filme de terror para um médico obstetra?
Como pode demorar 12 anos para que a assistência à nossa saúde cumpra a lei do acompanhante?
Por que dessa crueldade que nos cala e imobiliza?
Estas anotações acabam sendo também como um registro de diário de campo, da Pesquisa Nascer no Brasil. Observação direta da realidade de um hospital escola 100% SUS.
*Não é pior que ou melhor que um hospital 100% lucro, concordamos?
Finalmente, que estas experiências aqui documentadas nos sirvam como dádivas de cada e todo nascimento com respeito e segurança que conhecemos por aí.
Boa notícia: há rumores de que Brasília-DF terá, em breve, o segundo curso de graduação em Obstetrícia do país. (Aquela luta de nadar e nadar! Eba!)
No auditário da Livraria Cultura temos o Ciclo de Palestras Cuidar da Infância:
Também no dia 11 temos a reunião do Fórum de Mulheres do Distrito Federal, a partir das 19 horas no CFEMEA – SCS, quadra 02, Edifício Goiás, Sala 602, em Brasília/DF com a seguinte proposta de pauta:
1 - Dar continuidade ao debate e reflexão sobre a atuação e a organização do Fórum de Mulheres do Distrito Federal;
2 – Debater sobre a participação nos processos do orçamento participativo, e nos seminários preparatórios à Conferencia Distrital de políticas para as mulheres.
Em Santos/SP, Yoga para Casais Grávidos:
Na Livraria da Vila lançamento de publicação:
No dia 15, curtam Sambebê Rio, c/ a programação musical de Pedro Miranda, no Casarão Austregésilo de Athayde, na R. Cosme Velho, 599. Couvert de R$ 20,00 - crianças de até 6 anos não pagam!
Já no dia 22, Sambebê São Paulo, c/ programação musical de Paula Sanches, na Sala Crisantempo, na R. Fidalga, 521, Vila Madalena. Couvert de R$ 20,00 - crianças de até 6 anos não pagam! Conheçam também o novo site no ar - http://www.sambebe.com.br/
http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil
Segundo o texto de abertura da publicação, o Brasil é o primeiro país do mundo em número de cesáreas. Agora, mais que nunca, tá na hora de acabar com essa bobeira de segundo lugar. Isso é histórinha prá mãezinha dormir.
O Brasil conquistou melhorias significativas na saúde materno-infantil, em serviços de atendimento de emergência, e na redução e controle de doenças infecciosas. Mas as notícias não todas boas. O país continua a ter índices de mortalidade por lesão que são diferentes de outros países, devido ao grande número de assassinatos, especialmente por armas de fogo. Os níveis de obesidade estão aumentando e as taxas de cesariana são as mais altas do mundo.
O Brasil tem agora a oportunidade de se aproximar do seu objetivo último de saúde universal, eqüitativa e sustentável, tal como promulgado na Constituição de 1988. Para dar visibilidade a essa oportunidade, a revista The Lancet publica uma série de seis artigos que examinam criticamente as conquistas das políticas públicas nacionais e indicam os próximos desafios. É como Cesar Victora e colaboradores concluem no documento final da Série Lancet sobre o Brasil: "O desafio é, em última instância, político; e requer a participação contínua da sociedade brasileira como um todo para garantir o direito à saúde para todo o povo brasileiro.
Fonte: http://www.thelancet.com/series/health-in-brazil
Haja solidariedade!!!
Quero só ver o que diz a Lancet sobre o tipo de parto normal que é normal por aqui....
Neste Dia Mundial da Parteira, muitas ações importantes aconteceram no país: tivemos a inédita brasileira Marcha das Parteiras em diversas cidades: Belo Horizonte-MG; Brasília-MG; Caruaru-PE; São Paulo-SP; Sorocaba-SP e Cananéia-SP.
O site Parto com Prazer, além de lançar o livro Parto com Amor, no dia 04, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (veja fotos aqui), publicou artigo da enfermeira Paula Viana, do grupo Curumim. Confira, na íntegra.
Parteiras tradicionais: saga da sobrevivência
Em 5 de maio é comemorado o dia internacional da parteira. Leia o artigo de Paula Viana, enfermeira e coordenadora do Programa Parteira do Grupo Curumim.
Paula Viana*
A parteira tradicional pode ser considerada uma das profissionais mais antigas que existem, e mesmo com tantos avanços tecnológicos na assistência à saúde, continua desempenhando papel fundamental para a garantia de uma vida mais saudável para muitas mulheres e crianças do Brasil. Elas são muito requisitadas, pois tanto em lugares onde há e não há acesso aos serviços de saúde elas atuam e são as primeiras a atender as mulheres.
No Brasil, anualmente, em média são realizados 41 mil partos domiciliares, desses a maioria é assistido por parteiras tradicionais. Mesmo sendo dados subnotificados ao Sistema de Informação à Saúde do Ministério da Saúde (DATASUS), os números nos dão a visão de que as parteiras tradicionais existem e que seus trabalhos deveriam estar dentre as preocupações de gestores e profissionais de saúde de todas as regiões, principalmente Norte, Centro Oeste e Nordeste. Além disso, o parto domiciliar assistido por parteira tradicional é um direito reprodutivo reconhecido por autoridades nacionais e internacionais de saúde, porém a existência no Estado Brasileiro de Marcos Legais e Políticos que respaldem e garantam a implantação de políticas públicas de inclusão do trabalho desenvolvido por parteiras tradicionais não tem se revertido em mudanças significativas no trabalho e na qualidade de vida dessas mulheres guerreiras.
Para se fazer justiça, é necessária a imediata ação de legisladores, profissionais e gestores que viabilizem a efetivação do direito à remuneração pelo trabalho desenvolvido e à aposentadoria dessas mulheres que vêm envelhecendo e morrendo sem apoio, isoladas, doentes e sem o devido reconhecimento do benefício de suas ações durante toda a vida.
Paula Viana esteve em São Paulo no último final de semana. Participou de um roda de conversa com a fotógrafa Stephanie Pommez, autora da exposição Mães de Umbigo. Obstetrizes, parteiras, doulas, pesquisadoras, terapeutas, historiadoras e o pai de Stephanie estiveram presentes.
Eu só cheguei no finalzinho (foi um dia de intercorrência médica-pediátrica), mas ainda assim, tive o grande prazer e privilégio de ouvir coisas tais como:
"A minha racionalidade de mulher branca, ocidental, urbana, não permite que eu compreenda exatamente o significado de um relato como o desta parteira que me confirmou, esclarecidamente, de que a mulher havia parido um jacaré! Um jacaré que caiu ao chão e correu fugido para o rio." Ana Paula Viana
"É um relato que certamente não faz sentido nesta nossa experiência, mas que para o ribeirinho cumpre com exatidão à realidade." Stephanie Pommez
A exposição está linda, as fotos são maravilhosas, realmente imperdíveis! Veja aqui o post da Bia Fioretti quando do lançamento da exposição, lindo!
Stephanie veio ao Brasil apenas para o lançamento de sua exposição, ela mora em Nova Iorque.
O projeto com as parteiras foi realizado durante três anos, durante os quais passava temporadas de 2-3 meses nas florestas. Sua filha costuma embarrigar-se de uma almofada e pedir que a mãe encene dona Dorca, homenageada na exposição, nestas trocas de papéis tão deliciosas que @s pequen@s nos envolvem.
Lugar de nascimento risco zero não é mesmo no hospital...
Postamos hoje a entrevista c/ a querida Rebeca, doula mineira que realiza um trabalho como doula voluntária em um hospital público.
Esta conversa faz parte das ações da série-mineirinha, postada por Ana Carolina, sobre o cenário da humanização do parto e nascimento em Minas Gerais. Ainda teremos a entrevista c/ Kalu Brum, doula, fotógrafa e uma das editoras do Mamíferas, blog que virou site e conquistou a blogesfera materna e mamífera! Aguardem!!!
(re)Leiam Minas, eu quero vocês! - aqui.
PARTO NO BRASIL Rebeca, como funciona o trabalho da doula comunitária? Quais as diferenças entre uma doula comunitária e outra não comunitária, que realiza atendimentos particulares?
REBECA R: A doula comunitária conhece sua doulanda no momento do atendimento, ou seja, durante a internação. Ela não ajuda a mulher a buscar a assistência ideal para seu desejo de parto, ela ajuda a superar as dificuldades físicas, emocionais e até institucionais no processo. A doula particular forma um vínculo anterior ao trabalho de parto e pode preparar mais a mulher para o momento de ter seu filho.
PARTO NO BRASIL Pessoalmente, o que esta experiência significa na sua trajetória?
REBECA R: Eu considero o atendimento voluntário uma oportunidade de aprendizado riquíssimo, pois se podem ter contato com diferentes culturas, realidades, expectativas. Em um único plantão chego a atender cinco mulheres, o mesmo que em um mês de atendimento particular. Muitas vivências, muitas histórias!
Acredito que atender uma mulher em um hospital público permite levar a ela uma experiência de parto mais positiva, e isso fortalece seu exercício da maternidade. Essa experiência ela compartilha com sua comunidade, disseminando a possibilidade de um parto normal prazeroso e respeitoso - em contraste a uma cultura de parto sofrido. As crianças nascidas desse parto mais bem recebidas, mais amamentadas, enfim, é um ciclo muito bacana.
PARTO NO BRASIL Como você avalia essa rede de mulheres em busca de um parto respeitoso no Brasil? Como exemplo, podemos citar casos conhecidos de parteiras e doulas “transportadas” para atender partos naturais, como aconteceu com Gisele Bündchen, que imigrou a parteira Maíra Calvette de Florianópolis/SC para os EUA; a doula e ativista Pata Merlin, que migrou você de BH para Maringá/PR; e a co-editora deste blog, Bianca, que também fez sua parteira Kátia Zenny, da Roda Bebedubem, viajar 600 km até Cananéia/SP. Podemos dizer que estas experiências são uma re-interpretação das grandes redes de circulação de mulheres e seus saberes?
REBECA R: As mulheres buscam suas equipes por afinidade, mas muito por falta de opção local! Senti-me privilegiada em acompanhar nascimentos em outras cidades, claro, mas eu gostaria, na verdade, que em todos os locais de assistência ao parto houvesse uma doula, uma enfermeira obstetra, médicos, estrutura para o parto respeitoso. O ideal seria que em cada cidade tivesse um centro de parto ou maternidade com atendimento em equipe, baseado em evidências, que considere as peculiaridades da mulher e sua família. Dessa forma manteríamos vivos os saberes ancestrais e a cultura de trazer um filho ao mundo como evento íntimo e fisiológico.
PARTO NO BRASIL Você sente que vive em uma região privilegiada, em termos de assistência à saúde de mães e bebês?
REBECA R: Eu sou de Belo Horizonte onde há todas as opções possíveis para um nascimento respeitoso: enfermeiras obstetras que atendem partos domiciliares, centro de parto normal com atendimento pelo SUS, médicos particulares que atendem o plano de parto da mulher, pediatras que fazem a recepção ao recém nascido sem intervenções de rotina.
Pelo convênio ainda não temos muitas opções e o SUS é o mais avançado, contando com a possibilidade de parto de cócoras, com ou sem analgesia. Uma nova maternidade será inaugurada na cidade com cinco suítes de parto na água, também pelo SUS.
No momento moro e atuo em Divinópolis onde alguns poucos, mas valiosos enfermeiros obstetras, médicos obstetras e pediatras já fazem a diferença no atendimento à mãe e bebê.
Vinícius de Moraes
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Parteira Tradicional, fundadora da CAIS do Parto e integrante da Rede Nacional de Parteiras Tradicionais.
SEJAM ABENÇOADAS,
Todas as Parteiras Tradicionais de todos os lugares do mundo que honram o saber milenar das nossas ancestrais e preservam na sua prática as plantas, as rezas, os quatro elementos, o Sagrado feminino, a natureza, a vida.
Sejam abençoadas as mãos que recebem o Ser que nasce, mãos que curam, que acalentam, mãos firmes e seguras em todos os bons momentos e nos momentos de aflição. Mãos experientes que tocam, que acolhem, que abençoam.
Sejam abençoadas as Parteiras Tradicionais das localidades mais longínquas que na solidão seguem salvando vidas sem sequer questionar a informação que não chega, o apoio que nunca teve, o reconhecimento que o sistema jamais priorizou, a indiferença dos dados estatísticos com cada vida que ela amorosamente recebe e cada mulher que ela solidariamente ajuda no sagrado momento de dar à luz. Estas Parteiras seguem cumprindo sua missão de guerreira da paz sem se importar com a discriminação dos arrogantes doutores e autoridades com o preconceito da elite falida e confusa. Desde o princípio da humanidade as Parteiras sempre existiram e sempre existirão, queiram as autoridades ou não.
Sejam abençoadas as Parteiras Tradicionais urbanas que enfrentam todo tipo de dificuldade para cumprir seu Dom, sua profissão de partejar fora dos hospitais, distantes da doença e do tecnicismo garantindo a naturalidade do parir e nascer com segurança e respeito. Nas cidades, nos grandes centros urbanos as Parteiras Tradicionais sentem-se discriminadas como se fossem antiquadas, ultrapassadas porque fazem a ponte entre o antigo e o moderno, porque acreditam na simplicidade exuberante do parir e do nascer, porque sabem esperar e confiam na capacidade do corpo feminino. Porque confiam na luz, no Ser superior, porque realizam o sagrado ato de humildade diante do protagonismo feminino com segurança, com respeito, com amor incondicional.
Abençoamos nossas aprendizes de Parteira que dedicadamente confiam que é possível parir e nascer de forma natural e espontânea. Que se entregam completamente nesse conhecimento sagrado da experiência de sua mestra Parteira e assim se preparam para no futuro próximo assumir nossos lugares e garantir a continuidade desta prática milenar preservando a cultura do partejar, a tradição das ancestrais, ofertando aos céticos tecnicistas a possibilidade de rever, o lidar com a vida honrando quem veio antes de nós e respeitando quem ainda hoje acredita e faz a diferença na selva de concreto das grandes cidades, fria dura e indiferente.
Abençoamos nossos afilhados e afilhadas recebidos e acolhidos pelas nossas mãos ao nascer.
Que em cada oração seja lembrada a Parteira que lhe recebeu nesta vida, a Parteira que lhe ajudou parir.
Esta missão de Parteira está de comum acordo com a divindade, integrada com os anjos e arcanjos disseminando luz. Verdadeiras mensageiras da PAZ.
Foto de Josiane Bizarri, c/ Suely e Rudá, indo p/ o Ariri, em junho de 2010!
Em Cananéia, após a Marcha das Parteiras nos encontraremos no Matimpererê Empório Cultural - Ponto de Cultura "Caiçaras", na Av. Beira-Mar, n° 07, às 20 horas, p/ uma prosa sobre partería tradicional c/ a parteira Cleusa dos Reis. Na oportunidade, exibição do documentário "Dia de Nascimento" (Birth Day), da parteira mexicana Naoli Vinaver!
Nos E.U.A:
Saiba mais sobre a Marcha das Parteiras 2011 por Bia Fioretti, do blog Mães da Pátria - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/04/29/marcha-das-parteiras-2011/.
Em Sumaré/SP, encontro do Grupo MadreSer:
Amanhã, dia 05 - Dia da Parteira, teremos a Marcha das Parteiras, c/ caminhadas em Brasília/DF, Caruaru/PE, Sorocaba/SP, São Paulo, capital, e, em Cananéia/SP (de onde vos falo, rs!); faremos o ato até o Ponto de Cultura "Caiçaras" p/ um encontro que reunirá a parteira tradicional Cleusa dos Reis, p/ uma prosa sobre parto e nascimento, c/ a exibição do vídeo Dia de Nascimento (Birth Day), da parteira mexicana Naoli Vinaver (que gentilmente cedeu o uso do documentário!). Dia de alegria, de comemoração! Hoje Bia Fioretti postou em Mães da Pátria o rumo que nos guiará p/ esse ato - o COBEON, em Belo Horizonte/MG - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/05/04/1%C2%BA-passo-rumo-ao-cobeon/, e também nos contou o início desse processo todo em - http://maesdapatria.wordpress.com/2011/04/29/marcha-das-parteiras-2011/. O Blog Parto no Brasil terá uma divulgação especial no dia, mas vocês já podem conferir no site Deixa Sair, da queridíssima Sonia Hirsh - http://www.soniahirsch.com/2011/05/5-de-maio-dia-internacional-das.html.
O GestaParaná comemora o Dia das Mães c/ uma super promoção, aproveitem!
Abaixo, folder do Papo de Mamis:
Ainda no dia 07 - Grupo de fraldas de pano convida tod@s para o encontro mensal, às 14 horas. O evento é para tirar dúvidas, trocar ideias sobre as fraldas de pano, para quem já usa, quem quer usar ou curiosos. É também um espaço para se vender, comprar e trocar as fraldas usadas ou novas, além de qualquer outras coisa que se queira. Será no Espaço Nascente - consultório do Cacá, na R. Grajaú, n° 599, em Sumaré/SP. Mais informações: http://br.groups.yahoo.com/group/fraldadepano/.
O Roda de Mãe também dispõe de encontros entre famílias:
Dia 11, quarta-feira, Palestra de Renascimento, às 19h30, em Curitiba/PR, no Instituto Anauê Teiño.
A proposta de pauta será a influência da concepção, gestação e parto na vida de cada um de nós e a respiração como forma de elaboração e cura de bloqueios estabelecidos nessas fases. Medos, ansiedades, escassez, depressão, pobreza, doença, solidão, pânico, nervosismo? Tudo isso tem explicação e tem cura, c/ a Renascedora Lourdes Mariani.
E, o mês está só começando!
Realizo hoje, também, o sorteio da camiseta da Quanto Menor Melhor, que tinha sido agendado p/ dia 29, mas com dias atribulados não foi possível, mas vamos lá! Tivemos oito inscrições, e o n° sorteado foi o quatro.
A premiada Noemi Martinho, mãe da Maria Antonia, de quatro meses receberá uma linda camiseta da Quanto Menor Melhor! Eba, que delícia! Parabéns!!!
Amamentação: Uma experiência 3D
Também assinam esta pesquisa aqui apresentada: Bianca Cruz Magdalena e Simone Diniz
Com tantas formas de comunicação acessíveis pela ponta dos dedos, agora é o momento perfeito para compartilhar e empoderar.
Waba, por Bianca Balassiano Najm
Ativismo menstrual em ação!
Todos os anos, desde o início da campanha no Brasil em 2008, sempre criamos formas de incentivar as pessoas, homens e mulheres, principalmente as mulheres, a gerarem ações para chamar a atenção para o slogan da Campanha: 1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação!
Este ano, como curiosas que somos, resolvemos verificar como anda a cena do ativismo menstrual no Brasil. Se é que ele já existe!
Bom, então ficaremos mais ou menos assim:
.::AÇÃO PRINCIPAL::.
Algumas perguntas irão nos nortear esse ano:
Quais mudanças ocorreram e, se ocorreram, para onde estamos indo? Existem mais mulheres valorizando sua menstruação? Ou as mulheres que já valorizavam antes é que estão mostrando a cara? As mulheres que (ainda) não gostam de sua menstruação, continuam acreditando nisso? Algo mudou? Faz e fez diferença se ter acesso a formas de segurar o sangue menstrual (absorventes reutilizáveis e coletores) ? O que isso efetivamente traz para saúde física, emocional e política da mulher? As mulheres estão mais responsáveis por seus corpos? Se sim, por que ainda tem tanta gente, que não seja a mulher, falando com autoridade sobre o corpo dela? As mulheres que escolhem parar de menstruar escolheram isso ou alguém escolheu para ela? Se ela escolheu, existe produção cientifica sobre os danos a longo prazo na saúde emocional e física da mulher com relação a essa escolha? Seria reversível?
Por isso, como ação principal, iremos fazer uma Tarde de Palestras e uma mesa-redonda, aqui em São Paulo, para discutirmos, trocarmos e descobrirmos o que se tem de novo sobre o assunto e, se porventura, novas dúvidas surgiram.
.::Palestrantes::.
Contaremos com mulheres que já há algum tempo vem levantando essas questões no Brasil e teremos a honra de contar, ainda, com palestra internacional em conference call.
.::Novidade::.
Você deve estar pensando: “Ah, mas eu não estou em São Paulo!”. Mas graças a esse mundo fabuloso da rede teremos duas formas de você estar conectad@:
• Transmissão simultânea da mesa-redonda, a partir das 20hs;
• Exibição posterior na Tv2@Vermelha de trechos da tarde de palestras;
.::Outras formas de participar::.
• Manifestar-se no Twitter, Facebook e outras mídias sociais. (usando o tag da campanha)
• Gerar o um post no seu blog, se tiver. (com a imagem oficial)
• Ir de vermelho para o trabalho.
• Presentear suas amigas e companheiras de trabalho com algo simbólico.
• Organizar um encontro com suas amigas para discutir o assunto. (se possível, registre e envio-nos uma foto com relato)
O combinado é que você possa nos enviar o que de bacana surgiu dessa troca. Isso irá ajudar para continuarmos a manter o museu da Campanha2@Vermelha, além de aumentar as informações a respeito do que pensa a mulher contemporânea sobre menstruação. SEMPRE CITANDO A FONTE.
.::Importante::.
• Use, ainda, sempre que possível, folder/imagem/logo da campanha do ano corrente, assim, quem não sabe de nada do que está acontecendo e do que você está falando pode ser capaz de imediatamente fazer um link.
• Este ano, só aceitaremos fotos para o banco de dado/museu de quem tenha algo na foto que indique que o registro foi no dia da campanha. Ou seja, que vocês estejam usando a imagem na mão, por exemplo, para que indique que estavam todas reunidas no dia da Campanha 2@Vermelha, dia 02 de maio de 2011.
• Use o e-mail para nos enviar: cladosciclossagrados@yahoo.com.br
.::POR QUE COMEMORAR?::.
• Para criar:
• Um senso de diversão em torno da menstruação;
• Para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde menstrual e reprodutiva;
• Para criar uma maior visibilidade da menstruação, no cinema, meios impressos, música e outras mídias;
• E para melhorar a honestidade sobre a menstruação em nossos relacionamentos.
.::ONDE?::.
• Em seu dormitório, sozinha;
• sala de aula ou apartamento;
• na casa de um@ amig@;
• em um parque ou outra área aberta;
• na faculdade ou na escola;
• em um restaurante ou café.
• em qualquer lugar!
.::VEJA SOBRE A HISTÓRIA DA CAMPANHA NO MUNDO::.
.::ORGANIZAÇÃO BRASIL::.
Coletivo Clã Ciclos Sagrados
Sabrina Alves
Danielle Sales
Bia Fioretti
.::SERVIÇO::.
PROGRAMAÇÃO:
16h: Conference Call com a ativista menstrual americana autora do livro “Becoming Peers: Mentoring Girls into Womanhood”, DeAnna L’am. “Menstrual Monday – A Worldwide Sisterhood” (Segunda Menstrual: a irmandade mundial) com tradução.
+PALESTRAS:
17hs: “Magia e prazeres dos ritmos do feminino” - Bia Fioretti
18hs: “Cyber Ativismo Menstrual” - Danielle Sales
19hs: “O potencial criativo da Menstruação” - Monika Von Koss
20hs as 21hs30 – Mesa-redonda com Mediação de Sabrina Alves: Monika Von Koss, Danielle Sales, Bia Fioretti e participação de perguntas.
.::ONDE::.
Instituto Naradeva Shala - R. Coriolando, 169/171 (próximo ao Shopping Bourbon e ao Sesc Pompéia) - www.naradeva.com.br
.::INSCRIÇÕES E CONTRIBUIÇÃO::.
+1 kg de alimento não perecível humano + 1 kg de ração para gato ou cachorro.
Ou
+2 kgs de alimento humano
::CONTATO::
+E-mail: cladosciclossagrados@yahoo.com.br - +Fone: 3862-7321 (no Naradeva Shala)
ATENÇÃO REVENDEDORES: quem quiser revender absorventes e coletores e produtos relacionados ao tema, entrar em contato com Lu ou Lilian pelo fone: 11-3862-7321
+Informações: http://www.campanhasegundavermelha.org/2vermelha
+Siga-nos: TWITTER: @SegundaVermelha
+FACEBOOK: Fanpage: Campanha2aVermelha
.::Realização Brasil::.
Coletivo Clã dos Ciclos Sagrados - www.cladosciclossagrados.com
.::APOIO::.
Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala - www.naradeva.com.br
® Uso exclusivo concedido por Janet Balaskas
Parto Ativo - A História e a Filosofia de uma Revolução
Janet Balaskas na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
20 de Abril de 2011
Na véspera do feriado prolongado da Semana Santa, a visita da educadora perinatal Janet Balaskas à Faculdade de Saúde Pública da USP lotou o Anfiteatro Paula Souza. Estudantes e pesquisadores, profissionais da obstetrícia, usuários da saúde, e até mães com bebês aproveitaram a oportunidade de conhecer a britânica fundadora do movimento internacional pelo Parto Ativo.
A palestra Parto Ativo, a história de uma filosofia e revolução durou aproximadamente duas horas, durante as quais, Janet Balaskas e sua tradutora falaram de pé, apresentando um belo registro iconográfico. Coordenadora do Active Birth Centre em Londres, Janet compartilhou com o público a história do movimento organizado de mulheres, que há 30 anos, conseguiu denunciar e abolir práticas obsoletas e agressivas na assistência obstétrica da Inglaterra. Algumas destas ainda são rotina nos hospitais brasileiros.
Dois episódios foram marcantes neste processo: em 1982, uma passeata mobilizou seis mil ingleses que foram às ruas de Londres protestar contra as episiotomias de rotina e a imobilização das parturientes no leito. Alguns meses depois, novamente milhares de pessoas participaram de duas Conferências Internacionais pelo Parto Ativo, provocando mudanças significativas na assistência ao parto na Inglaterra.
Na USP, Janet também demonstrou algumas vantagens que os partos normais em posição vertical oferecem, como por exemplo, maior abertura do canal pélvico. Todos os presentes se levantaram para tocar seu próprio corpo e comparar o diâmetro de seu crânio com o de sua pelve, em variadas posições.
Em debate com o público, Janet Balaskas reconheceu no Programa Cegonha uma boa oportunidade para que o Brasil dê um salto de qualidade na atenção ao parto. Isso porque foi informada de que o atual plano de governo prevê investir na construção de 72 Centros de Parto Normal. Estudos recentes defendem que o parto normal – aquele sem o uso obrigatório de drogas ou procedimentos cirúrgicos – tem os melhores desfechos de saúde materna e infantil, sendo indicador da qualidade da assistência obstétrica de um país. Como disse o Ministro Padilha recente passagem pela FSP, esta política também objetiva reduzir a violência institucional no parto, questão que ganhou ampla divulgação na mídia pela pesquisa de opinião Mulheres e Gênero nos Espaços Públicos e Privados (SESC Fundação Perseu Abramo), segundo a qual, uma em cada quatro mulheres brasileiras afirma ter sofrido algum tipo de violência durante o parto.
Por fim, Janet dedicou todo apoio às obstetrizes brasileiras, especificamente às profissionais formadas pela EACH: “All power to the midwives” encerrou. Em seguida, um intenso e prolongado aplauso, com todos de pé, emocionou às lágrimas uma das figuras mais emblemáticas da humanização do parto. Além de todos nós.
Simone Diniz e Ana Carolina Franzon
Fotos: Ana Carolina Franzon
Realização:
Curso de Obstetrícia EACH-USP
Associação de Obstetrizes da USP
Faculdade de Saúde Pública da USP
GEMAS – Gênero, Maternidade, Evidências, Saúde (FSP/USP)
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