quinta-feira, 10 de março de 2011

Promoção Todo Dia é Dia das Mulheres

Olá mulherada,
Sim, a prosa é só c/ vocês!
Lançamos hoje no Blog Parto no Brasil a Promoção Todo Dia é Dia das Mulheres, com três prêmios pra lá de femininos - um Vale-Presente no valor de R$34,00 da Samba Calcinha; um absorvente ecológico em tecido, com duas faixas atoalhadas, da Ninho da Coruja e um coletor menstrual da Miss Cup!
Teremos, então, três sorteadas, na mesma data - 31 de março, quinta-feira, a partir das 20 horas. Os fretes são por conta das premiadas, que tem uma semana p/ retornarem nosso contato p/ receber os prêmios, visto que nos últimos sorteios não tivemos retorno com prontidão. Caso não tivermos o contato, o sorteio será refeito, dando oportunidade para as outras inscritas.
Como participar? Itálico
Linkem a promoção no Facebook e/ou em seus blogs/sites particulares e inscrevam-se nos Comentários nos fornecendo os seguintes dados e respondendo à pergunta abaixo:
1. Nome completo
2. Email
3. Link do blog/site (se tiver)
4. Quais os desafios que as mulheres de hoje tem de enfrentar?
Boa sorte a todas!
Acessem os endereços virtuais das empresas parceiras e conheçam os produtos sorteados!
http://www.sambacalcinha.com.br/lojavirtual/
http://absorventedepano.blogspot.com/2010/10/absorventes.html
http://www.misscup.com.br/
À Daniela Ferraz, Raquel Hönig e Mariana Betioli nossos agradecimentos pela credibilidade em nosso trabalho, feito com muito (muito) carinho e amor, de mulheres-mães para outras mulheres, mães, tias, avós, dindas...
Em janeiro publicamos o post Só para mulheres, nele vocês poderão conhecer (ou rever!) um pouco mais sobre o resgate do sagrado feminino e o uso de absorventes ecológicos e coletores menstruais. Também poderão assistir alguns vídeos no post Multimídia Parto no Brasil - Coletores Menstruais.
Esta semana a jornalista Sônia Hirsh publicou um texto em seu blog Deixa Sair - Outras verdades: Coletores menstruais e um texto imperdível da Tati Rocha. Nele, controvérsias sobre o uso do coletor, mesmo assim, vale a pena ler a discussão d@s participantes.
Obs.: Eu há três ciclos uso o coletor da Miss Cup, ainda em fase de adaptação, tendo usado integralmente, sem conciliar com o absorvente, apenas neste último mês, em que também abandonei os absorventes usuais e aderi ao absorvente em tecido, da Ninho da Coruja. A sensação é incrível, o conforto, o bem-estar. Quanto a praticidade, bem, quem disse que o que é mais fácil é melhor, rs?! Sim, para mudar certos hábitos da vida moderna temos que abrir mão de algo, não é?!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Agenda Parto no Brasil

Seguem os eventos da Agenda Parto no Brasil desta semana:
Grupo MadreSer - Agenda de Março
Dia 10 - Nutrição na gravidez (Equipe Le Papinhas)
Dia 17 - Períneo (teoria)
Dia 24 - Períneo (prática)
Dia 31 - Pré-Natal (Dra. Priscila Huguet)
Na Sala Cultural do Villa Flora - R. da Amizade, 2400 - Sumaré/SP - Pegar saída 109 da Anhanguera e seguir placas para Nova Veneza.
Acessem o blog - http://madreser.blogspot.com/.
Grupos Apoiados pela Parto do Princípio (GAPP´s)
Nascer Sorrindo -
Roda de Conversa no dia 12 de março, das 10h30 às 12 horas, na R. Oswaldo Aranha, 1070/401 - Porto Alegre/RS.
Gesta Maringá -
Encontro sobre Vínculo Mãe-Bebê também no dia 12, às 15 horas, no Espaço Ananda Ganesha, na R. Ribeirão Claro, 253, Zona 08 - Maringá/PR.
Curso de Ensinamentos Tradicionais sobre o Parto e Nascimento com Dona Flor -
Dona Flor é parteira tradicional residente no Moinho, em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Já atendeu mais de 300 partos e pariu 13 filhos, e, também é raizeira com um profundo conhecimento sobre as ervas indicadas para serem usadas nas várias fases da vida da mulher. Com pouco mais de 70 anos de idade, diz que quer transmitir o que sabe para que outros homens e mulheres possam ajudar no parto e nascimento.
A vivência acontecerá entre os dias 27 a 30 de abril e 1º de maio, das 9 às 12 horas e das 14h00 às 18 horas, de quinta a sábado e de 9 às 14h00 no domingo.
O conteúdo sugerido será:
- Saúde da Mulher: cuidados necessários antes de engravidar;
- Cuidados com a saúde na gestação, parto e pós-parto;
- Uso de plantas medicinais nas diferentes fases da vida da mulher e do bebê;
- Oficina de simulação do parto;
- Cuidados com o recém-nascido.
Curso organizado pela Casa da Luz, com apoio do Centro de Estudos UnB-Cerrado e Rede de Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa), sendo realizado no Espaço Adi Shakti, localizado no Moinho e que comporta, no máximo, 20 participantes.
Será oferecido hospedagem na Aldeia Maiana para 10 participantes a R$ 45,00 por dia, incluindo café da manhã, almoço e jantar. O almoço será para todos/as no mesmo local a R$ 10,00 por pessoa. Existem outros locais para hospedagem no Moinho, no Espaço Adi Shakti, no Sítio Flor de Ouro e na Dona Alzira, que deverão ser tratados diretamente com os proprietários. Quem preferir, pode ir e vir de Alto Paraíso onde existem várias pousadas.
Investimento de R$260,00 à vista ou duas parcelas de R$140,00.
Mais informações com Livia pelos telefones (61) 9618-3773 e 3253-7095.
I Congresso Internacional Virtual de Parteiras -
De 1° a 15 de junho. Acessem o site - www.congresovirtualmatronas.com.

terça-feira, 8 de março de 2011

O Dia 8 de Março, as feministas e o silêncio sobre a assistência ao parto

Plantão_Para as mulheres e @s ativistas pelo empoderamento no parto.

Hoje celebramos mais um Dia Internacional da Mulher. Damos visibilidade à dignidade, à autonomia e aos direitos que queremos ter respeitados. Clamamos pelo fim da violência contra nossos corpos, nossa produção laboral e a nossa saúde emocional. Publicizamos as mazelas que o capitalismo, o patriarcado e o machismo engendram sobre nós e os outros gêneros.
Deste modo, fala-se sempre em raça e etnia, aborto seguro, violência doméstica, valorização do trabalho, educação e assistência integal à saúde de boa qualidade.
Entretanto, fica sempre uma lacuna: como nascem noss@s filh@s?
Estou citando a pesquisadora feminista Monica Bara Maia, que, em entrevista ao Blog Parto no Brasil, afirmou que o processo da parturição é mesmo uma experiência desconsiderada na vida das mulheres. Parece-nos que o que importa é a gestação e a materialização da cria em boas condições de saúde. Mas o processo pelo qual "damos vida" aos pequenos seres é quase sempre completamente ignorado.
Assim, neste dia, proponho uma crítica aos movimentos de mulheres, e também chamo a atenção do movimento pela Humanização do Parto e Nascimento. Pois, nós mulheres, precisamos pautar a assistência à saúde que recebemos (e/ou prestamos) especificamente no momento de parir.
Nossa sexualidade é o campo dos fênomenos que acompanham os nascimentos. Temos direitos humanos e reprodutivos assegurados e precisamos popularizar as informações sobre o bom parto, sobre o parto que queremos, sobre os maus-tratos que sofremos, sobre a assistência que não nos satisfaz, aquela que mal-queremos.

Hoje, publico então a íntegra de um texto que considerei representativo desta data, o 8 de Março. Trata-se de uma carta assinada por muitas entidades e organizações brasileiras, publicada no site da Secretaria de Políticas para Mulheres, do Governo Federal.
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Feministas em Luta por Autonomia e Igualdade!
Contra o Machismo e o Capitalismo!

Nós, mulheres feministas, estamos nas ruas novamente neste 8 de Março para reafirmar nosso compromisso com a luta contra o machismo; uma luta que, para nós, também é anti-capitalista, pois ainda há muito a fazer para garantir nossa autonomia, igualdade e direitos plenos. Esta é a base da sociedade que queremos construir.
O combate ao machismo se faz todo dia. Reconhecemos os avanços conquistados pela luta das mulheres, mas temos no horizonte ainda muito pelo que lutar. Para sermos vitoriosas, é preciso compromisso com nossas bandeiras históricas e total autonomia do movimento para pautá-las. Estamos em luta diária contra a violência sexista, pela descriminalização e legalização do aborto, valorização do nosso trabalho, educação de qualidade para todos e solidárias às lutas anti-capitalistas travadas no Brasil e no mundo.
Em todo o país, acompanhamos o surgimento de uma grave ofensiva conservadora, que tenta impor princípios religiosos para o conjunto da população, além de propor retrocessos na questão dos direitos humanos, como vimos na ocasião da assinatura do Acordo Brasil-Vaticano e nos vetos ao PNDH-3. Essa ofensiva culminou em um processo eleitoral pautado pelo conservadorismo, no qual o papel da mulher se reduziu ao de ser mãe.
Reconhecemos a importância histórica da eleição da primeira mulher para a Presidência da República, mas sabemos que isso apenas não basta para mudar a vida das mulheres. No processo eleitoral, pautas importantes como a legalização do aborto e o casamento gay foram seqüestradas por setores reacionários e usadas como moeda de troca pelas principais candidaturas. A participação de mulheres à frente dos ministérios aumentou; entretanto, no Legislativo, ela foi reduzida e, infelizmente, os espaços de poder seguem ocupados majoritariamente por homens.
Contra a violência
O ano de 2011 começou com a tentativa, por parte do Supremo Tribunal Federal, de supressão de medidas jurídicas criadas em conjunto com a Lei Maria da Penha. A postura do STF semeia a confusão, reforçando a atitude dos que querem questionar a lei, e contribui para a certeza da impunidade de que gozam hoje os agressores, para a banalização da violência e o descrédito na Justiça por parte das mulheres. Todos os dias, dez mulheres morrem no país. A violência machista cresce em geral e nada é feito para nos proteger de maneira efetiva.
Em São Paulo, o poder público, apesar de ter assinado o Pacto pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, não investiu nenhum centavo para a ampliação das delegacias da mulher, casas abrigos ou na construção de centros de referência. A segurança das mulheres abrigadas também é negligenciada, uma vez que o sigilo sobre seu novo endereço é quebrado pela localização das crianças via matrícula feita pela internet na rede pública de ensino. É necessário que a Secretaria de Educação proteja esses dados, realizando a matrícula off-line destas crianças.
Em São Paulo, também constatamos, de forma escancarada, manifestações de violência contra lésbicas, homossexuais e transexuais. Rechaçamos com veemência as iniciativas dos setores conservadores, sobretudo da bancada religiosa no Congresso Nacional, em barrar aprovação do PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia no Brasil. Por essa razão, nos juntamos ao movimento LGBTT na luta pela aprovação imediata do PLC 122 e demais políticas inclusivas, que reconheçam de forma integral os direitos desta população.
Por igualdade
A vida das mulheres tem piorado com a constante elevação de preços de produtos essenciais, como os alimentos, e a falta de um salário mínimo que dê conta das necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras. Hoje, 53% dos que ganham até um salário mínimo são mulheres e 30% das famílias são chefiadas por mulheres. Assim, a luta pelo aumento real do salário mínimo é também uma luta das mulheres.
Também é preciso lembrar que ainda ganhamos menos do que os homens no mercado de trabalho, muitas vezes realizando o mesmo serviço. Empregos considerados femininos possuem remuneração menor que a de trabalhos predominantemente realizados por homens. O Brasil é o único país da América Latina que ainda não assinou a Convenção 156 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que define a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres e determina que a responsabilidade com o cuidado das crianças e da família deve ser compartilhada.
Pedimos ao Estado brasileiro que ratifique a Convenção, assim como aprove o Projeto de Lei em tramitação no Congresso que garante igualdade no mundo do trabalho.
A pobreza no Brasil tem gênero e cor. A grande maioria das mulheres empregadas são trabalhadoras domésticas e, destas, a maioria é negra. Super exploradas, vivem sem a garantia dos mínimos direitos trabalhistas e são as maiores vítimas da diferença salarial. Defendemos a equiparação dos direitos das domésticas aos de todos os trabalhadores, com a alteração do Art.7o da Constituição Federal.
Por autonomia e direitos
A maioria das mulheres brasileiras não tem licença maternidade garantida. Das que trabalham fora de casa, cerca de 60% estão na informalidade, ou seja, sem carteira assinada e sequer os quatro meses garantidos pela CLT. Defendemos a imediata aplicação da licença maternidade de seis meses para todas as mulheres, assim como a ampliação da licença paternidade de igual período.
Exigimos também políticas públicas que contribuam para a construção da nossa autonomia, como lavanderias e restaurantes coletivos, e uma educação de qualidade para as crianças. As vagas no ensino infantil não atendem a todos e, nas creches, o déficit de São Paulo em 2010 já passava de 120 mil vagas. Este número só não é maior porque a atual gestão Kassab optou por superlotar as creches, transformando-as em verdadeiros depósitos de crianças.
São milhares de mulheres e crianças atingidas pelo descaso com a educação infantil na cidade, sendo que as mães são penalizadas por não poderem voltar ao trabalho ou não conseguirem emprego por não ter onde deixar seus filhos. Exigimos das três esferas de governo educação infantil e creche com orientação pedagógica de qualidade, pública, gratuita e em tempo integral para todas as crianças. Uma educação de qualidade para as crianças também é direito de nós, mulheres.
Também reivindicamos nosso direito à atenção integral à saúde, para além da idade reprodutiva, considerando as necessidades da população idosa, que cresce em nosso país, a diversidade sexual e étnica existente entre as mulheres, as especificidades de saúde da população negra (hipertensão arterial, cardiopatias, anemia falciforme) e das mulheres com deficiência, como a acessibilidade aos equipamentos públicos de saúde.
A atenção integral à saúde inclui ainda a garantia dos direitos reprodutivos e a garantia de que tenhamos autonomia para decidirmos sobre nossos corpos, sobre se queremos ser mães e quando. A criminalização do aborto obriga as mulheres que decidem fazê-lo a se submeterem a procedimentos clandestinos, inseguros e que colocam suas vidas em risco. Em caso como esses, as mulheres pobres e negras morrem 6 vezes mais por não terem acesso ao atendimento de saúde integral.
Por dignidade
Nos meios de comunicação de massa, persiste a exploração e mercantilização do corpo das mulheres, a falta de diversidade étnico-racial e de orientação sexual, além de um discurso que reserva às mulheres um lugar subalterno na sociedade.
No contexto da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas em território nacional, temos a árdua tarefa de questionar o impacto das obras sobre as comunidades atingidas, assim como o aumento do turismo sexual e da prostituição que acompanham a realização dos mega eventos. É tarefa do movimento feminista problematizar e pautar o tema do tráfico de mulheres e da prostituição junto à sociedade!
Ano após ano, vemos nossas casas serem invadidas pelas águas das chuvas. Estas tragédias não são “naturais”. É o modo de produção capitalista, de produção e consumo desenfreados, o responsável pelas alterações climáticas que ocorrem no mundo. Essas mudanças e suas consequências têm sido previsíveis e podem e devem ser prevenidas. Exigimos ações governamentais contundentes para seu combate e políticas públicas urbanas efetivas que garantam nosso direito à cidade e à moradia digna.
Queremos uma verdadeira reforma urbana e não medidas que beneficiem a especulação imobiliária e expulsem a população pobre para as periferias, sem a mínima estrutura de moradia ou acesso a equipamentos públicos. Repudiamos, assim, o descaso criminoso do governo tucano e da Sabesp com a população do município de Franco da Rocha e bairros da periferia de São Paulo, e nos somamos à luta por uma cidade inclusiva com transporte público de qualidade. Estamos ao lado da juventude nos protestos contra os aumentos abusivos no preço das passagens de ônibus.
Nos juntamos às mulheres do campo ao afirmar o nosso direito a uma alimentação saudável e livre de venenos. Clamamos pela reforma agrária, por soberania alimentar e por outro modelo de desenvolvimento no campo, com uma agricultura sem agrotóxico e sem monocultura!
Solidariedade internacional
Acompanhamos a crise econômica se abater sobre a Europa, onde as reformas, principalmente as previdenciárias, se transformaram no carro-chefe para salvar o sistema financeiro. Tais medidas penalizam a classe trabalhadora e sobretudo as mulheres, tradicionalmente as primeiras a perder o emprego e as últimas a recuperá-lo.
Repudiamos a perda de direitos, trabalho e renda para trabalhadoras e trabalhadores. Manifestamos nosso apoio à luta das mulheres na Itália contra Berlusconi e reafirmamos nossa solidariedade às mulheres de todo o mundo, tanto àquelas que lutam na Europa contra os efeitos da crise quanto àquelas que se batem contra o imperialismo, para derrubar ditaduras de décadas como na Tunísia e Egito ou ocupações militares existentes mundo afora. Defendemos a soberania e autonomia dos povos.
Solidariedade em especial às mulheres do Haiti, que sofrem o aumento significativo da violência sexual, inclusive nos acampamentos de refugiados sob proteção da Minustah, a missão da ONU chefiada pelo governo brasileiro. É preciso ajudar na reconstrução do Haiti de forma humanitária. O Haiti não precisa de armas e soldados, mas de médicos e professores. Sua reconstrução deve estar sob o controle do povo haitiano e não pode significar penhora de recursos naturais, incentivo à especulação de empresas transnacionais na região e o aumento da violência contra o povo.
Neste 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, convocamos aqueles que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária, sem opressão e exploração, a se somarem a nossa luta. Ainda há muito o que avançar e a participação de todos e todas é fundamental.
Sobre o 8 de Março
Em 1910, a alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, celebrado inicialmente em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher. Com a revolução, muitos direitos foram conquistados, como o voto e a elegibilidade feminina e o direito ao aborto. Em 1922, a celebração internacional foi oficializada nesta data e o 8 de Março se transformou no símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem sua condição e a sociedade como um todo.
Assinam este documento:
APEOESP § APSMN/SP § Articulação Mulher e Mídia § AGB § AMB § ANPG § Barricadas Abrem Caminhos § CA Benevides Paixão da PUC § CACS PUC § CA Guimarães Rosa § CAPPF da USP § CAPSICO da PUC § CA XI de Agosto de Direito da USP § Contraponto § Construção § Domínio Público § Casa Cidinha Kopcak § Casa Viviane dos Santos § Católicas pelo Direito de Decidir § CIM § Centro Maria Maria § CEUPES da USP (Gestão Cirandeia) § CineMulher § Ciranda de Informação Independente § Círculo Palmarino § Coletivo 28 de Junho § Coletivo Alumiá § Coletivo Ana Montenegro § Coletivo Bancários na Luta § Coletivo Feminista Yabá do Direito da PUC-SP § Coletivo Dandara do Direito da USP § Consulta Popular § Coordenação de Mulheres da UNEGRO § CTB § CTB-SP § DCE Unicamp § DCE USP § Espaço Cultural Carlos Marighela § ENECOS § FEMN-SP § FCV § Fuzarca Feminista § Grupo Construção Coletiva § IBDC § Intersindical §Intervozes § Instituto Zequinha Barreto § Juventude Libre § LBL § LGBTs do PT § LGBTs do PsoL § Marcha Mundial das Mulheres § MH2O § MMC § Observatório da Mulher § Oriashé § PLPs § RFS § REF § Refundação Comunista § Romper o Dia § Sec. de Mulheres do PCdoB, PT e PSoL § SEMT/CUT-SP § SNMT/CUT § Sindicato é Para Lutar – Oposição do Sindicato dos Jornalistas § Sindicato dos Bancários de Santos § SINPSI § Sindicato dos Químicos Unificados § SINTARESP § SOF § Sub-sede Leste Tatuapé APEOESP § Terra Livre § Tribunal Popular § UEE-SP § UBM § UMM-SP § UNE § UNEAFRO Brasil §.
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Nós, que reivindicamos melhores condições para parir, ficamos mesmo de fora deste documento em 2011?
Você, que atua em outras instâncias também pelas causas de gênero e das mulheres, enxerga outras lacunas?
Compartilhe conosco e fortaleça a construção de uma experiência melhor para tod@s!
Disponível em: http://www.sepm.gov.br/noticias/documentos-1/02-03%20Documento%20Feminista.pdf
Arte - Kinbaku de Nobuyoshi Araki.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Formação em Parto Ativo

Confiram a temática e práticas que serão trabalhadas no workshop c/ Janet Balaskas em abril, no Espaço Aobä, em Curitiba/PR:
AOBÄ - Acompanhando pais e mães: Formação em PARTO ATIVO - Módulo 1 - Parto Ativo com Janet Balaskas.
Aprofunde seu entendimento sobre a fisiologia do parto!
Saibam mais informações desta vinda imperdível aqui!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnavália


ilustração_Mariana Massarani_
Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar
composição_Carnavália_Tribalistas_
Hoje o Blog Parto no Brasil vem recheado para este Carnaval 2011! Contaremos para as crianças como surgiu esta festa popular símbolo de nosso País; teremos também uma programação especial de folias para a criançada do Rio de Janeiro/RJ e de São Paulo/SP, além de dicas sobre fantasias para @s pequen@s, aproveitem!
Com seus lindos traços Ziraldo nos conta sobre o surgimento do Carnaval em Olha o Carnaval aí, gente!!! (cliquem no título) e o site Smart Kids preparou na sessão Especiais uma prosa sobre o Carnaval - acessem aqui!
Saibam como se preparar e quais os cuidados com @s filhotes em - Tem problema levar nossos filhos para as festas de Carnaval conosco, do site babycenter, por Carolina Schwartz. Lembrem-se: identifiquem as crianças, deem bastante líquido, proteja-as do sol, com protetor solar e bonés, vista-as com fantasias leves e confortáveis, porque o lema é se divertir!!!
Vocês ainda não compraram as fantasias? Pois vocês podem fazê-las em casa! Para as mamães, titias e dindas crafters acessem:
Blog Criando Crianças - Carnaval: máscaras de bichinhos.
Revista Manequim - Vista esta fantasia.
Ou, vejam as lindas opções no site ciadasmães - http://www.ciadasmaes.com.br/site_/index.php/component/magebridge/carnaval.
E, por fim, preparem as agendas e anotem as programações abaixo:
Mini Humanos: É Carnaval!!! - http://minihumanos.blogspot.com/2011/03/e-carnaval.html.
ciadasmães: agenda colaborativa de carnaval para pequenos foliões - http://www.ciadasmaes.com.br/blog/2011/02/agenda-colaborativa-de-carnaval-para-pequenos-folioes/.
1001 Roteirinhos: Mamãe eu quero folia! - http://1001roteirinhos.com.br/2011/03/mamae-eu-quero-folia/ e Roteirinhos no Carnaval 2011 - http://1001roteirinhos.com.br/2011/03/roteirinhos-no-carnaval-2011/.
Ano passado eu sai pela 3a. vez no Bloco da Tiduca, em Cananéia, Vale do Ribeira/SP, e toquei lata ao som de um ritmado Afoxé! A cria, com cerca de seis meses não perdeu o bailado e também pulou conosco, com direito a abadá e teta durante a festa! Esse ano não sabemos, ainda, como curtiremos o feriadão, talvez uma esticadinha pela linda comunidade caiçara do Marujá, no Parque Estadual da Ilha do Cardoso!


_Fotos: Acervo pessoal de Bianca Lanu_Carnaval 2010_
À tod@s um maravilhoso esquindô lelê!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Divulgação de estudo - A Fisioterapia no suporte ao parto


Divulgo hoje um estudo enviado pela fisioterapeuta e doula Renata Olah, editora do blog Fisio & Doula e também uma das coordenadoras do grupo de orientação a casais grávidos MadreSer, que atua em Sumaré/SP, sobre a atuação do fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente/gestante, publicado na Revista Ciência & Saúde Coletiva, de autoria de Berta Almeida; Gabriela Zanella Bavaresco; José Hugo Sabatino; Mirella Dias e Renata Stefânia Olah de Souza. Itálico
Confiram o resumo do trabalho abaixo:
O controle da dor no trabalho de parto e no parto, assim como a prevenção do sofrimento são alguns dos objetivos da equipe obstétrica, que deve trabalhar para garantir à mulher um parto seguro e satisfatório. Há diversos recursos que podem ser utilizados pelo fisioterapeuta enquanto membro da equipe obstétrica para proporcionar confiança, conforto e alívio da dor à parturiente durante o trabalho de parto. O suporte fisioterapêutico inclui banhos, crioterapia, massagens, técnicas respiratórias, deambulação, posições verticais e a neuroeletroestimulação transcutânea (TENS). Através da pesquisa bibliográfica realizada concluiu-se que a TENS para analgesia ainda aparece com resultados inconclusivos. Todavia, todos os outros recursos aparecem na literatura como vantajosos e que devem ser estimulados durante o período de dilatação e expulsão. O fisioterapeuta mostrou-se útil no acompanhamento da mulher durante o processo parturitivo, ajudando na redução da percepção dolorosa e na diminuição do tempo de trabalho de parto.
Leiam na íntegra O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente - http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/artigo_int.php?id_artigo=4882.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Agenda Parto no Brasil

Bom dia,
Seguem as novidades desta semana, aproveitem!
Hoje acontece o 2º encontro deste ano do grupo GestaCuritiba. O tema será: As mudanças físicas e emocionais que ocorrem nas 40 semanas de gestação, c/ coordenação de Patricia Bortolotto.
Será na R. Paula Gomes, 850, São Francisco (próximo ao prédio da antiga Telepar e ao Largo da Ordem), com início às 19 e término às 21 horas. O encontro é gratuito, mas é preciso confirmar presença pelo e-mail ou pelo telefone (41) 9113-6364. Caso alguma das seis gestantes entrem em trabalho de parto o evento será remarcado para a próxima quinta-feira, dia 03 de março.
Abaixo confiram folders de alguns eventos:
Ainda sobre publicações temos mais uma "saindo do forno", rs:
Divulgamos também o Encontro Nacional da Articulação de Mulheres Brasileiras (ENAMB), que acontece em Brasília, no dia 30 de março, quarta-feira e se estende até 2 de abril. A chegada das participantes está prevista para o dia 30 pela manhã, o Ato Político/Incidência no Congresso para o começo da tarde e abertura oficial do encontro, ao final do dia. O encerramento do será no dia 2 de abril, sábado, por volta do meio dia, com saída das caravanas após o almoço.
Para mais informações procurem Leila Rebouças – (61) 3224-1791/ 9608-9920 - Centro Feminista de Estudos e Assessoria-FMDF, e/ou pelo email leila@cfemea.org.br; Káren Lucia – (61) 8102-2406/9365-1201 - Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus – FMDF, e/ou pelo email karen@coturnodevenus.org.br.

terça-feira, 1 de março de 2011

Nascimento: da fisiologia à prática - PARTE II


Fotos: Acervo Espaço Aobä
Publico hoje a segunda e última parte de minhas anotações sobre o workshop que participei com o obstetra francês Michel Odent, em Curitiba/PR, no Espaço Aobä, que receberá em abril Janet Balaskas - saiba mais aqui!
Também foi em abril, no dia 06, que tive essa bela oportunidade, com a cria ainda pequenina e serelepe, com seus sete meses, lá foi toda a família para a terra das Araucárias se deleitar com tantas informações! Por acúmulo de trabalho não consegui compartilhar todas as 20 páginas rascunhadas, tendo postado somente a PARTE I desse material.
Aproveitem!
Temos, ainda, outros posts sobre o autor/tema, confiram:
Menos adrenalina e mais ocitocina no parto - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/05/menos-adrenalina-e-mais-ocitocina-no.html.
O nascimento dos mamíferos humanos - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/05/o-nascimento-dos-mamiferos-humanos.html.
Leiam agora Nascimento: da fisiologia à prática - PARTE II
Na metade do século XX houve uma masculinização do ambiente do parto, com a presença de médicos treinados e especializados para participar do parto, processo esse que se desencadeou rapidamente. Aparelhos eletrônicos foram introduzidos reforçando o simbolismo do masculino.
A ocitocina foi esquecida, bem como sua condição de "hormônio tímido", tendo esse condicionamento cultural gerado muitos efeitos.
As imagens visuais no processo de parto também foram adicionadas, com vídeos e fotos de parto, o que se tornou, segundo Odent, uma epidemia nos EUA, com inúmeros vídeos de parto natural, dando ao ambiente de parto uma não-naturalidade, no sentido estrito da palavra.
Os movimentos de parto natural também diziam: "Você não pode parir sozinha!". Um novo condicionamento cultural surgia, dando confiança ao poder da fisilogia materna, visto que para parir a mulher tem que se sentir segura, porém, não observada, para que possa liberar a quantidade de ocitocina necessária, que se comporta timidamente quando em presença de outros seres, devido a inibição neo-cortical.
Parir não é assunto para o néocortex!
Nas estruturas cerebrais arcaicas notavam-se a presença da glândula pituitária e do hipotálamo, sendo que nos Homo sapiens ocorreu o desenvolvimento do néocortex, que durante o parto precisa "parar de funcionar", descansar - um dos aspectos mais importantes da fisiologia do parto, tendo a mulher protegida de estímulos, como a fala, necessitando do silêncio, o uso da palavra no TP, porém em nossa sociedade atual leva-se tempo para "aceitar" o silêncio, onde usamos demasiamente a fala racional - "Você está com oito centímetros!". Faz-se necessário ter muito cuidado ao se perguntar qualquer coisa para a mulher durante o TP, por conta desta interferência.
A luz é outro estímulo significativo durante esse processo do parto e nascimento. Quando vamos dormir, à noite, liberamos um hormônio da escuridão, a melatonina, que sem um ambiente escuro aumenta os níveis desse hormônio.
O fato de ser observado também estimula o néocortex, que dirá de cardiotocos, pessoas e câmeras fotográficas e filmadoras.
Como aceitar esses preceitos como necessidades básicas?
Aí encontramos um grande perigo! Muita atenção! A única necessidade básica é sentir-se segura e não observada.
Quem poderia estar no parto e não "atrapalhar", fazendo com que a mulher se sentisse segura? A mãe? A parteira?
O desaparecimento das parteiras indica a falta de compreensão da fisilogia do parto, tendo esse ofício ancestral se configurado como mais um membro da equipe médica.
Qual a razão para ser parteira? Entendendo o processo fisiológico enxergamos esse motivo. Assim, uma parteira "autêntica" compreende intuitivamente e cientificamente o antagonismo entre ocitocina/adrenalina e como é contagioso! A liberação de adrenalina é contagiosa! Desta forma, a duração do TP é proporcional a liberação de adrenalina entre os presentes.
Um estudo em Provence e no Reino Unido comprovaram atividades repetitivas que reduzem o nível de adrenalina, como por exemplo tricotar! Sendo assim, manter o nível de adrenalina baixo é uma das atividades de uma parteira "autêntica", conciliando conhecimento com consciência.
A fome é também um dos fatores que desencadeia mais adrenalina, e, o que dizer das inúmeras cascatas de intervenções ocorridas nos partos hospitalares, desde o parto, nascimento do bebê até a dequitação da placenta?
Após o parto o pico de ocitocina é mais alto do que qualquer outra situação, como no orgasmo, parto, ejeção do leite, pois é um momento vital, para a descida segura da placenta sem perda sanguínea.
Existem alguns fatores que colaboram para a liberação da placenta:
- A mulher não sentir frio;
- A mulher não deve ser distraída, não devendo fazer;
- Sentir o contato com o bebê, olhar em seus olhos, sentir seu cheiro e amamentá-lo.
Isso é um parto fisiológico, ou natural, muito diferente de um parto normal, vaginal, e cultural, pois está de acordo com as regras/normas sociais, pregadas nos rígidos protocolos hospitalares.
Para fazer com que as pessoas percebam o momento atual é necessário trazer-lhes informação com embasamento científico, fazendo surgir uma nova consciência, que nos é um dever, conciliando intuição e Ciência - cá está o ponto de mutação do parto.
Hoje temos pressa! Bebês precisam nascer em datas pré-agendadas. De acordo com a data da última menstruação (DUM) versus o dia da fecundação, temos 42 semanas, mas se medirmos a altura do útero, analisar quantas vezes o bebê se movimenta, sendo preciso 10 movimentações diárias, realizar uma Amnioscopia, um ultrasom, coletar a urina e ver a taxa de hormônio da placenta, estando seu funcionamento placentário perfeito, podemos aguardar a chegada desde bebê um pouco mais.
Mas, a obstetrícia se industrializou, como Odent menciona no livro O camponês e a parteira, onde ele relaciona as transformações entre a agricultura e o nascimento. Nasceu também a estandartização do parto, com o surgimento do parto vaginal e o cesáreo. Para o autor é impossível humanizar a cesárea.
Existem tipos de cesárea: a ideal, que ocorre durante o TP, sem ser de emergência, não esperando muitas horas de indução com soro, sem uso de fórceps ou ventosa e sem perda sanguínea.
Odent nos falou que verifica-se uma proporção entre a taxa de cesárea de uma instituição hospitalar se calcularmos o n° de obstetras e o de parteiras/enfermeiras obstetras (EO).
Praticamente em todos os Países o significado da partería ganhou outros contornos.
E, como escolher seu tipo de parto, entre um parto domiciliar (PD) ou um parto normal hospitalar (PNH)?
A resposta de Odent é: "Sentir-se segura é o principal! Não há um protocolo rígido. O mais apropriado é combinar a intimidade do lar com o equipamento hospitalar. Talvez esse seja o futuro.".
Os rituais e crenças mantidas de geração em geração trouxeram alguma vantagem para as sociedades, nos seus cinco continentes, em milhares de anos? Qual o motivo? A estratégia básica de sobrevivência era dominar, seja a Natureza, o Homem, o fraco, o outro. Sempre existiram rituais de separação entre mãe/filho, seja pelo xamã, parteira ou o obstetra e sua equipe de enfermagem, incluindo o pediatra, ou até mesmo pelo padrinho! O colostro e a placenta estiveram no cerne desse rito.
Muitos esqueceram que a ocitocina é um fabuloso antidepressor, então, porque hoje muitas mulheres sofrem de depressão pós-parto?
A respeito do uso da piscina de parto no TP, ao invés de parto na água, como muitos falam, Odent utiliza essa prática desde os anos 70, tendo como objetivo evitar o uso de drogas em situações específicas, como nas dores na lombar, contribuindo para a dilatação do colo uterino, e diminuindo os níveis da adrenalina. Mas, seu uso deve ser com imersão em uma água na temperatura do corpo em um curto período de tempo, não antes do meio da dilatação, por isso não se deve planejar o nascimento na água, mesmo apesar disso ele ocorrendo.
Em 1983 Odent publicou um artigo em linguagem médica sobre a equivalência de uma anestesia com o uso da piscina de parto no TP, mas estar imersa em água na temperatura do corpo é inútil se tiver pessoas observando a mulher, já que esta necessita de privacidade e não se sentir observada, que é também uma necessidade básica de outros mamíferos.
Assim, pudemos ouvir naquela fria tarde curitibana os ensinamentos e estudos deste grande pesquisador, que muito contribuiu e contribuí com o Movimento de Humanização!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sorteio final da Promoção Marsupial

Boa noite,
Se bem que já passamos da meia-noite e a madrugada logo mais ganha seus contornos, mas como estou na labuta ainda considero estarmos no dia 28, segundona "braba", rs.
Tenho o prazer de realizar o sorteio de nossa Promoção Marsupial, que contou com 52 inscrições, uma maravilha!
sorteamos um sling da Slinguru, e hoje @ contemplad@ leva o livro Da gravidez à amamentação!
Então, querida Fernanda Cristina de Souza Fernandes, mãe de um filhote com quatro anos, pode se preparar para essa deliciosa leitura, pois você foi nossa sorteada, aguarde nosso contato por email!!!
Agradeço a tod@s os demais pela participação, e, podem esperar, pois teremos sorteios incríveis neste mês de março, em comemoração à luta e garra de todas as mulheres, não percam! Adianto dois prêmios já confirmados para lá de femininos: um coletor menstrual da Miss Cup e um vale-compras da Samba Calcinha! Eba!!!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Multimídia Parto no Brasil - Sobre a violência institucional

A intenção deste quadro do Blog Parto no Brasil é expor, todos os sábados, imagens, fotografias ou vídeos ligados aos assuntos discutidos na semana. Sem nenhum comentário, pois este não seria necessário, mas hoje é impossível não nos questionarmos ao ver as cenas deste parto, em Caracas, o nascimento de Marcelo, de um parto normal hospitalar, estremamente intervencionista, tecnocrático, avassalador! Forte! Nos lembra Callate Y Puja.
Lhes pergunto: quantas outras mulheres, seus bebês e suas famílias terão esta assistência neste momento único, essencialmente parte da fisiologia feminina, que detém em seu corpo os mecanismos para parir sua cria. Não são as máquinas, nem os hospitais, seus médic@s, suas práticas que fazem um parto, quem o faz é a MULHER!
Corte do cordão umbilical apressadamente, impossibilitando que o bebê respire com naturalidade e tranquilidade em seu 1o momento de vida; separação mãe-bebê; intervenções neonatais em cascatas; falta de respeito e sensibilidade a esta vida que acabara de cruzar a linha de chegada; vitamina K injetável, encontrada no colostro, o 1o. leite materno, que não lhe foi dado devido a separação precoce; colírio de Nitrato de Prata; ausência; solidão! É assim que recepcionamos os novos seres humanos que serão o nosso futuro, a continuidade da espécie Homo sapiens (sapiens?!).
Em nome da Ciência e da falsa segurança que ela nos dá! Em nome do falo patriarcal que confere ao corpo feminino falhas que não o permitam parir.
(suspiro)
ATÉ QUANDO???

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Post Extraodinário - Rosana Oshiro de bolsa rota!

Queridos leitores, post extraordinário prá lá de especial...
Está a caminho, o bb5 de Rosana Oshiro, a mamãe brasileira-blogueira que vive no Japão, e que vai compartilhar a experiência do nascimento deste filhote com o mundo!
Rosana, estamos na boa expectativa por aqui também! Que seu bb5 nasça com respeito e amor! Que seja inebriante e delicioso! Que o seu plano prá lá de empoderado (é minha gente, super mulher!!), seja um feliz sucesso!
Mas, como chegamos a esta informação?
Poucos dias atrás, via listas de discussão, muitas de nós ficamos sabendo do Projeto Empoderando. O Blog Parto no Brasil logo tratou de colher mais informações sobre Rosana Oshiro. A entrevista foi produzida-respondida com certa urgência, já que a DPP era 28 de fevereiro.

Programamos que o post especial seria publicado amanhã, mas diante destas palavras, não houveram dúvidas de que agora é o momento mesmo de divulgar o início do processo:
Minha bolsa acaba de romper. To sem contrações ainda e vou dormir um pouco porque aqui é de madrugada, mas logo as coisas vão apertar. Fica na torcida ai.
beijo Rosana Oshiro
Confiram então, mais sobre o Projeto Empoderando, e também mais sobre Rosana e suas experiências de parto.
Blog Parto no Brasil Entrevista: Rosana Oshiro - 25 de Fevereiro de 2011

PARTO NO BRASIL Rosana, em primeiro lugar, agradeço a oportunidade de ter sua participação no Blog Parto no Brasil. Desejamos uma boníssima hora, muita luz, ocitocina e felicidades! Eu começo rebatendo uma pergunta sua publicada em http://maternajapao.blogspot.com/2011/02/o-parto-e-seu-e-de-mais-ninguem.html:“O que falta para essas mulheres alcançarem a realização em seus partos?”
ROSANA R: Falta empoderar! Lutar pelo que elas acreditam, independente do que a sociedade fale, do que os médicos digam ou os amigos pensem. Acredito que falta “auto-estima” e confiança em si mesma. O corpo feminino hoje é visto como uma maquina velha,do século passado, que não funciona e precisa da medicina moderna para ajudar. A grande maioria das mulheres acredita que precisa de um médico para “fazer” seu parto!!! Onde isso vai parar? Quem faz o parto é a mulher, não é o médico, nem a parteira, é a mulher!!! Só devolvendo o protagonismo do parto à mulher é que ela vai se sentir realizada ao parir. Eu acredito nisso!
PARTO NO BRASIL Como foram suas experiências de parto anteriores?
ROSANA R: Tive uma cesárea por ter passado da DPP (41 semanas), o qual aceitei por acreditar na palavra da médica sem questionar. Dois anos depois tive outra porque não agüentei a pressão médica dentro de um hospital do meu convênio quando estava com 8cms de dilatação, amarrada em uma cama com monitoramento contínuo, ocitocina sintética, sem marido e nem ninguém para segurar minha mão. Pedi “pelo-amor-de-deus” para a médica fazer logo uma cesárea quando ela começou um discurso de que eu era louca por querer um parto normal, e que eu estava só experimentando o que eu queria, para aproveitar e “curtir” o momento. Quase 3 anos depois eu tive um parto domiciliar com uma parteira. Foram 9 horas de TP ativo, num processo natural sem intervenções, sem lacerar, com o apoio de minha mãe e minhas irmãs. Meu filho nasceu com 3,700gr num parto muito tranqüilo e realizador e eu me senti mulher de verdade ali. Senti que minhas cesáreas tinham cicatrizado de vez. Principalmente as cicatrizes da alma. No quarto parto eu estava morando no Japão e não vi solução melhor do que um parto desassistido. Eu que já tinha vivido todo protocolo de hospital durante um parto horroroso, queria evitar a todo custo e junto do meu esposo tive um parto rápido e realizador também.
PARTO NO BRASIL No final das contas, como você avalia o fato de ter acabado por “ficar sem assistência”: favoreceu sua experiência de parto natural? Como?
ROSANA R: Ficar sem assistência foi positivo para mim. No fundo eu queria parir sem assistência antes de ter certeza de que não conseguiria o auxilio de uma parteira. A idéia foi muito bem pensada e ponderada, mas ao mesmo tempo era uma coisa romântica e sublime que eu queria mesmo realizar. No parto desassistido eu pude seguir melhor meus instintos, eu me entreguei mais facilmente, eu sabia que o parto dependia (e depende) acima de tudo da minha entrega. A entrega do corpo, da mente e da alma. Eu pude me entregar melhor parindo sozinha. Eu senti essa diferença entre o parto assistido e o último. Para mim o parto é muito mais instinto do que qualquer outra coisa.
PARTO NO BRASIL Como foi o momento em que você assumiu-se como ativista pelo respeito ao nascimento e pelo parto ativo?
ROSANA R: Eu vim para o Japão com o propósito de ser mãe em tempo integral e cuidar da família. Eu sabia que aqui ninguém sabia nada de humanização pelo que tinha pesquisado pela internet e desde o Brasil já tinha decidido que ia começar algum trabalho aqui. Um blog, um site, uma Ong, qualquer coisa que pudesse mostrar as brasileiras que parto podia ser bom e não aqueles relatos horrorosos que eu tinha encontrado quando pesquisei no Google: parto no Japão. Depois do PD desassistido, com a ocitocina à flor da pele, eu encontrei duas parceiras para me ajudar e comecei o meu ativismo com o blog Materna Japão.
PARTO NO BRASIL Você é uma grande defensora do compartilhamento de experiências e saberes entre mulheres, gestantes. Porque escolheu a internet como ferramenta de trabalho, ativismo e empoderamento?
ROSANA R: O Japão é um país que tem alta tecnologia ao alcance de todos. Quase todo mundo tem internet no celular. A vida dos brasileiros aqui é trabalhar e navegar na internet, então achei que seria a melhor forma de alcançar as pessoas seria usando a web desde o começo. É também o jeito mais fácil e rápido de alcançar o Brasil e o mundo né? Eu já tinha virado uma ativista on-line há alguns anos, então juntei uma coisa com a outra. Meu trabalho é on-line sempre e sei que através da internet mais e mais pessoas estão estudando, lendo, fazendo amizades e se informando. A informação corre muito rápido e alcança milhões em pouco tempo.
PARTO NO BRASIL Tens algo especial a dizer sobre os relatos de parto?
ROSANA R: Eu adoro relatos de parto, dificilmente passo por um sem ler. É um vício... ;o) Ler os relatos foi o que mais me ajudou quando não tinha vivido ainda a experiência de parir, foi o que me ajudou com o VBAC’s e com o parto desassistido. Com um pouquinho de cada experiência eu escrevi as minhas histórias e meus relatos. Acho super válido toda mulher contar sua experiência de parto e partilhar para que outras possam se espelhar, aprender, amadurecer e poderem fazer também suas histórias.
PARTO NO BRASIL Quantas pessoas estarão na sua casa no momento do TP e do nascimento do bb5? Qual o plano A?
ROSANA R: O plano A é o parto desassistido com o marido, os filhos e duas amigas que irão fotografar e filmar. Isso seria contar com 8 pessoas, sendo que as crianças eu não conto porque estarão por perto, mas eles são super sossegados e já sabem que precisarei da colaboração deles no momento do parto. ;) As amigas sabem também que serão coadjuvantes e já tenho uma listinha das coisas “proibidas” durante o TP. São pessoas de confiança e de muita discrição.
PARTO NO BRASIL Porque este parto vai ser diferente (do que se vê por ai como parto normal)?
ROSANA R: O meu parto será diferente daquilo que se vê por ai, em vídeos da internet, com o título de parto natural, mas que de natural não têm nada! Tem um exemplo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=a2ibPJIeUK8 E outro aqui: http://www.youtube.com/watch?v=jV1NIjbTnwk. Pavorosos! Veja, eu não estou dizendo que a mãe que passou por um parto normal no hospital com o pacote todo, seja uma mãe frustada ou errada, e que eu por ter parto sozinha sou melhor, PELO-AMOR-DE-DEUS! As pessoas costumam tirar conclusões erradas das coisas que escrevo. Estou dizendo que a mulher que tem parto no hospital com todas as intervenções, na grande maioria das vezes acha a experiência de parto normal horrível, e pensa que foi tudo pelo seu bem e de seu bebê, o que não é verdade. É isso que eu quero mostrar para quem assistir meu parto. Quero mostrar que o “verdadeiro” parto natural é instintivo, é um processo único e deve ser vivenciado pela mulher em sintonia consigo mesma e com seu bebê e que se os profissionais que acompanham partos no Brasil e no mundo respeitarem isso, o parto vai ser melhor para todo mundo. Quero mostrar a diferença em poder se movimentar livremente, comer, beber, ter o marido dando apoio, essas coisas todas que depois quero enumerar quando assistir ao vídeo. ;) Acredito que até profissionais que acompanham partos mais naturais tenham algo a aprender com minha experiência mostrada ao vivo, eu não sei, só vou poder tirar mais conclusões depois que tudo acontecer.
PARTO NO BRASIL Já tá fazendo escalda-pés? Passa a receita? rs
ROSANA R: Escalda-pés? Sinceramente não entendi. É piada? Rsss Eu tomo muito banho de ôfuro, é uma delicia e me ajuda a relaxar bastante. Exercícios com a bola suiça, exercícios de respiração... Só o básico mesmo. ;)
PARTO NO BRASIL Muitíssimo obrigada!
ROSANA R: Obrigada a vocês pela oportunidade e apoio para divulgar o Empoderando. Um beijo. Rô Oshiro

Instrução para Parteiras Tradicionais


Hoje compartilho um pouco do que vivenciei semana passada quando estive, por uma tarde de domingo, dia 13 e dois outros dias, na terça e quarta-feiras, na presença da parteira tradicional Suely Carvalho, fundadora da ong Cais do Parto, em Olinda/PE, na Instrução para Parteiras Tradicionais, ocorrida em Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira/SP, distando 50 km aproximadamente de Cananéia, onde resido, sendo o 2o. módulo em que profissionais de várias áreas realizam esta imersão nas artes da Partería, tendo esta grande mestre Griô como porta-voz.
Tarde e dias intensos e muito felizes no sítio Toque Natural, propriedade da Acunputurista e Musicoterapeuta Esther Pallares, aliado ao carinho das mãos de Ana, que nos contemplava com deliciosos pratos vegetarianos e bolos integrais maravilhosos! Além disso, muita mulherada reunida, e, um único homem, o Rodrigo, em ótimas prosas sobre gestação, parto e pós-parto, querem mais?!
Eu quero, rs!
Suely chegou até a mim por esses caminhos que o destino nos permite viver. Através do casal Fábio e Fabiana, que gestavam Miguel, nascido meses depois pelas mãos de Suely, os recebi em junho passado em meu singelo lar! Já havia a visto pela tv, no Globo Rural, em uma matéria sobre parteiras, e cheguei a escrevê-la para solicitar a permissão de postar um lindo relato dela que havia lido no Orkut - leiam aqui Minhas mestras ancestrais. Assim, quando abri as portas do nosso chalezinho e abracei aquela parteira que nos contou muitas histórias de parto, de sua atuação, de sua luta soube, na serenidade de meu coração, a gratidão que tive por essa oportunidade - vejam aqui as imagens desse encontro!
Meses se passaram e novos trabalhos dessa parceria surgiram! A oito mãos escrevemos um projeto para a realização de uma Capacitação para Parteiras Tradicionais - indígenas, caiçaras, quilombolas e ribeirinhas, tendo em vista o contexto antropológico da região em que resido, com um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, num contínuo de Mata Atlântica remanescente e uma rica biodiversidade, com a presença de comunidades tradicionais com práticas, modos de vida, mitos e ritos próprios e peculiares, pertencentes ao patrimônio material e imaterial brasileiro.
Sinto-me lisongeada por atuar profissionalmente na área da Antropologia como uma espécie de guardiã desses saberes na medida em que realizo trabalhos de resgate, registro, difusão e valorização das histórias desses povos, e o parto e nascimento fazem parte desse arcabouço em uma região escassa de riqueza econômica, mas milionária na sabedoria popular.
A metodologia aplicada nesta formação em Parteira Tradicional, oferecida pela Cais do Parto, tendo Suely como Mestre Griô, utiliza da oralidade, do resgate do sagrado feminino, da potencialidade natural e fisiológica de nosso corpo para gestar e parir. Receitas de ervas medicinais e curativas, posições para o parto, o parto, a Medicina da Placenta, a espiritualidade do parto, o pós-parto, a depressão pós-parto, os cuidados na amamentação, os 1os dias com o bebê e a formação de uma nova família são temas tratados neste curso que tem quatro módulos até sua conclusão, em que mais uma nova parteira nasce!
Vejam aqui a entrevista dada por Suely a TV Ribeira, por Esther Pallares, no Programa Medicina Alternativa.
Para ler e assistir alguns documentários em outros posts sobre Suely Carvalho acessem os links abaixo:
Ao natural - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/11/ao-natural.html
Quem agora caminha - http://partonobrasil.blogspot.com/2010/10/quem-agora-caminha.html
Pelo direito de nascer de parto normal, do post Luta nossa de cada dia - http://partonobrasil.blogspot.com/2011/01/boa-noite-hoje-o-debate-por-aqui-e.html

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O parto normal péssimo que gera a venda da cesárea anestesiada

Confira, na íntegra.
Folha de São Paulo, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Uma em 4 mulheres relata maus-tratos durante parto
Queixa é mais frequente em hospital público, mas ocorre também em particular
Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos; secretário diz que situação é intolerável
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO
Chorando em um hospital, agulhada pelas dores das contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: "Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?"; ou "Não chora não que no ano que vem você está aqui de novo"; ou ainda "Se gritar, eu paro agora o que estou fazendo e não te atendo mais".
Uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar.
São agressões que vão da recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele.
Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora.
A Folha obteve com exclusividade o capítulo "Violência no Parto", que pela primeira vez quantificou à escala nacional, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios, a incidência dos maus-tratos contra parturientes.
Coordenado pelo sociólogo Gustavo Venturi, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, o estudo constatou uma situação que Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."
O estudo mostra, por exemplo, que as queixas são mais frequentes no caso de o local do parto ser a rede pública, com 27% das mulheres reportando alguma forma de violência. Em 2009, foram quase 2 milhões de partos feitos nas unidades do Sistema Único de Saúde. Quando a mulher dá à luz em um serviço privado, as queixas caem a 17%.
Ressalta no estudo a diferença de tratamento em municípios pequenos, médios e grandes. Quanto maior o município, maior a incidência de queixas.
Segundo Sonia Nussenzweig Hotimsky, docente da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, a diferença pode ser atribuída à "industrialização" do parto nos grandes hospitais. "Em uma cidade pequena, as pessoas acabam se conhecendo e o tratamento tende a ser mais humanizado".
Desde 2004, o Ministério da Saúde tem entre suas prioridades a humanização do parto. Mesmo assim, até hoje não conseguiu nem sequer universalizar o direito das parturientes a um acompanhante de sua confiança, conforme lei de 2005.
Segundo Helvécio Magalhães Jr., secretário de Atenção à Saúde do ministério, a situação "é intolerável". Segundo ele, "a humanização do parto está no centro da política de saúde do governo". Sobre a lei do acompanhante, o secretário diz que é essencial seu cumprimento até para "coibir os abusos".
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Clique sobre a imagem e leia frase da pesquisadora Janaína de Aguiar, que também coordena o Projeto Nascer no Brasil, da FIOCRUZ. O referido estudo é a tese de doutorado de Janaína na Faculdade de Medicina/USP, que foi apresentada na ilustre mesa sobre Violência Obstétrica Institucional, durante a III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, em Brasília, 2010.

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