sábado, 23 de julho de 2011

Multimídia Parto no Brasil - Paulica Santos

Nosso audiovisual deste sábado mostra as lindas ilustrações de Paulica Santos, que também ilustrou a capa do livro de Monica Bara Maia - Humanização do Parto, entrevistada pelo blog em dezembro passado (confiram aqui!). Para apreciarem outros desenhos acessem paulicasantos - Ilustração & Design! Em breve, outras imagens serão expostas por aqui, não percam!


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Agenda Parto no Brasil

Como nesta quarta-feira não tivemos a divulgação de eventos por aqui, por motivos relacionados à cria em tempo integral e trabalhos manuais na minha queridíssima máquina de costura recém adquirida (eba!), vamos hoje ao que interessa! Agendas e canetas em mãos?! Bora lá!
Abre-se a temporada de inscrições para o coral Materna em Canto, p/ gestantes e mães com bebês de colo. Precisa ter alguma noção musical e de afinação vocal, além de disponibilidade para eventuais apresentações, um ensaio semanal de duas horas e uma aula de técnica vocal semanal de 45 minutos. Os ensaios são às quartas, às 14hs e as aulas com horários pré agendados, sempre na região de Perdizes, em São Paulo, capital. Testes no dia 08 de agosto das 11h30 às 17h30, com hora marcada. Falar com Isadora Canto pelo tel.: (011) 8362-7202.
Em Salvador/BA:
Em Campinas/SP, e região - SMAM:
Ainda na SMAM - Campanha: Doe frascos de vidro e tampa de plástico!
Postos de Coleta:
InstitutoDentale - TopDent - R. Joaquim Novaes, 116 - Cambuí, Campinas -
Loja Petit Papillon - R. Antônio Lapa, 525 - Cambuí - Campinas
Academia SpassoVida - R. Francisco Otaviano, 213 - Jd. Chapadão
No início de agosto, Nascimentos Humanizados — promovendo a paz e a não violência — a cargo de Daphne Rattner, c/ entrada franca, dia 9, terça-feira às 19 horas, no Auditório do MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Av. Paulista, 1578, em São Paulo. Não é necessário fazer inscrição antecipada.
E, para finalizar:

terça-feira, 19 de julho de 2011

Elas usam partonobrasil



E você?
Mande-nos sua foto com nossa linda Maria Parideira!
E, p/ quem não tem acessem nossa Loja Virtual (aqui!) para adquirirem a camiseta do Blog Parto no Brasil - por R$25,00, em algodão, fio 30.
Iara, a filhota de Ana, não lhe dá mais sossego quando a vê vestida com sua camiseta. Diz que quer também uma, do bebê com o cordão umbilical, nascendo de parto normal, sem Kristeller, e nem episio (juro! 2a6m!)!!! Aimeudeus!!! Delícia!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O estado das parteiras no mundo


Angelina, por Rebecca Plummer Rohloff
Compatilho hoje alguns documentos que nos mostram como está a atuação das parteiras pelo mundo afora, entre eles um documento da UNFPA, de 2011, e a relação de nascidos vivos, em São Paulo, de maio de 2010, onde podem ser vistos a quantidade de partos domicilares assistidos e não assistidos, além de muitas outras informações mais detalhadas, do SINASC, pelo Boletim CEInfo.
Como podem perceber estou numa imersão sobre o mundo da partería. Este fim de semana vi alguns documentários de nossas parteiras tradicionais, especialmente as ribeirinhas do Amazonas. Para quem não baixou a dica de nosso audiovisual deste último sábado, não deixem de assistir (aqui!). Fé, crença na fisiologia do parto e na capacidade feminina, em um misto de coragem e resignação. Sábias e nobres parteiras, que buscam nos iguarapés a cura p/ muitos males! E, assim o mundo se fez povoado, pelas mãos dessas mulheres-mães!

sábado, 16 de julho de 2011

Multimídia Parto no Brasil - As Parteiras da Amazônia

Nossa sessão audiovisual deste sábado compartilha um link p/ baixar o documentário de Stephanie Pommez - As Parteiras da Amazônia, fruto de suas incursões pelas comunidades ribeirinhas para fotografar e filmar essas sábias mulheres da floresta, que atuam não apenas no atendimento obstétrico, mas também como líderes comunitárias.
O endereço foi encontrado aqui e o site p/ fazer o download é este - http://www.megaupload.com/?d=BASR4ILS
* Clic em Download Comum
Uma exposição c/ lindas imagens foi realizada em São Paulo/SP, no Sesc Pompéia, em maio e junho passados. O blog Parto no Brasil noticiou o evento e este por lá! Para saber mais acessem:
http://www.stephaniepommez.com/index.html
http://partonobrasil.blogspot.com/2011/04/maes-de-umbigo-parteiras-da-amazonia.html
http://partonobrasil.blogspot.com/2011/05/dia-mundial-da-parteira-e-seus.html
De encher os olhos!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Agenda Parto no Brasil

Nossa Agenda Parto no Brasil desta semana não tem muitos eventos p/ serem divulgados, mas de qualquer forma compartilhamos dois trabalhos muito interessantes que estão circulando na web: o 1o. é o apoio através do site Catarse p/ o documentário Hanami: o florescer da vida, que em poucos dias pretende atingir a meta p/ prensar mais cópias deste vídeo que já é sucesso no movimento de humanização, e, também, o Censo Nacional de Doulas, organizado pela Rede Brasileira de Doulas, c/ o intuito de buscar o reconhecimento da doula no Ministério do Trabalho. Abaixo, confiram outros encontros.

Acessem o censo no link e responda às questões - https://spreadsheets2.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dHVTeWpjVjdPZHhiV3FWbEM4X2xOYWc6MA


terça-feira, 12 de julho de 2011

Parto com Prazer

Aproveitando o delicioso sorteio desta segunda-feira, de nossa Promoção de Inverno, compartilho uma matéria da jornalista Eliane Brum, colunista da Revista Época, de maio deste ano, sobre o livro Parto com Amor.
Por Eliane Brum
“Acho que exagerei na lasanha de berinjela”, comentou Luciana Benatti com o marido, Marcelo Min. Passava das dez da noite e Luciana, com 37 semanas e 4 dias de gestação, tinha sentido uma dorzinha. Não era a lasanha. Era Pedro, mas naquele momento ninguém sabia que ele se chamaria Pedro, porque os pais achavam que ainda teriam alguns dias de gestação para decidir o nome e preferiam descobrir o sexo apenas quando o bebê se apresentasse. Na madrugada, primeiro chegou a doula. Depois a pediatra. E em seguida a obstetra. Daria qualquer coisa para saber o que o porteiro do edifício no bairro de Pinheiros, em São Paulo, imaginou ao ver três mulheres chegando de malinha no meio da noite. Tudo – de homicídio a orgia – menos que alguém daria à luz no sétimo andar. De repente, já havia uma piscina inflável, decorada com uma alegre fauna marinha, no meio da sala. E uma mangueira de 50 metros levava água quente do velho Lorenzetti até banheira improvisada. Foi lá que Luciana começou a dar aqueles berros primais e libertadores, porque dói mesmo, para algumas mulheres mais do que para outras. E de novo fico pensando no que o pobre porteiro deve ter imaginado quando os vizinhos começaram a interfonar. Arthur, pelo menos, resolveu espiar o que estava acontecendo. Aos quatro anos, ele desembarcou da cama esfregando os olhos amendoados e encontrou uma festa na sala. Como Luciana sabia que nada melhor do que um bom berro quando a contração chegava mais forte, percebeu que precisaria explicar ao menino o que estava acontecendo antes que ele se desesperasse. “Filho, para o irmãozinho sair da barriga, a mamãe vai ter que dar uns gritos de leão”. Arthur é louco por qualquer bicho – mas rei é rei, e rainha melhor ainda. Adorou. E a partir daí, sempre que sua mamãe leoa berrava, ele ria e batia palmas na maior empolgação. Foi assim que Pedro escorregou para o mundo. Marcelo e Arthur, pai e filho, cortaram o cordão umbilical. E depois de um soninho gostoso, Luciana acordou pela manhã com os dois filhos ao seu lado e um café na cama preparado pelo Marcelo. O melhor pão com requeijão da sua vida.
Esta história é contada pelos protagonistas, a jornalista Luciana Benatti e o fotógrafo Marcelo Min, num livro – muito – importante lançado nesta quarta-feira, 4/5 (a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo). Parto com amor (Panda Books) é a narrativa de uma trajetória que começou em 2007, com a gestação de Arthur, o orgulhoso animador de partos do parágrafo anterior. E só terminou no ano passado, com o nascimento de Pedro.
Ao ficar grávida pela primeira vez, quatro anos atrás, Luciana pensava em ter parto normal, mas nunca tinha ouvido falar de parto humanizado. Como boa parte dos médicos, o dela disse: “Parto normal é o melhor para a mãe e para o bebê”. Mas não respondia – e até se irritava – com as perguntas de Luciana. “O que mais a senhora quer saber?”. Um dia Luciana, já com um barrigão de 35 semanas, encontrou uma amiga jornalista. “Mas você tem certeza? Muitos médicos dizem que fazem (o parto normal), mas na hora inventam uma desculpa para a cesárea”.
Luciana ficou bem irritada com a amiga que duvidava do seu médico naquela altura da gestação. Mas o comentário permaneceu fincado como um alfinete em sua cabeça e, na consulta seguinte, diante de seus questionamentos, o médico soltou esta pérola: “Por que você está tão preocupada com o parto? Cuide das roupinhas e da decoração do quarto e deixe que do parto cuido eu”.
Não era esta a ideia que Luciana e Marcelo compartilhavam sobre o parto do seu filho. Eles tinham certeza de que quem tinha de cuidar do nascimento do bebê eram eles – e especialmente Luciana, com o apoio de Marcelo. Nunca mais voltaram ao consultório do médico, que também jamais os procurou para perguntar o porquê.
Um mês depois Arthur nasceu num parto natural na banheira da maternidade de um hospital, sem anestesia, sem episiotomia (o corte que obstetras costumam fazer no períneo da gestante com a justificativa de que ajuda no nascimento e evita lesões maiores) e sem soro com ocitocina (medicamento usado para aumentar a frequência e a força das contrações). Arthur desembarcou do útero no seu tempo, forte e saudável. E Luciana deu à luz inspirada nas suas avós: Aurora teve sete filhos de parto normal e Antônia, sete. “Foi um daqueles momentos que fazem a vida valer a pena”, diz Luciana. “Fui a protagonista da minha história.”
E foi assim que outra história começou – a do livro. Marcelo, um dos melhores (e mais sensíveis) fotógrafos do Brasil, registrou em imagens o parto de Arthur. Ao refletirem sobre sua experiência, Marcelo e Luciana perceberam que valia a pena documentar o parto natural, comum nos países desenvolvidos da Europa, mas uma exceção no Brasil, um país com índices de cesariana superior a 80% nas mais conceituadas maternidades privadas – quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda no máximo 15%.
Nos últimos quatro anos, Marcelo e Luciana acordavam na madrugada com telefonemas do tipo: “Vai nascer!” ou “Começou!”. E lá se ia Marcelo com seu equipamento, enquanto Luciana ficava com Arthur. Depois, a jornalista fazia uma longa entrevista com cada uma das mulheres em suas casas, para que contasse sua trajetória a partir do seu próprio olhar – todos os textos do livro são na primeira pessoa e cada um deles traz o jeito particular da autora daquele parto. A cada final de capítulo, há uma seção de perguntas e respostas feitas com muita responsabilidade, precisão e conhecimento, que esclarecem questões trazidas na narrativa.
Como os meses de uma gestação, são nove histórias de mulheres – e homens – que decidiram se tornar protagonistas do nascimento de seus filhos. Cada uma delas com seu próprio caminho, suas possibilidades, seus conflitos e também seus limites. Cada capítulo nos dá uma história contada em duas linguagens – o texto e a fotografia. E ao final de cada um deles sofremos e nos alegramos junto com aqueles homens e mulheres – e bebês lindos e amarrotados – que passamos a sentir como se fossem da família.
Marcelo ganhou das gestantes o apelido de “fotógrafo invisível”, pelo seu dom – já testemunhado por mim em reportagens muito delicadas que fizemos juntos – de registrar a realidade com uma câmera enorme sem que ninguém se sinta invadido ou mesmo perceba a sua presença. As duas fotos abaixo são do primeiro capítulo, justamente o parto de Arthur. A mulher, berrando na banheira, é Luciana. Sim, parto dói, mas há uma diferença fundamental, que a maioria das pessoas parece ter esquecido, entre dor e sofrimento. A do parto é uma dor que não vem da doença e da morte, mas da saúde e da vida. É uma passagem. Você está junto com seu filho, ajudando-o no primeiro momento mais importante da vida que se inicia fora do útero materno. E poder berrar, sem que nenhum obstetra ou enfermeiro torça o nariz, é libertador.
Parto com amor é um livro que registra um dos movimentos femininos mais interessantes deste início de milênio (e que, para muitas parcelas da sociedade, permanece invisível): a decisão das mulheres de recuperarem a posse do corpo em um momento crucial da vida – o parto do filho. Elas passaram a perceber que dar à luz não é um procedimento técnico apenas, mas algo que vai definir uma questão determinante para tudo o que vem depois: o nascimento de uma mãe.
As decisões tomadas no parto e a forma como cada mulher lida com a gestação é parte da construção da maternidade que também ali se inicia. E para cada filho – e não apenas o primeiro – há uma mãe diferente que nasce. Assim como a forma que cada homem lida e participa – e a sua presença ou ausência nesse momento – também é determinante para a paternidade que se inicia, para o pai que também nasce.
Assumir a responsabilidade de parir é uma etapa essencial do processo de fundação e autoconhecimento da família recém nascida. Assim como delegar todas as decisões do parto para a autoridade médica também é, pelo avesso. Tanto uma escolha quanto a outra têm significados e consequências.
Em boa parte dos países desenvolvidos, a cesariana não é uma escolha, como é no Brasil. Da mesma forma que qualquer pessoa de bom senso acharia um absurdo se submeter a uma cirurgia nos rins ou na próstata sem necessidade. Nesta visão responsável da saúde, a cesariana é um procedimento de grande seriedade, como qualquer cirurgia, realizado apenas quando é necessário. E só é necessário quando há um risco comprovado para a mulher e para o bebê, quando é a realmente a melhor alternativa para a mulher e para o bebê.
Se esta fosse a verdade do atendimento às gestantes no Brasil, por que só as brasileiras teriam indicação de cesariana em mais de 80% dos nascimentos nas maternidades privadas – e não os 15% previstos pela OMS? Será que as brasileiras são mulheres diferentes das demais mulheres do mundo? Teriam um corpo diferente, que as impossibilita de parir seu filho de forma natural?
Assim, que bom que vivemos um momento da medicina em que, quando há risco para a mãe ou para o bebê, é possível fazer uma cirurgia. Mas que pena que um número significativo de cesarianas é realizado todos os dias não por necessidade real, mas por comodidade do médico e da mulher. E, mais triste ainda, que um número considerável seja feito à revelia da mulher. Diante dessa realidade e da sensação de que algo estava errado na experiência vivida nos consultórios e nos hospitais, em diferentes partes do país mulheres começaram a reagir. Sem encontrar respostas nos lugares óbvios, em geral contaminados pela cultura da cesariana e pela ideia da autoridade inquestionável do médico, elas passaram a criar grupos de discussão e de pesquisa na internet. Ao voltarem arrasadas da consulta, mães de primeira viagem encontravam pelo Google mães mais experientes que respondiam a suas perguntas e lhes davam orientação.
Duas destas mulheres, cada uma com uma história diferente, podem ser vistas nestas fotos extraordinárias. Na primeira, Denise, Lauro e a pequena Alice, no momento do nascimento. Na segunda, Andréia aconchega Maura, que acabou de nascer no ofurô. Matheus já deu as boas-vindas à irmã e muitos beijos na mãe. Em seguida, foi fazer xixi. “Muita gente se surpreende com esta foto”, comenta Andréia no livro. Como se o xixi fosse sujo, nascer fosse limpo e o fato de os dois estarem tão próximos pudesse fazer algum mal para o bebê.” A resposta padrão de Andréia é a seguinte: “Você sabe por onde ela saiu? Então, qual é o problema?”.
Pela internet, tornou-se possível recuperar uma tradição perdida: a das mulheres mais velhas ou experientes que compartilham seu conhecimento com as mais novas. A velha sabedoria das mães e das avós, só que a rede virtual e as mudanças culturais do nosso tempo tornaram esta uma família expandida. Hoje, há centenas de sites, blogs e listas de discussão de mulheres sobre gestação e parto. É possível, inclusive, assistir a partos pela tela do computador, em tempo real. Em algumas cidades brasileiras, profissionais da saúde adeptos do parto natural e humanizado formaram grupos onde as mulheres fazem cursos e trocam experiências. Trocam também indicações de doulas, parteiras, obstetras e pediatras que garantidamente vão respeitar suas escolhas, manter seu bebê junto delas e só realizar uma cesariana se for realmente necessário.
Da mesma forma que a internet deslocou o poder em muitas esferas – com o acesso à informação, a ampliação das vozes e a possibilidade de divulgação –, também teve profundo efeito no protagonismo do parto no Brasil. E, como toda mudança, esta causa um bocado de polêmica e resistência – especialmente entre a parcela dos profissionais de saúde que sente seu poder, antes inquestionável, ameaçado. Não acredito que esse movimento seja revertido. Pelo contrário, me parece que a tendência é crescer e se multiplicar com a ajuda das redes sociais.
Parto com amor é um dos primeiros livros brasileiros a documentar esse fenômeno cultural tão interessante. E recebeu o apoio entusiasmado de uma das brasileiras mais famosas do mundo, a supermodelo Gisele Bündchen. A maioria das celebridades marca dia e hora para botar seus filhos no mundo, a data é escolhida com a ajuda de um numerologista e o mapa astral está na lista do enxoval. Gisele, a celebridade entre as celebridades, não. Ela faz parte desse movimento novo. Teve seu filho Benjamin em casa, na banheira, com parteira, da forma mais natural possível. E sofreu críticas por causa disso.
Em entrevista ao Fantástico, programa da TV Globo, ela disse: “Meu parto não foi dolorido em nenhum momento. Não foi assim, ai que dor, mas a cada contração eu pensava que meu bebê estava mais perto de mim. Eu transformei aquela sensação intensa, que acontece para todo mundo, em uma esperança de ele estar chegando mais perto. E no segundo dia (depois do parto) eu já estava caminhando, lavando louça, fazendo panqueca, sabe assim, vida que segue”.
Gisele leu Parto com amor e comenta na contracapa do livro: “O parto pode ser, sim, um momento poderoso de transformação, alegria e prazer. Espero que este livro inspire muitas mulheres”. Depois, encomendou exemplares para dar de presente às irmãs.
Espero que os votos de Gisele Bündchen se realizem.
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI229871-15230,00.html
Foto: Marcelo Min, de sua esposa Luciana, durante o parto do primogênito Arthur.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Post Extraordinário - Sorteio da Promoção de Inverno!

Eba!
Sorteio delicioso no blog Parto no Brasil, do livro Parto com Amor, do casal Luciana e Marcelo, pais de Arthur e Pedro, nascidos naturalmente, no hospital, e, em casa, respectivamente. Da vivências nasceu a obra c/ nove relatos de parto e nascimento, de Arthur, Alice, Mariana, Lara, Maura, Sofia, Lia, Théo, Pedro e Pedro, que puderam vir ao nosso mundão c/ amor e respeito, transformando, p/ sempre, a vida dos pais Luciana e Marcelo, Denise e Lauro, Vanessa e Ricardo, Renata e Caio, Andréia e Marcelo, Josy e Mário, Isadora e Márcio, Erika e Glauber e Eva e Neo, tendo queridas parteiras amparado essas famílias!
A nossa Promoção de Inverno teve 39 inscrições e a contemplada foi:
Simone Cortez - n° 14!
Parabéns!

Sobre Casas de parto e parteiras

Nesta segunda-feira, depois de um delicioso e animado fim de semana, na companhia de amig@s na Festa da Tainha, realizada pela comunidade caiçara do Maruja, na Ilha do Cardoso, onde pude conversar brevemente c/ duas parteiras tradicionais, Augusta e Iracema, sendo a 1a. mãe da segunda, e já ter agendado p/ agosto uma prosa sobre o partejar em solos e mares de Cananéia, pelo Projeto Parteiras Caiçaras, venho, ainda, divulgar uma matéria da Rádio ONU sobre a importância e a necessidade de termos mais parteiras na atenção obstétrica, e, também, a Petição da Casa Ângela, p/ que seja firmado o convênio c/ o SUS p/ poderem atender às gestantes da região do Campo Limpo, em São Paulo, capital. Confiram, abaixo:
ONU diz que 3,6 milhões de vidas podem ser salvas com mais parteiras
por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU, de 20/06/11
Um relatório do Fundo de População das Nações Unidas alerta para o problema da escassez de parteiras em todo o mundo.
Segundo a ONU, o trabalho delas é fundamental para se alcançar as Metas do Milênio 4, 5 e 6 sobre redução da mortalidade infantil e materna.
Tratamento Adequado
Uma pesquisa com 58 países de renda baixa mostrou que 38 deles podem deixar de atingir as Metas por falta de 112 mil parteiras.
O estudo foi lançado em Durban, na África do Sul, na presença de 3 mil parteiras. Entre os países analisados estão três de língua portuguesa: Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
Dos três, apenas a Guiné-Bissau tem em suas comunidades agentes de saúde com algum treino como parteiras.
Mortes
A falta de tratamento adequado causa a morte de 358 mil mulheres todos os anos. O número de natimortos chega a 2,6 milhões.
A diretora do Unfpa em Genebra, Alanna Armitage, disse à Rádio ONU que as parteiras têm que estar integradas em sistemas nacionais de saúde.
“Elas não podem trabalhar sozinhas. Elas têm que fazer parte de um sistema de saúde reforçado, para que esse sistema trabalhe para salvar vidas de mulheres e bebês. Esse relatório vai nos dar a oportunidade para levantar novamente o tema das parteiras, a importância delas e assim poderemos todos trabalhar juntos para assegurar que as mulheres não morram durante o parto”, afirmou.
Bordões
Para a ONU, os governos devem investir mais no treinamento de parteiras e na melhoria de serviços de saúde que ajudam a salvar a vida mas mães e dos bebês.
Por causa da escassez desses serviços, 2 milhões de recém-nascidos morrem nas primeiras 24 horas de vida.
Para pedir formação de mais parteiras, mais de mil profissionais saíram às ruas de Durban cantando bordões como “as parteiras não ficarão mais invisíveis”. Elas fizeram uma marcha de 5 km pela orla da cidade sul-africana.
Para marcar a divulgação do relatório sobre o Estado das Parteiras 2011, um grupo de acadêmicos da Universidade de Exeter, na Inglaterra, lançou um mapa interativo sobre o número de profissionais em todo o mundo.
Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/onu-diz-que-36-milhoes-de-vidas-podem-ser-salvas-com-mais-parteiras/?utm_source=newsletter&utm_medium=email& utm_campaign=mercado-etico-hoje
Casa Ângela - Parto Normal - Associação Monte Azul
Petição - assinem aqui!
Exmo. Sr. Januário Montone, secretário municipal da Saúde
Em funcionamento desde 2009, na rua Mahamed Aguil, 34, no Jardim São Luís, a Casa Angela é um Centro de Atenção à Saúde Materno-Infantil com Centro de Parto Normal autônomo (unidade isolada), conforme a Portaria 985, de 05/08/1999, do Ministério da Saúde. Por estar de acordo com os padrões estabelecidos na RDC 36/08/ANVISA para os serviços de atenção obstétrica e neonatal, possui alvará de funcionamento da ANVISA, publicado em diário oficial em 19/02/2009.
Construída e equipada pela Associação Comunitária Monte Azul, ONG que atua há 30 anos na zona Sul de São Paulo, com o apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo e de parceiros nacionais e internacionais, tem capacidade para atender 1 800 partos normais por ano, absorvendo cerca de 25% do excesso de demanda por leitos obstétricos na região.
A Casa Angela é a continuidade do trabalho iniciado pela enfermeira obstetra Angela Gehrke da Silva, que desde 1986 até seu falecimento em 2000 acompanhou um grande número de mulheres da favela Monte Azul e de outras comunidades carentes da região durante a gravidez, o parto e o puerpério. Sua atuação na humanização da assistência ao parto é amplamente reconhecida pela população local e por profissionais da saúde e de diversas áreas afins.
No primeiro ano de funcionamento (março de 2009 a março 2010), viabilizado por meio de doações e do trabalho de profissionais voluntários, foram realizados 734 atendimentos de pré-natal, 369 consultas de puerpério e amamentação (incluindo visitas domiciliares) e dez partos.
Entre os indicadores de qualidade do serviço oferecido pela Casa Angela, destacam-se a cobertura pré-natal maior ou igual a sete consultas para 96% das gestantes ante 77,6% na região do M’Boi Mirim, nenhum caso de baixo peso ao nascer (8,91% na região) e o baixo índice de prematuridade (1,96% ante 8,2% na região).
O apoio e a orientação recebidos por mães e gestantes na Casa Angela também tiveram impacto positivo no sucesso da amamentação: 84,2% das mulheres atendidas mantiveram o aleitamento materno exclusivo cinco meses após o parto.
Assim, vimos à presença das autoridades competentes para solicitar urgência na assinatura do convênio com SUS (Sistema Único de Saúde) para garantir a continuidade do funcionamento e a ampliação da capacidade de atendimento do serviço, que vem mostrando resultados tão efetivos no atendimento à saúde da população carente da zona Sul de São Paulo.
* Estivemos na Casa Ângela em maio, p/ o 2o. módulo da formação em Ed. Perinatal pela Anep-Brasil. Lugar lindo e maravilhoso, c/ profissionais preparados voltados p/ um atendimento respeitoso, que priorize à mulher e o bebê!
Nós, do blog Parto no Brasil apoiamos a Casa Ângela!
E, você, Ana Carolina, que esteve no COBEON - bora compartilhar sua vivência em terras mineiras!
Foto de Bia Fioretti, na celebração do Dia de Iemanjá, em fevereiro deste ano, em Olinda/PE, c/ as parteiras tradicionais da região.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gênero, Saúde Materna e Paradoxo Perinatal


Para fechar a semana, divulgamos nesta sexta-feira o texto da pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - FSP/USP Simone Grilo Diniz - Gênero, Saúde Materna e Paradoxo Perinatal, que está linkado no site da Scielo e pode ser encontrado no impresso da Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, V.19, n.2, de agosto de 2009.
Confiram um trecho:
RESUMO
Nos últimos 20 anos, houve uma melhoria de praticamente todos os indicadores da saúde materna no Brasil, assim como grande ampliação do acesso aos serviços de saúde. Paradoxalmente, não há qualquer evidência de melhoria na mortalidade materna. Este texto tem como objetivo trazer elementos para a compreensão deste paradoxo, através do exame dos modelos típicos de assistência ao parto, no SUS e no setor privado. Analisaremos as propostas de mudança para uma assistência mais baseada em evidências sobre a segurança destes modelos, sua relação com os direitos das mulheres, e com os conflitos de interesse e resistências à mudança dos modelos. Examinamos os pressupostos de gênero que modulam a assistência e os vieses de gênero na pesquisa neste campo, expressos na superestimação dos benefícios da tecnologia, e na subestimação ou na negação dos desconfortos e efeitos adversos das intervenções. Crenças da cultura sexual não raro são tidas como explicações 'científicas' sobre o corpo, a parturição e a sexualidade, e se refletem na imposição de sofrimentos e riscos desnecessários, nas intervenções danosas à integridade genital, e na negação do direito a acompanhantes. Esta 'pessimização do parto' é instrumental para favorecer, por comparação, o modelo da cesárea de rotina. Por fim, discutimos como o uso da categoria gênero pode contribuir para promover direitos e mudanças institucionais, como no caso dos acompanhantes no parto.
Palavras-chave: gênero; saúde sexual e reprodutiva; cuidado baseado em evidências; SUS; saúde materna; humanização.
Para ler na íntegra acessem: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0104-12822009000200012&script=sci_arttext

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Parto no Brasil em Minas Gerais!

Nesta quinta-feira muita ocitocina está sendo liberada em Belo Horizonte, no COBEON, e muitos encontros compartilhados, desta grande rede em prol de uma assistência obstétrica e neonatal humanizada, e atenta à mulher.
Ana Carolina apresentará o trabalho “Não tá nascendo não, mãe! a médica aqui sou eu.” Interação e violência simbólica na maternidade, às 13h35, além de representar o blog na terra do Hospital Sofia Feldman e do Centro de Parto Normal David Capistrano da Costa Filho - c/ direito a beijos, abraços e encomendas entregues em mãos!
Mais uma vez fico do lado de cá da tela, e doida p/ saber como está o evento!
Já divulgamos por aqui o excelente trabalho realizado em BH, e p/ quem não leu ainda, confiram:
Minas, eu quero vocês (Parte 1);
Comissão Perinatal e Movimento BH pelo Parto Normal.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Agenda Parto no Brasil

Confiram as novidades desta semana em nossa Agenda Parto no Brasil!
I Curso para Gestantes:

Em São Paulo, capital, a Casa Ângela recebe a parteira holandesa Mary Zwart em, Parto: posições como intervenção e prevenção de distócias.
Fundadora da Escola Perinatal Européia, membro do Fórum Europeu de Cuidados Primários, representante internacional da Iniciativa Amiga da Mãe e do Bebê (MotherBabyFriendly Care Iniciative), membro do Movimento pela Humanização do Parto (Humpar) de Portugal, sendo que no Brasil colabora com o movimento de humanização do parto e na capacitação de profissionais, Mary Zwart estará dia 13, a partir das 8 horas, na R. Mahamed Aguil, 34, Jd. Mirante, para compartilhar seus ensinamentos e práticas! Imperdível!
Vagas limitadas - investimento de R$10,00.
Outras informações pelo contato: casaangela@monteazul.org.br - Tel.: (11) 5852-5332.
Com a proposta de discutir quem são os pais de hoje nesta sociedade contemporânea serão apresentados no curso Os pais, mães e seus filhos na sociedade contemporânea algumas indicações da Psicanálise que orientam os pais a respeito dos cuidados adequados com a criança.
Destinado aos pais e pessoas interessadas, c/ investimento de R$ 120,00. Encontros na R. João Moura, 464, Conj. 5, em São Paulo, c/ grupos nos dias 20 e 27 de julho, das 20 às 22 horas, sob a coordenação do psicanalista Rubens de Aguiar Maciel (Doutor pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - FSP-USP).
Os interessados deverão fazer um depósito de 50% do valor em nome de Rubens de Aguiar Maciel, no Banco do Brasil, Banco 01, Agência 3043-0, Conta Corrente 13151-2, para garantir sua inscrição; o restante deverá ser pago durante os encontros. Após o depósito encaminhar nome e telefone para rubensm@usp.br, ou (011) 8913-3313.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Casa Jaya recebe o obstetra Michel Odent, em São Paulo/SP

Boa noite!
Sim, são mais de 23 horas e, finalmente, depois da cria dormir, retorno ao blog que desde sábado está sem atualizações!
O filhote ficou dodói, alguns outros imprevistos, aliados ao frio e a baita chuva litorânea impediram de trabalhar por aqui, mas venho c/ uma matéria fresquinha da jornalista Adriana Vieira, também instrutora de Yoga e Shantala no Namaskar Yoga, que participou hoje do encontro c/ o obstetra Michel Odent e a parteira Heloisa Lessa, na Casa Jaya, em Pinheiros, na na capital paulista, organizado pela graduanda em Obstetrícia Mayara Boareto, que realiza um lindo trabalho de documentação em vídeo de parteiras tradicionais pelo mundo afora, o Mulheres da Terra.
Confiram abaixo:
Segundo Michel Odent, obstetra francês “proteger” é a palavra chave para um trabalho de parto produtivo
...E nessa terça-feira, 5 de julho, Odent, autor de livros como “O renascimento do Parto”, entre outros 11 títulos, ministrou palestra em São Paulo, na Casa Jaya, para mais de 150 pessoas, entre profissionais da saúde, gestantes, casais grávidos e demais interessados no bem estar da gestante e do bebê.
Odent enfatizou a importância da gestante sentir-se ‘protegida’ de algumas armadilhas que possam impedir um trabalho de parto contínuo e saudável. São observações fáceis de serem percebidas, mas que nem sempre são respeitadas, como: a privacidade da gestante, a linguagem, ou seja, o respeito ao silêncio necessário durante essas horas de trabalho de parto, uma baixa iluminação, que permite também que ela se acalme, se aquiete, e principalmente a presença somente de pessoas tranqüilas e que passam para a gestante também segurança. “Esses detalhes fazem toda a diferença”, afirma o obstetra. “A falta de privacidade, o entra e sai das pessoas no quarto, o barulho, celular, muita luz, estimulam a produção da adrenalina, inibindo assim a produção de oxitocina, o hormônio necessário para aumentar as contrações e finalizar uma boa hora do parto”, completa Michel Odent.
A explicação fisiológica para o processo do bom andamento do trabalho de parto é que com a ativação do neocórtex, a parte frontal do cérebro, nosso lado racional, há a inibição da ação das áreas instintivas, ou seja, da produção hormonal natural da oxitocina. Quando a mulher se sente “protegida”, segura, ela pode relaxar e seguir com o trabalho de parto naturalmente.
Odent também comentou sobre alguns mitos e regras que muitos livros sobre parto humanizado citam, e que nem sempre devem ser seguidos: “ não há regras durante o trabalho de parto. O mais importante é perceber as necessidades da mulher. Se ela quiser beber água ou comer algo leve, tudo bem. Mas se ela não achar necessário, isso deve ser respeitado”, conclui Odent. Ele comenta ainda que em relação a movimentar-se durante o TP (trabalho de parto) também não deve ser uma condição única. “ Se a mulher estiver conectada com seu íntimos, intuitivamente ela vai saber a posição que dever estar e quando mudar, para ajudar o seu bebê a chegar ao mundo”, diz Michel Odent.
Fontes:
http://www.casajaya.com.br/modules/news/article.php?storyid=171#.ThOq80Wex_g.facebook
http://www.namaskaryoga.com.br/blog/files/96767b185e511daac87d342dc4a99935-158.php
E, já em solos mineiros, Ana Carolina aterrizou à tarde em Belo Horizonte p/ participar do VII Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal - COBEON, c/ incríveis apresentações de trabalhos, debates, mesas-redondas - Caderno de Programação aqui e Conferencistas aqui! Em breve, novidades compartilhadas, eba!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Registro de obstetrizes no Conselho de Enfermagem


De peitos a mostra obstetrizes e ativistas protestaram contra o fechamento do curso de Obstetrícia, em março de 2011, no vão livre do MASP, em São Paulo, capital. Imagem da internet.
Como previsto na Lei 7.498/86, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, o art. 6º estabelece que é enfermeiro “o titular do diploma ou certificado de obstetriz ou de enfermeira obstétrica, conferidos nos termos da lei”. Mesmo assim, @s obstetrizes graduad@s pela EACH-USP não conseguem atuar na assistência obstétrica, pois os conselhos não reconhecem o ofício.
Mas, boas novidades! Confiram nas inúmeras matérias noticiadas pela internet:
MPF quer que conselho reconheça obstetrizes como enfermeiros - http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5212504-EI8266,00-MPF+quer+que+conselho+reconheca+obstetrizes+como+enfermeiros.html
A medida beneficia os estudantes de Obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP). De acordo com o MPF, um inquérito civil público foi aberto após a constatação de que o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SP) estava indeferindo o registro de bacharéis formandos pela USP. O Coren-SP e o Cofen têm um prazo de 25 dias para informar se cumpriram a recomendação.
MPF recomenda a conselho que registre formado em Obstetrícia como enfermeiro - http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mpf-recomenda-a-conselho-que-considere-como-enfermeiro-formado-em-obstetricia,738459,0.htm
A grade curricular foi alterada baseando-se no curso de enfermagem e o Coren/SP concordou em reconhecer como bacharéis os alunos que a cumprissem. No entanto, a decisão foi refutada pelo Cofen, que expediu a resolução nº 378 em 29 de abril de 2011, determinando que os conselhos regionais não aceitassem a inscrição de obstetrizes, independente da carga horária cumprida.
MP quer que órgãos de enfermagem reconheçam formados em obstetrícia Conselho Federal de Enfermagem não reconhece diploma de obstetriz - USP decidiu manter as 60 vagas oferecidas no vestibular - http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/06/mp-quer-que-orgaos-de-enfermagem-reconhecam-formados-em-obstetricia.html
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Cofen e aguarda retorno. Em março, o órgão emitiu nota assinada pelo presidente Manoel Carlos Neri da Silva, na qual afirmava que o curso da USP “não preenche os requisitos legais para o exercício profissional da enfermagem”. Ainda segundo a nota, o Conselho Federal de Enfermagem, desde 2008 tem emitido pareceres repetidos indicando a impossibilidade de concessão de registro profissional aos egressos do curso de obstetrícia porque contraria as diretrizes curriculares para o curso de graduação em enfermagem.
MPF recomenda ao COFEN que reconheça bacharéis em obstetrícia como enfermeiros - Cursos de obstetrícias devem voltar a valer, mas formados devem ser considerados enfermeiros - http://www.redebomdia.com.br/noticias/dia-a-dia/58638/mpf+recomenda+ao+cofen+que+reconheca+bachareis+em+obstetricia+como+efermeiros
O Ministério Público havia recusado a base curricular do curso da USP e proibido a inscrição de obstetrizes nos Conselhos Regionais de Enfermagem. Agora, o MPF pediu o cancelamento dessa proibição.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Agenda Parto no Brasil

Confiram os eventos e oportunidades em nossa Agenda Parto no Brasil desta semana, c/ incríveis encontros e capacitações p/ o início de julho!
No portal Absoluta, participem da Promoção Meu Bebê é meu Melhor Presente:

2a. Semana Gênero e Direito:

Nesta quarta, Roda de Casais Grávidos, em São Paulo, capital, na Casa Jaya:

Simpósio Multidisciplinar de Parto Humanizado, em 1o e 2 de julho, c/ carga horária de 20 horas, na Câmara Municipal de Dourados/MS, p/ acadêmicos e profissionais da área da saúde, da atenção básica, especialidades e hospitalar. Mais informações no site - www.humanizadourados.com
Lançamento dos resultados do Projeto Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco e do Inventário dos Saberes e Práticas das Parteiras Indígenas de Pernambuco. O evento acontecerá no sábado, dia 02 de julho, das 13 às 15 horas, no auditório da Livraria Cultura. No lançamento haverá uma mesa redonda, composta por uma representante do Instituto Nômades, que apresentará os resultados das pesquisas; pelo Núcleo Ariano Suassuna de Estudos Brasileiros/UFPE, através da antropóloga Cida Nogueira, que falará sobre o conceito de tradição na atualidade; pela Gerência de Saúde da Mulher da SES/PE, que apresentará o Programa Estadual de Parteiras Tradicionais; pelo Iphan, que fará uma exposição sobre a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) e o processo de registro de um bem como patrimônio cultural imaterial, e por parteiras. Será entregue também ao Iphan uma solicitação do registro dos saberes e práticas das parteiras tradicionais como patrimônio cultural brasileiro, e as pessoas físicas e jurídicas presentes no evento que apoiam a solicitação poderão assinar o documento, reforçando o pedido.

Congresso Virtual de Aleitamento:

Curso de Doulas, em Recife/PE:
O Instituto Nômades e o Ishtar Espaço para Gestantes anunciam a tod@s a realização do seu Curso de Capacitação de Doulas no Grande Recife. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas!
Com o objetivo de capacitar mulheres de diversas áreas/profissões para atuarem como doulas (acompanhantes de parto) em partos hospitalares e domiciliares, sendo que o público alvo são mulheres de qualquer formação profissional que desejam ajudar outras mulheres no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
De 09 a 12 de julho, c/ carga horária de 37 horas, c/ uma atividade prática numa maternidade local com 5 horas de duração. Na Granja Jaguaroca, Aldeia, Camaragibe/PE, c/ uma equipe formada por Melania Amorim (obstetra); Leila Katz (obstetra); Dan Gayoso (doula); Ana Katz Schuler (doula); Kelly Brasil (doula); Fabiana Melo (fisioterapeuta) e Marcelle Mello (enfermeira obstetra). Investimento de R$ 600,00, parcelado em até 3x. Mais informações/inscrições pelo tel.: (81) 3454-2505 / 9973-8035 / 8825-1274, e/ou pelo email: dan@institutonomades.org.br / espacoishtar@gmail.com
E, p/ finalizar, Michel Odent também no Rio de Janeiro/RJ:

terça-feira, 28 de junho de 2011

Parto em evidência

A partir de hoje, terça-feira, vários eventos incríveis sobre Saúde da Mulher, c/ foco na gestação e parto estarão em destaque, a começar pelo encerramento da disciplina Evidências em Saúde, das profas. Maria Luiza Riesco, Diná Monteiro da Cruz e Simone Diniz, ofertada pelos Programas de Pós-Graduação em Enfermagem e Enfermagem na Saúde do Adulto, na Escola de Enfermagem da USP, na capital paulista, na sala 349 - 3o. andar, das 9 às 12 horas.
Na oportunidade ainda terão relatos de pesquisas e experiências de usuárias mobilizadas em favor das melhores práticas na atenção ao parto vaginal, sendo uma aula aberta e gratuita. Além disso, o objetivo da disciplina foi de ampliar a capacidade d@s alun@s em interpretar criticamente o conhecimento gerado por pesquisas científicas e suas publicações. Na aula aberta de encerramento, o curso destacará a mobilização de mulheres usuárias dos sistemas de saúde, em favor do uso das evidências em obstetrícia, por melhores práticas na atenção ao parto e nascimento. O país que é campeão em número de cesáreas, mantém uma assistência ao parto vaginal que pode ser considerada até retrógrada, em termos de evidências científicas. Neste contexto, brasileiras mobilizam-se virtualmente e presencialmente para popularizar e garantir as práticas mais seguras e efetivas, evidenciadas por metaestudos.
Abaixo a Programação:
9h - Abertura
9h15 - www.partonobrasil.com - Internet, Obstetrícia e Empoderamento, com Ana Carolina Franzon (GEMAS, PPGSP, FSP/USP)
* Apresentando resultados da pesquisa divulgada em BSB, em nov/2010, na Conferência organizada pela ReHuNa - saiba mais aqui! E, também, palestrado em Bauru, em maio passado, no seminário realizado pelo SENAC/GAAME - saiba mais aqui!
9h30 - Parto do Princípio: Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, com Heloisa Salgado (GEMAS, PPGSP, FSP/USP)
10h - Parto do Princípio: Representações no Ministério Público baseadas em Evidência, com Denise Yoshie Niy (GEMAS, PPGSP, FSP/USP)
10h15 - Parto do Princípio: Participação na Rede de Usuários Cochrane, com Deborah Rachel Audebert Delage Silva (GEMAS, PPGSP, FSP/USP)
Realização:
GEMAS (Gênero, Evidências, Maternidade, Saúde) - FSP/USP
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - EEUSP
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem na Saúde do Adulto - EEUSP
Rede Parto do Princípio

Na terça, ainda, conforme divulgamos na Agenda Parto no Brasil da semana passada, do dia 22, teremos à tarde o Seminário Parir e Nascer, na Faculdade de Saúde Pública e, na quarta, um evento incrível (e imperdível) - Saúde dos Brasileiros, sobre os artigos publicados na revista inglesa The Lancet. Para fechar a semana, na quinta-feira, em Campinas/SP, na Unicamp, a palestra Assistência Perinatal como Desafio para atingir a 4a. meta do milênio: Redução da Mortalidade Infantil, no Auditório do Centro de Convenções, das 9 às 17 horas, organizado pelo CAISM. É necessário se inscrever pelo site: http://foruns.bc.unicamp.br/saude/saude41.php
E, dá-lhe ocitocina!!!
* Ilustração de Leonardo da Vinci.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Promoção de Inverno

228 páginas de puro deleite!
Para quem não leu Parto com Amor, leia! É daqueles livros em que três boas sentadas, se as crias permitirem, bastam! O motivo? Leitura cativante, envolvente, e tão comum nas conversas, muitas vezes virtuais, nas listas de discussão, daquelas que tomaram para si seus corpos e seus partos.
A procura por um profissional humanizado, a mudança de médico nos "45 do segundo tempo", a busca, o empoderamento e a escolha - em casa, com parteira, na água, no hospital! Essas "histórias de nove mulheres que vivenciaram o parto humanizado" inovaram as publicações sobre o tema, pois deram voz às protagonistas do nascimento: as mulheres!
Organizado pela jornalista Luciana Benatti e pelo fotógrafo Marcelo Min, pais de Arthur e Pedro, nascidos de partos naturais, no hospital e, em casa, respectivamente, que transformaram a vida e a visão destas duas pessoas através de momentos únicos da vida deste casal que compilou depoimentos recheados por belíssimas imagens gravadas em outros momentos especiais, de outros casais e famílias.
Nove mulheres-mães, nove bebês que, com amor, nasceram!
Lançado em 04 de maio, na Livraria Cultura, em São Paulo, capital, e, também, em outras cidades, o livro já foi para sua segunda tiragem, pela Panda Books - um sucesso de edição!
Ana Carolina teve o prazer de ir neste evento, e, em mãos e autógrafos recebeu de Luciana e Marcelo seu exemplar, ao lado da Sereia Iara, que em suas brincadeiras de bonecas também pari de parto normal, sem episio e kristeller, e adora ver as fotos dos bebês nascendo - e, assim, as boas práticas são (re)transmitidas p/ as futuras gerações!
Fotos maravilhosas, texto delicioso! - confiram aqui trechos do livro.
E, c/ grande alegria lançamos hoje a Promoção de Inverno c/ o sorteio de Parto com Amor, gentilmente cedido pela Panda Books e Luciana Benatti! Para concorrer deixem nos Comentários abaixo Nome, Email, e divulguem para suas redes sociais (blogs, sites, Twitter, Facebook, Orkut etc.).
O sorteio será daqui duas semanas, em 11 de julho, a partir das 20 horas, aproveitem!
Nossa Loja Virtual também comercializa a obra - aqui! Conheçam, ainda, nossos produtos!
* Fotos de Cesar Ogata.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mulheres que correm com os lobos

Compartilho uma leitura que estou empolgadíssima p/ ler, acerca dos arquétipos femininos e as forças que carregamos em nossa feminilidade, em Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias dos arquétipos da mulher selvagem, de Clarissa Pinkola Estes, que pode ser baixado, em PDF, no link - http://veterinariosnodiva.com.br/books/MULHERES_QUE_CORREM_COM_OS_LOBOS.pdf

Outro título da autora é A Ciranda das Mulheres Sábias, que Ana Carolina leu e adorou! Neste a autora trata das relações de compadrio e do amor entre as comadres, que cuidam-se como mães - #ficaadica!
Boa pedida p/ esse feriado!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mulheres da floresta


Por Patrícia Schleumer
Uma mulher de longos cabelos negros acompanha a filha que acaba de menstruar até a beira do rio para um ritual de passagem. São índias da etnia Arara Shawãdawa, uma aldeia situada nas entranhas da Floresta Amazônica, no Acre. Em sua primeira menstruação, as jovens aprendem que devem devolver esse sangue para a Terra e para a água, a fim de reverenciar a sintonia dos seus ciclos com a natureza. Diz a sabedoria da floresta que, dessa forma, elas ficam protegidas de cólicas e garantem um bom parto. As índias usam um pano – como os absorventes ecológicos ainda pouco usados pelas mulheres da cidade – e durante os seus ciclos lavam o pano no rio: “A índia primeiro oferece o sangue para a Terra e depois devolve o resto para a água, onde ela lava o pano e guarda para usar sempre que menstruar. Meu avô, que foi pajé, falava que a mulher não pode usar nada a não ser um pano limpo, de algodão, para ser saudável e não pegar uma inflamação ou uma doença no útero”, explica dona Francisca das Chagas, parteira, com experiência em mais de mil partos naturais na sua aldeia e em vários locais do Brasil. Dona Francisca é uma das representantes brasileiras que participa das atividades do Conselho Internacional das Treze Avós Indígenas, organizado pela ONU, que reúne anciãs de várias etnias indígenas para trocar experiências e preservar as tradições de seus povos. Elas se declaram representantes de uma aliança de prece, educação e cura para a Mãe Terra, para todos seus habitantes e para as próximas sete gerações. Dona Francisquinha, como é mais conhecida, mãe de 12 filhos e avó de 13 netos, também nasceu em uma família grande, com doze irmãos: – O mais velho foi o Manuel, depois veio a Nair, depois a Nedina, depois o Francisco, depois o Nalésio, o Raimundo, aí veio a …” Ela para para lembrar e percebemos, rindo, que finalmente era ela: a Francisca, nascida pelas mãos da tia da mãe e do próprio pai que era parteiro e pajé. O pajé é o conselheiro e o curandeiro da aldeia. Ele aprende com o pai, que aprendeu com o avô etc., seguindo uma tradição oral que passa ensinamentos como a medicina da floresta, de geração em geração. Com um tom de voz calmo e olhar sereno, sem a pressa que costumamos ter nas grandes cidades, ela explica: – O pajé sabe tudo, das coisas da matéria e, principalmente, do espírito. Ele conversa e fala o que você precisa ouvir, é muito sábio. A mulher ou filha do pajé também sabe muito. Eu aprendi muito com meu pai e minha mãe, que também era parteira; quando tinha um parto na aldeia, minha mãe dizia que não era bom me levar, porque a cena era muito forte. E meu pai respondia: “Não, ela tem de ir porque ela tem de aprender, ela vai ser parteira, não tem nada forte para minha filha, ela vai aprender tudo.” Desde pequena ouço meu pai dizer: “Minha filha, você deve ter amor por você; se você tem amor por você, você tem amor pela humanidade.” E a profecia do pajé se cumpriu. Além de dona Francisca ter se tornado uma parteira conhecida e requisitada fora dos limites de sua aldeia, ela também se tornou uma das guardiãs da cultura e da sabedoria de seus ancestrais. Vivendo no ritmo da própria natureza Muitas mulheres da cidade procuram dona Francisca para tratamentos de saúde ou para se prepararem para o parto. Seus remédios são feitos com as plantas, raízes, folhas e flores da floresta amazônica. Perguntei o que ela achava sobre a dificuldade que muitas mulheres têm para engravidar ou para parir naturalmente; ela me disse: – As mulheres que vivem na cidade trabalham muito para pagar contas e perdem a tranquilidade e o amor de dentro delas. Elas pensam em ganhar mais dinheiro e o tempo passa; quando param e querem filhos com a idade avançada, fica mais difícil. Diante da simplicidade de sua sabedoria, concluo que o estresse da mulher urbana a desconecta de sua própria natureza e essência feminina, dificultando a possibilidade de uma gravidez e pergunto sobre como é o ritmo de trabalho das índias: – Na aldeia, as índias também trabalham muito na cultura, fazendo remédios, mas elas trabalham vendo o que está acontecendo com os filhos e com elas, com a própria matéria e o espírito porque elas estão pisando na terra, sentindo a Mãe Terra, sentindo a floresta o tempo todo. Elas trabalham muito para plantar, para alimentar os filhos, mas com o sentimento da floresta, com sentimento pela Terra, que significa o amor e a paz.” Quando a lua nova aparece no céu, as índias se enfeitam, pintam o corpo todo e fazem uma roda em volta de uma fogueira para dançar para lua. É uma folia. Elas cantam chamando todas as mulheres da aldeia para a roda, até as pequenas índias, e celebram os ciclos da vida noite adentro. Com a benção das estrelas Se para a maioria das mulheres da cidade todas as informações sobre a gravidez e os preparos para o parto são resolvidos em um consultório médico, para as índias é bem diferente. Na aldeia, elas já crescem assistindo a partos naturais e, logo que engravidam, começam a se preparar para receber seu filho. As massagens com óleos para abrir o quadril começam a partir dos três meses de gravidez; a permanência na postura de cócoras também é praticada desde o início da gestação: “Na aldeia, as mulheres não têm problemas com dilatação ou contração porque lá a mulher se prepara bem antes, logo que engravida ela toma os remédios das plantas da floresta e as parteiras vão ajeitando a criança. Quando chega a hora do trabalho de parto, está tudo certo. As mulheres não têm medo da dor, aprendem a entregar-se a si mesmas, a confiar na natureza e as índias mais velhas explicam desde cedo para as moças como são as contrações e a dilatação”. Quando uma criança nasce na aldeia, as parteiras cortam o cordão umbilical e enterram a placenta encostada em uma árvore para devolvê-la para a floresta e para a Terra. E na hora que o nenê começa a nascer, a parteira faz uma reza e começa a entoar uma canção para receber a criança. A canção fala da lua, da água, da terra, do fogo e das estrelas e o bebê nasce envolvido em uma benção sagrada que lhe descreve o cenário da sua nova morada.
Fonte: http://materna.uol.com.br/reportagem-especial/mulheres-da-floresta/#.TfDuw59kuq0;facebook
Imagem: Comadrona hands, de Rebecca Plummer Rohloff

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